Famílias que vivem no Assentamento Luiz Beltrame, no conjunto Parque dos Coqueiros, bairro Nossa Senhora de Apresentação, estão enfrentando uma surto de bicho-de-pé. De acordo com os relatos dos moradores, mais de 70 bichos foram retirados de um idoso, de mais de 80 anos, com diabetes. A doença é chamada oficialmente de tungíase.
Entre os sintomas estão coceira e dores. Às vezes, não dá nem para caminhar, segundo o relato de uma moradora. “Coça, dói, incha. A gente fica sem andar direito, com os pés inchados. A minha filha, meus netos, tudo com os pés doendo. Fica tipo uma bolha, coçando e doendo demais”, contou a dona de casa, Graça de Souza.
Os casos na comunidade são recorrentes e não faltam relatos sobre a falta de atenção da saúde básica para as 71 famílias que vivem no local. Um grupo de evangelização tem mobilizado profissionais de saúde para atender aos moradores.
“Falta esse braço de atenção para não chegar a uma situação dessa. A gente stá cuidando, traz os profissionais para cuidar. Isso não foi só agora. Em outro tempo, a gente trouxe podólogos para fazer esse trabalho, mas é preciso cuidar para evitar esse problema”, disse Emanuel Freire, diretor de um grupo de missões e ações sociais.
Na semana passada, profissionais de saúde, como podólogos e pediatras, estiveram na comunidade realizando mais uma ação. No entanto, a reincidência de casos chama a atenção e preocupa as famílias.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) informou que “realiza periodicamente ações de saúde para os moradores do Assentamento Luiz Beltrame, no Parque dos Coqueiros, com a intenção de atender às demandas relacionadas ao bem-estar desta população”.
Além disso, a pasta disse que não tinha conhecimento sobre o surto. Contudo, pontuou que “uma ação com a equipe do Distrito Sanitário Norte II já estava programada para acontecer este mês no local, e devido aos relatos, a ação será antecipada”.
Por fim, a SMS esclareceu que a tungíase faz parte das doenças tropicais negligenciadas. “Um grupo de mais de 20 doenças que impactam principalmente populações que vivem em condições de pobreza, com acesso limitado à água potável, saneamento básico e serviços de saúde”, explicou.
Portal da Tropical
Vamos abrir a caixa preta do Ministério Público do RN. Como pode o orçamento desse pessoal ser maior que o do estado Ceará, que é pelo menos 3 vezes maior que o do RN? Tem boi na linha. É por isso que compram 6 carros blindados, guardião para bisbilhotar pessoas (e olhem que a lei diz que precisa de autorização de juiz) a 1 milhão de reais, uma fortuna para pagar auxilio paletó etc. O povo precisa saber disso. Eles exigem fiscalizar tudo mas naqueles ser fiscalizados. O Ministério Público não está acima da lei e precisa explicar seus gastos.