Política

Em mensagem anual à Assembleia, governadora Fátima Bezerra destaca reforma da previdência; leia íntegra

Foto: Divulgação

Na mensagem anual do Governo do Estado à Assembleia Legislativa entregue nesta segunda-feira, 03, a governadora Fátima Bezerra conclamou os deputados estaduais e a sociedade como um todo a continuar a construção de um novo ciclo, iniciado em 2019, para superar os desafios que estão colocados à administração pública. “As dificuldades não são maiores do que nossa disposição em construir uma sociedade mais justa e igualitária. Tenho certeza de que continuaremos trabalhando juntos, Governo, Assembleia Legislativa, demais Poderes e sociedade, na construção de um Rio Grande do Norte cada vez mais desenvolvido e menos desigual”, afirmou.

A governadora citou as realizações do primeiro ano da gestão e ressaltou “em nosso governo, as secretarias deixaram de ser ilhas isoladas e passaram a trabalhar de forma intersetorial, considerando a complexidade dos problemas e a necessidade de ação conjunta e plural para que possamos dar respostas satisfatórias à sociedade”. Ela acrescentou que nenhuma ação de Governo foi feita em separado do povo. “Nosso primeiro ano de governo foi marcado pela participação social e pelo fortalecimento dos conselhos de controle social. Debatemos e formulamos as políticas que estamos desenvolvendo em conjunto com a sociedade civil, nas mais diversas áreas.”

Fátima Bezerra explicou que o governo tem mantido uma relação de permanente diálogo, inclusive com o setor produtivo do Estado, visando a consolidação de novos investimentos e fortalecimento dos negócios já existentes. E citou o Programa RN + Competitivo, + Produtivo, + Inclusivo, um conjunto de treze iniciativas para estimular a retomada do crescimento econômico do Estado por meio da atração de investimentos, qualificação profissional e geração de empregos. Destacou também o PROEDI, que contempla demandas de mais de 10 anos do setor industrial do Estado e que foi construído em conjunto com quem produz e emprega.

PREVIDÊNCIA

Sobre a reestruturação da Previdência Estadual, a governadora reconheceu: “Este é um passo do qual não podemos nos eximir. Com o desfecho no plano nacional, os Estados ficam obrigados a realizar suas reformas até 31 de julho de 2020, sob pena de receberem sanções. Na alteração do Art. 167 da Constituição, que trata das vedações, está dito que o Estado que não tiver enquadrado nas regras da previdência, ou seja, sem déficit atuarial ou financeiro, terá seu Certificado de Regularização Previdenciária suspenso”, alertou.

Assim, destacou Fátima Bezerra, os Estados ficam obrigados a mostrar que não têm déficit ou que adotaram medidas para saná-lo ao longo do tempo. Caso isso não ocorra, ficarão impedidos de receberem transferências de recursos federais, firmar convênios se obter aval para empréstimos. Ou seja, o Estado que não realizar a reforma, ficará ingovernável.

O Rio Grande do Norte tem uma das situações de maior gravidade com relação ao déficit da previdência. Inclusive se forem considerados apenas os Estados do Nordeste. “Estamos em pior condição porque, ao contrário dos demais Estados que já vinham adotando medidas para equalizar o rombo, aqui os governos só agravaram esse déficit, retirando recursos que compunham o fundo previdenciário sob o pretexto de atualização de salários, o que não ocorreu”, disse a Chefe do Executivo.

Em 2019, por mês, o déficit nas contas do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado (Ipern) foi de R$ 120 milhões. Isso correspondeu a um débito de R$ 1,57 bilhão ano, valor 15,6% superior ao de 2018. E só foi possível cobrir a diferença no ano passado, porque o Poder Executivo aportou recursos do Tesouro Estadual ao Ipern.

De um ano para o outro, o desfalque foi ampliado em R$ 212 milhões. “Infelizmente, os governos passados – todos eles – permitiram essa situação chegar ao profundo do desequilíbrio de hoje. Se nada for feito, esse problema será ainda maior ao fim de 2020. Nossa previsão é de que o déficit atinja R$ 1,875 bilhão este ano, um incremento de meio bilhão de reais em apenas dois anos”, informou a governadora.

Ela também explicou que diante da necessidade imperiosa da reforma, e com vistas a equacionar essa situação, o Governo do Estado fez uma série de estudos para encontrar a melhor proposta. “Como cabe a um governo de perfil democrático, os estudos e propostas foram submetidos ao diálogo franco, responsável e transparente com o Fórum Estadual dos Servidores, e com o conjunto da sociedade, ao contrário de outros Estados onde as Casas Legislativas receberam as propostas de reforma sem que tivesse havido diálogo com os trabalhadores. Conosco não poderia ser dessa forma. Realizamos várias rodadas de diálogo com os servidores, ouvindo suas críticas legítimas, frente a um tema tão espinhoso. Não é justo, nem podemos admitir, que os servidores arquem sozinhos com os custos desse déficit que não foi criado por eles”, afirmou.

E acrescentou taxativamente a governadora: “Tenho colocado claramente que temos de fazer a reforma, mas uma reforma diferente da realizada pelo Governo Federal. Não vamos tratar os desiguais de forma igual. Vamos enviar para esta Casa uma proposta de reforma da previdência que protege os servidores ativos e inativos que recebem os menores salários, garantindo o caráter progressivo da medida.”

Dentro dos critérios pré-definidos, a governadora lembrou que as mudanças na idade e o tempo de contribuição mínimos para a aposentadoria na proposta estadual também são menores do que as realizadas a nível federal. “Enquanto a reforma da União aumentou 7 anos na idade mínima da mulher, nossa proposta aumenta em 5 anos.”

Para as professoras e professores da rede estadual, as regras de transição, tanto por acúmulo de pontos como por pedágio também foram suavizadas, em comparação com a reforma nacional. A idade mínima aumenta somente em 2023 para 52 e 57, mulheres e homens, respectivamente.

“Portanto, nosso esforço e de toda a equipe econômica do nosso governo, tem sido chegar, através de muito diálogo, a uma proposta que possa mitigar os impactos para os servidores e dar passos para solucionarmos o déficit existente”, pontuou Fátima.

Na mensagem, a governadora ainda apresenta as realizações do Poder Executivo estadual em 2019 – veja quadro abaixo – e diz: “Estamos revertendo as expectativas pessimistas que acompanhavam o nosso Estado ao longo dos últimos anos. Sabemos que muito mais precisa ser feito, será, e os resultados vão continuar aparecendo”. Fátima Bezerra encerra citando o compositor e poeta Milton Nascimento: “Se muito vale o já feito, mais vale o que será.”

Leia a mensagem governamental na íntegra.

Opinião dos leitores

  1. Ela não estava lá, então a mensagem não é dela, e sim dos que a escreveu, mas gostaria de saber de uma coisa, o Governo tem a obrigação de pagar de contribuição patronal do dobro do cobrado aos servidores, quem irá fazer esse controle, pois atualmente nem os 22% o governo está recolhendo, imagine sobre essa alíquota progressiva, mais uma atrapalhada PTista à vista.

  2. PT sempre fez oposição por fazer, irresponsável e inconsequente, visando somente marcar posição. Foi contra o plano real e até contra a lei de responsabilidade fiscal. Acaba pagando o preço de ter que se desdizer, inventar uma desculpa e seguir como se o povo fosse ignorante. Agora tá acontecendo a mesma coisa.

  3. A TESE DE CABELO DE FOGO É QUE CONTRATANDO MAIS GENTE O ESTADO RESOLVE O PROBLEMA DA PREVIDÊNCIA. É SÓ CONTRATAR 10 MIL PMs, 2000 DELEGADOS E AGENTES, 5000 PARA A SAUDE, E UNS 15000 PARA SETOR ADMINISTRATIVO. QUANTO MAIS GENTE, MAIOR É A ARRECADAÇÃO. PRONTO ESTÁ RESOLVIDO O PROBLEMA. VALEU CABELO DE FOGO.

    1. Se o estado substituir os comissionados e os antigos da DATANORTE, que ganharam na justiça o direito a salários exorbitantes, resolve boa parte, pois não irá mais para o INSS e sim pro IPERN.

  4. Que saudades da grande guerreira Wilma de Faria, mulher forte e firme em suas atitudes, numa situação destas ela mesma iria ao encontro dos que discordavam da sua maneira de governar, outra, tinha um secretariado competente que nestes momentos sabiam dá as devidas orientações e a acompanhavam nas duras jornadas, quantas vezes dona Wilma de Faria (de saudosa memoria) desmoralizar Fátima Bezerra, a grevista que impunha a bandeira dos sindicatos pra desafiar o seu governo, hoje Fátima como governadora tomou uma doze cavalar do seu próprio veneno, e deve ter doído muito no seu estômago de avestruz. É o velho ditado que hoje tornou-se atual como nunca "QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO" . É vejam que tudo é apenas um começo de uma nova etapa.

  5. Boa sorte governadora, ajuda a consertar os desmandos que Alves, Maia, Rosado, Ciarline, Farias e seus agredados fizeram durante anos e anoa com as contas do nosso RN.

    1. E boa sorte também ao Presidente Bolsonaro que está consertando a bandalheira que o PT deixou.

  6. E Gopi já mudou o discurso? Num foi ela que no governo anterior mobilizou os sindicatos para fazer baderna na frente a AL? Num foi ela que gritava que a reforma da previdência era gopi e tirava os direitos dos trabalhadores? E agora que aprovar uma reforma mais perversa do que a do governo federal? Além de covarde (que não foi na AL enfrentar os cumpanheiros) é mentirosa. Mas não era para se admirar, pois essa são duas características do PT. O bom de tudo isso é ver a cumpanheiradas tudos dominadas, caladas e aceitando e achando bonito tudo isso. Agora para terminar o RN, os cumpanheiros devem tbm elegerem o prefeito de Natal e D+ municípios do RN do PT e aguardarem a desgraça acontecer nesse estado bonito, mas que a cada dia caminha para o precipício.

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Cidades

Festival de Quadrilhas de Natal é adiado; confira as novas datas do evento

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Natal anunciou o adiamento do Festival de Quadrilhas Juninas da Cidade do Natal, que estava previsto para acontecer entre os dias 25 e 28 de junho. De acordo com a administração municipal, o evento foi remarcado para o período de 9 a 12 de julho em razão da necessidade de ajustes técnicos apresentados pela organização.

A informação foi divulgada pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Cultura (Secult). Segundo o Município, a alteração no calendário não compromete a realização da programação nem os investimentos destinados ao festival.

A Prefeitura atua como parceira do evento e é responsável pelo pagamento das premiações dos grupos juninos vencedores. Ao todo, serão distribuídos R$ 120 mil em prêmios para as quadrilhas participantes, considerando todas as categorias da competição.

Além da premiação, a gestão municipal também disponibiliza ajuda de custo para as agremiações selecionadas por meio de edital público. Somados os recursos destinados ao festival, o investimento chega a R$ 456 mil.

 

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Geral

Luana Piovani assinou contrato de R$ 300 mil com sindicato do BC para criticar PEC da autonomia financeira

Foto: Ronny Santos

O sindicato que representa servidores do Banco Central contratou por R$ 300 mil a atriz Luana Piovani para gravar um vídeo contrário à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá autonomia financeira e administrativa à instituição.

O pagamento foi autorizado pela direção do conselho regional do Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) no Distrito Federal. Após mostrar o envolvimento da artista no assunto, a Folha teve acesso à ata da reunião em que a contratação foi aprovada.

O encontro foi realizado virtualmente no início da tarde de 9 de junho, mesmo dia em que Piovani publicou o vídeo em sua conta no Instagram. A atriz utilizou a hashtag #publi, indicando o conteúdo pago, e marcou os perfis do Sinal Nacional e da regional DF do sindicato.

Segundo a ata, a presidente do Sinal-DF, Edna Velho, que também é diretora de relações externas da executiva nacional do sindicato, iniciou a reunião destacando a importância de uma “atuação mais incisiva” da entidade nas redes sociais para falar sobre “os riscos da PEC”, sobretudo diante da perspectiva de avanço do texto no Senado.

“Nesse contexto, foi sugerida a contratação da atriz e influenciadora Luana Piovani para participar de campanha de comunicação voltada à crítica da PEC, considerando sua atuação pública em manifestações relacionadas a temas de interesse social e a propostas consideradas prejudiciais à população”, diz o texto.

Na ata, fica claro que, antes da reunião, a dirigente já havia conversado com a atriz sobre a possibilidade de contratação do trabalho e valores de remuneração.

“A presidente informou sobre a conversa com a profissional e seu alinhamento à posição defendida pelo sindicato, além do valor cobrado pela gravação de um vídeo e postagem no perfil oficial da atriz, esclarecendo que o pagamento somente seria realizado após deliberação deste conselho e apenas em caso de aprovação da proposta”, afirma o documento.

“A proposta da contratação foi colocada em votação com valor de até R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pela campanha em questão”, acrescenta. Segundo a ata, a contratação e o limite financeiro foram aprovados com cinco votos favoráveis e uma abstenção.

Piovani foi procurada pela Folha na tarde desta quarta-feira (24), por meio de mensagens diretas e por meio de sua equipe no Instagram, mas não houve resposta até a publicação deste texto. Na semana passada, quando procurada para outra reportagem sobre o tema, ela informou que não daria entrevista.

Também na semana passada, o Sinal havia negado pagamento à atriz. Procurada novamente nesta quarta, a entidade não respondeu aos questionamentos.

A Folha teve acesso às atas de outras reuniões que também aprovaram valores para outras campanhas contrárias à PEC. Em 19 de fevereiro, o sindicato autorizou a contratação de um escritório de advocacia para elaborar uma nota técnica com foco nos pontos mais sensíveis para a categoria, pelo valor de R$ 250 mil.

Em 29 de maio, a direção da entidade aprovou a destinação de mais R$ 250 mil para ampliar a campanha contra a PEC, após avaliação de que “a campanha já veiculada em diferentes mídias teve excelente receptividade, alcançando resultados positivos em termos de visibilidade e engajamento”.

A PEC da autonomia financeira do BC foi aprovada em 10 de junho na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e aguarda votação em plenário. Além de opor BC e Ministério da Fazenda, que defende proposta alternativa, a mudança abriu um racha entre os servidores da própria instituição.

No vídeo gravado para as redes, Luana Piovani aparece sentada com uma cristaleira ao fundo e em frente a uma mesa onde se vê um caderno aberto. Ela afirma que está naquele lugar porque é para onde vai quando precisa “ter aquele papo reto”.

A atriz diz então que vai falar sobre um assunto que ela mesma tem dificuldade de entender. “Por isso fiz umas anotações, inclusive tive que dar uma estudada e pedir ajuda aos universitários para poder estar aqui conversando com vocês”, diz.

“No Brasil resolveram criar a roda, estão querendo inovar, gente. Querem colocar o Banco Central independente do governo e sujeito a sofrer influências externas. Gente, isso não tem cheiro de perigo? Me parece um risco gigantesco”, afirma.

A PEC foi apresentada durante a gestão de Roberto Campos Neto e, na primeira versão, havia uma mudança de personalidade jurídica do BC, que deixaria de ser uma autarquia pública para se tornar empresa pública de direito privado.

Os servidores passariam a ser regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), e aqueles que não estivessem de acordo migrariam para uma carreira semelhante no funcionalismo público.

Após mudanças, a versão aprovada na comissão do Senado muda o regime jurídico do BC para “entidade pública de natureza especial”, sem alteração no regime trabalhista dos servidores, cuja remuneração segue sujeita ao teto do funcionalismo público federal (hoje em R$ 46.366,19).

O presidente do Sinal, Epitácio Ribeiro, disse na semana passada que até apoia a autonomia em si, mas não na forma prevista na PEC. Segundo ele, a mudança no regime jurídico da autarquia em uma espécie de “autoridade do sistema financeiro”, com funcionamento a ser regulado em lei complementar, deixa em aberto questões como a criação e extinção de carreiras pela própria diretoria do banco.

No entanto, a entidade promoveu em 2024 uma assembleia geral entre todos os servidores, e 74% dos cerca de 4.500 participantes rejeitaram a proposta. Até hoje, a entidade afirma que esse é o posicionamento aprovado pela categoria.

Do outro lado, Thiago Cavalcanti, presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores e Procuradores do Banco Central), diz que o texto atual protege as carreiras (que só poderiam ser criadas pelo Legislativo) e dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa.

Além disso, a associação afirma que parte significativa dos votos contrários em 2024 foi dada para pressionar por um texto melhor, e desde então não houve nova consulta aos servidores para capturar a mudança de opinião de membros da carreira. Hoje, segundo pessoas favoráveis à PEC, sondagens não oficiais indicam apoio majoritário à proposta.

Grupo contrário à PEC

Dizem que BC pode deixar de ser autarquia federal; também afirmam que a diretoria poderá criar ou extinguir carreiras

Eles afirmam que versões mais iniciais do texto permitiam emprego de profissionais como celetistas, e não estatutários; os servidores seriam enquadrados em carreiras “congêneres”

Entre as críticas à PEC, servidores afirmam que proposta abriria portas para “captura regulatória”, ou seja, que os bancos e outras empresas regulados pela entidade teriam mais poder para influenciar o BC

Grupo favorável

Dizem que versão mais recente do texto eliminou pontos como contratação por regime CLT e as “carreiras congêneres”
Afirmam que PEC dá ao BC autonomia orçamentária, financeira e administrativa
Defendem que medida tem potencial para aproximar as remunerações do BC à da Receita Federal

Folha de S. Paulo

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Geral

Alvo da PF, Americanas pediu saída da recuperação judicial em março

Screenshot

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (25) uma operação sobre eventuais irregularidades no rombo financeiro das Americanas. A varejista está em recuperação judicial desde 2023, na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em março deste ano, a Americanas ingressou com um pedido para sair da recuperação judicial. Na época, o CEO da empresa, Fernando Soares, disse à CNN que já havia cumprido 100% do plano previsto.

Durante a divulgação dos resultados da empresa referentes ao 1° bimestre de 2026, a empresa disse que o Ministério Público e o administrador judicial já haviam emitido pareceres favoráveis à saída antecipada da empresa do regime recuperacional.

De acordo com Fernando Soares, os números positivos e um bom fluxo de caixa fizeram com que o pedido de saída fosse adiantado. A solicitação foi entregue à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e é preciso que a Justiça acate.

No quarto trimestre de 2025, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 44 milhões, reduzindo o resultado negativo de R$ 586 milhões contabilizado no final de 2024.

Em fevereiro de 2026, o grupo recebeu aprovação de seus credores para vender uma série de imóveis, com ⁠valor ​total estimado entre ​R$ 346 milhões e R$ 468 ⁠milhões.

Com isso, a empresa se comprometeu a destinar 60% ⁠do montante ⁠líquido que exceder R$ 200 milhões ‌relativos à venda dos imóveis para amortização ou resgate antecipado das ‌debêntures.

CNN

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Política

50% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, aponta PoderData

Foto: Rafaela Felliciano/Metrópoles

Uma nova pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) aponta o cenário de rejeição e potencial de voto de dois nomes da política nacional: o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Outros 35% dizem que votariam apenas no petista, enquanto 11% declaram que poderiam escolher seu nome em uma disputa eleitoral.

Em relação ao senador Flávio Bolsonaro, 48% dizem que não votariam nele em nenhuma hipótese. Já 32% afirmam que ele é o único em quem votariam, enquanto 15% dizem que poderiam considerar o nome do parlamentar.

Os números indicam estabilidade no cenário em comparação com o levantamento anterior, feito no fim de maio. De acordo com a pesquisa, houve apenas variações leves dentro da margem de erro, sem mudanças significativas no comportamento do eleitorado.

O estudo foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho de 2026, com 2.400 entrevistas em 617 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05722/2026.

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico no 2º turno, diz PoderData

Foto: Reprodução

Uma nova pesquisa eleitoral aponta um cenário de forte equilíbrio entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de 2º turno. Segundo levantamento PoderData/Aya, divulgado nesta quinta-feira (25), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%.

A diferença de três pontos percentuais coloca os dois pré-candidatos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, configurando empate técnico.

O resultado indica um cenário de disputa apertada e de alta competitividade entre os dois nomes testados, sem vantagem consolidada para nenhum dos lados.

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Polícia

PF prende suspeitos e bloqueia R$ 54 bilhões em bens em investigação das Lojas Americanas

Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma nova fase da investigação sobre as fraudes contábeis nas Lojas Americanas, caso que revelou um rombo estimado em R$ 24 bilhões e se tornou um dos maiores escândalos financeiros do país.

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Política

Vereador do PT é preso em operação contra PCC e suspeita de lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

O vereador da cidade de São Paulo Senival Moura, do PT, foi preso nesta quinta-feira (25) durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) e um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma empresa de transporte público.

A ação faz parte da Operação Última Parada, que também tem como alvo integrantes da facção criminosa e dirigentes da concessionária Transunião.

Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão e 104 mandados de busca e apreensão, cumpridos em cidades de São Paulo, na Grande São Paulo, no interior do estado e em Extrema (MG). Entre os presos estão o vereador e o presidente da empresa, Lourival de França Monário.

As investigações tiveram início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da concessionária, em 2020. A partir desse caso, equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificaram indícios de possível influência do PCC na administração da empresa.

Segundo os investigadores, teria sido identificado um núcleo paralelo dentro da concessionária, responsável por decisões estratégicas e movimentações financeiras. Também há suspeitas de irregularidades na evolução do capital social da Transunião, que teria passado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem comprovação clara da origem dos recursos.

Em 2025, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte coletivo. Para os investigadores, parte dessa estrutura pode ter sido usada para dar aparência de legalidade a recursos ligados ao crime organizado.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 194 milhões em contas bancárias, além da indisponibilidade de veículos, imóveis e embarcações ligados aos investigados. Também foi determinado o afastamento da diretoria da concessionária e a comunicação à Prefeitura de São Paulo para possível intervenção no serviço de transporte.

A Operação Última Parada mobilizou cerca de 350 policiais civis, além de promotores do Gaeco e equipes especializadas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise da movimentação financeira do grupo.

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Política

Presidente nacional do PL reage a vídeo de Michelle sobre Flávio Bolsonaro: “Vamos ter paciência”

Foto: Reprodução

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, minimizou os efeitos políticos do vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com críticas ao senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicado nesta quarta-feira (24).

Ele minimizou os impactos negativos e pregou “paciência” para resolver os atritos no clã Bolsonaro, em entrevista à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

Não (vai prejudicar Flávio). Vamos ter paciência, vamos resolver”, afirmou Valdemar à coluna por mensagem de texto enviada direto da Copa, nos Estados Unidos.

Em dois vídeos publicados nas redes sociais, Michelle expôs o desconforto com Flávio. Na gravação, a ex-primeira-dama relata ter se sentido “traída” e “apunhalada” pelo senador.

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Política

Após fala de Michelle, Flávio Bolsonaro diz que “nunca maltratou” e pede desculpas se ofendeu

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro se pronunciou nesta quarta-feira (25) após declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter sido “maltratada e humilhada” em uma conversa com ele.

Flávio disse que “nunca maltratou ou humilhou uma mulher” e afirmou que, caso tenha ocorrido qualquer interpretação nesse sentido, pede desculpas. Ele reforçou respeito por Michelle e destacou o papel dela à frente do PL Mulher e no apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, declarou o senador. Ele também afirmou reconhecer o trabalho dela e o cuidado com a família.

O posicionamento ocorre após a divulgação de vídeos de Michelle em que ela afirma ter se sentido “humilhada” por Flávio em uma ligação telefônica. Segundo ela, o senador teria criticado sua participação em decisões internas do partido.

Flávio, por outro lado, afirmou que tentou contato com Michelle pela manhã para convidá-la a uma reunião com lideranças femininas organizada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), mas disse que não obteve retorno.

O episódio expõe um atrito interno no campo político ligado ao PL, envolvendo divergências sobre decisões partidárias e articulações regionais.

Opinião dos leitores

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Geral

[VÍDEO] Tremor da Venezuela é sentido no Brasil e assusta moradores em capitais do Norte

Imagens: Reprodução/Metrópoles

Os tremores registrados na Venezuela nesta quarta-feira (24) também foram percebidos em diferentes cidades da região Norte do Brasil, causando susto entre moradores de capitais como Belém (PA), Manaus (AM), Macapá (AP) e Boa Vista (RR).

Em diversos bairros, moradores relataram sensação de vibração em prédios e residências, conforme informações do Metrópoles. Em alguns casos, houve saída preventiva de apartamentos e edifícios até a verificação da situação pelas equipes responsáveis.

Em Belém, a Prefeitura informou que a Defesa Civil passou a monitorar o cenário. De forma preventiva, alguns prédios nos bairros do Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira chegaram a ser evacuados para avaliação técnica.

O prefeito Igor Normando (MDB) pediu cautela à população e orientou que as pessoas sigam as recomendações dos órgãos oficiais. Segundo ele, a prioridade é garantir segurança durante a verificação das estruturas.

Em Manaus, relatos nas redes sociais indicam que o tremor foi sentido em diferentes bairros. Vídeos mostram objetos se movendo por alguns segundos, o que levou moradores a deixar imóveis para entender o que estava acontecendo.

No Amapá, principalmente em Macapá, ao menos três edifícios foram evacuados por precaução. O Corpo de Bombeiros foi acionado para inspeções e acompanhamento da ocorrência em vários pontos da capital.

Até o momento, não há registro de feridos nem de danos estruturais significativos nas cidades brasileiras. As autoridades seguem monitorando a situação após o terremoto de magnitude 7,1 registrado no território venezuelano, com epicentro próximo à cidade de Morón, no norte do país.

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