Política

Em razão da pandemia, Congresso discutirá adiamento de eleições e prorrogação de mandatos

Foto: © Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O debate sobre adiamento das eleições municipais, ainda marcadas para outubro, vai esbarrar em um outro: o de prorrogação dos atuais mandatos.

“Não vejo perspectiva e condições de eleição em outubro deste ano. A atipicidade da situação autoriza pensarmos na prorrogação de mandatos e coincidência de eleições em 2022”, disse a O Antagonista o líder do DEM no Senado, Rodrigo Pacheco.

Como o site noticiou mais cedo aqui, toda essa discussão ficou para ser feita, inicialmente, em junho, quando as lideranças partidárias acreditavam que a pandemia já fosse estar em declínio. Mas hoje, 8 de maio, não há garantia alguma desse prognóstico.

Veneziano Vital do Rêgo, líder no Senado de bloco partidário com PSB, Patriota, Cidadania, Rede, PDT e PSB, defende eleições em dezembro:

“Caso não haja condições de realizarmos as eleições em outubro, transferiremos o pleito para o mês de dezembro. Mas não dá para fazer uma eleição eminentemente virtual, não seria uma eleição plena.”

Nos bastidores, se dá como certo que as eleições não ocorrerão em outubro.

“Se a pandemia não tiver entrado numa curva de declínio, será impossível fazer a eleição em outubro. Vamos esperar a primeira quinzena de junho para ver se a gente tem alguma mudança na curva. O correto seria adiarmos, sempre respeitando os 45 dias para campanha. Sou contrário à prorrogação dos mandatos, as pessoas foram eleitas para quatro anos”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio.

O Cidadania também é contra cogitar prorrogação dos mandatos atuais.

“O Cidadania é contra qualquer prorrogação de mandatos ou qualquer alteração no calendário eleitoral que signifique quebrar a alternância democrática das eleições. O calendário pode ter ajustes, estamos abertos a isso, mas as eleições precisam ser realizadas neste ano”, disse o deputado Arnaldo Jardim, líder da bancada na Câmara.

A senadora Eliziane Gama, líder do Cidadania no Senado, concorda: “Ainda temos tempo. Agora, o momento é de enfrentamento da pandemia. Acho provável o adiamento das eleições, mas prorrogar mandatos é debate que definitivamente não cabe”.

Luís Roberto Barroso, que presidirá o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições, disse que o Congresso é que decidirá sobre o tema. Otto Alencar, líder do PSD no Senado, defende que o TSE tem condições de adiar as eleições.

“Isso aí é decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Acho que em novembro e em dezembro estaremos numa fase de mais silêncio epidemiológico. Mas se a pandemia continuar em expansão, terá de ser feito o debate da prorrogação de mandatos que, a meu ver, só poderia ocorrer por meio de nova Assembleia Constituinte. Espero que isso não venha a acontecer”, afirmou.

O senador Alvaro Dias, líder do Podemos, acredita que uma decisão só poderá ser tomada na segunda quinzena de julho.

“Se houver flexibilização do isolamento e a maioria dos brasileiros voltar para o trabalho e para as ruas, não haverá razão para o adiamento. Se ocorrer agravamento da situação, o bom senso certamente recomendará o adiamento.”

O Novo não considera “democrático” falar em prorrogação de mandatos.

“Sou favorável a realizar a eleição neste ano, de forma a garantir que as durações dos mandatos sejam respeitadas. Adiar por um ou dois meses, se necessário, por conta da pandemia, não vejo problema. Agora, prorrogar mandatos não seria democrático”, disse o deputado Paulo Ganime, líder do partido na Câmara.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. o mais lógico, prorrogar e realizar uma eleição única em 2022, sem possibilidade de reeleição, isto seria o mais lógico e unificar as eleições p evitar esse derrame de dinheiro a cada 2 anos e a mamata de reeleição.
    Lógico q os políticos irão querer que tenha pq é uma chance de usar dinheiro público.
    A população deveria exigir essa unificação e se persistirem em ter, ninguém comparecer as urnas.
    Essa seria uma lição p esses políticos aproveitadores, mais falta consciência da população.

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Política

Mansão do lobby: empresa sob investigação usou casa em Brasília para se aproximar do governo Lula e influenciar CPMI

Foto: Reprodução

Investigada pela Polícia Federal e com dívidas estimadas em R$ 4 bilhões, a empresa de investimentos Fictor alugou uma mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, que foi usada para aproximação com integrantes do governo Lula e para articulações ligadas à (CPMI do INSS. O imóvel de quase 500 metros quadrados chegou a receber ministros e dirigentes petistas, segundo apuração do Estadão.

A casa, alugada pelo ex-sócio da Fictor Luis Phillippi Rubini até dezembro de 2025, também foi palco de uma reunião para a montagem de um dossiê contra o advogado Eli Cohen, testemunha da CPMI. O ex-policial civil Rogério Giglio afirma que foi pago por representantes da Fictor para produzir gravações e um depoimento falso contra Cohen, material que acabou sendo usado por parlamentares governistas para tentar descredenciar o denunciante das fraudes bilionárias no INSS.

Um dos encontros ocorreu em 24 de setembro de 2025 e reuniu o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder da bancada do PT na CPMI, o consultor da Fictor Felipe Alcântara e Giglio.

Pimenta confirmou a reunião, disse não saber que a casa era ligada à empresa e afirmou que considerou frágeis as provas apresentadas. Mesmo assim, áudios gravados por Giglio foram usados posteriormente para pedir nova convocação de Cohen à comissão.

Além da articulação política, a mesma mansão foi usada em tentativas de aproximação da Fictor com a usina de Itaipu, com a intenção de gerir recursos do fundo de reserva da hidrelétrica, o que não avançou por impedimentos legais.

O diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri, esteve no local em eventos com lideranças do PT, como Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, que confirmaram presença, mas negaram qualquer proposta ou negociação com a empresa.

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Política

VÍDEO: Gleisi canta samba que homenageia Lula durante evento do PT na Câmara

Imagens: Reprodução/Metrópoles

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, cantou nesta terça-feira (10) trechos de um samba-enredo que homenageia o presidente Lula durante um evento em comemoração aos 46 anos do PT, na Câmara dos Deputados. A ministra, que também é ex-presidente nacional do PT, discursou da tribuna diante de militantes e parlamentares da sigla.

Gleisi sugeriu que o Carnaval fosse usado para “se divertir” e “curtir o samba-enredo do presidente Lula”. Ela afirmou que a música “conta a vida de Lula” e cantou um trecho com versos como “Quanto custa a fome? Quanto importa a vida. Nosso sobrenome é Brasil da Silva”. Ao final, defendeu a comemoração “sem falsos mitos e sem anistia” e encerrou o discurso com um “Viva o PT!”, sendo aplaudida.

A homenagem citada pela ministra faz referência ao desfile da escola Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano. A agremiação vai levar à Sapucaí um samba-enredo que narra, em primeira pessoa, a história de Dona Lindu, mãe de Lula. O enredo recebeu o nome “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

O tema do desfile, no entanto, virou alvo de questionamento no TSE. O partido Novo acionou a Corte alegando que o samba-enredo pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada, por funcionar, segundo a legenda, como uma peça de pré-campanha para a reeleição do presidente Lula.

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Política

Prefeito de Natal reconhece trabalho de Zenaide; senadora já destinou mais de R$ 27 milhões em emendas para capital

Foto: Divulgação

A Senadora Zenaide Maia tem atuado como uma voz ativa e estratégica no Congresso Nacional, dedicando-se à defesa dos interesses do Rio Grande do Norte. Desde o início de seu mandato, a parlamentar potiguar tem direcionado esforços e emendas parlamentares para o desenvolvimento da capital, Natal, e de diversas cidades do interior do Estado.

Um testemunho público e relevante desse compromisso foi o reconhecimento do atual prefeito de Natal, Paulinho Freire, que destacou em suas mídias sociais as significativas contribuições de recursos federais, advindos da atuação da senadora, para a melhoria da infraestrutura da capital potiguar.

O montante total de recursos destinados pela Senadora Zenaide Maia para o município de Natal alcança a expressiva cifra de R$ 27.439.516,08, valor que representa a soma das emendas desde o início de seu mandato como senadora. Esses investimentos têm sido cruciais para impulsionar importantes obras e ações que visam aprimorar a qualidade de vida dos cidadãos natalenses em diversos setores.

Dentre as principais contribuições, destacam-se:
– Reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) na Zona Norte e na Zona Sul, fortalecendo a atenção primária;
– Construção de uma nova UBS no Parque das Dunas, ampliando o acesso à saúde;
– Pavimentação de ruas em diferentes bairros, melhorando a mobilidade urbana;
– Apoio às festas tradicionais e aos festejos populares do município, valorizando a cultura local;
– Recursos para compra de computadores e reformas no IFRN;
– Incentivo ao esporte e lazer, promovendo a qualidade de vida

Repasses fundamentais para instituições de saúde de grande relevância, como a Liga contra o Câncer e o Hospital Infantil Varela Santiago, garantindo atendimento a milhares de pessoas, entre outras ações que fortalecem a infraestrutura e o bem-estar social.

A senadora Zenaide Maia reitera que seu trabalho em Brasília não se restringe apenas à capital, mas abrange todo o Estado, buscando equidade e desenvolvimento para todas as regiões.

“Meu compromisso é com o povo do RN. Seja em Natal ou no interior, nossa luta é por mais recursos, mais dignidade e mais oportunidades para todos os potiguares. Ver o impacto direto dessas emendas em obras que transformam a realidade da nossa gente é a maior recompensa e a motivação para continuarmos trabalhando incansavelmente,” afirmou.

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Política

Governo atinge maior volume desde 2016 e libera R$ 1,5 bilhão em emendas

Foto: Divulgação

O governo federal já gastou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares em 2026, valor recorde desde 2016. O montante corresponde apenas aos pagamentos feitos entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro, segundo dados oficiais. Nunca se liberou tanto dinheiro em tão pouco tempo, conforme informações da Jovem Pan.

Os recursos vêm dos chamados “restos a pagar”, que são emendas aprovadas em anos anteriores, mas que ficaram travadas e só agora foram quitadas. Na prática, é dinheiro público prometido no passado e que acabou sendo destravado no começo do novo exercício financeiro.

Os números estão registrados no Siga Brasil, sistema mantido pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle. A plataforma reúne todas as informações sobre valores pagos pelo governo federal a deputados e senadores, com indicação de onde os recursos devem ser aplicados.

As emendas são usadas para financiar ações em municípios e estados, principalmente em áreas consideradas essenciais, de acordo com a base eleitoral de cada parlamentar. O volume elevado logo no início do ano chama atenção e reforça o peso político do controle sobre o Orçamento federal.

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Política

PF diz que caso Banco Master só andou após “coragem” de Galípolo no BC

Foto: Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que as investigações sobre o Banco Master só avançaram por causa da “coragem” do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo ele, problemas envolvendo a instituição financeira já haviam sido identificados por gestões anteriores do BC, mas nunca tinham sido efetivamente enfrentados.

A declaração foi dada durante evento do Ministério da Justiça que apresentou os resultados da PF em 2025. De acordo com Rodrigues, a atual gestão do Banco Central decidiu levar o caso adiante, algo que não ocorreu no passado, mesmo com alertas internos sobre irregularidades no banco.

Andrei Rodrigues disse ainda que a apuração só ganhou corpo graças à cooperação direta entre o Banco Central e a Polícia Federal. Ele elogiou Galípolo por encaminhar à PF dados de apurações internas do BC, o que, segundo o diretor, permitiu identificar o que classificou como um crime grave envolvendo o sistema financeiro nacional e uma instituição bancária.

As falas do diretor da PF reforçam o discurso adotado por integrantes do governo federal nas últimas semanas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou também nesta terça-feira que a chegada de Galípolo ao comando do Banco Central interrompeu um processo de crescimento acelerado do Banco Master que durou cerca de seis anos, após a identificação de inconsistências relevantes nos balanços da instituição.

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Política

Ministro da CGU diz que corruptos “têm a vida difícil” no governo Lula, mas Brasil amarga pior posição em ranking

Foto: Reprodução/Youtube

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que corruptos estariam enfrentando mais dificuldades no governo Lula. Segundo ele, a CGU realizou mais de 600 auditorias no ano passado, das quais 388 teriam evitado uso indevido ou desperdício de recursos públicos.

De acordo com ele, essas ações resultaram em uma economia superior a R$ 3 bilhões, inclusive com o uso de inteligência artificial em editais de licitação para corrigir falhas e reduzir gastos. Em entrevista à CNN, Carvalho também afirmou que a CGU participou de 76 operações com a Polícia Federal, que identificaram um prejuízo potencial de R$ 13 bilhões.

Ele comparou o número com dados anteriores, dizendo que a média anual de prejuízo identificada em outros períodos era de cerca de R$ 400 milhões, defendendo que a atual estratégia estaria focada em casos de maior impacto.

O ministro criticou o ranking internacional de percepção de corrupção que colocou o Brasil na 107ª posição, a pior da série histórica. Para ele, esse tipo de levantamento mede apenas a percepção de empresários e analistas, e não as ações do governo.

Como contraponto, citou dados da OCDE que indicam aumento da confiança no governo federal entre 2022 e 2025, além de melhora nos índices de satisfação com saúde e educação, afirmando que o ambiente para fraudadores “piorou” com mais regras e investigações em curso.

 

Opinião dos leitores

  1. Esses canhoteiro continua apostando na ignorância do povo, já está mais do que provado que esse governo é sinônimo de corrupção, todos os mandatos de Lula foram coroados com escândalos de corrupção e esse senhor ainda tem a cara de pau de dar essa declaração

  2. Pros mamadores da tela do governo eles falam o que querem e insana quem acredita na mentira. Engana outro petralha.

  3. Hipocrita ! Todo mundo sabe que o molusco é sua canhota é o epicentro da corrupção , ele mesmo é um ex-presidiário condenado em três instâncias

  4. Quanto mais corrupto o governo, mais atuação dos órgãos de controle independentes. Elementar meu caro.

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Política

Novo aciona TSE e acusa Lula de transformar Carnaval em pré-campanha eleitoral

Foto: Divulgação/PR

O Partido Novo acionou o TSE nesta terça-feira (10) contra o presidente Lula, o PT e a escola de samba Acadêmicos de Niterói por suposta propaganda eleitoral antecipada no Carnaval de 2026. A sigla afirma que o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” funciona, na prática, como peça de pré-campanha para a reeleição do petista.

Na ação, o Novo sustenta que a letra do enredo faz referências diretas à eleição de 2022, usa trechos de jingles eleitorais e menciona o número do PT. Para o partido, a soma desses elementos configura pedido implícito de voto, o que é proibido antes do período oficial de campanha.

Os advogados destacam que dirigentes da escola apresentaram o enredo a Lula em setembro de 2025, em encontro divulgado publicamente, indicando que o presidente tinha conhecimento prévio da homenagem. A ação cita ainda a presença da primeira-dama, Janja, em ensaios e atividades da agremiação, além do fato de o desfile ocorrer na Marquês de Sapucaí.

Outro ponto levantado é que o presidente de honra da Acadêmicos de Niterói, Anderson Pipico, é vereador do PT, e que a própria escola se define nas redes sociais como “escola petista”. Com base nesses argumentos, o Novo pede ao TSE que barre a divulgação do conteúdo questionado e aplique as sanções previstas na lei eleitoral, que incluem multa entre R$ 5 mil e R$ 25 mil por propaganda antecipada.

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Polícia

Chefe do Comando Vermelho deixa a prisão e vai para casa por ser mãe de crianças

Foto: Reprodução/Redes sociais

Menos de seis meses após ser capturada, a faccionada do Comando Vermelho (CV) Ingride Fontinelles Morais vai cumprir prisão domiciliar. Conhecida como “Mulher do Buchudo”, ela teve habeas corpus concedido pela Justiça com base no fato de ser mãe de duas meninas, de 5 e 2 anos.

Ingride estava presa por organização criminosa e tráfico de drogas, conforme informações do Metrópoles. Segundo a decisão judicial, ela é a única responsável pelas crianças, que vivem em Sorriso, no Mato Grosso. O entendimento levou em conta que o pai das meninas, a avó materna e a irmã da acusada estão presos ou foragidos.

A investigada havia ficado dois anos foragida antes de ser localizada. A prisão ocorreu em um shopping de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde Ingride foi capturada ao lado de Priscila Moreira Janis, conhecida como “Mana Isa”, que também atuava para a facção criminosa.

De acordo com os investigadores, mesmo escondidas no Rio, as duas continuavam dando ordens para a prática de crimes em Mato Grosso. Ainda assim, a Justiça decidiu substituir a prisão em regime fechado pela domiciliar, permitindo que a acusada cumpra a pena em casa.

 

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Judiciário

Afastado por denúncias, ministro Buzzi é proibido de entrar no STJ, mas segue com salário de R$ 44 mil

Foto: Divulgação/STJ

Afastado por decisão unânime do pleno do STJ, o ministro Marco Buzzi está impedido de acessar o tribunal e de usar seu local de trabalho. Com a medida cautelar, ele também perde benefícios como carro oficial e demais prerrogativas do cargo, mas continua recebendo o salário-base de R$ 44.047,88.

O afastamento ocorre após duas denúncias de assédio sexual chegarem ao CNJ. A primeira envolve uma jovem de 18 anos que estava hospedada na casa do ministro, em Balneário Camboriú (SC). A segunda denúncia foi registrada posteriormente e segue sob apuração sigilosa da Corregedoria Nacional de Justiça.

Mesmo após apresentar atestado médico de 90 dias, o pleno do STJ decidiu que Buzzi não deve exercer a função enquanto a sindicância interna estiver em curso. Além da investigação no tribunal, o caso também é analisado pelo CNJ e pelo STF. Uma comissão interna foi marcada para deliberar sobre o caso no dia 10 de março.

Em carta enviada aos colegas, o ministro afirmou ser inocente e disse que provará isso ao longo do processo. A defesa contestou o afastamento cautelar, alegando que a medida é desnecessária e cria um precedente arriscado, já que o magistrado já estaria afastado para tratamento médico.

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Geral

ESCALA 6 x 1: Redução da jornada de trabalho elevaria custo médio do trabalho CLT em 7,84%, aponta Ipea

Foto: Marco Antônio/Secom Maceió

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) avalia que o impacto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é similar ao de recorrente aumentos no salário mínimo. De acordo com estudo divulgado nesta terça-feira (10) o aumento do custo médio do trabalho de um celetista em uma jornada de 40h seria de 7,84% de acordo com o estudo. O resultado ponderado de jornada de 40h, entretanto, indica efeitos reduzidos nos custos totais.

Por isso, argumentam os autores, a maioria das empresas conseguiriam absorver a mudança. “Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho”, escreveu o órgão em nota.

Segundo o estudo, 31,8 milhões dos 44 milhões de trabalhadores celetistas da Rais de 2023 têm jornada 44h semanais. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40h semanais. Grandes empregadores, como os da fabricação de produtos alimentícios e comércio atacadista e de veículos, registrariam impacto inferior a 1% nos custos.

Cerca de 10 milhões de vínculos estão em setores nos quais o aumento do custo da mão de obra supera 3% do custo total da atividade, e aproximadamente 3 milhões em setores com impacto superior a 5%.

Segundo os cálculos do Ipea, o impacto de uma jornada de 40h em setores como a indústria e serviços seria de menos de 1% do custo operacional desses negócios. E que, mesmo que haja segmentos que demandem “atenção específica”, a maioria dos setores seriam capazes de absorver essa mudança.

“A limitação da carga horária do trabalhador é entendida como um aumento do custo da hora de trabalho. Os empresários podem reagir de diversas formas a esse aumento, reduzir a produção é uma delas, mas eles podem também buscar aumentos na produtividade ou contratar mais trabalhadores”, disse Felipe Pateo, técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

Empresas de serviços como limpeza e vigilância seriam mais afetadas. “Empresas de serviços como vigilância e limpeza tendem a ser mais diretamente afetadas, devido à elevada participação da mão de obra em seus custos. O maior impacto em termos de custo operacional é de 6,6% para o setor de vigilância, segurança e investigação”, escreveu o Ipea em nota.

Os autores da pesquisa dizem que o aumento do custo do trabalho não implica diretamente em redução da produção ou aumento do desemprego. Eles comparam esse fato com aumentos reais dados pelo governo ao salário mínimo ao longo das últimas duas décadas, apontando que essa valorização não causou efeitos negativos sobre o nível de emprego.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

    1. tá facil essa conta ai , tira dos politicos e coloca na população.

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