Política

Entidades apontam riscos na lei de improbidade aprovada na Câmara

Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Representantes de entidades que reúnem promotores públicos, procuradores da República e advogados públicos federais manifestaram, hoje (3), o temor de que pontos da proposta de revisão da Lei de Improbidade Administrativa (LIA), aprovada em junho pela Câmara dos Deputados, dificultem a punição a agentes públicos que cometerem crimes contra o patrimônio público a fim de obterem vantagens pessoais.

Aprovada por ampla maioria na Câmara, a proposta de revisão da lei, uma das principais normas para proteger o patrimônio público e a moralidade administrativa, está em discussão no Senado, onde tramita como o Projeto de Lei (PL) 2.505.

Em debate esta manhã no Senado, convidados defenderam a revisão de propostas aprovadas pelos deputados, como a que prevê punições apenas para agentes públicos que, comprovadamente, agirem com dolo, ou seja, com intenção de lesar a administração pública.

“Estamos diante de um dilema. Como estabelecer um regime equilibrado de responsabilização do gestor público que, de um lado, proteja o patrimônio e outros interesses públicos relevantes para a sociedade, e, de outro, ofereça segurança jurídica adequada ao gestor diligente e probo”, questionou o presidente da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (Anafe), Lademir Gomes da Rocha.

Rocha admitiu a necessidade de atualização da Lei de Improbidade Administrativa, que, no próximo ano, completa 30 anos em vigor. Contudo, apontou “alguns riscos de retrocessos” embutidos no texto aprovado pela Câmara. “[Entre eles], uma redução do controle do juiz sobre a atividade probatória; uma dificuldade na decretação da indisponibilidade de bens, reduzindo o poder geral de cautela do juiz; a eliminação da improbidade culposa, especialmente nos casos de culpa grave; a exigência da demonstração do dolo específico e a alteração do quadro prescricional. Estes são elementos que nos preocupam”, pontuou Rocha.

O presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Manoel Victor Sereni Murrieta e Tavares, também classificou como “preocupante” a possibilidade de se alterar os prazos para prescrição das denúncias por improbidade administrativa, de forma a reduzi-los. “Estamos convencidos de que, considerando nosso sistema Judiciário, a redução do prazo prescricional não permitirá ao Estado punir o agente público improbo”, disse Tavares, citando dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), segundo o qual uma ação de improbidade administrativa demora, em média, cinco anos para ser julgada no Brasil.

“Outra coisa que nos preocupa é [estabelecer um] prazo de um ano para a conclusão das investigações. Muitas das investigações que o MP realiza não dependem apenas da sua própria atuação. Dependem de informações de órgãos externos, de perícias complexas e de várias diligências. Não concordamos com investigações eternas, mas precisamos de um prazo aceitável para realizarmos estas investigações”, acrescentou.

O presidente da Conamp citou como positiva a previsão de inclusão na lei da possibilidade de acordo de não persecução civil, o que, segundo ele, evitaria o ajuizamento de uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa, mediante o cumprimento de condicionantes e a eventual aplicação de sanções para reparar danos ao erário.

“Muitas vezes, nós, membros do MP, por obrigação legal, nos víamos impossibilitados de declinar de ajuizar uma ação de improbidade, sob risco de respondermos por omissão ou prevaricação. Não tínhamos esta permissão legal de compor com um gestor para corrigir eventuais equívocos ou danos de menor intensidade. Este instrumento é o maior avanço desta revisão, já que separará aquilo que é grave e tem que ser judicializado”, destacou Tavares.

O advogado da União Vanir Fridriczewski apontou como um “equívoco” da Câmara dos Deputados, “a ser reparado no Senado”, a restrição a quem pode ajuizar ação por improbidade administrativa. “Atualmente, a ação pode ser proposta ou pelo MP ou pelo ente lesado. O que, a nosso ver, é acertado, pois aumenta as chances de reparação dos danos sofridos”, disse Fridriczewski, concordando com a revisão da lei. “Nosso ordenamento jurídico passou por muitas modificações [ao longo dos últimos 30 anos] e, sim, é chegado o tempo de modernizar a LIA, até para adaptá-la a novos institutos, como a delação premiada no processo penal e o acordo de leniência.”

Excessos

Representantes de entidades municipalistas defenderam que a revisão da Lei de Improbidade Administrativa dará maior segurança jurídica para que gestores municipais possam tomar decisões administrativas sem medo de serem acusados por irregularidades não cometidas.

“Hoje, a LIA é uma lei em aberto e precisa ser regulamentada. Precisamos melhorar sua aplicação, pois estamos vendo prefeitos, ex-prefeitos e cidadãos se negando a participar da gestão pública”, alertou o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.

Ziulkoski disse que a Constituição Federal atribuiu ao Ministério Público “muito poder”. “A lei [contra a improbidade administrativa] precisa existir e precisa ser aplicada, mas há uma minoria de promotores que, às vezes, procura fazer seu nome em cima de um prefeito. Tudo isso transparece na comunidade, onde a judicialização da prática política vem afastando as pessoas da gestão pública”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM), Ary Vanazzi, compartilha da opinião de Ziulkoski. Quatro vezes prefeito de São Leopoldo (RS), Vanazzi considera haver excessos por parte dos órgãos de controle. “De maneira alguma estamos defendendo facilitar a corrupção. Quem corrompe o Estado, que pague. Mas a maioria dos gestores públicos assume com a vontade de cuidar da vida da população. Poucos ocupam uma cadeira [prefeitura] com interesses próprios. É preciso fazer esta distinção”.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (Anpr), Ubiratan Cazetta, reconhece o “clamor” dos que acusam a LIA de impedir a efetiva gestão pública, mas aponta que o alcance da lei vai além da atuação de chefes do Poder Executivo, e daí sua amplitude. “Minha preocupação é que o foco sobre prefeitos dê cobertura a outros agentes públicos. Se formos olhar o debate apenas pela posição dos prefeitos, acabaremos retirando um campo de incidência da lei de pessoas que todos sabemos que merecem punição”, alertou Cazetta. Ele critica a proposta aprovada pela Câmara por, a seu ver, dificultar a comprovação de que um agente público tenha agido com dolo, ou seja, intencionalmente.

O texto aprovado pelos deputados limita a punição em caso de improbidade administrativa a condutas dolosas, ou seja, quando houve intenção de lesar os cofres públicos, excluindo a responsabilização por atos culposos, não intencionais.

“Não terei tanta saudade assim dos tipos culposos. Acho que uma abertura conceitual muito ampla faz mal, mas me preocupa que o que antes era muito aberto, agora pode se tornar de tal forma restritivo que a [exigência de comprovação de] dolo seja de tal forma rígida, redundante, que praticamente impossibilite a prova”.

O relator do texto aprovado pela Câmara, deputado Carlos Zaratini (PT-SP), rebateu as críticas de que a proposta inicial, apresentada por uma comissão de juristas, não tenha sido amplamente discutida com a sociedade antes de ir à votação em plenário. “Evidentemente, há divergências, e as respeitamos, pois são da natureza do debate político”, disse o parlamentar.

“Esta é uma lei que busca atacar a desonestidade, a improbidade. Não é uma lei para punir atos de prefeitos ou administradores de quem divergimos. Buscamos estabelecer um processo que tenha um tempo delimitado, pois não é possível continuarmos com processos de improbidade que levam décadas para serem julgados. Tenho certeza de que a Justiça vai se organizar para se ajustar à lei e que não haverá anistia [aos acusados], mas sim uma busca por eficiência [por parte do Poder Judiciário]. Também estabelecemos um prazo de seis meses para o MP apresentar sua denúncia, prorrogável por mais seis meses. Parece-nos um tempo razoável. E propusemos disciplinar a questão do bloqueio de bens, pois não é possível bloquear todos os bens de uma pessoa às vezes por uma mera suposição”, disse Zaratini.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Pra votar essas porcarias não há diferença entre esquerda, centro e direita, entre petistas e bolsonaristas. Todos são a favor.

  2. Eh a nova política talkei! Será que o filho do presidente inepto, o Eduardo bananinha votou errado sem querer também nesse projeto? O governo federal já está cheio de corruptos e agora que estão acabando com as leis e as instituições que combatem a corrupção, está fácil pros políticos roubarem e não sofrerem punição… E ainda tem gente que morre pelo MINTOmaníaco das rachadinhas…

  3. Contra isso o patife Bolsonaro e o canalha luladrão não protestam, muito menos tentam fazer manifestações públicas, até mesmos os seus idiotizados apoiadores se manifestam, mesmo sabendo que a roubalheira que fazem aos cofres públicos, vai atingir a integridade de sua família e amigos, são uns babacas idiotas úteis.

  4. Quais as bancadas que votaram em peso a favor dessa lei Pró-corrupção: Partidos de esquerda, centrão e bolsonaristas

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Entidades do movimento negro pedem na Justiça R$ 40 milhões à Zara por dano moral coletivo após delegada acusar loja de racismo

Foto: PCCE/Divulgação

Entidades do movimento negro ingressaram na Justiça do Ceará contra a rede de lojas Zara, pedindo R$ 40 milhões de indenização por dano moral coletivo. A ação, à qual o UOL teve acesso com exclusividade, se baseia no episódio em que uma delegada afirmou ter sofrido discriminação racial por parte de um funcionário de uma loja, localizada em um shopping em Fortaleza.

Os autores da ação são a Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos. As ONGs também assinaram ações por racismo em outros casos recentes envolvendo outras empresas.

Até a publicação deste texto, a Zara não respondeu os contatos feitos pelo UOL via WhatsApp e email.

Delegada diz ter sido barrada; empresa alega problema com máscara

O suposto caso de discriminação teria acontecido na noite do dia 14 de setembro. Ana Paula Barroso, que também é diretora-adjunta do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Ceará, relatou à polícia que o funcionário a teria impedido de entrar na loja alegando “determinação da segurança do shopping”.

Na segunda (19), representantes da Zara disseram ao UOL que a atitude do funcionário se deu porque a mulher estava tomando sorvete no momento em que entrava na loja, usando máscara de uma maneira inadequada, contrariando protocolos contra a covid-19.

Ana Paula confirma que estava tomando sorvete. No Boletim de Ocorrência, ela relata que questionou o funcionário, identificado no documento como gerente e chamado Bruno, se estava sendo barrada por estar comendo. Ele teria apenas repetido várias vezes que era uma determinação da segurança do shopping.

A delegada conta que, em seguida, procurou a equipe de segurança do centro comercial e relatou o ocorrido. Diz que questionou se podia ter sido barrada por estar comendo, mas teria ouvido de três seguranças do shopping que não havia determinação nesse sentido. Por fim, Ana Paula falou com o chefe da segurança do shopping e os dois voltaram à Zara, onde o gerente, de origem argentina, segundo o boletim de ocorrência, teria confirmado a versão da delegada e se desculpado pelo ocorrido.

“Ele se desculpou, tentou [se] justificar [dizendo] que tem amigos negros, amigos transexuais, disse que não tem preconceito. Eu respondi que aceitava as desculpas, mas o chefe de segurança me falou que precisava fazer um relatório, no qual constaria que o atendente confirmou minha versão. Só depois desse relatório e de falar com amigos e família é que ficou clara a situação de racismo na minha cabeça”, disse a delegada em entrevista ao jornal “O Globo”.

No domingo (20), a Polícia Civil do Ceará foi ao estabelecimento para recuperar as imagens de vídeo do circuito interno de segurança do local.

R$ 40 milhões por ofensa e racismo

Na ação, protocolada na 15ª Vara Cível de Fortaleza, as entidades cobram uma indenização de R$ 40 milhões por dano moral coletivo.

“Entendemos que isso tudo está dentro do contexto discriminatório que acompanhamos nacionalmente. Não é um ponto isolado da Zara. Existe uma posição do comércio, especialmente das lojas situadas em shoppings, em lugares ‘sofisticados’, em que há evidentemente uma política de branqueamento da clientela”, diz Márlon Reis, advogado que representa as entidades na ação.

Ofensa, direito do consumidor e racismo são alguns dos argumentos que sustentam a ação, segundo o advogado, que também atuou nas ações recentes de casos contra outras empresas.

“As particularidades legais mudam de acordo com as circunstâncias [de cada ação]. No caso da XP, envolve matéria trabalhista. Mas todas têm um ponto em comum, que é o racismo estrutural, e que está na fundamentação sociojurídica de todas as ações”, afirma.

Além dos R$ 40 milhões pedidos à Zara, a serem destinados ao FDD (Fundo de Defesa de Direitos Difusos), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Secretaria Nacional do Consumidor, a ação solicita uma série de medidas a serem adotadas pela empresa, como:

  • Revisão dos contratos de terceirização da segurança para exigir rigoroso treinamento dos seguranças e supervisão permanente das suas atividades;
  • Revisão imediata dos protocolos de abordagem de segurança no interior das lojas;
  • Apoio a instituições de ensino, liderado por pessoas negras, distribuídas pelo país para formação profissional de jovens negros e negras, com fornecimento de bolsas de estudo;
  • Investimento de parte do lucro anual em instituições negras de combate ao racismo em diversos segmentos, como educação e cultura;
  • Criação de um programa de ações afirmativas, com representatividade e proporcionalidade nas estratégias;
  • Representação de pessoas negras em seus conselhos consultivo e administrativo;
  • Contratação de auditoria externa independente para verificação permanente do cumprimento das obrigações a serem impostas.

Com informações de UOL

Opinião dos leitores

  1. Querem dinheiro fácil , depois não sabem porque sofrem críticas que logo são transformadas em raci$mo$ !

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Talibã pendura cadáveres de homens que sequestraram empresário em cidade do Afeganistão

Foto: AFP

Autoridades do Talibã mataram quatro supostos sequestradores e penduraram seus corpos para dissuadir o público, disse um funcionário do governo local no sábado. A ação ocorreu na cidade de Herat, no Oeste do Afeganistão.

Sher Ahmad Ammar, vice-governador de Herat, disse que os homens sequestraram um empresário local e seu filho e pretendiam tirá-los da cidade, quando foram vistos por patrulhas que montaram postos de controle pela cidade.

Seguiu-se uma troca de tiros em que todos os quatro foram mortos, enquanto um soldado do Talibã foi ferido.

“Seus corpos foram levados para a praça principal e pendurados na cidade como uma lição para outros sequestradores”, disse ele. As duas vítimas de sequestro foram libertadas ilesas.

Morador de Herat, Mohammad Nazir disse que estava comprando comida perto da Praça Mostofiat da cidade quando ouviu um anúncio em um alto-falante chamando a atenção das pessoas.

“Quando dei um passo à frente, vi que eles trouxeram um corpo em uma caminhonete, depois o penduraram em um guindaste”, disse ele.

Imagens do cadáver manchado de sangue balançando no guindaste foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, mostrando uma nota pregada no peito do homem dizendo “Esta é a punição por sequestro”.

Nenhum outro corpo estava visível, mas posts nas redes sociais disseram que outros foram pendurados em outras partes da cidade.

Em uma entrevista à Associated Press publicada esta semana, uma importante figura do Talibã, Mullah Nooruddin Turabi, disse que o grupo restauraria punições como amputações e execuções para deter criminosos.

Apesar da condenação internacional, o Talibã disse que continuará a impor punições rápidas e severas aos infratores para impedir crimes como roubo, assassinato e sequestro, que se generalizaram no Afeganistão.

Washington, que condenou os comentários relatados de Turabi sobre punições, disse que qualquer potencial reconhecimento do governo liderado pelo Talibã em Cabul, que substituiu o governo apoiado pelo Ocidente que ruiu no mês passado, dependeria do respeito pelos direitos humanos.

De acordo com a agência de notícias oficial Bakhtar, oito sequestradores também foram presos em um incidente separado na província de Uruzgan, no Sudoeste.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Televisão

Nego do Borel é acusado de estuprar modelo em ‘A Fazenda 13’; Record apura e pode expulsar cantor do programa

Foto: Reprodução/Record/21.09.2021

O cantor Nego do Borel corre o risco de ser expulso de “A Fazenda 13” após ser acusado de ter assediado e estuprado a participante Dayane Mello. Internautas subiram a hashtag #estupronarecord após assistirem a uma cena em que Nego se deitou com a modelo e supostamente tentou forçar relações sexuais com ela. “Eu tenho uma filha, para com isso”, disse Dayane durante conversa com o artista carioca. “A Record informa que, diante dos acontecimentos desta última noite no reality ‘A Fazenda’, envolvendo Nego do Borel e Dayane Mello, os fatos estão sendo devidamente apurados por uma equipe multidisciplinar e nos pronunciaremos no programa de hoje à noite”, posicionou-se, em nota, a emissora.

A assessoria imprensa da modelo disse que a equipe jurídica já se dirigiu ao sítio onde fica localizada a sede de “A Fazenda”. “Assim que possível, daremos mais informações sobre o ocorrido.” Já a equipe de Nego do Borel afirma que “não se deve tomar nenhuma conclusão com base em vídeos cortados e áudios embaralhados”. Ainda acrescenta que a repercussão pode ter sido insuflada por fãs de outros participantes. “Um tema grave como esse não pode ser arma de torcida de reality nem objeto de julgamento na internet”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Após demissão da CNN Brasil, Alexandre Garcia celebra 2 milhões de inscritos no YouTube

Imagem: reprodução/CNN Brasil

Depois de ter sido demitido da CNN, o jornalista Alexandre Garcia comemorou neste sábado (25) a inscrição de 2 milhões de pessoas em seu canal no YouTube. Ele usou o Twitter para falar sobre o feito.

Ele deixou a emissora depois de manifestar defesa ao chamado “tratamento precoce” contra covid-19, que utiliza medicamentos sem eficácia comprovada.

“E chegamos a 2 milhões nesta manhã de sábado. Juntos, no Youtube”, afirmou.

O quadro em que Garcia participava, “Liberdade de Opinião”, dentro do jornal “Novo Dia”, continuará na programação, segundo a CNN Brasil. Em nota, a emissora afirmou que “reforça seu compromisso com os fatos e a pluralidade de opiniões”.

Em sua participação no programa na manhã dessa sexta-feira (24), ele disse que remédios sem eficácia comprovada salvaram milhares de vidas.

“Essa questão de eficácia comprovada a gente só vai saber daqui uns 3 anos, agora tudo é experimental. E enquanto tudo é experimental, só o tempo dirá. Não existe teste de laboratório que supere e teste no ser humano. Então o ser humano está sendo testado numa nova doença, num novo tratamento, numa nova vacina, e nós só vamos saber disso daqui uns 3 anos”, afirmou.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. A CNN tinha três excelentes profissionais: Caio Coppolla, Evaristo Morais e Alexandre Garcia. Dispensou os três. Livrou-se do Trigo. Preferiu o joio. CNN agora é lixo. Nivelou-se à Globo.

  2. Se tem funcionário público apoiando o governo, mesmo estando quase aprovada a reforma administrativa, que vai lascar 99% dos assalariados, imagine esse jornalista avariado.

    1. Reforma administrativa já. Tem gente que quer ser servidor público só pelo salário, mas não para trabalhar.

    2. A reforma administrativa vai ser péssima pra funcionários públicos vagabundos. Talvez seja por isso que você seja contra. Só acho… Servidor honesto e trabalhador está a favor, zero preocupação.

  3. Defender algo cegamente é loucura. Muitos idiotas apoiando o governo das rachadinhas. Lula e Bolsonaro são duas faces da mesma moeda.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Bolsonaro fará teste de Covid-19 neste fim de semana após casos em comitiva

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fará teste de Covid-19 neste fim de semana. Ele permanece em isolamento no Palácio da Alvorada, cumprindo a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após retorno de viagem aos Estados Unidos.

O exame de diagnóstico molecular (RT PCR), um dos mais precisos para a identificação da Covid-19, será realizado entre este sábado (25) e domingo (26), segundo informações da Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto.

Três integrantes da comitiva presidencial que compareceram à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) testaram positivo para a doença, incluindo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um diplomata e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Queiroga permanece em Nova York e trocou de hotel nesta sexta-feira (24).

Nesta semana, outros dois ministros do governo Bolsonaro tiveram o diagnóstico confirmado para a doença: o advogado-geral da União, Bruno Bianco, e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Reforma administrativa aumenta chances de demissão do servidor público com baixo desempenho

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A proposta aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados, na quinta-feira (23/9), de mudança nas regras do funcionalismo público prevê a demissão de servidores públicos e endurece as normas de avaliação de desempenho.

Na prática, o texto abala a tão propalada estabilidade do serviço público ao criar um novo critério para permitir o desligamento de servidores que não tiverem “desempenho satisfatório”.

Pela nova redação, o servidor que tiver duas avaliações “insatisfatórias” consecutivas ou três intercaladas passará por um processo administrativo que pode levar à sua exclusão dos quadros do Estado.

O texto está pronto para ir ao plenário da Casa, onde precisa ser aprovado por, pelo menos, 308 votos em dois turnos. Ainda não há data marcada para a votação, embora o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tenha manifestado a intenção de pautar a matéria para a próxima semana.

Caso seja aprovada na Câmara, a proposta de emenda à Constituição segue para a apreciação do Senado.

O texto do deputado Arthur de Oliveira Maia (DEM-BA) endurece a proposta original, que estabelecia a possibilidade de desligamento do servidor por “desempenho insatisfatório”. Antes o texto indicava a abertura do processo a partir de três avaliações consecutivas ou cinco intercaladas.

A regra, nesse caso, aplica-se a todos os servidores, inclusive aos atuais. O texto aprovado salienta que qualquer servidor, “sem nenhuma exceção”, será submetido a avaliações de desempenho.

A proposta prevê também a formação de um órgão colegiado para conduzir o processo administrativo, que pode decidir ou não pelo desligamento. O texto ainda impede que atuem no órgão os colegas que participaram da apuração de desempenho do servidor.
Como é hoje

Atualmente, o servidor só pode ser demitido em caso de sentença judicial definitiva ou infração disciplinar. A demissão por mau desempenho, que já é prevista na Constituição, nunca chegou a ser regulamentada.

A proposta mantém a possibilidade de demissão após sentença judicial e amplia as chances para que a avaliação de desempenho aconteça. O texto também acrescenta a possibilidade de demissão caso o cargo seja extinto ou considerado desnecessário ou obsoleto.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Essa reforma administrativa é mais uma enganação para perseguir e extinguir o serviço e servidores públicos. A real intenção é colocar pessoas não concursadas para assumir as vagas, e principalmente os locais mais bem pagos. Demite um, bota o outro, todos combinados para servir à empresa ou empresário, que lógicamente vai ganhar com a contratação dos terceirizados… Estilo de uma grande “rachadinha” … Acorde povo…

  2. Enquanto os cães ladram, a caravana passa. Enquanto a oposição continua tentando prejudicar o país, o governo Bolsonaro segue trabalhando pelo Brasil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 24,9%

taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 24,9%, registrada no início da tarde deste sábado (25). Pacientes internados em leitos clínicos e críticos somam 99.

Até o momento desta publicação são 160 leitos críticos (UTI) disponíveis e 53 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 109 disponíveis e 46 ocupados.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 28,9% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 18,5% e a Região Seridó tem 11,8%.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

COVID: RN possui 160 leitos críticos e 109 leitos clínicos disponíveis

O RN permanece com fila zerada de pacientes para UTI Covid conforme levantamento feito por volta das 12h15 deste sábado (25).

Neste período, havia 02 pacientes com perfil para leitos críticos na lista de regulação e outros 02 aguardavam avaliação. Foram registrados disponíveis 160 leitos críticos e outros 109, sendo clínicos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

RN não registra óbito por Covid nas últimas 24 horas; novos casos são 02

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus neste sábado (25). São 368.192 casos totalizados. Na sexta-feira (24) eram contabilizados 368.115, ou seja, 77 novos casos em comparação com o dia anterior, destes, 02 confirmados nas últimas 24h horas.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 7.333 no total, sem registro de óbitos ocorridos nas últimas 24 horas. Na sexta-feira (24) eram 7.331 mortes. A Sesap registrou outras 2 (duas) mortes após resultados de exames laboratoriais de dias ou semanas anteriores. Óbitos em investigação são 1.322.

Recuperados são 259.490. Casos suspeitos somam 175.440 e descartados são 732.577. Em acompanhamento, são 101.369.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Jovem morre após tomar 1,5 litro de Coca-Cola em 10 minutos

Foto: ilustrativa/reprodução

Um jovem de apenas 22 anos morreu após ingerir 1,5 litro de Coca-Cola em um período de 10 minutos. De acordo com o jornal The Mirror, o chinês, que não teve identidade revelada, decidiu se “refrescar” em um dia quente, mas acabou sendo encaminhado para o hospital horas após beber o refrigerante.

Conforme a publicação, o rapaz teve acúmulo de gases pelo corpo, especialmente no intestino. Além disso, tinha batimentos cardíacos elevados e pressão arterial baixa.

Os gases teriam atingido o fígado dele, o que teria causado a morte. O caso foi documentado na Clínica e Pesquisa em Hepatologia e Gastroenterologia. O autor do estudo, Qiang He, relatou que os médicos tentaram salvar a vida do rapaz retirando os gases do fígado dele.

Contudo, o estado de saúde do chinês piorou, e ele morreu 18 horas após dar entrada no hospital.

O professor Nathan Davies, da University College London, afirma que não há evidências para concluir que o rapaz tenha morrido em decorrência da Coca-Cola. Para ele, o rapaz foi acometido por uma infecção bacteriana, que pode gerar acúmulo de gases.

Metrópoles

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *