Médico alerta para os riscos do ‘desafio da farinha’, que viralizou na internet

Ao colocar o produto em contato com os olhos ou aspirá-lo, participante pode sofrer com conjuntivite e até pneumonia química. Foto: Jogador Roberto Firmino faz o desafio da farinha com a esposa/Reprodução

Se você é adepto das redes sociais, provavelmente já deve ter visualizado algum de seus amigos no ‘Desafio da farinha’. A brincadeira consiste em um quiz onde o desafiado responde a perguntas de probabilidades mergulhando a cabeça de outros dois amigos e familiares em pratos ou travesseiros cheios do produto. A intenção é apontar entre os dois participantes, qual deles é o mais provável, ou tem posturas mais parecidas, com a situação apresentada pelo desafiador. Mas na brincadeira aparentemente inofensiva, e até mesmo engraçada, está uma série de riscos, conforme alerta especialistas.

“A farinha pode atingir os olhos, pode ser inalada ou aspirada pela boca ou nariz. Nos olhos ela pode provocar conjuntivite química, por irritação pela farinha. Já na via aérea o produto pode provocar rinite e faringite, principalmente em pacientes que já têm tendência a alergias”, alerta o médico Maurício Cavalcante, clínico geral e pediatra do Sistema Hapvida, do qual a RN Saúde faz parte.

O médico complementa destacando que se o participante aspirar a farinha, e ela atingir os brônquios e alvéolos, o paciente pode até evoluir para um quadro de pneumonia química. “Justamente por isso essa é uma brincadeira que deve ser evitada, para não se expor a esses riscos”, finaliza.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Francisca disse:

    Está ficando muito sério um mal está cada vez mais perto daqueles que dá luga a ele.

  2. Gaius Baltar disse:

    Acho errado avisar. Quem faz uma imbecilidade dessas não merece transmitir os genes pra geração seguinte.

Corpo de Bombeiros alerta para riscos de aglomerações nos açudes e barragens no RN

FOTO: ASSECOM/CBMRN

Para evitar aglomerações e seguir as recomendações de precaução ao novo coronavírus (COVID-19), o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN), alerta sobre a prática de lazer nos diversos mananciais do interior do Estado.

“Está provado que a principal medida para combater o avanço do novo coronavírus (COVID-19) é a população permanecer em casa e evitar aglomerações. Os açudes, rios e lagoas estão atrativos devido às fortes chuvas dos últimos dias na região, porém, esses lugares são arriscados em virtude da contaminação do vírus”, disse o subcomandante do 3° subgrupamento do 2° grupamento do Corpo de Bombeiros do RN, capitão Lima Verde.

Após a publicação do decreto governamental no último sábado (21) sobre as restrições temporárias direcionadas ao enfrentamento do novo coronavírus, o Corpo de Bombeiros vem intensificando ações de conscientização para o povo potiguar. Ainda de acordo com o capitão Lima Verde, além dos mananciais do interior do Rio Grande do Norte, os militares estão promovendo orientações em diversos pontos dos municípios a fim de evitar a concentração de pessoas.

“Assim como os outros órgãos do governo, o Corpo de Bombeiros também está na linha de frente no combate ao coronavírus. O trabalho de prevenção e alerta está sendo realizado em todo o Estado, seja nas praias do litoral, na capital e região, nos açudes ou até mesmo nas ruas”, finalizou.

Em vários países que apresentaram a pandemia, o início do problema foi ligado a situações de aglomeração. Por isso, a maior orientação é cancelar reuniões e eventos que não sejam imprescindíveis. Logo, é necessário evitar ambientes fechados e lotados, como teatros, cinemas e até mesmo os locais de trabalho. Além do isolamento social, lavar as mãos constantemente, espirrar ou tossir tampando o rosto com a parte interna do cotovelo são orientações essenciais na tentativa de conter o avanço do vírus.

Bombeiros alertam a população para os riscos de afogamento em rios e açudes no interior do RN

Foto: Ilustrativa/Cedida

Durante o período de cheia dos mananciais do interior do Rio Grande do Norte os riscos de afogamentos e outros tipos de acidentes aquáticos aumentam consideravelmente. A subida do nível das águas devido às fortes chuvas exige cuidados para moradores e banhistas que buscam entretenimento nos rios e açudes dos municípios. Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBMRN) alerta sobre cuidados para evitar acidentes e óbitos nesses ambientes.

Para o major João Eduardo, Comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do Corpo de Bombeiros do RN, as crianças e os adolescentes são mais vulneráveis aos riscos de afogamentos. “Em primeiro lugar os cuidados com as crianças e adolescentes são essenciais para evitar ocorrências de afogamentos. Assim como nas praias, elas não têm noção do perigo. Por isso é importante que os pais ou responsáveis redobrem a atenção”, disse.

Os jovens e adultos também precisam ter cautela quando forem entrar em rios, lagoas e açudes. Além disso, a ingestão de bebidas alcoólicas é o principal fator que contribui para o afogamento. “A água turva e escurecida de lagoas e açudes pode esconder muitos perigos como pedras e galhos. O rio, por exemplo, tem muitas armadilhas – redemoinhos, correntezas e buracos. Um descuido pode ser fatal. Em época de cheia o risco aumenta consideravelmente. Geralmente após o consumo da bebida alcoólica o banhista entra na água e consequentemente perde a noção do perigo. Por isso não beber de maneira descontrolada é importante”, alertou o Comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), major João Eduardo.

Na época de chuvas vários fenômenos ocorrem nos mananciais. Nos rios e cachoeiras, as cabeças d’água são perigosíssimas para quem quer curtir um bom banho. “Quando chove na nascente de um rio obrigatoriamente o fluxo aumenta. O nível da água sobe e atingi vários metros em poucos minutos, formando uma espécie de tsunami dos rios. Então a recomendação é sempre evitar de se banhar íngremes e ter atenção com as cabeceiras dos rios”, finalizou o major João Eduardo.

Caso alguém presencie um afogamento ou acidente aquático, é só entrar em contato imediatamente com o Corpo de Bombeiros, através do 193. Não tentar socorrer de forma alguma a pessoa, pois somente os bombeiros têm a capacitação para o resgate.

Confira algumas medidas de prevenção:

– Evite álcool e alimentos pesados, antes de entrar em rios e açudes;

– Em rios: observe a correnteza, os buracos e os galhos submersos;

– Em caso de cabeça d’água, a recomendação é que o banhista procure uma região alta para se proteger da chuva caso perceba a iminência do temporal;

– Em açudes e barragens: verifique a profundidade, os galhos e lodo no fundo;

– Em períodos de enchente ou em zonas de correnteza o cuidado tem que ser redobrado;

– Evite brincadeiras como simulações de afogamento ou forçar a cabeça de um amigo para dentro da água;

– Antes de banhar-se, informe-se sobre a correnteza e a profundidade;

– Cuidado com o limo nas pedras, pois ele pode fazer você escorregar e cair na água;

– Cuidado com buracos e fundos de lodo, pois você pode afundar rapidamente;

– Se o rio tiver correnteza nunca entre na água acima do joelho;

– Não tente entrar na água para realizar o socorro, ao invés disto chame por ajuda e jogue qualquer material de flutuação para ajudar.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cico disse:

    Vem aí taxa de AVCB de açude. Preparem -se. E quando for liberado, a seca voltou.

Caern alerta para riscos e transtornos das ligações clandestinas de esgoto, com agravante em Natal

Sempre nos períodos chuvosos, o problema se intensifica: As ligações indevidas de água pluvial na rede de esgotos provocam transbordamento, transtornos, entre outras consequências. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) registra em sua Central de Atendimento o aumento no número de chamadas com reclamações para este problema. E lembra que o uso correto dos sistemas de esgotamento e de drenagem (de responsabilidade das prefeituras) é a melhor forma de evitar situações como essas.

A rede de esgotamento sanitário é projetada para conduzir efluentes domésticos. Sua tubulação está dimensionada para isso e, dessa forma, deve receber apenas água servida oriunda da cozinha, banheiros e área de serviço dos imóveis. Como ela não é dimensionada para água de chuva, quando essa ligação ocorre, o encanamento não aguenta o volume extra e transborda.

No caso de Natal, há um agravante do problema, pois há ruas com esgotamento sanitário, mas sem sistemas de drenagem. Por causa disso, algumas pessoas querem escoar a água de chuva pela rede de esgoto e, em períodos chuvosos, as ligações clandestinas geram diversos transtornos. Frequentemente, em vias em que há alagamentos, os poços de visita da Companhia acabam funcionando como ralos, pois a água acaba entrando no coletor.

Para as equipes que trabalham nas ruas, um indicativo de que a rede de esgoto está recebendo material inapropriado é quando há grande quantidade de areia nas tubulações. A presença desse material pode acabar retardando o conserto, pois exige que a equipe faça a sua retirada de dentro da rede, demandando um tempo maior.

Além do entupimento da rede, que provoca transtornos como mau cheiro, sujeira, esgoto retornando pelos ralos dos imóveis, doenças como diarreia, hepatite e gastroenterite, a ligação clandestina também traz o risco de comprometimento de estações elevatórias de esgotos (EEE), que não suportam a alta carga nas bombas para lidar com o volume extra de água e o rompimento de tubulações de esgoto. Ela pode atrapalhar o tratamento biológico, pois “dilui” o esgoto.

CRIME

A ligação clandestina na rede de esgoto é considerada crime ambiental, podendo o infrator ser responsabilizado criminalmente. Fora as multas aplicadas. Os valores são calculados de acordo com a quantia da tarifa mínima de cada categoria de usuário, de acordo com Tabela de Serviços e Multas da Caern, e multiplicados em 20 vezes, com exceção da tarifa social (10 vezes). Por exemplo: a infração cometida por um cliente residencial terá multa calculada igual a 20 vezes R$ 39,99 (atual tarifa mínima da categoria), totalizando R$ 799,80.

Os usuários devem, antes de operar qualquer ligação, procurar saber informações contatando os órgãos prestadores de serviços. Em caso de água pluvial, tratar com a prefeitura; já no caso de esgoto, o canal de atendimento é o telefone 115.

CURRAIS NOVOS

Embora o problema da ligação clandestina seja mais recorrente em Natal, as cidades do interior do Estado também enfrentam situações desse tipo. Um exemplo é Currais Novos, na região Seridó do Estado, onde o escritório da companhia tem detectado ocorrências de destinação irregular de água de chuva na tubulação de esgotos.

No ano passado, em Caicó, também na região Seridó, a Regional Seridó da Caern executou uma ação de fiscalização para coibir casos de ligação irregular de esgoto. Denúncias chegaram à companhia dando conta de ligações indevidas numa rede coletora não concluída, na Zona Norte da cidade.

Neste começo de 2020, novas ocorrências foram registradas. Ao mesmo tempo em que orienta a população sobre a gravidade do problema, a Caern também recomenda que casos desse tipo sejam denunciados pela população, nos canais de atendimento da companhia, a fim de se possa combater a prática com mais eficácia.

RASTEIRA: Especialistas em Natal alertam para riscos até mesmo de morte de brincadeiras filmadas dentro de escolas

Foto: Reprodução

ALERTA. Nessa terça-feira (11), vídeos em que adolescentes aparecem brincando de derrubar uns aos outros no chão dentro de escolas começaram a circular novamente nas redes sociais e a preocupar pais e mães neste início de ano letivo. Especialistas ouvidos pelo G1 disseram que essas brincadeiras podem causar acidentes e levar à morte.

Em um desses registros, duas adolescentes aparecem dando uma rasteira em uma terceira. Em outros vídeos, a brincadeira é a chamada “roleta humana”, envolve três pessoas – uma delas é girada para trás pelos outros colegas. Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos morreu em Mossoró, Oeste potiguar, depois de bater a cabeça enquanto participava da brincadeira.

Leia reportagem completa aqui.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. joaozinho disse:

    Chamar isso de brincadeira é uma cortina pra esconder uma falta de amor com o proximo e ausencia de educacao familiar ou algum tipo de exemplo correto. Praticaram um tipo de bullying com a garota, publicaram o video em rede social pra humilharem; e so depois da repercussão negativa devido ao grande risco que colocaram a garota, estao agora minimizando o problema chamando apenas de brincadeira de mau gosto. Se fosse um adulto, ou um homem que humilhasse, provocasse uma lesao corporal leve ou grave, como seria tratado? como uma brincadeira? Essas nao sao amigas dessa garota. Basta imaginar como seria um porrete na cabeça do outro capaz de causar lesoes e depois as pessoas aparecendo rindo como se fosse algo normal. Doentes tambem estao as pessoas que diminuem a gravidade do fato.

    • José disse:

      Daqui a alguns anos vao lembrar, rindo, alegres, naquelas festas de ex-alunos regados a alcool e talvez algo mais, as lembranças felizes do colegial. E vao fazer um coracaozinho "sincero" com as maos simbolizando o colegio. …. e ensinar aos filhos que na epoca delas, era normal brincar de bater a cabeça no chao tentando evitar um traumatismo, e divulgar video cacetadas pra rirem varias de uma.

VÍDEO: Bueiro aberto em plena avenida em Natal gera riscos para pedestres e motoristas

Um beiro aberto em plena Avenida Deodoro da Fonseca, na Zona Leste de Natal, nas proximidades do Hospital Infantil Varela Santiago é registrado aberto, sem a tampa. Risco enorme de acidente para pedestres e até mesmo motoristas. Vídeo cedido pelo professor de Karatê, “Chicão”.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tiago disse:

    Grande Chicão meu amigo!
    Parabéns pelo alerta, isso tem que ser resolvido.

Nova moda da internet, bronzeamento do períneo traz riscos, dizem especialistas

Foto: Pixabay

Uma prática perigosa está se popularizando pelas redes sociais: o bronzeamento do períneo. Depois que uma influenciadora digital publicou uma foto alegando que a atitude traria benefícios — como aumento da energia vital, da libido e melhora na qualidade do sono — outras pessoas passaram a imitá-la. Mas especialistas alertam que a exposição solar desta região pode trazer riscos à saúde.

— Não existe nenhum estudo científico que comprove o benefício ao se pegar sol na região íntima — afirma a dermatologista Luiza Lopes.

O períneo é a região entre os órgãos genitais e o ânus.

— A região íntima é uma área de pele mais fina e com mais inervação sensitiva. Qualquer trauma nessa região, como uma queimadura solar, pode ser de mais difícil cicatrização e mais dolorosa, principalmente se estiver depilada, o que hoje é mais comum, tanto em homens quanto em mulheres — explica a dermatologista Natasha Crepaldi.

Por isso, não é indicado tomar sol no períneo, porque pode causar queimaduras de primeiro e segundo graus, causar bolhas, fissuras e rachaduras. De acordo com Luiza Lopes, pode ser grande o incômodo para o paciente.

Foi o que aconteceu com o ator Josh Brolin, que interpreta o vilão Thanos na saga do cinema ‘‘Vingadores’’. Ele usou as redes sociais para alertar seus seguidores sobre o perigo da prática. O ator afirma que sofreu queimaduras na região anal.

“Não faça isso! Eu passaria o dia fazendo compras com a minha família e, em vez disso, estou colocando gelo e passando cremes anti queimaduras por causa da dor”, revelou o ator em uma rede social.

A exposição solar desprotegida aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele, como explica Elimar Gomes, coordenador do Dezembro Laranja, campanha contra o câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia:

— O melanoma pode acontecer em qualquer lugar da pele e mucosas. Mesmo em áreas não expostas ao sol, como a mucosa oral e genital.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Roberto disse:

    Não tem gente que idolatra luladrão, então , existe gente para tudo, até para bronzear a piriquita kkkkkk

  2. Carlos Bastos disse:

    Não vejo nada de estranho, não teve pessoas que votaram em Bolsonaro, de brasileiro eu não vc duvido em nada

  3. Tamanduá disse:

    Por caridade!
    O que danado mais tá faltando no mundo e na cabeça desses idiotas.
    Homens queimando o C… no sol e as mulheres queimando a Cureta.
    É brincadeira!!!
    Kkkkkkkk
    Só rindo mesmo.

  4. Otavio disse:

    Isso ai é literalmente queimar a rosca.

  5. Cidadão disse:

    Coisa d esquerdistas sem futuro.

  6. PAULO disse:

    MAGOTE DE IDIOTA!!!!

  7. Humilde Iconoclasta disse:

    E ai da sobra gente pra votar no 13. Esse povo acredita em tudo mesmo.

  8. MUDA BRASIL disse:

    TEM GENTE QUE ACREDITA EM TUDO, OH DEUS.

    • Filgueira disse:

      Tem gente que acredita em MAMADEIRA de Piroca, Que viu Jesus no OiO da Goiabeira, Que a rachadinha do Queiroz é legal, que os laranjas do Partido do suco de laranja são honestos….
      Acordem e abram os olhos. Ninguém acredita mais nas besteiras que vcs vivem repetindo. Já está ficando doentio.

Elevação do nível dos oceanos e áreas costeiras: secretário-geral da ONU alerta sobre riscos de tsunamis

Foto: Ilustrativa

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Guterres, renovou alerta de que a elevação no nível dos oceanos em decorrência do aquecimento global aumenta os riscos de danos causados por tsunamis.

Ele fez a advertência em um comunicado divulgado no Dia Mundial da Conscientização sobre Tsunamis, que foi celebrado nessa terça-feira (5).

A ONU determinou a criação da data em 2015, sob a iniciativa do Japão. Ao invés de referir-se à situação como “mudança climática”, Guterres usou o termo “emergência climática” em sua declaração.

Segundo ele, estima-se que 680 milhões de pessoas estejam em risco por viverem em áreas costeiras de baixa elevação e que o número pode passar de 1 bilhão até 2050.

Guterres disse ainda que, nos 15 anos desde o tsunami ocorrido no Oceano Índico em 2004, um grande progresso foi feito para aprimorar os sistemas de alerta preventivo no Oceano Índico, no Caribe e outras regiões, o que possibilitou que diversas vidas fossem salvas.

No entanto, ele alerta que, com o aumento do nível do mar, os poderes destrutivos de tsunamis podem ser exacerbados, pedindo que mais esforços sejam focados em lidar com a emergência climática.

Agência Brasil, com NHK

 

Lésbicas e DSTs: a saúde sexual das mulheres que transam com mulheres; entenda os riscos e conheça os métodos de proteção

Imagine a cena: duas mulheres estão no quarto, trocando carícias, cheias de tesão, tiram a roupa e então… Uma delas vai até a cozinha pegar o rolo de plástico filme para colocar sobre a vulva da parceira e garantir que elas façam sexo seguro.

Pois é, uma cena que não parece nada sexy, nem prática. Mas que tem sido a principal orientação que mulheres lésbicas encontram sobre prevenção de doenças que podem ser transmitidas no sexo. Isso, quando encontram alguma orientação. Porque existe também uma ideia geral de que em uma transa com duas vaginas, não há risco de transmissão.

“É mito que as mulheres lésbicas estão protegidas contra as ISTs [infecções sexualmente transmissíveis], e é muito importante falar sobre isso”. As palavras da ginecologista Bruna Wunderlich lembram que sexo entre mulheres pode, sim, transmitir doenças e que a falta de informação sobre isso só aumenta a exposição a riscos.

Um estudo do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, de 2012, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostrou que só 2% das lésbicas se previnem contra as ISTs. Algo que passa pela desinformação, mas também pela ausência de métodos de proteção desenvolvidos especificamente para elas.

E, apesar da prevenção dificilmente acontecer, os riscos são reais: uma pesquisa realizada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) em 2017 com 150 mulheres que se relacionam mulheres mostrou que 47,3% delas tinham algum tipo de IST.

Os motivos para esse assunto ainda ser tabu passam pela invisibilidade e preconceito em relação às relações lésbicas e também à sexualidade feminina. E para combater isso, reunimos aqui as principais informações sobre as doenças, prevenção e também acompanhamento ginecológico.

As doenças e o sexo

Antes de começar, é preciso explicar que hoje em dia se usa a expressão Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ao invés de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), porque às vezes a pessoa pode ser infectada, mas não manifestar a doença. Mas como popularmente é muito mais comum se ouvir falar de DSTs, vamos usar esse termo, para facilitar a compreensão.

Existe um imaginário de que a transmissão de doenças está ligada à penetração durante o sexo. No entanto, essa é só uma das formas possíveis de passar uma doença. Sexo oral, contato entre mucosas e com o sangue são outras.

“Sífilis, herpes genital e verrugas genitais têm a ver com contato de mucosa. E todas as vezes que eu tenho contato de mucosas, seja entre dois órgãos sexuais ou da boca com um órgão sexual, isso transmite”, explica Thais Machado Dias, médica de família e comunidade do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e do Instituto Iris.

Então, para não reforçar preconceitos, é importante destacar que falar em transmissão de DSTs não tem a ver com a orientação sexual das pessoas (heterossexual, bissexual, homossexual, entre outras) e sim com as práticas sexuais. O que isso quer dizer?

Quer dizer que existem infecções que são transmitidas pela prática da penetração, outras pela prática do sexo oral e outras pelo contato da mucosa, ou por mais de uma dessas formas juntas. E tanto pessoas heterossexuais quanto homossexuais podem ter qualquer uma dessas práticas, afinal a sexualidade humana é complexa e pode envolver um monte de práticas.

Mulheres lésbicas podem usar acessórios ou os dedos para penetração, assim como um casal heterossexual pode praticar o sexo oral. Além disso, podem se envolver com mulheres bissexuais, que se relacionam ou relacionaram com homens. E existem ainda mulheres lésbicas e bis trans que não passaram por redesignação sexual e têm um pênis.

Por isso, para analisar os riscos de contágio de doenças, é importante pensar em como elas são transmitidas, não na orientação sexual das pessoas. É importante destacar essa diferença para não se reforçar estereótipos e preconceitos como os homens gays sofreram na década de 1980 com a descoberta da aids, por exemplo.

Na tabela abaixo, mostramos as principais formas de transmissão das DSTs mais comuns.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Euzim disse:

    "E existem ainda mulheres lésbicas e bis trans que não passaram por redesignação sexual e têm um pênis."
    Homi , explica isso direito…

Peritos do ITEP identificam que 98% dos medicamentos apreendidos no RN eram falsificados e com riscos à saúde

Peritos criminais Leonardo Rego e Lucas Nobre alertam sobre riscos de medicamentos falsificados – Foto – Júlio Rocha

O uso de medicamentos para o estilo de vida em busca de melhorias estéticas para o corpo têm aumentado significadamente nos dias atuais, seja para incremento de massa muscular, emagrecimento, disfunção erétil, entre outros. Porém, os consumidores precisam ficar atentos para não terem prejuízos para a saúde. Pesquisa desenvolvida no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) mostra que 98,6% dos medicamentos apreendidos, nos anos de 2017 e 2018 em operações da Delegacia Especializada em Narcóticos, eram falsificados seja por não terem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou não apresentar as substâncias descritas nos rótulos.

O trabalho desenvolvido no Núcleo de Laboratório Central de Perícias Forenses pelos peritos criminais Leonardo Rêgo e Lucas Nobre analisou 144 itens, dos quais apenas 6,3% apresentavam registro da Anvisa na embalagem.

“Na maior parte dos medicamentos analisados, foram identificadas a presença de esteroides anabolizantes (74,3%), seguidos de 22,9% de itens que não continham nenhuma substância ativa. Em 33,3% dos itens analisados, a substância detectada não era condizente com a descrita no rótulo do produto e 10,4% não apresentavam rótulo algum”, enfatizou o perito criminal Leonardo Rêgo.

Não foi detectada nenhuma substância ativa em 46,6% dos produtos que não apresentavam rótulo, sendo o restante (53,4%) apresentando esteroides anabolizantes na sua formulação.

“Esse estudo permitiu traçar um perfil dos medicamentos analisados, no qual foi observado que quase a totalidade era formada por substâncias anabolizantes esteroides”, concluiu o perito criminal Lucas Nobre.

Riscos à saúde

Os medicamentos falsificados podem gerar danos graves a saúde, que pode ir desde a não ação terapêutica pretendida (efeito placebo) a problemas relacionados a reações adversas. A população deve estar atenta ao adquirir produtos farmacêuticos para fugir das falsificações. Portanto, o perito criminal Leonardo Rêgo, que também é farmacêutico, dá algumas dicas do que ser observado na aquisição de um medicamento:

1- Compre sempre em estabelecimentos que contenham alvará para comercialização de medicamentos, como farmácias e drogarias;

2 – Verifique na embalagem a presença do registro do medicamento junto à ANVISA. É um número formado por 13 dígitos.

3 – Verifique se na embalagem do produto há a descrição do farmacêutico responsável, bem como o seu número de inscrição no conselho (CRF);

4 – Só adquira medicamentos que apresentem embalagens em bom estado de conservação e lacrados;

5- Verifique se há alteração no tipo de letra e no texto da embalagem ou da bula.

6 – Se possível, verifique as características físicas do medicamento, quanto ao formato e cor do comprimido, gosto do líquido e embalagem. Em muitos casos, o falsificador não consegue copiar todos os detalhes.

7 – Em caso de dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante do produto.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Roberto disse:

    Exmº Sr. jornalista/Comunicador BG, nota 10 ( digno de comparaçao confiável com qualquer jornalista do S e Se do Brasil ) Vc. ou sua equipe PODERIAM ajudar MAIS a população SE desse o nome de medicamentos pesquisado pelo Itep/RN e nos deixassem MENOS FRAGILIZADOS ( c/risco de contssminsção..). Sou Carioca dsa MB, e me orgulho de estar morando aqui em Natal/RN ( ter escolhido aqui por ter 2 compadres daqui desde os anos 80 ) onde meus 2 filhos se formaram na Cefet e UFRN e derm-me 2 netos. Já a alguns anos acompanho seus blog CONFIO e fico surpreso com os meios de comunicação dos últimos anos que DÃO A NOTICIA ( as vezes como esta profunda e alarmante..) MAS QUASE SEMPRE não vem completa como um texto que deve ter início-meio e fim. Desculpe me alongar MAS acho precioso que NÓS´possamos saber PELO MENOS alguns medicamentos de maaior uso que esta nesta lista condenável aos seus empresários/produtores, Se Nós iremos poder nos precaver ? ?.

VÍDEO: Reportagem aponta os riscos de expor a vida nas redes sociais

O Câmera Record que foi ao ar nesse domingo (21) mostrou os riscos que os usuários das redes sociais correm ao compartilhar tudo da rotina na internet. Publicar fotos, marcar localização, consultar mapas e até mesmo conversar perto do aparelho celular pode deixar as pessoas mais vulneráveis.

O assunto da segurança na internet entrou novamente em discussão após um aplicativo de envelhecimento digital viralizar, e agitar as redes sociais de famosos e anônimos nas últimas semanas. Para Luciane Aquino, especialista em conteúdos digitais, “o que o FaceApp está fazendo é formar um banco de dados mundial sem gastar dinheiro”.

E esse banco de dados é bem valioso para as grandes empresas como Facebook e Google, que são donas do Facebook, Instagram, YouTube, entre outros. A média anual de faturamento com dados digitais está em torno de R$ 20 bilhões.

Os próprios usuários das redes sociais aceitam fornecer seus dados pessoais, mesmo sem saber. Ao criar uma conta em qualquer rede social, a pessoa precisa aceitar os termos e condições de uso.

A reportagem esteve no centro de São Paulo e viu que poucas pessoas passam da primeira página dos termos e condições para acessar as redes sociais.

De acordo com Jamila Venturini, da ONG Derechos Digitales, para se ler todo o termo de uso das redes sociais, o usuário levaria, em média, duas horas. Mas isso não costuma acontecer, e os usuários aceitam ceder dados que não gostariam que fossem compartilhados.

Mas não é apenas nas redes sociais que os usuários ficam mais vulneráveis. Os repórteres investigativos do Câmera Record simularam uma conversa sobre móveis de escritórios em frente a seus celulares. Depois de 15 minutos falando de possíveis produtos a serem comprados, ao acessarem as redes sociais, foram surpreendidos com propagandas dos itens que mais enfatizaram.

Embora não tenha nenhum valor científico, as propagandas com móveis e materiais de escritórios demonstrariam que os celulares escutam o que é falado, mesmo com todos os aplicativos fechados.

Para o professor de inovação e interações digitais Luli Radfahrer, o fato de as redes sociais serem de uso gratuito demonstra que “quando você não paga o produto, você é o produto”. Ou seja, os usuários das redes sociais são usados para terem os dados vendidos às empresas.

R7

Os riscos do FaceApp, o aplicativo da moda que envelhece o seu rosto; cerca de 150 milhões estão com seus nomes e fotos salvos

Foto: Montagem

Segundo reportagem da Forbes, cerca de 150 milhões de pessoas estão com seus nomes e fotos salvos nos servidores do aplicativo

Não há dúvidas de que o FaceApp, número um nas principais lojas de aplicativos do mundo, e com uma difusão nas redes sociais que recebe a qualificação de viral, é o sucesso do momento. Se você ainda não conhece esse famoso aplicativo é possível que não frequente muito o Twitter e demais redes sociais, uma vez que sua presença nas mesmas é, hoje, maciça. Em que consiste exatamente o FaceApp e por que surgem os primeiros alarmes entre os especialistas em segurança?

O aplicativo emprega um sistema neuronal baseado na inteligência artificial que analisa a fotografia subida automaticamente aos seus servidores para conseguir os efeitos desejados, envelhecer ou rejuvenescer, ao protagonista da foto com um realismo surpreendente. Até aí, nada de novo que não aconteça diariamente com centenas de aplicativos no mundo todo, mas no caso do FaceApp existem duas realidades que fizeram disparar os alarmes: os servidores estão na Rússia, por um lado, e por outro, a política de privacidade é suficientemente vaga para que se pense duas vezes antes de aceitar seu termos.

O fato de que a base central esteja fora da União Europeia dificulta a aplicação da legislação continental sobre proteção de dados, a mais exigente das existentes nos principais países.

Por outro lado, quando se aceitam as condições de uso do aplicativo, é especificado no pedido de autorização que os dados podem ser cedidos a terceiros, mas não os usos que essas empresas poderiam fazer da informação. Além disso, não costuma ser um elemento no qual os usuários reparam quando continuam com a instalação.

Os primeiros alarmes sobre os riscos que o usuário corre ao baixar e utilizar o aplicativo não demoraram a chegar: sabemos exatamente o que acontece com as fotografias quando são transformadas e devolvidas ao usuário? Os termos de privacidade são muito vagos para despertar suspeitas e, como se não bastasse, os criadores do aplicativo dizem no contrato aceito pelo usuário que seus dados podem ser cedidos a terceiros. “É algo muito preocupante”, diz ao EL PAÍS Borja Adsuara, advogado especialista em comunicação digital, que também acusa as lojas digitais por não adotarem medidas cautelares.

Adsuara pede medidas de proteção ao usuário semelhantes às existentes na alimentação, “se não se pode comprar um alimento em mau estado em uma loja, por que se permite baixar aplicativos com código malicioso?”, se pergunta em relação aos programas que podem ferir a privacidade. O especialista recomenda que seja o usuário a avaliar se compensa “vender sua alma” em troca de uma foto retocada.

Dani Creus, analista de segurança da Kaspersky também alerta sobre os riscos de compartilhar fotos com terceiros: “Devemos ter em mente que ao subir algo à nuvem, perdemos seu controle”, diz ao EL PAÍS. O especialista diz novamente que, hoje em dia, o melhor aliado do usuário na Internet é “o bom senso”.

El País

 

‘Como um suplemento alimentar me colocou na fila do transplante de fígado’

Foto: BBC News Brasil

Jim McCants tomava cápsulas de chá verde para se manter saudável na meia-idade. Mas, de acordo com os médicos, o suplemento acabou gerando uma lesão hepática e a necessidade de um transplante de fígado de urgência, conforme conta Tristan Quinn, da BBC.

Era para ser um dos dias mais felizes da sua vida. Mas McCants tem sentimentos contraditórios quando se lembra da formatura do filho mais novo. Ao sentar ao lado da esposa, Cathleen, no auditório da escola, perto de Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, veio o susto:

“Ela me perguntou: ‘Você está se sentindo bem?'”, conta Jim.

“Eu disse: ‘Sim, estou bem, por quê?'”

“Seu rosto está amarelo, seus olhos estão amarelos, você parece muito mal.”

“Quando olhei no espelho, levei um choque.”

Foi chocante, em parte, porque Jim, na época com 50 anos, estava se esforçando para adotar um estilo de vida mais saudável e perder peso, cuidando da alimentação e praticando exercícios físicos regularmente.

“Meu pai enfartou aos 59 anos e não sobreviveu”, diz.

“Ele deixou de viver vários momentos com a gente e eu estava determinado a fazer de tudo para me cuidar da melhor maneira possível, para não perder nada.”

Mas, logo após a formatura do filho, Jim foi internado com suspeita de lesão hepática.

Investigando o problema

Na tentativa de identificar a causa da lesão, os médicos descartaram imediatamente o álcool.

“Nos últimos 30 anos, talvez eu tenha tomado seis latas de cerveja por ano, nada de vinho. Então, o álcool não estava muito presente na minha vida”, conta.

Também afastaram a hipótese de ter sido provocada por algum medicamento – ele não estava tomando nenhum na época – ou por cigarro, uma vez que ele nunca foi fumante.

“Então, meu hepatologista perguntou: ‘E suplementos sem receita?’.”

Como parte do seu projeto saúde na meia-idade, Jim começou a tomar um suplemento de chá verde – ele tinha ouvido dizer que ajudava na prevenção de doenças cardíacas.

A popularidade destes suplementos tem crescido. Eles são vendidos na internet e anunciados como produtos com benefícios antioxidantes, suposta capacidade de ajudar a perder peso e prevenir o câncer.

“Eu me sentia bem”, lembra Jim, que mora em Prosper, no norte de Dallas.

“Andava ou corria de 30 a 60 minutos, durante cinco ou seis dias por semana.”

Ele trabalhava como gerente de finanças, mas pretendia se formar para ser assistente de saúde.

“Eu estudava duas ou três disciplinas à noite e nos fins de semana”, relembra.

O pior dos cenários

Jim estava tomando o suplemento de chá verde havia dois ou três meses quando ficou doente. De acordo com o prontuário, essa é a causa presumida de sua lesão no fígado.

“Foi chocante porque eu só tinha ouvido falar sobre os benefícios.”

“Nunca soube de nenhum problema”, completa.

Após ser internado, Jim entrou em “modo de espera”, aguardando os resultados de uma série de exames de sangue para determinar a gravidade da lesão.

Assim, cerca de três semanas após sua esposa perceber que ele não estava bem, uma das médicas deu a notícia que ele temia:

“Ela disse: Você precisa de um transplante de fígado. Tem que ser rápido. Você tem dias – nem uma semana .”

Jim ficou atordoado.

“Tudo isso parecia muito sombrio para mim. E ficou cristalizado o que é realmente importante na vida. Eu não estava pensando em projetos do trabalho. E sim em várias pessoas que eram importantes para mim por razões diferentes.”

Suplementos vendidos sem receita podem representar risco à saúde. Getty Images/ BBC NEWS BRASIL

Por que o suplemento de chá verde pode ser prejudicial, em determinadas doses, para algumas pessoas?

Os cientistas não sabem ao certo. Como o chá verde é consumido há milhares de anos, os suplementos – que são sua forma concentrada – são regulamentados nos EUA e na Europa como alimentos, e não medicamentos.

Isso significa que não são necessários testes de segurança específicos e, portanto, a perspectiva científica de como podem afetar nossa saúde é inconclusiva.

“Se você toma quantidades pequenas de chá verde, não tem problema”, diz o professor Herbert Bonkovsky, diretor de cuidados com o fígado da Escola de Medicina da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, que acompanha lesões relacionadas a suplementos de chá verde há quase 20 anos.

“O risco maior é para quem consome extratos mais concentrados.”

A preocupação gira em torno de um ingrediente potencialmente tóxico chamado epigalocatequina-3-galato (EGCG), composto natural com propriedades antioxidantes mais abundante no chá verde, as catequinas.

É provável que haja uma série de fatores que podem deixar um indivíduo suscetível às ameaças do EGCG, incluindo a genética, e a forma como os suplementos são usados.

“Normalmente, as pessoas tomam esses extratos de chá verde para tentar perder peso, então, muitas vezes estão sem comer”, explica Bonkovsky.

“Nós sabemos, a partir de estudos realizados com animais, que animais em jejum absorvem um percentual muito maior de catequina do que animais bem alimentados. Pode haver outros fatores relacionados a medicamentos, outros produtos químicos e consumo de álcool, que também são importantes fatores de alteração.”

Antioxidantes

Os antioxidantes são um grupo de vitaminas e outros compostos que, para muitos, adquiriram propriedades “milagrosas”, ajudando a impulsionar o mercado global de suplementos de todos os tipos, avaliado hoje em mais de R$ 500 bilhões por ano.

Os antioxidantes combatem os radicais livres, moléculas produzidas em nossas células à medida que transformam oxigênio e alimento em energia. Assim como o oxigênio e a água corroem o ferro, muitos radicais livres podem danificar nossas células.

Na década de 1950, o professor Denham Harman lançou a teoria de que os radicais livres estimulam o processo pelo qual o corpo envelhece e pode levar a doenças.

Mas alguns cientistas acreditam agora que determinados níveis de radicais livres podem ser benéficos à saúde, e argumentam que a visão ortodoxa do último meio século de que os antioxidantes fazem apenas bem está desatualizada.

Enquanto milhões de pessoas consomem suplementos de chá verde com segurança, pelo menos 80 casos de lesões hepáticas ligadas ao produto foram registrados em todo o mundo – de lassidão (cansaço extremo) e icterícia a casos que exigem transplante de fígado.

Entre as vítimas, estão adolescentes, como Madeline Papineau, de 17 anos, de Ontário, no Canadá, que desenvolveu lesão hepática e renal, e uma mulher de 81 anos diagnosticada com hepatite tóxica aguda.

Uma pesquisa recente da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) concluiu que as catequinas presentes em bebidas a base de chá verde são “geralmente seguras”, mas quando ingeridas como suplementos, com doses de 800mg ou mais por dia, “podem causar problemas de saúde”.

A EFSA não conseguiu identificar o que seria uma dose segura com base nos dados disponíveis e sugeriu que fossem realizados mais estudos.

No dia seguinte em que foi informado sobre a necessidade do transplante, Jim recebeu a notícia de que haviam encontrado um doador.

“Fiquei radiante. O telefonema me deu esperança de que haveria algo positivo no fim de tudo”, diz ele.

O transplante de fígado salvou a vida de Jim. Mas, quatro anos depois, ele ainda tem sérios problemas de saúde, incluindo uma doença renal que pode demandar hemodiálise e um transplante no futuro.

Ele consulta o hepatologista e o nefrologista duas vezes por ano e convive com uma dor abdominal crônica.

“Minha vida antes era muito ativa. Agora é bem mais sedentária e luto contra a fadiga”, conta.

É uma “tremenda bênção”, nas palavras dele, que seus chefes o autorizem a trabalhar de casa.

“Às vezes eu preciso deitar por 20 ou 30 minutos durante o dia. Apenas aviso meu gerente para ele saber que vou ficar offline, e depois eu volto.”

Jim está processando a empresa americana Vitacost, que vende o suplemento de chá verde que ele tomava.

“Espero que eles tomem a decisão de colocar uma advertência bem grande no rótulo do produto e no site, para que as pessoas saibam antes de comprá-lo”, diz ele.

A Vitacost não quis comentar a respeito do processo judicial, mas disse: “Levamos muito a sério a segurança dos suplementos da marca Vitacost e defendemos a qualidade de nossos produtos”.

Quatro anos depois, Jim faz uma reflexão sobre como a vida dele e da sua família mudaram após começar a tomar as cápsulas de chá verde.

“Eu não esperava qualquer perigo. Imaginava que poderia ser um desperdício de dinheiro, que eu poderia tomar e não fazer efeito. E aceitei correr esse risco”, diz ele.

“Mas o risco de desenvolver falência hepática, é um risco alto demais para alguém topar.”

BBC Brasil

 

Deputado tenta impedir interdição definitiva do Estádio “Nogueirão”

As constantes interdições do Estádio Nogueirão, em Mossoró, motivaram o deputado Leonardo Nogueira a solicitar a secretaria de infraestrutura do governo do estado a retomada das melhorias estruturais necessárias ao funcionamento do local. O projeto, dentro do que estabelece o Estatuto do Torcedor, foi apresentado ao governo do estado há dois anos, segundo o requerimento.

O estádio compreende uma área superior a 750 metros quadrados e necessita de uma brigada de incêndio, além de um caminhão-pipa com bomba para combater possíveis incidentes. Já foram várias as interdições promovidas pelo Corpo de Bombeiros em atendimento às recomendações do Ministério Público do Rio Grande do Norte. Foi celebrado um termo de compromisso entre o Corpo de Bombeiros, a Liga Desportiva Mossoroense e os clubes, onde ficou acertado que as partidas só aconteceriam com as melhorias acordadas.

“Problemas como a execução da rede de hidrantes, ampliação da área de circulação, na área das cadeiras, que deve ser de no mínimo, 1,2 metros, adequações nas saídas de emergência, isolamento do quadro de bomba, e estrutura e segurança de arquibancadas, iluminação, entre outros problemas que precisam ser solucionados. Acreditamos que os desportistas do nosso estado e especialmente de Mossoró saberão reconhecer e aplaudir essa grande obra que muito enriquecerá nosso futebol”, disse Leonardo Nogueira.

ALRN

Trabalhar à noite provoca 'caos' na atividade dos genes

trabalho-noturno-20142101-size-598Sabe-se que trabalhar em turnos – ou seja, à noite, em horários irregulares ou fazer plantões de madrugada — impacta de forma negativa o sono e altera o relógio biológico. Estudos científicos já associaram esses trabalhos a diversos problemas de saúde, como a um risco aumentado de doenças cardíacas, ganho de peso e até problemas de fertilidade feminina.

Agora, uma nova pesquisa da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, descobriu que os efeitos de uma jornada de trabalho noturna no organismo são muito mais complexos do que se imaginava. De acordo com o estudo, trabalhar à noite e adiar o sono altera a atividade de grande parte dos genes responsáveis por regular o relógio biológico e provocam um verdadeiro “caos” nas atividades do corpo. Essas conclusões foram publicadas no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

As células do corpo humano funcionam 24 horas por dia. Esse trabalho, no entanto, é dividido em duas fases, noite e dia, e é conhecido como ciclo circadiano. Comandado pelo cérebro, esse ciclo é o responsável por gerenciar o funcionamento do corpo — regulando, por exemplo, o apetite, os horários de sono, o humor e os hormônios.

No estudo, os pesquisadores selecionaram 22 pessoas que trabalhavam e dormiam em horários comuns e fizeram com que elas os invertessem, passando a dormir de dia e a ficar acordadas no período noturno. Para isso, os voluntários adiaram o sono em quatro horas durante três dias, até que passassem a dormir 12 horas mais tarde do que o de costume. Os autores do estudo recolheram, no início e no final da pesquisa, amostras de sangue dos participantes para estudar a atividade de seus genes.

Os exames de sangue mostraram que, em horários normais de sono, cerca de 6% dos genes de uma pessoa são precisamente cronometrados para serem mais ou menos ativos em determinadas horas do dia. No entanto, quando os participantes passaram a dormir de dia e trabalhar à noite, esse ajuste preciso foi observado em apenas 1% dos genes. Segundo os autores, tanto genes que costumam se expressar de dia quanto os que têm o pico de atividade à noite foram desregulados.

“É como viver em uma casa onde há relógios em todos os cômodos, mas todos desregulados – o que provoca um caos no ambiente”, disse Derk-Jan Dijk, pesquisador do Centro de Pesquisa do Sono da Universidade de Surrey e coordenador do estudo. “Essa pesquisa nos ajuda a entender as consequências negativas associadas aos trabalhos em turnos e outras condições em que nossos genes são desregulados.”

VEJA

Sabonetes antibacterianos podem representar riscos à saúde

15_05_46_340_fileO FDA (agência americana que regula remédios e alimentos) quer que as fabricantes de sabonetes antibacterianos provem que seus produtos de limpeza são mais seguros e eficazes do que simplesmente água e sabão. As informações são do site USA Today.

Segundo Sandra Kweder, vice-diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa do FDA, “embora os consumidores considerem esses produtos eficazes, não há nenhuma evidência de que eles realmente atuem na prevenção de doenças como a lavagem com água e sabão comum”.

— Queremos que as empresas realmente testem esses produtos.

Para David Hill , diretor de saúde pública global na Escola de Medicina da Universidade de Quinnipiac, “lavar as mãos com água e sabão depois de preparar alimentos, usar o banheiro, tossir ou assoar o nariz continua sendo uma das formas mais eficazes para diminuir o risco de propagação de infecções”.

Além disso, pesquisas sugeriram que a longa exposição a substâncias químicas antibacterianas, como o triclosan presente em sabonetes líquidos e o triclocarban em sabonetes em barra, poderia ter efeitos hormonais nocivos à saúde.

O FDA reforça que se as empresas não demostrarem que seus produtos são seguros e eficazes, terão de reformular sua composição ou reclassificá-los para permanecer no mercado. As empresas têm até dezembro de 2014 para apresentar os dados e estudos. A meta da agência é finalizar o processo até setembro de 2016.

Segundo o FDA, isso não afetará desinfetantes para as mãos, sanitários ou produtos antimicrobianos utilizados nos serviços de saúde.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Bruno disse:

    Caro Bruno,
    O uso de sabonetes antissépticos ("antibacterianos") é um risco à saúde. Esse tipo de produto tem indicações precisas em algumas condições. Devem ser prescritas por profissional treinado. É um absurdo essas propagandas levando à população a acreditar que o uso desses produtos é saudável. É muito grande o número de pacientes que chegam usando erroneamente sabonetes como: PROTEX, ASSEPXIA E LIFEBUOY. Eles ressecam a pele, pioram e ocasionam doenças dermatológicas. Salvo algumas exceções, a regra é essa:
    CRIANÇA USA SABONETE DE CRIANÇA! (Essa é a população mais afetada por essas propagandas enganosas).
    Se tiverem dúvidas, procurem um Dermatologista associado à Sociedade brasileira de Dermatologia e saibam quais os produtos mais adequados para sua pele. No site poderão encontrar um profissional habilitado. http://www.sbd.org.br
    Espero ter sido útil.
    Carlos Bruno
    Médico Dermatologista (Membro da SBD)