Economia

FMI melhora previsão do PIB do Brasil e da economia mundial em 2020

Foto: Yuri Gripas / Reuters

A recessão causada pela pandemia será menos severa do que o esperado em 2020 graças à abertura de algumas economias avançadas, embora a reativação perca força, alertou o Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira. Ao revisar seu “Panorama Econômico Mundial” o FMI espera agora uma contração do PIB mundial de 4,4% neste ano, abaixo da estimativa de junho, de 5,2%.

Para o Brasil e México, as duas principais economias da América Latina e ambos entre os cinco países com mais óbitos pelo novo coronavírus, o relatório estima quedas do PIB menores do que o esperado em meados do ano, de 5,8% e 9%, respectivamente.

Em junho, a estimativa era de queda de 9,1% para o Brasil. O FMI já havia divulgado esses números na semana passada em seu relatório periódico sobre a economia de seus membros, conhecido como Artigo IV. Em ambos os casos alertou sobre os riscos para o crescimento.

O novo coronavírus deixa mais de 1,07 milhão de mortes no mundo. Na Europa, França, Espanha e Inglaterra, diante de uma nova onda de infecções, multiplicam-se as medidas para evitar um confinamento generalizado, que pode ser devastador para a economia.

“Viver com o novo coronavírus é um desafio diferente, mas o mundo se adapta”, considerou a economista-chefe da agência, Gita Gopinath, em um blog que acompanha o último relatório de previsão econômica global (WEO) do FMI.

A revisão em alta reflete dados econômicos melhores do que o esperado no segundo trimestre, particularmente em economias desenvolvidas da Europa, nos Estados Unidos e na China, o berço do vírus.

Todas as regiões do mundo parecem ter um desempenho melhor do que o esperado, mas as economias emergentes e em desenvolvimento como um todo caem na exceção: para elas, a previsão piorou para um declínio coletivo de 3,3% em 2020.

O PIB dos Estados Unidos, maior economia mundial, cairá 4,3%, abaixo dos 8% estimados anteriormente, enquanto a economia da zona do euro recuará 8,3%.

“No entanto, esta crise está longe de terminar”, advertiu Gopinath.

Diante da imensa incerteza, o FMI mais uma vez revisou para baixo a expectativa de recuperação para 2021 (+5,2%, -0,2 ponto).

“A recuperação provavelmente será longa, desigual e incerta”, resumiu a economista, retomando termos já usados pelo organismo internacional.

Em relação à previsão anterior de junho, “a perspectiva piorou consideravelmente em alguns países emergentes e em desenvolvimento, onde as infecções estão aumentando rapidamente”.

Após a contração histórica de 2020 e a esperada reativação em 2021, o nível do PIB mundial deve ser um pouco superior ao de 2019, detalhou o Fundo.

A agência estima que, no médio prazo, as perspectivas serão medíocres, pois o distanciamento social provavelmente persistirá até o final de 2022, o que impede uma verdadeira recuperação.

Além disso, não se pode excluir um cenário pior, com a intensificação das infecções combinada com a desaceleração dos avanços na busca por tratamentos e vacinas, obrigando as autoridades a tomarem medidas mais duras.

Na Ásia, destaque para a China

A China, que teve uma forte e rápida reabertura e recuperação diante da pandemia, será a única economia a apresentar crescimento positivo em 2020, de 1,9% – quase o dobro da taxa prevista em junho -, e deve atingir crescimento de 8,2% em 2021, maior ritmo em quase uma década, disse o FMI.

Mas os mercados emergentes, exceto a China, terão uma contração de 5,7% em 2020, pior do que os 5,0% previstos em junho. O FMI disse que o vírus continua a se espalhar em grandes países, incluindo Índia e Indonésia, e essas economias são muito mais dependentes de setores duramente atingidos – incluindo turismo e commodities- bem como de remessas e de outras fontes de financiamento externo.

A economia indiana deve registrar retração de 10,3% neste ano, mas em 2021 a previsão é de avanço de 8,8%.

Na zona do euro, recuperação mais fraca

O Fundo prevê um crescimento de 5,2% para a zona do euro em 2021, um resultado menor do que o anunciado em junho, de 4,4%, sinal de que a recuperação econômica será trabalhosa.

Mas também suavizou sua previsão de recessão para este ano a -8,3%, contra -10,2%.

De acordo com o FMI, a Espanha seria o país europeu em situação mais difícil, com uma queda do PIB estimada em 12,8% este ano. Enquanto isso, a Itália registraria queda de 10,6% e a França de 8,3%.

A Alemanha, a maior potência exportadora do continente, veria um retrocesso de 6% este ano, apontou o FMI, já que a demanda da Ásia permaneceu sustentada.

O FMI também indicou que as coisas poderiam ter sido piores e elogiou os países europeus pelo ambicioso programa de gastos para atenuar os impactos econômicos da pandemia, especialmente o pacote de recuperação de 750 bilhões de euros da UE, que considerou um bom sinal.

Também destacou as históricas medidas adotadas pelo Banco Central Europeu, que impulsionaram os mercados de valores e mantiveram decididamente os preços dos empréstimos de países altamente endividados, como a Itália, em níveis mínimos históricos.

“Essas medidas agressivas desempenharam um papel crucial no apoio à confiança e prevenção de uma maior amplificação do impacto da covid-19 através do sistema financeiro”, destacou o FMI.

Além disso, destacou a força do euro, principalmente em relação ao dólar americano. No período de abril a setembro, disse a instituição, “o euro se valorizou cerca de 4% devido às melhorias das perspectivas econômicas e ao aumento mais lento dos casos de Covid-19”.

Recessões profundas na América Latina

Para as economias da América Latina e do Caribe, o Fundo melhorou as estimativas para 2020, embora tenha alertado sobre “recessões profundas” em alguns países duramente atingidos pela pandemia de Covid-19.

O Produto Interno Bruto (PIB) regional vai recuar 8,1% neste ano, menos que os 9,4% previstos em junho, informou o organismo multilateral, acrescentando que panorama continua “precário” nas economias emergentes, “com muitos países latino-americanos gravemente afetados pela pandemia enfrentando recessões muito profundas”.

Entre os fatores para essa situação, o FMI menciona a disseminação contínua da Covid-19, o impacto da crise da saúde em setores-chave, como o turismo, e uma maior dependência de financiamento externo, incluindo as remessas.

Para 2021, o FMI projetou uma recuperação do PIB regional de 3,6%.

América Latina e Caribe é a região do mundo mais afetada pela pandemia declarada em março. Com mais de 10,1 milhões de casos e quase 370.000 mortes, é responsável por mais de um quarto das infecções e mais de um terço de todas as mortes por Covid-19 do planeta.

As projeções do Fundo também são ligeiramente melhores para o Chile (-6,0% em comparação aos -7,5% em junho). No entanto, pioraram para Argentina (-11,8% em comparação aos -9,9%) e Colômbia (-8,2% em comparação aos -7,8%).

A Argentina, em recessão desde 2018, enfrenta uma profunda crise econômica e social agravada especialmente pela pandemia. O país planeja negociar com o FMI um novo contrato de crédito em meados de novembro, depois que a agência lhe concedeu o maior empréstimo de sua história: US$ 57 bilhões, com desembolso de US$ 44 bilhões.

A Colômbia, em sua primeira recessão em duas décadas, aumentou no mês passado em US$ 6,5 bilhões sua linha de crédito flexível com o FMI que havia contratado em maio.

Para o Peru, o FMI manteve sua projeção de contração de 13,9% do PIB em 2020 em relação a 2019.

De longe, o maior colapso da América Latina ainda é o da Venezuela, mergulhada em um desastre econômico desde 2013. Para este país caribenho, o Fundo prevê uma contração de 25% do PIB, acima dos 20% estimados em junho.

Perdas de US$ 28 trilhões

Nesse contexto, é difícil para a economia mundial retornar à trajetória esperada antes da pandemia.

O FMI estima que a perda cumulativa do PIB para 2020-2025 será de cerca de US$ 28 trilhões, US$11 trilhões somente em 2020-2021.

“É um sério revés para a melhoria do padrão de vida” da população, alertou Gopinath.

Assim como o Banco Mundial, o FMI teme que essa crise encerre o progresso feito desde a década de 1990 na redução da pobreza no mundo e que a desigualdade esteja crescendo.

O fechamento das escolas, um sacrifício para gerações inteiras, acrescenta “mais um desafio”.

O volume de comércio de bens e serviços no mundo vai cair, e embora a queda seja menor que a esperada em 2020 e haja uma retomada em 2021, o número também é significativo para esse motor de crescimento: uma redução de 10,4% neste ano nos intercâmbios comerciais.

“Estes são tempos difíceis, mas há espaço para esperança”, acrescentou a economista do FMI.

“Os testes se intensificaram, os tratamentos estão melhorando e os testes de vacinas estão se desenvolvendo em um ritmo sem precedentes, alguns já no estágio final”.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, vem insistindo há várias semanas que é fundamental que todas as inovações sejam produzidas em grande escala para o benefício de todos os países.

“Este esforço deve incluir ajuda multilateral para distribuir doses (de vacinas) a todos os países a preços acessíveis”, acrescentou Gopinath.

Enquanto se espera por uma vacina, o FMI mais uma vez recomenda aos governos que mantenham a ajuda para os mais pobres e aumentem os gastos públicos com foco em projetos “verdes” geradores de mais empregos.

As reuniões do FMI e do BM são realizadas em formato virtual de 12 a 18 de outubro de 2020.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. PedrÓDIO, ataca mais uma vez. Se tiver a notícia de uma topada fatal na Gentil Ferreira, é capaz dele citar Lula, Venezuela e Maduro.

  2. Essas notícias matam mais ratos que chumbinho, o rato mor de nove dedos e a anta ficam chiando com ratos na ponta de uma vassoura. O Brasil tem tudo para dar certo, agronegócio pujante, sub solo rico em minérios, muita terra rica em opções turísticas e por aí vai, pena que a nossa classe política não ajude, assim como adoramos com gestores incompetentes e ladrões do património público. O bêbado e a anta , escancararam as nossas fronteiras para as drogas, principalmente para vizinhos ruins e ditatoriais como Venezuela e Bolívia, isso foi triste.

    1. As aulas de português com Ana, como estão?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Cabo Deyvison declara neutralidade no 2º turno no RN e diz que seu único voto será em Flávio Bolsonaro

 

O cabo Deyvison (PL), vereador de Mossoró que recebeu 100.795 votos para deputado federal nas eleições deste ano, anunciou que não apoiará nenhum dos dois candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte no 2º turno. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele fez duras críticas a Allyson Bezerra e declarou que seu único voto será para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

Deyvison afirmou que apoiou Álvaro Dias (PL) no 1º turno por considerar que ele apresentava a posição mais firme no combate às facções criminosas. Sobre a disputa estadual, criticou Allyson, a quem chamou de “um candidato acusado de desviar mais de R$ 14 milhões da saúde pública de Mossoró”. A afirmação é uma acusação reproduzida pelo ex-vereador, sem comprovação apresentada no vídeo.

O ex-vereador também criticou a gestão municipal por problemas na saúde pública, aumento do IPTU e suposto superfaturamento em licitações. “Um candidato que eu sempre denunciei pelo abandono e descaso com as nossas periferias”, afirmou. Ele ainda acusou Allyson e Walter Alves, presidente do MDB no RN, de terem articulado a cassação de seu mandato.

Ao justificar o apoio a Flávio Bolsonaro, Deyvison destacou o combate às facções criminosas e lembrou o atentado que sofreu. Segundo ele, o candidato do PL foi o único a se solidarizar com o episódio. “Nesse segundo turno, o meu único voto é para Flávio Bolsonaro, 22”, declarou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

EXPECTATIVA FRUSTRADA: Felca decepciona internautas que esperavam denúncias políticas em novo vídeo

Foto: Reprodução/Youtube

O influenciador Felca voltou ao YouTube nesta terça-feira (20), após meses de afastamento, mas frustrou parte dos internautas que esperavam denúncias envolvendo políticos às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais. Em vez disso, publicou um vídeo de mais de uma hora sobre sua luta contra a fobia social e o bullying sofrido na adolescência.

A expectativa surgiu após Felca anunciar seu retorno com uma mensagem enigmática nas redes sociais, alimentando especulações sobre possíveis revelações envolvendo Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O conteúdo, porém, não abordou a disputa eleitoral.

Nas redes sociais, parte dos usuários criticou a expectativa criada. “Esperava: Felca expondo os Bolsonaros. Recebemos: fobia social”, escreveu um internauta. O humorista Antonio Tabet também ironizou: “Agora, também estou com fobia social do Felca”.

No vídeo, Felca relatou ter sofrido agressões e humilhações durante oito anos na escola, além de recorrer ao álcool para enfrentar situações sociais. Ele anunciou um desafio de 90 dias para superar dificuldades de socialização e retomar suas atividades.

Apesar das críticas, outros internautas defenderam o influenciador e destacaram a importância do relato sobre saúde mental. Felca não havia prometido denúncias políticas.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

ALFA: Flávio tem 51,5% dos votos válidos contra 48,5% de Lula no 2º turno

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

Levantamento da Alfa Inteligência divulgado nesta terça-feira (20) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51,5% das intenções de voto contra 48,5% do presidente Lula (PT) no 2º turno das eleições presidenciais. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,9 ponto percentual.

Os números consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, conforme o critério utilizado pela Justiça Eleitoral. Flávio aparece numericamente à frente, com uma diferença de três pontos percentuais sobre Lula.

A pesquisa entrevistou presencialmente 2.700 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00820/2026.

Com informações da CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REAL TIME BIG DATA: Allyson tem 45% e Cadu de Lula 42% no 2º turno no RN

Fotos:  Lucas Bulcão e Divulgação

Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20) aponta Allyson Bezerra (União Brasil) com 45% das intenções de voto contra 42% de Cadu de Lula (PT) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário estimulado de votos totais, 9% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, enquanto 4% não souberam ou não responderam.

Quando considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Allyson aparece com 52% e Cadu de Lula registra 48%. A diferença é de quatro pontos percentuais, no limite da margem de erro.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 19 de outubro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-02651/2026.

Com informações do UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

REAL TIME BIG DATA: Flávio tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula no 2º turno

Fotos: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

O levantamento Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (20) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% das intenções de voto contra 48% do presidente Lula (PT) no 2º turno das eleições presidenciais. Os percentuais consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos. Os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário estimulado de votos totais, Flávio registra 48%, enquanto Lula aparece com 45%. Os votos brancos e nulos somam 5%, e outros 2% não souberam ou não responderam.

Já no cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio tem 47% e Lula, 44%. Nesse levantamento, 5% declararam voto branco ou nulo e 4% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02952/2026.

Com informações da Gazeta do Povo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] “ENROLOU MAIS AINDA”: Jornalista do SBT cita crítica de adversário e questiona Lula sobre o Desenrola


Vídeo: Reprodução/Jornal Razão/SBT

Durante sabatina concedida a jornalistas do SBT na noite desta segunda-feira (19), o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi confrontado sobre as falhas e o baixo impacto prático das etapas anteriores do programa Desenrola. Questionado por uma das jornalistas sobre as críticas da oposição, que apontou que o governo teria “enrolado mais ainda”, Lula rejeitou o argumento.

“Não, senhor, não, não é verdade”, rebateu o presidente, destacando que a primeira etapa do programa auxiliou quase 15 milhões de pessoas. Diante de indagações sobre a eficácia das versões anteriores, o chefe do Executivo explicou o funcionamento do novo modelo.

Segundo Lula, o governo planeja adquirir a dívida dos brasileiros junto aos bancos, estimada em cerca de R$ 300 bilhões por meio de um leilão com deságio projetado entre “92, 93, até 95%”, o que classificou como uma compra a “preço de banana”. Após a quitação do débito, o cidadão contemplado receberá “um Pix de cinco mil reais” para “recomeçar sua vida”, com a ressalva de que o valor “não é empréstimo”.

O presidente também brincou sobre a nomenclatura da iniciativa, afirmando que a medida “poderia ser Recomeçar, mas a gente não pode mudar de nome”.

A entrevista ocorre na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no próximo domingo (25) entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Lula volta a defender saidinhas de presos durante sabatina no SBT


Vídeo: Reprodução/SBT/TubarãoBelaSC

Durante sabatina realizada no SBT nesta segunda-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a defender a manutenção das saídas temporárias de detentos, conhecidas popularmente como “saidinhas”. Questionado sobre o tema em meio ao debate de segurança pública e ao clamor popular por rigores maiores contra a criminalidade, Lula argumentou que o benefício está atrelado ao direito fundamental de convivência familiar.

Segundo o presidente, a medida deve ser analisada sob a ótica dos direitos humanos e da ressocialização. Ele pontuou que, caso um cidadão seja detido por um delito de menor gravidade e mantenha vínculos familiares com pais, mães, cônjuges ou filhos, é compreensível que possa ter o induto para visitar os parentes, dependendo do comportamento apresentado na prisão.

“A ‘saidinha’ é uma questão de direito das pessoas com viver em família”, declarou Lula durante a entrevista. O candidato à reeleição acrescentou que o sistema prisional precisa ter como objetivo central a tentativa de recuperar os indivíduos.

Questionado sobre casos em que beneficiados pelo induto voltam a cometer crimes, Lula ponderou que eventuais reincidências de uma minoria não devem justificar a punição generalizada de centenas de milhares de detentos. “Você não pode, por causa de dois ou três, punir centenas ou milhares de pessoas. Nós acreditamos na possibilidade de recuperar”, concluiu Lula.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] Bloquinho do 22: Flávio Bolsonaro mobiliza multidão no Amazonas ao lado de deputados recordistas de votos


Vídeo: Divulgação/PL

A seis dias do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25), o candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, participou nesta segunda-feira (19) do ato político “Bloquinho do 22”, realizado na praia da Ponta Negra, zona oeste de Manaus (AM). O evento também contou com a presença dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP).

Nikolas e Pavanato chegam ao evento embalados pelos expressivos resultados das eleições de 2026. O parlamentar mineiro fez história ao se tornar o deputado federal mais votado do Brasil, alcançando a marca de 3.119.051 votos. Logo atrás no ranking nacional, o paulista Lucas Pavanato garantiu a segunda colocação com 3.038.438 votos.

A concentração de apoiadores teve início às 18h nas proximidades da Praça dos Cocos, com caminhada a partir das 19h em direção ao Tropical Hotel Amazônia. Registros compartilhados nas redes sociais evidenciaram a mobilização de simpatizantes com bandeiras do Brasil, adereços de campanha e celulares com as lanternas acesas ao longo do percurso.

O ato contou ainda com a presença de lideranças regionais do Partido Liberal, entre elas a candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) e o vereador manauara sargento Salazar.

Com a proximidade do pleito, que definirá tanto o comando do Palácio do Planalto entre Flávio e Lula quanto o governo do estado do Amazonas, a campanha intensifica a agenda nas capitais para consolidar bases eleitorais na reta final da disputa.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] WILLIAM WAACK: Debate entre Flávio e Lula degrada a campanha, mas não muda votos


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

Na reta final para a definição do segundo turno presidencial, o debate entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcado por um tom considerado degradante e, em partes, grotesco. Contudo, na avaliação do jornalista William Waack em análise para a CNN, o confronto televisivo não aparenta ter sido decisivo a ponto de alterar de forma significativa o panorama da disputa eleitoral.

Segundo o levantamento do cenário atual, Flávio Bolsonaro mantém uma vantagem numérica reduzida, mas constante, sobre Lula nas pesquisas de intenção de voto mais recentes. De acordo com a análise, esse quadro não difere substancialmente daquele observado dias antes do primeiro confronto direto entre os candidatos. Embora Lula tenha buscado alguma recuperação em relação aos resultados iniciais do primeiro turno, o saldo final do debate não provocou uma reviravolta nas urnas.

A gente já conta em horas, não mais em dias, o que falta para a decisão do segundo turno, mas 120 do momento em que essa edição do WW está indo para o ar. A vantagem reduzida de Flávio, ela se mantém sobre Lula de acordo com as últimas quatro pesquisas. Essa vantagem, aguenta esse número de horas? Esse quadro deste momento, agora, desse instante, não era muito diferente do quadro de uns dois dias atrás”, comentou. 

Para Waack, a explicação para a estabilidade do eleitorado, mesmo diante de um espetáculo político considerado áspero reside em fatores econômicos de grande amplitude que pesam diretamente na percepção popular. Enquanto os debates focam em estratégias e embates de palanque, o cotidiano da população é guiado por três indicadores básicos e concretos: o custo do carrinho de supermercado, o endividamento bancário e a capacidade real de consumo.

Na visão de analistas políticos, quando a inflação corrói o poder de compra e o crédito aperta o orçamento familiar, o desgaste recresce sobre quem está no poder. A fórmula simples explica o clima de tensão, angústias e acusações que dominam os momentos finais da campanha.

Por outro lado, o analista aponta que uma parcela significativa do eleitorado pouco se orienta por conceitos técnicos tradicionais de macroeconomia, como PIB, déficit nominal ou buraco fiscal na hora de definir seu voto. Essa desconexão entre o debate técnico-ideológico e a realidade econômica do dia a ajuda a explicar por que embates altamente esperados acabam gerando forte repercussão retórica, mas geram impacto limitado na correlação de forças nas urnas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Deputada federal Duda Salabert aciona Conselho de Ética contra General Girão após ato político na UFRN terminar em pancadaria


Fotos: Arquivo/Câmara dos Deputados

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) protocolou uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados contra o deputado federal General Girão (PL-RN). A medida foi motivada pela participação do parlamentar potiguar em um ato político no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, que culminou em confrontos físicos e agressões entre estudantes e manifestantes.

De acordo com a parlamentar mineira, a presença e a conduta do deputado teriam incentivado o clima de tensão no ambiente universitário. Em publicação nas redes sociais, Duda Salabert classificou o episódio como inaceitável e destacou que instituições de ensino devem ser preservadas de atos de intimidação.

“É inadmissível que um parlamentar participe de um ato político dentro da UFRN, fomentando agressões físicas entre estudantes. A universidade é espaço de conhecimento, liberdade e democracia, não de intimidação e violência política. Mandato parlamentar não é licença para abuso de autoridade”, declarou a deputada.

No pedido encaminhado ao colegiado, Salabert solicita que o Conselho de Ética apure formalmente a responsabilidade de General Girão nos acontecimentos e determine se houve quebra de decoro parlamentar.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *