Judiciário

Gilmar Mendes, Dias Toffoli , Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski: STF tem quatro votos para liberar reeleição de Alcolumbre e de Rodrigo Maia

Foto: Pablo Jacob

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli , Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentaram nesta sexta-feira votos que autorizam a reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O relator do caso, Gilmar Mendes, defendeu que só poderá haver reeleição para o comando das duas Casas apenas uma vez – mas que a regra passe a ser aplicada a partir da próxima legislatura. Os votos de Gilmar e Toffoli foram apresentados de madrugada. Alexandre votou na manhã desta sexta.

O ministro escreveu que “o limite de uma única reeleição ou recondução deve orientar a formação das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a partir da próxima legislatura, resguardando-se, para aquela que se encontra em curso, a possibilidade de reeleição ou recondução, inclusive para o mesmo cargo”.

Já o ministro Nunes Marques, indicado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF, acompanhou a tese de Gilmar, mas divergiu da sua aplicação. Para ele, os presidentes das Casas só podem se reeleger uma vez, mas a regra já vale desde já. Assim, ele concorda com uma nova candidatura de Alcolumbre para a presidência do Senado, mas barra um novo mandato para Rodrigo Maia.

“Ante o exposto, acompanho o Relator, ainda que por razões distintas, quanto à reeleição ou a recondução sucessiva dos membros das Mesas Diretoras das Casas do Congresso Nacional para o mesmo cargo uma única vez. Peço vênia, no entanto, para divergir de Sua Excelência quanto à aplicação prospectiva do julgado. Nesse ponto, declaro vedada a reeleição ou a recondução de quem já esteja ou venha a ser reeleito”, escreveu Nunes Marques.

Gilmar Mendes procurou afastar seu voto de uma possível interferência no resultado das eleições no Congresso em 2021: “Não decidiremos acerca de quem vai compor a próxima Mesa: para tanto é preciso de votos no Parlamento, e não no Plenário deste Supremo Tribunal Federal. Na eleição de Mesa do Poder Legislativo, é a maioria parlamentar que define quem “fala pela Casa”, não um acórdão”.

O relator afirmou que a vedação a reeleição no Legislativo surgiu no regime militar. E argumentou que quando em 1997 foi aprovada uma emenda constitucional permitindo uma reeleição para o Executivo houve um “redimensionamento” de toda a Constituição: “Considerado o teor do art. 57, § 4º, CF/88, o redimensionamento que a EC n. 16/1997 implicou no princípio republicano serve ao equacionamento da questão constitucional que ora enfrentamos ao fornecer o critério objetivo de 1 (uma) única reeleição/recondução sucessiva para o mesmo cargo da Mesa”.

Nunes Marques argumentou que permitir a Maia uma nova reeleição romperia com o princípio fixado de apenas uma recondução. “Alteração de tal profundidade, como a pretendida pelo relator, de forma a permitir mais de uma reeleição ao atual Presidente da Câmara, concessa venia , vai muito além da mutação constitucional (…) Na prática, estaríamos admitindo uma terceira reeleição e um quarto mandato consecutivo”.

Plenário virtual

Os votos foram apresentado no plenário virtual, um sistema em que os ministros apresentam suas posições por escrito, sem necessidade de encontro entre eles. O julgamento se encerra no dia 14 de dezembro. Durante a votação, qualquer ministro pode pedir destaque. Nesse caso, a votação seria interrompida e dependeria de o presidente do STF, Luiz Fux, definir uma data para o julgamento no plenário físico – que, durante a pandemia do coronavírus, se reúne por videoconferência.

Diante da polêmica do tema, ministros vinham conversando nos bastidores na busca de um voto médio sobre o tema para atrair magistrados que resistiam a considerar a decisão apenas interna do Congresso e, assim, permitir reeleições seguidas.

A Constituição Federal é clara no sentido de impedir as reeleições dos presidentes da Câmara e do Senado. “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”, diz o parágrafo quarto do artigo 57.

Gilmar Mendes, porém, diz que observado o limite de uma reeleição, Câmara e Senado poderiam permitir a recondução por decisão interna, seja ela “regimental, por questão de ordem ou mediante qualquer outro meio de fixação de entendimento próprio à atividade parlamentar”. Atualmente, apenas chefes do Executivo podem ser reeleitos — e apenas uma vez.

Maia preside a Câmara desde 2016, quando foi eleito para um mandato-tampão no lugar de Eduardo Cunha (MDB-RJ), que tinha renunciado. No ano seguinte, adversários tentaram barrar a eleição de Maia, porque a Constituição veda a recondução ao cargo em uma mesma legislatura. Por fim, o entendimento foi o de que mandatos-tampão não entravam na regra e Maia foi eleito. Em fevereiro de 2019, Maia foi reconduzido para o mesmo cargo pela terceira vez.

Alcolumbre, porém, está no seu primeiro mandato, conquistado em 2019, e tem trabalhado nos bastidores para sua reeleição. Atualmente, o regimento do Senado não permite a recondução, mas aliados avaliam que o atual presidente tem maioria para fazer a mudança, se ela se fizer necessária.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. E os demônios do apocalipse continuam agindo politicamente para a destruição do país.
    São os vermes da sociedade.

  2. Manobra totalmente ilegal e inconstitucional. Mas tem um "jurista" que frequenta o Blog do BG que diz que o STF só julga de acordo com a constituição.

  3. Hoje o STF se posiciona como poder supremo do Brasil no maior sentido da palavra, se impõe sobre o executivo e demais poderes mesmo sendo previsto a divisão dos poderes na constituição. Hoje o STF que tem a função de resguardar a nossa carta magna, ele cria e interpreta a margem da constituição criando interpretações bizarras.

  4. o Brasil é um grande circo,só que o PALHAÇO é o POVO BRASILEIRO,ter que convivermos com o Brasil em que a suprema corte faz parte desse espectáculo ridículo.

  5. A população brasileira do bem tem que se unir e ir até a frente do STF fazer pressão dizendo que vai invadir. "O poder é do povo".

  6. Esse STF não representa a população brasileira, uma vergonha, por isso que o país fica desacreditado com essa insegurança jurídica que eles causam em diversas áreas!

  7. A maioria da população brasileira não acredita na sua Suprema corte!
    STF é uma vergonha.

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Geral

VÍDEO: Comentarista da CNN aponta crise de credibilidade no IBGE após exonerações antes do PIB

Vídeo: Reprodução/X

A comentarista da CNN Brasil, Rita Mundim, afirmou que o IBGE enfrenta uma crise de credibilidade após a exoneração de servidores ligados ao cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). Durante análise, ela disse que técnicos teriam sido afastados em meio a preocupações sobre a independência do órgão e levantou suspeitas de pressões políticas sobre dados econômicos.

Segundo Mundim, desde 2024 servidores já demonstravam preocupação com a condução técnica do IBGE, inclusive por meio de uma carta assinada por especialistas das contas nacionais e apoiada por ex-presidentes da instituição. A comentarista destacou que mudanças na equipe às vésperas da divulgação do PIB podem afetar a confiança nos números e na estabilidade das estatísticas brasileiras.

Na avaliação dela, a saída de coordenadores e técnicos experientes pode deixar o órgão “órfão” de profissionais responsáveis por séries históricas importantes, o que, na visão do mercado, impactaria diretamente a percepção de credibilidade do país. Mundim também citou que investidores costumam reagir mais à confiança nas instituições do que apenas aos indicadores econômicos em si.

O debate ocorre em meio a discussões sobre independência técnica de órgãos públicos e a influência política em instituições responsáveis por estatísticas oficiais.

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Geral

VÍDEO: Moraes é alvo de protesto em frente ao Banco Master: ‘Explica os milhões da tua mulher’

Vídeo: Reprodução/Instagram

Um grupo de manifestantes realizou nesta quinta-feira (5) um novo protesto em frente à sede do Banco Master, na zona sul de São Paulo, com críticas direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ato repetiu o tom de mobilizações anteriores, mas teve público menor em comparação ao registrado em janeiro.

A manifestação contou com a presença do líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, do deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e do ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei. O movimento organizou o ato e utilizou faixas e palavras de ordem contra decisões do Judiciário.

Durante o protesto, participantes também mencionaram o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito relacionado ao caso Master no Supremo. Em um dos momentos, uma manifestante ateou fogo a uma fotografia do magistrado, ação que chamou atenção nas redes sociais.

O episódio ocorre em meio ao aumento da tensão política envolvendo investigações e decisões do STF, que têm provocado reações de grupos de oposição. Até o momento, não houve registro de confronto com a polícia, e as autoridades não divulgaram balanço oficial sobre ocorrências relacionadas ao ato.

Com informações de Conexão Política Brasil

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Política

VÍDEO: Decisão do STF sobre “penduricalhos” expõe falta de reforma que Congresso evita enfrentar, afirma Waack

Vídeo: Reprodução/CNN

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender pagamentos extras nos salários do funcionalismo reacendeu o debate sobre privilégios dentro dos três Poderes. A medida mira os chamados “penduricalhos”, benefícios que ampliam vencimentos além do teto constitucional e que voltaram ao centro das críticas após novas vantagens aprovadas no Legislativo.

A informação é da coluna de William Waack, da CNN. O caso mais recente envolve uma escala que permitiria a servidores trabalharem 30 dias e receberem como se tivessem atuado por 40, aumentando a pressão pública por mudanças. Para especialistas, o problema não surgiu de uma vez: ao longo dos anos, órgãos que administram o próprio orçamento teriam acumulado benefícios e adicionais que inflaram remunerações.

Apesar da repercussão positiva entre parte da população, juristas avaliam que a decisão tem caráter emergencial e não altera a estrutura que permite a criação desses extras. Sem mudanças nas regras administrativas, novos benefícios poderiam surgir futuramente por brechas legais ou decisões internas.

Analistas defendem que apenas uma reforma administrativa ampla poderia reorganizar carreiras e reduzir privilégios de forma definitiva. No entanto, propostas desse tipo enfrentam forte resistência política e corporativa, o que mantém o tema travado enquanto decisões judiciais tentam conter excessos pontuais.

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Geral

Correios pagam R$ 800 mil sem licitação para defender ex-dirigentes em caso investigado pelo TCU

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os Correios contrataram, sem processo licitatório, um escritório privado de advocacia por R$ 800 mil para atuar na defesa de dirigentes e ex-dirigentes investigados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A contratação ocorre em meio ao pior cenário financeiro da estatal e envolve apuração sobre possíveis irregularidades nos balanços de 2023, quando a empresa era presidida por Fabiano Silva Santos.

Apesar de possuir cerca de 300 advogados em seu quadro próprio, a estatal optou por recorrer a uma banca externa para atuar em um processo sigiloso. Documentos indicam que a estratégia jurídica inclui medidas para evitar a responsabilização pessoal dos gestores investigados, o que levanta questionamentos, já que a jurisprudência do TCU limita o uso de recursos públicos para custear defesas individuais.

A contratação foi feita por dispensa de licitação e teria sido articulada pela ex-diretora de Governança e Estratégia, Juliana Picolli Agate, que deixou o cargo após mudanças na presidência da empresa. Especialistas apontam dúvidas sobre a escolha do escritório e a justificativa de especialização técnica, já que a banca não tem histórico relevante em processos junto ao TCU.

Procurados, os Correios afirmaram que a contratação de escritórios externos é prática comum em processos considerados estratégicos. O caso ganhou ainda mais repercussão após a estatal registrar prejuízo bilionário e firmar um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos, operação que conta com garantia do governo federal.

Com informações do Poder360

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Política

Pressão nos bastidores: ministros do STF atuam para travar CPI do Banco Master no Senado

Foto: Pedro Ladeira/FolhaPress

Ministros do Supremo Tribunal Federal estariam se movimentando nos bastidores para impedir o avanço da CPMI do Banco Master no Congresso. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que têm ligações indiretas com personagens do caso, teriam procurado interlocutores do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), demonstrando preocupação com o impacto político da comissão.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O pedido de criação da CPI mista já ultrapassou o número mínimo de assinaturas, com apoio expressivo de parlamentares da oposição. A avaliação dentro do STF é que a investigação parlamentar pode ampliar o desgaste público da Corte, sobretudo após decisões controversas de Toffoli na condução do caso envolvendo o banco.

Entre os receios estaria a convocação de familiares de ministros e a abertura de novas frentes de apuração sobre contratos e relações financeiras ligadas ao empresário Daniel Vorcaro. O requerimento da CPMI também cita possíveis interferências institucionais e pressões sobre órgãos como o Banco Central.

Apesar da pressão política, até agora nem Alcolumbre, no Senado, nem o presidente da Câmara, Hugo Motta, indicaram disposição para instalar a comissão. Nos bastidores, a alternativa discutida seria a criação de uma CPI apenas com senadores, formato considerado mais controlável dentro da Casa.

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Política

TCU barra tentativa de suspender verba para escola que vai homenagear Lula no Carnaval

Foto: Kleyton Amorim/UOL

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu negar o pedido de medida cautelar que tentava suspender repasses públicos destinados ao desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que levará para a Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada pelo ministro relator Aroldo Cedraz.

A informação é da CNN. Apesar de uma análise técnica inicial apontar a possibilidade de suspensão dos recursos, o relator entendeu que não há elementos suficientes para uma medida urgente. Segundo Cedraz, nem mesmo ficou comprovado de forma clara que houve repasse direto à escola, o que fragiliza a tese de irregularidade neste momento do processo.

A ação foi provocada por parlamentares do partido Novo, que questionam possível desvio de finalidade em recursos federais destinados à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O acordo prevê cerca de R$ 12 milhões, sendo R$ 1 milhão para cada agremiação do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

Na decisão, o ministro também afirmou que não há indícios mínimos de favorecimento à Acadêmicos de Niterói por causa da homenagem ao presidente. Mesmo assim, determinou que Embratur, Ministério da Cultura, Liesa e as escolas citadas apresentem esclarecimentos no prazo de 15 dias.

O caso segue em análise dentro do TCU e pode ter novos desdobramentos após as manifestações solicitadas pelo tribunal.

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Esporte

TJD-RN condena América e Potyguar por escalação irregular; clubes perdem pontos e são rebaixados

Foto: Reprodução 

A 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do RN condenou, na noite desta quinta-feira (5), América Futebol Clube SAF e Potyguar Seridoense por escalação irregular de atletas no Campeonato Potiguar. As decisões confirmam a aplicação do artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e resultam no rebaixamento matemático das duas equipes.

No caso do América, a Comissão, por 3 votos a 1, decidiu pela perda de 18 pontos em razão da utilização irregular do atleta Elias, além da aplicação de multa no valor de R$ 15 mil. A punição manteve o entendimento de que houve inclusão de jogador com participação vedada em partidas da competição, independentemente do resultado em campo.

Já o Potyguar Seridoense foi condenado por 4 votos a 1, também com base no artigo 214 do CBJD, pela escalação irregular dos atletas Fabrício e Toró. A penalidade imposta foi a perda de 15 pontos, além de multa de R$ 2 mil.

Com as punições confirmadas pelo TJD-RN, os dois clubes ficam rebaixados matematicamente no Campeonato Potiguar, alterando de forma definitiva o cenário da tabela da competição.

A sessão foi realizada com acesso restrito a auditores, representantes dos clubes e imprensa, e contou com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol no YouTube, em iniciativa destacada pela presidência do tribunal como medida de transparência do processo disciplinar.

98FM

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Acidente

Falha mecânica causa morte de casal em carro elétrico

Foto: Reprodução

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de São Francisco de Paula, analisou o laudo pericial mecânico do carrinho elétrico e identificou uma falha no mecanismo como causa da morte de um casal de turistas no Mátria Parque de Flores, na Serra do Rio Grande do Sul, em 5 de julho de 2025.

As vítimas são Natalino de Vargas Domeraski e Jane Beatriz da Silva Rodrigues Frohlich, ambos de 61 anos e moradores de Porto Alegre.

De acordo com a análise, o veículo utilizado pelo casal apresentava falha no mecanismo de abertura interna das portas.

A Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias das mortes foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O acidente ocorreu quando o pequeno veículo elétrico entrou em um lago, submergiu e provocou o afogamento das vítimas.

Com a conclusão das investigações, o proprietário da empresa responsável pela locação do automóvel foi indiciado por homicídio culposo.

Além do encerramento do procedimento, a polícia emitiu recomendações aos órgãos de fiscalização e responsáveis pela expedição de alvarás para revisão das normas de segurança do parque.

Entre as medidas sugeridas estão a análise da proibição do uso desses carrinhos elétricos e da circulação autônoma de usuários em áreas consideradas de risco.

CNN

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Geral

Brasil atinge recorde de feminicídios em 2025: quatro mortes por dia

Foto: Rovena Rosa

O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, ano em que a sanção da Lei do Feminicídio completou dez anos.

Na ocasião, a norma inseriu no Código Penal o crime de homicídio contra mulheres no contexto de violência doméstica e de discriminação. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas.

“Se [a alta de casos] está acontecendo, isso é uma omissão do Estado, porque esse é um crime evitável”, afirmou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante lançamento do relatório anual da Human Rights Watch (HRW), nesta quarta-feira (4).

O documento, que analisa a situação dos direitos humanos em mais de 100 países, apontou a violência doméstica e de gênero como uma das violações mais frequentes no Brasil. Segundo a especialista, a omissão atinge todas as esferas de poder.

“A gente vive no Brasil hoje o desfinanciamento dessas políticas nos níveis municipais e estaduais, especialmente, que são os atores que estão envolvidos na rede de proteção, que tem à mão a assistência social, a saúde e a polícia para de fato fazer a diferença na vida dessas meninas e mulheres”, disse.

Samira Bueno destaca que não é possível fazer política pública para proteger a vida de meninas e mulheres sem recursos humanos e financeiros.

“Essa é uma bandeira que muitos políticos gostam de carregar, a defesa da vida das meninas e das mulheres, mas no momento em que tem o poder de caneta, que sentam na cadeira e que tem a capacidade de fazer a diferença, o orçamento não chega”, disse.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vocês já imaginaram se isso acontece no governo de Bolsonaro o que os petistas iriam dizer? Falem aí petistas.

  2. É uma vergonha, um governo que falou tanto de violência contra as mulheres, não fez e não faz nada para diminuir os feminicídios.
    E a turma da esquerda se cala diante desta barbárie, não se pode falar nada de negativo deste governo, mesmo com o sangue escorrendo na canela.

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Cidades

Placa com alerta de risco de morte é instalada para evitar banho noturno na Redinha

Foto: Reprodução

Foi iniciada a instalação das placas de alerta sobre o banho noturno na Praia da Redinha, na zona Norte de Natal. A prática viralizou nas últimas semanas, mas foi desaconselhada pelo Corpo de Bombeiros. O equipamento alerta para o perigo do banho noturno, já que o local não conta com serviço de guarda-vidas no período da noite.

Além disso, a placa traz a informação de risco de morte. A sinalização também apresenta a orientação para que a população evite o mar à noite, com visibilidade reduzida e riscos acentuados.

Ainda no mês de janeiro, o Corpo de Bombeiros já havia desaconselhado o banho. De acordo com a corporação, a área apresenta fatores que elevam o risco para banhistas, especialmente no período noturno. A combinação entre pouca iluminação, presença de pedras, animais marinhos e a influência do Rio Potengi — que pode gerar correntes mais fortes conforme a maré — torna o trecho inadequado para banho fora do horário diurno.

Outro ponto destacado é a visibilidade reduzida à noite, que dificulta tanto a percepção de perigos pelos banhistas quanto a atuação de equipes de resgate em caso de emergência. Além disso, não há atuação regular de guarda-vidas no período noturno, o que pode atrasar o socorro em situações de afogamento.

Segundo os Bombeiros, a recomendação segue diretrizes de segurança aquática adotadas nacionalmente, que não indicam o banho de mar após o pôr do sol. A orientação é que a população priorize o uso da praia durante o dia e apenas em áreas monitoradas por guarda-vidas.

Portal da Tropical

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