Jornalismo

Governo vai parcelar IPVA atrasado

Mais de 24 mil proprietários de veículos automotores e mais de 94 mil proprietários de motocicletas e motonetas até 150 cc vão ser beneficiados diretamente com duas leis que serão assinadas pela Governadora Rosalba Ciarlini, nesta segunda-feira (26), que dispõe sobre o parcelamento de débitos fiscais e remissão de crédito tributário relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A solenidade acontecerá às 16h, no Auditório da Governadoria.

“Os beneficiados poderão legalizar-se perante o Estado e assim recuperar seus veículos que estiverem apreendidos, poder transitar livremente pela vias sem o perigo de serem apreendidos ou sofrer qualquer tipo de penalidade em virtude da quitação dos débitos. E para isto estamos facilitando o pagamento com parcelamento e abono de parte dos débitos”, destacou a governadora Rosalba Ciarlini.

Somando os dois benefícios, veículos, motocicletas e motonetas até 150 cc, poderão ter este direito 119.688 proprietários, totalizando uma potencial renúncia fiscal para o estado no valor de quase R$ 13 milhões. “No caso das motos serão arrecadados R$ 6.160.796,44. Valor que poderá ingressar nos cofres públicos de imediato. Mas no caso de carros vai depender do que for renegociado”, explicar José Airton, secretário de Estado da Tributação.

Para se adequar no benefício os proprietários terão que se enquadrar em alguns itens já determinados e em algumas situações descritas na legislação aprovada, que são:

Para veículos automotores:

Fato gerador tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2010.

I – aplica-se ao débito fiscal, independentemente de estar constituído, inscrito na Dívida Ativa do Estado ou sendo cobrado judicialmente;

II – não contempla débito fiscal remanescente de parcelamento anterior celebrado pelo contribuinte; e

III – obsta a restituição ou compensação das importâncias já recolhidas pelo contribuinte.

Art. 2º  A concessão do parcelamento de que trata esta Lei fica condicionada à adoção das seguintes providências pelo contribuinte:

I – apresentação de requerimento, no prazo a ser estipulado no regulamento desta Lei, aos Órgãos Públicos enumerados adiante:

a) Secretaria de Estado da Tributação (SET), quando abranger débitos fiscais não inscritos na Dívida Ativa do Estado; ou

b) Procuradoria-Geral do Estado (PGE), quando abranger débitos fiscais inscritos na Dívida Ativa do Estado; e

II – manifestação formal de renúncia ao objeto de ações judiciais e recursos administrativos contra a Fazenda Pública Estadual, relativos a débitos fiscais parcelados com base nesta Lei.

Art. 3º Os débitos fiscais submetidos ao parcelamento de que trata esta Lei terão os correspondentes valores consolidados de forma individualizada por cada veículo, abrangendo todos os acréscimos legais previstos na legislação em vigor na data da ocorrência dos respectivos fatos geradores.

Outro benefício que se trata a lei é o parcelamento dos débitos atrasados, que chega a 90% das multas e dos juros de mora para quem optar pela parcela única e 30% para quem optar pelo maior parcelamento em até 24 vezes, as parcelas não poderão ter valor inferior a R$ 100,00.

O contribuinte somente poderá transferir a propriedade do veículo após a liquidação do parcelamento de que trata esta Lei. O contrato celebrado em decorrência do parcelamento será considerado descumprido e rescindido, independentemente de qualquer ato da autoridade fazendária, na violação desta Lei ou com o inadimplemento de parcela, inclusive a única, por prazo superior a sessenta dias.

Para motocicletas e motonetas até 150 cc:

§ 1º  A remissão de que trata o caput deste artigo somente se aplica aos créditos de IPVA e de Taxa de Licenciamento Anual de Veículo vencidos até 31 de dezembro de 2010, incidentes sobre motocicletas ou motonetas de até cento e cinqüenta cilindradas (150 cc), ainda que adquiridos na modalidade de arrendamento mercantil ou leasing.

§ 2º  Para os fins desta Lei, considera-se crédito tributário a soma do imposto, das multas, da atualização monetária, dos juros de mora e dos acréscimos previstos na legislação do Estado.

Art. 2º  A remissão de que trata esta Lei somente pode ser concedida a contribuintes pessoas naturais que:

I – tenham quitado, integralmente, o IPVA e a Taxa de Licenciamento Anual de Veículo, relativos ao exercício de 2011;

II – tenham quitado, integralmente, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), relativo ao exercício de 2010; e

III – não possuam impedimento no Registro Nacional de Veículos Automotores (RENAVAM).

Parágrafo único.  Cada contribuinte somente pode se beneficiar com a remissão de que trata esta Lei em relação a um veículo.

Art. 3º O proprietário do veículo deve requerer a remissão aos Órgãos e Entidades Públicos enumerados a seguir:

I – Secretaria de Estado da Tributação (SET), no tocante aos créditos tributários provenientes de IPVA não inscritos na Dívida Ativa do Estado;

II – Procuradoria-Geral do Estado (PGE), no tocante aos créditos tributários provenientes de IPVA inscritos na Dívida Ativa do Estado;

II – ao Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN/RN), quanto aos créditos tributários decorrentes de Taxa de Licenciamento Anual de Veículo.

Parágrafo único.  O requerimento aludido no caput deste artigo deve ser instruído com documentos a serem definidos em regulamento.

Art. 4º  A remissão de que trata esta Lei também se aplica ao saldo remanescente de parcelamento em curso e não confere ao contribuinte beneficiado qualquer direito à restituição ou compensação das importâncias já pagas.

Para poder usufruir da remissão das motocicletas e motonetas, o contribuinte deverá quitar os débitos de IPVA de 2011, que importarão em R$ 6.160.796,44, valores que ingressarão nos cofres públicos de imediato.

 

 

Opinião dos leitores

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Polícia

Polícia confirma PIX de R$ 10 mil em celular de suspeito preso por atentado contra Cabo Deyvison em Mossoró

Foto: Reprodução

A investigação sobre o atentado que feriu o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (16).

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), um PIX de R$ 10 mil foi identificado em um dos celulares apreendidos com suspeitos presos no Ceará. A Polícia Civil apura se a transferência tem relação com o crime. As informações são do Diário do RN.

O atentado ocorreu na noite de segunda (15), durante uma transmissão ao vivo feita pelo parlamentar em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró.

Cabo Deyvison foi baleado nas pernas, passou por cirurgia e segue internado. Já o assessor Alyson Dyego de Oliveira morreu após ser atingido pelos disparos.

Nesta terça, as forças de segurança anunciaram a prisão de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, detidos em Beberibe, no Ceará.

De acordo com a investigação, ambos confessaram participação no atentado. Os celulares apreendidos com os suspeitos serão submetidos à perícia para aprofundar as apurações.

Ao confirmar a existência do PIX, o secretário de Segurança Pública do RN, coronel Francisco Araújo, informou que a transferência foi localizada em um dos aparelhos apreendidos.

Já o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, afirmou que a informação poderá auxiliar os investigadores a rastrear a origem dos recursos eventualmente utilizados na ação criminosa.

Segundo as autoridades, ainda não há conclusão sobre a finalidade da transferência nem confirmação de que o valor tenha ligação direta com o atentado.

A Polícia Civil segue analisando o material apreendido e investigando a possível participação de outros envolvidos no crime.

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Política

Redução da maioridade penal apenas para crimes graves e reincidência, defende presidente da CCJ

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que uma eventual redução da maioridade penal só terá apoio no colegiado se for limitada a autores de crimes hediondos e a casos de reincidência.

Segundo ele, ele é favorável à responsabilização de adolescentes que pratiquem crimes graves e voltem a cometer delitos. “Crime hediondo, reincidente, sou a favor. O cara que faz uma vez, faz duas”, disse.

A discussão ganhou força após a CCJ da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da PEC 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto seguirá agora para uma comissão especial antes de ser analisado pelo plenário da Casa e, posteriormente, pelo Senado.

O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), manteve a redução apenas na esfera penal. A versão original previa também mudanças na maioridade civil, incluindo regras sobre voto e elegibilidade, mas esses pontos foram retirados do texto.

Durante a tramitação, a PEC foi anexada a outras propostas que tratam da responsabilização de adolescentes em crimes graves.

Uma das referências citadas pelo relator foi o texto aprovado pela Câmara em 2015, que previa a redução da maioridade para 16 anos apenas em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

 

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Judiciário

Por 3 a 1, STF mantém prisão do pai de Vorcaro no Caso Master

Foto: Reprodução

A Segunda Turma do STF decidiu, por 3 votos a 1, manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento, concluído nesta terça-feira (16), confirmou a decisão do relator do caso, ministro André Mendonça.

Além de Mendonça, os ministros Nunes Marques e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão. O único voto divergente foi do ministro Gilmar Mendes, que defendeu a substituição da medida por prisão domiciliar.

Gilmar afirmou que a investigação ganhou grande repercussão pública e apontou riscos de excessiva exposição midiática.

O ministro também observou que a Polícia Federal apresentou indícios de contato de Henrique Vorcaro com investigados, mas destacou que não identificou elementos concretos que demonstrassem solicitação direta para a prática de atos ilícitos.

Segundo Mendonça, a prisão é necessária para evitar a continuidade de supostas atividades ilícitas e preservar as investigações diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga.

Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio, após ser alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com a Polícia Federal, ele e o filho, Daniel Vorcaro, são investigados por supostamente ocultar ao menos R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes relacionadas ao Banco Master. A investigação segue em andamento.

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Política

Irmã de ‘Sicário’ enviou recados a pai de Vorcaro: “Tenho material para acabar com a família inteira”

Foto: Reprodução

Mensagens encontradas pela Polícia Federal nos celulares apreendidos durante a Operação Compliance Zero indicam que Joana Mourão, irmã de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou possuir documentos capazes de “acabar com a família inteira” do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a investigação, ela também teria cobrado ajuda financeira de Henrique Vorcaro, pai do empresário, conforme informações divulgadas pelo Estadão.

De acordo com a PF, Joana enviou mensagens nas quais reclamava da falta de repasses financeiros e dizia ter informações que poderiam atingir integrantes da família Vorcaro.

Em uma das conversas registradas pelos investigadores, ela afirmou estar “muito perto do abismo” e que poderia “levar ele junto”, acrescentando: “Eu tenho material pra acabar com a família inteira”.

Os diálogos foram trocados com Manoel Mendes Rodrigues, apontado pela investigação como operador do jogo do bicho e alvo da mais recente fase da operação.

Segundo a PF, após as conversas, Manoel informou Henrique Vorcaro de que tentava resolver a situação.

Os investigadores afirmam que as mensagens permitem inferir a existência de um acordo financeiro para auxiliar a irmã de Mourão.

No entanto, segundo a própria investigação, não há confirmação sobre a formalização do contrato mencionado nos diálogos.

A Polícia Federal também sustenta que Manoel teria atuado para viabilizar repasses financeiros à família de Mourão.

Em outro trecho das conversas, Joana critica a postura da família Vorcaro após a morte do irmão, afirmando que não teria recebido qualquer homenagem ou apoio.

A defesa de Henrique Vorcaro nega irregularidades. Segundo os advogados, os pagamentos mencionados nos autos estariam relacionados a contratos imobiliários firmados desde 2021 e a serviços de vigilância prestados por outro investigado.

 

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Política

Lula “cavou” encontro com Trump, mas foi ignorado e passou “vergonha” no G7, diz colunista

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram de atividades do G7, na França, mas não teriam se cumprimentado durante o evento. A informação foi publicada pelo colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Segundo a coluna, Lula chegou à véspera do encontro e buscou aproximação com líderes presentes na reunião internacional. No entanto, não teria ocorrido interação direta com Trump durante a cerimônia que reuniu chefes de Estado e de governo.

Ainda de acordo com a publicação, os dois líderes chegaram a permanecer próximos durante o momento da foto oficial do evento, mas não houve registro de aperto de mão ou conversa entre eles.

A coluna interpreta o episódio como um sinal de ausência de aproximação diplomática entre os presidentes durante o encontro internacional.

Até o momento, não houve manifestação pública da Presidência da República ou da Casa Branca sobre o episódio relatado pela publicação. O G7 reuniu líderes de diversos países para discutir temas da agenda internacional.

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Judiciário

[VÍDEO] CASO MASTER: Mendonça fala em “crime organizado mafioso” e cita “contornos de máfia” no STF

Imagens: Reprodução/SBT News

O ministro do STF, André Mendonça, afirmou que a investigação do caso Master apresentou “contornos de máfia” e características de “crime organizado mafioso”, com uso de armamento pesado, como fuzis e metralhadoras, além de possível infiltração no sistema policial.

A declaração foi feita durante julgamento na Segunda Turma da Corte, que analisava prisões relacionadas a familiares do empresário Daniel Vorcaro.

Em seu voto, Mendonça também mencionou uma conversa que teve com o ministro Gilmar Mendes antes de assumir uma cadeira no STF.

Segundo ele, foi dito que seria necessário “coragem” para integrar a Corte.

O ministro afirmou ainda que não teme a morte nem pressões externas e destacou que sua atuação no Supremo não é guiada pela busca de protagonismo ou repercussão na imprensa.

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Judiciário

[VÍDEO] STF tem embate entre Mendonça e Gilmar em julgamento de prisões do caso Banco Master

Imagens: Reprodução/Poder360

A Segunda Turma do STF registrou, nesta terça-feira (16), um embate entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes durante o julgamento que analisou a manutenção das prisões preventivas no caso envolvendo familiares do ex-controlador do Banco Master.

Por maioria, o colegiado decidiu manter as prisões de Henrique Moura Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro. Gilmar Mendes ficou vencido e divergiu do relator, André Mendonça, sobre a necessidade das medidas cautelares.

Durante o julgamento, Gilmar criticou a condução da investigação e comparou o caso a métodos semelhantes aos da Operação Lava Jato, mencionando ainda supostos vazamentos e excesso de medidas cautelares.

Ele também levantou questionamentos sobre delações premiadas e limites do processo penal.

Em resposta, André Mendonça afirmou que o processo trata de uma investigação sobre uma das maiores fraudes financeiras já registradas, rejeitando comparações com outros casos.

O ministro também afirmou que as apurações envolvem uma organização criminosa com atuação estruturada, citando indícios de crimes financeiros e práticas de “crime organizado”.

O julgamento também teve divergências sobre delação premiada e manutenção das prisões preventivas.

Gilmar defendeu alternativas como prisão domiciliar em um dos casos, enquanto Mendonça sustentou a necessidade de manutenção das medidas, alegando risco à investigação e capacidade de reorganização do grupo investigado.

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Geral

Eduardo Bolsonaro diz que levará decisão do STF a Trump

Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou ao Metrópoles, nesta terça-feira (16/6), que pretende informar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e autoridades americanas sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que o condenou a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, ao pagamento de 50 dias-multa, à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e à inelegibilidade por oito anos.

A condenação ocorreu por tentativa de interferência no julgamento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

“Certamente, eu levarei a Casa Branca, o Departamento de Justiça, ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso é uma afronta ao governo dos EUA”, declarou.

Eduardo Bolsonaro também questionou o posicionamento de outros países sobre o caso. “Será que realmente só o Brasil está certo? Estados Unidos, Itália, Espanha, Argentina e até mesmo a Polônia, estão todos errados?”, disse.

O ex-deputado afirmou ainda que é necessário “virar essa página do país” e defendeu mudanças no cenário político nacional. “Temos que virar essa página do país, colocar um novo governo, um novo Congresso para segurar esse STF perseguidor.”

Por fim, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuará levando denúncias ao exterior. “Nós seguiremos denunciando esses crimes internacionalmente.”

 

Metrópoles

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Geral

Gilmar cita vazamentos, pressão, excessos e compara caso Master à Lava Jato

Foto: Rosinei Coutinho

O ministro Gilmar Mendes criticou a condução feita por André Mendonça do inquérito sobre as fraudes do Banco Master e afirmou que vazamentos e excessos fazem as investigações se assimilarem à extinta operação Lava Jato.

As críticas do decano foram feitas durante o julgamento que manteve as prisões do pai e do primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (16).

Gilmar havia pedido vista e suspendido no final de maio a análise que os ministros faziam sobre a decisão de Mendonça tomada no início daquele mês. Nesta terça, o decano liberou o caso para julgamento e o incluiu na pauta do colegiado.

Ao dar início à leitura de seu voto, contrário à manutenção da prisão do pai e do primo do ex-banqueiro em fechado, Gilmar disse que a investigação conduzida no STF por Mendonça é um “caso rumoroso que há meses vem ocupando o noticiário de forma cada vez mais espetaculosa e sensacionalista”.

Ao longo de mais de uma hora e meia de voto, Gilmar mencionou “vazamentos massivos e seletivos de informações protegidas por sigilo”, transferências corriqueiras de encarcerados entre estabelecimentos prisionais dos mais variados, “prisões como instrumento de pressões”, falta de acesso dos ministros às investigações, monitoramento de advogados e “excesso persecutório e uso indevidamente instrumental do processo penal”.

O ministro, o crítico mais vocal da Lava Jato no STF, afirmou que a Operação Compliance Zero, que investiga desde novembro do ano passado as fraudes do Master, “tem se valido de expedientes que guardam desconfortante semelhança com a Lava Jato”.

Segundo Gilmar, o caso Master se assemelha à Lava Jato, mas com uma nova roupagem. “É com certa incredulidade e alguma tristeza que me sinto obrigado a registrar que já há algum tempo as providencias adotadas no presente caso vem guardando semelhanças que não podem ser ignoradas com as iniquidades da Lava Jato.”

 

CNN

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Geral

Gastança com cartões no governo Lula saltam para R$33,5 milhões desde fevereiro

Foto: Divulgação

Após meses de enrolação, o governo Lula (PT) atualizou os gastos com Cartões de Pagamento do Governo Federal, os famosos “cartões corporativos”. As despesas saltaram para R$33,5 milhões, após serem omitidas no Portal da Transparência e paralisadas em R$9,5 milhões desde fevereiro. Só a Presidência da República torrou por R$2,3 milhões em 12 cartões corporativos, este ano. Os cidadãos que pagam a conta não têm o direito de saber a natureza dos gatos, protegidos por “sigilo”.

A Presidência de Lula realizou 2,2 mil compras com cartões, em 2026. Quase todas as despesas são sigilosas “por motivos de segurança”.

Existem dois tipos de cartões; os de pagamentos (“corporativos”) e os da Defesa Civil, usados para custear gastos emergenciais após desastres.

Somados, em 2026, os dois tipos de cartões custaram R$172,9 milhões aos pagadores de impostos. Só os da defesa civil, R$139,4 milhões.

Em 2025, os cartões corporativos custaram R$105,4 milhões aos pagadores de impostos. Os da Defesa Civil, outros R$329 milhões.

Diário do Poder

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