Polícia

Henrique Alves é o campeão em indicações para cargos de confiança no Governo Federal

Época

Desde meados dos anos 1990, fala-se em Brasília de uma lista elaborada pelo Palácio do Planalto na qual seriam compiladas as indicações políticas para cargos públicos. Os rumores atravessaram os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva sem que a existência desse documento tivesse sido comprovada ou mesmo admitida oficialmente. A reprodução exibida na página ao lado encerra a questão. A cópia da listagem é recente. Ao obtê-la, a reportagem de ÉPOCA se comprometeu a não revelar a data em que ela foi impressa, o que poderia ajudar a identificar a fonte da informação.

A relação é restrita a não mais que uma dezena de funcionários da Presidência da República. Elaborada na Secretaria das Relações Institucionais, da ministra Ideli Salvati, ela só é conhecida pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e por um número muito seleto de seus assessores. A autenticidade do documento foi comprovada por integrantes do alto escalão do Planalto. Procurada por ÉPOCA, a secretaria afirmou desconhecer a existência da lista. Informou apenas que “recebe, sim, pleitos de aliados, indicações e sugestões”. “É natural que a base aliada, alicerce de sustentação do governo, pleiteie de forma legítima a divisão de espaços de comando na esfera federal”, afirmou em comunicado por escrito.

A lista é guardada como um segredo de Estado por revelar um retrato acabado da fisiologia brasileira. Nela, está expresso o apetite por cargos de cada partido, grupo e cacique da coalizão governista. Mais: o documento mostra a quem e como o Planalto deu postos. O documento enumera 229 candidatos a 318 cargos na administração federal. A discrepância de números se deve a duas razões: há casos em que um pretendente almeja mais de uma vaga e há postos reservados a um grupo político que ainda não apontou seu preferido. A listagem abrange uma pequena, mas representativa, amostra dos 24 mil cargos federais disputados com sofreguidão por políticos. Juntos, os postos da listagem movimentam mais de R$ 500 bilhões.

Nas 29 páginas da listagem, desfilam indicados anônimos e políticos famosos, como o ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT, postulante a uma diretoria da hidrelétrica de Itaipu, ou o da Paraíba José Maranhão, mencionado para a vice-presidência de Loterias da Caixa Econômica Federal. Ambos ficaram desempregados depois da última eleição. Os nomes de Zeca, Maranhão e de cada um dos outros apaniguados foram inscritos na lista ao lado dos respectivos padrinhos. Por isso, o relatório serve também como um mapa do poder no governo Dilma Rousseff. Por meio dele, é possível ter uma ideia precisa de quem são os políticos mais influentes na atual gestão. Pode-se medir seu poder pela quantidade de pessoas que eles conseguiram incluir na lista ou, sobretudo, pelo número de seus afilhados efetivamente nomeados. Nos dois critérios, brilha a estrela do PT.

O partido de Dilma lidera o ranking de pedidos de emprego, 57% do total, e de postos obtidos, 48%. O PMDB do vice-presidente Michel Temer vem em um segundo lugar distante, com apenas 14% das indicações e 14% de nomeações. Em ambos os critérios, PR, PTB, PSB e PP não ultrapassam 10% do total. PRB, PCdoB e PDT ficam com, no máximo, 2% cada um. A hegemonia petista é tamanha que os organizadores da lista não consideram o partido como uma única entidade. Ao contrário, cada uma de suas facções é tratada como se fosse uma legenda à parte na coalizão governista. Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior corrente petista, indicou sozinha 52 pessoas, oito a mais que o PMDB inteiro. O PT Nacional tentou nomear outros 23 filiados, número superior ao do PR, o terceiro colocado, com 19 nomes. Petistas envolvidos em escândalos também foram contemplados na relação.

Por ela, descobre-se que o negócio de José Dirceu, acusado de chefiar o mensalão, agora é trem. Ele patrocina a indicação de Afonso Carneiro Filho para as diretorias da Agência Nacional de Transportes Terrestres, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos e da Valec. O currículo de Carneiro Filho, petista e funcionário do Ministério dos Transportes, foi encaminhado ao Planalto por José Augusto Valente, que se identifica como consultor privado. “Dirceu me consulta quando a questão é transportes”, diz Valente.

O documento também mostra como o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci batalha para promover seu irmão Adhemar a presidente da Eletronorte ou, no mínimo, mantê-lo como diretor dessa estatal. Conseguiu, inclusive, que o CNB reforçasse seu pleito. De acordo com a listagem, Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação Social, e Ricardo Berzoini, ex-ministro da Previdência e ex-presidente do PT, tentam enfiar no Ministério da Cultura o economista Murilo Francisco Barella. Berzoini nega ter participado da indicação, mas reconhece ter tentado nomear outra pessoa: Aristóteles dos Santos, para o Conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Santos já foi ouvidor da Anatel e, em 2006, chegou a aparecer em programas eleitorais do então presidente, Lula, candidato à reeleição.

Nenhum nome se destaca tanto na relação quanto o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Ele é de longe o campeão de indicações. Em sua conta são debitados 60% dos 44 pleitos apresentados por seu partido. “Isso acontece porque atribuíram a mim todas as indicações da bancada da Câmara do partido e ainda muitas que foram feitas pela do Senado. A verdade é que isso já demorou tanto que desistimos de lutar pela maioria desses nomes”, disse Alves, ao examinar as informações do Planalto.

A lista da Secretaria de Relações Institucionais revela aspectos prosaicos das relações em Brasília, como a insistência dos políticos em encontrar sinecuras e arranjar benesses para seus amigos. Chega a ser anedótico o caso do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento com seu ex-motorista Ronaldo Rodrigues Barbosa. Nascimento se empenhou primeiro em promovê-lo a assistente técnico do gabinete quando ministro. Agora no cargo de senador, luta para mantê-lo no posto. Uma curiosidade: a indicação de Nascimento é classificada na lista como “técnica”. “Foi um reconhecimento ao desempenho de Barbosa”, diz Nascimento.

A lista revela outras situações nada curiosas. Correligionário de Nascimento, o deputado Valdemar Costa Neto (PR), que renunciou ao mandato para não ser processado no escândalo do mensalão, aparece entre os atendidos pelo Planalto. O deputado João Pizzolati (PP-SC), considerado ficha suja, consta da relação. O ex-senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que chegou a ser preso, também está lá. A presença delas descortina um retrato pouco alentador da política e da gestão pública brasileiras. Ao lado dos nomes dos indicados não há qualquer referência a suas qualificações profissionais. Não há menção a currículo ou experiência anterior que os habilitem a exercer a função que pretendem. “São raríssimos os casos de indicados politicamente que poderiam ser aprovados em concurso público”, diz o cientista político Alberto Carlos Almeida. Os currículos até existem. Há uma pilha de mais de 40 centímetros deles numa sala do Planalto, mas eles têm pouco valor, porque são relegados a segundo plano já no momento de formação da lista.

Os nomes são entregues à Secretaria de Relações Institucionais, em geral, por líderes partidários. Ministros e funcionários de alto escalão também conseguem fazer indicações diretas. A lista obtida por ÉPOCA mostra que o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutra de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot, demitido em julho, indicou sete pessoas para posições de confiança nessa instituição. Poucos políticos, como o senador Blairo Maggi (PR-MT), conseguem por si só colocar o nome de seus protegidos na pilha. Uma vez recebidos pela Secretaria de Relações Institucionais, todos os nomes são submetidos a um pente-fino do Gabinete de Segurança Institucional. Os currículos são encaminhados à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que verifica se o candidato tem ficha policial, se já foi condenado pela Justiça em segunda instância, se tem débitos na Receita Federal, dívida trabalhista e se é sócio diretor de empresa, entre outras coisas. Esse levantamento é revisado e aprofundado se houver chance de o indicado ser nomeado. O processo é lento, porque é realizado por apenas cinco funcionários, e alvo frequente de queixas dos políticos.

Uma vez prontas, as indicações se tornam o principal objeto de pressão sobre o governo federal. Relutar em atender aos políticos resulta em um jogo de reclamações e ameaças, que facilmente se converte em traições em votações no Congresso Nacional ou mesmo em denúncias nos jornais. Mas serve também como instrumento de controle e pressão sobre a base de sustentação do governo. “Essas indicações e as nomeações são usadas para pressionar o Congresso”, diz um expoente do Planalto que já integrou o Legislativo federal e analisou a lista exposta nesta reportagem. Ele diz que a presidente Dilma imprimiu uma dinâmica nova – e muito mais lenta – ao processo de nomeações. A demora é tal que os líderes deixaram de insistir. “Só dá desgaste”, diz o peemedebista Henrique Eduardo Alves. Até mesmo o PT, o maior participante nas indicações, está frustrado. O ex-ministro da Pesca Altemir Gregolin passou meses em Brasília esperando uma nomeação. Desistiu. A ex-governadora do Pará Ana Júlia Carepa é outra que espera até hoje. Dilma deu sinais inequívocos de que, pelo menos por enquanto, pretende manter nomeações no conta-gotas.

As indicações políticas para cargos públicos são um fato da democracia com o qual os governos são obrigados a conviver. Em regimes democráticos, nomeações políticas são normais e salutares. É preciso que os partidos que ganhem as eleições dividam entre si os cargos de confiança no governo para implementar as políticas que lhes deram a vitória nas urnas. “É natural que um partido político aponte gente de sua confiança para ocupar cargos de sua própria representação”, diz o sociólogo Antonio Lavareda. A questão no Brasil é outra. A lista da Secretaria de Relações Institucionais mostra que mesmo cargos eminentemente técnicos, como as diretorias de bancos estatais, foram incluídos pelo governo petista nas negociações partidárias. Postos de menor expressão na administração pública também. A regra não são os programas eleitorais, mas o loteamento e aparelhamento da máquina pública. “No Brasil, esses vícios foram agravados pelas características do sistema partidário e da base governista, extremamente fragmentados. Como eles são muitos, a demanda por cargos de confiança é maior”, afirma Lavareda.

Os vícios do sistema nacional ficam ainda mais evidentes quando comparados com as regras de democracias mais consolidadas. Nos Estados Unidos, que possuem uma das maiores administrações públicas do mundo, apenas 4.500 cargos podem ser preenchidos por indicação política – um sexto do que ocorre no Brasil. O Senado americano publica a lista dos escolhidos pelo presidente desde 1952. O Plum Book (Livro Ameixa), como é conhecido, é uma tradição. Para chegar ao cargo, o candidato deve ter conhecimento técnico na área em que deseja trabalhar – exigência que não existe por aqui. A França, um dos países que mais valorizam o funcionalismo público, reserva apenas 500 vagas para indicações políticas. A maioria dos funcionários da máquina estatal é de servidores de carreira. O Reino Unido permite apenas 300 indicações de caráter político – e, mesmo assim, os escolhidos têm de comprovar capacidade técnica. O país mais restrito é a Alemanha, onde o Estado tem apenas 170 cargos para indicações políticas. No Brasil, isso não seria o suficiente para satisfazer nem um partido médio, quanto mais a ampla e sedenta base de apoio do governo federal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEOS: Imagem de Lula cai de carro alegórico da Acadêmicos de Niterói após desfile na Sapucaí

Uma imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que integrava um carro alegórico caiu após o desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí. O momento foi registrado por pessoas que acompanhavam a saída da escola. O carro foi arrastado até o barracão. Na manhã de segunda-feira, 16 de fevereiro, a estrutura do carro alegórico que homenageava o presidente Lula, ainda encontrava-se no chão.

Segundo a escola Acadêmicos de Niterói em informação divulgada pela Folha de S. Paulo, a ‘queda’ faz parte da desmontagem da alegoria. A escultura foi encaixada na área de concentração e desmontada na dispersão, segundo a escola. Depois da desmontagem, foi levada por uma carreta ao barracão da Niterói, na Cidade do Samba.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Avenida da Alegria reúne 80 mil foliões nesta segunda-feira e movimenta economia da Zona Norte

Crédito: Secom

Cerca de 80 mil pessoas acompanharam, nesta segunda-feira (16), as apresentações de Tony Salles, Capilé e Banda Dubê na Avenida da Alegria, na Redinha. A programação manteve o polo entre os principais destinos do Carnaval de Natal e gerou impacto direto no comércio local.

Principal atração da tarde, Tony Salles levou ao público sucessos conhecidos e manteve os foliões animados. A publicitária Thalyta Santos, moradora da Zona Norte, comemorou a decisão de permanecer na cidade. “Não tem explicação para esse show de hoje, ele animou muito. Foi a melhor escolha não ter viajado para poder curtir esse show espetacular. Tony Salles mais uma vez surpreendeu e, além de tudo, tem o hit do carnaval”, declarou.

A técnica em prótese dentária Sheyla Françoise também aprovou a apresentação. “Para mim, superou minhas expectativas. Sinceramente, considero este um dos melhores carnavais que já vivenciei. Já participei de muitos eventos em locais que se destacam no Rio Grande do Norte, mas esta experiência tem sido uma das melhores. O show foi sensacional, as atrações estão maravilhosas”, afirmou.

A fisioterapeuta Claudia Santos, que participa da programação na Redinha pelo segundo ano consecutivo, destacou a relevância do polo para a região. “A experiência está sendo ótima. Está bem estruturado, com cantores de qualidade. A Zona Norte merecia um carnaval desse porte. Espero que os próximos anos continuem dessa forma”, disse.

Comércio registra aumento no movimento

O grande público presente na Avenida da Alegria tem gerado impacto econômico direto para os comerciantes. Fernanda da Silva, que participa pela primeira vez com um carrinho de venda de açaí e bebidas, comemorou os resultados. “Minha primeira vez está sendo maravilhosa. Vender aqui está superando as expectativas. É uma fonte de renda extra importante e estou aqui todos os dias aproveitando essa oportunidade”, contou.

A comerciante Camila Mayara, que possui uma barraca de bebidas, elogiou a organização promovida pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). “As expectativas para o carnaval desse ano foram boas e está contribuindo muito. O fluxo está bom. Eu já moro na Redinha e esse ano superou nossas expectativas. Foi mais organizado tanto na parte do cadastramento quanto na distribuição dos pontos de venda. A Semsur foi bem bacana na organização. Está dando para tirar uma renda extra boa aqui no carnaval”, afirmou.

A programação no Polo Avenida da Alegria continua nesta terça-feira (17), com concentração a partir das 14h. Estão previstos shows de Cavaleiros do Forró, Xanddy Harmonia e Capilé.

Com apresentação de Esportes da Sorte, o Carnaval de Natal é uma realização da Prefeitura do Natal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Tarcísio de Freitas destaca trechos do desfile em homenagem a Lula que configuram ‘propaganda política’ e compara com casos de Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comparou o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval carioca com os casos que levaram às condenações na Justiça Eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Tarcísio, nas eleições de 2022, o Brasil viu uma postura muito dura em relação a Bolsonaro. O governador citou dois episódios que levaram à inelegibilidade do ex-presidente: a reunião de embaixadores e a comemoração do bicentenário da Independência do Brasil.

“Pois bem, se o desfile de ontem não foi propaganda antecipada, o que será então? Por que não haverá o mesmo rigor agora? E não havendo, quanto elásticas serão as interpretações a partir desse momento”, questionou o ex-ministro de Bolsonaro.

Tarcísio criticou o uso de jingle do PT no enredo e menções a bandeiras de campanha. O governador ainda classificou a apresentação como “propaganda política descarada” e “desrespeito aos evangélicos”.

“Tá valendo tudo. E nesse vale tudo, quem é que perde? Perde o Brasil. Perde a oportunidade de investigar o motivo da nossa estagnação. Perdem-se oportunidades uma atrás da outra”, criticou.

Tarcisio ainda ironizou ao afirmar que sentiu falta no desfile de algumas alas, como “a ala os Correios faliram e o Lula não viu” e da “ala dos roubados do INSS”.

Intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o desfile da Acadêmicos de Niterói contou a história do presidente Lula desde a saída de Garanhuns, no agreste de Pernambuco, sua vinda para São Paulo com a família, os tempos de líder sindical e sua chegada ao Planalto.

O jurídico do PT divulgou, na tarde desta segunda-feira (16), uma nota na qual contestam as críticas de que o presidente, o partido e o governo infringiram a legislação eleitoral durante o desfile da Niterói.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: A sonora vaia para Fátima Bezerra no Carnaval de Caicó

A governadora do RN Fátima Bezerra foi bastante vaiada pelos foliões do Carnaval de Caicó na noite desta segunda-feira (16).

As vaias começaram tão logo Fátima teve seu nome anunciado e se intensificaram no momento em que se pediu uma salva de palmas para a governadora.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Ao som de Tony Salles, Avenida da Alegria reúne 80 mil foliões na segunda-feira de Carnaval em Natal

Cerca de 80 mil foliões lotaram a Avenida da Alegria nesta segunda-feira (16) de Carnaval em Natal, segundo estimativa da prefeitura, consolidando o local como um dos principais polos da festa na capital potiguar.

A programação da tarde teve como destaque Tony Salles, que manteve o público em ritmo intenso com sucessos conhecidos. Na sequência, Capilé e a Banda Dubê encerraram o dia, segurando a multidão até o fim. A grande circulação exigiu reforço na segurança e na organização do espaço.

Além da Avenida da Alegria, o Carnaval seguiu movimentando outros pontos da cidade. O Ginásio Nélio Dias e a região de Ponta Negra receberam shows de Léo Foguete, ampliando e descentralizando a programação.

Para a terça-feira, a expectativa é de novo grande público na Avenida da Alegria, com apresentação de Xanddy Harmonia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Ator Paulo Vieira que interpretou Lula no Carnaval diz que foi escolhido por Janja e pelo próprio presidente

A Acadêmicos de Niterói fez um desfile sobre a história de Lula para abrir os desfiles do carnaval carioca. O ator e humorista Paulo Vieira foi escolhido para interpretar o presidente na Sapucaí, ao lado de Juliana Baroni, que viveu Dona Marisa, ex-mulher de Lula.

Durante uma entrevista para o canal Metrópoles, Vieira comentou que foi escolhido pelo próprio presidente para interpretá-lo na Sapucaí.

“Foi Janja, foi Lula, eu fiquei muito feliz e não tinha como não aceitar esse convite”, respondeu após ser questionado pelo repórter.

Com informações de Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Desfile sobre Lula teve deboche criminoso contra fé cristã, diz presidente da frente evangélica

Críticas de lideranças evangélicas marcaram a repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentado no domingo (15) na Marquês de Sapucaí.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Gilberto Nascimento, afirmou que o desfile promoveu um “deboche criminoso” contra a fé cristã. A reação ocorreu após uma ala retratar conservadores como latas de conserva com o rótulo “família”.

Segundo o parlamentar, o uso de recursos públicos para esse tipo de representação desrespeita cidadãos religiosos. “Democracia não é humilhar quem pensa diferente”, disse, ao afirmar que o episódio tende a ampliar a rejeição ao presidente entre evangélicos.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cobrou um posicionamento formal da frente evangélica e classificou a cena como escárnio à fé cristã. Já o senador Flávio Bolsonaro declarou que o desfile atacou a família, que chamou de “maior projeto de Deus”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Moraes acionou Receita para apurar se houve quebra de sigilo de ministros

Foto: Gustavo Moreno/STF

Uma apuração interna da Receita Federal busca identificar possível quebra de sigilo de dados envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e cerca de 100 familiares, segundo informou a Folha de S.Paulo neste domingo (15).

O levantamento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes e inclui informações de pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez integrantes da Corte. Para concluir a análise, auditores precisam realizar aproximadamente 8 mil checagens, distribuídas em cerca de 80 sistemas, o que torna o processo mais lento.

Relatórios já finalizados estão sendo encaminhados diretamente ao gabinete de Moraes. Procurada, a Receita afirmou que não comenta demandas judiciais e destacou que o procedimento tramita sob sigilo de Justiça.

A apuração ocorre no âmbito do inquérito das fake news, aberto em 2019, e se insere no contexto da crise institucional relacionada à liquidação do Banco Master. O caso se agravou após a Polícia Federal enviar relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, o que levou à saída do ministro Dias Toffoli da relatoria.

Segundo o jornal, o pedido de Moraes foi feito em janeiro, após a divulgação de informações sobre possíveis ligações de familiares de ministros com a instituição financeira investigada. Ministros do STF avaliam abrir apuração interna para investigar eventuais vazamentos de dados protegidos por sigilo fiscal e bancário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

CARNAVAL EM NATAL: Olodum, Tony Salles, Léo Foguete e Ricardo Chaves na programação desta segunda-feira (16)

Foto: Priscila Moura/Secom

A programação do Carnaval em Natal entra no terceiro dia nesta segunda-feira (16) com atrações distribuídas em três polos da cidade. Na Avenida da Alegria, os trios elétricos começam a circular a partir das 14h, com destaque para o show do cantor Tony Salles.

O cantor Leo Foguete se apresenta em dose dupla: no Ginásio Nélio Dias e também no polo da Praia de Ponta Negra, que contará ainda com show de Ricardo Chaves.

Já no Ginásio Nélio Dias, a noite também será marcada pelo show da banda Olodum, um dos principais nomes do carnaval baiano.

Veja a programação completa:

Polo Praia de Ponta Negra – Engorda de Ponta Negra – a partir das 19h

Giulian Monte
Kadu Martins
Ricardo Chaves
Leo Foguete

Polo Avenida da Alegria – Redinha – concentração a partir das 14h

Tony Salles
Capilé
Banda Dubê

Polo Ginásio Nélio Dias – Estacionamento do Ginásio Nélio Dias – a partir das 19h

Jeff Costa
Leo Foguete
Olodum
Pedro Luccas

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Nikolas Ferreira diz que vai propor ação de improbidade contra Lula após desfile: “comício em rede nacional”

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados | Ricardo Stuckert

Após a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile da Acadêmicos de Niterói, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que irá acionar a Justiça contra o chefe do Executivo.

O parlamentar afirmou que pretende protocolar uma ação de improbidade administrativa, alegando uso de recursos públicos para promover o presidente sob o pretexto de manifestação cultural. Segundo ele, o desfile teria funcionado como um “comício em rede nacional”.

Nikolas também declarou que, caso Lula oficialize candidatura à reeleição, ingressará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral, por suposto abuso de poder político e econômico.

Na última quinta-feira (12), o TSE rejeitou pedidos dos partidos Novo e Missão para barrar o desfile. A relatora do caso, ministra Estela Aranha, afirmou que não era possível impedir o evento antes de sua realização, mas destacou que eventuais irregularidades podem ser analisadas posteriormente.

A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, reforçou que manifestações culturais não podem servir de espaço para ilícitos eleitorais e que possíveis abusos devem ser apurados após os fatos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *