Polícia

Homem e uma travesti são presos no interior do RN suspeitos de estupro contra bebê de 4 meses; ato foi postado em vídeo em redes sociais

O G1-RN destaca nesta quinta-feira(08) que a Polícia Militar prendeu e levou à delegacia um homem e uma travesti suspeitos de estupro contra um bebê de 4 meses no interior do Rio Grande do Norte. Um adolescente, que é irmão da vítima e teria participado do crime também se apresentou à Polícia Civil no final desta manhã desta quinta-feira (8). Um vídeo do crime foi postado pelos próprios envolvidos nas redes sociais.

Segundo o sargento Francisco Marinho, da Polícia Militar, o estupro de vulnerável aconteceu na tarde desta quarta-feira (7) em Canguaretama, no Litoral Sul, foi filmado por um dos envolvidos e compartilhado nas redes sociais. Nas imagens, o adolescente e outro jovem aparecem “manipulando” o órgão sexual do bebê, como em um ato de masturbação, em cima de uma cama – o terceiro envolvido filmava a cena.

Segundo a Polícia Civil, ao final das investigações, os suspeitos poderão responder por estupro de vulnerável e produção imagens contendo pornografia infantil.

Mais detalhes AQUI em texto na íntegra.

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Saúde

Brasil apoia proposta da OPAS para mudar critério de distribuição de vacinas do consórcio Covax

Foto: Ragul Krishnan/Unicef – 23.fev.2021

O governo brasileiro apoia a ideia de que o mecanismo mundial de distribuição de vacinas, o Covax, passe por uma mudança no que se refere aos seus critérios para alocar doses do imunizante aos países em desenvolvimento. O objetivo é de que a intensidade do surto da covid-19 em um país seja considerado no cálculo de quanto deve ir a cada governo.

O posicionamento do Brasil é também defendido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que insiste que a região é hoje a que vê as maiores taxas de mortes no mundo.

Criada como iniciativa da OMS há um ano, a Covax tem como meta distribuir 2 bilhões de doses de vacinas até o final do ano. Mas, no primeiro trimestre, as previsões não conseguiram ser atingidas. Esperava-se que 100 milhões de doses poderiam ir a mais de cem países até o final de março. Mas apenas 38 milhões foram enviadas.

Na sexta-feira, a OMS informou a governadores brasileiros sobre a possibilidade de entregar 4 milhões de doses da vacina ainda em abril. Não se trata, porém, de um adiantamento. Mas apenas o envio de um volume que estava sendo planejado para o mês e que não conseguia ser entregue por conta da escassez do produto no mundo.

Para maio, outras 4 milhões de doses poderiam ser enviadas.

A OMS, porém, insiste que isso não se trata de um adiantamento e nem de um volume extra de vacinas, em comparação ao que já havia sido combinado.

As doses virão da fabricação da AstraZeneca na Coreia do Sul. Mas, segundo as autoridades em Genebra, ainda não existem garantias de que isso será realizado, apesar dos anúncios por parte dos governadores.

O problema do mecanismo, segundo a OMS, não é a falta de dinheiro. Mas a escassez de doses. Para os próximos meses, os problemas continuarão, já que parte importante do abastecimento viria do Serum Institute, da Índia, local de produção da vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford.

No caso indiano, porém, a explosão de casos nos últimos dias levou o governo a suspender as entregas de vacinas. Da condição de maior esperança de exportador do mundo, a Índia passou a ser importadora de doses, inclusive com acordos de abastecimento de vacinas russas.

Novos critérios

A Covax acredita que, apesar dos atrasos e impacto nas entregas no mês de abril, o ritmo de distribuição ganhará intensidade a partir de maio. Uma das apostas é um eventual acordo ainda com produtores chineses que, depois de meses de avaliação, poderão ter suas vacinas aprovadas pela OMS.

Mas, para os países especialmente afetados pela pandemia, a pressão é para que haja uma modificação na forma de distribuição das vacinas existentes no mercado.

Na maior campanha de vacinação da história, um dos princípios da Covax é de que todos os países receberiam o mesmo volume proporcional de doses, num esforço de garantir a equidade entre os países.

Num primeiro momento, cada país seria abastecido com o equivalente a 3% de suas populações. Numa segunda etapa, as entregas teriam como meta chegar a 10%.

Mas, para as autoridades brasileiras e para a OPAS, um critério extra deveria ser incluído, relativo às taxas de mortes.

Países com taxas mais elevadas de mortalidade por 100 mil pessoas poderiam garantir uma antecipação nas vacinas previstas. O Brasil, com maior número de mortes nas últimas duas semanas e superando os EUA em mortes por milhão, seria o principal beneficiado se as mudanças forem realizadas. A proposta foi tratada entre autoridades brasileiras e a cúpula da OMS.

Socorro Gross, representante da Organização Panamericana da Saúde no Brasil, afirmou nesta semana no Parlamento Europeu oque “pela primeira vez na historia o sistema de saúde entrou em colapso” no país e indicou que a segunda onda da covid-19 está afetando o país de forma mais dura.

“O pessoal médico está cansado. Mas o Brasil tem a capacidade de vacinar. O que precisa é de mais vacinas”, disse Gross. “Estamos pedindo para que se revise os critérios (de distribuição de vacinas) para nossos países para receber mais”, disse.

Segundo a OPAS, os países da Américas receberam da Covax apenas 3 milhões de doses até agora, com o Brasil representando 1,2 milhão desse total. Até junho, o mecanismo prevê um total de 10 milhões de doses para o país. Mas não há ainda uma data para cada uma das entregas.

Obstáculos

O pedido da OPAS está sendo alvo de considerações em Genebra. Mas existem obstáculos reais para que tal proposta seja implementada. Pequenos países que aguardam na fila para receber as doses alegam que o Brasil já conta com outros acordos com as multinacionais e tem capacidade de produção. Priorizar o país significaria que locais mais pobres teriam de esperar ainda mais pelas vacinas.

Diplomatas estrangeiros ainda alegam que a atual crise brasileira é resultado de decisões políticas por parte do governo de Jair Bolsonaro e que, portanto, pedir agora vacinas enquanto outros fizeram a “lição de casa” não seria bem aceito pela comunidade internacional.

Há ainda um obstáculo técnico. Parte dos países receberam primeiros lotes de doses e usaram para dar a primeira vacina para parte de sua população. Mas agora aguardam as seguintes entregas pela Covax para dar a segunda dose. Antecipar vacinas para o Brasil poderia significar um impacto negativo para o cronograma das demais autoridades.

Na OMS, a ideia ainda sofre resistências por outros motivos. Na entidade, a vacina é vista como uma “medida adicional”, e não como uma resposta para a fase aguda de uma crise sanitária.

A volatilidade ainda da tendência da pandemia tornaria essa equação ainda mais complicada, principalmente diante da necessidade de que a distribuição seja planejada com meses de antecipação.

Na avaliação das entidades internacionais, países levarão meses ou até anos para garantir a imunidade de rebanho por meio de vacinas, o que significaria atender a 70% de sua população.

Por isso, a meta inicial é de atingir às pessoas mais vulneráveis e trabalhadores do setor de saúde para garantir que haja uma redução no número de mortes.

“Continua a existir uma disparidade chocante e crescente na distribuição global de vacinas”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

“Alguns países não receberam nenhuma vacina, nenhum recebeu o suficiente e agora alguns países não estão recebendo suas alocações da segunda fase dentro do prazo”, lamentou.

“Mostramos que a COVAX funciona. Mas para realizar seu pleno potencial, precisamos que todos os países assumam os compromissos políticos e financeiros necessários para financiar totalmente a COVAX e acabar com a pandemia”, defendeu.

Henrietta Fore, diretora executiva da Unicef, também lançou um alerta. “Neste momento, não há oferta suficiente para atender à demanda global – especialmente nos países mais vulneráveis”, disse.

“As vacinas estão concentradas nas mãos de poucos. O nacionalismo vacinal ameaça a todos nós. Novas variantes estão surgindo. Os sistemas de saúde estão tensos. E os trabalhadores da saúde estão exaustos – com muitos ainda esperando por sua própria vacinação”, disse.

Jamil Chade – UOL

 

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Economia

Nova rodada do auxílio emergencial será depositada hoje para 2,43 milhões nascidos em junho

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A primeira parcela da nova rodada do auxílio emergencial será depositada, neste domingo (18), para 2,43 milhões de beneficiários do programa nascidos em junho. O total credita soma R$ 502 milhões. O saque em dinheiro para o grupo só poderá ser realizado a partir do dia 7 de maio.

Até a liberação da retirada em espécie, o valor pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem. Pelo sistema, os beneficiários conseguem pagar boletos, comprar pela internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

O calendário dos novos pagamentos do auxílio emergencial é dividido em quatro ciclos, de créditos e saques. Os débitos da primeira parcela seguem até 30 de abril, quando o benefício será disponibilizado para os nascidos em dezembro. Os beneficiários do Bolsa Família, por sua vez, começaram a receber a nova rodada do auxílio emergencial no dia 16 de abril, de acordo com o calendário habitual do programa assistencial.

A nova rodada terá quatro parcelas, de abril a julho, com valor médio de R$ 250. Mulheres chefes de família receberão R$ 375 e pessoas que vivem sozinhas, R$ 150. O total de beneficiados atingirá 45,6 milhões.

Desde 2 de abril, as pessoas que se inscreveram pelos meios digitais da Caixa e os integrantes do Cadastro Único do governo federal podem conferir se têm direito a receber o benefício pelo site www.cidadania.gov.br/auxilio. Para quem teve o cadastro negado nesta data, o prazo para contestar a decisão, no entanto, terminou na última segunda-feira (12).

Caso a pessoa entenda que cumpre critérios de elegibilidade, ela deve clicar na opção que aparece no Portal de Consultas da Dataprev e enviar o pedido. Para as pessoas que tiveram o resultado da solicitação divulgado no dia 10 deste mês, o período para contestação será até 22 de abril.

As estimativas apontam que os novos pagamentos vão injetar R$ 44 bilhões na economia. Desta vez, no entanto, o impulso para conter um tombo maior da economia em 2020 será usado por 98% dos moradores de favelas no Brasil para a compra de alimentos.

Além de alcançar menos beneficiados, com menor valor das parcelas, a nova rodada de pagamentos não aceita novos cadastros para quem ficou de fora do programa em 2020, mas agora precisaria da ajuda. Estão entre os beneficiados apenas aqueles que já estavam cadastradas pelo Cadastro Único, pelo aplicativo da Caixa ou Bolsa Família.
R7

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Nacional

Bebê morre eletrocutado ao morder fio de carregador de celular

Um bebê de 8 meses não resistiu a um choque elétrico que recebeu ao morder o fio do carregador de celular. O acidente aconteceu na cidade de Araçoiaba, Grande Recife. A Polícia Civil abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte e as responsabilidades.

Segundo a família, Talisson Fidélis estava com a avó quando foi eletrocutado. Ela não percebeu que o menino teve acesso ao equipamento plugado na tomada.

“Ela está dopada. Ficou em choque. Está se culpando pelo que aconteceu”, disse Emerson Fernando, pai de garoto, ao UOL.

Ele contou que estava com a esposa em uma consulta quando soube do choque. “Minha mulher está grávida de três meses. Fui com ela ao pré-natal, por isso ele ficou com a avó. Não sei nem o que dizer, meu Deus. Meu filho virou anjinho”, desabafou.

Fonte: Uol

GRANDE PONTO

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Cidades

FOTOS: Hospital de Campanha recebe apoio do SAMU após pane elétrica

Após fortes chuvas ocorridas na madrugada do dia 18 de Abril, uma pane elétrica atingiu parte da zona leste da capital potiguar, incluindo a região de Areia Preta, onde se encontra o Hospital de Campanha do município. Imediatamente o SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para dar suporte à instituição e um outro grupo gerador chegou para dar suporte à rede hospitalar.

Confira fotos de Pedro Vitorino:

Foto: Pedro Vitorino

Foto: Pedro Vitorino

Foto: Pedro Vitorino

Foto: Pedro Vitorino

 

Opinião dos leitores

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Política

Pazuello deve ganhar comando da Secretaria Especial de Modernização do Estado, no Planalto

O ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, deve ganhar nos próximos dias o comando da Secretaria Especial de Modernização do Estado (Seme). Neste sábado, Bolsonaro, em uma demonstração de confiança no militar que deve ser um dos principais alvos da CPI da Pandemia, levou o ex-ministro para uma viagem ao interior de Goiás, onde, sem máscara, causou aglomeração, apesar de o país registrar diariamente mais de 3 mil mortes por dia.

A secretaria de Modernização é subordinada à Secretaria-Geral da Presidência, chefiada pelo ministro Onyx Lorenzoni, e atualmente tem à frente o procurador da Fazenda Nacional, Sérgio Augusto de Queiroz. Se confirmado no cargo, Pazuello passará a despachar do Palácio do Planalto. A expectativa é que a nomeação seja publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União.

Segundo fontes de governo, a Seme foi a solução encontrada para abrigar Pazuello, que deixou o Ministério da Saúde no dia 23 de março, data da publicação no Diário Oficial. Sem encontrar um cargo para o ex-ministro imediatamente, o general acabou retornado às suas funções no Exército, mas com a promessa do presidente de que voltaria ao governo.

Inicialmente, chegou a ser cogitado entregar um ministério para que Pazuello mantivesse o foro privilegiado, o que gerou disputa no governo. Outros cargos também foram considerados para dar uma “saída honrosa” para o ex-ministro, o que não ocorreu também devido à resistência interna.

A secretaria especial não tem direito a foro privilegiado. O ex-ministro responde a um inquérito que apura a responsabilidade na crise na saúde pública de Manaus, que registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais em janeiro.

O inquérito corria inicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), mas no dia 24 de março o ministro Ricardo Lewandowski determinou o envio do processo para a primeira instância após Pazuello ter sido demitido por Jair Bolsonaro e, portanto, perder o foro privilegiado. A defesa do ex-ministro, no entanto, segue sendo feita pela Advocacia-Geral da União.

O anúncio da demissão de Pazuello foi feito por Bolsonaro no dia 15 de março em meio à escalada de mortes pela covid-19. O atual ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, chegou ao governo com o discurso pró-ciência e pedindo que a população use máscara e mantenha o distanciamento social.

A recomendação foi contrariada pelo presidente neste sábado ao visitar a cidade de Goianópolis, a 160 quilômetros de Brasília, ao lado de Pazuello e do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. No local, Bolsonaro cumprimentou apoiadores, alguns deles também sem máscara, incluindo idosos e crianças.

A saída do presidente ocorre em um momento em que o país tem superado, diariamente, mais de 3 mil mortes por Covid-19.

Nesta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial, a Presidência autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 2,6 bilhões para o Ministério da Saúde, focado no custeio de leitos UTI e aquisição de medicamentos.

Na última semana, governadores e prefeitos cobraram do governo federal a entrega de remédios do chamado “kit intubação”, utilizado em pacientes que precisam de respiradores mecânicos.

O GLOBO

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Saúde

Tecnologia brasileira reduz em 80% a necessidade de ‘pulmão artificial’, diz Fapesp

Um tomógrafo por impedância elétrica desenvolvido pela empresa paulista Timpel ajudou médicos do Massachusetts General Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, a reduzir em 80% a necessidade de pacientes com insuficiência respiratória aguda e indicação de terapia de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) serem submetidos ao tratamento. A terapia é popularmente conhecida como “pulmão artificial” e adotada em casos muito graves de covid.

No Brasil, o caso mais conhecido é o do ator Paulo Gustavo, que está internado com a doença e passa pelo tratamento com ECMO.

Os resultados do estudo foram descritos em artigo publicado na revista Respiratory Care. “A equipe de resgate pulmonar desse hospital tem utilizado o equipamento que desenvolvemos desde 2016 e vem obtendo resultados espetaculares”, disse Rafael Holzhacker, em palestra apresentada durante o webinar “Empreendedorismo científico e inovação em resposta à covid-19”, realizado pela FAPESP com apoio do Global Research Council em 7.abr.2021.

O tomógrafo desenvolvido pela empresa teve apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Faz a avaliação da resistência à passagem de uma corrente elétrica (a impedância), que varia substancialmente à medida que o paciente inspira e expira. Ao atravessar o tórax e encontrar diferentes resistências no percurso, a corrente elétrica indica a região dos pulmões por onde o ar está circulando, fornecendo uma informação vital ao médico, em tempo real, à beira do leito.

Isso permite que equipes médicas monitorem ininterruptamente e de forma não invasiva a condição do pulmão de pacientes com insuficiência respiratória. Desse modo, é possível otimizar a ventilação mecânica com o objetivo de reduzir complicações e lesões pulmonares e evitar o prolongamento desnecessário do procedimento.

“A ventilação mecânica é complexa, não intuitiva e apresenta vários perigos que não são visíveis à beira do leito. Além disso, as respostas dos pacientes são muito heterogêneas”, apontou Holzhacker.

A evolução dos pacientes durante a intubação é lenta e a estratégia de ventilação mecânica adotada em um caso pode não funcionar em outro.

“Por isso, é muito importante a equipe médica ter indicadores individualizados para visualizar a condição do pulmão de um paciente para realizar a ventilação mecânica adequadamente, com a finalidade de diminuir o tempo de dependência e, consequentemente, os efeitos colaterais da intubação”, afirmou Holzhacker.

UTILIZAÇÃO NOS EUA

Com o auxílio do equipamento, a equipe médica do Massachusetts General Hospital desenvolveu estratégias de ventilação mecânica individualizada para 15 pacientes com insuficiência respiratória aguda internados na instituição e com indicação de ECMO.

Por meio de manobras de ventilação mecânica visualizadas por meio do tomógrafo, eles conseguiram que apenas dois dos 15 pacientes com indicação de ECMO fossem submetidos ao procedimento, em que o sangue do paciente circula fora do corpo, por meio de cânulas, passa pela bomba e membrana de um equipamento que funciona como um pulmão artificial e retorna oxigenado para o corpo.

“O ECMO é um dos últimos recursos utilizados em uma UTI por ser caro e muito complexo, mas com a pandemia de covid-19 a necessidade dessa terapia foi multiplicada”, disse Holzhacker.

A mesma equipe médica do hospital americano relatou em outro estudo, publicado no início de 2020 na revista Critical Care, ter conseguido também com base na ventilação mecânica individualizada visualizada através do tomógrafo desenvolvido pela Timpel reduzir pela metade o risco de morte de pacientes obesos e com insuficiência respiratória aguda que necessitaram ser intubados.

*Elton Alisson | Agência Fapesp

PODER360

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Educação

Estudantes poderão se candidatar a bolsas remanescentes do Prouni no início de maio

 

Nos dias 3 e 4 de maio, o Ministério da Educação abrirá as inscrições para a ocupação de bolsas remanescentes do processo seletivo do primeiro semestre de 2021 do Programa Universidade para Todos (Prouni). A inscrição será realizada exclusivamente pela internet, no site oficial do Prouni.

As bolsas remanescentes ofertadas são aquelas não preenchidas no processo seletivo regular para o primeiro semestre de 2021. Os estudantes que fizeram qualquer uma das edições do Enem nos últimos 10 anos, poderão se inscrever para disputar uma das bolsas ofertadas. Entre os critérios exigidos, estão o bom desempenho no Enem, com a pontuação mínima obtida de 450 pontos, e a condição socioeconômica do estudante.

O resultado está previsto para ser divulgado no dia 7 de maio e o prazo para que os aprovados entreguem a documentação necessária, é de 10 a 13 de maio. (Brasil 61)

DIÁRIO DO PODER

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Meio Ambiente

Cinco anos depois, pesquisadores encontram metais tóxicos em peixes do Rio Doce

Estudos desenvolvidos pela Rede Solos Bentos Rio Doce constataram que os rejeitos despejados pela Samarco aumentaram significativamente a presença de metais e metalóides nas águas, no solo e também nos peixes, que servem de alimento para boa parte das pessoas que vivem nas regiões próximas às margens do Rio Doce.

Joint-venture da Vale e da BHP Billiton, a Samarco é a empresa responsável pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em novembro de 2015. A barragem integrava o Complexo Minerário de Germano. Na tragédia, cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeito escoaram ao longo do Rio Doce, causando impactos socioambientais em dezenas de municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

As análises feitas pelos pesquisadores tiveram início antes mesmo de os rejeitos, ricos em ferro, alcançarem o estuário do Rio Doce. “Assim que soubemos do rompimento da barragem iniciamos a coleta de amostras, de forma a termos material para complementar posteriormente o estudo”, disse o coordenador da Rede SoBen Rio Doce e professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ângelo Bernardino.

A chegada dos rejeitos no estuário do rio durou entre 12 e 15 dias. Novos estudos, para acompanhar os primeiros efeitos desse lançamento de rejeitos no ecossistema, começaram a ser feitos pelo projeto, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). “Comprovamos então o impacto desses rejeitos nos ecossistemas lacustres e na bacia do rio, assim como no estuário. Acredita-se que houve impacto sensível também na região marinha próxima”, disse o coordenador dos estudos.

“Ainda em novembro de 2015, dias após a chegada dos rejeitos, vimos perda de biodiversidade. Cerca de 30% dos organismos que ali estavam, não estavam mais. Registramos um aumento muito rápido na concentração de metais e metalóides que não estavam lá, e vimos mudanças no ecossistema e no habitat do fundo do Rio Doce. Os estudos dos impactos iniciais foram publicados em 2017. Desde então, continuamos acompanhando o que acontece por ali”, acrescenta o professor

Risco ecológico

Os estudos mostraram que o acúmulo e a presença em grandes concentrações de metais colocavam o estuário sob grande risco ecológico. Esse risco decorre não apenas da concentração individual de metais, mas de suas combinações toxicológicas com outros materiais, uma vez que os rejeitos não ficam inertes após serem depositados no fundo dos estuários.

Processos bioquímicos são naturalmente alterados no fundo do estuário em função de presença ou ausência de oxigênio. Essas oscilações, no entanto, acabam sendo alteradas com a chegada dos rejeitos e com as reações causadas pelo ferro vindo da barragem com outros materiais encontrados ao longo do rio. “Esses elementos deixam então o fundo do rio e os solos para serem liberados na coluna d’água, de forma a contaminar também a fauna”, detalha Bernardino.

“Vimos então a hipótese sendo verificada: ao se tornar biodisponível, parte desses elementos se acumularam na fauna, em especial nos peixes que são consumidos pelas populações locais”, completou.

Segundo o pesquisador, foi constatada a presença de manganês, metal que, ingerido de forma mais constante, pode resultar em efeitos adversos à saúde humana, causando distúrbios neurodegenerativos, como Alzheimer e Mal de Parkinson, além de toxicidades cardiovasculares e danos ao fígado. “Verificamos também o incremento de vários outros metais [além do manganês] em tecidos de peixes do Rio Doce, como o Bagre, muito consumidos apesar de a pesca estar restrita na região”, disse.

“A situação é complicada porque muitas pessoas que vivem ali não têm a menor condição de consumir outra proteína, que não a dos peixes”, completa. (ABr)

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. O povo pagando o preço da privatização, mas, provavelmente o minério ficou mais barato, e os funcionários com salários mais baixos, do geito que os empresários desejam e parte do povo brasileiro acredita que deve ser.

    1. Foi o teu ladrao vagabundo Lula que privatizou , deixa de escrever MERDA, governos tem que cuidar da saúde etc …que bosta o governo tem que ser empresário , só se for para roubar como os PTralhas fizeram com a PETROBRAS

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Saúde

Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 26 milhões, 12,29% da população

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou neste sábado, 17, a 26.024.553, o equivalente a 12,29% da população total. Nas últimas 24 horas, 246.610 pessoas receberam a vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 21 Estados e Distrito Federal.

Do total de vacinados, 9.479.785 receberam a segunda dose, o que representa 4,48% da população com a vacinação completa contra o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, 344.826 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, o Brasil aplicou 591.436 imunizantes neste sábado.

Em termos proporcionais, o Rio Grande do Sul é o Estado que mais vacinou sua população até aqui: 16,89% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Mato Grosso, onde 8,60% receberam a vacina. Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (6 milhões), seguido por Minas Gerais (2,59 milhões) e Bahia (2 milhões).

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Tá muito lenta essa aplicação de vacinas, 500 mil por dia. Nesse ritmo vai levar dois anos para vacinar toda a população. tinha que ser pelo menos dois milhões, incompetência total dos nossos gestores.

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Economia

Renda da classe média no Brasil cai de 20% a 50% na pandemia

A empresária Lilian Varella, 60, se emociona ao ver o Drosophyla Bar, em São Paulo, vazio. Após oferecer, sem sucesso, um serviço de delivery, e reabrir por um curto período até janeiro, ela fechou as portas novamente. Sem clientes, viu o dinheiro que guardou nos últimos anos praticamente ir embora. “O setor está acabado. O governo disse que em janeiro iria oferecer ajuda, mas estamos à deriva”, conta.

Para ajudar nas despesas, ela renegociou na Justiça o valor do aluguel e colocou à venda parte da mobília do bar, instalado em um casarão antigo —um sofá de seis lugares custa R$ 440; uma cadeira, R$ 350.

O aperto nas contas que Lilian teve de fazer não é um caso isolado. Ainda que os mais pobres formem a fatia mais vulnerável aos efeitos da Covid-19, com forte retração nos ganhos especialmente entre os que dependem do trabalho informal, a pandemia também impõe perdas para as camadas médias.

Oito em cada dez famílias em que o rendimento mensal com o trabalho fica acima de cinco salários mínimos perderam renda no quarto trimestre de 2020 ante igual período do ano anterior, e em termos reais, já considerada a inflação.

A maior parte desses domicílios de maior renda perdeu entre 20% e 50% do que costumava ganhar por mês, sendo que 7% dessas famílias perderam tudo o que habitualmente recebiam –ou seja, quem trabalhava naquela família ficou sem trabalho.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, compilados pela consultoria IDados. Domicílios com rendimento mensal acima de cinco salários (ou a partir de R$ 5.225, pelo valor do ano passado) são considerados das classes média, média-alta e alta.

A pesquisa, feita desde 2012 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), permite acompanhar um domicílio por até cinco trimestres. Com a pandemia, parte dessa amostragem foi prejudicada, pois os levantamentos deixaram de ser feitos presencialmente. A perda de amostra, porém, não afetou a análise do rendimento, explica a pesquisadora da IDados Mariana Leite.

Observando os dados, Mariana avalia que é difícil prever quando esses brasileiros que perderam renda, mesmo os da classe média e média-alta, vão conseguir repor parte das perdas que tiveram nos últimos meses. “O que parece claro é que a recuperação da economia vai continuar devagar.”

Os dados mais recentes da Pnad Contínua apontam que o desemprego no país era de 14,2% no trimestre que vai de novembro até janeiro, o equivalente a 14,3 milhões de pessoas na fila por um trabalho.

Outro levantamento, feito também a partir da Pnad Contínua, mas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostra que os domicílios mais ricos sofreram a maior redução proporcional na renda vinda do trabalho. Entre a classe média e a classe alta, as perdas reais foram de 1,55% a 7,44% do rendimento no quarto trimestre, respectivamente. “As famílias enfrentam uma queda de qualidade de vida e de consumo, também pelo aumento da inflação”, diz Sandro Sacchet de Carvalho, do Ipea.

Nos últimos meses, a classe média teve de trocar os filhos de escola e rever despesas com produtos mais caros, reorganizar o seu orçamento, ele lembra. E um dos grupos mais afetados foi o dos empregadores, donos de pequenos negócios, por exemplo.

“Virei, praticamente, uma morta-viva”, conta a empresária Tita Dias, 64, sócia do restaurante paulistano Canto Madalena. Depois de fazer um empréstimo, ela recorreu às economias para que o estabelecimento não fechasse de vez. “Foi como jogar dinheiro pela janela.” Com o agravamento da crise sanitária, ela optou por não oferecer o serviço de delivery, para não colocar os funcionários em risco.

“A sorte é que também sou aposentada e não dependia do restaurante para me sustentar, mas o impacto foi grande. A família teve de negociar o preço do plano de saúde e evitamos um aumento no aluguel”, diz Tita. Agora, com a fase de transição no Plano SP, iniciada neste domingo (18), ela pretende reabrir aos finais de semana, a partir de sábado (24).

O Ipea também apontou que as famílias mais afetadas pela inflação em março foram as de classe média e de média-alta. A variação de preços para esses grupos passou de 0,98% e 0,97% em fevereiro, respectivamente, para 1,09% e 1,08%, sobretudo devido ao aumento dos combustíveis.

Parte das perdas de recursos que vêm do trabalho se deu também por reflexo dos programas de redução de jornada e suspensão de contrato, que, se por um lado serviram para preservar empregos, por outro afetaram o bolso dos trabalhadores.

Para possibilitar a jornada reduzida –com consequente redução no pagamento– foi criado o BEm (Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda), que repunha parte do corte salarial. Por pressão dos empresários, que tiveram de reduzir ou suspender atividades por causa do recrudescimento da pandemia, os acordos de suspensão de contratos e redução de jornadas devem ser retomados este ano.

A pandemia mudou a vida de Patrícia Polonca, 45. Antes da quarentena, a ex-promotora organizava eventos corporativos de grande porte ao lado do marido, Gustavo, 47. Com as medidas de isolamento impostas para ajudar a conter o vírus, o mercado de eventos minguou e a família precisou se ajustar.

“A gente estava há 20 anos no mercado, mas a demanda desapareceu. Os eventos virtuais existem, mas não são a mesma coisa”, afirma.

Com a nova realidade, eles trocaram os filhos Pedro, 11, e Luca, 9, de uma escola tradicional na Vila Mariana, em São Paulo, pela Luminova, na Barra Funda, pagando menos da metade na mensalidade. “Eles se adaptaram rápido às aulas online”, conta.

Patrícia também aproveitou para retornar à antiga profissão, de designer de interiores. Hoje, dá consultoria pela internet para quem faz home office e precisa adequar a casa às novas necessidades da família. O marido transformou as consultas online como terapeuta holístico, que antes ajudavam a complementar a renda, em atividade principal.

“Todo esse cenário é preocupante para a classe média, mas também é importante lembrar que o número de pessoas que ganham até um salário mínimo estão em uma situação mais frágil no mercado de trabalho”, destaca Mariana, da IDados.

As famílias mais pobres sentem perda de renda quase que de imediato, e entre as famílias que ganham até um salário mínimo e perderam renda, quase 60% perderam tudo o que ganhavam no fim de 2020, ainda segundo a IDados.

A impossibilidade de trabalhar como informal durante a pandemia, por exemplo, poderia levar facilmente uma família com menos recursos ao desamparo, sem medidas de auxílio para compensar o baque causado pela pandemia.

O pagamento do auxílio emergencial (que já foi de R$ 600 em abril passado e deixou de ser pago em dezembro, quando a parcela já era de R$ 300) ajudou a amortecer a queda na renda dos mais pobres. Para este ano, apesar do agravamento da pandemia, o benefício aos mais desamparados voltou com quatro parcelas mensais de R$ 150 a R$ 375, conforme a situação da família.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Quer dizer sr. Gustavo, que o Covid19 e culpa do Bolsonaro? “Se” oriente e não escreva besteira.

  2. E ainda tem uns que “uns” que fizeram consignado no benefício dos pais, avós, para comprar armas…
    Quem pensou numa boiada que apertou 17 em 2018, acertou.

    1. Por trás de um Esquerdista preguiçoso, tem um pai e mãe que trabalham.

  3. Obrigado, Bolsonaro, por nos entregar um país ainda pior do que aquele que você recebeu. Mais desemprego, maior inflação, mais violento e ainda mais polarizado.

    1. pt e stf tiveram participação prepoderante nesse resultado, e o Lockdown foi o mecanismo eficiente pra sucesso desse resultado negativo ao povo brasileiro. O governo federal tentou evitar, em vão, pois o stf delegou aos governo estaduais e municipais a tarefa de parar o setor produtivo, impedindo os planos do governo federal de manter a cadeia produtiva funcionando. Depois da triunfante vitória da corrupção, o PT também pode comemorar esse objetivo alcançado, destroçar a economia dos brasileiros. Repugnante

    2. Fernando, tomou aftosa? Com lockdown vai morrendo quase 400 mil. Como seria sem lockdown, conforme queria o asno superior? Tivesse o asno superior, no início da pandemia, não aderido ao negacionismo (quando tínhamos 130 mortos, Bolsonaro disse que não morreriam nem 800), não teria assustado os Estados e o STF.

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