Saúde

Imunidade coletiva, bolhas de proteção ou distanciamento? O que explica queda da pandemia de Manaus a Estocolmo

Foto: BBC

Após a chegada do coronavírus, Manaus registrava 15 mortes diárias no início de abril, 78 um mês depois e atualmente essa cifra não passa de 10. Na Suécia, a média diária de mortes era 20 no início de abril, passou a 80 um mês depois e atualmente está em torno de 14.

Nenhuma das duas localidades adotou um bloqueio total à circulação de pessoas, como ocorreu em partes da China, Itália e Espanha. Então, como o número de mortes e internações está caindo ou não está subindo com a economia aberta?

Há três hipóteses em voga: distanciamento social, imunidade coletiva e bolhas de proteção.

A primeira e principal explicação, baseada em dezenas de estudos e análises de dados municipais, é que o distanciamento social praticado por parte da população surtiu efeito. Mesmo adotado de forma parcial e não obrigatória. O mesmo vale para o uso de máscaras. Não está no patamar ideal, mas tem colaborado para salvar vidas e evitar hospitais lotados. Só que alguns pesquisadores dizem que o distanciamento não explica sozinho porque o número de internações não voltou a crescer na capital amazonense, por exemplo.

A segunda hipótese tem gerado debate entre pesquisadores no Brasil: imunidade coletiva (ou “de rebanho”). Segundo essa visão, algumas cidades brasileiras atingiram um patamar de pessoas infectadas alto o suficiente (e bem menor do que se estimava) para que o vírus tivesse dificuldade para encontrar a quem infectar. A partir daí, a epidemia teria perdido força em Manaus ou São Paulo, por exemplo.

Esse conceito de imunidade coletiva, associado à estratégia de vacinação, explicaria porque não é necessário imunizar 100% da população para conter o espalhamento de uma doença. Em alguns casos, vacinar 80% já surtiria o efeito esperado porque derruba a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar alguém suscetível. No caso da covid-19, há quem fale que isso acontece quando um terço da população foi infectada, metade do patamar estimado pela maioria dos pesquisadores, em mais de 60% (leia mais abaixo).

Mas se a parcela da população com anticorpos contra o coronavírus não passa de 8% em Manaus e de 12% em São Paulo, segundo estudos de âmbito nacional e municipal, como essas e outras cidades teriam atingido uma imunidade coletiva na pandemia atual?

Para o físico Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, aventar essa hipótese de imunidade de rebanho é perigoso e antiético por diversos motivos, principalmente por falta de evidências científicas e pelo risco de fundamentar medidas de governantes contra o distanciamento social, como se o pior da pandemia já tivesse quase passado, o que poderia estimular a circulação do vírus e aumentar o número de mortes.

Segundo projeções, mais de 1 milhão de brasileiros morreriam até o país atingir a imunidade de rebanho, e mesmo assim o vírus ainda circularia e não se sabe por quanto tempo as pessoas ficam imunes a ele.

“É igual à defesa da cloroquina. Se constrói argumentos de veracidade sem evidência. E em um país onde existe um negacionismo violento, isso é até perigoso. O Brasil não achatou a curva e governantes estão tentando falsificar a ideia de controle da epidemia. Somos um dos únicos países do mundo que adotaram medidas de reabertura com o número de casos e óbitos crescendo.”

Segundo ele, é questão de tempo até novas ondas de infecções e mortes em cidades que atualmente registram quedas nesses índices.

Por fim, a terceira possível explicação para o recuo da pandemia em algumas cidades brasileiras passa por bolhas de proteção, que, a grosso modo, incorpora as hipóteses de distanciamento social e imunidade coletiva.

Nesta visão, a doença tem dificuldade de circular porque parcelas da população são expostas inicialmente ao vírus, mas em geral não convivem tanto com outros grupos sociais que não foram expostos. Assim, surgem “bolhas” em que distanciamento e imunidade coletiva surtem efeito a ponto de “confinar” o espalhamento do coronavírus.

Mas isso varia muito de uma região para outra das cidades. Quanto mais adensadas e precárias as condições de vida de um bairro, mais vulneráveis serão os moradores dele. Segundo estudos do grupo de pesquisadores Ação Covid-19, esse equilíbrio é tão instável que o contato com pessoas doentes de outros bairros ou cidades pode, por exemplo, estourar essas bolhas de proteção e resultar em novas ondas de infecção.

Por que imunidade coletiva desperta tanto debate?

Esse conceito de imunidade de grupo gera controvérsia desde o início da pandemia. Inicialmente, o debate girava em torno da possibilidade de orientar estratégias dos países contra a doença.

Seria possível um país deixar de adotar quarentenas até que a população atingisse o patamar de imunidade coletiva necessário para conter o vírus? O Reino Unido cogitou seguir essa linha, mas as projeções de que isso levaria a milhares de mortes fizeram o governo recuar. A Suécia segue mais ou menos nessa vertente.

Um ponto central no debate atual sobre imunidade coletiva envolve lugares onde os casos caíram sem quarentenas e poderiam estar mais “protegidos” contra novas ondas de doenças, como a Suécia.

Qual foi o resultado da estratégia sueca? Até agora, em comparação aos vizinhos nórdicos, a Suécia teve até sete vezes mais mortes e o declínio econômico foi equivalente ao de quem fechou comércios e escolas (já que habitantes evitaram circular nas ruas).

Mas o número de mortes tem caído no país, algo que reacende o debate sobre imunidade coletiva. O país nórdico teria atingido o patamar, que seria muito menor do que se estima? Há menos pessoas suscetíveis do que se imagina, já que há outras defesas do corpo que podem combater o coronavírus além dos anticorpos, como as células T (leia mais abaixo)?

Em geral, calcula-se o patamar hipotético para conter a circulação do vírus a partir do número de pessoas que podem ser contaminadas por alguém com a doença. No caso da covid-19, estima-se que 10 infectados têm o potencial de transmitir o vírus para cerca de 25 pessoas.

Pesquisadores consideram que, no caso da covid-19, o patamar é de pelo menos 60% da população. Em linhas gerais, sem ponderar a vulnerabilidade de cada faixa etária, isso representaria pelo menos 127 milhões de brasileiros infectados e 1,3 milhão de mortos, sem contar o impacto da falta de leitos hospitalares e as sequelas em pacientes recuperados, que relatam fadiga e falta de ar meses depois da infecção.

Esse patamar de pelo menos 60% não é igual para todos os habitantes. Varia conforme o país, a faixa etária, a adesão ao distanciamento e a condição socioeconômica, por exemplo.

O debate ganhou força com números de um estudo publicado na revista Science sobre o tema, considerando essa heterogeneidade de suscetibilidade em uma população.

Segundo pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, esse patamar pode ser de 43% ou até mesmo 34%, se a taxa de contágio da covid-19 for menor do que se imagina (em média, 10 infectados contaminariam 20 pessoas em vez de 25).

Mas os editores da própria Science publicaram uma carta em que afirmam que mesmo que a previsão mais otimista de 43% esteja correta, não há nenhum estudo que aponte que qualquer país esteja próximo da imunidade coletiva. “A continuidade de intervenções não farmacêuticas (como distanciamento social) ao redor do mundo ainda é de grande importância.” Enfim, novas ondas de infecção não estão descartadas.

Bolhas de proteção podem explicar a queda em Manaus e São Paulo?

O debate sobre imunidade coletiva no Brasil se concentra principalmente sobre o que está acontecendo em Manaus e São Paulo. Como a pandemia pode recuar se não há gente suficiente com anticorpos e se muitos não aderem ao distanciamento social?

Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha com uma taxa de prevalência de anticorpos em cerca de 14% da população da capital do Amazonas e pouco mais de 3% em São Paulo. Segundo o biológo Fernando Reinach, um estudo na cidade de São Paulo apontou que regiões mais pobres da capital paulista registravam 16% de infectados em junho.

“Em Manaus, o número de casos subiu rapidamente, não foram adotadas medidas drásticas de isolamento social, os mortos foram enterrados em valas comuns no pico, e logo em seguida o número de casos diminuiu. Qual a causa dessa rápida queda do número de infectados em Manaus? Teria a cidade atingido a imunidade de rebanho? Um modelo matemático demonstra que isso pode ter ocorrido, e talvez esteja ocorrendo em cidades como São Paulo”, escreveu Reinach em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo no sábado.

(Estudos do projeto Monitoramento Covid-19, do qual Reinach é membro, apontaram que no fim de junho 11% da população da cidade de São Paulo tinha anticorpos contra covid-19. A taxa entre pessoas que não concluíram o ensino fundamental era 23%, ante os 5% entre aqueles com diploma universitário.)

A física Patricia Magalhães, pesquisadora da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e seus colegas do grupo de cientistas Ação Covid-19 apontam outra hipótese para a queda do contágio em São Paulo: um fenômeno conhecido como bolha de proteção.

Essa hipótese é calculada por meio de um modelo matemático multiagente, que simula a interação das pessoas na pandemia da vida real. Nele, o espalhamento da doença em uma localidade é estimado a partir dos contatos pessoais dentro de um espaço delimitado (como um bairro, por exemplo).

As “pessoas” são colocadas dentro desta grade e se movem independente e aleatoriamente ao longo do tempo. Quando elas se encontram nesse cenário hipotético, mas não estão infectadas, seguem o rumo. Quando uma delas está infectada, pode passar a doença para a outra.

Com o tempo, o distanciamento (pessoas paradas ou transitando menos) e a imunização crescente reduzem as possibilidades de transmissão do vírus de uma pessoa para outra dentro de uma bolha.

Mas a transmissão não é igual em todos os bairros de uma cidade, e depende da vulnerabilidade dessas pessoas à contaminação onde elas vivem.

Para traduzir isso em números, Magalhães e outros pesquisadores inserem nos cálculos o IDH (índice de desenvolvimento humano) ou o Índice de Proteção Covid-19 (IPC19), criado pelo grupo Ação Covid-19. Este indicador leva em conta fatores socioeconômicos para definir quão protegidas ou desprotegidas estão as pessoas de diferentes classes. Número de moradores na mesma casa, saneamento básico, densidade demográfica, renda familiar, raça ou cor de pele.

Além das condições sociais, há outros três grandes parâmetros usados nesses cálculos: 1. a quantidade de pessoas que adere ao distanciamento social; 2. a densidade demográfica de cada região; 3. o número de pessoas que desenvolveram anticorpos. Quem quiser pode fazer as simulações neste link aqui.

“O nosso modelo mostrou que a taxa de contaminação na cidade de São Paulo está caindo. E fomos surpreendidos por esse resultado. Ao tentar entendê-lo a fundo, observamos que as pessoas tendem a contaminar mais seu entorno, onde as pessoas ao seu redor não são mais suscetíveis, ou porque estão isoladas ou porque já tiveram a doença. Isso leva a uma redução da propagação da doença”, afirmou Magalhães à BBC News Brasil. O mesmo pode estar acontecendo em Manaus.

A cientista ressalta, no entanto, que esse equilíbrio é frágil porque o vírus não deixa de circular e não se sabe exatamente onde regiões das cidades vivem essa situação porque há poucos testes de covid-19 para identificar quem está infectado e quem já produziu anticorpos.

Como essas bolhas não são isoladas, no momento em que o distanciamento social cai ou uma pessoa infectada de outro bairro ou município adentra uma área em “equilíbrio instável”, a doença pode voltar a se espalhar com força novamente.

Vale lembrar que o número de infecções tem caído nas capitais de São Paulo e do Amazonas, mas crescido nas cidade do interior desses Estados.

O que são as células T e por que são associadas à queda de mortes na Suécia?

Imunidade é o conjunto de mecanismos do corpo que nos protegem de infecções. É uma complexa rede de células, órgãos e tecidos que trabalham juntos para se defender contra microrganismos e substâncias tóxicas que podem nos deixar doentes.

Existem dois tipos de imunidade: a inata (ou natural) e a adaptativa.

A primeira está sempre pronta para agir quando qualquer invasor é detectado no corpo. Ela inclui a liberação de substâncias químicas que causam inflamação e células brancas capazes de destruir células infectadas. Mas esse sistema não é específico para o coronavírus. Ele não irá aprender e tampouco lhe dará imunidade contra a covid-19.

A segunda, a resposta adaptativa, é dividida em dois ramos: imunidade derivada de anticorpos, também denominada imunidade humoral, e imunidade celular exercida por células chamadas linfócitos T (ou células T), conhecida como resposta celular. Esta pode atacar apenas as células infectadas com o vírus, por exemplo.

E o que isso tem a ver com o debate sobre imunidade coletiva, bolhas de proteção e distanciamento social?

O caso da Suécia pode ser ilustrativo para explicar essa relação. O país nórdico, como dito anteriormente, decidiu não adotar medidas duras de restrição à circulação de pessoas como forma de combater a covid-19.

Em relação aos países vizinhos, a média de mortes por 1 milhão de habitantes na Súecia por covid-19 chegou a ser quatro vezes a da Finlândia e sete vezes a da Noruega. Desde meados de maio, nenhum país da região passa de 15 novos casos diários por 1 milhão de habitantes, exceto a Suécia, atualmente com 40.

Mas a doença não se espalhou de forma descontrolada em território sueco, com hospitais lotados e milhares de mortos. O número de infecções e mortes em território sueco tem caído.

A principal explicação é que, mesmo sem quarentenas ou lojas fechadas, a maioria da população circulou menos na rua. Dados de celulares coletados pela Apple e pelo Google apontam isso, por exemplo.

Mas o debate sobre o recuo da pandemia na Suécia passa também pelo impacto da quantidade de pessoas imunes. No fim de abril, pico da doença na Suécia, estudos oficiais apontavam que apenas 7,3% da população na região de Estocolmo haviam produzido anticorpos contra a doença.

Por outro lado, um estudo liderado pelo instituto sueco Karolinksa apontou que pessoas que testaram negativo para anticorpos contra o coronavírus ainda podem ter alguma imunidade.

Para cada pessoa que testou positivo para anticorpos, o estudo encontrou duas que tinham células T específicas que identificam e atacam células infectadas pelo Sars-CoV-2. Ou seja, a quantidade de pessoas imunes ao novo coronavírus pode ser muito maior do que apontam os estudos que quantificam pessoas com anticorpos.

Essa presença das células T foi observada também em pessoas que tiveram casos leves ou sem sintomas de covid-19. Mas ainda não está claro se isso apenas protege esse indivíduo ou se também pode impedi-lo de transmitir a infecção a outras pessoas.

Uma característica particular do segundo tipo de imunidade do corpo humano, o adaptativo, é que ele deixa memória. Mas o novo coronavírus, Sars-CoV-2, não é conhecido há tempo suficiente para se saber o quanto dura essa memória de imunidade contra ele.

Há relatos preliminares de pessoas que parecem ter sido infectadas mais de uma vez pelo novo coronavírus em um período curto de tempo. Mas o consenso científico é de que a questão eram os testes, com os pacientes sendo incorretamente informados de que estavam livres do vírus.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Está dita segunda onda para mim nada mais é do que o efeito colateral do falacioso "fica em casa".

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Brasil

[VÍDEO] “LULA É O PAI DO TIGRINHO”: Rogério Marinho afirma que oposição tentou “barrar cassinos online”, mas presidente e PT “derrubaram medida na Câmara”


O senador Rogério Marinho (PL) afirmou que Lula (PT) é o “pai do tigrinho” e que, enquanto a oposição tentou barrar os cassinos online, o presidente e o PT “derrubaram essa medida na Câmara e liberaram os jogos de azar, que endividam milhões de brasileiros”.

“Agora, às vésperas das eleições, o governo do PT finge ser vítima do próprio crime. Deixe de mentir, Lula”, criticou o senador em publicação nas redes sociais.

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Brasil

[VÍDEO] PREJUÍZO: Flamengo reage a Lula e prevê perda de R$ 400 milhões com fim das bets


O Flamengo voltou a se posicionar contra a proibição das bets defendida pelo presidente Lula (PT). Nesta sexta-feira (25), o clube divulgou uma nota afirmando que uma mudança brusca nas regras atingiria contratos já firmados e a receita do esporte. O presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, estimou ao Metrópoles um impacto de cerca de R$ 400 milhões nas receitas do Flamengo em 2027, caso as plataformas deixem de operar no país.

“Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório”, afirmou o clube. O Flamengo defende regras mais duras e punição para quem descumprir a lei, mas sustenta que uma proibição afetaria também o futebol feminino, as categorias de base, os empregos e a arrecadação de impostos.

Bap disse que a conta do Flamengo inclui patrocínios e outros contratos ligados ao setor. Para ele, o impacto no futebol brasileiro seria bilionário. O clube também argumenta que o fim das empresas autorizadas não acabaria com as apostas e poderia ampliar o mercado clandestino. Trata-se de uma estimativa do dirigente, já que a proibição ainda não foi adotada.

Lula tem afirmado que pretende acabar com as bets e criticou a dependência dos clubes desse dinheiro. O governo prepara uma medida provisória para endurecer as regras do setor. A reação do Flamengo se soma à de outros clubes da Série A que já se manifestaram contra a possível proibição

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Brasil

[VÍDEO] DESESPERO DA ESQUERDA: Fake News antiga sobre Nossa Senhora Aparecida é reciclada para atacar Flávio Bolsonaro

A criatividade da esquerda em época de eleição parece se resumir a uma única estratégia: a máquina de mentiras. A bola da vez é a requentada e rasteira fake news de que o senador Flávio Bolsonaro gostaria de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

A historinha é velha e manjada. Trata-se de um projeto de lei lá de 2007 — que foi sumariamente arquivado ainda em 2008. Mesmo assim, a mentira é reciclada desde a eleição de 2018 e, agora,  novamente. O pior é que o absurdo foi endossado por uma emissora de televisão, que precisou pedir desculpas horas depois por espalhar a mentira de que a Igreja Católica estaria mobilizada contra uma suposta investida dos evangélicos.

O episódio escancara o tamanho do desespero da campanha governista, criando o que a  imprensa chamou de maior Fake News da Campanha 2026.

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Geral

[VÍDEO] Prefeitura do Natal apresenta projeto de requalificação da Área de Lazer do Panatis

A Zona Norte de Natal vai ganhar de cara nova um dos seus espaços mais tradicionais. A Prefeitura apresentou nesta sexta-feira (25), no Palácio Felipe Camarão, o projeto de requalificação completa da Área de Lazer do Panatis, elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla).

Com um investimento de R$ 11 milhões, o projeto integra o plano de investimentos Pra Frente Natal e promete transformar o espaço em um verdadeiro complexo de esporte, cultura, lazer e convivência para as famílias da região.

O prefeito Paulinho Freire destacou a importância de modernizar equipamentos públicos. “Queremos oferecer uma estrutura que possa ser utilizada para a prática esportiva, para o lazer, para a cultura e também para a convivência das famílias”, afirmou.

O projeto prevê a reorganização e ampliação de toda a estrutura atual com campo de futebol society, quadra poliesportiva, quatro quadras de areia para beach tennis e futebol, ciclovia, pista de corrida, academias da terceira idade e inox, além de um espaço de skate modernizado com a integração do bowl a um novo street park.

Na parte de lazer e convivência, a área contará com quatro playgrounds, áreas para piquenique, jogos de tabuleiro em caramanchão, espaço pet e um espaço empreendedor articulado com o Sebrae e a Sepae para fomentar a economia da Zona Norte; já o eixo de cultura e serviços trará uma concha acústica com palco para apresentações, escola de música e a permanência das sedes do CRAS e da Guarda Municipal, tudo integrado por total acessibilidade e um projeto paisagístico com maior arborização.

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[VÍDEO] Daniella Marques, assessora econômica de Flávio, compara Lula a “marido tóxico, abusivo e narcisista”, que “finge que protege as mulheres”

A assessora e coordenadora econômica da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, comparou o presidente Lula (PT) a um “marido tóxico, abusivo e narcisista” ao criticar as políticas do governo voltadas às mulheres. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Meio Dia RN, da 96FM, desta sexta-feira (25).

“Lula é aquele marido tóxico, abusivo, narcisista, que finge que te protege, mas mina sua autoestima e sua capacidade de crescer, é o que ele faz”, afirmou Daniella.

Na avaliação dela, o governo oferece benefícios básicos, mas não cria condições para que as mulheres conquistem autonomia financeira. “Fica dando aquele básico, faz um discurso que parece que protege, mas no final aprisiona sem grades”, disse.

Daniella também criticou as viagens de Janja e afirmou que a primeira-dama teria viajado à Organização das Nações Unidas (ONU) com recursos públicos. “O programa do Lula só tem a Janja viajando com nosso dinheiro; ela viajou para a ONU e se hospedou num hotel de R$ 200 mil a diária”, declarou.

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Conselho Superior do MPF tem maioria para manter Gonet à frente do caso do Banco Master

Foto:  Victor Piemonte/STF

O Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) formou maioria de 5 votos para manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente do caso do Banco Master. O colegiado, portanto, formou maioria nesse sentido.

O Conselho é um órgão composto pelos 10 integrantes da cúpula da instituição. Com a ausência de Gonet, nove integrantes participam da votação.

O colegiado, no entanto, está dividido sobre a designação de um subprocurador-geral da República para apurar fatos relacionados à atuação de Gonet: o placar está em 3 a 2, com dois votos contra a designação e três a favor de avançar com uma apuração preliminar sobre a conduta dele.

*Em atualização

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Prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, rompe com Samanda e declara apoio a Zenaide Maia e destaca quase R$ 35 milhões destinados a Caicó pela senadora

O prefeito Dr. Tadeu anunciou apoio à reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD), número 555, e confirmou que também apoiará Styvenson Valentim para o Senado e Allyson Bezerra para o Governo do Estado.

Ao justificar a decisão, o prefeito afirmou que seu critério foi “fazer por Caicó e pelo povo de Caicó”, destacando a relação histórica da senadora com o município, onde estudou e morou na Casa da Estudante antes de cursar Medicina.

Dr. Tadeu citou 47 emendas parlamentares, que somam quase R$ 35 milhões, incluindo recursos para o novo matadouro público, pavimentação de ruas, custeio do Hospital Regional do Seridó, Faculdade de Medicina e construção do pontilhão. “Isso não é promessa. É trabalho”, declarou.

O prefeito também destacou o compromisso de Zenaide em lutar pela implantação de um hospital universitário federal em Caicó, uma reivindicação antiga do Seridó.

Sobre a mudança de apoio ao Senado, explicou que a decisão anterior estava relacionada a compromissos do Governo do Estado, mas que, após seu alinhamento com Allyson Bezerra, teria ocorrido um distanciamento político. Em relação a Zenaide, afirmou: “Continuou firme, ajudando Caicó do mesmo jeito. Isso tem nome: grandeza”.

Ao final, Dr. Tadeu convocou os caicoenses a mobilizarem familiares, vizinhos e colegas em favor da candidatura da senadora, afirmando: “Caicó sabe reconhecer quem faz por Caicó”.

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Flávio diz que Lula está “desesperado” e chama promessa do presidente de proibir bets de “populista, hipócrita e eleitoreira”

Foto: Mauro Pimentel/AFP

A menos de 10 dias do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) reagiu ao anúncio de Lula de que pretende proibir as bets no Brasil e classificou a medida como “populista, hipócrita e eleitoreira”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (25), durante uma cerimônia de formatura da Polícia Militar, no Rio de Janeiro.

Flávio acusou Lula de adotar uma “atitude desesperada” e tentar mudar sua posição sobre os jogos on-line às vésperas da eleição. “Não fez em 4 anos e, na véspera da eleição, quer tentar fingir que não foi ele quem conseguiu aprovar e regulamentar o cassino online nas mãos dos brasileiros”, afirmou.

O candidato também chamou Lula de “pai do Tigrinho” e disse que o presidente teria “2 filhos que fizeram muito mal ao Brasil: o Lulinha e o Tigrinho”. Segundo Flávio, “ninguém garante que, depois da eleição, ele libere tudo de novo, porque está jogando tudo nas eleições”.

Flávio afirmou que, se eleito, pretende proibir o jogo do Tigrinho e os cassinos on-line. Sobre as bets esportivas, porém, não detalhou como pretende tratar as plataformas. “O Lula não faz porque não quer. Ele não fiscaliza”, disse.

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Geral

[VÍDEO] “MODELO ECONÔMICO PRECISA MUDAR”: Coordenadora do programa de governo de Flávio diz que, com Lula, “o carrinho [do supermercado] vai ficar mais vazio”

A coordenadora programa econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o modelo econômico brasileiro precisa mudar para evitar uma alta dos juros, do câmbio e do endividamento das famílias. Segundo ela, sem mudanças, “o juro não vai ser 13,75%, vai ser 18% e o câmbio vai ser 6”, disse em entrevista ao programa Meio Dia RN, da 96FM, desta sexta-feira(25).

Na avaliação de Daniella, o cenário econômico já pesa no orçamento das famílias e reduz o poder de compra. “A dívida que já tá comendo uma parcela relevante do orçamento das famílias e o carrinho [do supermercado] que já tá vazio vai ficar mais vazio”, afirmou.

Ela defendeu o plano econômico de Flávio e disse que uma mudança na política econômica poderia levar os juros novamente para um dígito. Também criticou declarações do governo Lula sobre a situação das contas públicas e afirmou que “não é fake news” que o país esteja endividado.

Para Daniella, a população mais pobre é a principal afetada pelos juros e impostos. “Eles tentam enganar mais uma vez principalmente o povo nordestino e mais vulnerável”, disse. “Os banqueiros vão ganhar dinheiro de qualquer jeito.”

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Geral

[VÍDEO] EXAGEROU NO TADALA? Homem é atendido após ereção prolongada em hospital de Pau dos Ferros

Um homem precisou de atendimento médico na noite desta quinta-feira (24), no Hospital Regional Dr. Cleodon Carlos de Andrade, em Pau dos Ferros, após apresentar uma ereção prolongada, quadro conhecido como priapismo.

Segundo é relatado no vídeo enquanto as imagens eram registradas, o episódio teria ocorrido após o uso de tadalafila de 20 mg, acima da dose recomendada. O medicamento indicado para disfunção erétil.

O caso chamou a atenção de pessoas na unidade e acabou circulando nas redes sociais. O paciente recebeu atendimento da equipe médica para avaliação e tratamento.

O priapismo é uma ereção persistente que pode representar uma emergência médica. Quando não tratado rapidamente, pode causar danos permanentes ao tecido peniano. A tadalafila deve ser utilizada conforme orientação médica e na dose prescrita.

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