Saúde

Imunidade coletiva, bolhas de proteção ou distanciamento? O que explica queda da pandemia de Manaus a Estocolmo

Foto: BBC

Após a chegada do coronavírus, Manaus registrava 15 mortes diárias no início de abril, 78 um mês depois e atualmente essa cifra não passa de 10. Na Suécia, a média diária de mortes era 20 no início de abril, passou a 80 um mês depois e atualmente está em torno de 14.

Nenhuma das duas localidades adotou um bloqueio total à circulação de pessoas, como ocorreu em partes da China, Itália e Espanha. Então, como o número de mortes e internações está caindo ou não está subindo com a economia aberta?

Há três hipóteses em voga: distanciamento social, imunidade coletiva e bolhas de proteção.

A primeira e principal explicação, baseada em dezenas de estudos e análises de dados municipais, é que o distanciamento social praticado por parte da população surtiu efeito. Mesmo adotado de forma parcial e não obrigatória. O mesmo vale para o uso de máscaras. Não está no patamar ideal, mas tem colaborado para salvar vidas e evitar hospitais lotados. Só que alguns pesquisadores dizem que o distanciamento não explica sozinho porque o número de internações não voltou a crescer na capital amazonense, por exemplo.

A segunda hipótese tem gerado debate entre pesquisadores no Brasil: imunidade coletiva (ou “de rebanho”). Segundo essa visão, algumas cidades brasileiras atingiram um patamar de pessoas infectadas alto o suficiente (e bem menor do que se estimava) para que o vírus tivesse dificuldade para encontrar a quem infectar. A partir daí, a epidemia teria perdido força em Manaus ou São Paulo, por exemplo.

Esse conceito de imunidade coletiva, associado à estratégia de vacinação, explicaria porque não é necessário imunizar 100% da população para conter o espalhamento de uma doença. Em alguns casos, vacinar 80% já surtiria o efeito esperado porque derruba a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar alguém suscetível. No caso da covid-19, há quem fale que isso acontece quando um terço da população foi infectada, metade do patamar estimado pela maioria dos pesquisadores, em mais de 60% (leia mais abaixo).

Mas se a parcela da população com anticorpos contra o coronavírus não passa de 8% em Manaus e de 12% em São Paulo, segundo estudos de âmbito nacional e municipal, como essas e outras cidades teriam atingido uma imunidade coletiva na pandemia atual?

Para o físico Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, aventar essa hipótese de imunidade de rebanho é perigoso e antiético por diversos motivos, principalmente por falta de evidências científicas e pelo risco de fundamentar medidas de governantes contra o distanciamento social, como se o pior da pandemia já tivesse quase passado, o que poderia estimular a circulação do vírus e aumentar o número de mortes.

Segundo projeções, mais de 1 milhão de brasileiros morreriam até o país atingir a imunidade de rebanho, e mesmo assim o vírus ainda circularia e não se sabe por quanto tempo as pessoas ficam imunes a ele.

“É igual à defesa da cloroquina. Se constrói argumentos de veracidade sem evidência. E em um país onde existe um negacionismo violento, isso é até perigoso. O Brasil não achatou a curva e governantes estão tentando falsificar a ideia de controle da epidemia. Somos um dos únicos países do mundo que adotaram medidas de reabertura com o número de casos e óbitos crescendo.”

Segundo ele, é questão de tempo até novas ondas de infecções e mortes em cidades que atualmente registram quedas nesses índices.

Por fim, a terceira possível explicação para o recuo da pandemia em algumas cidades brasileiras passa por bolhas de proteção, que, a grosso modo, incorpora as hipóteses de distanciamento social e imunidade coletiva.

Nesta visão, a doença tem dificuldade de circular porque parcelas da população são expostas inicialmente ao vírus, mas em geral não convivem tanto com outros grupos sociais que não foram expostos. Assim, surgem “bolhas” em que distanciamento e imunidade coletiva surtem efeito a ponto de “confinar” o espalhamento do coronavírus.

Mas isso varia muito de uma região para outra das cidades. Quanto mais adensadas e precárias as condições de vida de um bairro, mais vulneráveis serão os moradores dele. Segundo estudos do grupo de pesquisadores Ação Covid-19, esse equilíbrio é tão instável que o contato com pessoas doentes de outros bairros ou cidades pode, por exemplo, estourar essas bolhas de proteção e resultar em novas ondas de infecção.

Por que imunidade coletiva desperta tanto debate?

Esse conceito de imunidade de grupo gera controvérsia desde o início da pandemia. Inicialmente, o debate girava em torno da possibilidade de orientar estratégias dos países contra a doença.

Seria possível um país deixar de adotar quarentenas até que a população atingisse o patamar de imunidade coletiva necessário para conter o vírus? O Reino Unido cogitou seguir essa linha, mas as projeções de que isso levaria a milhares de mortes fizeram o governo recuar. A Suécia segue mais ou menos nessa vertente.

Um ponto central no debate atual sobre imunidade coletiva envolve lugares onde os casos caíram sem quarentenas e poderiam estar mais “protegidos” contra novas ondas de doenças, como a Suécia.

Qual foi o resultado da estratégia sueca? Até agora, em comparação aos vizinhos nórdicos, a Suécia teve até sete vezes mais mortes e o declínio econômico foi equivalente ao de quem fechou comércios e escolas (já que habitantes evitaram circular nas ruas).

Mas o número de mortes tem caído no país, algo que reacende o debate sobre imunidade coletiva. O país nórdico teria atingido o patamar, que seria muito menor do que se estima? Há menos pessoas suscetíveis do que se imagina, já que há outras defesas do corpo que podem combater o coronavírus além dos anticorpos, como as células T (leia mais abaixo)?

Em geral, calcula-se o patamar hipotético para conter a circulação do vírus a partir do número de pessoas que podem ser contaminadas por alguém com a doença. No caso da covid-19, estima-se que 10 infectados têm o potencial de transmitir o vírus para cerca de 25 pessoas.

Pesquisadores consideram que, no caso da covid-19, o patamar é de pelo menos 60% da população. Em linhas gerais, sem ponderar a vulnerabilidade de cada faixa etária, isso representaria pelo menos 127 milhões de brasileiros infectados e 1,3 milhão de mortos, sem contar o impacto da falta de leitos hospitalares e as sequelas em pacientes recuperados, que relatam fadiga e falta de ar meses depois da infecção.

Esse patamar de pelo menos 60% não é igual para todos os habitantes. Varia conforme o país, a faixa etária, a adesão ao distanciamento e a condição socioeconômica, por exemplo.

O debate ganhou força com números de um estudo publicado na revista Science sobre o tema, considerando essa heterogeneidade de suscetibilidade em uma população.

Segundo pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, esse patamar pode ser de 43% ou até mesmo 34%, se a taxa de contágio da covid-19 for menor do que se imagina (em média, 10 infectados contaminariam 20 pessoas em vez de 25).

Mas os editores da própria Science publicaram uma carta em que afirmam que mesmo que a previsão mais otimista de 43% esteja correta, não há nenhum estudo que aponte que qualquer país esteja próximo da imunidade coletiva. “A continuidade de intervenções não farmacêuticas (como distanciamento social) ao redor do mundo ainda é de grande importância.” Enfim, novas ondas de infecção não estão descartadas.

Bolhas de proteção podem explicar a queda em Manaus e São Paulo?

O debate sobre imunidade coletiva no Brasil se concentra principalmente sobre o que está acontecendo em Manaus e São Paulo. Como a pandemia pode recuar se não há gente suficiente com anticorpos e se muitos não aderem ao distanciamento social?

Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha com uma taxa de prevalência de anticorpos em cerca de 14% da população da capital do Amazonas e pouco mais de 3% em São Paulo. Segundo o biológo Fernando Reinach, um estudo na cidade de São Paulo apontou que regiões mais pobres da capital paulista registravam 16% de infectados em junho.

“Em Manaus, o número de casos subiu rapidamente, não foram adotadas medidas drásticas de isolamento social, os mortos foram enterrados em valas comuns no pico, e logo em seguida o número de casos diminuiu. Qual a causa dessa rápida queda do número de infectados em Manaus? Teria a cidade atingido a imunidade de rebanho? Um modelo matemático demonstra que isso pode ter ocorrido, e talvez esteja ocorrendo em cidades como São Paulo”, escreveu Reinach em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo no sábado.

(Estudos do projeto Monitoramento Covid-19, do qual Reinach é membro, apontaram que no fim de junho 11% da população da cidade de São Paulo tinha anticorpos contra covid-19. A taxa entre pessoas que não concluíram o ensino fundamental era 23%, ante os 5% entre aqueles com diploma universitário.)

A física Patricia Magalhães, pesquisadora da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e seus colegas do grupo de cientistas Ação Covid-19 apontam outra hipótese para a queda do contágio em São Paulo: um fenômeno conhecido como bolha de proteção.

Essa hipótese é calculada por meio de um modelo matemático multiagente, que simula a interação das pessoas na pandemia da vida real. Nele, o espalhamento da doença em uma localidade é estimado a partir dos contatos pessoais dentro de um espaço delimitado (como um bairro, por exemplo).

As “pessoas” são colocadas dentro desta grade e se movem independente e aleatoriamente ao longo do tempo. Quando elas se encontram nesse cenário hipotético, mas não estão infectadas, seguem o rumo. Quando uma delas está infectada, pode passar a doença para a outra.

Com o tempo, o distanciamento (pessoas paradas ou transitando menos) e a imunização crescente reduzem as possibilidades de transmissão do vírus de uma pessoa para outra dentro de uma bolha.

Mas a transmissão não é igual em todos os bairros de uma cidade, e depende da vulnerabilidade dessas pessoas à contaminação onde elas vivem.

Para traduzir isso em números, Magalhães e outros pesquisadores inserem nos cálculos o IDH (índice de desenvolvimento humano) ou o Índice de Proteção Covid-19 (IPC19), criado pelo grupo Ação Covid-19. Este indicador leva em conta fatores socioeconômicos para definir quão protegidas ou desprotegidas estão as pessoas de diferentes classes. Número de moradores na mesma casa, saneamento básico, densidade demográfica, renda familiar, raça ou cor de pele.

Além das condições sociais, há outros três grandes parâmetros usados nesses cálculos: 1. a quantidade de pessoas que adere ao distanciamento social; 2. a densidade demográfica de cada região; 3. o número de pessoas que desenvolveram anticorpos. Quem quiser pode fazer as simulações neste link aqui.

“O nosso modelo mostrou que a taxa de contaminação na cidade de São Paulo está caindo. E fomos surpreendidos por esse resultado. Ao tentar entendê-lo a fundo, observamos que as pessoas tendem a contaminar mais seu entorno, onde as pessoas ao seu redor não são mais suscetíveis, ou porque estão isoladas ou porque já tiveram a doença. Isso leva a uma redução da propagação da doença”, afirmou Magalhães à BBC News Brasil. O mesmo pode estar acontecendo em Manaus.

A cientista ressalta, no entanto, que esse equilíbrio é frágil porque o vírus não deixa de circular e não se sabe exatamente onde regiões das cidades vivem essa situação porque há poucos testes de covid-19 para identificar quem está infectado e quem já produziu anticorpos.

Como essas bolhas não são isoladas, no momento em que o distanciamento social cai ou uma pessoa infectada de outro bairro ou município adentra uma área em “equilíbrio instável”, a doença pode voltar a se espalhar com força novamente.

Vale lembrar que o número de infecções tem caído nas capitais de São Paulo e do Amazonas, mas crescido nas cidade do interior desses Estados.

O que são as células T e por que são associadas à queda de mortes na Suécia?

Imunidade é o conjunto de mecanismos do corpo que nos protegem de infecções. É uma complexa rede de células, órgãos e tecidos que trabalham juntos para se defender contra microrganismos e substâncias tóxicas que podem nos deixar doentes.

Existem dois tipos de imunidade: a inata (ou natural) e a adaptativa.

A primeira está sempre pronta para agir quando qualquer invasor é detectado no corpo. Ela inclui a liberação de substâncias químicas que causam inflamação e células brancas capazes de destruir células infectadas. Mas esse sistema não é específico para o coronavírus. Ele não irá aprender e tampouco lhe dará imunidade contra a covid-19.

A segunda, a resposta adaptativa, é dividida em dois ramos: imunidade derivada de anticorpos, também denominada imunidade humoral, e imunidade celular exercida por células chamadas linfócitos T (ou células T), conhecida como resposta celular. Esta pode atacar apenas as células infectadas com o vírus, por exemplo.

E o que isso tem a ver com o debate sobre imunidade coletiva, bolhas de proteção e distanciamento social?

O caso da Suécia pode ser ilustrativo para explicar essa relação. O país nórdico, como dito anteriormente, decidiu não adotar medidas duras de restrição à circulação de pessoas como forma de combater a covid-19.

Em relação aos países vizinhos, a média de mortes por 1 milhão de habitantes na Súecia por covid-19 chegou a ser quatro vezes a da Finlândia e sete vezes a da Noruega. Desde meados de maio, nenhum país da região passa de 15 novos casos diários por 1 milhão de habitantes, exceto a Suécia, atualmente com 40.

Mas a doença não se espalhou de forma descontrolada em território sueco, com hospitais lotados e milhares de mortos. O número de infecções e mortes em território sueco tem caído.

A principal explicação é que, mesmo sem quarentenas ou lojas fechadas, a maioria da população circulou menos na rua. Dados de celulares coletados pela Apple e pelo Google apontam isso, por exemplo.

Mas o debate sobre o recuo da pandemia na Suécia passa também pelo impacto da quantidade de pessoas imunes. No fim de abril, pico da doença na Suécia, estudos oficiais apontavam que apenas 7,3% da população na região de Estocolmo haviam produzido anticorpos contra a doença.

Por outro lado, um estudo liderado pelo instituto sueco Karolinksa apontou que pessoas que testaram negativo para anticorpos contra o coronavírus ainda podem ter alguma imunidade.

Para cada pessoa que testou positivo para anticorpos, o estudo encontrou duas que tinham células T específicas que identificam e atacam células infectadas pelo Sars-CoV-2. Ou seja, a quantidade de pessoas imunes ao novo coronavírus pode ser muito maior do que apontam os estudos que quantificam pessoas com anticorpos.

Essa presença das células T foi observada também em pessoas que tiveram casos leves ou sem sintomas de covid-19. Mas ainda não está claro se isso apenas protege esse indivíduo ou se também pode impedi-lo de transmitir a infecção a outras pessoas.

Uma característica particular do segundo tipo de imunidade do corpo humano, o adaptativo, é que ele deixa memória. Mas o novo coronavírus, Sars-CoV-2, não é conhecido há tempo suficiente para se saber o quanto dura essa memória de imunidade contra ele.

Há relatos preliminares de pessoas que parecem ter sido infectadas mais de uma vez pelo novo coronavírus em um período curto de tempo. Mas o consenso científico é de que a questão eram os testes, com os pacientes sendo incorretamente informados de que estavam livres do vírus.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Está dita segunda onda para mim nada mais é do que o efeito colateral do falacioso "fica em casa".

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[VÍDEO] ACIDENTE: Motorista morre após carro capotar e cair em açude às margens da RN-079, próximo a Marcelino Vieira; quatro pessoas sobrevivem

Fotos: reprodução

Um motorista de 27 anos morreu após capotar o carro e cair em um açude na madrugada deste domingo (26), na RN-079, próximo a Marcelino Vieira, no Alto Oeste potiguar.

Segundo a Polícia Militar, o acidente ocorreu por volta das 3h30. O veículo saiu da pista, capotou e caiu no açude às margens da rodovia. Outras quatro pessoas que estavam no carro sobreviveram com ferimentos leves.

A vítima foi identificada como Francisco Emerson Gonçalves Alves, natural de São Paulo e residente em Pau dos Ferros. Ele dirigia no sentido de Pilões a Pau dos Ferros quando perdeu o controle do veículo. O motorista ficou preso às ferragens e morreu no local.

De acordo com a PM, o grupo voltava de uma festa em Pilões. Três mulheres e um homem conseguiram sair do carro com ajuda de moradores.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado e chegou por volta das 4h20. Os militares entraram no açude e localizaram o carro capotado, com as rodas para cima. A vítima estava presa pelo cinto e pelo banco, o que dificultou o resgate.

Com apoio de uma retroescavadeira, o veículo — um Golf branco — foi puxado até a margem, permitindo a retirada do corpo.

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte realizou a perícia e removeu o corpo. O caso foi encaminhado à Delegacia de Plantão de Pau dos Ferros.

Com informações de g1-RN 

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Geral

Barragem de Oiticica supera 500 milhões de m³, o equivalente a 67,96% da capacidade total

FOTOS: Joana Lima e Humberto Sales

A Barragem Barragem Oiticica atingiu neste domingo (26) o volume de 504,6 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 67,96% da capacidade total, segundo o IGARN (Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte).

Entre 17 e 25 de abril, o reservatório recebeu em média 8,5 milhões de m³ por dia, impulsionado pelas chuvas na bacia Piancó-Piranhas-Açu.

A barragem integra o sistema ligado à transposição do Rio São Francisco e tem como objetivo garantir abastecimento hídrico no Seridó, uma das regiões mais secas do estado.

A barragem foi dimensionada para atender até 2 milhões de pessoas por meio do Sistema Adutor do Seridó, ainda em fase final.

A estrutura também passou a receber água da transposição a partir de 2025, com volumes adicionais registrados em 2025 e 2026.

O avanço no armazenamento reforça a segurança hídrica da região, embora o desempenho dependa da continuidade das chuvas.

Opinião dos leitores

  1. Obrigado Deus pela chuva e obrigado a Governadora Professora Fátima por ter tocado e entregado essa obra de maior relevância para o povo do sertão.

  2. Grande Obra que o veio Bolsonaro, Ministro Tarcísio de Freitas e Rogério Marinho fizeram 90% desta incrível obra.

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VÍDEO: Jornalistas são acusados de roubarem bebidas de evento com Trump durante tumulto causado por tiroteio

Um vídeo mostra jornalistas e membros da imprensa que estavam no jantar dos Correspondentes da Casa Branca pegando garrafas de vinho durante a evacuação do Washington Hilton, após o tiroteio que forçou a retirada do presidente Donald Trump.

Nas imagens, alguns convidados aparecem tirando selfies e rindo enquanto o salão ainda era esvaziado. Uma mulher de casaco preto é vista se aproximando de uma mesa e levando duas garrafas antes de sair do local.

O comportamento fomentou acusações de roubo entre aliados do governo Trump. As imagens circulam nas redes sociais desde o sábado (25). A maioria dos comentários é nutrido por críticas aos profissionais da comunicação.

O momento ocorreu minutos depois de Cole Tomas Allen, de 31 anos, natural de Torrance, na Califórnia, tentar forçar a passagem por um checkpoint de segurança armado com uma espingarda, uma pistola e múltiplas facas. Um agente do Serviço Secreto foi atingido, mas estava com colete à prova de balas.

Conexão Política

Opinião dos leitores

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de camarões ao molho de açafrão e maçãs; medalhão de filé ao molho de pimenta rosa; e iscas de jacaré

CAMARÕES AO MOLHO DE AÇAFRÃO E MAÇÃS
2 porções
Ingredientes:
300g de filé de camarão – Produmar
1 maçã
100g da caixa de creme de leite
100ml de azeite
10g de parmesão ralado
20g de castanha de caju picada grosseiramente
1 dente de alho
2 folhas de alface
6 folhas de rúcula
1 colher de sopa de manteiga
Sal, pimenta do reino, molho pesto e açafrão a gosto
100g de arroz cozido para acompanhamento

Modo de preparo:
Descascar a maçã, cortar em cubos, saltear ligeiramente em manteiga e reservar.
Temperar os camarões com sal, pimenta, alho e em uma frigideira bem aquecida, saltear em azeite.
Após selados, acrescentar as maçãs que estavam reservadas e finalizar com açafrão da terra e creme de leite.
Para a salada, rasgar de forma rústica o alface e a rúcula, acrescentar as castanhas picadas, temperar com molho pesto e salpicar o queijo ralado. Servir com arroz branco.

Tempo de preparo: 5 min
Tempo de cozimento: 12 min

MEDALHÃO DE FILÉ AO MOLHO DE PIMENTA ROSA
2 porções

Ingredientes:
2 medalhões de filé(150g cada)
½ caixa de creme de leite
150ml de molho madeira
25ml de conhaque
25ml de vinho branco seco
5g de pimenta rosa
Sal e pimenta do reino a gosto
100g de arroz cozido para acompanhamento

Modo de preparo:
Em uma panela coloque o vinho, o conhaque e leve para ferver em fogo alto até reduzir a metade.
Acrescente o molho madeira e mantenha a mistura em fogo alto até novamente reduzir a metade.
Adicione a pimenta rosa, o creme de leite, deixe em fogo baixo por 5 minutos e reserve.
Temperar o medalhão com sal e pimenta do reino e, em frigideira bem aquecida, colocar um fio generoso de azeite e selar bem todas as partes. Deixar o medalhão descansar para terminar o cozimento e logo após, colocar no prato, regar com o molho reservado e servir com o arroz branco cozido e o purê.

Purê
1 batata cozida e amassada
50ml de leite
30g de creme de leite

Modo de preparo:
Colocar a batata em uma panela e acrescentar o leite.
Levar ao fogo médio e misturar até incorporar.
Colocar o creme de leite, ajustar o sal e servir em seguida.

Harmonização: Cabernet Sauvignon Tinto (notas de ameixas e cerejas maduras com leve toque mentolado)
Tempo de preparo: 8 min
Tempo de cozimento: 3 min

DICA RÁPIDA
ISCAS DE JACARÉ
Ingredientes:
1/2k de filet de jacaré
2 ovos batidos
1 xícara (chá) de farinha de rosca com gergelim
1 xícara de farinha de trigo
Sal e pimenta do reino a gosto
Óleo para fritar

Modo de preparo:
Corte o filet de jacaré em iscas.
Tempere com sal e pimenta do reino.
Passe na farinha de trigo, pelo ovo batido e depois pela farinha de rosca.
Frite as iscas em óleo quente e coloque sobre papel absorvente para retirar o excesso de gordura.

Sirva com molho tártaro ou rosé.

Tempo de preparo: 8min
Tempo de cozimento: 5 min

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Trump diz que tentativa de ataque em jantar na Casa Branca não o fará recuar da guerra com o Irã

Foto: Getty Images

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (25) que o tiroteio durante o jantar de correspondentes da Casa Branca não mudará sua postura na guerra contra o Irã.

“Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver, realmente não acho, com base no que sabemos”, declarou Trump.

Em entrevista após o ataque, ele disse considerar improvável que o episódio tenha ligação com o conflito, mas ressaltou que ainda é cedo para conclusões. Investigadores apuram a motivação do atirador, descrito como um “lobo solitário”.

Mais cedo, Trump cancelou a viagem de enviados americanos ao Paquistão, onde participariam de negociações de paz com o Irã, após demonstrar insatisfação com a posição de Teerã nas conversas, em meio a quase dois meses de conflito.

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‘Violência política é uma afronta aos valores democráticos’, diz Lula em repúdio a tentativa de ataque a Trump

Imagem: reprodução/X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao presidente dos EUA, Donald Trump, após uma tentativa de ataque durante um jantar com correspondentes em Washington.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “repudia veementemente” o episódio e estendeu apoio à primeira-dama Melania Trump e aos presentes. Segundo ele, a violência política ameaça diretamente a democracia.

O caso ocorreu na noite de sábado, durante o jantar da White House Correspondents’ Dinner. Um homem abriu fogo no local, mas foi contido por agentes do Serviço Secreto.

O suspeito, Cole Thomas Allen, de 31 anos, foi preso. Um agente foi atingido, mas não se feriu gravemente por usar colete à prova de balas. A motivação e as falhas de segurança ainda são investigadas.

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VÍDEO: Zema volta a criticar o STF e faz menções a Gilmar Mendes em novo episódio de ‘Os Intocáveis’


Foto: Pedro Vilela/Governo Estado SP/Rosinei Coutinho/STF

Em mais um vídeo da série “Os Intocáveis”, publicado nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e fez menções diretas ao ministro Gilmar Mendes, com quem tem trocado declarações.

Na produção, Gilmar Mendes aparece ao lado de Alexandre de Moraes como fantoches, e os dois são retratados em diálogos encenados. No vídeo, Gilmar pede que Moraes inclua Zema no inquérito das fake news para censurá-lo.

Também há comentários sobre a imagem do ex-governador e críticas ao seu sotaque, além de menções à relação de ministros com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A publicação ocorre após Gilmar Mendes comentar os limites das sátiras envolvendo Romeu Zema e dizer que o político não aceitaria ser retratado como um boneco homossexual. Depois, o ministro pediu desculpas pela fala. Ele também afirmou, nas redes sociais, que existe uma indústria de difamação contra o STF e que vai combatê-la.

Nesta semana, Gilmar solicitou a inclusão de Zema no inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, por causa de um outro vídeo dessa mesma série, “Os Intocáveis”.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o ministro disse que Zema fala uma língua próxima do português, e o ex-governador respondeu nas redes sociais afirmando que usa o linguajar de “brasileiro simples”, em contraste com o que chamou de “português esnobe dos intocáveis de Brasília”, em referência aos ministros.

CBN

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VÍDEOS: Forte chuva provoca enxurradas e transforma Jericoacoara, no Ceará, em cenário caótico

As ruas da vila de Jericoacoara, uma das principais atrações turísticas do Ceará, foram tomadas pela água após uma forte chuva registrada neste sábado (25).

Vídeos compartilhados nas redes sociais por moradores e turistas mostram enxurradas intensas, com a água descendo pelas vias de areia e transformando o cenário turístico em verdadeiros rios com forte correnteza, e causando danos e prejuízos.

Um homem chegou a ser arrastado pela correnteza que se formou em uma via. Depois que a água diminui a intensidade, muita lama se acumulou nas ruas.

VEJA MAIS VÍDEOS ABAIXO:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por BlogdoBG (@blogdobg)

Com informações de g1

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  1. Será que o prefeito vai chamar aquela turma que pintar meio fio, para limpar a cidade, igual fez a Professora Nilda de parnamirim?

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Geral

[VÍDEO] BARRACO EM SHOPPING: Atriz Cássia Kiss é acusada de transfobia em banheiro no Rio

Imagens: Reprodução/Instagram/Metrópoles

A atriz Cássia Kiss foi acusada de transfobia após uma confusão em um banheiro de um shopping no Rio de Janeiro, na sexta-feira (24). O caso envolveu uma mulher trans e gerou discussão no local. Imagens do momento começaram a circular neste sábado (25), ampliando a repercussão do caso.

Segundo informações do Metrópoles, a mulher que aparece nos vídeos se identificou como atriz e auxiliar de restaurante e afirmou que estava chegando para o trabalho quando ocorreu o episódio. Ela relata que ouviu comentários considerados ofensivos dentro do banheiro feminino e decidiu questionar a situação.

Ela disse que houve uma discussão entre as duas dentro do espaço e também em áreas próximas. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir parte da troca de falas, com clima de tensão e elevação de tom.

A mulher afirma que se sentiu constrangida com o ocorrido e classificou o episódio como uma situação de humilhação. Ainda segundo o relato, ela pretende registrar ocorrência policial e buscar medidas judiciais em relação ao caso.

 

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  1. Não esqueça: vocês não tem dinheiro para pagar indenização, e esqueçam, não existe mais pagamento com cesta básica, agora é cadeia.

    1. Guguinha Mafra, vai procurar um jegue na praia! Leva a trans pra tua casa.

  2. A questão é que dão margem pro errado, a atriz certamente reclamou.
    Daí quem não deveria reclamar, reclamou.
    Não tem jeito.
    Homem e homem e mulher é mulher.

    1. Bota tua filha dentro de um banheiro com uma trans. Tu confia ?

    2. PTista não cansa de passar vergonha. Manda tuas esposa entrar no banheiro dos homens na hora da necessidade e vê o que tu acha.

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Geral

[VÍDEO] Pastor diz que “não deu tempo de ser gay” após viver 3 anos com homem; fala viraliza

Imagens: Reprodução/Grande Ponto

Um pastor passou a repercutir nas redes sociais após afirmar, durante uma fala pública, que já viveu por mais de três anos com outro homem, mas declarou que “não deu tempo de ser gay”, definindo a experiência como “pré-gay”. O vídeo com as declarações viralizou e gerou debate entre internautas.

No vídeo, o religioso relatou que manteve um relacionamento com outro homem por cerca de três anos e dois meses. Apesar disso, afirmou que não se considera gay atualmente, associando a mudança à sua conversão religiosa.

Durante a fala, ele também disse que ainda enfrenta desejos, mas que, segundo ele, busca controlá-los. As declarações chamaram atenção pela forma direta e pela expressão utilizada.

A repercussão foi imediata. Internautas reagiram com críticas, questionamentos e comentários diversos sobre sexualidade, religião e identidade.

 

Opinião dos leitores

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