Judiciário

Inclusão de Bolsonaro no polêmico inquérito das fake news está longe de ser unanimidade e divide juristas

Foto: Nelsom Jr/SCO

Controverso desde sua abertura no Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2019, o inquérito das fake news ganha agora um novo capítulo com a inclusão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como investigado.

A instalação e condução do procedimento, no entanto, continua longe de ser uma unanimidade e segue dividindo juristas, como os que foram ouvidos pela CNN.

A decisão de tornar Bolsonaro investigado foi proferida pelo relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, na quarta-feira (4), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhar uma notícia-crime à Corte contra o presidente da República por propagação de notícias falsas sobre a urna eletrônica.

Sigilosa, a investigação sobre Bolsonaro tem início imediato e será baseada na live do presidente transmitida no último dia 29.

Na live, Bolsonaro fez acusações sobre a confiabilidade dos dispositivos de votação. O presidente defende o “voto impresso auditável” e diz que, sem essa mudança, não haverá eleições limpas em 2022, o que vem sendo visto por opositores como uma ameaça ao processo eleitoral. Entre as testemunhas a serem ouvidas na apuração está o ministro da Justiça, Anderson Torres.

O advogado criminal Gustavo Badaró, professor titular de Direito Processual Penal da USP, criticou a inclusão do presidente no inquérito das fake news, apuração que, para ele, “é torta desde o início”.

Uma das críticas dos juristas é que o objeto do procedimento é extremamente amplo, com uma mistura igualmente grande de pessoas com e sem foro privilegiado no mesmo inquérito.

“Não se pode deixar um inquérito aberto e, a cada vez que surgir um fato novo e agregado, ir colocando nele”, opinou Badaró, salientado que investigações dizem respeito a fatos passados e que o trâmite correto por parte do STF teria sido abrir um novo inquérito e distribuí-lo a um relator por meio de sorteio.

“Não tenho dúvidas de que o STF quer manter aberto esse inquérito das fake news como um instrumento de defesa do Supremo. Quem atacar a Corte pode ser incluído. Isso não significa que, no conteúdo e nas ações, Bolsonaro esteja certo. Ele está errado. Mas a forma de instrução da investigação também está errada. O devido processo legal deve valer para os amigos e para os inimigos”, completou o professor da USP.

Sem sorteio de relator

Caiu nas mãos de Moraes decidir se Bolsonaro deveria ser incluído como investigado nesse inquérito porque o ministro foi escolhido como relator do caso pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, em 2019.

Esse é um dos vícios, apontados por Badaró e outros especialistas ouvidos pela reportagem, na abertura do inquérito. Sem sorteio do relator, fica violado o princípio do juiz natural. Moraes é tido como um ministro que transita bem entre os dois grupos divergentes dentro do Tribunal e, por isso, um nome de mais consenso interno.

Além disso, a apuração foi instaurada pelo próprio STF, sem a participação do Ministério Público Federal (MPF). A então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, tentou impedir a continuidade do inquérito, por considerá-lo ilegal.

No entendimento dela, só o Ministério Público poderia abrir e conduzir uma investigação criminal. A manifestação foi descartada pelo relator. Sucessor de Dodge, Augusto Aras deu em outubro do ano passado um parecer pela continuidade do inquérito em uma ação movida pela Rede Sustentabilidade que questionava a investigação. Antes, ele havia defendido que o MPF participasse das apurações.

“Esse inquérito nasceu, de certa forma, viciado. É a primeira vez que o STF, de ofício, abre um inquérito, designa o relator, não ouve o MPF, e o inquérito prossegue. Isso foi inédito. Mas o Supremo já validou esse procedimento”, afirmou à CNN Gilson Dipp, ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Dipp refere-se à decisão do plenário do Supremo que, em junho do ano passado, por 10 votos a 1, decidiu a favor da constitucionalidade do inquérito das fake news aberto pelo próprio tribunal.

O então ministro Marco Aurélio — que se aposentou no mês passado — foi o único a votar contra e chamou a apuração de “inquérito do fim do mundo”. Embora muitos juristas, como o ex-ministro do STJ, afirmem que a investigação foi aberta de maneira controversa, eles entendem que essa não é mais uma pauta por conta da pacificação na Corte nesse julgamento.

Após a decisão de Moraes, Bolsonaro tentou suscitar a ilegalidade na instalação da investigação, dizendo que o inquérito nasceu sem qualquer embasamento jurídico.

“Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo Supremo Tribunal Federal]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição”, disse Bolsonaro ontem, em entrevista à rádio Jovem Pan.

“Voltar atrás para dizer que o inquérito é viciado e inconstitucional é voltar a algo superado pelo próprio Supremo”, rebateu Dipp, salientando que, como a questão foi resolvida, “não há o que contestar” sobre a inclusão de Bolsonaro como investigado no inquérito.

Ao abrir o inquérito de ofício, ou seja, sem ser provocado, o STF fez uma leitura do artigo 42 do Regimento Interno, segundo o qual “ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do tribunal, o presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição, ou delegará esta atribuição a outro ministro”.

À época, Toffoli alegou que, ainda que os crimes não tenham sido praticados dentro das instalações do Supremo, os ministros – que seriam as vítimas — “são o tribunal”. Esse foi outro ponto de críticas entre os juristas.

“O Judiciário está investigando, o que não é função dele, acusando, julgando e também fazendo papel de vítima. O ministro Alexandre de Moraes teria sido vítima. Ofendido ou não, ele não poderia comandar um inquérito dessa natureza. Esse acúmulo de funções afronta a Constituição federal”, explica Vera Chemim, advogada constitucionalista e mestre em direito público administrativo pela FGV.

Para ela, no entanto, como o plenário do Supremo já decidiu pela constitucionalidade, a inclusão de Bolsonaro no inquérito das fake news seguiu um trâmite correto.

“A Constituição silencia se presidente da República pode ou não ser investigado. Penso que, se a Constituição silencia, em respeito ao princípio da igualdade, uma vez que a pessoa é suspeita de algum fato ilícito, ela deve ser investigada. É uma questão de respeito ao regime democrático. Todos são iguais perante a lei”, afirma a constitucionalista.

Bolsonaro x STF

Esse é o terceiro inquérito no Supremo que inclui o presidente. Na Corte, Bolsonaro já era investigado pela suposta interferência política na Polícia Federal e por prevaricação no caso da aquisição de vacinas da Covaxin.

No despacho em que torna o presidente investigado pela terceira vez, Moraes lista que as condutas noticiadas configuram, em tese, crimes como calúnia, difamação, injúria, incitação ao crime, apologia ao crime, associação criminosa e denunciação caluniosa, além de possíveis delitos previstos na Lei de Segurança Nacional e no Código Eleitoral.

“O Judiciário e o MP adotarem medidas de combate à desinformação é algo muito importante no contexto atual para a preservação da democracia”, analisa Rodrigo Brandão, professor de Direito Constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), afirmando que, antes de encaminhar a notícia-crime ao STF, o “TSE agiu bem” ao primeiro intimar Bolsonaro a mostrar as provas das fraudes que ele diz haver. O presidente não apresentou nenhuma comprovação.

Para Brandão, as suspeitas relatadas pelo TSE têm conexão com o objeto do inquérito das fake news, o que justifica a inclusão de Bolsonaro na investigação. Essa é a mesma interpretação de Adib Abdouni, advogado constitucionalista e criminalista.

“As condutas atribuídas ao presidente Jair Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral, em tese, caracterizadoras de crimes capitulados na Lei de Segurança Nacional, no Código Eleitoral e no Código Penal (crimes contra a honra), guardam pertinência temática penal em relação aos fatos delituosos apurados na investigação das fake news”, disse.

Ao longo da investigação sobre a disseminação de notícias falsas, Moraes já expediu mandados de busca e apreensão contra apoiadores do presidente, como os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ) e Filipe Barros (PSL-PR); os empresários Luciano Hang (fundador da Havan) e Edgard Corona (presidente da rede de academias Smart Fit); além dos blogueiros Winston Lima e Allan dos Santos, da militante Sara Giacomoni (Sara Winter), e do presidente nacional do PTB, o ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Próximos passos: PRG e Câmara

O trâmite do inquérito contra Bolsonaro no STF vai passar de qualquer maneira pelas mãos da Procuradoria-Geral da República e uma eventual denúncia será analisada pela Câmara, segundo explicou o advogado criminal Frederico Crissiuma de Figueiredo, mestre em Direito Processual Penal pela PUC de São Paulo.

Quando concluir a apuração e, caso encontre indícios de crime, Moraes deve encaminhar um despacho para a PGR. A partir daí, há três caminhos: arquivamento, oferecimento da denúncia ou pedido de mais diligências. “Se a PGR não oferecer denúncia, a investigação morre”, explicou o advogado.

Caso a PGR opte pelo oferecimento da denúncia, ela é enviada à Câmara dos Deputados. A ação penal só é aberta se houver aprovação de 2/3 dos deputados. Caso contrário, a denúncia fica parada até que o mandato termine, em 1º de janeiro de 2023.

Foi o que ocorreu com o ex-presidente Michel Temer que, durante sua passagem pelo Palácio do Planalto, foi denunciado pela PGR por crimes como organização criminosa e obstrução de Justiça. A Câmara, no entanto, barrou a denúncia e processo ficou parado no STF enquanto ele exercia o mandato. Quando deixou o cargo, a ação seguiu para a primeira instância.

“A decisão pode ter até contornos políticos, mas é uma decisão jurídica”, sintetizou Figueiredo sobre a atitude de Moraes de tornar Bolsonaro investigado.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Apenas uma pergunta a todos os Cristãos, religiosos e demais pessoas de bem: “Bolsonaro poderia ser indicado para receber o Prêmio Nobel da PAZ pela suas ações, atitudes e conduta?
    Será que ele professa, defende e representa o contido na Oração de São Francisco de Assis?

  2. Apurar, prender e julgar, sendo ainda a suposta vítima, é típico de ditadores pelo mundo afora.

    1. Né isso! Deixemos a família do MINTOmaníaco das rachadinhas e o centrão e militares roubarem então! Mas me diga uma coisa: o centrao só pode roubar no governo do MINTOmaníaco? Ah, agora pode pq afinal o presidente inepto acabou com a lava jato né?!

  3. Bolsonaro pode se indignar com esse inquerito, mas nao pode ameaçar a CF e nem ameaçar ministros. Quando ele faz isso, ameaça toda a naçao. Eu votei em Bolsonaro pra ele fazer o diferente mas ele nao so é igual aos outros como é pior. O presidente se parece com Hugo Chaves, alias, muito mais do que Lula. Pesquisem ai…

    1. O Presidente que só comprova o que já sabemos (fraude nas urnas) não pode ser pior do que um corrupto.

  4. Olhem a ditadura institucionalizada.
    Bolsonaro fala todos os dias em democracia e liberdade.
    O que esses caras estão fazendo é um absurdo.
    Esse cabeça de piroca, prende, julga e condena sozinho.
    O engraçado é que a esquerdalhada não da um piu.
    Cadê o palpiteiro do FHC??
    O que ele tem a dizer.
    E o papai do xandão jurista ex presidente Temer??
    Tudos escondidos, não falam absolutamente nada.
    O Brasil esta caminhando pra lascar os brasileiros na mão desses socialistas esquerdistas de merda.
    Obram o olho negada, o negócio não é brincadeira, basta olhar o que já está em curso, a arbitrariedade dessa patota, contra tudo que é decente.

  5. Luladrão e família foram flagrados com roubos, propinas, foi delatado por membros das quadrilhas, por quem pagou propina, disse até pelo que pagou e não deu nada, como fake news vai dá? Ômi tenha fé

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

MUDANÇA “SEM SENTIDO”: André Mendonça deve contrariar PGR e manter caso de Lulinha no STF


Foto: Reprodução/ IA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deve rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para enviar à primeira instância um dos inquéritos que investigam Lulinha, filho do presidente Lula (PT). De acordo com a colunista do UOL, Carla Araújo, Mendonça considerou o pedido de Paulo Gonet “sem sentido” e que “não se sustenta”.

Por isso, segundo a colunista, o ministro deverá decidir pela manutenção da investigação no STF. Aliados de Mendonça relatam que não é a primeira vez que tentam tirar as investigações das mãos dele e que há uma “tentativa sistemática” para que ele deixe os casos.

Outro inquérito envolvendo Lulinha está sob relatoria do ministro Flávio Dino, que também aguarda a decisão de André Mendonça antes de definir o destino da investigação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Eleições 2026

TRE diz que candidato vestido de Jesus terá que trocar foto de urna no Piauí

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) determinou, no último domingo (16/8), que o candidato a suplente pelo Democracia Cristã, Dilcon Afonso, trocasse a foto de urna, com risco de ter a candidatura impugnada. A foto reprovada pelo TRE era do candidato vestido de Jesus.

“Apresentar fotografia recente do candidato”, determinou a Justiça Eleitoral.

Na última terça-feira (18/8), Afonso enviou uma nova foto ao TRE-PI. O novo registro tem o candidato sem coroa de espinho e manto vermelho no corpo.

Dilcon interpretou Jesus Cristo em espetáculos da Via Sacra no Piauí. Ele é o primeiro suplente do candidato ao Senado Dionísio Carvalho (DC).

Apesar de ter enviado a nova foto ao TRE, o registro de Afonso ainda consta com a foto antiga.

Com informações de Metrópoles

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

[VÍDEO] PF teria ameaçado apreender “Pixuleco” durante manifestação em Natal

Imagem: Reprodução

Ainda antes da chegada do presidente Luís Inácio Lula da Silva a Natal, policiais federais supostamente ameaçaram apreender o “Pixuleco”, erguido nas proximidades da Arena das Dunas,  local onde o chefe do Executivo participará de um comício do PT.

Durante a manifestação, o grupo exibia o boneco conhecido como “Pixuleco”, próximo ao viaduto de Ponta Negra, como também uma faixa com menção ao escândalo do INSS: “Ele voltou e roubou os velhinhos”.

A Policia Rodoviária Federal (PRF) precisou intervir a favor dos manifestantes. Ninguém foi preso. O boneco continua erguido.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

VAI PROCESSAR A PF? Lulinha aciona Justiça contra Flávio por vídeo que o liga a fraudes do INSS

Imagem: Reprodução

Assim como fez com Romeu Zema (Novo), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, processou o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência do PL, por relacioná-lo ao escândalo de desvios e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

O filho do presidente Lula (PT) reclama de um vídeo, feito por inteligência artificial, em que o senador pilota uma aeronave para localizar o empresário (foto), alvo de três inquéritos da Polícia Federal.

Segundo o vídeo, Lulinha é “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

“O roubo dos velhinhos do INSS não pode ficar impune”, acrescenta.

A defesa alega que o vídeo de Flávio atribui “fato falso, de inequívoca conotação criminosa e finalidade difamatória” ao filho de Lula.

Além da retirada do vídeo dos perfis de Flávio no X e no Instagram em até 24 horas, Lulinha pede à Justiça o pagamento de 10 mil reais por danos morais.

Ele também quer que a Justiça reconheça o “abuso de direito” na divulgação das imagens e no uso da IA “para veicular imputações falsas e difamatórias”.

Com informações de O Antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

[VÍDEO] Manifestantes erguem “Pixuleco” para recepcionar Lula em Natal

Imagem: Reprodução

Manifestantes ergueram o tradicional boneco “Pixuleco”, nesta quinta-feira (20), na BR-101, nas proximidades do viaduto de Ponta Negra, em Natal, o tradicional boneco “Pixuleco”, para ‘recepcionar’ o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que participará de um comício com o candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier e a governadora Fátima Bezerra, no estacionamento da Arena das Dunas.

Além do “Pixuleco, os manifestantes também abriram uma faixa com uma frase fazendo referência ao escândalo do INSS: “Ele voltou e roubou os velhinhos”.

Antes do ato na Arena das Dunas, Lula esteve em Macaíba, onde visitou o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo para acompanhar os anúncios relativos aos supercomputadores e soberania digital.

Essas serão suas primeiras agendas como presidenciável após o lançamento oficial da campanha à reeleição para a Presidência da República, que ocorreu no último domingo, em São Bernardo do Campo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Zenaide é eleita relatora de medida para reduzir filas e agilizar análise de benefícios do INSS

Foto: Geraldo Magela

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) foi eleita relatora de uma medida federal de redução das filas de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal, como os auxílios por incapacidade temporária e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional, a Medida Provisória (MP 1.369/2026) incluiu entre os objetivos do já existente Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) o monitoramento de processos de reconhecimento inicial de direitos e de revisão de benefícios previdenciários e assistenciais que estejam em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.

“Trata-se de uma necessidade de órgãos públicos federais de aumentar a capacidade de processar e atender sem atraso as demandas previdenciárias, assistenciais e médico periciais da população. Quem precisa desses auxílios financeiros e assistenciais para sobreviver não pode esperar meses e meses para ter análise e reconhecimento de direitos, revisões, reavaliações. Estamos falando, sim, de uma urgência social”, afirma a parlamentar.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

[VÍDEO] Polícia Civil e Detran deflagram “Operação Rota 67” para apurar cobrança indevida na intermediação de vistorias veiculares em Natal

Imagem: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em conjunto com o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação “Rota 67”, com o objetivo de apurar a prática do crime de corrupção passiva envolvendo um servidor efetivo do órgão. Durante a ação, foram cumpridas medidas de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Natal e Japi, além de outras medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário.

De acordo com as investigações, o servidor é suspeito de realizar cobranças indevidas a usuários para intermediar vistorias e outros procedimentos relacionados a veículos, valendo-se, em tese, da função pública e do acesso aos sistemas internos do Detran/RN.

O Detran/RN colabora com as investigações desde o início, por meio do fornecimento de informações e elementos técnicos necessários ao esclarecimento dos fatos, incluindo dados referentes a procedimentos administrativos e acessos aos sistemas internos do órgão.

Com autorização judicial, as buscas foram realizadas em dois endereços residenciais vinculados ao investigado, em Natal, na estação de trabalho utilizada por ele no Detran/RN e em um endereço residencial localizado no município de Japi, interior do RN.

O Poder Judiciário também determinou o afastamento do servidor de atividades relacionadas a vistorias e procedimentos veiculares, além do bloqueio de acessos, credenciais e permissões em sistemas relacionados às funções investigadas.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, com o objetivo de esclarecer a extensão das condutas investigadas, identificar eventuais outros episódios e apurar a possível participação de terceiros.

O nome da operação, “Rota 67”, faz referência ao fluxo sistêmico identificado pelo prefixo “67”. Durante as investigações, procedimentos vinculados a esse fluxo foram identificados em situações relacionadas aos fatos apurados, incluindo vistorias e regularizações de veículos associadas à atuação do servidor investigado.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula soube na véspera de pedido da PGR para enviar caso de Lulinha à primeira instância

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Antes de o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) vir a público, Lula já havia sido informado sobre o pedido para enviar à primeira instância um dos inquéritos que envolvem seu filho, Fábio Luís da Silva, o Lulinha.. O presidente recebeu o aviso na noite de quarta-feira (19), durante uma reunião no Palácio da Alvorada. A informação é da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

A informação foi repassada pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende o Lulinha. O encontro também contou com a presença do ex-ministro Fernando Haddad.

Marco Aurélio confirmou a conversa com Lula e classificou o pedido como um “caminho natural”, argumentando que Lulinha não possui foro privilegiado.

O pedido foi revelado na manhã desta quinta-feira (20) pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. O teor do requerimento permanece sob sigilo.

Segundo o advogado, a reunião também tratou da eleição para o governo de São Paulo. Marco Aurélio integra a coordenação da campanha de Fernando Haddad.

Com informações da coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Allyson tenta afastar imagem de Abraão Lincoln e quer impedir que adversários mostrem que são aliados

Campanha do ex-prefeito de Mossoró reage à peça que vincula candidato a Abraão, investigado no escândalo dos descontos indevidos do INSS

A campanha de Allyson Bezerra tenta dissociar a imagem do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte de Abraão Lincoln, investigado no escândalo do INSS. O jurídico quer barrar na Justiça uma peça publicada pelo adversário Álvaro Dias relacionando Allyson e Abraão.

Abraão, no entanto, é coligado à campanha de Allyson, o que reforça a relação política entre os dois no atual processo eleitoral.

Na publicação questionada, Álvaro afirma que Allyson “se vende como o novo, mas caminha lado a lado com os mesmos nomes do passado” e apresenta uma fotografia dos dois. A imagem utilizada na peça é de domínio público e já foi veiculada anteriormente por diversos jornais e blogs.

Na própria ação, a coligação reconhece que a propaganda busca transmitir ao eleitor a percepção de “proximidade, relacionamento ou vinculação pessoal” entre Allyson e Abraão.

É justamente essa vinculação que a campanha de Allyson agora tenta afastar em plena disputa pelo Governo do Estado, apesar de Abraão integrar a coligação que sustenta sua candidatura.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PRECATÓRIOS: Sefaz nega bloqueio de depósitos judiciais do Fundo Garantidor pelo Banco do Brasil por falta de pagamento do Governo do Estado

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) emitiu nota oficial negando que o Banco do Brasil tenha bloqueado depósitos judiciais destinados ao pagamento de dívidas de precatórios após o Governo do Estado não recompor o Fundo Garantidor. A notícia foi dada pela Tribuna do Norte e reproduzida pelo Blog do BG.

“Os depósitos judiciais e o Fundo Garantidor são geridos pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Atualmente, não há qualquer impedimento para que o Governo do Estado tenha acesso aos recursos destinados ao pagamento de precatórios”, diz a nota.

Ainda segunda a Sefaz, o governo estadual “está em dia com o plano de pagamento de precatórios, cumprindo regularmente os compromissos estabelecidos”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *