Política

Luis Miranda diz à PF que Pazuello relatou pressão de Arthur Lira

Foto: Reprodução/O Globo

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) relatou em depoimento à Polícia Federal, na semana passada, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse a ele ter recebido pressão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para liberar recursos da pasta. O GLOBO obteve o vídeo da oitiva do parlamentar, ocasião em que ele conta também que Pazuello teria dito que havia “sacanagem” no ministério desde que ele assumiu.

O GLOBO procurou Lira e Pazuello, mas ainda não obteve respostas. Quando foi ouvido pela PF, o ex-ministro afirmou que não se lembrava do teor da conversa com Miranda.

A conversa entre Miranda e o ex-ministro teria ocorrido no dia 21 de março, um dia depois de o próprio Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, terem levado ao presidente Jair Bolsonaro denúncias sobre a compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi suspenso em virtude das suspeitas de irregularidades. O depoimento de Miranda foi prestado num inquérito aberto para investigar se Bolsonaro prevaricou, ou seja, não tomou providências ao ser informado sobre as supostas ilegalidades na aquisição do imunizante.

— Eu disse: “Pazuello, tá tendo sacanagem no teu ministério. Tem que agir, mermão”. Aí ele falou: “Sacanagem tem desde que eu entrei”. Com aquele jeitão carioca dele. “Inclusive, ontem, eu (Miranda) fui no presidente e entreguei um negócio pra ele. É um absurdo. Se estiver acontecendo de verdade, é um absurdo você (Pazuello) precisa cuidar disso.”

Miranda continua o depoimento contando o que Pazuello teria respondido:

— O Pazuello olha pra mim e diz assim: “Deputado, posso falar a verdade? Eu passei seis horas andando de helicóptero com ele (Bolsonaro) e consegui dez minutos de atenção dele. Eu não consigo. Eu tenho coisas pra resolver com ele e, porra, no final do ano eu levei uma pressão tão grande que eu não sei exatamente como resolver. Uma pressão… um cara”.

Miranda relata então o que teria ouvido do ex-ministro da Saúde sobre Arthur Lira.

— (E eu perguntei) “Que cara? “O Arthur Lira, porra. O Arthur Lira colocou o dedo na minha cara e disse: ‘Eu vou te tirar dessa cadeira’, porque eu não quis liberar a grana pra listinha que ele me deu dos municípios que ele queria que recebesse. Ele bota o dedo na minha cara”.

Durante aquela semana, Bolsonaro foi pressionado por integrantes do Centrão a trocar o ministro da Saúde. O presidente bateu o martelo sobre a substituição em 14 de março, uma semana antes do dia em que Miranda teria conversado com Pazuello.

— O presidente sabe disso? — teria questionado então Luis Miranda, de acordo com seu relato à PF, a Pazuello. — “Lógico que o presidente sabe. Eu falei para o presidente”. Eu olhei para o Pazuello: “Você não tem noção do que tá falando, cara”. Ele falou: “Luis, Eu não duro. Nessa semana eu tô fora. Eles vão me tirar, cara. O cara falou que ia me tirar”

Discurso de despedida

Quando deixou a cadeira que ocupava na Esplanada, Pazuello fez um discurso de despedida para os servidores da pasta e falou que havia autoridades interessadas em “pixulé”, o que seria um termo para designar vantagem indevida.

Mais Caso Covaxin: à PF, servidor da Saúde confirma pressão para liberar Covaxin e diz que levou detalhes do caso a Bolsonaro

O depoimento de Miranda à PF contém uma contradição em relação às datas dos fatos ocorridos. Miranda narra que Pazuello teria confirmado que o tal relato sobre “pixulé” se referia à pressão de Arthur Lira por verbas. Mas a despedida de Pazuello, quando ele citou o termo, ocorreu no 24 de março, portanto, depois da data da conversa entre o deputado e o ex-ministro.

— Ah… Isso então é aquele desabafo do pixulé? E ele: “É… Pô… É aquela história lá que eu falei, o tal do pixulé”.

Depois, Pazuello teria desabafado sobre sua gestão à frente da pasta.

— “Você tem noção, Luis, o que nós fizemos pelo Brasil?” (perguntou Pazuello). E ele começou a contar toda uma história que ele materializou com mensagens que ele enviou depois. “Nós tentamos comprar EPI (materia de proteção sanitária), não deixaram. Tentamos importar vacina antecipada e não deixaram. Tentei fazer contrato, mandaram cancelar o contrato”, narrando um caso que aconteceu lá atrás, que o próprio Palácio mandou ele cancelar o contrato. Que ele tinha agido antecipadamente. “E as bombas vieram tudo pra cima de mim. Todo mundo fala, o ministro da Saúde está errando. Cara, eu não consigo fazer. Eu tento fazer, e nego me barra”.

Luis Miranda deu detalhes também sobre uma conversa que teve com o presidente, fato que motivou seu convite a depor à Polícia Federal. Bolsonaro é investigado por prevaricação pela suspeita de que não teria levado adiante as denúncias ouvidas naquele dia, em 20 de março. Miranda e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, responsável pelo departamento de importação, encontraram o presidente no Palácio da Alvorada.

Eles mostraram a Bolsonaro que a Precisa Medicamentos, empresa responsável pela Covaxin, é dos mesmos sócios da Global Saúde, empresa que recebeu R$ 20 milhões do governo por remédios para doenças raras em 2017 e não entregou o produto. Ricardo Barros (PP-PR), então ministro da Saúde e hoje líder do governo na Câmara dos Deputados, é réu pelo caso em uma ação de improbidade administrativa. Luis Ricardo deu depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) afirmando que houve pressão pela Global Saúde naquela época.

— Mas aí o presidente fala assim: “Entendi, entendi tudo, isso é muito grave. Então essa empresa… Como é que veio esse caso?”. Aí meu irmão explica que, no caso da Global, a empresa ganhou a licitação, recebeu R$ 20 milhões nossos e não entregou os medicamentos. Ele (Bolsonaro): “É a mesma empresa?”. Ele (Ricardo) falou “é o mesmo grupo econômico, são os mesmos sócios” — relatou Luis Miranda à Polícia Federal.

O presidente então perguntou ao servidor quem ele “suspeita que poderia estar envolvido nisso”, segundo o relato do deputado Luis Miranda.

— Aí o presidente fala “então deixa eu te fazer uma pergunta melhor: quem está te dando pressão?”. Aí o meu irmão conta, Coronel Pires (funcionário do Ministério da Saúde), o presidente anota, o (ex-diretor de Logística do ministério) Roberto Dias, e ele fala mais o nome de duas pessoas que ligavam lá, fala que o empresário ligou para ele. Aí o presidente fala assim: “Esses caras querem me foder, esses caras do Centrão querem foder com a minha vida. Só pode. Não acredito. Mais uma dor de cabeça dessa para mim”.

Às 23h de sexta-feira, 19 de março, um dia antes do encontro com Bolsonaro, Luis Miranda conta ter recebido a ligação de Coronel Pires. Miranda disse à PF que Pires colocou seu irmão para falar com um “empresário”. À CPI da Covid, Luis Ricardo disse que o empresário em questão seria Francisco Maximiano, presidente da Precisa Medicamentos, a empresa que representava o laboratório responsável pela fabricação da Covaxin.

— E aí ele (Bolsonaro) falou assim: “O empresário te ligou?”. “Ligou para mim”. Porque ele (Ricardo) afirma que o empresário teria ligado para ele. O presidente disse assim: “Isso é grave”.

Envolvimento de Ricardo Barros

Luis Miranda reitera também que seu irmão, Luis Ricardo, já tinha tido acesso ao recibo (“invoice”) de importação da Covaxin antes de falar com o presidente, ao contrário das alegações de representantes da Precisa Medicamentos de que os documentos foram enviados depois. Mas diz que, na conversa, eles se ativeram a outros detalhes, como o histórico da empresa com o caso dos medicamentos para doenças raras.

— Porque o meu irmão focou em falar para o presidente do histórico da empresa, ele era testemunha desses problemas e conhecia muito profundamente o caso. E o presidente não olha para mais nada, olha para as matérias, bate o olho na matéria (do jornal “O Estado de S. Paulo”, que tem foto do Ricardo Barros em destaque).

Segue Miranda:

— O presidente bate o olho na matéria e diz assim ‘Esse cara de novo? Vocês sabem me dizer se ele está envolvido nesse procedimento, nesse caso?”. As palavras do presidente nesse sentido, perguntando se a gente sabia alguma coisa do Ricardo Barros. E a gente fala assim, desculpa, presidente, a gente não tem nomes de pessoas para lhe dar.

E conclui:

— O que a gente tem é: o procedimento está em desconforme com o que normalmente ocorre. E pior, meu irmão relatou que está sofrendo pressão. Daí ele pergunta “que tipo de pressão?”. Aí eu fale:i “23h da noite um coronel perguntando se podia atender empresário”.

Gravação da conversa

Luis Miranda reitera ainda à Polícia Federal que não gravou a conversa com o presidente e diz não saber se seu irmão teria gravado.

— O senhor gravou a conversa? —, questiona o delegado.

— (Risos.) Eu já disse isso na CPI, eu jamais gravaria o presidente. Naquele momento eu estou na presença de alguém que eu confio nele. Eu fui levar a ele algo que não satisfeito em ter denunciado à PF, eu achava que era a pessoa mais importante a ficar sabendo daquilo.

— O senhor não gravou? Pediu para o seu irmão gravar?

— De jeito nenhum.

O delegado insiste ainda para saber se um dos teria teria “algum áudio” ou “alguma mídia” da conversa e o deputado responde que não. Ao fim do depoimento, o próprio Miranda pergunta ao delegado se existe ou não uma gravação da conversa.

— Existe esse negócio? Você pode falar pra mim agora? Se quiser desligar. Existe essa gravação? — pergunta Miranda ao delegado.

— Que eu saiba, não — responde.

O Globo

 

 

Opinião dos leitores

  1. É muito lero, um marginal desses solta uma conversa mal contada, sem provas e ficam querendo fazer onda em cima disso. Tem que apurar, ele vai ter que provar o que disse e deixa torar no lombo de quem esticar errado, ele inclusive.

    1. Se Bozo não desmentiu é porque é verdade e ele tem o rabo preso.

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Política

Bolsonaro completa 71 anos, preso e sem previsão de alta hospitalar

Foto: Reprodução/X @CarlosBolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro completa 71 anos neste sábado (21) em uma situação delicada: internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília, enquanto cumpre pena sob custódia policial.

Bolsonaro está hospitalizado há uma semana após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Segundo o boletim mais recente, o quadro apresenta evolução positiva, mas ainda não há previsão de alta.

Mesmo internado, o ex-presidente segue recebendo visitas frequentes de familiares, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos. Paralelamente, a defesa continua pressionando pela concessão de prisão domiciliar, alegando a necessidade de cuidados médicos contínuos.

De acordo com médicos que acompanham o caso, a resposta ao tratamento com antibióticos tem sido considerada satisfatória até o momento, o que indica tendência de melhora nos próximos dias.

Não é a primeira vez que Bolsonaro enfrenta datas marcantes no hospital desde que foi preso. No fim do ano passado, ele chegou a passar o Natal internado, quando foi submetido a procedimentos médicos, incluindo cirurgia e exames relacionados a problemas digestivos e outras complicações de saúde.

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Geral

Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento e cobra reação urgente do governo Lula

Foto: Freepik

Entidades do setor de combustíveis emitiram um alerta direto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o risco de desabastecimento no país. Em nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (20), representantes da cadeia cobram medidas imediatas diante dos impactos da crise internacional do petróleo.

O documento, assinado por organizações como Fecombustíveis e Sindicom, aponta que ações já adotadas pelo governo, como a redução de tributos sobre o diesel, não têm sido suficientes para conter a pressão nos preços ao consumidor.

Segundo o setor, o problema está na composição do diesel vendido nos postos. Enquanto as medidas atingem o diesel A, o produto comercializado é o diesel B — uma mistura com biodiesel —, o que dificulta o repasse integral dos benefícios e mantém o custo elevado.

As entidades também destacam o recente reajuste da Petrobras, que elevou o preço do diesel puro em R$ 0,38 por litro, impactando diretamente o valor final nas bombas. Além disso, apontam que leilões da própria estatal têm registrado preços ainda mais altos, pressionando o mercado.

Diante do cenário, o setor reforça que a combinação de fatores internacionais, custos internos e política de preços pode agravar a situação, aumentando o risco de falta de combustível e exigindo resposta rápida do governo federal.

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Geral

Papo de Fogão recebe Dr. Fernando Cabral, e os chefs Walter Dantas e Eugênio Cantídio

Oxente, tu ainda não viu o que vem por aí no Papo de Fogão?

Tem Fernando Cabral mandando um bife ao vinho com purê de batata doce com manjericão de lamber os beiços!

E ainda rola ceviche de camarão com caju, com aquele toque potiguar que só a gente sabe fazer!

Corre pra assistir!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Judiciário

AtlasIntel: 66% acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Master

Foto: Victor Piemonte/STF

Levantamento da AtlasIntel, divulgado pelo Estadão, aponta que 66,1% dos brasileiros dizem acreditar que há envolvimento de ministros do STF no caso do Banco Master. Outros 14,9% afirmam que não há participação, enquanto 18,9% disseram não saber.

Segundo a pesquisa, a percepção ocorre em meio à repercussão do caso e ao aumento do debate público sobre a atuação da Corte. O tema ganhou força após a divulgação de informações relacionadas ao banco e a personagens ligados ao processo.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

De acordo com reportagens citadas no levantamento, investigações mencionam contratos envolvendo pessoas próximas a ministros do STF, incluindo referências à esposa do ministro Alexandre de Moraes e ao ministro Dias Toffoli, o que ampliou a atenção sobre o caso.

O estudo também mostra que a desconfiança vai além da possível participação direta. Para 89,9% dos entrevistados, há algum nível de influência externa no julgamento relacionado ao Banco Master, enquanto 6,1% avaliam que as decisões são estritamente técnicas.

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Política

STF, PGR e PF exigem delação completa de Daniel Vorcaro e descartam acordo parcial

Foto: Reprodução

Integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal indicaram que só aceitarão um eventual acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro se for completo, sem omitir envolvidos. De acordo com informações da jornalista Tainá Falcão, da CNN, não haverá espaço para colaboração parcial que beneficie alguns investigados em detrimento de outros.

A sinalização dos órgãos envolvidos é de que qualquer acordo precisa incluir todas as informações disponíveis e possíveis participantes citados. Segundo a apuração, a posição representa uma mudança em relação a uma estratégia inicial atribuída à defesa de Vorcaro, que considerava priorizar a citação de políticos, evitando ministros do STF. Essa possibilidade teria sido descartada diante do entendimento conjunto das instituições.

Nos bastidores, investigadores reforçam que a delação precisa vir acompanhada de provas consistentes. Integrantes da PGR lembram, segundo a apuração, que acordos frágeis já foram questionados no passado, como ocorreu em desdobramentos da Operação Lava Jato, quando parte das colaborações foi revisada por falta de comprovação.

O trabalho conjunto entre a Polícia Federal e a PGR é apontado como um fator para dar mais agilidade ao processo. A transferência de Vorcaro para uma unidade da PF e a assinatura de um termo de confidencialidade são vistos, segundo fontes, como indicativos de avanço nas negociações.

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Polícia

VÍDEO: Empresário e PM são presos em operação contra extorsão e agiotagem na Grande Natal

Imagens: Divulgação/PCRN

Um empresário e um sargento da Polícia Militar do RN foram presos nesta sexta-feira (20), durante a “Operação Última Ceia”, em ação da Polícia Civil em São José de Mipibu, na Grande Natal, e no bairro de Lagoa Nova, na Zona Sul da capital.. Conforme a investigação, os dois são apontados como integrantes de um grupo suspeito de praticar extorsão, agiotagem e associação criminosa.

A PC informou que foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão com apoio de cerca de 70 agentes. Segundo a corporação, o grupo cobrava dívidas de empréstimos informais com uso de ameaças e intimidação. As apurações indicam a aplicação de juros considerados abusivos e a exigência de valores adicionais relacionados a investigações anteriores.

As vítimas, conforme a PC, eram submetidas a pressão psicológica, com monitoramento de rotina e vigilância constante. Em um dos casos, um dos investigados teria invadido o ambiente de uma vítima como forma de reforçar a intimidação.

Foram apreendidos dinheiro em espécie, inclusive em moeda estrangeira, veículos e documentos. O sargento foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, e o material recolhido será analisado para aprofundar as investigações.

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Judiciário

AtlasIntel: Toffoli e Moraes lideram rejeição no STF, com 81% e 59%, respectivamente; Mendonça é o melhor avaliado, com 43%

Foto: Reprodução

Levantamento da AtlasIntel aponta que a maioria dos entrevistados diz ter avaliação negativa de ministros do STF. Os dados foram divulgados em material publicado pelo Estadão e mostram variações na percepção sobre cada integrante da Corte.

De acordo com a pesquisa, o ministro Dias Toffoli aparece com o maior índice de avaliação negativa, com 81%, enquanto 8% avaliam positivamente e outros 8% disseram não saber. Já Alexandre de Moraes tem 59% de avaliação negativa e 37% positiva, segundo o levantamento.

Outros ministros também apresentam maioria de percepção negativa, como Gilmar Mendes (67%), Flávio Dino (58%), Cristiano Zanin (55%), Cármen Lúcia (54%) e Edson Fachin (53%). Os dados indicam ainda percentuais de indecisos variando entre os nomes analisados.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

Segundo a AtlasIntel, os números refletem a percepção dos entrevistados no momento da coleta. A pesquisa também observa que, por arredondamento, alguns percentuais podem não somar exatamente 100%.

O material menciona ainda que a avaliação sobre o ministro Dias Toffoli ocorre no contexto da repercussão de sua atuação em processo relacionado ao caso Banco Master, conforme reportagens citadas. Não há, no levantamento, conclusões sobre irregularidades ou decisões judiciais, tratando-se apenas da opinião dos entrevistados.

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Política

Deputado Vivaldo Costa é internado na UTI com pneumonia, em Natal

Foto: João Gilberto/ALRN

O deputado estadual Vivaldo Costa (PV), de 86 anos, foi internado na tarde desta sexta-feira (20) na UTI do Hospital Rio Grande, em Natal, após diagnóstico de pneumonia. Segundo a assessoria, a medida foi adotada para garantir monitoramento mais rigoroso do quadro clínico.

De acordo com a equipe médica, o parlamentar apresentou sintomas gripais que já duravam mais de uma semana. Em razão da idade, houve a necessidade de cuidados mais específicos e acompanhamento contínuo.

Vivaldo permanece na UTI, onde está sendo submetido a exames para avaliação detalhada do estado de saúde, conforme informado em nota oficial da assessoria. Ainda segundo a nota, o deputado está assistido por equipe médica especializada e segue sob observação, sem divulgação de previsão de alta até o momento.

Vivaldo Costa cumpre atualmente seu nono mandato como deputado estadual e já exerceu cargos como governador, vice-governador, deputado federal e prefeito de Caicó.

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Judiciário

Moraes aciona PGR para avaliar prisão domiciliar de Bolsonaro após pedido da defesa

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a PGR se manifeste sobre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (20), segundo informações do processo.

De acordo com a decisão, o procurador-geral Paulo Gonet também deverá analisar o relatório médico encaminhado pelo hospital, que está sob sigilo. O pedido da defesa solicita a reconsideração de decisão anterior do próprio STF, conforme a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de broncopneumonia. Segundo informações médicas apresentadas ao Supremo, houve melhora no estado de saúde, mas a recomendação ainda é de permanência hospitalar.

Conforme a defesa e a equipe médica, a solicitação de prisão domiciliar leva em conta o quadro clínico do ex-presidente. Os advogados pedem que ele deixe a unidade prisional onde cumpre pena e passe a cumprir a condenação em casa, conforme previsto em casos humanitários.

O senador Flávio Bolsonaro esteve com Moraes nesta semana e apresentou o pedido relacionado à situação de saúde do ex-presidente. A análise da PGR será o próximo passo antes de eventual decisão do STF sobre o caso.

Opinião dos leitores

  1. Quer pagar de bonzinho agora. Morais, o humano….
    O bicho tá pegando pra ele, agora ele quer dar uma de piedoso.

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Economia

Resistência de estados ao corte de ICMS dos combustíveis é “falta de compromisso”, diz ministro da Fazenda

Foto: Diogo Zacarias/MF

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que ainda não recebeu resposta dos governadores sobre a proposta do governo federal de reduzir o ICMS sobre combustíveis. Segundo ele, a não adesão à medida seria “uma lástima” e indicaria “falta de compromisso” com a população.

Segundo Durigan, a proposta foi apresentada aos secretários estaduais da Fazenda ao longo da semana. Ele afirmou que cabe agora aos governadores avaliar o modelo sugerido pelo governo federal para tentar reduzir o impacto dos preços dos combustíveis, conforme o Metrópoles.

Ainda segundo ele, apenas o governo do Piauí sinalizou, até o momento, que pode aderir à iniciativa. A proposta prevê zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação parcial das perdas de arrecadação por parte da União.

O ministro também afirmou que o governo federal avalia outras medidas para conter a alta dos combustíveis, a depender do cenário internacional. Segundo ele, fatores externos, como conflitos no Oriente Médio, podem influenciar diretamente os preços.

De acordo com o governo federal, um pacote já foi anunciado, incluindo subsídio ao diesel, redução de tributos federais e possibilidade de taxação sobre a exportação de petróleo. As medidas, segundo a equipe econômica, buscam conter a alta no curto prazo, embora especialistas apontem incertezas sobre o impacto real ao consumidor final.

Opinião dos leitores

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