Política

Luis Miranda diz à PF que Pazuello relatou pressão de Arthur Lira

Foto: Reprodução/O Globo

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) relatou em depoimento à Polícia Federal, na semana passada, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse a ele ter recebido pressão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para liberar recursos da pasta. O GLOBO obteve o vídeo da oitiva do parlamentar, ocasião em que ele conta também que Pazuello teria dito que havia “sacanagem” no ministério desde que ele assumiu.

O GLOBO procurou Lira e Pazuello, mas ainda não obteve respostas. Quando foi ouvido pela PF, o ex-ministro afirmou que não se lembrava do teor da conversa com Miranda.

A conversa entre Miranda e o ex-ministro teria ocorrido no dia 21 de março, um dia depois de o próprio Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, terem levado ao presidente Jair Bolsonaro denúncias sobre a compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi suspenso em virtude das suspeitas de irregularidades. O depoimento de Miranda foi prestado num inquérito aberto para investigar se Bolsonaro prevaricou, ou seja, não tomou providências ao ser informado sobre as supostas ilegalidades na aquisição do imunizante.

— Eu disse: “Pazuello, tá tendo sacanagem no teu ministério. Tem que agir, mermão”. Aí ele falou: “Sacanagem tem desde que eu entrei”. Com aquele jeitão carioca dele. “Inclusive, ontem, eu (Miranda) fui no presidente e entreguei um negócio pra ele. É um absurdo. Se estiver acontecendo de verdade, é um absurdo você (Pazuello) precisa cuidar disso.”

Miranda continua o depoimento contando o que Pazuello teria respondido:

— O Pazuello olha pra mim e diz assim: “Deputado, posso falar a verdade? Eu passei seis horas andando de helicóptero com ele (Bolsonaro) e consegui dez minutos de atenção dele. Eu não consigo. Eu tenho coisas pra resolver com ele e, porra, no final do ano eu levei uma pressão tão grande que eu não sei exatamente como resolver. Uma pressão… um cara”.

Miranda relata então o que teria ouvido do ex-ministro da Saúde sobre Arthur Lira.

— (E eu perguntei) “Que cara? “O Arthur Lira, porra. O Arthur Lira colocou o dedo na minha cara e disse: ‘Eu vou te tirar dessa cadeira’, porque eu não quis liberar a grana pra listinha que ele me deu dos municípios que ele queria que recebesse. Ele bota o dedo na minha cara”.

Durante aquela semana, Bolsonaro foi pressionado por integrantes do Centrão a trocar o ministro da Saúde. O presidente bateu o martelo sobre a substituição em 14 de março, uma semana antes do dia em que Miranda teria conversado com Pazuello.

— O presidente sabe disso? — teria questionado então Luis Miranda, de acordo com seu relato à PF, a Pazuello. — “Lógico que o presidente sabe. Eu falei para o presidente”. Eu olhei para o Pazuello: “Você não tem noção do que tá falando, cara”. Ele falou: “Luis, Eu não duro. Nessa semana eu tô fora. Eles vão me tirar, cara. O cara falou que ia me tirar”

Discurso de despedida

Quando deixou a cadeira que ocupava na Esplanada, Pazuello fez um discurso de despedida para os servidores da pasta e falou que havia autoridades interessadas em “pixulé”, o que seria um termo para designar vantagem indevida.

Mais Caso Covaxin: à PF, servidor da Saúde confirma pressão para liberar Covaxin e diz que levou detalhes do caso a Bolsonaro

O depoimento de Miranda à PF contém uma contradição em relação às datas dos fatos ocorridos. Miranda narra que Pazuello teria confirmado que o tal relato sobre “pixulé” se referia à pressão de Arthur Lira por verbas. Mas a despedida de Pazuello, quando ele citou o termo, ocorreu no 24 de março, portanto, depois da data da conversa entre o deputado e o ex-ministro.

— Ah… Isso então é aquele desabafo do pixulé? E ele: “É… Pô… É aquela história lá que eu falei, o tal do pixulé”.

Depois, Pazuello teria desabafado sobre sua gestão à frente da pasta.

— “Você tem noção, Luis, o que nós fizemos pelo Brasil?” (perguntou Pazuello). E ele começou a contar toda uma história que ele materializou com mensagens que ele enviou depois. “Nós tentamos comprar EPI (materia de proteção sanitária), não deixaram. Tentamos importar vacina antecipada e não deixaram. Tentei fazer contrato, mandaram cancelar o contrato”, narrando um caso que aconteceu lá atrás, que o próprio Palácio mandou ele cancelar o contrato. Que ele tinha agido antecipadamente. “E as bombas vieram tudo pra cima de mim. Todo mundo fala, o ministro da Saúde está errando. Cara, eu não consigo fazer. Eu tento fazer, e nego me barra”.

Luis Miranda deu detalhes também sobre uma conversa que teve com o presidente, fato que motivou seu convite a depor à Polícia Federal. Bolsonaro é investigado por prevaricação pela suspeita de que não teria levado adiante as denúncias ouvidas naquele dia, em 20 de março. Miranda e seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, responsável pelo departamento de importação, encontraram o presidente no Palácio da Alvorada.

Eles mostraram a Bolsonaro que a Precisa Medicamentos, empresa responsável pela Covaxin, é dos mesmos sócios da Global Saúde, empresa que recebeu R$ 20 milhões do governo por remédios para doenças raras em 2017 e não entregou o produto. Ricardo Barros (PP-PR), então ministro da Saúde e hoje líder do governo na Câmara dos Deputados, é réu pelo caso em uma ação de improbidade administrativa. Luis Ricardo deu depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) afirmando que houve pressão pela Global Saúde naquela época.

— Mas aí o presidente fala assim: “Entendi, entendi tudo, isso é muito grave. Então essa empresa… Como é que veio esse caso?”. Aí meu irmão explica que, no caso da Global, a empresa ganhou a licitação, recebeu R$ 20 milhões nossos e não entregou os medicamentos. Ele (Bolsonaro): “É a mesma empresa?”. Ele (Ricardo) falou “é o mesmo grupo econômico, são os mesmos sócios” — relatou Luis Miranda à Polícia Federal.

O presidente então perguntou ao servidor quem ele “suspeita que poderia estar envolvido nisso”, segundo o relato do deputado Luis Miranda.

— Aí o presidente fala “então deixa eu te fazer uma pergunta melhor: quem está te dando pressão?”. Aí o meu irmão conta, Coronel Pires (funcionário do Ministério da Saúde), o presidente anota, o (ex-diretor de Logística do ministério) Roberto Dias, e ele fala mais o nome de duas pessoas que ligavam lá, fala que o empresário ligou para ele. Aí o presidente fala assim: “Esses caras querem me foder, esses caras do Centrão querem foder com a minha vida. Só pode. Não acredito. Mais uma dor de cabeça dessa para mim”.

Às 23h de sexta-feira, 19 de março, um dia antes do encontro com Bolsonaro, Luis Miranda conta ter recebido a ligação de Coronel Pires. Miranda disse à PF que Pires colocou seu irmão para falar com um “empresário”. À CPI da Covid, Luis Ricardo disse que o empresário em questão seria Francisco Maximiano, presidente da Precisa Medicamentos, a empresa que representava o laboratório responsável pela fabricação da Covaxin.

— E aí ele (Bolsonaro) falou assim: “O empresário te ligou?”. “Ligou para mim”. Porque ele (Ricardo) afirma que o empresário teria ligado para ele. O presidente disse assim: “Isso é grave”.

Envolvimento de Ricardo Barros

Luis Miranda reitera também que seu irmão, Luis Ricardo, já tinha tido acesso ao recibo (“invoice”) de importação da Covaxin antes de falar com o presidente, ao contrário das alegações de representantes da Precisa Medicamentos de que os documentos foram enviados depois. Mas diz que, na conversa, eles se ativeram a outros detalhes, como o histórico da empresa com o caso dos medicamentos para doenças raras.

— Porque o meu irmão focou em falar para o presidente do histórico da empresa, ele era testemunha desses problemas e conhecia muito profundamente o caso. E o presidente não olha para mais nada, olha para as matérias, bate o olho na matéria (do jornal “O Estado de S. Paulo”, que tem foto do Ricardo Barros em destaque).

Segue Miranda:

— O presidente bate o olho na matéria e diz assim ‘Esse cara de novo? Vocês sabem me dizer se ele está envolvido nesse procedimento, nesse caso?”. As palavras do presidente nesse sentido, perguntando se a gente sabia alguma coisa do Ricardo Barros. E a gente fala assim, desculpa, presidente, a gente não tem nomes de pessoas para lhe dar.

E conclui:

— O que a gente tem é: o procedimento está em desconforme com o que normalmente ocorre. E pior, meu irmão relatou que está sofrendo pressão. Daí ele pergunta “que tipo de pressão?”. Aí eu fale:i “23h da noite um coronel perguntando se podia atender empresário”.

Gravação da conversa

Luis Miranda reitera ainda à Polícia Federal que não gravou a conversa com o presidente e diz não saber se seu irmão teria gravado.

— O senhor gravou a conversa? —, questiona o delegado.

— (Risos.) Eu já disse isso na CPI, eu jamais gravaria o presidente. Naquele momento eu estou na presença de alguém que eu confio nele. Eu fui levar a ele algo que não satisfeito em ter denunciado à PF, eu achava que era a pessoa mais importante a ficar sabendo daquilo.

— O senhor não gravou? Pediu para o seu irmão gravar?

— De jeito nenhum.

O delegado insiste ainda para saber se um dos teria teria “algum áudio” ou “alguma mídia” da conversa e o deputado responde que não. Ao fim do depoimento, o próprio Miranda pergunta ao delegado se existe ou não uma gravação da conversa.

— Existe esse negócio? Você pode falar pra mim agora? Se quiser desligar. Existe essa gravação? — pergunta Miranda ao delegado.

— Que eu saiba, não — responde.

O Globo

 

 

Opinião dos leitores

  1. É muito lero, um marginal desses solta uma conversa mal contada, sem provas e ficam querendo fazer onda em cima disso. Tem que apurar, ele vai ter que provar o que disse e deixa torar no lombo de quem esticar errado, ele inclusive.

    1. Se Bozo não desmentiu é porque é verdade e ele tem o rabo preso.

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Eleições 2026

ATLAS/BLOOMBERG: Crise no STF prejudica mais Lula para 52,3% dos eleitores; 20,8% apontam Flávio

Foto: Reprodução

A crise envolvendo ministros do STF prejudica mais a campanha do presidente Lula (PT) do que a do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. Para 52,3% dos entrevistados, Lula é o mais prejudicado pelo episódio, enquanto 20,8% apontam Flávio.

Outros 15,5% avaliam que a crise prejudica os dois candidatos igualmente. Já 7,5% dizem que nenhum dos dois sofre prejuízo e 3,9% não souberam responder.

A AtlasIntel ouviu 5.015 eleitores entre os dias 17 e 22 de setembro por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi financiado pela Bloomberg e registrado no TSE sob o protocolo BR-04739/2026.

Com informações da CNN Brasil

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Geral

Corpo do cantor Rick será velado e enterrado em Sorocaba nesta quinta-feira

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O corpo do cantor Rick Sollo, da dupla sertaneja Rick & Renner, será velado e enterrado em Sorocaba (SP). O artista, de 59 anos, foi uma das cinco vítimas da queda de um helicóptero em Urubici, na Serra de Santa Catarina.

Os corpos foram resgatados na tarde de terça-feira (22) e levados ao Instituto Médico Legal de Florianópolis. Nesta quarta-feira (23), foram liberados para as famílias. O corpo de Rick será transportado de táxi aéreo para Sorocaba, onde o velório para familiares e amigos está previsto para quinta-feira (24). Local e horário ainda não foram divulgados.

O helicóptero desapareceu na segunda-feira (21), depois de decolar de Porto Belo com destino a São Joaquim. Os destroços foram encontrados após 13 horas de buscas em uma área de mata de difícil acesso.

Mortos em queda de helicóptero: cantor Rick, empresário Bruno Avelar, videomaker Paulo Soares, piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e copiloto Leopoldo Barros Teixeira (Fotos: Reprodução)

Além de Rick, morreram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Rick ficou conhecido nacionalmente pela parceria com Renner, com quem formou uma das duplas sertanejas de destaque do país.

Com informações do g1

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Eleições 2026

ELEIÇÕES: Pesquisas internas de Lula apontam tendência de voto útil para petista e Flávio

Foto:  Reprodução

Pesquisas internas da campanha do presidente Lula (PT) começaram a indicar uma tendência de concentração de votos em Lula e em Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da eleição. A avaliação de dirigentes petistas é de que eleitores de candidatos com percentuais menores podem estar migrando para os dois primeiros colocados.

O movimento também aparece na última pesquisa Quaest, embora as variações estejam dentro da margem de erro. Lula chegou a 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio alcançou 33%. Na rodada anterior, eles tinham 36% e 31%, respectivamente.

No mesmo período, Augusto Cury (Avante) passou de 7% para 6% e Renan Santos (Missão), de 4% para 3%. Ronaldo Caiado (PSD) permaneceu com 4% e Romeu Zema (Novo), com 1%.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Com informações do Metrópoles

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Geral

ATLAS/BLOOMBERG: Novo empate técnico no 2° turno traz Lula com 47,7% e Flávio Bolsonaro com 47,4%


Arte: Metrópoles

A corrida pelo Palácio do Planalto segue disputada por margem mínima de intenções de voto de acordo com as pesquisas eleitorais. Uma nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) segue em forte viés de alta e empata tecnicamente na margem de erro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto na simulação de segundo turno quanto na disputa do primeiro turno.

No cenário de segundo turno, Lula aparece numericamente com 47,7%, enquanto Flávio registra 47,4%. Como a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, os dois candidatos configuram um nítido empate técnico, separados por apenas 0,3 ponto percentual. Na sondagem anterior, de 17 de setembro, Lula tinha 46,8% e Flávio, 47,2%.

Acirramento no Primeiro Turno

Na disputa de primeiro turno, o cenário reflete a mesma competitividade. Lula lidera com 45,8% das intenções de voto, seguido de perto por Flávio Bolsonaro, que marca 43,4%. Ambos registraram crescimento idêntico de 1,7 ponto percentual em relação ao levantamento do dia 16 de setembro. Com isso, o petista atinge seu patamar mais alto desde junho, enquanto o senador do PL alcança sua maior marca desde abril.

Atrás dos líderes, a pesquisa aponta Renan Santos (Missão) com 4,5%; Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) empatados com 1,3%; e Romeu Zema (Novo) com 0,9%. Eleitores que votariam em branco ou nulo somam 0,7%, e os que não sabem totalizam 0,5%. Além disso, o instituto testou outros quatro cenários de segundo turno, todos apontando forte polarização.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.015 entrevistados entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026. O nível de confiança estimado é de 95%, e o levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04739/2026.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Projeção do Estadão aponta que PL pode ampliar bancada com até 6 novas cadeiras no Senado


Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Caso as projeções baseadas nas pesquisas de intenção de voto mais recentes se confirmem nas urnas no próximo dia 4 de outubro, o PL de Jair e Flávio Bolsonaro poderá registrar o maior ganho de cadeiras no Senado Federal a partir de 2027. Em contrapartida, legendas do centro político figuram como as que sofreriam as maiores baixas na composição da Casa.

Os dados integram uma nova ferramenta lançada pelo jornal O Estado de S. Paulo para simular a futura configuração do Senado com base nos levantamentos do instituto Quaest em 26 unidades da Federação. No caso do Piauí, onde a Quaest não registrou pesquisas recentes, foram incorporados os dados do Datafolha.

De acordo com o modelo, o PL pode ganhar até cinco novos senadores, elevando sua bancada atual de 15 para pelo menos 20 parlamentares na próxima legislatura, número que pode chegar a 21 dependendo de desempates regionais. Em paralelo, as siglas de esquerda tendem a registrar avanços discretos, enquanto partidos de centro demonstram tendência de retração.

A simulação considerou os candidatos numericamente melhor posicionados em cada região. Nos estados de Rondônia e do Rio Grande do Sul, onde houve empate técnico percentual na disputa pela segunda vaga, ambos os nomes foram contabilizados. Os organizadores ressaltam que o levantamento é uma projeção analítica guiada por dados demoscópicos, e não uma previsão definitiva do resultado eleitoral.

Neste pleito, 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa, renovando dois terços da Casa (duas vagas por estado).

Atualmente, o PL conta com 15 assentos. Desses, nove mandatos seguem válidos até 2031, uma vez que não entram na disputa deste ano. Outros quatro atuais senadores da legenda, Efraim Filho, Sergio Moro, Wellington Fagundes e Wilder Morais decidiram concorrer aos governos de seus respectivos estados.

Com informações do Estadão

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Geral

Campanha de Flávio protocola 14ª representação no TSE contra Lula por uso da máquina pública


Foto: Thiago Miyashiro/Estadão Conteúdo

A equipe jurídica da chapa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de seu vice, Alfredo Gaspar (PL), protocolou nessa terça-feira (22) uma nova representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação também aponta como corresponsáveis o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

O documento questiona a legalidade de dois eventos institucionais realizados na semana anterior: uma visita de Lula ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), e uma agenda voltada à segurança pública no complexo da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Rio de Janeiro.

De acordo com a petição, as solenidades teriam sido desvirtuadas para promover a imagem e a campanha de reeleição de Lula, com posterior veiculação de propaganda em canais oficiais do governo federal. No episódio na PRF, a coligação opositora ainda contesta declarações de cunho político feitas pelo presidente contra Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.

Segundo os advogados, essa é a 14ª representação ajuizada pela campanha do PL ao longo de pouco mais de cinco meses, todas centradas no suposto uso irregular de recursos, eventos e canais oficiais da administração federal.

A defesa aproveitou para criticar o andamento processual, alegando que a demora na análise dos casos diminui a eficácia das medidas cautelares.

Pedidos ao TSE

A ação protocola requer uma série de medidas em caráter de urgência, entre as quais, estão: a imediata suspensão e retirada de todas as publicações institucionais contestadas dos canais oficiais do governo; a preservação integral de registros e arquivos digitais relativos às matérias para fins probatórios e a aplicação de multas aos envolvidos por infração à legislação eleitoral.

Com informações da CNN Brasil

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Caravana 22 percorre o Seridó e encerra agenda com grande carreata em Currais Novos


Foto: Divulgação/Campanha Álvaro Dias

A Caravana 22 percorreu nesta terça-feira (22) municípios do Seridó em uma agenda marcada por carreatas, encontros com lideranças e contato direto com a população. O roteiro passou por São José do Seridó, Parelhas e Acari e terminou em Currais Novos, onde uma grande carreata movimentou a cidade e reuniu moradores, apoiadores e lideranças em torno da candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ao lado de Álvaro, o candidato ao Senado Coronel Hélio participou da mobilização, que reuniu lideranças de diferentes municípios. Entre elas, o vice-prefeito de São José do Seridó, Ricardo Medeiros; o prefeito de Acari, Fernandinho; a prefeita de Jardim do Seridó, Silvana de Lalá; o ex-prefeito de Timbaúba dos Batistas, Chilon Batista; e os ex-prefeitos Dr. Antônio Petronilo e Alexandre Petronilo, de Parelhas, e Roberto Germano, de Caicó. Também acompanharam a Caravana os candidatos a deputado estadual Expedito Ferreira, Bibi Costa e Coronel Azevedo; o deputado estadual e candidato à reeleição Adjuto Dias; e os candidatos a deputado federal Coronel Brilhante, General Girão e Sargento Gonçalves.

Em São José do Seridó, Álvaro também visitou fábricas de bonés e vestuário e oficinas de costura. Em Acari, percorreu a cidade ao lado do prefeito Fernandinho e do ex-prefeito Isaías Cabral. Em Parelhas, a caravana reuniu apoiadores e lideranças políticas locais.

A agenda terminou em Currais Novos, onde uma grande carreata percorreu as principais vias da cidade. Participaram ainda o ex-prefeito Zé Lins, o advogado Carlson Gomes e o prefeito de Lagoa Nova, Iranildo Aciole e apoiadores.

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TSE manda Lula retirar do ar vídeo gravado no Alvorada sobre o caso Banco Master


Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou em caráter liminar que a chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB) remova das redes sociais, no prazo de 24 horas, um vídeo gravado no Palácio da Alvorada no qual Lula aborda o caso do Banco Master.

A decisão atende a uma representação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), opositor na corrida presidencial. A acusação aponta conduta vedada pela legislação eleitoral, devido ao suposto uso de bem público em favor de uma candidatura, conforme o artigo 73 da Lei das Eleições.

Gravado em 3 de setembro, o conteúdo foi veiculado no YouTube, Instagram, Facebook e X, canais devidamente informados à Justiça Eleitoral como oficiais da campanha petista.

Embora a regulamentação do TSE permita que detentores de mandatos executivos utilizem dependências de residências oficiais para fins eleitorais, a norma estabelece exigências rígidas, como a manutenção de um ambiente neutro e desprovido de símbolos associados ao cargo.

No entendimento do ministro Nunes Marques, a gravação não cumpriu essas exigências. O magistrado apontou que as imagens exibem Lula tendo ao fundo a bandeira nacional, o estandarte presidencial e outros elementos institucionais característicos da Presidência da República.

Além de ordenar a exclusão nas redes sociais, o ministro proibiu a veiculação do vídeo de forma integral ou em trechos no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, cujos responsáveis pelas plataformas também foram intimados a cumprir a remoção. Lula e Geraldo Alckmin disporão de cinco dias para apresentar defesa formal após a citação.

Com informações da CNN Brasil

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TRE-DF revoga suspensão e autoriza Michelle a usar imagem de Jair Bolsonaro na propaganda eleitoral


Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), revogou nesta terça-feira (22) a decisão liminar que havia suspendido a propaganda eleitoral da candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL). A peça publicitária continha referências e imagens de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com a nova determinação, o magistrado julgou improcedente a representação ajuizada pela também candidata ao Senado Erika Kokay (PT). Na avaliação do juiz, as falas contidas no material foram proferidas pela própria candidata, sem indícios de que ela estaria atuando como pessoa interposta de Jair Bolsonaro.

A defesa de Michelle recorreu da medida inicial argumentando que restrições penais impostas ao ex-presidente não podem ser estendidas de forma automática a terceiros, sob pena de violação à liberdade de expressão.

Na decisão, o magistrado destacou que o trecho citado na propaganda possui caráter político, mas não apresenta conotação eleitoral indisfarçável ou elementos temporais precisos em relação às medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF).

A representação apresentada por Erika Kokay sustentava que a propaganda buscava realizar transferência de votos e apelo eleitoral irregular, violando restrições impostas pelo STF a manifestações políticas de Bolsonaro.

Em resposta à polêmica e à suspensão anterior, Michelle divulgou um vídeo na segunda-feira (21) segurando uma foto do marido junto ao peito com o rosto oculto. “Hoje, ele está preso, isolado e com a voz silenciada. Como esposa, dói esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”, declarou a candidata ao Senado em postagem nas redes sociais.

Com informações do Metrópoles

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Lula gasta mais de R$ 3,2 milhões com hospedagem em menos de 48h para participar de Assembleia da ONU nos EUA


Foto: Reprodução/Diário do Poder

A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU foi marcada por altos custos aos cofres públicos. Com uma agenda de duração inferior a 48 horas em solo norte-americano, as despesas relacionadas apenas à hospedagem da comitiva oficial já ultrapassam a marca de R$ 3,2 milhões. A informação foi divulgada pelo colunista Cláudio Humberto, do portal Diário do Poder

O tamanho da comitiva que acompanhou o presidente na viagem internacional também voltou a ser alvo de atenção e críticas, tendo inclusive repercutido na imprensa estrangeira e gerado constrangimentos entre diplomatas brasileiros.

De acordo com o colunista, o ‘exército de aspones’, a comitiva se dividiu em duas. Todos se refestelaram em dois dos mais exclusivos hotéis de Nova York, claro. Lula se isolou no Grand Hyatt New York, altíssimo padrão, conta paga por antecipação: R$2.217.655,99 por dois pernoites.

Cláudio Humberto revela que a a maior parte da comitiva ficou no Hotel Park Lane e disse que a ‘farra’ custou ao pagador de impostos R$1.014.867,56, afora os “extras”.

O staff de Lula ainda incomodou a cidade alugando cavaletes para bloquear o trânsito na porta do hotel: foram mais R$8,7 mil gastos.

Opinião dos leitores

  1. Aproveitando o que pode, pois vai perder a oportunidade de viajar esbanjando com whisky presenteado por Vorcaro.

  2. Homi tá pouco, depois desse DISCURSO na abertura lá na ONU merece 3 x 3,2 milhões ou seja: 9,6 milhões. LULA merece tudo 👏🏻👏🏻👏🏻

    1. para dizer uma besteira dessa vc deve ser um dos que mamam no governo.

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