Política

‘A CPI não trará efeito algum’, diz Arthur Lira, que não vê ‘circunstâncias’ para o impeachment

Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

Incomodado com o trabalho da CPI da Covid no Congresso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende que não houve atraso na compra de vacinas da Pfizer. Caso o governo Bolsonaro tivesse adquirido os imunizantes antes, diz Lira, “não teria resolvido o problema da pandemia”. O parlamentar lamenta as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil, mas alega que essa tragédia não é motivo para instaurar um processo de impeachment contra o presidente da República. De acordo com Lira, falta uma circunstância política. O presidente da Câmara ainda afirma que a reforma administrativa deverá ser votada neste ano, mas promete que o texto final não vai afetar a vida dos atuais servidores públicos. Sobre a disputa eleitoral em 2022, com Bolsonaro e Lula no páreo, ele não acredita na possibilidade de uma terceira via.

A CPI da Covid no Senado tem ganhado protagonismo na agenda do Congresso. Qual a sua opinião sobre o trabalho da comissão?

Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo? Até dois meses atrás, o Chile era a nossa referência. Como está hoje? Por que está desse jeito se já vacinou 60%, 70%? No combate à pandemia, não tem receita de bolo pronta. Você não sabe qual variante (predomina), se fica ou sai de lockdown. A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa.

O senhor não acredita que a CPI esteja apontando caminhos importantes?

Não. Participei das conversas com a Pfizer, numa reunião em fevereiro com o Rodrigo Pacheco, o (Paulo) Guedes, o general (Luiz Eduardo) Ramos e o presidente Bolsonaro. Naquela época, não tinha autorização da Anvisa e achavam que o contrato era leonino. O que dissemos? Se tem dinheiro, se tem empenho, se o mundo todo está assinando esse contrato… Então, faça. Do dia em que a Pfizer propôs ao dia em que o governo fez (o contrato), se não errei as contas, alteraria em três milhões de doses (a mais). É muita dose. Ajudaria muita gente. Mas resolveria o problema da pandemia?

Mas a Pfizer já vinha negociando com o governo desde agosto…

Mas onde ela fechou em agosto, fora nos Estados Unidos e em Israel? Tinha 500 mil doses num canto, 100 mil doses em outro. Não tinha nada grande. Israel tem quantos habitantes? Seis milhões? Um país riquíssimo, com todas as proteções. Num país como Portugal, três milhões de doses vacinam 30% da população. Três milhões de doses no Brasil não vacinam Alagoas.

Mesmo assim seria importante salvar vidas.

Não estou dizendo que não é (importante). Estou dizendo que não é a salvação da pandemia. Qualquer vida é importante. Salvar uma vida é bom demais. Agora, não sou governo. A minha atuação nisso foi fazer com que assinassem.

Há condições de abrir processo de impeachment contra o presidente?

Não é por aí. A minha função no impeachment é de neutralidade. Não sou eu que faço o impeachment. Você quer dizer que o presidente Bolsonaro não tem voto na Câmara para segurar um pedido de impeachment? Que ele não tem base de apoio popular para se contrapor a um pedido de impeachment? Então, o que é que estão querendo? Que eu desorganize o país, que eu comece uma conflagração de 122 votos que querem contra 347 que não querem? Vocês querem testar? O que a população quer é testar? Acha que é o caminho? Vamos testar. O que eu estou dizendo é que o impeachment é feito com circunstâncias, com uma política fiscal desorganizada, uma política econômica troncha. O impeachment é político.

E as 500 mil mortes por Covid não seriam uma justificativa?

499 mil (mortes) seriam. 501 mil seriam. Uma seria. A questão é sobre se tem (circunstâncias). Tem? Ou é uma parte que está pedindo? Vai resolver o quê? É o (vice-presidente Hamilton) Mourão que vai resolver? O que é que vamos fazer com o impeachment? Impeachment tem várias circunstâncias, e venho dizendo isso muito claramente. O (ex-presidente Michel) Temer tinha apenas 3% de aprovação popular, com o Janot (Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República) todo o dia disparando uma flecha. E passou por dois pedidos negados na Câmara. Lula teve o mensalão e não teve pedido de impeachment, com um rebanho de gente pedindo. Fernando Henrique teve. Rodrigo Maia, claramente de oposição a Bolsonaro, teve 67 pedidos de impeachment na gaveta. Pautou um? Por quê?

O que falta então para tocar o impeachment?

Falta circunstância. Falta um conjunto de coisas. Enquanto a economia tiver em crescimento… Veja bem, não estou faltando com respeito a nenhuma vítima. 499 mil, 501 mil, são todas significativas como uma vida. Pelo amor de Deus! O que estou dizendo é que o impeachment não é feito só disso.

Quais são seus compromissos de pauta de votação?

Tocando as reformas, a administrativa e a tributária. Fizemos a autonomia do Banco Central. Compromisso de votar as privatizações. Quando me candidatei, fui a seis frentes, das mulheres, ruralistas, anticorrupção. E hoje essas matérias estão vindo.

Mas as reformas administrativa e tributária, não.

Mas tudo a seu tempo. Todo mundo ficou pacientemente esperando o relatório (da tributária) por dois anos. O Aguinaldo (Aguinaldo Ribeiro, relator) ficou dois anos, e ninguém via uma linha do relatório dele.

E sobre a reforma administrativa?

Passou na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Foi uma batalha. Criamos a comissão, abrimos para a participação de todos os partidos, mesmo aqueles que não têm direito regimental. Tem a versão de que vai acabar com a educação, acabar com o funcionalismo. Não vai mexer em um centímetro de direito adquirido, tenho dito isso. Não vamos permitir nada da promulgação para trás. Agora, da promulgação para a frente, é nossa obrigação fazer um Estado mais ágil, mais moderno.

Como o senhor avalia a disputa presidencial em 2022 com Lula no páreo?

Lula é um player importante. Presidente duas vezes. O que eu não acredito é em terceira via. Não tem condição. No Brasil, nunca houve isso. Ao menos depois da volta do voto para presidente. Foi Collor e Lula (em 1989), depois anos de Lula contra o PSDB e a Dilma também (contra o PSDB). E, em 2018, o Bolsonaro substitui o PSDB na disputa com o PT. O PT está sempre lá. Por que não estaria nessa?

Na semana passada, a Câmara aprovou a Lei de Improbidade. Qual a opinião do senhor?

Uma lei que vem num momento correto. Não tem essa história de que fui beneficiado. Foi escolhido um relator do PT (Ricardo Zarattini). E foi aprovada com 408 votos no plenário. Tem que mudar. A atual lei está errada. A lei foi feita depois do impeachment do Collor (em 1992), coisa analógica. Hoje, a Polícia Federal tem 800 instrumentos para fiscalizar, o Ministério Púbico outros 500. É tudo digitalizado.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. CPI e merda de gato NÃO serve pra NADA. Sou pra gastar dinheiro do povo, a paciência da população e no final distribuir medalhas para quem cometeu crimes. Enfim CPI uma verdadeira porqueira. Se mandam o relatório pra justiça vai dá em PIZZA. Que DEUS tenha MISERICÓRDIA de NÓS.

  2. O Governo do Mito, não tem roubalheira; às Estatais dando lucros, os Ministros trabalhando. Lula ladrão este sim, roubavam em todo canto.

  3. vocês não queiram calcular os gastos por hora que ocorrem em uma CPI dessas. para não dá em nada? outra que esse tal de arthur lira não tem credibilidade pra falar. é farinha do mesmo saco! crimes de sobra cometidos e o cara vir dizer que não vai dar em nada? esses são os costumes deles!! coitado do povo! ser comandado por bandidos!!

  4. A CPI da farsa, do circo, da perseguição, do autoritarismo, dos corruptos, como queiram adjetivar, todos esses cabem bem nela, vem mostrando o quanto esse país está aparelhado pela esquerda.
    Quanto o grito dos desesperados está em pauta.
    Quanto a perseguição ao Presidente é feita diariamente.
    Quanto a abstinência de recurso público no bolso casa estrago.
    Quanto a esquerda precisa criar situações que possam levar ao afastamento do Presidente.
    Mesmo diante da pandemia e blindagem que o STF tem dado aos políticos da esquerda, o desespero é evidenciado nas ações desconexas, imorais, absurdas que criam e a verdade destrói diariamente.

  5. De uma coisa tenho certeza.
    Serviu pra desmascarar quem está atrás desse circo.
    Nunca vi um homem tão forte como jair Bolsonaro.
    Desmascarou o STF.
    ” ” os senadores corruptos.
    A globo lixo e vai seguindo mostrando sozinho como esse país funcionava, só não vê quem não quer.
    Cabra macho.
    Tem meu voto.
    Com toda certeza.

  6. Esse tá como quer no governo do MINTO das rachadinhas… Votou a toque de caixa um projeto de lei para inocentar a si mesmo no processo de improbidade que tem contra ele… É a nova política que segundo o MINTO nunca se aliaria ao Centrão… KKKKKK

  7. Acho ser necessária a apresentação do relatório para emissão de pontos de vistas.Nosso alagoano e nordestino,Dr Artur Lira estar se antecipando,dando opinião ainda não recomendada pra quem tem uma função tão elevada.O conheci falando menos,kalma. O futuro exige temperança.

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Judiciário

Fachin rejeita pedido da PGR para arquivar denúncia contra Arthur Lira e vai levar julgamento para plenário

Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para arquivar uma denúncia contra o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) que a própria PGR havia apresentado três meses antes. Lira foi acusado de corrupção passiva pelo suposto recebimento de propina de R$ 1,6 milhões da Queiroz Galvão pelas obras da empreiteira na Petrobras.

Fachin proferiu decisão chamando atenção para o fato de PGR apresentar uma nova manifestação “em sentido frontalmente contrário à inicial” e disse que o pedido não altera a situação do processo. O ministro escreveu que levará o assunto para julgamento do plenário do STF, que decidirá se torna Lira réu neste caso ou se rejeita a denúncia.

“Não depreendo que a manifestação superveniente do órgão ministerial consentânea à tese defensiva e em sentido frontalmente contrário à inicial acusatória tenha a pretendida relevância a alterar a situação processual do caso em apreço, ou tampouco esteja a reclamar a atuação imediata e unipessoal por parte deste relator, no sentido de subtrair do plenário desta Suprema Corte o exame da denúncia ofertada”, escreveu Fachin.

Na denúncia apresentada em junho do ano passado, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, coordenadora da Lava-Jato na PGR e pessoa de confiança do procurador-geral da República Augusto Aras, escreveu que os elementos de corroboração colhidos pela investigação permitiram comprovar o repasse de propina ao parlamentar: “Ante o exposto, resta provado, para muito além de meras palavras de colaboradores, que o Deputado Federal ARTHUR CÉSAR PEREIRA DE LIRA recebeu, em duas vezes, indiretamente, vantagem indevida de R$ 1.598.700,00 (um milhão, quinhentos e noventa e oito mil e setecentos reais), em razão da função pública, provenientes de valores desviados de obras da PETROBRAS S/A, pela empresa QUEIROZ GALVÃO”.

Em outra peça protocolada no fim de setembro, Lindôra desconstruiu a própria acusação e apontou a existência de “fragilidade probatória”. “Não há elementos nos autos que comprovem o elo entre o parlamentar e a Queiroz Galvão”, escreveu. Prossegue Lindôra: “Há contradição entre as narrativas apresentadas pelos colaboradores ALBERTO YOUSSEF e CARLOS ALEXANDRE DE SOUZA ROCHA quanto ao destino dos valores ilícitos pagos pela construtura Queiroz Galvão – um pagamento de R$ 1.005.700,00 e outro de R$ 593.000,00, ambos realizados em Brasília nos dias 16 e 17/0512012. Ademais, não consta da planilha de controle do ‘caixa de propina’ à disposição do Partido Progressista nenhuma informação de que os referidos valores seriam destinados a ARTHUR CÉSAR PEREIRA LIRA (consta a informação de que o ‘dinheiro foi para BSB destinado a políticos do PP / Liderança’)”.

Nesta terça-feira, a Segunda Turma do STF vai julgar um outro processo da Lava-Jato contra o parlamentar, o chamado “quadrilhão do PP”, que já teve julgamento favorável a tornar Lira réu. Sua defesa recorreu.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Ainda querem destruir os membros da lava jato. pela primeira vez na história dessa nação, conseguimos por as mãos nesses criminosos corruptos, ao invés de sermos gratos por uma dádiva dessa, alguns comparsas dos criminosos e alienados tentam execrar os autores dessa façanha. Quem apóia essa manobra criminosa pode ser benefíciados agora com a impunidade, em contra partida estão condenando ao atraso gerações futuras, tanto dele, quanto de toda nação.

  2. "Lira foi acusado de corrupção passiva pelo suposto recebimento de propina de R$ 1,6 milhões da Queiroz Galvão pelas obras da empreiteira na Petrobras". Ué, pensei que a corrupção tivesse acabado no brasil, rsrsrsrsrsrsrs…

  3. Engavetador geral da república é assim. Operação abafa nos escândalos de corrupção.
    Na época do PT investigava-se mesmo se fosse contra o governo!

  4. Vai começar o TRANCA RUA, contra a PEC da IMUNIDADE PARLAMENTAR
    11 X 513, manda quem pode, obedece quem tem juízo.

  5. Propina não. Caixa 2. Propina é quando for para seu desafeto politico. PT por exemplo. Se for aliado é caixa 2. Igual ao Ministro Onyx. Confusão que esse povo faz. Aprendam a diferença.

  6. Manoel, você escolhe um ou outro. Bolsonaro passou 2018 e 2019 tomando porrada da mídia em virtude de sua inoperância com o Congresso, falavam que ele não negociava, não tinha diálogo, não fazia política com a câmara e senado. Agora vocês estão reclamando do diálogo. O que vocês querem? Não adianta, quem entrar vai ter que negociar, pode ser o Moro, qualquer um. Todos os Governadores negociam com suas assembléias. Pq vc não reclama com o Dória, Paes, Fátima do PT, todos esses fazem balcão de negócios, todos negociam em seus respectivos Estados. É SÓ NARRATIVA!

    1. Certo! Aí troca um bandido por outro p poder negociar? Será que no meio de mais de 500 deputados não há ninguém melhor?
      É só narrativa!

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Política

Arthur Lira desmente reportagens que citaram que Paulo Guedes pretende retomar discussões sobre a nova CPMF

Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados (26.mai.2020)

O deputado Arthur Lira (PP-AL) se reuniu na manhã desta quarta-feira (20), no Rio, com deputados do estado do RJ, além de outros líderes políticos, para costurar apoio à sua candidatura à presidência da Câmara, cujas eleições estão previstas para o dia 1° de fevereiro. O encontro aconteceu por volta das 10h30, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).

Na saída, em entrevista à CNN, Lira desmentiu reportagens publicadas por alguns veículos de imprensa, nessa terça-feira (19), que citaram que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretendia retomar as discussões sobre a nova CPMF, visando o apoio de Arthur Lira, em caso de eleição.

“Ontem, eu liguei pessoalmente para o ministro Paulo Guedes porque foi citado o meu nome na matéria e foi citado, na manchete, o nome do ministro. No corpo da matéria isso não existe e o ministro me confirmou que não deu essa entrevista a ninguém. Ele nunca conversou comigo sobre esse assunto”, disse que Lira.

O candidato afirmou, ainda, que haverá “uma mudança de rumo” na Câmara dos Deputados a partir do dia 2 de fevereiro.

“O presidente vai sempre pautar, mas vai sempre ouvir o colégio de líderes, vai sempre ouvir a maioria, as bancadas. A política do “eu faço” vai acabar. Nós, vamos fazer. Então, essa discussão das pautas será feita coletivamente com antecedência, previsibilidade, transparência e respeitando a proporcionalidade partidária”, concluiu.

Na capital fluminense, a agenda do candidato à presidência do legislativo, ainda têm um encontro com o governador em exercício do RJ, Cláudio Castro e um almoço com representantes políticos.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Política

Candidato a presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira estará em Natal nesta sexta-feira

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), candidato a presidência da Câmara dos Deputados, fará uma visita ao Rio Grande do Norte, na sexta-feira (15), para pedir o apoio da bancada dos deputados potiguares, em meio ao recesso. A visita terá início em Natal, com uma coletiva para imprensa em um café da manhã no Restaurante Mangai, às 8h30. O deputado Beto Rosado (PP-RN), em conjunto com os demais integrantes da bancada federal, coordena a visita do candidato ao Estado.

Logo após a coletiva para imprensa, Arthur Lira fará visitas ao prefeito Álvaro Dias e ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira. A agenda será finalizada em um almoço do candidato com a participação do Ministro das Comunicações Fábio Faria, dos deputados federais Beto Rosado, João Maia, General Girão, Carla Dickson, além de outros líderes potiguares.

Em 1.º de fevereiro, os 513 deputados federais vão escolher o novo presidente da Câmara. Nesse dia, também estarão em jogo os cargos de vice-presidentes da Casa, de secretários e suplentes desses cargos. A apuração dos votos começa pelo cargo de presidente da Câmara. Para ser eleito em primeiro turno, o deputado precisa ter a maioria absoluta, isto é, 257 votos. Caso isso não ocorra, os dois mais votados disputam o segundo turno.

O deputado Arthur Lira exerce o terceiro mandato consecutivo como deputado federal. É líder do PP na Câmara. Já foi vereador em Maceió (AL) e deputado estadual. Participa das frentes parlamentares da Agropecuária e da Evangélica.

Opinião dos leitores

  1. Começou a temporada de promessas do toma lá da cá. O Renan Calheiros deve estar orgulhoso do pupilo cria dos usineiros que mandam na República Coronelista das Alagoas.

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Judiciário

Justiça absolve sumariamente deputado Arthur Lira de comandar rachadinha em Alagoas

Foto: CNN Brasil

O juiz Carlos Henrique Pita Duarte, do Tribunal de Justiça de Alagoas, absolveu sumariamente o deputado federal Arthur Lira das acusações de que ele teria chefiado um esquema de rachadinhas quando deputado estadual, entre 2001 e 2007. A sentença foi preferida no fim da tarde desta quinta-feira (3).

Lira respondia por peculato (desvio de dinheiro público). O juiz não só absolveu o deputado como decretou a nulidade de todas as provas que deram base à denúncia, entendendo que houve coleta de evidências em instância incompetente e “violação de direitos e inobservância de regras legais e constitucionais”.

A decisão que absolve Lira e liquida as provas colhidas até agora foi dada no momento em que o deputado entrou no foco do noticiário e viu essas acusações ganharem espaço. Anteontem, o jornal Estado de S. Paulo divulgou trechos da denúncia invalidada nesta quinta pelo juiz de Alagoas, atribuindo ao deputado desvios da ordem de R$ 1,3 milhão.

As acusações levaram à deflagração, em 2007, da Operação Taturama, que atingiu uma série de políticos do estado de Alagoas. A denúncia contra Lira pedia sua condenação por peculato, a proibição do exercício de função pública e ainda pagamento de indenização por dano moral coletivo.

A decisão de Carlos Henrique Pita Duarte produzirá impacto político. Lira é pré-candidato à Presidência da Câmara e é hoje o principal adversário do atual comandante da Casa, Rodrigo Maia. As acusações de que ele chefiou um esquema de desvios na Assembleia Legislativa o assombraram por anos e chegaram a ser enviadas ao Supremo Tribunal Federal, onde dormitaram sob relatoria da ministra Rosa Weber.

Quando o STF decidiu mudar as regras do foro privilegiado, tirando a prerrogativa de casos que não tivessem relação com mandato exercido no Congresso Nacional, a ação penal contra Lira baixou à primeira instância, que agora, após anos, decidiu pela anulação da denúncia e a absolvição do deputado.

O juiz acolheu argumento da defesa de Lira, que afirmou que as evidências colhidas por ordem da Justiça Federal deveriam ser invalidadas, por não respeitaram as regras do foro. Além do deputado, são citados no caso integrantes do Tribunal de Contas do Estado, por exemplo, o que deveria ter levado a ação ao Superior Tribunal de Justiça.

A defesa do deputado, segundo consta na sentença à qual a CNN teve acesso, também afirma que a Procuradoria prorrogou a investigação por anos, sem justa causa. No mérito, Lira sempre negou as acusações.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Depois da saída da Dilma, a pedalada deixou de ser crime;
    Depois do PT sair do poder, caixa 2 deixou de ser crime;
    Depois que descobriram as rachadinhas dos Bolsonaros, deixou de ser crime…
    Deve ser coincidência, só pode.

  2. Pronto, tá liberando o candidato de Bozó, depois vem Bozó Jr.
    Rachadinha deixou de ser crime de roubo.

    1. Tem safado que roubou um TRILHÃO com sua quadrilha e tá solto e cantando de galo, quanto mais quanto mais.

    2. Cada "advogado" defendendo seu bandido de estimação. Volta Jesus!

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Judiciário

PGR aponta fragilidade de provas e desiste de denúncia contra Arthur Lira, líder do centrão

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que uma denúncia contra o deputado Arthur Lira (PP-AL), analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) seja arquivada. O pedido veio cerca de três meses após a PGR pedir o indiciamento do parlamentar e de outros nomes, por crimes de corrupção em contratos firmados entre a Petrobras e a construtora Queiroz Galvão.

Na decisão desta semana, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo acolhe os argumentos da defesa de Arthur Lira, líder do chamado Centrão e um recente aliado do governo de Jair Bolsonaro. O motivo para pedir a rejeição da denúncia contra o deputado seria uma certa fragilidade de provas – na denúncia por ela mesma apresentada.

“Há contradição entre as narrativas apresentadas pelos colaboradores Alberto Youssef e Carlos Alexandre de Souza Rocha quanto ao destino dos valores ilícitos pagos pela construtora Queiroz Galvão – um pagamento de R$ 1.005.700,00 e outro de R$ 593.000,00, ambos realizados em Brasília nos dias 16 e 17 de maio de 2012”, escreveu a procuradora.

Além disso, como Arthur Lira é o único investigado no processo que tem foro privilegiado, a PGR pede que o caso seja enviado à Justiça Federal do Distrito Federal.

Arthur é um dos investigados no Inquérito 4.631 da suprema corte. Nele, a PGR aponta que o líder do Centrão era o arrecadador de propinas do seu partido, o PP, no esquema de corrupção da Petrobras desbaratado pela Lava Jato.

A defesa de Arthur alegou à época que ele sequer havia sido eleito Deputado Federal no período em que a Procuradoria-Geral Federal lhe imputa a função de liderança na articulação dos pagamentos indevidos.

Congresso em Foco – UOL

Opinião dos leitores

  1. Se fosse do PT já estava preso , mais como é do centrão, e o centrão é de Bolsonaro , está tudo sobre controle e segue a boiada

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Política

Teori determina sequestro de bens de Arthur e Benedito de Lira

teori-zavascki-size-5982O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da operação Lava Jato, determinou o sequestro de bens do deputado federal Arthur de Lira (PP-AL) no valor de R$ 2,6 milhões e do pai dele, senador Benedito de Lira (PP-AL), no valor de R$ 1,6 milhão.

O pedido do bloqueio foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que é responsável pela investigação contra os dois na Lava Jato.

Segundo a decisão, os dois, pai e filho, são suspeitos de receber vantagens indevidas. O valor sequestrado poderá ser usado para ressarcimento aos cofres públicos. O ministro Teori Zavascki determinou que o Banco Central tome as medidas para operacionalizar a retenção dos valores mediante as instituições financeiras.

Os dois já foram denunciados pelo procurador-geral por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e ainda precisam apresentar defesa prévia antes de o Supremo decidir se eles viram ou não réus em uma ação penal.

A defesa do deputado Arthur de Lira informou que tenta obter a decisão no Supremo desde a manhã desta quarta e, até a última atualização desta reportagem, não havia conseguido acessá-la.

Fonte: G1

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