Educação

Maioria das escolas que aderiu ao modelo cívico-militar registra redução da violência e de faltas

Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O Ministério da Educação deve levar ainda neste ano o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM) a mais 74 escolas. A meta é atingir 216 instituições de ensino até 2023. Embora seja custeado pelo governo federal, o programa depende da adesão das unidades da federação – até agora, são 22 – e cada secretaria estadual de educação participa da seleção das escolas que adotarão o novo modelo.

No ano passado, o governo federal destinou R$ 15 milhões para o programa, que contemplou aproximadamente 77 mil alunos. A preferência é por escolas com problemas de violência ou com um grande percentual de alunos em situação de vulnerabilidade.

Das 54 vagas abertas para o ano letivo de 2020, três não vingaram. Nas 51 restantes, o projeto parece ter sido bem-sucedido. Segundo um levantamento feito pelo MEC, 85% dos gestores relataram redução nas faltas e na evasão; 65% apontaram diminuição nos índices de violência escolar e 61% afirmaram que houve melhora na administração da escola. Para 77%, o ambiente de trabalho melhorou.

Na edição de 2021, escolas de 219 municípios demonstraram interesse em participar. Por causa da pandemia, entretanto, a implementação do programa atrasou e ainda não teve início. A expectativa é de que isso aconteça no segundo semestre. “Apesar desse impacto negativo nas atividades presenciais em sala de aula, as escolas adotaram eficazmente o acompanhamento das atividades acadêmicas por meio de buscas ativas pelos militares e profissionais de ensino”, informou, em nota, o Ministério da Educação.

De acordo com o coordenador-nacional do PECIM, o capitão de mar e guerra João Carlos Kuster Maia, os militares também atuaram durante o período de aulas remotas. Dentre outras atividades, afirma o capitão, “eles colaboraram nas atividades de organização administrativa e de ambientes da escola, na recuperação de instalações, manutenção de equipamentos, busca ativa de alunos – minimizando a evasão escolar -, no atendimento aos pais e responsáveis e no apoio à capacitação de servidores”, explica.

A ideia do programa é replicar a lógica das escolas militares, que apresentam um desempenho muito superior ao das demais escolas públicas. Mas o modelo implementado é diferente do adotado pelas instituições geridas pelas Forças Armadas e pela Polícia Militar: no PECIM, o sistema é híbrido. Não há substituição dos professores ou dos diretores das escolas, que continuam sendo civis, geralmente selecionados por concurso. A diferença é que a escola ganha o “reforço” de militares: coordenadores de gestão e monitores que se encarregam de cuidar da gestão da escola, de melhorar a disciplina dos alunos e de promover o civismo.

Dentro de sala de aula, o conteúdo segue inalterado, mas o modelo pedagógico será mais parecido com o das escolas militares. Conforme prevê o projeto: ele será baseado “nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Comando do Exército, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares”.

Embora os militares que atuam nas escolas sejam identificados como “voluntários”, eles também recebem um auxílio financeiro, que em boa parte dos casos gira em torno dos R$ 3.500. Quando preenchem a ficha de inscrição, os militares devem escolher quatro cidades ou regiões metropolitanas nas quais estão dispostos a trabalhar. Além de integrantes das orças armadas, o programa também permite a participação de policiais militares. Os militares são membros inativos das Forças Armadas, selecionados pelo Ministério da Defesa. O salário deles é bancado pelo governo federal.

O programa teve início em dezembro de 2019, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a implementação daquela que era uma das principais apostas da pasta: o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM). Na ocasião, ele afirmou que as primeiras 54 escolas haviam sido selecionadas para participar do programa, fariam parte de um “piloto”. “O objetivo é ter um sucesso em todas elas para aí sim poder expandir rapidamente, para todo o Brasil, o modelo de escola cívico-militar”, disse ele.

Um ano e meio depois, Weintraub já deixou o cargo e a pandemia da Covid-19 prejudicou a rotina escolar. A fase do “rapidamente” ainda não chegou, mas, de acordo com o Ministério da Educação, os resultados preliminares são promissores.

Transição

Uma das escolas contempladas na primeira leva do programa foi o Colégio Estadual Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR). Diretora da unidade, Valéria Ramirez Daniel diz que a transição foi positiva. “Não é uma militarização. É algo muito prático, e a gente está vendo a mudança no perfil dos alunos”, afirma.

O novo perfil da escola causou modificações na rotina: diariamente, os militares coordenam a chamada “ordem unida” – termo emprestado do jargão militar. A cerimônia inclui a execução do hino nacional, o hasteamento da bandeira e comunicados por parte da direção. Os alunos também aprendem comandos militares básicos, como a continência, a marcha e a cadência.

O capitão Carlos Alberto Rigotti, que trabalha na escola, afirma que essas atividades auxiliam os alunos a desenvolverem a disciplina e o respeito aos superiores – características que serão úteis em suas carreiras profissionais. “O nosso objetivo não é militarizar. É mais profundo: formar uma disciplina consciente. Queremos que os alunos sigam as regras e se tornem pessoas organizadas”, afirma ele. Rigotti, que passou para a reserva no Exército em 2015, está há um ano e meio no projeto.

Com o programa, a escola – que tem 1.036 alunos do sexto ao terceiro ano – recebeu 16 monitores e dois gestores militares militares. Rigotti é um deles. A grade foi estendida: são seis aulas por dia em vez de cinco. A escola passou a ter a disciplina Cidadania e Civismo – neste caso, por iniciativa do governo do Paraná. Nessa matéria, os professores civis e militares se alternam.

Uma das críticas ao projeto do governo federal é de que ele supostamente seria baseado em premissas incorretas: como boa parte das escolas militares tem mais recursos financeiros, e como essas unidades normalmente selecionam os alunos que vão receber, o desempenho superior não necessariamente se devia ao modelo militar de administração.

Na opinião da professora da PUC Rio Andrea Ramal, especialista em educação, as escolas cívico-militares podem ser eficazes em casos extremos, mas não devem ser vistas como a solução para a falta de qualidade de ensino de forma geral.

“Eu só utilizaria essa ideia de trazer militares para conseguir disciplina em casos extremamente graves, como escolas onde há furtos ou uso de tóxicos. Mas, se estivermos falando do cotidiano escolar como um todo, de uma escola sem problemas extremos, eu sou mais a favor do que diz a educação contemporânea”, avalia. Ela afirma que atualmente o foco dos educadores costuma ser na autonomia e no comprometimento dos alunos, mas sem o que ela denomina “repressão disciplinar”.

Para Luciano Blasius, que é policial militar e doutor em Educação, é preciso mais tempo para avaliar o resultado das escolas cívico-militares. Na visão dele, é preciso que os profissionais que lidam com educação – inclusive os militares – tenham formação e treinamento adequados, o que leva tempo. “Considerando que o lançamento do programa ocorreu próximo ao início da pandemia, acredito que os dados precisam ser olhados considerando possível divergência na situação de normalidade do cotidiano escolar”, diz ele.

Mas, para a diretora da escola em Foz do Iguaçu, as mudanças trazidas pela presença dos militares são visíveis. A começar pela disciplina. Valéria afirma que, com os monitores responsáveis pela disciplina dos alunos, os professores podem dar mais atenção ao ensino propriamente dito.

“Essa parte disciplinar demandava muito de toda a equipe pedagógica e direção. Agora a gente tem já essas pessoas que vão observar o que os alunos precisam. A escola é outra escola”, diz ela. A professora também notou um aumento significativo no número de famílias interessadas em matricular seus filhos na escola.

Outro princípio militar, o da hierarquia, também é praticado no Colégio Estadual Tancredo Neves: cada turma tem um aluno chefe e outro subchefe, que foram inicialmente escolhidos pela direção da escola, mas passarão a ser revezados a cada 15 dias, de forma que todos os alunos passem pelas funções. Esses líderes ajudam no controle da chamada, colaboram para a manutenção da disciplina e lideram a classe nos deslocamentos para os laboratórios e os espaços de educação física.

Rigor com a aparência nas escolas cívico-militares

Detalhado, o manual elaborado pelo Ministério da Educação para as escolas cívico-militares traz até mesmo regras sobre o corte de cabelo dos alunos. No caso dos meninos, “o cabelo deverá ser cortado de modo a manter nítidos os contornos junto às orelhas e o pescoço, de forma a facilitar a utilização da cobertura e harmonizar a apresentação facial”.

Embora o manual traga até mesmo o modelo da farda a ser usada pelos alunos – o que inclui uma boina –, a implementação tem sido gradual: só agora é que o Colégio Estadual Tancredo Neves vai substituir o seus uniformes. “Eles vão receber um conjunto de farda, um conjunto de agasalho e uma jaqueta de tactel”, explica Valéria.

Ainda segundo o manual, quando o aluno não puder comparecer, a família deve enviar uma justificativa à escola – no mesmo dia. Quando houver três faltas seguidas, a instituição de ensino precisa avisar o Conselho Tutelar.

Gazeta do Povo

 

Opinião dos leitores

  1. Essa pesquisa citada está baseada em opiniões. Não é uma aferição de qualidade, mas um simples relato. Não serve para se tirar conclusões. Além disso, é importante destacar que o recurso do governo federal não está chegando lá na ponta, em benefício das escolas participantes. Façam contato com essas 54 escolas e perguntem uma a uma.

  2. Fui militar. Pense numa bosta. O cara passa anos pisando em ovos para não melindrar superior mal caráter.

  3. Dê as mesmas condições, gratificações e critérios para agir e impor a disciplina baseado “nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Comando do Exército, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares”, para os professores nas escolas normais e terá melhores resultados do que esses.
    Pous Educação e Instruções são coisas bem distintas e diferentes.

  4. Esse tipo de escola realmente funciona, o problema é que o custo por aluno torna inviável a universalização. Tem ainda o fato que este tipo de ensino produz robozinho, com pouca criatividade. Veja os militares, passam anos na caserna, só na base do sim senhor, não senhor, no final, depois de quilômetros de pintura de meio, se aposentam com 50 anos e ficam na frente da TV coçando o saco, assistindo Sílvio Santos e esperando receber o soldo. Homi vão pelo menos trabalhar de Uber. É triste.

  5. Manda metade desse dinheiro para o mesmo número de escolas, dá essa gratificação de 3.500 reais para os professores que já recebem o seu piso e estrutura as escolas como fazem com essas militares e teremos uma nova educação. Lembrem-se que mesmo formado na escola militar, temos um debiloide peidão que faz -4+5=9.

    1. Pelas suas declarações, já se vê que você deve ser um parasitas vagabundo que defende a manutenção do fique em casa e não vão para a escola, somente para continuar a ganha de perna pra cima…

  6. A disciplina define o cidadão. Aqueles que levaram tapa na cara durante o governo Vargas eram os mesmos ativistas de hoje, que diz ser “questão de tempo tomar o poder”; algo diferente de ganhar. Estudem esquerdista!

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Esporte

COPA 2026: Brasil enfrenta o Japão no mata-mata da Copa; veja jogos desta segunda (29)

Foto: Getty Images

A fase de mata-mata da Copa do Mundo Fifa de 2026 continua nesta segunda-feira (29) com três partidas decisivas que vão definir mais classificados às oitavas de final da competição.

O destaque do dia é o confronto entre Brasil e Japão, às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira chega após liderar sua chave na fase de grupos, com 7 pontos somados, resultado de duas vitórias e um empate.

Além do duelo do Brasil, a rodada também terá Alemanha e Paraguai, às 17h30, em Boston, e Holanda e Marrocos, às 22h, em Monterrey, no México. Em caso de empate no tempo normal, as partidas seguem para prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

O vencedor de cada confronto avança para as oitavas de final, enquanto os derrotados são eliminados da competição.

O jogo entre Brasil e Japão deve ser marcado por forte disputa de posse de bola e velocidade. O Brasil tenta impor seu estilo ofensivo, enquanto os japoneses chegam com um modelo tático organizado e apostando em transições rápidas.

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Geral

JOGO DO BRASIL: Comércio de Natal altera funcionamento nesta segunda (29) e muda horário de lojas e shoppings

Foto: Reprodução

Com o Brasil em campo pela fase mata-mata da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (29), o horário de funcionamento do comércio passará por modificações e o consumidor precisa ficar atento.

A CDL Natal informa que essa modificação segue uma tradição observada durante os jogos da Seleção e busca conciliar a paixão nacional pelo futebol com as atividades do comércio.

Supermercados – Fecha 1h antes dos jogos e abre 15 minutos após o jogo.

Alecrim – Aberto de 08 às 13h, ficando facultativa a reabertura após o jogo

Centro da Cidade – Aberto de 08 às 13h, não retoma após o jogo

Zona Norte – Fecha 30 minutos antes do jogo, e volta 30 minutos após o jogo

Midway Mall e Natal Shopping – Fechamento opcional às 13h30 e reabertura obrigatória às 16h30.

Via Direta – Lojas, boxes, quiosques e praça de alimentação funcionam das 8h30 às 13h. A reabertura ocorre 01h após o término do jogo.

Partage Norte Shopping  – As lojas e quiosques fecham 30 minutos antes do jogo e reabrirão 30 minutos após. A praça de alimentação seguirá funcionando normalmente, pois terá transmissão do jogo.

Praia Shopping – Praça de alimentação e restaurantes – a partir das 11h; Demais lojas – 10 às 13h e das 17h às 22h; Moviecom – consultar site*Shopping

Cidade Verde  – Aberto das 10h às 13h. Retoma as atividades 01h depois da partida.

Shopping Cidade Jardim  – Lojas e quiosque fecharão 13:30 e reabrirão às 16:30; Alimentação – Aberto durante o jogo, com transmissão em nossas varandas gourmet

Shopping 10  – Aberto das 08 às 13h. Não retoma após o jogo.

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Política

[VÍDEO] Erika Hilton diz que “não voltará para o armário” no Dia do Orgulho LGBTQQICAPF2K+ em SP

Imagens: Reprodução/Luiz Bacci

A deputada federal Erika Hilton (Psol) participou de um ato em trio elétrico em Campinas (SP) neste domingo (28), durante as celebrações do Dia do Orgulho LGBTQQICAPF2K+.

Em discurso, a parlamentar destacou o caráter simbólico e histórico da data, afirmando que ela representa tanto a celebração da identidade quanto a resistência da comunidade LGBTQQICAPF2K+ diante de desafios sociais e políticos.

Erika Hilton também afirmou que há um cenário de “avanço do ódio, da intolerância e da LGBTfobia” em diferentes partes do mundo, ao mesmo tempo em que destacou a luta pela consolidação de direitos civis e sociais.

A deputada declarou ainda que a comunidade não aceitará retrocessos. “Nós não voltaremos para o armário. Nós queremos trabalho, moradia, dignidade, amar, beijar na boca, transar e nos casar”, disse durante o evento.

Segundo ela, a mobilização também busca preservar a memória de movimentos históricos e reforçar a ocupação de espaços públicos e políticos pela população LGBTQQICAPF2K+.

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Política

[VÍDEO] Petista pressiona STF e cobra apuração sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Imagens: Reprodução/Luiz Bacci

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou um vídeo neste domingo (28) em que cobra uma atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e levanta questionamentos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Fernando Vorcaro e recursos ligados ao projeto do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na publicação, o parlamentar afirma que haveria tentativa de adiar o andamento de apurações para depois do período eleitoral. Ele também cita declaração anterior de Flávio Bolsonaro, feita em 19 de maio, quando o senador disse que apresentaria uma prestação de contas sobre os valores destinados ao projeto.

Segundo Lindbergh, essa prestação de contas ainda não teria sido apresentada. No vídeo e na legenda, o deputado questiona o destino de cerca de R$ 230 milhões: “Pra onde foram cerca de R$ 230 milhões? Diz aí, Flávio Bolsonaro?”, escreveu.

As declarações fazem parte de uma manifestação política do parlamentar. Eventuais investigações e esclarecimentos dependem de apuração por parte das autoridades competentes.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre as novas declarações.

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Política

Governador de SC aciona a PGR contra Lula por suposta xenofobia contra catarinenses

Foto: Reprodução

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou que acionará a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Lula (PT), após declarações feitas durante agenda em Itajaí, no litoral norte catarinense, na última sexta-feira (26).

Segundo o governador, as falas de Lula teriam caráter xenofóbico ao comentar uma proposta relacionada ao fim de cotas raciais em universidades de Santa Catarina, posteriormente considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o discurso, o presidente mencionou uma suposta “hegemonia branca” no estado e fez referência ao líder nazista Adolf Hitler ao criticar o debate sobre as cotas, o que gerou reação imediata do governo catarinense.

Jorginho Mello afirmou que as declarações passam a impressão de que os catarinenses seriam racistas ou se considerariam superiores a outras regiões do país. Para ele, o conteúdo da fala extrapola o debate político e atinge a imagem da população do estado.

Diante disso, o governador anunciou que levará o caso à PGR, pedindo avaliação sobre eventuais medidas cabíveis em relação às declarações do presidente durante a visita ao estado.

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Política

Flávio Bolsonaro chama Lula de “antissemita” e promete mudar embaixada do Brasil para Jerusalém

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “antissemita” durante discurso neste domingo (28) na Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, na Argentina. O evento foi promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia).

Durante a apresentação, Flávio afirmou que Lula “nutre ódio pelo povo judeu” e citou uma declaração feita pelo presidente em 2024, quando comparou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto. À época, a fala de Lula provocou reações do governo de Israel e repercussão internacional.

Além das críticas ao presidente, o senador apresentou propostas para um eventual governo. Entre elas, afirmou que pretende transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, medida defendida por setores alinhados ao governo israelense.

Flávio também declarou que, no primeiro dia de um eventual mandato, pretende receber as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília, como parte do que classificou como uma reaproximação diplomática entre os dois países.

As declarações foram feitas durante um evento voltado ao fortalecimento das relações entre países da América Latina e Israel. Até o momento, o Palácio do Planalto não havia se manifestado sobre as falas do senador.

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Economia

Picanha, símbolo político das últimas eleições, dispara mais de 10% em 2026

Foto: Reprodução

A picanha, que se tornou um dos principais símbolos do debate político nas últimas eleições presidenciais, ficou 10,66% mais cara no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE.

Os dados mostram que todos os principais cortes de carne bovina acumularam aumento no período.

Entre janeiro e junho, o peito registrou a maior alta, de 10,9%. Na sequência aparecem a picanha (10,66%), o filé-mignon (10,22%), a alcatra (9,48%) e o acém (9,33%). Os menores reajustes foram observados no cupim (5,75%) e no patinho (6,61%).

Analistas do mercado atribuem a valorização da carne bovina, principalmente, ao avanço das exportações brasileiras.

Levantamento do Itaú BBA aponta que os embarques para a China cresceram 24% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025, respondendo por 51% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Em janeiro, a China passou a cobrar uma sobretaxa de 55% sobre as exportações brasileiras que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Até esse limite, permanece em vigor a tarifa de 12%.

A expectativa do mercado é de um alívio temporário nos preços internos caso as compras chinesas desacelerem nos próximos meses.

Apesar dessa possibilidade, a consultoria Safras & Mercado projeta nova pressão sobre os preços no fim do ano. Entre os fatores apontados estão a retomada da demanda chinesa, o aumento das importações pelos Estados Unidos e os efeitos do fenômeno El Niño sobre a oferta de gado.

Já a suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia deve ter impacto limitado no mercado interno, segundo os especialistas, uma vez que o bloco responde por cerca de 3,5% das exportações do setor.

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Geral

Após retirar 13 brasileiros, Brasil amplia missão humanitária na Venezuela

Foto: Reprodução

Após retirar 13 brasileiros que estavam na Venezuela, o Brasil ampliou a missão humanitária enviada ao país vizinho, atingido por dois terremotos na última semana. Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, a operação tem previsão inicial de durar até 30 dias.

De acordo com o Itamaraty, os brasileiros procuraram a Embaixada do Brasil em Caracas após o fechamento do aeroporto comercial da capital venezuelana. Eles foram trazidos ao país em uma aeronave da FAB que retornava de uma missão de transporte de ajuda humanitária.

A operação brasileira reúne bombeiros militares, equipes da Defesa Civil, profissionais da Anatel, cães farejadores, hospital de campanha, purificadores de água, medicamentos e equipamentos de salvamento. Até domingo (28), a FAB havia realizado quatro voos para levar equipes e insumos à Venezuela.

As equipes atuam principalmente no estado de La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelos tremores. Segundo a porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, tenente Olívia, a força-tarefa brasileira viajou com estrutura autossuficiente para permanecer em operação durante um mês, caso seja necessário.

Segundo as autoridades venezuelanas, os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 deixaram ao menos 1.450 mortos, mais de 3.150 feridos e cerca de 12,7 mil desalojados. Hospitais e centenas de edifícios foram danificados ou destruídos. Além do Brasil, outros países também enviaram equipes e ajuda humanitária para apoiar as operações de busca e resgate.

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Política

VIAGEM DE LULA À FRANÇA: só o intérprete do presidente custou quase R$ 42 mil aos cofres públicos

Foto: Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores divulgou novos gastos da viagem do presidente Lula à França, onde participou, como convidado, da reunião do G7. Entre as despesas está o pagamento de R$ 41.979,46 pela contratação de um intérprete.

Os documentos também mostram que a hospedagem da equipe responsável por preparar a chegada da comitiva custou R$ 112,9 mil. Segundo as informações divulgadas, esse valor não inclui a hospedagem do presidente.

Outra despesa foi o aluguel de limusines utilizadas durante a viagem, que somou mais de R$ 480 mil. Também foram pagos R$ 39,1 mil pelo aluguel de duas salas para reuniões, além de uma diária adicional de R$ 3,1 mil.

Os valores vêm sendo divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores e acompanham os gastos da participação de Lula no encontro do G7, realizado em junho.

A divulgação ocorre após repercussão de outras despesas da viagem do presidente e da primeira-dama Janja à França. Em visita anterior a Paris, em 2025, a hospedagem da comitiva presidencial superou R$ 1,2 milhão, conforme dados oficiais divulgados à época.

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Política

Governo Lula gasta quase R$ 19 milhões em anúncios no Facebook e Instagram enquanto cobra regras para as redes sociais

Foto: Divulgação

Enquanto o governo do presidente Lula (PT) mantém o debate sobre a regulamentação das redes sociais, os investimentos federais em publicidade nas plataformas da Meta cresceram nos últimos meses.

Dados da própria empresa, divulgados pela coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, mostram que o governo federal destinou mais de R$ 18,7 milhões para anúncios no Facebook e no Instagram nos últimos três meses.

Segundo o levantamento, esse é o maior volume de investimentos registrado em 2026. Entre novembro e janeiro, a média mensal de gastos era de aproximadamente R$ 2,3 milhões.

Já entre abril e junho, o valor médio ultrapassou R$ 6,2 milhões por mês, de acordo com informações da plataforma de transparência da Meta.

Os dados também indicam que o governo federal foi o maior anunciante da Meta no Brasil no período analisado. Conforme a publicação, o aumento dos investimentos ocorre em meio às discussões conduzidas pelo governo sobre medidas relacionadas à regulamentação das plataformas digitais e do conteúdo publicado nas redes sociais.

Na relação dos maiores anunciantes, o (PT aparece na segunda colocação, com R$ 2,7 milhões investidos em anúncios nos últimos três meses.

Ainda segundo o levantamento, quase todo esse montante foi destinado à divulgação de conteúdos relacionados ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

As informações foram extraídas da Biblioteca de Anúncios da Meta, ferramenta pública que reúne dados sobre campanhas de publicidade envolvendo temas políticos, eleitorais e sociais veiculadas nas plataformas da empresa.

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