Educação

Maioria das escolas que aderiu ao modelo cívico-militar registra redução da violência e de faltas

Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O Ministério da Educação deve levar ainda neste ano o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM) a mais 74 escolas. A meta é atingir 216 instituições de ensino até 2023. Embora seja custeado pelo governo federal, o programa depende da adesão das unidades da federação – até agora, são 22 – e cada secretaria estadual de educação participa da seleção das escolas que adotarão o novo modelo.

No ano passado, o governo federal destinou R$ 15 milhões para o programa, que contemplou aproximadamente 77 mil alunos. A preferência é por escolas com problemas de violência ou com um grande percentual de alunos em situação de vulnerabilidade.

Das 54 vagas abertas para o ano letivo de 2020, três não vingaram. Nas 51 restantes, o projeto parece ter sido bem-sucedido. Segundo um levantamento feito pelo MEC, 85% dos gestores relataram redução nas faltas e na evasão; 65% apontaram diminuição nos índices de violência escolar e 61% afirmaram que houve melhora na administração da escola. Para 77%, o ambiente de trabalho melhorou.

Na edição de 2021, escolas de 219 municípios demonstraram interesse em participar. Por causa da pandemia, entretanto, a implementação do programa atrasou e ainda não teve início. A expectativa é de que isso aconteça no segundo semestre. “Apesar desse impacto negativo nas atividades presenciais em sala de aula, as escolas adotaram eficazmente o acompanhamento das atividades acadêmicas por meio de buscas ativas pelos militares e profissionais de ensino”, informou, em nota, o Ministério da Educação.

De acordo com o coordenador-nacional do PECIM, o capitão de mar e guerra João Carlos Kuster Maia, os militares também atuaram durante o período de aulas remotas. Dentre outras atividades, afirma o capitão, “eles colaboraram nas atividades de organização administrativa e de ambientes da escola, na recuperação de instalações, manutenção de equipamentos, busca ativa de alunos – minimizando a evasão escolar -, no atendimento aos pais e responsáveis e no apoio à capacitação de servidores”, explica.

A ideia do programa é replicar a lógica das escolas militares, que apresentam um desempenho muito superior ao das demais escolas públicas. Mas o modelo implementado é diferente do adotado pelas instituições geridas pelas Forças Armadas e pela Polícia Militar: no PECIM, o sistema é híbrido. Não há substituição dos professores ou dos diretores das escolas, que continuam sendo civis, geralmente selecionados por concurso. A diferença é que a escola ganha o “reforço” de militares: coordenadores de gestão e monitores que se encarregam de cuidar da gestão da escola, de melhorar a disciplina dos alunos e de promover o civismo.

Dentro de sala de aula, o conteúdo segue inalterado, mas o modelo pedagógico será mais parecido com o das escolas militares. Conforme prevê o projeto: ele será baseado “nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Comando do Exército, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares”.

Embora os militares que atuam nas escolas sejam identificados como “voluntários”, eles também recebem um auxílio financeiro, que em boa parte dos casos gira em torno dos R$ 3.500. Quando preenchem a ficha de inscrição, os militares devem escolher quatro cidades ou regiões metropolitanas nas quais estão dispostos a trabalhar. Além de integrantes das orças armadas, o programa também permite a participação de policiais militares. Os militares são membros inativos das Forças Armadas, selecionados pelo Ministério da Defesa. O salário deles é bancado pelo governo federal.

O programa teve início em dezembro de 2019, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a implementação daquela que era uma das principais apostas da pasta: o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM). Na ocasião, ele afirmou que as primeiras 54 escolas haviam sido selecionadas para participar do programa, fariam parte de um “piloto”. “O objetivo é ter um sucesso em todas elas para aí sim poder expandir rapidamente, para todo o Brasil, o modelo de escola cívico-militar”, disse ele.

Um ano e meio depois, Weintraub já deixou o cargo e a pandemia da Covid-19 prejudicou a rotina escolar. A fase do “rapidamente” ainda não chegou, mas, de acordo com o Ministério da Educação, os resultados preliminares são promissores.

Transição

Uma das escolas contempladas na primeira leva do programa foi o Colégio Estadual Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR). Diretora da unidade, Valéria Ramirez Daniel diz que a transição foi positiva. “Não é uma militarização. É algo muito prático, e a gente está vendo a mudança no perfil dos alunos”, afirma.

O novo perfil da escola causou modificações na rotina: diariamente, os militares coordenam a chamada “ordem unida” – termo emprestado do jargão militar. A cerimônia inclui a execução do hino nacional, o hasteamento da bandeira e comunicados por parte da direção. Os alunos também aprendem comandos militares básicos, como a continência, a marcha e a cadência.

O capitão Carlos Alberto Rigotti, que trabalha na escola, afirma que essas atividades auxiliam os alunos a desenvolverem a disciplina e o respeito aos superiores – características que serão úteis em suas carreiras profissionais. “O nosso objetivo não é militarizar. É mais profundo: formar uma disciplina consciente. Queremos que os alunos sigam as regras e se tornem pessoas organizadas”, afirma ele. Rigotti, que passou para a reserva no Exército em 2015, está há um ano e meio no projeto.

Com o programa, a escola – que tem 1.036 alunos do sexto ao terceiro ano – recebeu 16 monitores e dois gestores militares militares. Rigotti é um deles. A grade foi estendida: são seis aulas por dia em vez de cinco. A escola passou a ter a disciplina Cidadania e Civismo – neste caso, por iniciativa do governo do Paraná. Nessa matéria, os professores civis e militares se alternam.

Uma das críticas ao projeto do governo federal é de que ele supostamente seria baseado em premissas incorretas: como boa parte das escolas militares tem mais recursos financeiros, e como essas unidades normalmente selecionam os alunos que vão receber, o desempenho superior não necessariamente se devia ao modelo militar de administração.

Na opinião da professora da PUC Rio Andrea Ramal, especialista em educação, as escolas cívico-militares podem ser eficazes em casos extremos, mas não devem ser vistas como a solução para a falta de qualidade de ensino de forma geral.

“Eu só utilizaria essa ideia de trazer militares para conseguir disciplina em casos extremamente graves, como escolas onde há furtos ou uso de tóxicos. Mas, se estivermos falando do cotidiano escolar como um todo, de uma escola sem problemas extremos, eu sou mais a favor do que diz a educação contemporânea”, avalia. Ela afirma que atualmente o foco dos educadores costuma ser na autonomia e no comprometimento dos alunos, mas sem o que ela denomina “repressão disciplinar”.

Para Luciano Blasius, que é policial militar e doutor em Educação, é preciso mais tempo para avaliar o resultado das escolas cívico-militares. Na visão dele, é preciso que os profissionais que lidam com educação – inclusive os militares – tenham formação e treinamento adequados, o que leva tempo. “Considerando que o lançamento do programa ocorreu próximo ao início da pandemia, acredito que os dados precisam ser olhados considerando possível divergência na situação de normalidade do cotidiano escolar”, diz ele.

Mas, para a diretora da escola em Foz do Iguaçu, as mudanças trazidas pela presença dos militares são visíveis. A começar pela disciplina. Valéria afirma que, com os monitores responsáveis pela disciplina dos alunos, os professores podem dar mais atenção ao ensino propriamente dito.

“Essa parte disciplinar demandava muito de toda a equipe pedagógica e direção. Agora a gente tem já essas pessoas que vão observar o que os alunos precisam. A escola é outra escola”, diz ela. A professora também notou um aumento significativo no número de famílias interessadas em matricular seus filhos na escola.

Outro princípio militar, o da hierarquia, também é praticado no Colégio Estadual Tancredo Neves: cada turma tem um aluno chefe e outro subchefe, que foram inicialmente escolhidos pela direção da escola, mas passarão a ser revezados a cada 15 dias, de forma que todos os alunos passem pelas funções. Esses líderes ajudam no controle da chamada, colaboram para a manutenção da disciplina e lideram a classe nos deslocamentos para os laboratórios e os espaços de educação física.

Rigor com a aparência nas escolas cívico-militares

Detalhado, o manual elaborado pelo Ministério da Educação para as escolas cívico-militares traz até mesmo regras sobre o corte de cabelo dos alunos. No caso dos meninos, “o cabelo deverá ser cortado de modo a manter nítidos os contornos junto às orelhas e o pescoço, de forma a facilitar a utilização da cobertura e harmonizar a apresentação facial”.

Embora o manual traga até mesmo o modelo da farda a ser usada pelos alunos – o que inclui uma boina –, a implementação tem sido gradual: só agora é que o Colégio Estadual Tancredo Neves vai substituir o seus uniformes. “Eles vão receber um conjunto de farda, um conjunto de agasalho e uma jaqueta de tactel”, explica Valéria.

Ainda segundo o manual, quando o aluno não puder comparecer, a família deve enviar uma justificativa à escola – no mesmo dia. Quando houver três faltas seguidas, a instituição de ensino precisa avisar o Conselho Tutelar.

Gazeta do Povo

 

Opinião dos leitores

  1. Essa pesquisa citada está baseada em opiniões. Não é uma aferição de qualidade, mas um simples relato. Não serve para se tirar conclusões. Além disso, é importante destacar que o recurso do governo federal não está chegando lá na ponta, em benefício das escolas participantes. Façam contato com essas 54 escolas e perguntem uma a uma.

  2. Fui militar. Pense numa bosta. O cara passa anos pisando em ovos para não melindrar superior mal caráter.

  3. Dê as mesmas condições, gratificações e critérios para agir e impor a disciplina baseado “nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Comando do Exército, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares”, para os professores nas escolas normais e terá melhores resultados do que esses.
    Pous Educação e Instruções são coisas bem distintas e diferentes.

  4. Esse tipo de escola realmente funciona, o problema é que o custo por aluno torna inviável a universalização. Tem ainda o fato que este tipo de ensino produz robozinho, com pouca criatividade. Veja os militares, passam anos na caserna, só na base do sim senhor, não senhor, no final, depois de quilômetros de pintura de meio, se aposentam com 50 anos e ficam na frente da TV coçando o saco, assistindo Sílvio Santos e esperando receber o soldo. Homi vão pelo menos trabalhar de Uber. É triste.

  5. Manda metade desse dinheiro para o mesmo número de escolas, dá essa gratificação de 3.500 reais para os professores que já recebem o seu piso e estrutura as escolas como fazem com essas militares e teremos uma nova educação. Lembrem-se que mesmo formado na escola militar, temos um debiloide peidão que faz -4+5=9.

    1. Pelas suas declarações, já se vê que você deve ser um parasitas vagabundo que defende a manutenção do fique em casa e não vão para a escola, somente para continuar a ganha de perna pra cima…

  6. A disciplina define o cidadão. Aqueles que levaram tapa na cara durante o governo Vargas eram os mesmos ativistas de hoje, que diz ser “questão de tempo tomar o poder”; algo diferente de ganhar. Estudem esquerdista!

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Esporte

CBF avalia Natal, Fortaleza e Manaus para receber Supercopa do Brasil entre Flamengo e Atlético-MG

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A CBF reavalia a realização da Supercopa do Brasil entre Atlético-MG e Flamengo em Brasília após proibição da presença de público no Mané Garrincha, um medida tomada pelo governo do Distrito Federal visando conter o aumento no número de casos de contaminação por Covid-19.

Marcada para o dia 20 de fevereiro, a disputa do troféu agora pode ser realizada em Natal, Fortaleza ou Manaus, avalia a CBF. A informação é dos repórteres Cahê Mota e Eric Faria, do Globo Esporte.

O Mané Garrincha foi palco das duas últimas edições da Supercopa, em 2020 e 2021. O Flamengo levantou a taça de campeão em ambas, contra o Athletico-PR e Palmeiras, respectivamente.

ge

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Política

Prefeito de São José de Mipibu declara apoio a Garibaldi Filho

A pré-candidatura do ex-senador Garibaldi Filho (MDB) a deputado federal ganhou mais uma importante adesão. Na tarde de hoje (27), o prefeito de São José de Mipibu, Zé Figueiredo, declarou apoio a Garibaldi Filho na disputa por uma cadeira na Câmara Federal nas Eleições 2022.

O apoio foi anunciado durante reunião que contou com a presença do presidente estadual do MDB e atual deputado federal, Walter Alves, e do jornalista Daltro Emerenciano. “Tenho certeza de que Garibaldi vai voltar ao Congresso Nacional para trabalhar a favor do Rio Grande do Norte, como sempre fez”, ressaltou Zé Figueiredo.

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Clima

VÍDEO: O espetáculo das águas na Cachoeira do Pinga, em Portalegre

O Blog do BG recebeu belas imagens da Cachoeira do Pinga, em Portalegre, Alto Oeste potiguar, registradas pelo perfil @isaiastur.

O grande volume de chuvas que cai na região proporcionou nesta quinta-feira (27) um verdadeiro espetáculo.

Apesar da beleza das imagens, é recomendável evitar banhos no local durante as chuvas em razão das trombas d’água, que pode causar algum acidente.

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Judiciário

Alexandre de Moraes, do STF, manda Bolsonaro prestar depoimento à PF nesta sexta-feira (28)

Foto: Victoria Silva/AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou o presidente Jair Bolsonaro prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

De acordo com a decisão do ministro, o chefe do Executivo deve ser ouvido nesta sexta-feira (28), às 14 horas. A determinação ocorreu no âmbito de um inquérito que apura se Bolsonaro vazou documentos sigilosos.

De acordo com o magistrado, a data e hora foi marcada após nem o presidente nem a AGU (Advocacia-Geral da União) marcarem o depoimento, que deveria ocorrer até a sexta-feira, sendo facultado ao presidente escolher data e hora. Moraes também retirou o sigilo do processo.

“Não tendo o Presidente da República indicado local,dia e horário para a realização de seu interrogatório no prazofixado de 60 (sessenta) dias, determino sua intimação, por intermédio da AGU (conforme solicitadono item “V-v” de sua petição), para que compareça no dia28/1/2022, às 14h00, para prestar depoimento pessoal, na sede da Superintendência Regional da PolíciaFederal no Distrito Federal”, escreve Moraes, no despacho.

Bolsonaro é acusado de ter divulgado documentos sigilosos de um inquérito que corre na PF para apurar acessos indevidos aos softwares, programas, da urna eletrônica. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a invasão não comprometeu as eleições, e os dados acessados pelos atacantes se referem a um município específico do Rio de Janeiro.

R7

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Geral

Brasil bate novo recorde com 228.954 casos de Covid em 24 h; País registrou 672 óbitos

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta quinta-feira (27).

Pelo segundo dia seguido, o Brasil bateu o próprio recorde de casos de Covid-19 registrados em 24 horas.

– O país registrou 672 óbitos nas últimas 24h, totalizando 625.085 mortes;

– Foram 228.954 novos casos de coronavírus registrados, no total 24.764.838;

Dessa forma, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias ficou em 411, a maior desde desde 11 de outubro de 2021. A média móvel de casos é de 168.514, a maior desde o início da pandemia.

O ministério da Saúde calcula que mais de 22 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

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Saúde

Suécia decide não recomendar vacinas contra Covid para crianças de 5 a 12 anos

Foto: EFE/EPA/Jessica Pasqualon

A Suécia decidiu não recomendar vacinas contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos, disse a Agência de Saúde nesta quinta-feira (27), argumentando que os benefícios não superam os riscos.

“Com o conhecimento que temos hoje, com um baixo risco de doenças graves para as crianças, não vemos nenhum benefício claro em vaciná-las”, disse a autoridade da Agência de Saúde Britta Bjork holm em entrevista coletiva.

Entretando, crianças em grupos de alto risco já podem tomar a vacina. Bjorkholm acrescentou que a decisão pode ser revisada se a pesquisa mudar ou se uma nova variante mudar a pandemia.

A Suécia registrou mais de 40 mil novos casos da doença em 26 de janeiro, um dos números diários mais altos durante a pandemia, apesar dos testes limitados.

Enquanto a quarta onda viu os recordes diários de infecção serem quebrados, os cuidados de saúde não estão sob a mesma pressão das ondas anteriores.

Na quinta-feira, 101 pacientes com Covid-19 necessitaram de cuidados intensivos, bem abaixo dos mais de 400 pacientes durante a primavera de 2021.

No total, quase 16 mil  pessoas morreram de Covid-19 na Suécia desde o início da pandemia.

O governo da Suécia estendeu nesta quarta-feira (26) as restrições, que incluem horários de funcionamento limitados para restaurantes e limite de público para locais fechados, por duas semanas, mas disse que espera removê-las em 9 de fevereiro.

R7

Opinião dos leitores

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Saúde

Vacinas poderiam ter salvo 2 mil vidas no RN com a imunização de pessoas com comorbidades, aponta levantamento do LAIS

Foto: reprodução/LAIS/UFRN

Mais de 2 mil vidas poderiam ter sido salvas, apenas no Rio Grande do Norte, com a imunização de pessoas com comorbidades. Esses são alguns dos dados levantados e analisados por pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), tendo como base as informações a partir do dia 19 de janeiro de 2021, data do início da imunização no RN contra a covid-19.

Entre os pacientes que apresentam qualquer tipo de comorbidade que não se vacinaram ou não completaram o esquema vacinal , os índices de óbitos e internações são significativos. Nos casos de óbitos, o percentual supera os 94%, sendo que 70,58% não estavam imunizados.

A vacinação também faz diferença entre as pessoas que não apresentam comorbidades, uma vez que o Rio Grande do Norte registrou, durante todo o período, um total de 176 mortes entre pessoas não vacinadas ou que tomaram apenas a primeira dose do imunizante. Em percentuais esses números significam 86,70% das vidas perdidas. O percentual de internados, também não vacinados, é similar, superando a casa dos 84%.

Segundo o diretor executivo do LAIS, professor Ricardo Valentim, o levantamento confirma que há um maior número de óbitos por covid-19 entre os indivíduos com comorbidades, porém os que estão vacinados foram mais protegidos em mais de 70% em relação aos que não se vacinaram. “Isso significa que, caso todas as pessoas internadas com comorbidades, em UTI covid-19, estivessem completamente vacinadas, o RN teria possivelmente menos 2122 óbitos hoje”.

Abaixo, alguns dos dados levantamentos pelos pesquisadores:

Informações gerais

Total de internações registradas: 9063 (em alguns casos, um mesmo paciente pode ser computado duas vezes, com a transferência entre leitos clínicos e críticos)
Total de óbitos registrados: 3208
Total de internados não vacinados ou com somente uma dose: 7701 (84,74%)
Total de óbitos entre não vacinados: 2265 (86%)

Indivíduos com comorbidades

Total de óbitos entre pessoas com comorbidades: 3032 (94,51%)
Total de óbitos entre pessoas não vacinadas com comorbidades: 2140 (70,58%)
Total de óbitos entre pessoas vacinadas com comorbidades: 892 (29,42%)

Indivíduos sem comorbidades

Total de óbitos entre pessoas sem comorbidades: 203
Total de óbitos entre vacinados sem comorbidades com a D2: 27 (13,30%)
Total de óbitos entre pessoas não vacinadas sem comorbidades ou que tomaram somente a D1: 176 (86,70%)

Opinião dos leitores

  1. Mais de 900 pessoas morreram sem ter direito a uma UTI no RN. Por que o LAÍS joga para debaixo do tapete?

  2. E o LAIS sabe dizer quantas vidas teriam sido salvas com os 5 milhões dos respiradores que o governo do Estado pagou e não recebeu?

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Saúde

Unimed Natal recomenda suspensão de procedimentos eletivos

Diante do cenário progressivo de contágio da variante Ômicron (Covid-19) associado à epidemia de Influenza A – H3N2, a Unimed Natal recomenda a suspensão temporária das cirurgias eletivas em toda a rede credenciada.

A decisão acontece por causa do aumento da ocupação dos leitos hospitalares, escassez dos insumos para os exames de análises clínicas e pelo afastamento de profissionais das equipes de saúde (médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem).

A recomendação não abrange procedimentos de urgência, oncológicos, obstétricos ou que tragam risco iminente de vida ou de agravamento do estado clínico do paciente.

Caso tenha algum procedimento previamente agendado, entre em contato com o seu médico.

A medida é temporária e será reavaliada no prazo de 15 (quinze) dias a contar de 27 de janeiro.

Para saber mais sobre as características da variante Ômicron acesse:

A Unimed Natal reafirma o seu compromisso no cuidado com a saúde de cada cliente e da população em geral.

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Nacional

45 milhões de brasileiros já poderiam, mas não tomaram dose de reforço

Foto: Sérgio Lima / Poder360

Dos 89 milhões de brasileiros que completaram o 1º ciclo vacinal (2 doses ou dose única) há 4 meses, só 44 milhões voltaram para receber a dose de reforço até 4ª feira (26.jan.2022).

Desde 20 de dezembro, brasileiros vacinados há mais de 4 meses estão aptos a receber o reforço. Ou seja, há 45 milhões de pessoas aptas que não voltaram para recebê-la.

Entre os Estados, o Ceará é o mais adiantado, com 60,6% dos aptos com a aplicação adicional. São Paulo vem logo atrás. Vacinou 15 milhões de pessoas, ou 59% dos aptos. Depois o Rio Grande do Norte, com 57,2% aptos.

Já Roraima, Pará e Amapá não conseguiram vacinar nem 1 em cada 4 aptos ao reforço.

Poder360

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Saúde

Brasil atinge 70% da população vacinada com 2ª dose ou dose única

Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM / AGÊNCIA BRASIL

O Brasil bateu nesta quinta-feira (27) a marca de 70% da população vacinada com a segunda dose ou dose única dos imunizantes contra Covid-19.

Até agora, 164.084.222 (76,92%) receberam a primeira dose, enquanto 149.352.782 (70%) concluíram o esquema vacinal, com as duas doses ou com a vacina de dose única da Janssen. Já 44.283.945 (20,76%) receberam a dose de reforço, fundamental para completar a imunização contra a doença.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 completou um ano no último dia 17 de janeiro. Desde então, mais de 407,4 milhões de doses de vacinas já foram distribuídas para todo país, de acordo com o Ministério da Saúde.

O Brasil tem registrado uma disparada nos casos confirmados de Covid-19 nos últimos dias devido ao avanço da variante Ômicron no país. Nesta quarta-feira (26), foram 570 mortes e 224.567 novos casos diagnosticados da doença, o maior número desde o início da pandemia, de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

R7

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