Educação

Maioria das escolas que aderiu ao modelo cívico-militar registra redução da violência e de faltas

Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O Ministério da Educação deve levar ainda neste ano o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM) a mais 74 escolas. A meta é atingir 216 instituições de ensino até 2023. Embora seja custeado pelo governo federal, o programa depende da adesão das unidades da federação – até agora, são 22 – e cada secretaria estadual de educação participa da seleção das escolas que adotarão o novo modelo.

No ano passado, o governo federal destinou R$ 15 milhões para o programa, que contemplou aproximadamente 77 mil alunos. A preferência é por escolas com problemas de violência ou com um grande percentual de alunos em situação de vulnerabilidade.

Das 54 vagas abertas para o ano letivo de 2020, três não vingaram. Nas 51 restantes, o projeto parece ter sido bem-sucedido. Segundo um levantamento feito pelo MEC, 85% dos gestores relataram redução nas faltas e na evasão; 65% apontaram diminuição nos índices de violência escolar e 61% afirmaram que houve melhora na administração da escola. Para 77%, o ambiente de trabalho melhorou.

Na edição de 2021, escolas de 219 municípios demonstraram interesse em participar. Por causa da pandemia, entretanto, a implementação do programa atrasou e ainda não teve início. A expectativa é de que isso aconteça no segundo semestre. “Apesar desse impacto negativo nas atividades presenciais em sala de aula, as escolas adotaram eficazmente o acompanhamento das atividades acadêmicas por meio de buscas ativas pelos militares e profissionais de ensino”, informou, em nota, o Ministério da Educação.

De acordo com o coordenador-nacional do PECIM, o capitão de mar e guerra João Carlos Kuster Maia, os militares também atuaram durante o período de aulas remotas. Dentre outras atividades, afirma o capitão, “eles colaboraram nas atividades de organização administrativa e de ambientes da escola, na recuperação de instalações, manutenção de equipamentos, busca ativa de alunos – minimizando a evasão escolar -, no atendimento aos pais e responsáveis e no apoio à capacitação de servidores”, explica.

A ideia do programa é replicar a lógica das escolas militares, que apresentam um desempenho muito superior ao das demais escolas públicas. Mas o modelo implementado é diferente do adotado pelas instituições geridas pelas Forças Armadas e pela Polícia Militar: no PECIM, o sistema é híbrido. Não há substituição dos professores ou dos diretores das escolas, que continuam sendo civis, geralmente selecionados por concurso. A diferença é que a escola ganha o “reforço” de militares: coordenadores de gestão e monitores que se encarregam de cuidar da gestão da escola, de melhorar a disciplina dos alunos e de promover o civismo.

Dentro de sala de aula, o conteúdo segue inalterado, mas o modelo pedagógico será mais parecido com o das escolas militares. Conforme prevê o projeto: ele será baseado “nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Comando do Exército, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares”.

Embora os militares que atuam nas escolas sejam identificados como “voluntários”, eles também recebem um auxílio financeiro, que em boa parte dos casos gira em torno dos R$ 3.500. Quando preenchem a ficha de inscrição, os militares devem escolher quatro cidades ou regiões metropolitanas nas quais estão dispostos a trabalhar. Além de integrantes das orças armadas, o programa também permite a participação de policiais militares. Os militares são membros inativos das Forças Armadas, selecionados pelo Ministério da Defesa. O salário deles é bancado pelo governo federal.

O programa teve início em dezembro de 2019, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a implementação daquela que era uma das principais apostas da pasta: o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM). Na ocasião, ele afirmou que as primeiras 54 escolas haviam sido selecionadas para participar do programa, fariam parte de um “piloto”. “O objetivo é ter um sucesso em todas elas para aí sim poder expandir rapidamente, para todo o Brasil, o modelo de escola cívico-militar”, disse ele.

Um ano e meio depois, Weintraub já deixou o cargo e a pandemia da Covid-19 prejudicou a rotina escolar. A fase do “rapidamente” ainda não chegou, mas, de acordo com o Ministério da Educação, os resultados preliminares são promissores.

Transição

Uma das escolas contempladas na primeira leva do programa foi o Colégio Estadual Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR). Diretora da unidade, Valéria Ramirez Daniel diz que a transição foi positiva. “Não é uma militarização. É algo muito prático, e a gente está vendo a mudança no perfil dos alunos”, afirma.

O novo perfil da escola causou modificações na rotina: diariamente, os militares coordenam a chamada “ordem unida” – termo emprestado do jargão militar. A cerimônia inclui a execução do hino nacional, o hasteamento da bandeira e comunicados por parte da direção. Os alunos também aprendem comandos militares básicos, como a continência, a marcha e a cadência.

O capitão Carlos Alberto Rigotti, que trabalha na escola, afirma que essas atividades auxiliam os alunos a desenvolverem a disciplina e o respeito aos superiores – características que serão úteis em suas carreiras profissionais. “O nosso objetivo não é militarizar. É mais profundo: formar uma disciplina consciente. Queremos que os alunos sigam as regras e se tornem pessoas organizadas”, afirma ele. Rigotti, que passou para a reserva no Exército em 2015, está há um ano e meio no projeto.

Com o programa, a escola – que tem 1.036 alunos do sexto ao terceiro ano – recebeu 16 monitores e dois gestores militares militares. Rigotti é um deles. A grade foi estendida: são seis aulas por dia em vez de cinco. A escola passou a ter a disciplina Cidadania e Civismo – neste caso, por iniciativa do governo do Paraná. Nessa matéria, os professores civis e militares se alternam.

Uma das críticas ao projeto do governo federal é de que ele supostamente seria baseado em premissas incorretas: como boa parte das escolas militares tem mais recursos financeiros, e como essas unidades normalmente selecionam os alunos que vão receber, o desempenho superior não necessariamente se devia ao modelo militar de administração.

Na opinião da professora da PUC Rio Andrea Ramal, especialista em educação, as escolas cívico-militares podem ser eficazes em casos extremos, mas não devem ser vistas como a solução para a falta de qualidade de ensino de forma geral.

“Eu só utilizaria essa ideia de trazer militares para conseguir disciplina em casos extremamente graves, como escolas onde há furtos ou uso de tóxicos. Mas, se estivermos falando do cotidiano escolar como um todo, de uma escola sem problemas extremos, eu sou mais a favor do que diz a educação contemporânea”, avalia. Ela afirma que atualmente o foco dos educadores costuma ser na autonomia e no comprometimento dos alunos, mas sem o que ela denomina “repressão disciplinar”.

Para Luciano Blasius, que é policial militar e doutor em Educação, é preciso mais tempo para avaliar o resultado das escolas cívico-militares. Na visão dele, é preciso que os profissionais que lidam com educação – inclusive os militares – tenham formação e treinamento adequados, o que leva tempo. “Considerando que o lançamento do programa ocorreu próximo ao início da pandemia, acredito que os dados precisam ser olhados considerando possível divergência na situação de normalidade do cotidiano escolar”, diz ele.

Mas, para a diretora da escola em Foz do Iguaçu, as mudanças trazidas pela presença dos militares são visíveis. A começar pela disciplina. Valéria afirma que, com os monitores responsáveis pela disciplina dos alunos, os professores podem dar mais atenção ao ensino propriamente dito.

“Essa parte disciplinar demandava muito de toda a equipe pedagógica e direção. Agora a gente tem já essas pessoas que vão observar o que os alunos precisam. A escola é outra escola”, diz ela. A professora também notou um aumento significativo no número de famílias interessadas em matricular seus filhos na escola.

Outro princípio militar, o da hierarquia, também é praticado no Colégio Estadual Tancredo Neves: cada turma tem um aluno chefe e outro subchefe, que foram inicialmente escolhidos pela direção da escola, mas passarão a ser revezados a cada 15 dias, de forma que todos os alunos passem pelas funções. Esses líderes ajudam no controle da chamada, colaboram para a manutenção da disciplina e lideram a classe nos deslocamentos para os laboratórios e os espaços de educação física.

Rigor com a aparência nas escolas cívico-militares

Detalhado, o manual elaborado pelo Ministério da Educação para as escolas cívico-militares traz até mesmo regras sobre o corte de cabelo dos alunos. No caso dos meninos, “o cabelo deverá ser cortado de modo a manter nítidos os contornos junto às orelhas e o pescoço, de forma a facilitar a utilização da cobertura e harmonizar a apresentação facial”.

Embora o manual traga até mesmo o modelo da farda a ser usada pelos alunos – o que inclui uma boina –, a implementação tem sido gradual: só agora é que o Colégio Estadual Tancredo Neves vai substituir o seus uniformes. “Eles vão receber um conjunto de farda, um conjunto de agasalho e uma jaqueta de tactel”, explica Valéria.

Ainda segundo o manual, quando o aluno não puder comparecer, a família deve enviar uma justificativa à escola – no mesmo dia. Quando houver três faltas seguidas, a instituição de ensino precisa avisar o Conselho Tutelar.

Gazeta do Povo

 

Opinião dos leitores

  1. Essa pesquisa citada está baseada em opiniões. Não é uma aferição de qualidade, mas um simples relato. Não serve para se tirar conclusões. Além disso, é importante destacar que o recurso do governo federal não está chegando lá na ponta, em benefício das escolas participantes. Façam contato com essas 54 escolas e perguntem uma a uma.

  2. Fui militar. Pense numa bosta. O cara passa anos pisando em ovos para não melindrar superior mal caráter.

  3. Dê as mesmas condições, gratificações e critérios para agir e impor a disciplina baseado “nos padrões de ensino adotados pelos colégios militares do Comando do Exército, das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares”, para os professores nas escolas normais e terá melhores resultados do que esses.
    Pous Educação e Instruções são coisas bem distintas e diferentes.

  4. Esse tipo de escola realmente funciona, o problema é que o custo por aluno torna inviável a universalização. Tem ainda o fato que este tipo de ensino produz robozinho, com pouca criatividade. Veja os militares, passam anos na caserna, só na base do sim senhor, não senhor, no final, depois de quilômetros de pintura de meio, se aposentam com 50 anos e ficam na frente da TV coçando o saco, assistindo Sílvio Santos e esperando receber o soldo. Homi vão pelo menos trabalhar de Uber. É triste.

  5. Manda metade desse dinheiro para o mesmo número de escolas, dá essa gratificação de 3.500 reais para os professores que já recebem o seu piso e estrutura as escolas como fazem com essas militares e teremos uma nova educação. Lembrem-se que mesmo formado na escola militar, temos um debiloide peidão que faz -4+5=9.

    1. Pelas suas declarações, já se vê que você deve ser um parasitas vagabundo que defende a manutenção do fique em casa e não vão para a escola, somente para continuar a ganha de perna pra cima…

  6. A disciplina define o cidadão. Aqueles que levaram tapa na cara durante o governo Vargas eram os mesmos ativistas de hoje, que diz ser “questão de tempo tomar o poder”; algo diferente de ganhar. Estudem esquerdista!

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Economia

Governo Federal propõe salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

Foto: Getty

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira (24) que o Projeto de Lei Orçamentária de 2027 será enviado ao Congresso Nacional com o salário mínimo de R$ 1.741. Será um reajuste de R$ 120 em comparação ao mínimo de 2026, que está em R$ 1621.

É um reajuste nominal de 7,4% e ganho real — acima da inflação — de 2,4%.

“O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo”, disse o ministro.

O governo federal tem até 31 de agosto para enviar a peça orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deverá ser analisado pela Comissão Mista do Orçamento.

O cálculo do salário mínimo considera dois indicadores: INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de 2 anos anteriores.

Caso o reajuste do salário mínimo para R$ 1.741 seja aprovado pelo Congresso Nacional, o valor será aplicado a partir de janeiro de 2027, com efeito no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

O ajuste no salário mínimo impacta os pagamentos previdenciários do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, uma vez que o valor dos benefícios não pode ser inferior ao salário mínimo.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, declarou o ministro.

Com informações da CNN

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Geral

Flávio acusa Durigan de fazer campanha para Lula enquanto ministro

Foto: Washington Costa/MF

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Lula (PT), reclamando que o ministro tem usado agendas institucionais para fazer campanha para o candidato petista.

A representação, sorteada para o ministro André Mendonça, pede que o TSE determine que o Ministério da Fazenda preserve os registros eletrônicos e documentais citados na denúncia, inclusive agendas, registros de viagem, dados de deslocamento, documentos de custeio, comunicações institucionais, materiais preparatórios e registros relativos aos servidores e serviços empregados.

Também pede a imediata apresentação dos documentos e informações relativos ao deslocamento e aos compromissos de Durigan em São Paulo em 17 de agosto, “especialmente aqueles relacionados ao custeio da viagem, utilização de transporte oficial, concessão de passagens ou diárias, servidores e assessores envolvidos, instalações utilizadas e materiais preparados para os respectivos compromissos”.

A campanha de Flávio também quer que Durigan seja impedido de participar do programa GloboNews Debate, previsto para 1º de setembro de 2026, no qual ele foi expressamente apresentado pela emissora como representante da candidatura de Lula.

 

Com informações de Metrópoles

 

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Eleições 2026

INSTITUTO QUAEST: Mais uma pesquisa mostra Zenaide disputando o primeiro lugar para o Senado


Foto: Reprodução

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece em em empate técnico com Styvenson Valentim (Podemos) na disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte ao Senado, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) pela Inter TV Cabugi. Na soma dos dois votos, Styvenson tem 16% e Zenaide 10%. Com margem de erro de 3 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem.

Na escolha para a segunda vaga, Zenaide é a mais lembrada pelo eleitor potiguar: 9%, à frente de todos os demais candidatos. É o voto de quem já decidiu o primeiro nome e sabe quem completa a chapa.

O resultado coloca Zenaide novamente entre os dois nomes que aparecem na faixa de eleição para o Senado e disputando pela liderança. Na sequência aparecem Samanda (PT) e Rafael Motta (PDT), com 8% cada, e Coronel Hélio (PL), com 5%.

Essa foi a 11ª pesquisa seguida, em pouco mais de um mês, a apontar Zenaide entre os eleitos — DataVero, Data Census, Exatus, TSDois, Perfil, Data Capital, Metadata, Seta, Consult e agora a Quaest, um dos institutos mais respeitados do país. Metodologias e contratantes diferentes, o mesmo resultado.

A Quaest ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela Inter TV Cabugi e está registrado no TSE sob o número RN-00876/2026.

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Eleições 2026

[VÍDEO] General Girão recebe apoio de Nikolas Ferreira e reforça união entre experiência e nova geração da direita no RN

Foto: Reprodução

O deputado federal General Girão (PL-RN) recebeu o apoio público do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes da nova geração da direita brasileira. A manifestação foi divulgada nas redes sociais de Girão e reforça uma relação política construída em torno de pautas e valores comuns, reunindo a experiência do parlamentar potiguar e a força de uma geração mais jovem que ampliou sua participação no debate político nacional.

Ao agradecer a manifestação, Girão destacou justamente a importância dessa união entre gerações. “A política precisa dessa troca: a experiência de quem já percorreu muitos caminhos e a energia de uma nova geração que participa cada vez mais da vida pública”, afirmou. Para o deputado potiguar, o apoio representa confiança política e a possibilidade de somar diferentes trajetórias em torno de projetos para o Rio Grande do Norte e para o Brasil.

No Rio Grande do Norte, Nikolas também declarou apoio a Josemar Varela (PL), candidato a deputado estadual que mantém parceria política com General Girão. Dessa forma, o apoio do deputado mineiro reúne, no estado, nomes de diferentes gerações da direita em torno de um mesmo campo político, aproximando a experiência de Girão na Câmara dos Deputados da renovação representada pela candidatura de Josemar.

O peso político do apoio também está relacionado à projeção nacional conquistada por Nikolas. Nas eleições de 2022, ele recebeu 1.492.047 votos para deputado federal por Minas Gerais, tornando-se, em números absolutos, o candidato à Câmara dos Deputados mais votado de todo o Brasil naquele pleito. Desde então, ampliou sua presença nacional e tornou-se uma das figuras de maior visibilidade entre os políticos mais jovens da direita brasileira.

Para Girão, a aproximação mostra que experiência e renovação não precisam caminhar em direções opostas. De um lado, uma trajetória construída ao longo de anos de vida pública e de dois mandatos na Câmara dos Deputados; do outro, uma nova geração que ganhou espaço e capacidade de mobilização política em todo o país. No Rio Grande do Norte, o apoio de Nikolas a Girão e a Josemar reforça essa união em torno de princípios, projetos e da continuidade da participação da direita na política estadual e nacional.

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Eleições 2026

ARROCHADO: Pesquisa Quaest mostra disputa apertada com três candidatos ao Governo do RN tecnicamente empatados


Foto: Reprodução

A corrida pelo Governo do Estado aparece embolada na nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (24). Os três principais candidatos estão separados por poucos pontos percentuais e, considerando a margem de erro, o levantamento aponta para um cenário de empate técnico entre Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT).

Na pesquisa estimulada, Allyson Bezerra lidera com 25%. Na sequência vêm Cadu de Lula com 21% e Álvaro Dias com 19%. Pela margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os três candidatos estão tecnicamente empatados.

O levantamento mostra ainda que 16% estão indecisos ou não souberam/não quiseram responder, enquanto 14% afirmaram que votariam em branco ou nulo.

A pesquisa ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Inter TV Cabugi e está registrado no TSE sob o número RN-00876/2026.

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Cidades

Educadores de Natal suspendem greve após Justiça endurecer medidas

Foto: Sinte-RN

Os educadores de Natal decidiram suspender o movimento grevista da categoria. A decisão, tomada em assembleia nesta segunda-feira (24), levou em consideração a judicialização do movimento. De acordo com a assessoria jurídica do Sindicato, a liminar do desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, determinou o imediato retorno às salas de aula e prevê, em caso de descumprimento, multa diária de R$ 50 mil para o Sinte-RN e o corte de ponto.

Embora o movimento esteja suspenso, o Sinte-RN destacou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade apontou que a greve obedeceu aos trâmites legais. Na Assembleia, com o apoio da assessoria jurídica do Sindicato, a categoria tirou dúvidas sobre corte de ponto, estágio probatório, reposição dos dias paralisados, entre outras questões pertinentes.

“Politicamente, ficou acordado que a luta não termina após o fim da greve. Ao contrário, a categoria vai permanecer em estado permanente de greve, denunciando a situação da educação pública de Natal, seja por meio das redes sociais ou nas ruas, em protestos periódicos”, afirmou o Sinte-RN.

Nesta quarta-feira (26), o Sinte-RN vai promover um Ato Público em frente à Prefeitura, a partir das 8 horas.

Com informações do Portal da Tropical

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Brasil

Lobista recebeu ‘significativas’ quantias em espécie e pagou em dinheiro passagens de Lulinha, diz PF

Foto: Reprodução

Investigação da Polícia Federal afirma que a lobista Roberta Luchsinger fazia “significativas movimentações de dinheiro em espécie” e que usou uma parte desses valores para pagar uma agência de turismo que bancou viagem de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula (PT).

Em documento que fundamentou a abertura de um inquérito contra Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, a PF destaca que em 25 de junho do ano passado o motorista de Roberta fez “duas coletas em espécie com terceiro desconhecido” nos valores de R$ 100 mil e R$ 200 mil.

Desse total, diz o órgão no texto ao qual a Folha teve acesso, R$ 50 mil foram repassados a uma agência de viagens que havia emitido passagens para Lulinha e Roberta —nesse mesmo dia, o serviço da agência foi usado para pagar passagens no valor de R$ 2.000 para os dois, de Brasília ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Em agosto do mesmo ano, Roberta afirmou em um diálogo transcrito pela PF que não iria mais poder gastar com passagens, porque já estava gastando R$ 100 mil por mês em uma casa usada por Lulinha. Essa conversa de agosto foi divulgada inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.

Procurada, a defesa de Lulinha disse que “setores da PF instrumentalizados por interesses políticos-eleitorais seguem tentando interferir nas eleições de 2026” e diz que não é provado nos autos que esse dinheiro foi usado para pagar as passagens.

“É um verdadeiro quebra-cabeça de ilações fruto da irresponsabilidade daqueles que não têm um verdadeiro projeto ou programa para o país. Isso nos remete ao pior que ocorria durante a época da finada Operação Lava Jato”, afirma o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho.

Também procurada, a defesa de Roberta Luchsinger disse que não iria comentar “conversas que supostamente são retiradas de um relatório que está sob sigilo”.

Em representação que trata de investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência, a PF afirma que Roberta usava seu motorista, Ulisses Barbosa Viana Júnior, “para realizar significativas movimentações de dinheiro em espécie”.

A polícia destaca o recebimento dos R$ 300 mil em 2025. Na ocasião, Roberta diz a Ulisses: “Quando você pegar o dinheiro me avisa”.

Ele responde: “Acabei de pegar tudo, tô levando pra sua residência. Não contei… pq está em pacotes lacrados”. “Chegando na residência eu passo o valor total. Uns 20 min”, diz o motorista, que, em seguida, afirma que são “100 + 200”.

Roberta pede para ele depositar R$ 50 mil na conta da consultoria dela e R$ 50 mil na conta da agência de viagens. Também pede para tirar outros valores e dar a pessoas não identificadas pela PF.

Ulisses responde “ok”, depois manda uma foto de um armário e diz: “Restante tá atrás das roupas”.

A lobista também manda ao motorista uma captura de tela com o bilhete eletrônico do voo que fará com Lulinha. Ela diz que chegará com ele pela entrada das autoridades às 16h30, e avisa: “cê esteja lá, por favor”.

A PF não menciona a qual casa se refere Roberta no diálogo de agosto, mas ela alugava uma em Brasília que também era usada por Lulinha, segundo um processo trabalhista apresentado contra a lobista.

Com informações da Folha de SP

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Política

“DESENROLA”: Lula sugere programa para ajudar clubes brasileiros endividados


Foto: Reprodução/ Redes sociais

Luíz Inácio Lula da Silva revelou ter sugerido à Caixa Econômica Federal um programa para renegociar as dívidas dos clubes do Brasil. Porém, o banco ainda não anunciou nenhum plano sobre a elaboração do programa.

“Vamos pensar em fazer um Desenrola para os clubes de futebol, porque estão todos quebrados”, comentou o presidente da República em entrevista à Record, nesse domingo (23/8).

Durante a entrevista, Lula deixou claro que a ideia para os clubes brasileiros seria semelhante ao Desenrola, programa do Governo Federal que visa à renegociação de dívidas de pessoas físicas dentro do território brasileiro.

Lula também comentou sobre a situação atual das dívidas dos times brasileiros. De acordo com ele, o endividamento ocorre por conta da má administração e do pagamento de salários astronômicos, que, segundo o presidente, não correspondem à realidade econômica do Brasil.

Com informações de Metrópoles

 

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Cidades

Número de decretos de emergência reconhecidos no RN sobe 51% em 2026

Foto: Defesa Civil Nacional

O aumento das áreas afetadas pela seca e a escassez de chuvas ao longo do ano ampliaram o número de decretos de situação de emergência ou de estado de calamidade pública no Rio Grande do Norte. Em 2026, o governo federal já reconheceu 115 pedidos até 25 de junho, de acordo com dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Em todo o país, foram 1.229 ocorrências registradas em 25 unidades da Federação no mesmo período. O volume de decretos feitos por municípios potiguares coloca o estado na quarta posição nacional, representando quase 10% do total deste ano.

Segundo o MIDR, Pernambuco lidera o ranking com 248 reconhecimentos, seguido por Minas Gerais, com 149, e Paraíba, com 133. Na outra ponta, os estados com menor número de registros são Rondônia, com dois, além de Mato Grosso do Sul e Roraima, com quatro cada. As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) pela agência de dados Fiquem Sabendo.

O total de decretos registrados no Rio Grande do Norte até junho de 2026 é 51% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025, quando houve 76 reconhecimentos. Em relação às causas de 2026, a seca responde por 101 das 115 ocorrências, acompanhada por estiagem (8) e chuvas intensas (6).

Ao menos 110 municípios potiguares decretaram situação de emergência neste ano. Em alguns deles, houve mais de um reconhecimento. É o caso de Severiano Melo, Santo Antônio, Paraná, José da Penha e Cruzeta. Vale ressaltar que um decreto reconhecido pelo governo federal tem validade máxima de 180 dias.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Alexandre Fonsêca, o avanço no número de reconhecimentos é justificado por dois fatores principais. O primeiro é de ordem climática: dados do Monitor da Seca apontam que o primeiro semestre de 2026 registrou uma acentuação do quadro de estiagem em comparação ao primeiro semestre de 2025.

“Por esta razão, do ponto de vista climatológico, com menos chuvas na quadra chuvosa (fevereiro a maio) de 2025, boa parte do estado entrou em algum grau de situação de seca no segundo semestre, ou teve esse quadro agravado. Situação que perdurou e influenciou sobremaneira o primeiro semestre de 2026. Portanto, o comportamento das estações chuvosas, especialmente no interior do estado, contribuiu à necessidade de decretação de situação de emergência em um número maior de municípios”, detalhou Fonsêca.

O segundo fator refere-se à vigência de decretos estaduais coletivos. No primeiro semestre de 2025, o Governo do Estado não possuía um decreto de emergência próprio ativo, o que só foi publicado em setembro daquele ano devido à piora dos índices de estiagem. Em abril de 2026, a gestão estadual renovou a medida, com validade de 180 dias, abrangendo de forma coletiva 166 municípios potiguares (deixando apenas a capital, Natal, fora da lista). “A publicação do decreto estadual facilitou a homologação federal da situação de emergência para as cidades do Rio Grande do Norte”, reforçou Fonsêca.

Entre junho e julho, a área com seca no Rio Grande do Norte aumentou de 69% para 79% do seu território, de acordo com a última atualização de dados divulgada pelo Monitor de Secas. O índice representa o maior percentual de área afetada pela estiagem no estado potiguar desde março deste ano, quando a área sob seca havia atingido a marca de 93% do território estadual.

Apesar da expansão da área afetada no comparativo de um mês para o outro, a severidade (grau de intensidade) do fenômeno climático manteve-se em nível de estabilidade no Rio Grande do Norte. A parcela do território classificada sob seca moderada permaneceu no patamar de 15% no período, sem evolução para níveis de seca grave ou extrema.

Seca lidera registros de desastres naturais

De acordo com os registros do MIDR, os dados do período de 2016 a 2026 somam 2.760 registros de desastres e eventos adversos no Rio Grande do Norte. O maior número ocorreu em 2021, com 521 ocorrências. Naquele ano, o volume foi influenciado pela pandemia da Covid-19, com 334 ocorrências dessa categoria.

Fora do período da pandemia, a seca aparece como o evento com maior número de registros ao longo da série. O fenômeno atingiu 313 ocorrências em 2018, 304 em 2017 e 276 em 2019. Em 2025, a seca voltou a apresentar alta, com 209 registros. A estiagem também aparece de forma recorrente na série, com o maior número em 2021, quando foram contabilizadas 115 ocorrências.

Segundo Fonsêca, a Defesa Civil Estadual intensificou um amplo trabalho de assessoramento técnico aos municípios nos últimos anos, inclusive com diversas capacitações voltadas aos agentes e gestores municipais. “Isso por si acaba influenciando que o município tenha uma melhor condição técnica para enxergar e adotar as providências necessárias à eventual decretação dos expedientes administrativos legais inerentes a cada situação, inclusive a decretação de situação de emergência por seca, que representa o maior volume de decretos. É um conjunto de fatores, e claro que os aspectos climatológicos estão inseridos nesse contexto, mas não é o único fator”, afirmou.

Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

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Brasil

Ministério da Saúde entra em contato com clínica nos EUA para tratar doença rara de Lito Sousa

Foto: Reprodução

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesse domingo (23) que a pasta está em contato com a Mayo Clinic, uma das instituições responsáveis por realizar testes para o tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob — condição neurodegenerativa rara diagnosticada no influenciador Lito Sousa. A declaração foi feita na rede social X (antigo Twitter), em resposta a um internauta que pedia atenção ao caso e marcava o perfil oficial da clínica. “Estamos em contato”, escreveu Padilha.

O influenciador, conhecido pelo comando do canal “Aviões e Músicas”, foi diagnosticado com a enfermidade causada por príons, agentes infecciosos altamente estáveis e resistentes. A condição provoca demência, distúrbios cerebrais, tremores e a perda progressiva de habilidades motoras. Atualmente, não há cura ou tratamento conhecido, de modo que a abordagem médica concentra-se em cuidados paliativos e alívio dos sintomas.

Na manhã deste domingo (23), Lito Sousa apareceu publicamente pela primeira vez desde o anúncio do diagnóstico por meio de um vídeo no qual faz um apelo urgente a pesquisadores. A gravação, feita em inglês e na qual ele aparece deitado em uma cama de hospital, foi direcionada à farmacêutica Ionis, à Universidade Harvard e à própria Mayo Clinic, manifestando o desejo de atuar como voluntário em estudos clínicos.

A esposa do influenciador, Mila Seidl, tem relatado que ele enfrenta dificuldades de locomoção e perda de visão. Na sexta-feira (21), ela expressou angústia diante do quadro e mencionou a expectativa por tratamentos experimentais. O casal tem um filho de sete anos.

O caso tem gerado intensa mobilização de familiares, amigos e seguidores, que se uniram para prestar apoio à família diante da rápida evolução da doença.

Gazeta Brasil

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