Política

Ministro da Agricultura Wagner Rossi pede demissão

estadão.com.br

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, enviou carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 17, após a Polícia Federal anunciar investigação sobre as denúncias contra a pasta. Depois de Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa), Rossi é o quarto ministro a sair do governo em oito meses.

A relação do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, com o lobista Júlio Fróes – que teria atuado durante meses dentro do ministério – será investigada pela Polícia Federal. Um inquérito foi aberto na segunda-feira, 15, e o ex-presidente da Comissão de Licitação do ministério Israel Batista já prestou depoimento. Dentre as denuncias que surgiram na imprensa contra o ministério,  estão o uso eleitoral da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e suposto tráfico de influência.

Além disso, o jornal Correio Braziliense denunciou que Rossi teria utilizado um avião de uma empresa que depende de autorizações do Ministério da Agricultura para vender seus produtos. A Ourofino Agronegócio trabalha com agrotóxicos, sementes e saúde animal e colocou à disposição do ministro e de seu filho Baleia Rossi (PMDB-SP), deputado estadual, um avião Embraer Phenon 100 avaliado em US$ 7 milhões.

Leiam a carta de demissão de Wagner Rossi:

Brasília, 17 de agosto de 2011

Neste ano e meio na condição de ministro da Agricultura do Brasil, consegui importantes conquistas. O presidente Lula fez tanto pela agricultura e a presidenta Dilma continuou esse apoio integralmente.

Fiz o acordo da citricultura, anseio de mais de 40 anos de pequenos e médios produtores de laranja, a quem foi garantido um preço mínimo por sua produção.

Construí o consenso na cadeia produtiva do café, setor onde antes os vários agentes sequer se sentavam à mesma mesa, com ganhos para todos, em especial os produtores.

Lancei novos financiamentos para a pecuária, recuperação de pastagens, aquisição e retenção de matrizes e para renovação de canaviais.

Aumentei o volume de financiamento agrícola a números jamais pensados e também os limites por produtor, protegendo o médio agricultor sempre tão esquecido.

Criei e implantei o Programa ABC, Agricultura de Baixo Carbono, primeiro programa mundial que combina o aumento de produção de alimentos a preservação do meio ambiente, numa antecipação do que será a agricultura do futuro.

Apoiei os produtores de milho, soja, algodão e outras culturas que hoje desfrutam de excelentes condições em prol do Brasil.

Lutei por nossos criadores e produtores de carne bovina, suína e de aves que são protagonistas do mercado internacional.

Melhorei a atenção a fruticultura, a apicultura e a produtos regionais, extrativistas e outras culturas.

Apoiei os grandes, os médios e os pequenos produtores da agricultura familiar, mostrando que no Brasil há espaço para todos.

Deus me permitiu estar no comando do Ministério da Agricultura neste momento mágico da agropecuária brasileira.

Mas, durante os últimos 30 dias, tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública.

Respondi a cada acusação. Com documentos comprobatórios que a imprensa solenemente ignorou. Mesmo rebatida cabalmente, cada acusação era repetida nas notícias dos dias seguintes como se fossem verdades comprovadas. As provas exibidas de sua falsidade nem sequer eram lembradas.

Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas “denúncias” para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro. Chegou-se à capa infame da “Veja”.

Tudo falso, tudo rebatido. Mas a campanha insidiosa não parava.

Usaram para me acusar, sem qualquer prova, pessoas a quem tive de afastar de suas funções por atos irregulares ou insinuações de que tinham atuado com interesses menos republicanos nas funções ocupadas. O principal suspeito de má conduta no setor de licitações passou a ser o acusador de seus pares. Deram voz até a figuras abomináveis que minha cidade já relegou ao sítio dos derrotados e dos invejosos crônicos. Alguns deles não passariam por um simples exame de sanidade.

Ainda assim nada conseguiram contra mim. Aí tentaram chantagear meus colaboradores dizendo que contra eles tinham revelações terríveis a fazer, mas que não as publicariam se fizessem uma só acusação contra mim. Torpeza rejeitada.

Finalmente começam a atacar inocentes, sejam amigos meus, sejam familiares. Todos me estimularam a continuar sendo o primeiro ministro a, com destemor e armado apenas da verdade, enfrentar essa campanha indecente voltada apenas para objetivos políticos, em especial a destituição da aliança de apoio à presidenta Dilma e ao vice-presidente Michel Temer, passando pelas eleições de São Paulo onde, já perceberam, não mais poderão colocar o PMDB a reboque de seus desígnios.

Embora me mova a vontade de confrontá-los, não os temo, nem a essa parte p odre da imprensa brasileira, mas não posso fazer da minha coragem pessoal um instrumento de que esses covardes se utilizem para atingir meus amigos ou meus familiares.

Contra mim nem uma só acusação conseguiram provar. Mas me fizeram sofrer e aos meus. Não será por qualquer vaidade ou soberba minha que permitirei que levem sofrimento a inocentes.

Hoje, minha esposa e meus filhos me fizeram carinhosamente um ultimato para que deixasse essa minha luta estóica mas inglória contra forças muito maiores do que eu possa ter. Minha única força é a verdade. Foi o elemento final da minha decisão irrevogável.

Deixo o governo, agradecendo a confiança da presidenta Dilma, do vice-presidente Michel Temer, do presidente Lula e dos líderes, deputados, senadores e companheiros do PMDB e de todos os partidos que tanto respaldo me deram.

Agradeço também a todos os leais colaboradores do Ministério da Agricultura, da Conab, da Embrapa e de todos os órgãos afins. Penso assim ajudar o governo a continuar seu importante trabalho, retomando a normalidade na agricultura.

Finalmente, reafirmo: continuo na luta pela agropecuária brasileira que tanto tem feito pelo bem de nosso Brasil. Agradeço as inúmeras manifestações de apoio incondicional da parte dos líderes maiores do agronegócio e de suas entidades e também aos simples produtores que nos enviaram sua solidariedade.

Deus proteja o produtor rural e tantos quanto lutem na terra para produzir alimentos para o mundo. Deus permita que tenham a segurança jurídica necessária a seu trabalho que o Congresso há de lhes garantir. Lutei pela reforma do Código Florestal. É importante para o Brasil. Outros, talvez mais capazes, haverão de continuar essa luta até a vitória.

Confio que o governo da querida presidenta Dilma Rousseff supere essa campanha sórdida e possa continuar a fazer tanto bem ao nosso país.

Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias.

Mas minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra.

Wagner Rossi
Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

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União Europeia diz que ‘Maduro não possui legitimidade democrática’ e pede ‘respeito à vontade do povo venezuelano’

Foto: REUTERS/Yves Herman

A União Europeia afirmou neste domingo (4) que a restauração da democracia na Venezuela depende do respeito à vontade do povo venezuelano. A posição foi expressa em uma nota conjunta assinada por 26 dos 27 países do bloco — a Hungria ficou de fora.

O comunicado pede calma e contenção para evitar a escalada do conflito e defende uma transição política pacífica, baseada na vontade popular. A UE reiterou que Nicolás Maduro não possui legitimidade democrática e que a crise deve ser resolvida dentro do direito internacional.

“O respeito à vontade do povo venezuelano continua sendo o único caminho para que a Venezuela restaure a democracia e resolva a crise atual”, diz o comunicado.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e reforçou o apoio a uma transição democrática, afirmando que a União acompanha de perto a situação e presta assistência aos cidadãos europeus no país.

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Imagem que mostra TV chilena confundindo Ratinho com Nicolás Maduro é montagem

Uma imagem falsa viralizou e circula nas redes sociais desde o ataque dos Estados Unidos à Venezuela que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro.

A publicação sugere que um telejornal chileno teria confundido o ex-líder venezuelano com o apresentador Ratinho.

Na realidade, trata-se de uma montagem. O frame original foi exibido pelo Meganoticias, do Chile, em 24 de fevereiro de 2022, em uma reportagem sobre países aliados da Rússia e da Ucrânia. (assista aqui)

Na versão manipulada, a imagem de Maduro foi substituída pela de Ratinho, enquanto o presidente da China, Xi Jinping, aparece como o personagem Ursinho Pooh.

O próprio apresentador Ratinho brincou com a situação em seu perfil no Instagram, veja:

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VÍDEO: Golfinhos encalham na praia da Redinha Nova

Dez golfinhos ficaram encalhados na tarde deste domingo (4), na praia da Redinha Nova, na zona Norte de Natal, na altura da Barraca Maresia, conforme é possível ouvir na gravação feita por uma banhistas.

Segundo informações do Via Certa Natal, banhistas acionaram o Corpo de Bombeiros, mas antes da chegada da equipe, a própria população já havia conseguido ajudar os animais a voltar para o mar.

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Maduro deve comparecer a tribunal de Nova York nesta segunda-feira (5)

Foto: reprodução

O ditador venezuelano Nicolás Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5), às 14h (horário de Brasília), a um tribunal federal em Nova York.

A audiência será conduzida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, do Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

No sábado (3), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma nova acusação contra Maduro, que integra um processo criminal por tráfico de drogas em andamento há cerca de 15 anos.

Segundo os promotores, o líder venezuelano e seus aliados teriam transformado instituições do Estado em um sistema de corrupção financiado pelo narcotráfico.

Responsável pelo caso há mais de uma década, Hellerstein, de 92 anos, é um magistrado experiente e indicado ao cargo pelo ex-presidente Bill Clinton.

Opinião dos leitores

  1. 👉Maduro diz que oposição planeja golpe de Estado. Qualquer semelhança é mera coincidência 💩💩💩

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VÍDEO: Natália Bonavides se casa com advogado Lucas Medina em Natal

A deputada federal Natália Bonavides se casou com o advogado Lucas Arieh Medina, neste domingo (4).

A parlamentar petista aproveitou o feriadão do início do ano e oficializou a união em uma cerimônia na Praia da Redinha, em Natal.

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Trump diz que vice da Venezuela pode pagar preço maior que Maduro ‘caso não faça o que é certo’

Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta direto à vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o comando do país após a captura de Nicolás Maduro. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que ela “pagará um preço muito alto” caso não “faça o que é certo”.

A Suprema Corte venezuelana determinou que Rodríguez exerça os poderes presidenciais de forma interina, decisão que recebeu apoio das Forças Armadas do país, mesmo com críticas à operação militar conduzida pelos EUA.

Diante de críticas de aliados políticos à intervenção, Trump defendeu a mudança de regime na Venezuela, afirmando que “reconstruir e mudar o regime” é melhor do que manter a situação atual, que, segundo ele, “não pode piorar”.

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[VÍDEO] ‘PACTO INVISÍVEL’: Documentário que será lançando na próxima semana mostra as conexões entre Venezuela, Irã, FARC, CV e PCC

O documentário ‘Pacto Invisível’ que será lançando na próxima semana vai mostrar como funciona a engrenagem que conecta Irã, Venezuela, FARC, o Comando Vermelho e o PCC com narcotráfico internacional.

A produção audiovisual que expõe a conexão do terrorismo internacional com regimes autoritários e o crime organizado nas Américas conta a trajetória verídica de um ex-combatente do grupo terrorista Hezbollah, testemunha viva que esteve no coração da operação que ajudou na construção de uma das maiores redes de narcotráfico do mundo, com depoimentos reais, imagens exclusivas.

Um relato direto de quem viu por dentro como essas alianças funcionam, como ideologia e crime se misturam e como Estados fragilizados se tornam hubs de poder paralelo. O documentário também traz reflexões sobre ambição, vingança e o poder transformador da fé.

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Em nota conjunta, Brasil e mais 5 países defendem resolução sem “ingerência externa” na Venezuela

Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma nota conjunta expressando preocupação com a situação na Venezuela após a operação militar dos Estados Unidos.

A nota, divulgada pelo Itamaraty e pelo governo da Colômbia, ainda faz um apelo para que a ONU (Organização das Nações Unidas) faça uso de seus ofícios para contribuir para uma “desescalada” das tensões na região.

O grupo destaca que não deve haver ingerência externa e que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma solução democrática e sustentável.

O comunicado alerta para qualquer tentativa de controle governamental ou apropriação externa de recursos naturais, o que, segundo os países, viola o direito internacional e ameaça a estabilidade regional.

A manifestação ocorre após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA. O presidente Donald Trump afirmou que Washington poderá administrar a Venezuela durante um período de transição, além de indicar forte interesse no setor petrolífero do país.

Na nota, os seis países defendem uma solução exclusivamente pacífica, liderada pelos próprios venezuelanos, e pedem que a ONU atue para reduzir as tensões. O grupo também ressalta a América Latina e o Caribe como zona de paz e afirma que ações militares unilaterais criam um precedente perigoso para a segurança regional e a população civil.

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Ação dos EUA contra a Venezuela foi recado a “ditadores travestidos de democratas”, diz Michelle Bolsonaro

Foto: Adriano Machado/Reuters

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela foi um recado direto a “ditadores travestidos de democratas”. Presidente nacional do PL Mulher, Michelle disse que a ofensiva marca o “início do fim” do regime autoritário de Nicolás Maduro.

Ainda na nota, Michelle avaliou que a operação norte-americana também serve de alerta a governantes de outros países da América do Sul que, segundo ela, estariam alinhados ao chavismo e tentariam reproduzir práticas semelhantes em seus territórios.

Ela manifestou solidariedade ao povo venezuelano, citou o sofrimento imposto pelo regime ao longo de décadas, especialmente a mulheres e crianças, e afirmou orar por uma transição pacífica e legítima de poder, conduzida pela própria população da Venezuela.

Leia a íntegra da nota abaixo:

Nota pública

O PL Mulher manifesta sua solidariedade ao povo de bem venezuelano que, graças aos esforços americanos e a despeito da cumplicidade de alguns governantes de países vizinhos, está assistindo o início da sua libertação com a prisão do ditador narcotraficante Nicolás Maduro e a destruição das estruturas de poder narcoterroristas que dominavam o país e aprisionavam o povo.

Winston Churchill dizia que “o preço da grandeza é a responsabilidade” e essa é uma postura assumida por líderes, por pessoas públicas, que não fogem ao seu dever. Quando as instituições de um país são tomadas por criminosos e corruptos sanguinários que dominam as estruturas de poder; quando o povo é oprimido e caçado a tal ponto que não tem mais forças para resistir a esses algozes; o apoio de nações e líderes estrangeiros corajosos pode se tornar a única solução viável para o povo “sequestrado” pelos ditadores. Ontem, esse apoio se materializou na Venezuela.

A operação executada por forças de segurança americanas contra a ditadura narcoterrorista que imperava na Venezuela representa o “início do fim” do regime autoritário e criminoso que, por décadas, vem impondo sofrimento e morte a milhares de cidadãos venezuelanos e atingiu de forma brutal, principalmente, mulheres e crianças.

Milhares de mulheres venezuelanas que se refugiaram no Brasil relataram as dificuldades, os abusos e as violências (inclusive sexuais) pelas quais tiveram que passar enquanto fugiam do narcoestado instalado na Venezuela.

Também irmãos surdos e pessoas com deficiência tiveram seus sofrimentos agravados com a ditadura e, enfrentando condições absurdas, preferiram se arriscar em uma fuga para o nosso país do que morrer em consequência das maldades do regime imposto por Hugo Chávez e Maduro — ambos amigos próximos do atual presidente do Brasil e membros do Foro de São Paulo, do qual Lula é tido como um dos fundadores.

A prisão do narcoterrorista e ditador Nicolás Maduro, e o início da demolição das estruturas de poder dos narcotraficantes — em especial do Cartel dos Soles, que é composto por generais do regime — traz para o povo da Venezuela e da América do Sul a indicação de que a libertação dos povos das mãos dos ditadores latino-americanos está cada dia mais próxima.

A operação americana contra os ditadores narcoterroristas da Venezuela é, também, um aviso para todos os poderosos de outros países da América do Sul que, fazendo parte do mesmo grupo e alinhados ao narcoditador venezuelano, tentam copiar em seus países o modus operandi de Maduro, adotando, dentre outras, as seguintes práticas:

  • favorecimento, defesa e proteção aos traficantes (até considerando-os como vítimas ou trabalhadores);
  • cerceamento das liberdades do povo e perseguição da oposição;
  • imposição gradativa de práticas ditatoriais (disfarçando-as de defesa da democracia); e
  • cooptação de autoridades de outros poderes e aplicação de lawfare contra as representantes do povo resistentes ao regime.

O recado da operação americana foi bastante claro: “Ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes, coloquem a ‘barba’ de molho!”

Oramos, pedindo a Deus que toque os corações dos criminosos e também daquelas pessoas que, ludibriadas pelas mentiras dos poderosos, apoiavam o regime, para que deponham as armas e se entreguem pacificamente, de modo a evitar o derramamento de sangue e propiciar uma transição pacífica e legítima de poder por meio das mãos do sofrido povo irmão venezuelano.

Que Deus abençoe a Venezuela e o seu povo de bem. Que Ele abençoe todas as famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil e jamais permita que ditadores prosperem em nosso país.

Brasília – DF, 03 de janeiro de 2026

Michelle Bolsonaro
Presidente Nacional do PL Mulher

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  1. Quem será o próximo? Bem que poderia Ser o rato de nove dedos, daria alegria a grande parte do povo brasileiro.

  2. Ela ta achando que essa ação foi pra defender alguém ou algum político? Kkkkkk sabe de nada, inocente. Trump descartou os bolsonaros faz tempo, inclusive, vai manter a vice (de esquerda) no comando da Venezuela.

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CIA sabia o que Maduro comia, quais eram seus pets e simulou habitação do ditador para treinar captura

Foto: Lucha Almada

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

Em agosto, uma equipe clandestina de oficiais da CIA se infiltrou na Venezuela com um plano para coletar informações sobre Nicolás Maduro, o ditador do país, a quem o governo Trump havia rotulado de narcoterrorista.

A equipe da CIA se movimentou por Caracas, permanecendo não detectada por meses enquanto estava no país. As informações coletadas sobre os movimentos diários do líder venezuelano — combinadas com uma fonte próxima a Maduro e uma frota de drones furtivos voando secretamente acima — possibilitaram à agência mapear detalhes minuciosos sobre sua rotina.

Foi uma missão altamente perigosa. Com a embaixada dos EUA fechada, os oficiais da CIA não puderam operar sob o manto da cobertura diplomática. Mas foi altamente bem-sucedida. O Gen. Dan Caine, o chefe do Estado-Maior Conjunto, disse em uma coletiva de imprensa que por causa das informações coletadas pela equipe, os Estados Unidos sabiam onde Maduro se movimentava, o que ele comia e até quais animais de estimação ele tinha.

Na preparação, os comandos do Delta Force ensaiaram a captura dentro de uma estrutura em escala real que simulava habitação onde Maduro se instalava, construída no Kentucky pelo Comando Conjunto de Operações. Lá, eles treinaram para derrubar portas de aço em ritmos cada vez mais rápidos.

O Exército havia se preparado por dias para executar a missão, aguardando boas condições climáticas e um momento em que o risco de vítimas civis fosse minimizado.

Essas informações foram críticas para a subsequente operação militar, um ataque antes do amanhecer no sábado, 3, por comandos de elite da Força Delta do Exército, a operação militar mais arriscada dos Estados Unidos do seu tipo desde que membros da SEAL Team 6 da Marinha mataram Osama bin Laden no Paquistão em 2011.

O resultado foi uma operação taticamente precisa e rapidamente executada que extraiu Maduro de seu país sem nenhuma perda de vida americana, um resultado aclamado pelo presidente Donald Trump em meio a maiores questionamentos sobre a legalidade para as ações dos EUA na Venezuela.

Trump justificou o que foi nomeado Operação Resolução Absoluta como um golpe contra o tráfico de drogas. Mas a Venezuela não é grande participante no comércio internacional de drogas como outros países. Oficiais haviam previamente informado aos líderes congressistas que o objetivo deles na Venezuela não era mudança de regime. E Trump tem longamente dito que ele se opõe a ocupações estrangeiras pelos EUA.

No entanto, no sábado, o presidente proclamou que oficiais americanos estavam no comando da Venezuela e que os Estados Unidos reconstruiriam a infraestrutura petrolífera do país.

Por Tyler Pager, Eric Schmitt e Julian E. Barnes –  The New York Times

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