Monitoramento respiratório: Tecnologia desenvolvida na UFRN auxilia na recuperação de pacientes

Foto: Reprodução/UFRN

Um novo equipamento foi desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em associação com pesquisadores do Politécnico de Milão na Itália, para ser utilizado na avaliação e no monitoramento de parâmetros respiratórios em pacientes que estejam usando ventilação mecânica invasiva (VMI) e a não invasiva (VNI), situações comuns em pessoas com insuficiência respiratória aguda, casos de pneumonia e covid-19, dentre outras enfermidades.

Objeto de pedido de patenteamento pela Universidade, o dispositivo foi desenhado com tecnologias de última geração relacionadas a medida de variáveis respiratórias diretas que possibilitarão a tomada de decisão clínica em diferentes situações durante suporte ventilatório. Coordenador da pesquisa que resultou na nova invenção, Guilherme Augusto de Freitas Fregonezi pontuou que, atualmente, os aparelhos disponíveis são capazes de fazer avaliações limitadas o que dificulta a tomada de decisão.

“A aplicação dessa tecnologia é variada, considerando espaços físicos e condições clínicas. Ela pode ser utilizada em diferentes ambientes do sistema de saúde onde haja indivíduos em suporte ventilatório”, descreveu Guilherme Fregonezi. Com aplicação clínica e para pesquisa, a patente é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (RENORBIO) e foi depositada sob a denominação Dispositivo para avaliação e monitoramento respiratório.

Desenvolvido nos laboratórios PneumoCardioVascular e no Neuroengenharia, o dispositivo permite o monitoramento de respiração espontânea. Foto: Cícero Oliveira.

Além disso, a técnica da ventilação mecânica é utilizada amplamente em diferentes situações, como no pós-operatório de cirurgias com anestesia geral, em pacientes com necessidade de controle dos gases sanguíneos e nos casos de disfunção de outros sistemas ou órgãos. Contudo, a técnica pode induzir diversas complicações, razão pela qual é importante diminuir o tempo e restabelecer a ventilação espontânea tão logo seja possível. E é aqui que apresenta-se um dos outros diferenciais do equipamento: o potencial para identificação de probabilidade de sucesso ou fracasso do desmame.

“Em muitos procedimentos de monitoramento respiratório, é crucial o conhecimento de parâmetros importantes da respiração. Os principais usos do equipamento depositado são o monotonamente de parâmetros respiratórios utilizados para determinar tomadas de decisão durante o suporte ventilatório, de forma presencial ou remota. Um exemplo disso se dá durante o Desmame da Ventilação Mecânica Invasiva, que é um procedimento que exige uma avaliação minuciosa para a eleição dos pacientes aptos a realizar o desmame do ventilador”, ressaltou Fregonezi, também professor do Departamento de Fisioterapia.

Também vinculado ao Grupo de Pesquisa de Avaliação, Inovação e Intervenção em Fisioterapia Respiratória e Cardiovascular, o docente frisou que o novo dispositivo, ao utilizar parâmetros respiratórios na determinação da avaliação, diferencia-se de como ocorre atualmente, onde avaliações são clínicas e subjetivas, utilizando parâmetros isolados para a seleção dos pacientes candidatos ao desmame ventilatório. O grupo de autores do invento inclui ainda os cientistas Saint-Clair Gomes Bernardes Neto, Íllia Nadinne Dantas Florentino Lima, Andrea Aliverti, George Carlos do Nascimento e Vanessa Regiane Resqueti.

Fregonezzi destaca que essa tecnologia pode utilizada em diferentes ambientes do sistema de saúde onde haja indivíduos em suporte ventilatório. Foto: Cícero Oliveira.

Para o diretor da Agência de Inovação (AGIR), Daniel de Lima Pontes, este depósito de pedido de patente é um exemplo de criação de produtos e processos que ajudam no desenvolvimento econômico do país. “É também uma espécie de utilização dos resultados encontrados nas pesquisas científicas que geram produtos que atendem a demanda de um setor tão importante como o da saúde. Na UFRN, temos uma vitrine tecnológica com quase 300 pedidos de patente que podem ser fruto de parcerias público-privadas, por exemplo, na qual os investidores podem ter vários benefícios ao associar-se à Universidade, como o know-how e a expertise que nós detemos em vários âmbitos”, afirmou Daniel Pontes.

Os pedidos de patentes e as concessões já realizadas podem ser acessadas através do endereço www.agir.ufrn.br, mesmo local em que os interessados obtêm informações a respeito do processo de licenciamento. O diretor da AGIR esclareceu que, mesmo durante a pandemia, a Agência está realizando atendimento e dando andamento aos depósitos de pedido de patente, via e-mail da Agência de Inovação (AGIR), [email protected]

Com UFRN

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo disse:

    A cápsula Vanessa ninguém fala…

  2. Paulo disse:

    Cura da covid, inventar equipamento que identifique a presença do vírus no ar e em superfície. Instantaneamente, aparelho de ar condicionado que filtre o ar em shoppings, lojas, supermercados, elevadores.
    Nada disso é pesquisado.

    • Paulo disse:

      Se na entrada de supermercados, shoppings, bancos, aeroportos houvesse uma espécie de bafômetro para identificar a presença do corona vírus no ar, com resultado instantâneo, a pessoa seria chamada para fazer um teste swab, o local seria descontaminado, e a probabilidade de transmitir o vírus seria mínima.
      Mas ninguém pesquisa isso.
      Onde estão os cientistas?
      Estamos na maior crise do mundo.
      E os cientistas de braços cruzados.
      Não há iniciativa nenhuma.
      Daqui a 10 anos, depois de várias descobertas, os cientistas vários artigos citando descobertas para as quais não contribuíram em nada e baterao no peito dizendo sou cientista, sou ciência.
      Ciência que não colabora de forma rápida para resolver os grandes problemas do mundo tem pouca utilidade.
      Não adianta descobertas daqui a 2, 5, 10 anos.
      Cientistas, se mexam.
      Muitos são pagos com recursos públicos mas não estão fazendo nada para reduzir os impactos da covid.
      Já imaginou parar a doença sem parar a economia?

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