UFRN suspende prazo para confirmação de vínculo do 2020.2

A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da UFRN suspendeu os prazos de confirmação de vínculo dos alunos ingressantes do período letivo 2020.2 do Edital do Processo Seletivo do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Dessa forma, novos prazos serão revistos e divulgados em novo termo aditivo, na página do SiSU-UFRN.

Conforme a pró-reitora de Graduação, Maria das Vitórias de Sá, a UFRN possui uma única edição do SiSU, que ocorreu em fevereiro, quando os ingressantes do primeiro semestre (2020.1) foram matriculados e os ingressantes do segundo semestre (2020.2) foram cadastrados. Contudo, devido à pandemia da covid-19, as atividades acadêmicas presenciais foram suspensas e o semestre 2020.1 está, atualmente, em fase de discussão e planejamento nos centros e unidades acadêmicas especializadas. “O período letivo 2020.2 terá início após a finalização do 2020.1”, explica a professora.

A Prograd esclarece ainda que os estudantes que realizaram o cadastramento para o 2020.2 possuem  suas vagas garantidas para quando for possível iniciar o respectivo período letivo. Além disso, a suspensão dos prazos perdurará até a publicação de novo termo aditivo ao edital, que será disponibilizado no site SiSU-UFRN.

UFRN é listada entre as melhores da América Latina

Foto: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi listada entre as 40 melhores instituições de ensino superior da América Latina e do Caribe pelo Times Higher Education (THE). O ranking mundial destacou a qualidade de 166 instituições de ensino da região e a UFRN conquistou a 39° colocação.

O ranking incluiu universidades de 13 países da América Latina e do Caribe e selecionou as 166 melhores instituições da região com base em 13 indicadores de desempenho, avaliando aspectos de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais.

A UFRN ficou entre as quatro melhores do Nordeste brasileiro, junto à Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Ceará (UFC). Outras instituições nordestinas que conseguiram entrar na lista foram a Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade de Fortaleza (Unifor), Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e a Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

De acordo com o THE, o Brasil é mais uma vez o país mais representado no ranking, com 61 instituições, seguido pelo Chile com 30 e pela Colômbia com 23. Na listagem geral, a Pontifícia Universidade Católica do Chile ocupa a liderança, pelo segundo ano consecutivo, e a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicampi) figuram como segunda e terceira colocadas, respectivamente. Confira o ranking no site.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luiz Fernando disse:

    Deve ser com base na fumaça expelida.

    • MORO 2022 disse:

      Tem outras que predomina o pó inspirado. Por falar em pó, onde andará o pó do avião do presidente? Acho que esqueceram, ou foi varrido para debaixo do tapete.

  2. Keke Rosberg disse:

    Isso é uma noticia Ótima!! Parabéns a todos os envolvidos!!!

UFRN desenvolve produto farmacêutico para combate ao Aedes aegypti

Fotos: Divulgação

Um grupo de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveu uma nova tecnologia para o combate ao Aedes aegypti. Em fase de testes, o produto farmacêutico é uma formulação que contém uma substância sintetizada com base em um produto natural presente no óleo de canela e que pode ser utilizada em diferentes formas, líquida ou sólida.

Um dos inventores envolvidos, o professor Leandro De Santis Ferreira, pontuou que o produto tem facilidades relativas à possibilidade de aplicação do produto diretamente no mosquito na forma de spray, ou mesmo ser utilizado nos carros “fumacê”, como também para eliminar larvas em ralos e pratos de plantas sendo que a forma sólida tem vantagem no transporte, armazenamento e maior prazo de validade.

“O produto possui tanto atividade larvicida, contra as larvas do mosquito, durante a etapa do seu desenvolvimento, bem como atividade inseticida, contra o mosquito na fase adulta. Assim, conseguimos desenvolver formulações com diferentes formas, líquidas e sólidas, que permitem uma aplicação mais eficaz de uma substância derivada de um produto natural, que possui atividade em diferentes estágios de desenvolvimento do vetor de diversas doenças graves. Além disso, o desenvolvimento das formulações pode prolongar a ação da substância. A substância possui atividade em larvas e no próprio mosquito adulto, em um cenário em que as substâncias comumente utilizadas ou apresentam toxicidade para o meio-ambiente ou já selecionaram os mosquitos resistentes e não são mais tão eficazes”, explicou Leandro De Santis.

O Aedes aegypti é vetor de diversas doenças endêmicas do nosso país como Dengue, Zika e Chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, até o final de maio deste ano, já foram notificados no Brasil quase 800 mil casos de dengue, 35 mil de Chikungunya e mais de três mil notificações de Zika. “A forma mais eficaz de combater estas doenças é controlar o mosquito responsável pela transmissão de todas estas doenças, uma vez que o processo para o desenvolvimento de medicamentos eficazes e vacinas é demorado e caro”, afirmou Addison Ribeiro de Almeida, servidor técnico-administrativo da UFRN que também integra o grupo de cientistas.

Além dos dois, completam a equipe envolvida, Waldenice de Alencar Morais Lima, Cícero Flávio Soares Aragão, Wilken Cesar Galdencio da Silva, Damião Pergentino de Sousa, Lorena Carneiro Albernaz e Laila Salmen Espindola. O estudo é vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas (PpgCF) da UFRN e rendeu um depósito de pedido de patente, denominado “Formulações líquidas e sólidas contendo cinamato de pentila, processo de obtenção e uso das mesmas para o controle de insetos hematófagos”, com co-titularidade dividida entre a UFRN, a Universidade Federal da Paraíba e a Universidade de Brasília.

“É relevante destacar que o patenteamento foi importante para a formação de recursos humanos na área de farmácia, contribuindo com a formação acadêmica de um servidor da UFRN, o qual concluiu mestrado defendendo dissertação de mestrado em 2020, com a formação de um aluno de graduação que realizou iniciação científica e defendeu trabalho de conclusão de curso de farmácia, além da formação científica de outros dois alunos do curso de graduação de farmácia que realizam iniciação científica neste projeto”, relatou Leandro De Santis.

Para a também professora do Departamento de Farmácia da UFRN, Waldenice de Alencar Morais Lima, esse processo de patenteamento apresenta relevância acadêmica por permitir a proteção da tecnologia desenvolvida no projeto, bem como a possibilidade de retorno à Universidade e sociedade por todo o suporte e investimento fornecido. Por sua vez, o também docente Cícero Flávio Soares Aragão acrescentou que “o patenteamento e a posterior publicação dos resultados em artigo científico de alto impacto, além de participação em eventos e em outros meios de divulgação, podem despertar o interesse de empresas para continuidade de estudos visando a futura comercialização do produto”. As próximas fases de desenvolvimento do produto objeto do pedido de patente são estudos em um processo de produção em maior escala, ou seja, que garanta a atividade da substância e ausência de toxicidade quando produzido e utilizado em quantidades maiores o que é necessário quando se pensa em produção para a comercialização do produto.

Agir/UFRN

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dannilo disse:

    O governo federal corta verbas para as researches, e nossas universidades do nordeste respondem com com resultados reconhecidos nacionalmente

  2. Bruno Cesar Salviano de Oliveira disse:

    Espero que esta pesquisa não fique só no laboratório da universidade, seja utilizada para beneficiar toda população que se encontra com este mosquito a transmitir diversas doenças, que não levem para um laboratório onde vá ser explorado, pondo os custos mais uma vez para estado.

  3. Victorino disse:

    Parece que estamos voltando ao normal, já se começa a falar em outras doenças no Brasil. Amém!

Artigo de pesquisadores da UFRN propõe lei de controle da pandemia com uso da matemática

Foto ilustrativa: Edésio Ferreira/EM/D.A Press

Após mais de três meses com repetidos decretos restringindo atividades não essenciais, o que incluiu diversos setores da economia, a Prefeitura de Natal e Governo do Rio Grande do Norte iniciam nesta semana uma reabertura gradual do comércio. De acordo com as nova determinações, em Natal, essa retomada começou a acontecer na terça-feira, 30 de junho, e no estado como um todo a permissão passou a valer a partir desta quarta-feira, 1° de julho.

Esta reabertura dos estabelecimentos comerciais não significa, no entanto, que a pandemia passou ou está controlada. A taxa de ocupação de leitos de terapias intensiva e semi-intensiva permanece alta, beirando os 95% das vagas existentes rede de saúde em todo o estado. Como, então, promover uma retomada da atividade econômica de maneira mais segura possível?

Para responder a essa pergunta, um artigo de pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE/UFRN) propõe o uso da matemática. Intitulado Proposta de lei de controle para o surto da covid-19 no estado do Rio Grande do Norte, o estudo apresenta uma equação capaz de determinar qual é o menor nível de distanciamento social necessário para garantir que a epidemia fique sob controle.

Segundo os pesquisadores, o uso desta equação pode garantir a maior atividade econômica possível enquanto mantém o número de indivíduos hospitalizados abaixo de um valor estabelecido pelas autoridades de sanitárias. O cálculo do distanciamento social deve ser feito com base nas informações sobre a pandemia de que dispõem as secretarias municipais e estadual de Saúde.

“A proposta pode contribuir disponibilizando para as autoridades o valor correto do nível de distanciamento social. Atualmente, não há um valor exato, as decisões são tomadas baseadas em conhecimento empírico. Por exemplo, 80% de ocupação pode ser um bom número em uma região, porém insuficiente em outras. Isso ocorre por causa da dinâmica da pandemia, que se comporta de forma diferente por região, pelo número de dias, pelo comportamento da sociedade, e aplicar sempre a mesma resposta a situações diferentes gera confusão e perda de credibilidade”, afirma o professor Samaherni Dias, um dos autores do artigo, assinado ainda por Kurios Queiroz e Aldayr Araujo, do DEE/UFRN.

Conforme explica o professor, a lei de controle foi elaborada para ser bastante simples, podendo ser aplicada, nas palavras do docente, “em uma planilha, no site da própria secretaria de saúde ou em um caderno”. Na opinião de Samaherni, independente do formato ou do meio pela qual seja implementada, o importante é que seja diariamente atualizada.

Nesses modelos são levados em conta também aqueles que negligenciam as medidas de isolamento, mas o professor Samaherni adverte o impacto dessa atitude nas contas. “É importante deixar claro que a lei de controle proposta calcula qual deverá ser o nível de distanciamento social, porém, se essas recomendações não forem atendidas, todo dia será definido uma taxa isolamento mais alta até chegar ao ponto máximo”, explica.

Samaherni ainda ressalta que a equação pode ser utilizada em diferentes ocasiões para além da pandemia do novo coronavírus. “A grande contribuição deste trabalho com relação à covid-19 é melhorar a qualidade da informação para o gestor tomar uma decisão. Porém é uma lei de controle para epidemias, ou seja, é aplicável no caso da covid-19 ou em outra epidemia qualquer, envolvendo seres humanos ou não”, conclui.

UFRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. CIDADAO55 disse:

    Se dependesse só de matemática, já estaríamos com mais de 15 mil mortos, segundo estudos iniciais.

  2. Eduardo Peixoto disse:

    Mas isso já está sendo feito no Brasil com grande eficiência, pois a cada respirador comprado temos o valor de três respiradores pagos, bem como para a cada 500 novos infectados temos 02 leitos de UTI prometidos que uma dia serão instalados.

UFRN tem projetos selecionados em editais nacionais da covid-19

Foto: Ilustrativa

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foram selecionados, preliminarmente, em editais nacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).  As seleções são voltadas para desenvolver projetos de enfrentamento à covid-19, em diversas áreas do conhecimento, como fármacos, antropologia, imunologia, telemedicina e análise de dados.

Para a pró-reitora de Pesquisa, Sibele Pergher, como os editais são voltados para ações de enfrentamento ao novo coronavírus, pesquisadores de alto nível e de várias áreas participaram das seleções. “A concorrência foi muito alta e em cada edital aprovamos pesquisadores da UFRN, o que mostra a qualidade da pesquisa na instituição”.

Na opinião do pró-reitor de Pós-Graduação, Rubens Maribondo, apesar de a covid-19 ser um tema novo, existem diversas pesquisas de base na UFRN que podem ser aplicadas ao novo coronavírus. “O sucesso que observamos nos editais do CNPq e da Capes mostra, claramente, que os projetos mais abrangentes, com mais professores e uma rede interdisciplinar, tiverem melhor avaliação e aprovação. Reforçando que os programas e os pesquisadores devem trabalhar em rede pelo interesse da instituição, do país e da ciência”, avalia.

A professora Karla Morganna Pereira Pinto de Mendonça, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e a docente Ana Gretel Echazu, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), foram aprovadas, com financiamento, no edital do CNPq Pesquisas para enfrentamento da covid-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas graves.

Outras selecionadas no mesmo edital, por Mérito Técnico Científico e de Relevância Sócio Sanitária, foram a enfermeira Deborah Dinorah de Sá Mororó, que é coordenadora da Residência Multiprofissional, e a professora Lucymara Fassarella Agnez Lima, do CB, que também foi aprovada, no edital da Capes de Epidemias, com a projeto Biotecnologias aplicadas ao enfrentamento da covid-19.

O docente do CCS, Eryvaldo Sócrates Tabosa do Egito, foi selecionado no edital da Capes de Fármacos e Imunologia, com o projeto de pesquisa Estratégias inovadoras aplicadas ao covid-19 – Do diagnóstico ao tratamento, além do professor Luiz Marcos Garcia Gonçalves, do Centro de Tecnologia (CT), para o edital da Capes de Telemedicina e Análise de Dados Médicos, com o projeto Métodos de predição da dinâmica de epidemias e pandemias virais com análise clusterizada de dados sob a perspectiva da inteligência artificial.

CNPq
O edital Pesquisas para enfrentamento da COVID-19, suas consequências e outras síndromes respiratórias agudas grave tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de pesquisas de cunho científico ou tecnológico relacionadas ao novo coronavírus e outras síndromes respiratórias agudas graves. Os detalhes do edital podem ser acessados no site do CNPq.

Capes
Edital de Seleção Emergencial Fármacos e Imunologia tem o objetivo de apoiar projetos de pesquisa científica e tecnológica e formação de recursos humanos altamente qualificados, nas áreas da epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática. O Edital de Seleção Emergencial Telemedicina e Análise de Dados Médicos é voltado exclusivamente ao desenvolvimento de estudos, procedimentos e inovações tecnológicas em telemedicina e análise de dados médicos para o enfrentamento da pandemia da covid-19 e temas correlatos. O edital de Epidemias é voltado ao enfrentamento da nova pandemia coronavírus. Confira os editais no site da Capes.

UFRN

Cientistas da UFRN buscam patentear produto que pode ser aplicado na indústria, visando reduzir custos de produção do biodiesel

Instalações do Laboratório de Tecnologias Energéticas (LABTEN), unidade onde o estudo está vinculado. Foto: Divulgação

A utilização em larga escala de combustíveis derivados do petróleo causa diversos problemas ao meio ambiente como, por exemplo, o aumento das taxas de dióxido de carbono na atmosfera. Em virtude disso, a indústria e governos ao redor do mundo têm procurado por novos combustíveis baseados em fontes renováveis e que não poluam o meio ambiente.

Dentre estas alternativas, está o biodiesel como uma alternativa viável ao óleo Diesel, já que é um produto renovável, não tóxico, biodegradável e pode ser usado em motores de ignição por compressão, ou seja, motores diesel. Contudo, durante a produção do biodiesel, uma das principais questões ainda em estudo é o uso de um catalisador adequado com a natureza do óleo utilizado.

Pensando nisso, cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) buscam patentear o desenvolvimento de um produto que pode ser aplicado na indústria, visando reduzir os custos de produção do biodiesel. Desenvolvida pelo grupo de pesquisa do Laboratório de Tecnologias Energéticas da Universidade, a tecnologia traduz-se em um catalisador, substância proveniente de sílica oriunda da cinza in natura da casca da banana e obtida com metodologia modificada através de misturas físico-químicas.

“Cada vez mais busca-se a utilização de biocombustíveis em diversas áreas como, por exemplo, automobilística, agrícola e em indústrias. Especificamente, no que tange ao biodiesel, por ser um dos mais utilizados em âmbito nacional e mundial, se faz necessária a busca de metodologias que usem materiais e parâmetros reacionais que façam o custo do produto se torna mais viável economicamente, bem como que o processo de produção seja menos danoso ao meio ambiente”, explicou a professora Luciene da Silva Santos.

Sendo assim, continua a professora, o catalisador produzido atende a essas necessidades, pois usa reagentes de baixo custo para sua produção. “A sílica é proveniente de resíduo agrícola, o catalisador heterogêneo pode ser reutilizado, além de produzir menos resíduos no processo de purificação do biodiesel”, complementou Luciene, uma das autoras do pedido de patente. Além dela, José Alberto Batista da Silva, Keverson Gomes de Oliveira, Ramoni Renan Silva de Lima e Clenildo de Longe também atuaram na pesquisa que deu origem à invenção, estudo este vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ).

O grupo identifica ainda que a aplicação do catalisador pode ser avaliada no desenvolvimento de outras reações básicas, visando a obtenção de outros bioprodutos, situação que abre ainda mais o leque de aplicação do dispositivo. No documento que embasa o pedido para patentear o produto, o grupo de cientistas listou alguns dos diferenciais.

Primeiro, a fonte precursora de baixo custo, por se tratar de sílica obtida de resíduo vegetal. Segundo, a utilização de reagentes usuais torna o produto viável economicamente com metodologia de fácil aplicação. Terceiro, o tempo de produção relativamente curto, comparado a metodologias inseridas em diversas patentes. Além disso, a formação do catalisador ocorre em uma única etapa, com baixo consumo de energia, comparado a processos tradicionais.

Por fim, o produto apresenta características satisfatórias na utilização como catalisador em reações de transesterificação para produção de biodiesel, podendo ser, em parte, reutilizado em novas reações. Pode ainda ser utilizado em reações que envolvam diferentes matrizes oleaginosas, inclusive quando da utilização de óleo residual de cozinha, obtendo, ainda assim, elevados rendimentos reacionais.

Denominado “Processo de produção de um catalisador proveniente da cinza in natura da casca da banana (musa paradisíaca l.)”, o pedido desta patente passa a integrar o portfólio de ofertas tecnológicas da UFRN, disponível para acesso em www.agir.ufrn.br. O diretor da Agência de Inovação (Agrir) da UFRN, Daniel de Lima Pontes, explicou que as orientações e explicações a respeito dos aspectos para patentear uma determinada invenção são dadas na própria Agir, unidade localizada no prédio da Reitoria.

Daniel de Lima Pontes é diretor da Agência de Inovação da UFRN. Foto: Divulgação

Contudo, durante o período de suspensão do atendimento presencial, as demandas devem ser enviadas através do e-mail [email protected] “Temos percebido nos últimos anos que os professores estão com maior cuidado em proteger suas invenções através do patenteamento. Aqui na Universidade eles contam com um cenário amplamente favorável, haja visto o suporte que a UFRN propicia neste processo”, afirmou o diretor.

Agir/UFRN

UFRN abre período extra de matrículas para o Período Letivo Suplementar Excepcional (PLSE)

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vai abrir um período extraordinário de matrículas para os componentes curriculares que formam turma no Período Letivo Suplementar Excepcional (PLSE). De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), os alunos da instituição podem realizar matrículas a partir de zero hora desta quinta-feira, 18, até sexta-feira, 19. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição pelo Sigaa e o prazo para o reajuste de turmas pelas coordenações vai até esta quarta-feira, 17.

A abertura desse novo prazo de matrículas acontece devido a alta demanda de matrículas para o PLSE 2020.5 e o fato do ajuste de turmas ter coincidido com um feriado prolongado. “Recebemos muitos pedidos para que as matrículas fossem reabertas e também houvesse um prazo maior para o ajuste das turmas”, explicou a pró-reitora de Graduação, Maria das Vitórias de Sá. Após uma reunião com a Superintendência de Informática, foi possível definir um novo período de inscrições e ajustes.

A Prograd registrou matrícula de 19 mil estudantes no PLSE entre os dias 11 e 12 de junho, de um total de 29 mil alunos de graduação da UFRN. Estão sendo ofertadas cerca de mil turmas e houve o registro de 43 mil solicitações de matrículas efetuadas. Como a oferta ocorre de forma excepcional e não obrigatória, nem todos os componentes curriculares foram oferecidos e os alunos que não participarem das atividades remotas têm suas matrículas garantidas, para quando for possível retomar as aulas presenciais do calendário 2020.1.

Vale destacar que no Sigaa, o PLSE vai aparecer para o aluno como 2020.5, pois o Sistema já identificava o 2020.3 e 2020.4 como períodos de cursos de férias. Podem aderir ao PLSE, os alunos com status Ativo ou Formando no Histórico Escolar. Cada discente pode cursar, no máximo, 180 horas, distribuídas em componentes curriculares do tipo disciplina, módulo ou bloco, que serão contabilizados para integralização dos cursos de graduação.

Além dessa carga horária, pode ser autorizada pela coordenação do curso a matrícula ou validação das atividades acadêmicas, como TCC e atividades complementares. Caso o estudante já esteja matriculado no período letivo 2020.1 em Trabalho de Conclusão de Curso, não é necessário realizar nova matrícula no PLSE nesse componente.

Novo medicamento fitoterápico para aplicação tópica na pele é a mais nova descoberta científica de inovação desenvolvido dentro da UFRN

Foto: Reprodução

Um novo medicamento fitoterápico para aplicação tópica na pele, na forma de hidrogel, é a mais nova descoberta científica de inovação desenvolvido dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A substância tem na planta Aloe vera – conhecida como babosa – o principal elemento, haja vista as propriedades terapêuticas cicatrizantes e anti-inflamatórias da planta.

Um dos cientistas envolvidos no estudo, Túlio Flávio Accioly de Lima e Moura explica que o medicamento foi desenvolvido para pacientes com psoríase, enfermidade que acomete mais de 5 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. De acordo com a mesma organização, a estimativa é que de 1 a 3% da população mundial apresente a doença, ou seja, mais de 125 milhões de pessoas.

“A babosa é uma planta de uso milenar muito utilizada na indústria cosmética, alimentícia e farmacêutica. Atualmente, consta da lista de medicamentos do componente básico da assistência farmacêutica da Relação Nacional de Medicamentos (Rename) no âmbito do SUS, na forma farmacêutica gel ou creme que possuam na sua composição o gel fresco da planta. Contudo, atualmente não há medicamentos fitoterápicos de Aloe vera registrados na ANVISA e, consequentemente, não há produtos disponíveis no mercado nacional”, frisou o professor do Departamento de Farmácia da UFRN.

Foto: Divulgação

Ao lado de Silvana Teresa Lacerda Jales, docente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Túlio Moura realizou o pedido de patente da nova medicação, sob o título “Método de produção de hidrogel de babosa e carbopol para tratamento de psoríase”, a partir de pesquisa oriunda do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Medicamentos, doutorado em associação entre a UFRN, UFPB, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE).

Silvana Jales pontuou que o fato do hidrogel utilizar a babosa é um diferencial, pois a planta já possui monografia na Farmacopeia Brasileira, faz parte da lista de Denominação Comum Brasileira (DCB) e está inserida no mercado de fornecimento ao SUS, sendo esta umas das vantagens de registro junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Com relação à produção propriamente dita do hidrogel, os pesquisadores colocam o Nuplam como um dos possíveis responsáveis, já que é um laboratório oficial que possui instalações fabris adequadas às boas práticas de fabricação, faz parte da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob) e pertence à UFRN, instituição cotitular do invento junto com a UFPB.

Para o diretor da Agência de Inovação (AGIR), Daniel de Lima Pontes, este depósito de pedido de patente é um exemplo de criação de produtos e processos que ajudam no desenvolvimento econômico do país e regional. “É também uma espécie de utilização dos resultados encontrados nas pesquisas científicas que geram produtos que atendem à demanda de um mercado específico, um mercado grande. Na UFRN, temos uma vitrine tecnológica com mais de 200 pedidos de patente que podem ser fruto de parcerias publico-privadas, por exemplo, na qual os investidores podem ter vários benefícios ao associar-se à universidade, como o know-how e a expertise que nós detemos em vários âmbitos”, afirmou Daniel Pontes.

Foto: Divulgação

Os pedidos de patentes e as concessões já realizadas podem ser acessadas através do endereço www.agir.ufrn.br, mesmo local em que os interessados obtem informações a respeito do processo de licenciamento. O diretor da AGIR esclareceu que, mesmo durante a pandemia, a Agência está realizando atendimento e dando andamento aos depósitos de pedido de patente.

Agir/UFRN

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Deixa o JB dar essa notícia para ver se não acaba com os benefícios da babosa, ela irá se tornar tóxica , venenosa e até matar o ser humano. Kkkkkkk

  2. Vicente de o. Neto disse:

    Excelente notícia!!!!,sofro de psoríase a 10 anos, e não existe um remédio eficiente. Uma nova esperança. Amém!!!.

  3. Vicente de o. Neto disse:

    Parabéns a UFRN, sofro de psoríase a 10 anos, e não existe um remédio eficiente. Uma nova esperança. Amém!!!.

  4. Alessandro disse:

    Grande descoberta, sabia disso desde que tinha 8 anos( hoje tenho 49). Rsrs

  5. Cigano Lulu disse:

    Quer dizer que babosa agora virou inovação? Ou seja, virou patente de pesquisador preguiçoso, né? Faz parte da farmacopeia popular desde que eu era criança! Minha égua Adelaide, que tem o útero baixo, até recentemente se automedicava com babosa.

  6. Pedro Henrique disse:

    Mas, segundo o Weintraub – Sinistro da Deseducação – é plantação de maconha e produção de droga sintética que produzem nas UF´s! VIVA A UFRN! Viva a Universidade Pública Brasileira!

    • Chibatazil disse:

      Pedro! Oh, pedrinho, acorda, jovem! A babosa é conhecida da medicina popular com todas essas propriedades há décadas, não há inovação ou novidade alguma nessa pesquisa aí. Se liga, filhote!!!

UFRN é listada entre as melhores universidades do mundo

Foto: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi listada como uma das melhores instituições de ensino superior do mundo pelo World University Rankings, para o período de 2020 a 2021. A UFRN foi apontada ainda como a 4ª melhor do Nordeste e alcançou a 25ª colocação no Brasil, de um total de 57 instituições brasileiras avaliadas.

Entre as 2 mil instituições do mundo que entraram no ranking, a UFRN foi a única instituição do estado listada, ficando na 1022ª colocação mundial e pontuando 70.2, em uma escala que vai até 100 pontos. No contexto regional, ficou em 4° lugar, atrás apenas das Universidades Federais de Pernambuco, Ceará e Bahia.

O primeiro lugar geral no mundo foi ocupado pela Universidade de Harvard e, entre as instituições brasileiras, a Universidade de São Paulo ficou com a primeira colocação. Sobre a metodologia utilizada, o site do ranking lista os seguintes fatores: qualidade do ensino; empregabilidade dos ex-alunos; quantidade de acadêmicos que ganharam prêmios e medalhas internacionais; e total de trabalhos de pesquisa realizados. Confira o World University Rankings.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Airton disse:

    A que custo essa colocação? Quanto custa a UFRN?

  2. Santos disse:

    Por enquanto, pois o governo Bolsonaro está trabalhando fortemente pra destruir as universidades públicas brasileiras e pasmem, com apoio de alguns brasileiros que, ridiculamente, se entitulam de "patriotas".

  3. Carlos Roberto disse:

    São muitos Imbecis e idiotas mas a ciência com qualificação sempre vai vencer. Passei 5 anos na UFRN no Curso de Odontologia ( há mais de 30 anos entre 5 melhores cursos do Brasil) nunca vi ou assistir palestra sobre comunismo, esqueda ou direita. Ouço babacas falando em alienação kkkkkkk quem é livre pra pensar é alienadokkk UFRN orgulho do Brasil…

  4. Marcos Benício disse:

    As universidades brasileiras são de excelência e merecem todo respeito do povo brasileiro.
    Quem critica as universidades brasileiras é porque certamente não teve capacidade de ingressar nelas.

    • Minion de Peixeira disse:

      Comentário de alto nível. Todo o mundo quer ir pra lá. Por isso não pode ser criticada.

  5. Bosco disse:

    Eitcha! Os alunos das faculdades : Pagou passou! Vão a loucura!

  6. Adalberto disse:

    1022?? 25 no Brasil?? Isso é mérito??

  7. Luiz Moreira disse:

    E vejam o período em questão, 2020/21. Uma universidade que deixa os alunos em casa sem nenhuma atividade curricular ou não via EAD não pode se enquadrar como melhor. Sem tirar o mérito de algumas áreas de excelência.

  8. Antonio Turci disse:

    A UFRN tem seus defeitos como qualquer instituição fornada por seres humanos. Mas tem, também, muitos méritos. É, sem dúvida, uma instituição de respeito.

  9. PAULO disse:

    EM LOCALIZAÇÃO !!……KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  10. Greg disse:

    Péssima notícia da galera da direita que desmerece a educação da FEDERAL (Professores e Alunos), chamando de maconheiros e outros adjetivos que não cabe aqui…parabéns…orgulho da UFRN.

    • Gustavo disse:

      1022…. 25a só no Brasil!…. E o cara falando como se fosse o Nobel!

    • Neco disse:

      Quantas patentes tem a UFRN? Quantos clusters de empresas de teconologias desenvolvidas aqui existem?

  11. Kleber Silva disse:

    PIADA

Grupo de estudantes lança “Manifesto Cota não é bagunça” pela implementação de comissão de verificação na UFRN e Ufersa

Foto: Reprodução

O Enegrecer RN, movimento ligado ao Coletivo Nacional de Juventude Negra, lançou um manifesto em defesa das cotas raciais de acesso às universidades públicas do Rio Grande do Norte. Os estudantes reivindicam a implementação de uma comissão verificadora de cotas nas unidades federais do estado.

O grupo de estudantes é pautado no combate ao racismo e é voltado para pensar estratégias de políticas públicas para a população negra de todo o país.

Leia íntegra de manifesto abaixo:

MANIFESTO COTA NÃO É BAGUNÇA, É REPARAÇÃO!

Em defesa das cotas raciais e pela implementação de comissões de verificação de cotas na UFRN e UFERSA

“Vidas Negras Importam!”. É esse lema que tem ecoado no mundo. O assassinato de pessoas negras em diversas partes do mundo (George Floyd nos EUA, ou o jovem Miguel, aqui no Brasil) tem colocado o racismo em pauta. E algo que o Movimento Negro brasileiro tem pautado é que queremos garantido o direito à vida, assim como o direito à reparação histórica a toda desigualdade que o racismo a nós reservou.

Uma das principais políticas de reparação pautada pelo Movimento Negro foi a Política de Cotas Raciais no Ingresso em Universidades, para que as negras e negros tivessem acesso ao mínimo que a abolição não garantiu: a educação. Em 2000, apenas 2,2% das negras/os tinham concluído o ensino superior. Muitas gerações dedicaram suas vidas nessa luta, e apenas em 2012 essa lei foi aprovada.

De lá para cá, percebemos um avanço significativo na presença da juventude negra nas cadeiras das universidades públicas e privadas brasileiras. Contudo, percebemos também que o número de pessoas negras nos cursos mais elitizados da UFRN e da UFERSA, como Medicina, Psicologia, Engenharias, continua muito baixo.

Na última semana, com toda a revolta com a desigualdade racial, se evidenciou também o grande número de brancos que burlam as cotas raciais e ocupam o lugar que é por direito das pessoas negras. Vimos por meio desse manifesto, então, dizer mais uma vez: Cota não é bagunça, é reparação! Não pode ser papel do Movimento Negro coibir essas ações criminosas, mas sim da própria instituição e ensino.

Exigimos, então, a criação imediata da Comissão de Verificação de Cotas (Comissão de Heteroidentificação) para os ingressantes do SiSU na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), para que possamos garantir que as cotas sejam destinadas a quem de fato precisa delas.

Exigimos também dessas universidades a aprovação das Cotas Raciais nas Pós-graduações, considerando que em 2019, apenas 28% dos estudantes de mestrado e doutorado no país eram pretos e pardos. Cenário que não reflete nem os avanços da presença negra na graduação e muito menos nossa composição social brasileira. Quem entrou na universidade quer permanecer produzindo ciência e construindo uma academia plural e democrática.

Esperando uma resposta oficial dessas instituições,
Os signatários abaixo listados:

Coletivo Nacional de Juventude Negra – Enegrecer
Instagram: @coletivoenegrecer | @enegrecer_rn

Com acréscimo do G1-RN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Zanoni disse:

    Cota deveria ser apenas para pobre. Negro rico entra por cota, mas branco pobre não tem cota. Para pobre é mais justa!

  2. Jorge disse:

    A única quota que talvez seria justa seria aquela para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.

  3. João Barros disse:

    Tem que acabar com essa palhaçada de quotas para tudo que é raça…tem que estudar e entrar por mérito…

  4. George disse:

    Se você quer passar num curso concorrido da UFRN estude! Ninguém está dificultando as suas oportunidades devido a sua cor de pele. Isso não é reparação, é desigualdade, até porque também existe muito pobre branco, índio etc.

Departamento de Comunicação da UFRN suspende debates virtuais sobre diversidade após ataques racistas e diz que levará caso ao MP

Foto: Igor Jácome/G1

O portal G1-RN destaca nesta sexta-feira(05) que um grupo de estudantes do curso de Publicidade e Propaganda da UFRN sofreu ataques racistas durante um debate virtual que discutia justamente o racismo em uma plataforma digital. Após o ocorrido, a chefia do Departamento de Comunicação adiou uma entrevista online que haveria no dia seguinte sobre transsexualidade, temendo novas agressões. O Decom afirma que levará o caso ao Ministério Público.

Em nota, a UFRN afirmou que tem tem compromisso com o combate a práticas discriminatórias, de injúria racial e racismo, e disse que o canal para denúncias na instituição é a ouvidoria. Veja mais detalhes aqui em reportagem completa.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio disse:

    Os fascistas colocando as unhas de fora. Não retrocedamos, eles são minoria!

  2. Cabeça de cibola disse:

    Não é de se admirar, o povo só sabe destilar ódio ultimamente..

UFRN emite nota sobre supostos casos de fraudes em cotas e diz que eventuais denúncias podem ser oficializadas por sua Ouvidoria

Sobre o post Perfil nas redes sociais “criado para a exposição de fraudadores de cotas”, denuncia supostos casos na UFRN em destaque nesta quinta-feira(04), a UFRN entrou em contato com o Blog para informar que adota a política de ações afirmativas baseada na reserva de vagas definida pela legislação atual.

“Conforme o Edital de Ingresso nos Cursos de Graduação da UFRN por meio do Sistema Integrado de Seleção Unificada (SiSU), a qualquer tempo, caso haja denúncia contra a utilização das ações afirmativas, o candidato ou estudante pode ser submetido à avaliação por banca de heteroidentificação, que ocorrerá respeitando o devido processo legal. A instituição informa ainda que as denúncias podem ser oficializadas pela Ouvidoria da UFRN”, diz a nota.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    O que já fiz de denúncia sobre o maconhódromo da Uferrenê não está no gibi. Melhor falar com paredes do que recorrer a essa ouvidoria.

  2. Antonio Turci disse:

    Cota para entrar numa instituição universitária é uma excrescência. A acesso a uma instituição de ensino deveria ser mediante o mérito, este representado pelo conhecimento, jamais pela origem étnica/característica (cor da pele, ser afro ou indígena). O governo tem é que proporcionar ensino básico de qualidade para todos, independente da origem da pessoa.

    • Minion alienado disse:

      Defina mérito por favor, apresente argumentos consistentes e aponte soluções para redução de iniquidades entre os estudantes que buscam acesso ao ensino superior.

    • Ricardo disse:

      Parte da resposta foi dada: ensino básico de qualidade para todos.
      Sobre o critério de acesso: desempenho escolar.

  3. Zanoni disse:

    Cota era para ser unicamente para pessoas pobres, na forma da lei. Branco e negro pobres entrariam nas cotas. Negro e branco ricos não teriam direito a cotas.

UFRN regulamenta oferta de atividades acadêmicas remotas

Foto: Cícero Oliveira

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aprovou nessa segunda-feira, 1° de junho, a regulamentação, em caráter excepcional, da oferta de atividades remotas da graduação, da pós-graduação e do ensino básico, técnico e tecnológico. O projeto piloto de estudo remoto ocorrerá de forma não obrigatória, ou seja, de maneira facultativa para estudantes e professores.

Diante do atual contexto da pandemia de Covid-19, visto que não há previsão de retomada das atividades acadêmicas presenciais, a instituição de ensino deu início ao planejamento de ações para curto, médio e longo prazo. Dessa forma, a decisão do Consepe pelo período suplementar com oferta de atividades remotas faz parte de uma iniciativa de curto prazo, que foi fruto de uma discussão descentralizada – realizada nos Centros e Unidades Acadêmicas Especializadas -, avaliando as especificidades de cada curso, além das necessidades e da realidade dos estudantes e docentes.

Para o reitor José Daniel Diniz Melo, devido à atual realidade dinâmica e pouco previsível, as instituições federais de ensino superior do país vêm discutindo como será o futuro das atividades universitárias. “Docentes, técnicos e estudantes da UFRN estão trabalhando intensamente no enfrentamento ao novo coronavírus. Além disso, os trabalhos administrativos tiveram que se adaptar rapidamente à nova realidade e seguem funcionando de forma remota. Na mesma perspectiva, o planejamento das atividades acadêmicas nunca foi deixado de lado e estamos constantemente ouvindo a comunidade universitária e analisando as alternativas possíveis para o contexto atual”, explicou.

A pró-reitora de Graduação e relatora da proposta do Período Letivo Suplementar Excepcional, Maria das Vitórias de Sá, explicou que a discussão sobre o tema na universidade surgiu com dois objetivos, que são proporcionar aos estudantes a opção de cursar componentes curriculares e reduzir a quantidade de pessoas circulando no campus, quando for possível retomar as atividades presenciais, visto que há a possibilidade de restrição de aglomerações.

Nessa perspectiva, a oferta de componentes curriculares ou outras atividades acadêmicas remotas têm o intuito de oferecer “um ecossistema educacional que forneça acesso temporário e planejado a suportes de ensino e instrução, em resposta ao fechamento de escolas e universidades em tempos de crises e em formato de ensino distinto da Educação a Distância, que é uma modalidade de ensino planejada com proposta pedagógica, materiais, ambiente e formato próprios”, conforme a resolução. Fica instituído ainda, extraordinariamente, o Auxílio de Inclusão Digital a ser concedido a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, visando subsidiar o acompanhamento de atividades acadêmicas em formato remoto.

Pós-Graduação

No âmbito da pós-graduação, os programas, residências e cursos de especialização ficam autorizados a ministrar aulas remotas, mediante plano de atividades aprovado pelo Colegiado do Curso, em concordância com o diretor do Centro ou da Unidade Acadêmica Especializada e com a Comissão de Pós-Graduação da UFRN. De forma facultativa, o docente utilizará a Turma Virtual do sistema oficial da UFRN, além de outras plataformas virtuais para mediação das atividades.

Graduação

Já na graduação, fica instituído o Período Letivo Suplementar Excepcional (2020.3), que consiste na oferta de componentes curriculares e outras atividades acadêmicas, em formato remoto e facultativo, para docentes e estudantes com status “ativo” ou “formando”. Os professores poderão utilizar a Turma Virtual do sistema oficial da universidade ou outras plataformas virtuais, já os discentes poderão cursar até 180 horas, em componentes curriculares do tipo disciplina, módulo ou bloco.

Para os cursos de graduação da educação a distância, fica preservada a utilização do ambiente virtual de aprendizagem Moodle Mandacaru Acadêmico, sem adesão ao formato remoto. Contudo, assim como para os cursos da modalidade presencial, o calendário 2020. 1 continua suspenso. Para participar das atividades remotas, as matrículas serão realizadas pelos alunos no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).

Ensino básico, técnico e tecnológico

As unidades que desenvolvem Educação Básica, Técnica e Tecnológica da UFRN ficam autorizadas a ofertar, de forma remota e em caráter excepcional, componentes curriculares e outras atividades acadêmicas. A oferta deverá ser apresentada por meio de plano de atividades acadêmicas excepcionais e aprovado pelo colegiado do curso ou instância deliberativa correspondente.

Outras ações em planejamento

Para o médio prazo, as discussões sobre o período letivo 2020.1 continuam acontecendo e ainda haverá deliberação no Consepe. Dessa maneira, os alunos que não participarem do Período Letivo Suplementar Excepcional terão suas matrículas garantidas para quando for possível retornar as atividades presenciais.

Para longo prazo, a Reitoria formou uma comissão de especialistas para estudar e propor metodologias inovadoras. Essa ação faz parte do Plano de Gestão para o quadriênio de 2019 a 2023, que foi aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni), em dezembro de 2019. As metodologias propostas pelo grupo serão ainda discutidas pela comunidade universitária.

A resolução 023 do Consepe sobre a regulamentação da oferta de atividades acadêmicas no formato remoto está disponível no Boletim de Serviços do dia 01/06/2020, que pode ser conferido no Sistema Integrado de Patrimônio, Administração e Contratos (SIPAC).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marco polo disse:

    Vão trabalhar !!!, cambada e oportunistas

Cartilha de alunos e professores da UFRN auxilia a identificar os sintomas da Covid-19

Foto: Reprodução

Um guia que apresenta de maneira didática as principais manifestações clínicas da doença causada pelo novo coronavírus. É dessa maneira que pode ser definida a cartilha Covid-19: Entenda os Principais Sintomas, produzida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Departamento de Fisioterapia (DFST).

Trata-se de iniciativa de alunos e professores da UFRN que procuraram elaborar um material com informações claras e objetivas sobre os sintomas que podem indicar o contágio pela Covid-19. Isso visa atender a necessidade de material informativo sobre o assunto, elaborado por especialistas, mas em linguagem acessível à população.

Esse tempo de pandemia da Covid-19 tem levado as pessoas a querer saber como essa doença afeta o organismo humano e como proceder diante disso. O problema é quando as informações divulgadas sobre essas questões são equivocadas ou falsas, como no caso das fake news, muito difundidas pelas redes sociais. Essa cartilha foi pensada justamente para combater a desinformação sobre esse assunto e poder ser compartilhada digitalmente.

Outro aspecto dessa iniciativa diz respeito à necessidade de saber diferenciar os sinais e sintomas de uma gripe comum daqueles que indicam o contágio pela Covid-19.  A febre, a tosse, a dor de garganta, a dor de cabeça e a fadiga são indicativos de doenças que podem ser causadas por vários vírus, como os da gripe comum, por exemplo. Mas também podem remeter ao contágio pelo novo coronavírus. Assim, se além desses sintomas a pessoa se queixa de falta de ar, de certa dificuldade para respirar, de sensação de aperto no peito e mal-estar; se ela tem aumento da frequência respiratória, mesmo estando em repouso; se manifesta uma coloração azul-arroxeada da pele, língua e mucosa da boca; se tem confusão mental, cansaço, diminuição de energia e pressão baixa, então é preciso procurar orientação profissional.

Para isso, a cartilha também disponibiliza o telefone do Instituto de Medicina Tropical da UFRN (3342 2300), que funciona de segunda a sexta-feira, das 08 às 18h. Outra possibilidade é o Disk Prevenção ao Coronavírus do Governo do Estado, serviço que conta com a colaboração da UFRN e atende pelo telefone 3190 0770. E, em caso de urgência, é preciso ligar para o Samu, pelo 192. O documento está disponível para acesso no link.

UFRN

TRF5 confirma decisão de não recebimento de ação de improbidade contra o ex-reitor da UFRN, Ivonildo Rego

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região negou o recurso do Ministério Público Federal e confirmou a absolvição do ex-reitor da UFRN Ivonildo Rego no processo em que era acusado de, supostamente, favorecimento de empresa de tecnologia da informação.

O processo teve como relator o desembargador federal Élio Wanderley de Siqueira e foi julgado na 1ª Turma do TRF5. O advogado Leonardo Dias, que defendeu o ex-reitor, apontou para a legalidade dos atos praticados por Ivonildo Rego, inclusive chamando atenção que o Tribunal de Contas da União já havia considerado legais os atos praticados em contratos de empresas de tecnologia da informação, considerando que se aplicava a Lei de Inovação Tecnológica. O ex-reitor foi acusado no âmbito cível e criminal pelo Ministério Público e, em ambos, absolvido. Inclusive, na ação de improbidade administrativa o juiz nem mesmo recebeu a denúncia, decisão que acaba de ser confirmada pelo Tribunal.

Justiça Potiguar

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JegueDegue disse:

    Professor Ivonildo Rego é 1 exemplo de humildade, respeito e competência. Um grande gestor q contribuiu de maneira grandiosa a instituição UFRN.

  2. Carlúcio disse:

    Acompanhei as sucessivas gestões de prof. Ivonildo Rego e nunca tive dúvidas que trata-se de homem probo, e com uma vida de bons serviços prestados a instituição.

Departamento de Educação Física da UFRN lança aplicativo de exercícios em casa

Foto ilustrativa: shutterstock

Assim como inúmeras atividades, o famoso discurso de “segunda-feira eu começo a malhar” também está suspenso durante o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19. Porém o que poderia ser a desculpa perfeita para alguns, uma vez que as academias estão fechadas, passa a ser uma preocupação para pessoas que desejam manter uma determinada rotina de exercícios físicos.

Na internet, tornaram-se comuns iniciativas que mostram pessoas se exercitado e tentando preservar a forma. Muitos dos que já têm uma boa experiência em atividades físicas conseguem fazer isso sozinhos, utilizando seus próprios conhecimentos, mas como ficam aqueles que precisam de acompanhamento na hora do exercício?

A partir desse questionamento surgiu uma ideia. A Base de Pesquisa em Atividade Física (Afisa) do Departamento de Educação Física (DEF/UFRN) criou um aplicativo para auxiliar quem quer estabelecer ou manter uma atividade física regular mesmo cumprindo a recomendação de distanciamento social.

“O que nós fizemos foi pensar em alguma coisa com a qual a Educação Física pudesse ajudar. As pessoas estão em casa, precisam se movimentar, porque se manter fisicamente ativo melhora uma série de aspectos, como as condições cardiocirculatória e cardiopulmonar”, explica o professor do DEF, Paulo Dantas, um dos coordenadores da base de pesquisa.

Com o Aplicativo de Atividade Física e Isolamento Social – AFISapp, de fácil utilização e disponibilizado de forma gratuita nas lojas App Store e, em breve, na Google Play, os usuários têm à disposição orientações quanto aos tipos de exercício e à maneira correta de executá-los, bem como recomendações nutricionais.

Diante do avanço da Covid-19 em todo o país, adotar medidas de proteção como o distanciamento social e os cuidados com a higiene, especialmente das mãos, são as principais formas de defesa conforme recomendações das autoridades sanitárias nacionais e internacionais. Da mesma forma, a prática de atividades físicas também pode ter contribuição significativa para a preservação da saúde.

“Além da sensação de bem-estar, o exercício é ansiolítico, diminuindo a ansiedade causada pelo isolamento, é anti-hipertensivo, contribuindo para a melhora do condicionamento geral. A consequência disso é um aumento da capacidade imunológica da pessoa de reagir a quaisquer tipos de vírus ou bactérias que ataquem o seu organismo” afirma o professor Paulo.

Responsáveis pelo desenvolvimento, três estudantes do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) doaram seus conhecimentos nessa missão e entregaram um aplicativo que contribui para a saúde da população.

“Para ser o mais eficiente possível, o aplicativo recolhe algumas informações do usuário, como perguntas sobre a saúde e o biotipo. Então, de acordo com as respostas, é gerado um treino adaptado. A pessoa deve escolher um dia de descanso entre os exercícios e durante os demais dias o treino a ser realizado é indicado, com imagens e vídeos exemplificando a maneira correta de executá-lo”, explica Fernando Bruch, um dos desenvolvedores.

UFRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio Cláudio disse:

    Oi como entrar?

  2. Phelipe Wilde disse:

    O aplicativo sê chama Afisapp. Por enquanto só está disponível para IOS.

  3. Sonia Maia disse:

    Qual o aplicativo?

  4. Heder disse:

    Está disponível? Qual o nome do aplicativo? por favor.

  5. Patrícia Fonseca disse:

    Já está disponível? Qual o nome do app?

  6. Tarcísio disse:

    Já está disponível BG?