Judiciário

‘Não houve excesso na Lava Jato. Opinião de militante não conta’;‘Lula está preso porque cometeu crimes. A Petrobras foi saqueada’, diz Moro em entrevista

A maior preocupação do ministro, no momento, é com o futuro da Operação Lava-Jato, especialmente com o STF, que está julgando ações que podem pôr a perder boa parte do trabalho já realizado pela força-tarefa e beneficiar corruptos notórios, como o ex-presidente Lula e o ex-deputado Eduardo Cunha. Sobre a declaração do ex-­procurador-geral da República Rodrigo Janot de que iria matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar, revelada por VEJA na semana passada, foi lacônico: “É difícil acreditar nessa história”.

Leia mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“QUAL FOI O EXAGERO DA LAVA-JATO?”

Acusado de parcialidade na condução da Lava-Jato, o ministro vê ataques direcionados para minar os resultados da operação, rebate o discurso de que houve seletividade no que se refere aos alvos das investigações e comenta as revelações feitas pelo ex-procurador Rodrigo Janot, que afirmou ter tentado matar o ministro Gilmar Mendes no STF

.“Não houve excesso, ninguém foi preso injustamente. Opinião de militante político não conta, pois desconsidera as provas. A sociedade tem de consolidar os avanços conquistados pela operação. As pessoas falam em excessos, mas qual foi o excesso da Lava-Jato? Essa entrevista do ex-procurador Janot é coisa dele. Não tem nada a ver com Curitiba. É difícil acreditar nessa história. Agora vem essa discussão de que a ordem das alegações finais seria um erro da Lava-Jato. Os avanços anticorrupção não são de propriedade de juízes ou procuradores. É uma conquista da sociedade, do país. É o país que perde com eventuais retrocessos.”

“NÃO HÁ ILEGALIDADE NAS MENSAGENS”

A divulgação de mensagens captadas ilegalmente nos celulares dos procuradores da força-tarefa levantou suspeitas e gerou acusações de atuação imprópria e de parcialidade do então juiz Sergio Moro

.“No caso das mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil e por outros veículos, mesmo que elas fossem verídicas, não haveria nelas nenhuma ilegalidade. Onde está a contaminação de provas? Não há. É uma questão de narrativa. Houve, sim, exagero da imprensa. Esse episódio está todo superdimensionado. A Polícia Federal está investigando as pessoas que invadiram os celulares. Não está descartada a hipótese de que houve interesses financeiros por trás desse crime. Esses hackers, pelo que já foi demonstrado, eram estelionatários. Mas nada vai mudar o fato de que a Operação Lava-Jato alterou o padrão de impunidade da grande corrupção. As pessoas sabem diferenciar o que é certo do que é errado.”

Veja mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“LULA ESTÁ PRESO PORQUE COMETEU CRIMES”

Condenado a vinte anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal que decrete a suspeição de Moro. Se isso acontecer, Lula, que está preso há mais de um ano, poderá ser solto e seu processo voltar à estaca zero.

“Estou bem tranquilo com minha consciência quanto ao que fiz. O ex-­deputado Eduardo Cunha também diz que é inocente. Aliás, na cadeia todo mundo diz que é inocente, mas a Petrobras foi saqueada. Sempre que há um julgamento importante, dizem que a Lava-Jato vai acabar, que tudo vai acabar. Há um excesso de drama em Brasília. As pessoas pensam tudo pela perspectiva do Lula, embora seja possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia. Lula está preso porque cometeu crimes.”

“O STF TEM DE AVALIAR BEM AS CONSEQUÊNCIAS”

A confirmação pelo Supremo de que condenados poderiam começar a cumprir pena antes de a sentença transitar em julgado acelerou o processo de punição dos condenados e catalisou as investigações da Lava-Jato. Suspeitos passaram a fechar acordos de delação diante da perspectiva de acabarem atrás das grades a curto prazo. Neste mês, o STF vai analisar novamente a legalidade das prisões em segunda instância e, se voltar atrás, poderá impor o maior de todos os reveses à Lava-Jato, na avaliação do ministro da Justiça.

“A eventual mudança de entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância é o que mais me preocupa. Espero, respeitosamente, que não ocorra. O Supremo terá de avaliar bem as consequências de uma eventual reversão sobre o movimento anticorrupção e sobre a esperança das pessoas por um país mais íntegro e mais justo. Agora, como tenho uma formação de agente da lei, de juiz, entendo que toda crítica deve respeitar a instituição, sendo o STF fundamental para a democracia.”

Veja

Opinião dos leitores

  1. O sr tem que ser presidente desse país, nem que seja na marra.
    Vai ser sim!!!!
    MORO PRESIDENTE, se Deus quiser!!!

  2. O nosso Ministro e Herói Nacional Moro está corretíssimo.
    Opinião de militante não conta.
    Será que tem aqui algum .
    Fico com os homens de bem.

  3. A prosperidade do crime de todas as suas modalidades está diretamente ligada a sua forma de combate, pois diante da complacência dos que fazem as normas legais serem cumpridas a coisa só piora.
    É notório que o descrédito que esta sendo construído perante a sociedade e em cima da operação Lava Jato que por objetivo a extinção e por tabela o livramento dos que foram pegos em situação da pratica dos mais variados crimes, tendo o de "lesa pátria" como o mais hediondo.
    Mas nada é feito no Brasil em prol de seu povo, e sim, contra a nação que quando pensa que já viu de um tudo, aparece membros da turminha do onze que fazem de um tudo para o pior dos retrocessos que é o uso do subterfúgio para proteger alguns em detrimento ao devido dever legal que é a punição.
    O trabalho dos que promoveram a operação, é merecedor de muitos créditos, até de publico reconheço que houve alguns exageros mas foram importantes dentro do contexto para que a sociedade toma-se conhecimento de como funcionava e funciona o submundo do crime do colarinho branco.
    Agora fazer o quê diante de um congresso composto 594 membros e estando boa parte deles inseridos na operação e devidamente comprovados as suas participações.

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Judiciário

Primeira Turma do STF segue Moraes e barra prisão domiciliar de Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Primeira Turma do STF decidiu nesta quinta-feira (5) manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no presídio da Papudinha, em Brasília. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam o relator Alexandre de Moraes e negaram o pedido da defesa para transferir o ex-presidente para prisão domiciliar humanitária.

Os votos foram registrados no plenário virtual e formaram unanimidade entre os quatro ministros que participam do julgamento.

O colegiado analisou a decisão de Moraes que havia rejeitado um novo pedido da defesa para que Bolsonaro cumprisse a pena em casa. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e está detido no presídio localizado no complexo penitenciário da Papudinha.

Na decisão assinada na segunda-feira (2), Moraes afirmou que não existem “requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária”. Segundo o ministro, a unidade prisional oferece atendimento médico contínuo, sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa e permite visitas frequentes de familiares, amigos e aliados políticos.

A defesa de Bolsonaro alegou “existência de risco de vida e incompatibilidade entre o ambiente carcerário e o rigor das terapias contínuas exigidas”. O relator, porém, rejeitou os argumentos e votou para manter o ex-presidente no presídio, posição agora confirmada pela Primeira Turma do STF.

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Política

Celular de Vorcaro expõe números de ministros do STF e do presidente do Banco Central

Foto: Reprodução

Arquivos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram que ele mantinha na agenda números de autoridades de peso em Brasília, incluindo ministros do STF, o presidente do Banco Central, governadores e lideranças políticas do Congresso. O conteúdo do aparelho está entre os elementos analisados na investigação que levou à prisão do empresário.

Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, foram presos na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. Segundo informações obtidas pela reportagem do Metrópoles, que teve acesso aos dados do celular, havia 47 números de telefone atribuídos a ministros do STF salvos na agenda do banqueiro.

Entre os contatos estariam números ligados aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques. No caso de Moraes, também aparece na agenda o contato de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório de advocacia dela foi contratado por Vorcaro e recebeu R$ 129 milhões em honorários, segundo os dados citados na investigação.

A lista de contatos inclui ainda o nome do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de diretores da instituição. O Banco Central determinou no fim de 2025 a liquidação do Banco Master, após a descoberta de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões.

Nos registros do telefone também aparecem os governadores Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. No campo político, a agenda ainda reúne nomes do presidente da Câmara, Hugo Motta, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e de lideranças partidárias do chamado Centrão, como Ciro Nogueira, do PP, e Antonio Rueda, do União Brasil.

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Educação

UnP empossa primeira reitoria 100% feminina em 45 anos

Foto: Reprodução

A Universidade Potiguar (UnP) empossou uma nova gestão institucional que entra para a história da instituição. Pela primeira vez em 45 anos de atuação no RN, a reitoria passa a ser formada exclusivamente por mulheres.

Assumem a administração da universidade a reitora Bárbara Azevedo, a pró-reitora acadêmica Jusselle Santiago e a pró-reitora administrativa Tâmara Souza. As três passam a responder pela condução acadêmica e administrativa da instituição, que integra o Ecossistema Ânima, grupo educacional que reúne instituições de ensino superior em diferentes regiões do país.

A mudança ocorre no mesmo mês em que a universidade celebra seus 45 anos de atuação no estado e às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

Foto: Reprodução

A nova reitora é natural de Mossoró e tem trajetória ligada à UnP desde 2007, com atuação em áreas como internacionalização, setor comercial e relacionamento com estudantes. Em 2021, passou a integrar a gestão de unidades da universidade após a incorporação ao Ecossistema Ânima.

Segundo Bárbara Azevedo, a proposta da nova gestão é dar continuidade ao desenvolvimento acadêmico da instituição e ampliar iniciativas voltadas à inovação e à formação profissional.

A posse marca o início de um novo ciclo administrativo da universidade, que mantém campus e unidades em diferentes cidades do Rio Grande do Norte e faz parte de um dos maiores grupos educacionais do país.

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Judiciário

Conversas íntimas de Vorcaro em relatório da PF levantam questionamentos sobre investigação

Foto: Reprodução

A inclusão de conversas íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua namorada em um relatório da Polícia Federal chamou atenção por não ter relação direta com as investigações sobre o Banco Master. As mensagens foram extraídas de celulares apreendidos e aparecem no documento mesmo tratando de assuntos da vida pessoal do empresário, conforme a colunista Andreza Matais, do Metrópoles.

Pela legislação brasileira, gravações ou registros que não tenham utilidade para a prova de um crime devem ser descartados. O artigo 9º da Lei 9.296 determina que “a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial”, durante o inquérito ou a fase processual, mediante pedido do Ministério Público ou da parte interessada.

No relatório da PF, aparecem registros de relações sexuais entre Vorcaro e sua namorada e também conversas consideradas banais com outras mulheres. O conteúdo, segundo a própria lógica da lei, só teria relevância se revelasse algum tipo de crime, o que não é apontado nesses trechos.

A situação reacendeu discussões sobre limites de investigações e exposição de material pessoal em processos. Casos semelhantes já geraram debate no país durante a Operação Lava Jato, quando conversas privadas sem relação direta com crimes também vieram a público e acabaram alimentando críticas sobre possíveis excessos nas apurações.

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Judiciário

Dino barra quebra de sigilo de Lulinha e outros investigados na CPMI do INSS

Foto: Divulgação/STF

O ministro do STF Flávio Dino decidiu ampliar, nesta quinta-feira (5), a suspensão das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS no dia 26 de fevereiro. Com isso, todos os requerimentos votados em bloco na comissão ficam sem efeito, incluindo o que atingia Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Na quarta-feira (4), Dino já havia suspendido a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Agora, a decisão foi estendida para todos os pedidos aprovados na mesma votação conjunta feita pela CPMI.

Segundo o ministro, como as quebras de sigilo foram votadas “em globo”, em um único momento da sessão, não seria possível considerar o ato válido para alguns investigados e inválido para outros.

Dino afirmou que isso poderia gerar insegurança jurídica e abrir espaço para questionamentos tanto em órgãos como Banco Central e Receita Federal quanto no próprio Judiciário.

Na decisão, o ministro também afirmou que a CPMI pode realizar uma nova votação caso queira manter as quebras de sigilo. Para isso, porém, os pedidos terão que ser analisados novamente pela comissão.

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma vergonha! É essa a justiça brasileira, voltada pra proteger bandidos? Vai vendo, Brasil! Será que se Lula perder a próxima eleição vai ser anulada?

  2. Kkkkkkkkk,parem o mundo que quero descer,a coisa ficou esculhambada de vez,salve-se quem puder.FAÇAM UM L

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Política

Senadores recorrem ao STF e pedem Vorcaro em presídio federal após morte de investigado

Foto: Reprodução

Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram nesta quinta-feira (5) um ofício ao ministro André Mendonça, do STF, pedindo que seja avaliada a transferência de Daniel Vorcaro e Fabiano Campos Zettel para um presídio federal de segurança máxima. Segundo eles, a medida busca garantir a segurança dos investigados e preservar a integridade da investigação em curso.

Zettel, empresário e cunhado de Vorcaro, foi preso junto com o dono do Banco Master na quarta-feira (4), na nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos. Vorcaro ficará em isolamento por dez dias na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo.

No ofício enviado ao STF, os senadores afirmam haver “grave preocupação institucional” com a integridade física dos investigados. Segundo eles, os elementos da apuração apontam para uma organização criminosa estruturada, com grande poder econômico, ramificações institucionais e atuação voltada à corrupção de agentes públicos, lavagem de recursos e monitoramento clandestino de adversários.

Os parlamentares também citaram a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, investigado no caso e encontrado desacordado em cela da Polícia Federal em Minas Gerais, onde estava sob custódia. Para os senadores, o episódio acende alerta sobre riscos a pessoas ligadas ao esquema investigado. Até o momento, não há decisão do STF sobre o pedido de transferência.

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Saúde

Adeus às longas filas: plataforma de saúde atende 3.935 pacientes em um dia com tempo médio de espera de apenas 1 minuto

Foto: Divulgação

Na segunda-feira, 2 de março de 2026, um número chamou atenção até para padrões de grandes operações de saúde: A plataforma Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com) atendeu 3.935 pacientes em 24 horas, com tempo médio de espera de apenas 1 minuto, pela plataforma Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com). Em um país acostumado a conviver com filas e demora para se conseguir atendimento médico, o destaque não foi apenas o volume — foi a velocidade em atender o paciente.

A comparação é inevitável e mesmo fora do SUS, o “tempo de espera” raramente é curto. Um estudo apresentado pela KPMG com dados de hospitais participantes apontou 53 minutos como indicador de “espera para o serviço de pronto atendimento” (média reportada no levantamento). É nesse intervalo — dezenas de minutos, às vezes horas — que muitos pacientes ficam em salas de espera, expostos a ambientes cheios, estresse e, em determinados contextos, risco de contaminação.

É nesse cenário que a telemedicina entra como alternativa concreta — e cada vez mais regulada. Pela definição do Conselho Federal de Medicina, telemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias digitais, e a norma exige assinatura digital qualificada (padrão ICP-Brasil) para atuação e emissão de documentos em teleatendimentos. No plano legal, a Lei 14.510/2022 incorporou a telessaúde à Lei Orgânica da Saúde, definiu o serviço a distância e estabeleceu que os atos do profissional de saúde na modalidade telessaúde têm validade em todo o território nacional.

À frente do feito registrado em 2 de março, o empresário Phablo Luz, potiguar e fundador da Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com), diz que o resultado é zero “sorte” e mais “engenharia de operação” — com impacto social direto. “A gente se acostumou a tratar espera como algo normal. Mas esperar por saúde não deveria ser normal. Quando você baixa a fila para 1 minuto, você devolve dignidade e tempo para a pessoa”, afirmou, em entrevista.

Ele destaca que o objetivo não é competir com hospitais — e sim desafogar o que pode ser resolvido de forma segura e rápida. “Tem muita demanda que é orientação médica, continuidade de cuidado, sintomas iniciais, dúvidas de conduta. Se isso é atendido rápido, a urgência real respira”, disse Phablo.

E como isso funciona na prática? 

Phablo explica que na Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com), o paciente só precisar se cadastrar na plataforma, efetuar o pagamento de R$ 49,90 por consulta e já começar a ser atendido na hora. “Nós eliminamos qualquer intermediário no meio do caminho e conectamos pacientes diretamente aos nosso médicos 24 horas por dia, de domingo a domingo, inclusive feriados”, afirma Phablo.

E é seguro, os médicos são médicos de verdade, não é i.a, receitas e atestados como funciona?

“Todos os médicos que atendem na nossa plataforma são reais, passam por um rigoroso processo de entrevista e checagem de documentação. Aqui todo o atendimento é humano, seguro, dentro das leis e normas que regulamentam a telemedicina e a parte de documentação, receitas e atestados por exemplo, tem a mesma validade das emitidas em uma consulta presencial, possuem assinatura digital e mecanismos de validação ultra seguros para garantir sua autenticidade e evitar fraudes, explica Dra. Carolina Martins, médica e diretora da Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com).

Conforme as regras do CFM, documentos emitidos no contexto do teleatendimento precisam seguir requisitos técnicos, incluindo assinatura digital (ICP-Brasil) e identificação adequada. No campo das receitas digitais, o próprio ecossistema do CFM prevê validação de autoria e integridade e trata a receita digital como documento com validade, a partir da data de emissão. E, de forma mais ampla, o governo federal reforça que assinaturas eletrônicas são reconhecidas legalmente no Brasil, com regras estabelecidas em lei específica.

Para Phablo, o feito de 2 de março é um recado sobre o que pode ser escalado no país quando tecnologia, processos e vontade de fazer se combinam. “O Brasil não precisa aceitar que saúde seja sinônimo de fila. Quando a gente prova, em um dia, que dá para atender milhares com espera média de 1 minuto, a conversa muda: passa de ‘será que dá?’ para ‘por que não está acontecendo mais?’”, concluiu o fundador da Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com).

 

 

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Política

Vorcaro escreveu a Moraes no dia em que foi preso, em novembro: “Conseguiu bloquear?”

Foto: Reprodução

Uma mensagem enviada pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do STF Alexandre de Moraes no dia em que foi preso em novembro virou mais um elemento da investigação que levou à queda do Banco Master.

Às 7h19 de 17 de novembro de 2025, Vorcaro escreveu ao ministro no WhatsApp: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. A resposta de Moraes aparece no celular do banqueiro, mas em três mensagens de visualização única, que se apagam após a leitura.

A troca foi encontrada pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, preso naquela mesma noite, às 22h, no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.

No aparelho também há registro de um diálogo entre os dois em 1º de outubro de 2025, mas novamente sem conteúdo visível porque as mensagens foram apagadas ou enviadas com visualização única.

Procurado, Moraes negou ter recebido as mensagens citadas na investigação. Em nota enviada por meio da assessoria do Supremo, afirmou que “não recebeu essas mensagens referidas na matéria” e classificou a informação como “ilação mentirosa” para atacar o STF. A defesa de Vorcaro preferiu não comentar.

Segundo a Polícia Federal, o banqueiro já sabia da investigação no dia em que enviou a mensagem ao ministro. O inquérito apurava a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB), caso que acabou levando à prisão de Vorcaro e à liquidação do Banco Master pelo Banco Central no dia seguinte, durante a Operação Compliance Zero.

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Política

VÍDEO: Aldo Rebelo dispara: “Protagonismo do STF tornou o Brasil ingovernável”

Imagens: Reprodução/Metrópoles

Pré-candidato à Presidência da República pela Democracia Cristã (DC), o ex-deputado Aldo Rebelo afirmou que o protagonismo atual do STF estaria tornando o Brasil “ingovernável”. Ele criticou o que classificou como interferência da Corte em decisões do Poder Legislativo em entrevista ao Metrópoles.

Segundo Rebelo, o STF passou a ocupar um espaço que deveria ser dos outros Poderes. “Não tenha dúvida [de que existe um ativismo judicial]. O STF substituiu os demais poderes. O Brasil tornou-se ingovernável com o protagonismo do STF”, afirmou.

Ele também fez uma comparação com o período em que iniciou sua trajetória política, ainda durante o governo do presidente Ernesto Geisel. Na época, a população conhecia os ministros do governo, mas pouco se falava sobre integrantes do STF. “Você não sabia o nome de um ministro do Supremo. Você apenas sabia que existia um STF”, disse.

Rebelo ainda citou episódios históricos, como a campanha pela anistia de 1979 e o processo que levou à Constituição de 1988. Segundo ele, naquele período as negociações ocorreram entre governo, Congresso, oposição e movimentos sociais, sem participação pública do STF. “Hoje, o Supremo opina sobre tudo”, comparou.

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Geral

VÍDEO: Minuto da Câmara Municipal de Natal – Abertura dos trabalhos legislativos 2026

Minuto da Câmara de Natal no ar trazendo os assuntos mais importantes debatidos na última semana, na Casa.

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