Judiciário

‘Não houve excesso na Lava Jato. Opinião de militante não conta’;‘Lula está preso porque cometeu crimes. A Petrobras foi saqueada’, diz Moro em entrevista

A maior preocupação do ministro, no momento, é com o futuro da Operação Lava-Jato, especialmente com o STF, que está julgando ações que podem pôr a perder boa parte do trabalho já realizado pela força-tarefa e beneficiar corruptos notórios, como o ex-presidente Lula e o ex-deputado Eduardo Cunha. Sobre a declaração do ex-­procurador-geral da República Rodrigo Janot de que iria matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar, revelada por VEJA na semana passada, foi lacônico: “É difícil acreditar nessa história”.

Leia mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“QUAL FOI O EXAGERO DA LAVA-JATO?”

Acusado de parcialidade na condução da Lava-Jato, o ministro vê ataques direcionados para minar os resultados da operação, rebate o discurso de que houve seletividade no que se refere aos alvos das investigações e comenta as revelações feitas pelo ex-procurador Rodrigo Janot, que afirmou ter tentado matar o ministro Gilmar Mendes no STF

.“Não houve excesso, ninguém foi preso injustamente. Opinião de militante político não conta, pois desconsidera as provas. A sociedade tem de consolidar os avanços conquistados pela operação. As pessoas falam em excessos, mas qual foi o excesso da Lava-Jato? Essa entrevista do ex-procurador Janot é coisa dele. Não tem nada a ver com Curitiba. É difícil acreditar nessa história. Agora vem essa discussão de que a ordem das alegações finais seria um erro da Lava-Jato. Os avanços anticorrupção não são de propriedade de juízes ou procuradores. É uma conquista da sociedade, do país. É o país que perde com eventuais retrocessos.”

“NÃO HÁ ILEGALIDADE NAS MENSAGENS”

A divulgação de mensagens captadas ilegalmente nos celulares dos procuradores da força-tarefa levantou suspeitas e gerou acusações de atuação imprópria e de parcialidade do então juiz Sergio Moro

.“No caso das mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil e por outros veículos, mesmo que elas fossem verídicas, não haveria nelas nenhuma ilegalidade. Onde está a contaminação de provas? Não há. É uma questão de narrativa. Houve, sim, exagero da imprensa. Esse episódio está todo superdimensionado. A Polícia Federal está investigando as pessoas que invadiram os celulares. Não está descartada a hipótese de que houve interesses financeiros por trás desse crime. Esses hackers, pelo que já foi demonstrado, eram estelionatários. Mas nada vai mudar o fato de que a Operação Lava-Jato alterou o padrão de impunidade da grande corrupção. As pessoas sabem diferenciar o que é certo do que é errado.”

Veja mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“LULA ESTÁ PRESO PORQUE COMETEU CRIMES”

Condenado a vinte anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal que decrete a suspeição de Moro. Se isso acontecer, Lula, que está preso há mais de um ano, poderá ser solto e seu processo voltar à estaca zero.

“Estou bem tranquilo com minha consciência quanto ao que fiz. O ex-­deputado Eduardo Cunha também diz que é inocente. Aliás, na cadeia todo mundo diz que é inocente, mas a Petrobras foi saqueada. Sempre que há um julgamento importante, dizem que a Lava-Jato vai acabar, que tudo vai acabar. Há um excesso de drama em Brasília. As pessoas pensam tudo pela perspectiva do Lula, embora seja possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia. Lula está preso porque cometeu crimes.”

“O STF TEM DE AVALIAR BEM AS CONSEQUÊNCIAS”

A confirmação pelo Supremo de que condenados poderiam começar a cumprir pena antes de a sentença transitar em julgado acelerou o processo de punição dos condenados e catalisou as investigações da Lava-Jato. Suspeitos passaram a fechar acordos de delação diante da perspectiva de acabarem atrás das grades a curto prazo. Neste mês, o STF vai analisar novamente a legalidade das prisões em segunda instância e, se voltar atrás, poderá impor o maior de todos os reveses à Lava-Jato, na avaliação do ministro da Justiça.

“A eventual mudança de entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância é o que mais me preocupa. Espero, respeitosamente, que não ocorra. O Supremo terá de avaliar bem as consequências de uma eventual reversão sobre o movimento anticorrupção e sobre a esperança das pessoas por um país mais íntegro e mais justo. Agora, como tenho uma formação de agente da lei, de juiz, entendo que toda crítica deve respeitar a instituição, sendo o STF fundamental para a democracia.”

Veja

Opinião dos leitores

  1. O sr tem que ser presidente desse país, nem que seja na marra.
    Vai ser sim!!!!
    MORO PRESIDENTE, se Deus quiser!!!

  2. O nosso Ministro e Herói Nacional Moro está corretíssimo.
    Opinião de militante não conta.
    Será que tem aqui algum .
    Fico com os homens de bem.

  3. A prosperidade do crime de todas as suas modalidades está diretamente ligada a sua forma de combate, pois diante da complacência dos que fazem as normas legais serem cumpridas a coisa só piora.
    É notório que o descrédito que esta sendo construído perante a sociedade e em cima da operação Lava Jato que por objetivo a extinção e por tabela o livramento dos que foram pegos em situação da pratica dos mais variados crimes, tendo o de "lesa pátria" como o mais hediondo.
    Mas nada é feito no Brasil em prol de seu povo, e sim, contra a nação que quando pensa que já viu de um tudo, aparece membros da turminha do onze que fazem de um tudo para o pior dos retrocessos que é o uso do subterfúgio para proteger alguns em detrimento ao devido dever legal que é a punição.
    O trabalho dos que promoveram a operação, é merecedor de muitos créditos, até de publico reconheço que houve alguns exageros mas foram importantes dentro do contexto para que a sociedade toma-se conhecimento de como funcionava e funciona o submundo do crime do colarinho branco.
    Agora fazer o quê diante de um congresso composto 594 membros e estando boa parte deles inseridos na operação e devidamente comprovados as suas participações.

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Brasil

Com Michelle em campanha, Bolsonaro pede ao STF para ter familiares em casa

Foto: Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro pediu, nesta segunda-feira (31/8), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que familiares do ex-presidente permaneçam com ele em sua residência durante os períodos em que Michelle Bolsonaro (PL) estiver ausente.

A ex-primeira-dama está em campanha eleitoral para o Senado. Filiada ao PL, ela busca uma vaga pelo Distrito Federal e tem participado de agendas políticas e eleitorais.

Os advogados solicitam que quatro familiares sejam autorizados a ficar na residência nessas ocasiões.

A lista inclui Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, sogros de Bolsonaro, além de Geovanna Kathleen Ferreira Lima e Suyane Lanuze Ferreira Lima, cunhadas do ex-presidente.

“A medida tem por finalidade assegurar a presença de familiares próximos na residência durante os períodos de ausência da esposa do Peticionário, sem prejuízo da observância das condições de fiscalização e das demais medidas cautelares vigentes”, alega a defesa.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] NÃO FALTA MAIS NADA: Candidato à Presidência da República promete botox e mounjaro gratuitos para mulheres

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, o médico-veterinário Wilson Grassi, apresentou nesta segunda-feira (31), propostas voltadas à área da saúde que fogem do escopo tradicional de políticas públicas. A principal promessa de sua plataforma é a inclusão da tirzepatida, princípio ativo do medicamento comercialmente conhecido como Mounjaro, na lista de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o slogan de campanha “Bem-estar para humanos e animais”, Grassi argumenta que o medicamento, atualmente inacessível à maioria da população devido ao alto custo comercial, tem impacto direto tanto no tratamento da diabetes tipo 2 quanto no controle da obesidade, gerando reflexos sociais positivos.

“É um medicamento inovador, mas que a imensa maioria da população não tem acesso devido ao seu alto custo. Ele traz melhoras para a saúde, melhora a autoestima e o bem-estar. E, se sentindo melhor, as pessoas têm, comprovadamente, maior vontade e desejo de trabalhar e buscar seus objetivos”, argumentou o presidenciável em São Paulo.

O plano de governo do veterinário inclui a criação do programa batizado de “Meu Botox, Minha Vida”, cujo objetivo é ofertar aplicações de toxina botulínica para mulheres de baixa renda na rede pública. O candidato também informou que sua equipe trabalha na elaboração de um programa específico para fornecer implante capilar a homens que sofrem com calvície e não possuem condições de custear o tratamento em clínicas privadas.

 

Com informações da Revista Oeste

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Economia

Governo Lula apresenta PLOA 2027 com despesas de R$ 2,8 trilhões e superávit primário

Foto: Serjusmig

O governo Lula apresentou nesta segunda-feira (31) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 com uma previsão de R$ 2,83 trilhões em despesas primárias, um montante de R$ 3,459 trilhões em receitas e previsão de superávit primário de R$ 18,6 bilhões, o equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto).

O PLOA de 2027 trouxe ainda uma sugestão de salário-mínimo em R$ 1.741, que representa uma alta de R$ 120, ou 7,4% de aumento real em relação aos R$ 1.621 vigentes em 2026.

O projeto prevê ainda que o governo deve pagar no próximo ano um montante de R$ 97,7 bilhões em precatórios que estarão sujeitos à meta fiscal.

A mudança ocorre após um projeto aprovado no Congresso que obrigou o governo a incluir a partir de 2027 no mínimo 10% desse tipo de despesa nos gastos sujeitos ao limite para cumprimento da meta fiscal.

Com informações da CNN

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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e Romeu Zema se posicionam contra decisão de Toffoli de suspender campanha de Renan Santos

Foto: Reprodução

Os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram nas suas redes sociais em solidariedade ao também candidato Renan Santos (Missão), diante da decisão de Toffoli em suspender a campanha dele nas redes.

Renan Santos publicou um “vídeo de despedida” nas redes sociais, nesta segunda-feira. Na gravação, o presidenciável afirmou que aquele poderia ser o último conteúdo publicado por ele nas redes.

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deu um prazo de 24 horas para que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, dê explicações em relação aos 16 perfis dele nas redes sociais que levaram à suspensão de sua campanha eleitoral, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

 

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Eleições 2026

Prefeito Hélio do Povo, de Guamaré, declara apoio à candidatura de Cadu de Lula


Foto: Divulgação

O projeto de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte recebeu um reforço político de peso nesta segunda-feira (31). O prefeito de Guamaré, Hélio do Povo, uma das principais lideranças políticas da região salineira, anunciou oficialmente sua adesão à campanha do “Time que Cuida”, integrando a base de apoio que vai levar Cadu ao Poder Executivo estadual. O anúncio marca a expansão das alianças do candidato do PT em todas as regiões do estado.

O apoio do prefeito Hélio do Povo reforça que Cadu de Lula é o nome mais preparado para administrar o Rio Grande do Norte, atraindo cada vez mais lideranças para o projeto. O candidato reúne as competências necessárias para conduzir o Estado e garantir uma gestão eficiente. A aliança fortalece o palanque da chapa majoritária do PT com a chegada de uma importante liderança da região salineira.

Além de mais preparado, Cadu também é o candidato das mãos limpas. Característica que atrai o apoio popular, consolidando a confiança no projeto político apresentado pelo Time que Cuida, como se vê na adesão desta tarde, que reúne o futuro governador a mais uma liderança com grande apoio popular.

Com a chegada do reforço de Guamaré, a candidatura de Cadu de Lula demonstra fortalecimento diário em sua trajetória rumo ao Governo do Estado. O trabalho para tornar o projeto ainda mais forte segue focado em unir lideranças que compartilham da visão de gestão proposta pelo “Time que Cuida”. O apoio de Hélio do Povo amplia o diálogo de Cadu com o eleitorado do litoral norte potiguar nesta fase decisiva da disputa.

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Brasil

[VÍDEO] VALE À PENA RIR DE NOVO: Relembre quando Lula afirmou que “em setembro, vai entrar o grosso”

Imagem: Reprodução

Em julho de 2023, uma fala de Lula sobre o programa Desenrola Brasil acabou ganhando um significado próprio nas redes sociais. Ao comentar a expectativa de ampliação do programa, o presidente afirmou: “Em setembro, vai entrar o grosso”.

A declaração foi feita durante uma edição do “Conversa com o Presidente”. Na ocasião, Lula falava sobre as etapas do Desenrola, criado pelo governo para facilitar a renegociação de dívidas e ajudar brasileiros a sair da inadimplência.

O programa havia começado naquele mês atendendo uma primeira parcela do público. A partir de setembro, estava prevista uma nova etapa, com a inclusão de pessoas que recebiam até dois salários mínimos ou estavam inscritas no Cadastro Único, além da renegociação de dívidas de até R$ 5 mil.

Foi nesse contexto que Lula disse que “em setembro, vai entrar o grosso”, referindo-se à entrada de uma parcela maior de brasileiros no programa.

A frase, porém, acabou ganhando repercussão para além do contexto original e passou a ser relembrada e utilizada nas redes sociais como um meme. Mais de três anos depois, a declaração continua aparecendo de tempos em tempos nas redes.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

[VÍDEO] Renan Santos publica vídeo em tom de despedida após decisão de Toffoli que suspendeu campanha nas redes

Imagem: Reprodução

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, publicou nesta segunda-feira (31) um vídeo em tom de despedida após uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), restringir a campanha digital da chapa.

No vídeo, Renan afirma que não poderá produzir ou publicar conteúdos nas redes sociais, participar de debates e sabatinas. Ele também critica a decisão e a classifica como “ilegal” e “persecutória”.

Segundo o candidato, a suspensão ocorreu após um problema técnico no registro dos perfis utilizados pela campanha. Ele nega ter cometido abuso de poder econômico e afirma que vai recorrer ao TSE para tentar derrubar a decisão.

Renan também relacionou a medida às manifestações que organizou contra Dias Toffoli e outros integrantes do Judiciário. Ao final do vídeo, pediu que apoiadores salvem e compartilhem a gravação, afirmando que não pretende desistir da disputa.

A decisão de Toffoli suspendeu a transmissão de conteúdos em 16 perfis não informados dentro do prazo legal, manteve liberados apenas um site e uma conta no X declarados no registro inicial e determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral. A medida também prevê restrições à participação da chapa em debates e sabatinas.

Com informações do Via Certa Natal

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Eleições 2026

Agregador de pesquisas: diferença entre Lula e Flávio cai e Cury desponta

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Andressa Anholete/Agência Senado/Montagem/UOL

Escritor e candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante) surpreendeu os adversários ao disparar nas mais recentes pesquisas eleitorais e avançar na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em levantamentos divulgados nesta segunda-feira (31/8), o escritor oscilou até 9 pontos percentuais para cima, sendo o primeiro nome, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), a alcançar dois dígitos na preferência do eleitor.

“Cury tem concentrado seu discurso em temas como educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política. A estratégia busca apresentar o escritor como uma alternativa de centro e ampliar sua presença entre eleitores que procuram uma candidatura fora da disputa protagonizada por Lula e pelo campo bolsonarista”, ressalta assessoria do candidato em nota enviada ao Metrópoles.

Na pesquisa AtlasIntel, Cury saltou de 1,6% para 7,8% das intenções de voto –- ou seja, crescimento de 6,2 pontos percentuais. Já no levantamento BTG/Nexus, também divulgado nesta segunda, o candidato passou de 2% na pesquisa anterior para 11% – 9 pontos percentuais.

Com o avanço, Cury ultrapassa Ronaldo Caiado e passa a ocupar o terceiro lugar na disputa.

A assessoria de Cury atribui o crescimento nas pesquisas ao aumento de exposição do candidato durante a campanha. Segundo a nota, as aparições do escritor ao público brasileiro contribuíram para “ampliar o conhecimento do eleitorado sobre a candidatura”.

Outro componente da estratégia, segundo a assessoria do candidato do Avante, tem sido a presença digital. “Cury vem registrando forte alcance e engajamento nas redes sociais, com vídeos de entrevistas, debates, propostas e agendas de campanha circulando em diferentes plataformas.”

Ainda de acordo com a nota, “a combinação entre televisão e redes sociais passou a ampliar a exposição nacional do candidato em um momento decisivo da campanha. Conteúdos relacionados às suas participações em debates e entrevistas também vêm impulsionando discussões sobre suas propostas e sua candidatura”.

AtlasIntel

A nova pesquisa do AtlasIntel/Bloomberg mostra que o presidente Lula segue na dianteira das intenções de voto, com 43,4% no 1º turno.

Confira os resultados:

Lula (PT): 43,4% (-1,5 p.p)

Flávio Bolsonaro (PL): 33,7% (-2,1 p.p)

Augusto Cury (Avante): 7,8% (+6,2 p.p)

Renan Santos (Missão): 7,6% (- 0,2 p.p)

Ronaldo Caiado (PSD): 3,3% (+ 0,2 p.p)

Pablo Marçal (PRTB): 1,9% (Não estava na última pesquisa)

Romeu Zema (Novo): 1% (- 1,8 p.p)

Samara (UP): 0,9% (- 1,2 p.p)

Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1% (+0,1 p.p)

Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0,1% (+0,1 p.p)

Não sabem: 0,2% (- 0,8 p.p)

Brancos e nulos: 0,1% (- 0,5 p.p)

A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a vantagem numérica sobre seus principais adversários nas intenções de voto do primeiro turno, na disputa pela Presidência da República.

Confira os resultados:

Lula (PT): 39%

Flávio Bolsonaro (PL): 33%

Augusto Cury (Avante): 11%

Ronaldo Caiado (PSD): 5%

Renan Santos (Missão): 3%

Romeu Zema (Novo): 1%

Samara (UP): 1%

Nenhum/Branco/ Nulo: 3%

Não sabem: 3%

 

Com informações de UOL

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Geral

Lula teve 8 minutos a mais de fala que Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, mostra levantamento

Foto: Reprodução/Rede Globo

O presidente Lula (PT) teve cerca de 8 minutos a mais de tempo de fala que Flávio Bolsonaro (PL) durante as sabatinas realizadas pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O levantamento, divulgado pela coluna de Cláudio Magnavita, no Correio da Manhã, cronometrou os 40 minutos destinados a cada entrevista.

Segundo os dados, Lula falou por 29 minutos e 5 segundos, enquanto Flávio teve 21 minutos e 34 segundos para responder aos questionamentos dos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli.

A diferença ocorreu principalmente em razão do tempo utilizado pelos jornalistas.

Na sabatina de Flávio, Tralli e Renata falaram por 18 minutos e 2 segundos.

No caso de Lula, os apresentadores do JN ocuparam 13 minutos e 36 segundos do tempo da entrevista, ou seja, 4 minutos e 26 segundos a menos, comparado ao tempo de fala da dupla quando sabatinou Flávio.

O levantamento aponta que, na prática, o senador do PL teve quase 45% do tempo da entrevista consumido pelas intervenções dos apresentadores, enquanto Lula ficou com uma parcela significativamente maior do tempo total para apresentar suas respostas, mais de 70% do tempo.

Mesmo uma sabatina não estabelecendo uma divisão rígida do tempo entre perguntas e respostas, fica nítida a diferença. No fim das contas, Lula teve um tempo maior para expor suas posições, enquanto Flávio foi mais interrompido pelos apresentadores.

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Comércio, serviços e turismo fazem apelo para que PEC do fim da escala 6×1 não seja votada antes das eleições

Diante do avanço no Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1, a principal entidade representativa do setor terciário brasileiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançaram neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional conjunta com o lema: “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não.”

Se trata de um apelo aos Senadores que debatem a PEC que limita a carga horária nacionalmente sobre os graves riscos de acelerar uma mudança constitucional rígida sobre a jornada de trabalho em um momento de acentuada fragilidade econômica.

O setor produtivo destaca que a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos: juros altos, crédito caro e restritivo, endividamento recordes das famílias, inadimplência sem precedentes entre as empresas, desinvestimento e saída de empresas estrangeiras do País. Ao mesmo tempo, o fim da Taxa das Blusinhas, um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional, também é avaliado como parte do pacote de aprovações em um período sensível em que interesses políticos atravessam escolhas econômicas.

Impor uma elevação abrupta nos custos operacionais – em um setor onde mais de 90% da mão de obra atua no regime 6×1 – significará repassar esse peso para o consumidor final em forma de inflação, gerando retração de vagas e aumento da informalidade, além do já mapeado prejuízo aos empresários que pagam impostos de importação muito maiores do que são isentados da Taxa da Blusinhas. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, reforça a necessidade de responsabilidade e ponderação no debate legislativo neste contexto.

“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votarmos esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva. O caminho seguro continua sendo a negociação coletiva, que respeita as realidades de cada região e setor. Agora é o momento de preservar a economia e garantir a segurança jurídica do País”.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, destaca que o comércio, os serviços e o turismo possuem realidades muito diferentes, e uma regra única pode produzir consequências graves para pequenas empresas, empregos e até para os preços pagos pela população. “A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, defende.

O Sistema Comércio apela aos senadores da República por sensatez e serenidade, defendendo que a readequação de jornadas ocorra via convenções coletivas de trabalho, em respeito à soberania das decisões negociadas entre trabalhadores e empregadores, conforme previsto na constituição atual desde a reforma trabalhista de 2017. Temas como este e a taxação de importações diretas geram custos e efeitos a curto, médio e longo prazo que demandam um debate maior e sem a pressa dos prazos eleitorais.

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