Judiciário

‘Não houve excesso na Lava Jato. Opinião de militante não conta’;‘Lula está preso porque cometeu crimes. A Petrobras foi saqueada’, diz Moro em entrevista

A maior preocupação do ministro, no momento, é com o futuro da Operação Lava-Jato, especialmente com o STF, que está julgando ações que podem pôr a perder boa parte do trabalho já realizado pela força-tarefa e beneficiar corruptos notórios, como o ex-presidente Lula e o ex-deputado Eduardo Cunha. Sobre a declaração do ex-­procurador-geral da República Rodrigo Janot de que iria matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar, revelada por VEJA na semana passada, foi lacônico: “É difícil acreditar nessa história”.

Leia mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“QUAL FOI O EXAGERO DA LAVA-JATO?”

Acusado de parcialidade na condução da Lava-Jato, o ministro vê ataques direcionados para minar os resultados da operação, rebate o discurso de que houve seletividade no que se refere aos alvos das investigações e comenta as revelações feitas pelo ex-procurador Rodrigo Janot, que afirmou ter tentado matar o ministro Gilmar Mendes no STF

.“Não houve excesso, ninguém foi preso injustamente. Opinião de militante político não conta, pois desconsidera as provas. A sociedade tem de consolidar os avanços conquistados pela operação. As pessoas falam em excessos, mas qual foi o excesso da Lava-Jato? Essa entrevista do ex-procurador Janot é coisa dele. Não tem nada a ver com Curitiba. É difícil acreditar nessa história. Agora vem essa discussão de que a ordem das alegações finais seria um erro da Lava-Jato. Os avanços anticorrupção não são de propriedade de juízes ou procuradores. É uma conquista da sociedade, do país. É o país que perde com eventuais retrocessos.”

“NÃO HÁ ILEGALIDADE NAS MENSAGENS”

A divulgação de mensagens captadas ilegalmente nos celulares dos procuradores da força-tarefa levantou suspeitas e gerou acusações de atuação imprópria e de parcialidade do então juiz Sergio Moro

.“No caso das mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil e por outros veículos, mesmo que elas fossem verídicas, não haveria nelas nenhuma ilegalidade. Onde está a contaminação de provas? Não há. É uma questão de narrativa. Houve, sim, exagero da imprensa. Esse episódio está todo superdimensionado. A Polícia Federal está investigando as pessoas que invadiram os celulares. Não está descartada a hipótese de que houve interesses financeiros por trás desse crime. Esses hackers, pelo que já foi demonstrado, eram estelionatários. Mas nada vai mudar o fato de que a Operação Lava-Jato alterou o padrão de impunidade da grande corrupção. As pessoas sabem diferenciar o que é certo do que é errado.”

Veja mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“LULA ESTÁ PRESO PORQUE COMETEU CRIMES”

Condenado a vinte anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal que decrete a suspeição de Moro. Se isso acontecer, Lula, que está preso há mais de um ano, poderá ser solto e seu processo voltar à estaca zero.

“Estou bem tranquilo com minha consciência quanto ao que fiz. O ex-­deputado Eduardo Cunha também diz que é inocente. Aliás, na cadeia todo mundo diz que é inocente, mas a Petrobras foi saqueada. Sempre que há um julgamento importante, dizem que a Lava-Jato vai acabar, que tudo vai acabar. Há um excesso de drama em Brasília. As pessoas pensam tudo pela perspectiva do Lula, embora seja possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia. Lula está preso porque cometeu crimes.”

“O STF TEM DE AVALIAR BEM AS CONSEQUÊNCIAS”

A confirmação pelo Supremo de que condenados poderiam começar a cumprir pena antes de a sentença transitar em julgado acelerou o processo de punição dos condenados e catalisou as investigações da Lava-Jato. Suspeitos passaram a fechar acordos de delação diante da perspectiva de acabarem atrás das grades a curto prazo. Neste mês, o STF vai analisar novamente a legalidade das prisões em segunda instância e, se voltar atrás, poderá impor o maior de todos os reveses à Lava-Jato, na avaliação do ministro da Justiça.

“A eventual mudança de entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância é o que mais me preocupa. Espero, respeitosamente, que não ocorra. O Supremo terá de avaliar bem as consequências de uma eventual reversão sobre o movimento anticorrupção e sobre a esperança das pessoas por um país mais íntegro e mais justo. Agora, como tenho uma formação de agente da lei, de juiz, entendo que toda crítica deve respeitar a instituição, sendo o STF fundamental para a democracia.”

Veja

Opinião dos leitores

  1. O sr tem que ser presidente desse país, nem que seja na marra.
    Vai ser sim!!!!
    MORO PRESIDENTE, se Deus quiser!!!

  2. O nosso Ministro e Herói Nacional Moro está corretíssimo.
    Opinião de militante não conta.
    Será que tem aqui algum .
    Fico com os homens de bem.

  3. A prosperidade do crime de todas as suas modalidades está diretamente ligada a sua forma de combate, pois diante da complacência dos que fazem as normas legais serem cumpridas a coisa só piora.
    É notório que o descrédito que esta sendo construído perante a sociedade e em cima da operação Lava Jato que por objetivo a extinção e por tabela o livramento dos que foram pegos em situação da pratica dos mais variados crimes, tendo o de "lesa pátria" como o mais hediondo.
    Mas nada é feito no Brasil em prol de seu povo, e sim, contra a nação que quando pensa que já viu de um tudo, aparece membros da turminha do onze que fazem de um tudo para o pior dos retrocessos que é o uso do subterfúgio para proteger alguns em detrimento ao devido dever legal que é a punição.
    O trabalho dos que promoveram a operação, é merecedor de muitos créditos, até de publico reconheço que houve alguns exageros mas foram importantes dentro do contexto para que a sociedade toma-se conhecimento de como funcionava e funciona o submundo do crime do colarinho branco.
    Agora fazer o quê diante de um congresso composto 594 membros e estando boa parte deles inseridos na operação e devidamente comprovados as suas participações.

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Geral

VÍDEO: Parlamentar acusa deputada no plenário de “tomar marido da colega”

Em meio ao clima bélico no plenário do Congresso Nacional durante a apreciação dos vetos ao PL da Dosimetria, um parlamentar, possivelmente bolsonarista, ofendeu a deputada Talíria Petrone (PSol-SP), citando um suposto caso extraconjugal.

Durante um embate entre Talíria e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plenário, um terceiro parlamentar ainda não identificado foi ao microfone e mencionou uma suposta traição da deputada do PSol a uma colega de partido.

“Quem toma até marido da colega vai respeitar regimento”, disse o parlamentar, cuja voz foi captada por um dos microfones do plenário.

A afirmação remete a uma suposta crise que tomou a bancada do PSol. Talíria teria se envolvido romanticamente com o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que era casado com a deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS).

Na sequência, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), cortou os microfones. O senador reclamou das ofensas e afirmou que não aceitaria citações a questões familiares dos parlamentares.

“Estão todos com os microfones cortados. Não existe isso. Não pode. Está todo mundo passando dos limites. Está todo mundo entrando na família das pessoas, na vida íntima das pessoas”, afirmou Alcolumbre.

Metrópoles

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Geral

Alcolumbre decide ‘fatiar’ análise do veto de Lula ao PL da Dosimetria antes de votação no Congresso e retira trecho que contradiz Lei Antifacção

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional analisa nesta quinta-feira (30) o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e aos envolvidos na trama golpista ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Antes do início da votação, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), admitiu que derrubar o veto integral poderia beneficiar condenados por outros crimes sem relação com o 8 de Janeiro.

Dessa forma, segundo Alcolumbre, os vetos de Lula a seis trechos da proposta não serão votados. O senador explicou que esses dispositivos chocam com o que prevê a Lei Antifacção, sancionada recentemente por Lula. Essa ideia de “fatiar” a análise dos vetos era defendida pela oposição, que celebrou e aplaudiu a decisão de Alcolumbre.

Com a mudança, parlamentares deixam de analisar trechos do projeto de lei que previam a redução de penas para crimes hediondos — considerados de extrema gravidade. Originalmente, o texto previa uma diminuição do prazo penal quando fossem cumpridos 40% da pena.

No caso de crimes que provocassem morte, ou para prática de organização criminosa, a previsão era para que os condenados cumprissem metade da pena antes de pedir pela redução do tempo de cárcere.

De acordo com o presidente do Congresso, caso o veto ao PL da Dosimetria fosse derrubado em sua totalidade, ele acabaria revogando as novas regras trazidas pela Lei Antifacção, que tornaram mais rigorosa a progressão de regime para condenados por crimes hediondos diversos, feminicídio e envolvimento com organizações criminosas.

“São dispositivos que tratam da progressão de condenados pela prática de crimes de constituição de milícia privada, de feminicídio e hediondos, inclusive quando cometidos por organizações criminosas. Essas normas, caso tivessem o seu veto derrubado, revogariam as novas regras de progressão de regime trazidas pela Lei Antifacção, inclusive a que trata da progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas”, explicou o senador.

Alcolumbre disse que, se o Congresso derrubar o veto ao PL da Dosimetria, mesmo que de forma parcial, a proposta vira lei sem os trechos que podem afetar outros crimes sem relação com o 8 de Janeiro.

R7

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Geral

Derrota de Messias no Senado acende alerta no STF sobre impeachment de ministros

Foto:  Victor Piemonte/STF

A derrota histórica imposta por senadores com a rejeição do nome de Jorge Messias acendeu um alerta no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros no Senado Federal.

A decisão de barrar a indicação, algo inédito em 132 anos, além de demonstrar erros na articulação do governo, expôs a força da pauta anti-STF no Senado.

O processo de impeachment de ministros do Supremo está previsto no artigo 52 da Constituição, que determina que o Senado é a instância responsável por julgar os magistrados em casos de crimes de responsabilidade.

Crimes de responsabilidade são ações cometidas por autoridades como ministros, presidentes e governadores que ameacem o funcionamento dos Poderes, a segurança interna, a Constituição e a União, por exemplo.

São necessários 54 votos dos 81 senadores para que um ministro do STF seja afastado pelo Senado. Apesar de, hoje, a avaliação ser a de que não há votos suficientes para isso, nota-se um aumento do apoio a iniciativas contrárias à Suprema Corte no Senado.

A avaliação é a de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais deste ano, aliada a um aumento do número de senadores bolsonaristas, pode ampliar as chances de iniciativas contra o tribunal avançarem a partir do próximo ano no Senado.

Teo Cury – CNN Brasil

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Informe Publicitário

Espetáculo Zazi estreia nesta sexta-feira (1º) em Natal

O espetáculo Zazi, que estreia nesta sexta-feira (1º) em Natal, entrega às crianças do Rio Grande do Norte um nível de produção que, até então, só era visto em parques temáticos e atrações internacionais — e tudo foi feito por uma equipe 100% potiguar.

A proposta vai muito além de um filme infantil. Durante os 30 minutos de sessão, tudo o que acontece na tela acontece simultaneamente no ambiente: bolhas surgem no ar nos momentos mágicos, neve artificial cai sobre o público, cheiros de floresta tomam conta da sala, luzes coloridas e névoa acompanham cada virada da história. O cenário é físico, imersivo, e as crianças não apenas assistem à aventura da raposinha Zazi e sua turma — elas entram dentro dela.

A história, original e educativa, acompanha Zazi em uma jornada para devolver a luz e as cores à floresta, com mensagens sobre coragem, amizade e pertencimento. Uma narrativa pensada para encantar crianças e emocionar os pais que estiverem na sala.

📍 Localização: Natal Shopping — Praça de Alimentação, próximo à porta de desembarque dos aplicativos de corrida

🎟️ Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria da loja ou pelo site (link na bio do @imagelume). Como a temporada é exclusiva do mês de maio e cada sessão tem apenas 40 lugares, a compra antecipada online é a forma mais segura de garantir o lugar.

Promoção “Meia Seguidor”: basta seguir o perfil @imagelume e qualquer cliente paga meia-entrada.

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Geral

Tremor de terra é registrado no Rio Grande do Norte

Foto: Divulgação

Um tremor de terra de magnitude 2.6 foi registrado próximo aos municípios de Touros e Tibau, no Rio Grande do Norte, às 11h21 da manhã do dia 29 de abril. Até o momento, não há confirmação de que o evento tenha sido sentido pela população.

O abalo sísmico foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis/UFRN). A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

O último tremor de terra registrado no Rio Grande do Norte havia ocorrido no dia 24 de abril, em Currais Novos, com magnitude 1.7.

Tremores de terra de baixas magnitudes são relativamente comuns no Brasil e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população. Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre.

Sobre a RSBR

Coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública responsável por monitorar a sismicidade do território nacional através de suas quase 100 estações sismográficas espalhadas pelo país, fornecendo dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra. As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON). Saiba mais.

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Brasil

Mossoró e Extremoz lideram lista de cidades do RN com nota zero em transparência de emendas

Foto: Ilustrativa

Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) revela um cenário preocupante sobre a transparência das emendas parlamentares no Rio Grande do Norte. Nenhum dos 168 portais analisados, incluindo o do Governo do Estado e os das 167 prefeituras, atende integralmente às exigências estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para dar publicidade ao uso desses recursos.

Cidades como Mossoró, Extremoz, Canguaretama, Areia Branca e Guamaré estão na lista daquelas com nota 0. Outras grandes cidades, como Natal e Parnamirim, aparecem com desempenho baixo quanto à transparência sobre as emendas parlamentares.

O diagnóstico foi feito a partir da análise das plataformas oficiais sob o critério de transparência ativa, ou seja, aquilo que deve estar disponível de forma clara e acessível ao cidadão. E o resultado acende um alerta: se as falhas não forem corrigidas, a execução das emendas parlamentares pode ser comprometida já a partir de 2026.

Transparência incompleta

Embora a maioria das prefeituras — 76,2% — tenha criado uma área específica para divulgar informações sobre emendas, o conteúdo apresentado é, na prática, insuficiente. Em pontos considerados essenciais, a ausência de dados é generalizada.

Nenhum dos portais municipais informa, por exemplo, o cronograma de execução das emendas. Também não há identificação dos órgãos responsáveis pela execução dos recursos. Na prática, isso impede que o cidadão saiba quando uma obra começa, quem está executando e em que estágio ela se encontra.

Outro dado chama atenção: nenhum portal apresenta informações sobre emendas parlamentares municipais. Em um cenário em que esse tipo de recurso deveria ser cada vez mais transparente, a ausência completa de registros levanta dúvidas sobre a existência ou não dessas emendas — ou sobre sua divulgação.

Ranking da opacidade

Os dados do TCE permitem identificar, de forma objetiva, os municípios com pior desempenho em transparência sobre emendas parlamentares. No recorte mais crítico, dezenas de cidades aparecem com 0% de atendimento aos critérios avaliados, ou seja, não cumprem nenhum dos requisitos mínimos.

Abaixo, as maiores cidades do RN com os piores resultados:

  • Mossoró
  • Extremoz
  • Canguaretama
  • Areia Branca
  • Guamaré
  • Pedro Velho
  • Acari
  • Serra Negra do Norte
  • Lagoa de Pedras
  • Passagem

Na prática, esses municípios não oferecem ao cidadão qualquer informação estruturada sobre a destinação e execução de emendas parlamentares.

Além deles, cidades de maior peso também apresentam desempenho crítico. Mossoró, por exemplo, aparece com 0% de atendimento, enquanto Parnamirim registra apenas 12,5% e Natal, 43,8% — todos abaixo do mínimo esperado para garantir transparência efetiva.

Ranking baixo, mesmo entre os melhores

Mesmo entre as prefeituras com melhor desempenho, o nível de transparência ainda está longe do ideal. Os municípios de Ipueira e São Francisco do Oeste lideram o ranking do TCE, mas com apenas 56,2% de atendimento aos critérios avaliados.

O próprio Tribunal é direto ao afirmar que nenhuma prefeitura está apta, neste momento, a cumprir plenamente as exigências estabelecidas.

Estado também apresenta falhas

O portal do Governo do Estado apresenta um desempenho superior ao dos municípios, mas ainda assim incompleto. O levantamento aponta que cerca de 73,3% dos critérios são atendidos.

As lacunas, no entanto, são relevantes. Faltam informações sobre a vinculação das emendas à Lei Orçamentária, a indicação precisa das localidades beneficiadas e os prazos de execução. Também não há detalhamento de instrumentos jurídicos, como contratos ou convênios relacionados às despesas.

Essas ausências dificultam o rastreamento dos recursos e limitam o controle social sobre a aplicação do dinheiro público.

Emendas “invisíveis”

Um dos pontos mais sensíveis do relatório é a ausência total de informações sobre emendas parlamentares municipais nos portais analisados. Apenas uma parcela mínima das prefeituras declara oficialmente que não recebeu esse tipo de recurso. Nos demais casos, não há qualquer informação.

Diante disso, o próprio TCE reconhece a necessidade de aprofundar a fiscalização para verificar se essas emendas de fato não existem ou se não estão sendo divulgadas. A situação abre margem para um cenário de opacidade que contraria diretamente as determinações do STF.

Risco para 2026

As falhas identificadas ganham ainda mais peso diante das regras que passam a valer a partir de 2026. Com base em decisão do STF que exige transparência total na execução das emendas — em reação ao chamado orçamento secreto —, o TCE estabeleceu que a liberação desses recursos dependerá de uma Certidão de Regularidade.

Sem essa certificação, estados e municípios podem ficar impedidos de executar emendas parlamentares. Na prática, isso significa risco direto para obras, investimentos e políticas públicas financiadas com esses recursos.

Pressão por adequação

Os gestores públicos têm até o fim de 2025 para corrigir as falhas e adaptar seus portais às exigências legais. O relatório recomenda ajustes imediatos, tanto na estrutura das plataformas quanto na qualidade das informações disponibilizadas.

O diagnóstico traça uma radiografia clara: há um problema estrutural de transparência no uso das emendas parlamentares no Rio Grande do Norte. Mais do que uma exigência legal, trata-se de um obstáculo ao controle social.

Se o cenário não mudar, o impacto pode ser concreto. Recursos podem deixar de ser executados não por falta de verba, mas pela incapacidade de demonstrar, de forma clara, como e onde estão sendo aplicados.

Blog Bruno Araújo

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Política

Pedro Filho cumpre agenda no Alto Oeste e reforça pré-candidatura a deputado federal

Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho cumpriu, nesta quarta-feira (29), uma extensa agenda política no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, passando por quatro municípios e fortalecendo o diálogo com lideranças locais, representantes religiosos e apoiadores.

A agenda teve início em Pau dos Ferros, onde Pedro Filho participou de reunião com lideranças da cidade. O encontro contou com a presença do ex-vereador Junhão, do professor Valderi, além de Janaína e Sofia, em uma conversa voltada à apresentação de propostas e discussão de demandas locais.

Na sequência, o pré-candidato seguiu para Coronel João Pessoa, onde visitou o suplente de vereador Bomfim e sua esposa, Sandra, em mais um momento de aproximação com lideranças comunitárias do município.

Dando continuidade à agenda, Pedro Filho esteve em São Miguel, onde se reuniu com o pastor Herculano, da Igreja de Cristo, além de integrantes da comunidade e da suplente de vereadora Joésia, reforçando o diálogo com o segmento evangélico e lideranças locais.

Encerrando o dia, o pré-candidato participou de encontro com os pastores Charles Oliveira e Dário Campos, importantes lideranças das cidades de Rafael Fernandes e Paraná, consolidando sua presença também nesses municípios.

A agenda no Alto Oeste reforça a pré-candidatura de Pedro Filho. Vereador de Assú e líder evangélico, Pedro vem ampliando sua atuação em diversas regiões do estado, com foco na escuta da população, construção de propostas e fortalecimento de alianças políticas.

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Esporte

Gabriela Cunha disputa classificatórias do Brasileiro de Ginástica Rítmica e busca vaga nas finais

Foto: Divulgação

A ginasta potiguar Gabriela Cunha entra em quadra nesta quinta e sexta-feira para disputar as classificatórias do Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica, no Ginásio Nélio Dias, competindo nos aparelhos bola, arco, maças e fita, em busca de vaga nas fases finais.

Representando a Act Enlace, de Natal, Gabriela chega à competição como um dos principais nomes da nova geração do país, com um currículo que inclui convocação para a Seleção Brasileira Juvenil e resultados expressivos em nível nacional e internacional.

Entre seus principais destaques estão medalhas por aparelho em torneios nacionais, com prata na fita e bronze no arco. No cenário internacional, a atleta integrou a equipe campeã sul-americana e vice-campeã pan-americana do Brasil.

A atleta integra um projeto em ascensão. A Act Enlace, mesmo com pouco mais de um ano de atuação, já apresenta resultados relevantes em competições regionais e nacionais e conta com uma comissão técnica de alto nível, formada por Kalline Miranda, árbitra internacional e chefe de delegação brasileira vice-campeã mundial, e pela técnica Cristianny Queiroga.

A participação no Campeonato Brasileiro reforça o momento da atleta, que se consolida como uma das principais representantes da ginástica rítmica do Rio Grande do Norte no cenário nacional e projeta novos avanços em sua trajetória de alto rendimento.

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Política

Em visita à RN-313, Nilda anuncia entrega da maior obra de mobilidade urbana da região

Foto: Divulgação

A prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz visitou as obras de duplicação da RN-313, em Parnamirim, e anunciou a entrega para o próximo dia 14 de maio. A obra é considerada a maior de infraestrutura e mobilidade urbana da região e é muito aguardada pela população. Com 2,7 quilômetros de extensão, no trecho entre a BR-101 e a Avenida Olavo Montenegro, o projeto contempla uma reestruturação completa da via.

A gestão informou que a simulação de retorno em frente à entrada de Cajupiranga não apresentou o resultado esperado e, por isso, será retirada. Dessa forma, a obra será finalizada de acordo com o projeto inicial.

Posteriormente, a Prefeitura irá implantar faixas elevadas para pedestres, instalar abrigos de ônibus e reforçar a iluminação pública.

A gestão municipal já concluiu a duplicação da via, a ciclovia e a sinalização viária, além de ter instalado defensas metálicas e o pórtico, restando apenas ajustes pontuais.

Considerada estratégica para a mobilidade da região, a obra vai melhorar o fluxo de veículos, garantir mais segurança e facilitar o acesso a diversos bairros, além de impulsionar o desenvolvimento urbano no entorno. O investimento nos serviços é superior a R$ 11 milhões.

Ao assumir a gestão, Nilda encontrou o projeto com entraves técnicos e estruturais. A prefeita priorizou a intervenção, destravou pendências e deu ritmo à execução, transformando uma demanda histórica em realidade:

“Recebemos uma obra cheia de problemas, parada, mas não deixamos isso travar o desenvolvimento da cidade. Colocamos como prioridade, organizamos o projeto e hoje estamos vendo essa transformação acontecer. A RN-313 é uma via fundamental para Parnamirim, e estamos muito próximos de entregar uma estrutura moderna, segura e que vai impactar diretamente a vida das pessoas”, destacou a prefeita.

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Judiciário

Júri condena irmã, cunhado e mais quatro por assassinato de Pollyana Nataluska

Foto: Reprodução

Seis réus foram condenados pelo assassinato de Pollyana Nataluska, de 22 anos, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em Natal. A decisão foi anunciada por volta da meia-noite desta quinta-feira (30), encerrando a sessão iniciada na segunda-feira (27), na 2ª Vara Criminal, no plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, na capital potiguar.

Os jurados consideraram Luciano Cabral de Souza, Paloma Nataluska Costa de Medeiros, cunhado e irmã da vítima, respectivamente nesta ordem, Alcivan Bernardo da Silva, João Paulo Rocha e Josivan Pereira da Silva culpados por homicídio duplamente qualificado. Já Orklisthye Mayklie Moronel Matias de Oliveira foi condenado por homicídio qualificado.

Após a decisão dos jurados, o juiz fixou as seguintes penas:

  • Luciano Cabral de Souza: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão (regime fechado)
  • Paloma Nataluska Costa de Medeiros: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão (regime fechado)
  • Alcivan Bernardo da Silva: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão (regime fechado)
  • Josivan Pereira da Silva: 16 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão (regime fechado)
  • João Paulo Rocha: 14 anos e 3 meses de reclusão (regime fechado)
  • Orklisthye Mayklie Moronel Matias de Oliveira: 14 anos e 3 meses de reclusão (regime fechado)

Tribuna do Norte

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