Judiciário

‘Não houve excesso na Lava Jato. Opinião de militante não conta’;‘Lula está preso porque cometeu crimes. A Petrobras foi saqueada’, diz Moro em entrevista

A maior preocupação do ministro, no momento, é com o futuro da Operação Lava-Jato, especialmente com o STF, que está julgando ações que podem pôr a perder boa parte do trabalho já realizado pela força-tarefa e beneficiar corruptos notórios, como o ex-presidente Lula e o ex-deputado Eduardo Cunha. Sobre a declaração do ex-­procurador-geral da República Rodrigo Janot de que iria matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar, revelada por VEJA na semana passada, foi lacônico: “É difícil acreditar nessa história”.

Leia mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“QUAL FOI O EXAGERO DA LAVA-JATO?”

Acusado de parcialidade na condução da Lava-Jato, o ministro vê ataques direcionados para minar os resultados da operação, rebate o discurso de que houve seletividade no que se refere aos alvos das investigações e comenta as revelações feitas pelo ex-procurador Rodrigo Janot, que afirmou ter tentado matar o ministro Gilmar Mendes no STF

.“Não houve excesso, ninguém foi preso injustamente. Opinião de militante político não conta, pois desconsidera as provas. A sociedade tem de consolidar os avanços conquistados pela operação. As pessoas falam em excessos, mas qual foi o excesso da Lava-Jato? Essa entrevista do ex-procurador Janot é coisa dele. Não tem nada a ver com Curitiba. É difícil acreditar nessa história. Agora vem essa discussão de que a ordem das alegações finais seria um erro da Lava-Jato. Os avanços anticorrupção não são de propriedade de juízes ou procuradores. É uma conquista da sociedade, do país. É o país que perde com eventuais retrocessos.”

“NÃO HÁ ILEGALIDADE NAS MENSAGENS”

A divulgação de mensagens captadas ilegalmente nos celulares dos procuradores da força-tarefa levantou suspeitas e gerou acusações de atuação imprópria e de parcialidade do então juiz Sergio Moro

.“No caso das mensagens divulgadas pelo The Intercept Brasil e por outros veículos, mesmo que elas fossem verídicas, não haveria nelas nenhuma ilegalidade. Onde está a contaminação de provas? Não há. É uma questão de narrativa. Houve, sim, exagero da imprensa. Esse episódio está todo superdimensionado. A Polícia Federal está investigando as pessoas que invadiram os celulares. Não está descartada a hipótese de que houve interesses financeiros por trás desse crime. Esses hackers, pelo que já foi demonstrado, eram estelionatários. Mas nada vai mudar o fato de que a Operação Lava-Jato alterou o padrão de impunidade da grande corrupção. As pessoas sabem diferenciar o que é certo do que é errado.”

Veja mais: Em entrevista a Veja, Moro diz que ‘Brasília é cheia de intrigas’, fala de ‘tentativas de se indispor com o presidente´, e garante que Bolsonaro ‘é seu candidato em 2022´

“LULA ESTÁ PRESO PORQUE COMETEU CRIMES”

Condenado a vinte anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal que decrete a suspeição de Moro. Se isso acontecer, Lula, que está preso há mais de um ano, poderá ser solto e seu processo voltar à estaca zero.

“Estou bem tranquilo com minha consciência quanto ao que fiz. O ex-­deputado Eduardo Cunha também diz que é inocente. Aliás, na cadeia todo mundo diz que é inocente, mas a Petrobras foi saqueada. Sempre que há um julgamento importante, dizem que a Lava-Jato vai acabar, que tudo vai acabar. Há um excesso de drama em Brasília. As pessoas pensam tudo pela perspectiva do Lula, embora seja possível que o julgamento do STF sobre a ordem das alegações finais leve à anulação da sentença sobre o sítio de Atibaia. Lula está preso porque cometeu crimes.”

“O STF TEM DE AVALIAR BEM AS CONSEQUÊNCIAS”

A confirmação pelo Supremo de que condenados poderiam começar a cumprir pena antes de a sentença transitar em julgado acelerou o processo de punição dos condenados e catalisou as investigações da Lava-Jato. Suspeitos passaram a fechar acordos de delação diante da perspectiva de acabarem atrás das grades a curto prazo. Neste mês, o STF vai analisar novamente a legalidade das prisões em segunda instância e, se voltar atrás, poderá impor o maior de todos os reveses à Lava-Jato, na avaliação do ministro da Justiça.

“A eventual mudança de entendimento do STF sobre a prisão em segunda instância é o que mais me preocupa. Espero, respeitosamente, que não ocorra. O Supremo terá de avaliar bem as consequências de uma eventual reversão sobre o movimento anticorrupção e sobre a esperança das pessoas por um país mais íntegro e mais justo. Agora, como tenho uma formação de agente da lei, de juiz, entendo que toda crítica deve respeitar a instituição, sendo o STF fundamental para a democracia.”

Veja

Opinião dos leitores

  1. O sr tem que ser presidente desse país, nem que seja na marra.
    Vai ser sim!!!!
    MORO PRESIDENTE, se Deus quiser!!!

  2. O nosso Ministro e Herói Nacional Moro está corretíssimo.
    Opinião de militante não conta.
    Será que tem aqui algum .
    Fico com os homens de bem.

  3. A prosperidade do crime de todas as suas modalidades está diretamente ligada a sua forma de combate, pois diante da complacência dos que fazem as normas legais serem cumpridas a coisa só piora.
    É notório que o descrédito que esta sendo construído perante a sociedade e em cima da operação Lava Jato que por objetivo a extinção e por tabela o livramento dos que foram pegos em situação da pratica dos mais variados crimes, tendo o de "lesa pátria" como o mais hediondo.
    Mas nada é feito no Brasil em prol de seu povo, e sim, contra a nação que quando pensa que já viu de um tudo, aparece membros da turminha do onze que fazem de um tudo para o pior dos retrocessos que é o uso do subterfúgio para proteger alguns em detrimento ao devido dever legal que é a punição.
    O trabalho dos que promoveram a operação, é merecedor de muitos créditos, até de publico reconheço que houve alguns exageros mas foram importantes dentro do contexto para que a sociedade toma-se conhecimento de como funcionava e funciona o submundo do crime do colarinho branco.
    Agora fazer o quê diante de um congresso composto 594 membros e estando boa parte deles inseridos na operação e devidamente comprovados as suas participações.

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PF aponta suposto repasse de R$ 60 mil a Allyson em esquema de contratos da saúde

Foto: Reprodução

Interceptações telefônicas analisadas pela Polícia Federal indicam um suposto repasse de R$ 60 mil ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, dentro de um contrato de R$ 400 mil para compra de materiais médicos. O caso veio à tona nesta terça-feira (27) e ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pela TV Globo.

Segundo a investigação, apenas R$ 140 mil teriam sido usados para o fim contratado, ou seja, a compra de insumos hospitalares. O restante do dinheiro, de acordo com os diálogos interceptados entre empresários, teria sido dividido como comissões e possíveis vantagens indevidas, incluindo valores destinados a sócios da empresa, a uma mulher ainda não identificada e ao prefeito citado nas conversas.

Os investigadores detalham que o rateio mencionado nos diálogos seria de R$ 130 mil para os sócios, R$ 40 mil para uma terceira pessoa, R$ 30 mil para a empresa e R$ 60 mil atribuídos ao prefeito de Mossoró. O nome de Allyson Bezerra aparece nos diálogos analisados pela PF, mas, até o momento, a apuração segue em fase investigativa.

Operação Mederi

O caso é alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da CGU, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no RN, inclusive na residência do prefeito, onde foram apreendidos celular, computador e HDs.

A PF apura indícios de superfaturamento e pagamento por produtos que não teriam sido entregues, e chegou a encontrar dinheiro em espécie escondido em uma caixa de isopor.

A defesa de Allyson afirma que não há prova de envolvimento pessoal e que ele segue no cargo sem medidas restritivas.

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Dia do Orador reforça a importância da comunicação no mundo atual

Foto: Divulgação

O Dia do Orador chama atenção para uma habilidade cada vez mais essencial em um mundo marcado por excesso de informação, relações digitais e alta competitividade: a comunicação. Saber se expressar com clareza, segurança e intenção deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser um fator estratégico para quem busca crescimento profissional e pessoal.

A oratória não está restrita a palcos ou discursos formais. Ela se manifesta em situações cotidianas como reuniões, entrevistas, apresentações, negociações, gravação de vídeos e conversas importantes. Em muitos casos, não é a falta de conhecimento que limita oportunidades, mas a dificuldade de organizar ideias e transmiti-las de forma clara.

Especialistas apontam que profissionais tecnicamente competentes nem sempre conseguem ocupar espaços de destaque por insegurança ao falar, enquanto pessoas que dominam a narrativa tendem a ser mais lembradas, ouvidas e reconhecidas. Nesse cenário, comunicar bem se torna uma ferramenta de posicionamento.

Ao contrário do que ainda se acredita, falar bem não depende de talento natural. A comunicação envolve técnica, estrutura, controle emocional, uso da voz e postura corporal habilidades que podem ser aprendidas e desenvolvidas com método e prática. É com essa abordagem que a Vox2You, maior escola de oratória da América Latina, atua no desenvolvimento da comunicação aplicada à vida real, mostrando que a oratória é uma competência treinável.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia do Orador reforça a importância de investir em comunicação. Em um mundo onde ser compreendido faz diferença, aprender a se expressar melhor é uma forma de ampliar oportunidades, fortalecer relações e ocupar espaços com mais segurança e clareza.

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Tarcísio diz que não seria candidato à Presidência nem se Bolsonaro pedisse

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira, 27, em entrevista à rádio Jovem Pan Sorocaba.

“Isso (Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência) não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador.

Tarcísio também comentou a conversa que pretende ter com o ex-presidente durante visita marcada para esta quinta-feira, 29. Segundo ele, o encontro não terá como foco a disputa eleitoral, mas um gesto de solidariedade.

Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, disse.

O governador voltou a reafirmar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Segundo ele, seu candidato é Jair Bolsonaro ou quem o ex-presidente escolher.

Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, afirmou. Tarcísio disse ainda considerar natural que um integrante da família gere mais confiança ao ex-presidente, que está preso, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre rumores de uma discussão com Flávio Bolsonaro em razão da eleição, o governador negou qualquer desentendimento.

“A conversa com Flávio sempre foi excepcional. Acho que fui a primeira pessoa a saber da decisão do presidente de que ele seria o candidato. Eu disse que ele podia contar comigo, porque estamos no mesmo projeto”, declarou.

Tarcísio tem reiterado que disputará a reeleição ao governo paulista e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como um possível nome para a corrida presidencial em 2026, afirma que apoiará Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente para a disputa do Planalto.

Estadão Conteúdo

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Governo Lula diz que não sabia de contrato de escritório de Lewandowski com Banco Master

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negaram à CNN que o Planalto tivesse conhecimento prévio do contrato firmado pelo escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, integrantes do governo tentam minimizar o episódio após a revelação de que o escritório de Lewandowski prestou consultoria ao banco enquanto ele ainda chefiava o Ministério da Justiça. Segundo apuração da CNN, a existência do contrato teria acelerado o pedido de demissão do ex-ministro, que deixou o cargo em 10 de janeiro.

Em nota, Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco, sem informar o período. Ministros do Planalto afirmam que Lula não sabia do contrato no momento da nomeação e sustentam que não houve conflito de interesses, pois o vínculo teria sido encerrado antes da posse.

A CNN apurou ainda que Lula se reuniu fora da agenda com Daniel Vorcaro, deixando claro que questões envolvendo o banco devem ser tratadas pelo Banco Central. O presidente também teve encontro com o ministro do STF Dias Toffoli, relator do caso, em dezembro, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Apesar do desgaste político, o governo afirma que manterá a defesa da autonomia da Polícia Federal e do Banco Central enquanto as investigações seguem.

Com informações do blog de Tainá Falcão, da CNN Brasil

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Saiba como votaram os vereadores de Natal na sessão da Câmara que decidiu manter o processo de cassação contra Brisa Bracchi

Imagem: reprodução/TV Câmara Natal

A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Natal que decidiu pela manutenção do processo que pode culminar na cassãção da vereadora Brisa Bracchi foi realizada nesta terça-feira (27). A única ausência da sessão foi a vereadora Anny Lagartixa. Três vereadores presentes na sessão se abstiveram de votar: Luciano Nascimento, Irapoã Nóbrega e João Batista. A vereadora Brisa Bracchi (acusada) e o vereadora Matheus Faustino (acusador) não participam da votação, segundo o regimento da Câmara.

Quinze parlamentares votaram contra o arquivamento do processo e nove votaram para que o processo fosse arquivado.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:

Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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VÍDEO: O encontro de Moraes com o presidente do BRB na mansão de Vorcaro, do Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes, segundo testemunhas ouvidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. Assista:

Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até sua casa porque “o homem estava lá”.

Quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna de Andreza Matais. Moraes estava acompanhado de um assessor na ocasião.

Ao chegar, o então chefe do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.

Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.

A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada, mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.

Aquele fim de semana com Paulo Henrique não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro.

O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky.

Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.

Vorcaro é conhecido por colecionar destilados e vinhos.

O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

O Metrópoles informou o ministro nesta segunda-feira, 26, sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.

  • Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília.
  • Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.
  • A compra do banco pelo BRB fracassou após reação negativa do mercado e veto do Banco Central.
  • A relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro.

Presença de Moraes demonstrava poder de Vorcaro

A presença do ministro mais poderoso da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe política sobre o alcance da influência do empresário mineiro.

Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.

O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129 milhões — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.

Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.

O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

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Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, maior número desde 2016; Nordeste lidera com 11,8 mil óbitos

Foto: PRF/divulgação

O Brasil registrou em 2024 o maior número de mortes no trânsito em oito anos, com 37.150 óbitos — alta de 6,5% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 34.881 mortes. Os dados são de levantamento da Vital Strategies com base em informações do Ministério da Saúde.

Pela primeira vez desde 2010, o Nordeste liderou em número absoluto de mortes, com 11.894 registros, superando o Sudeste, que teve 10.995, apesar de concentrar mais que o dobro da frota de veículos do país. A região também concentra metade das rodovias classificadas como péssimas em pesquisa recente da CNT.

O Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade, com 24,5 mortes por 100 mil habitantes. O Nordeste teve taxa de 20,8, enquanto o Sudeste registrou a menor, com 12,4.

Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que tem adotado medidas preventivas para reduzir a violência no trânsito, como melhorias na formação de condutores, fiscalização e infraestrutura. O governo destacou ainda programas para facilitar o acesso à CNH e incentivar bons condutores.

Com informações de Poder 360

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  1. E agora vai piorar sem precisar fazer auto escola para tirar habilitação. Vamos aguardar…

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VÍDEO: BG analisa desdobramentos políticos após Allyson Bezerra ser alvo de busca e apreensão em operação da PF

No programa Meio Dia RN desta terça-feira (27), Bruno Giovanni analisou os desdobramentos políticos após a operação da Polícia Federal no RN que teve como alvo de busca e apreesão, entre outros, o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra. Assista.

Opinião dos leitores

  1. Com certeza teve dedo De raposas felpudas a nível federal.kkkk
    Pois ele preferem um embate direita/Esquerda.

  2. Aposto o ferro de solda que o Bolsonaro usou pra queimar a tornozeleira…que o prefeito vai dizer que é perseguição política.

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“Eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, diz Fachin sobre o caso do Banco Master

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que não ficará “de braços cruzados” diante de eventuais questionamentos sobre a condução do caso Banco Master, hoje sob relatoria do ministro Dias Toffoli. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta terça-feira (27).

“Como presidente do tribunal, não posso antecipar juízo sobre circunstâncias que eventualmente serão apreciadas pelo colegiado. Parte do que foi mencionado envolve atos não jurisdicionais. Mas uma coisa é certa: quando for necessário atuar, eu não vou cruzar os braços. Doa a quem doer”, disse Fachin em entrevista à repórter Mariana Muniz, para o jornal O Globo.

O presidente da Corte também defendeu a nota institucional divulgada na semana passada em apoio a Toffoli, afirmando que o objetivo foi preservar a institucionalidade do Supremo e a regularidade da atuação do relator durante o recesso.

Pelas regras do tribunal, caberá à 2ª Turma do STF decidir se o caso permanece na Corte ou retorna à primeira instância. Fachin destacou que o Supremo e seus ministros não estão imunes a críticas.

Na segunda-feira (26), a bancada do Partido Novo apresentou notícia-crime à PGR e representação à Polícia Federal contra Toffoli, alegando “interferência atípica” no caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, porém, já havia arquivado pedidos de impedimento do ministro, afirmando que não há providências a serem tomadas no momento.

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Por 15 votos contra 9, Câmara de Natal decide manter processo que pede a cassação de Brisa

Foto: Elpídio Júnior

Por 15 votos contra 9, os vereadores de Natal decidiram manter o processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT) na comissão processante, em sessão extraordinária nesta terça-feira (27).

A votação foi contra o parecer da comissão especial que havia optado pelo arquivamento do processo. Além dos 15 votos a favor da manutenção do processo, 9 vereadores votaram a favor da extinção do processo, três se abstiveram e outros 2 se ausentaram da votação.

Veja abaixo como votaram os vereadores:

VOTARAM CONTRA  ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:

Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique

VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:

Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta

ABSTENÇÕES:
Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista

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  1. Esse caso já era para ter sido resolvido, evidencias muitas e cassação URGENTE, não dá mais para tolerar.

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