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“Não vá a festas clandestinas, barzinhos lotados. Já aguentamos nove meses no limite de todos nós, vamos aguentar mais um pouquinho”, pede o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia

Foto: Freepik/Ilustrativa

A recente disparada nos casos de coronavírus preocupa não apenas em Curitiba, mas em todo o Brasil. Por outro lado, a esperança vem ganhando força nos últimos dias com a aprovação e a chegada das vacinas mundo afora. Essa é a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Infectologia (SBI), o médico curitibano Clóvis Arns da Cunha.

Em relação ao aumento dos casos, Arns afirma que as medidas tomadas pelo governo do estado e prefeitura, em fechar bares e proibir a circulação de pessoas e o consumo de bebidas alcoólicas à noite deve ajudar a aliviar o quadro nos próximos dias. Enfatiza ainda que o início da vacinação nesta semana no Reino Unido, e a perspectiva de que a imunização chegue ao Brasil nos próximos meses, é a melhor notícia desde o início da pandemia. Segunda-feira (8), a prefeitura de Curitiba fechou acordo com o governo de São Paulo para receber a vacina chinesa Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan no Brasil

Ao ponto de o médico fazer um apelo, em especial aos jovens. “O recado para a população é: aguente um pouquinho mais. Não vá a festas clandestinas de centenas de pessoas, barzinhos lotados. Já aguentamos nove meses no limite de todos nós, vamos aguentar mais um pouquinho”, pede o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia em entrevista à Gazeta do Povo. Confira:

Qual é o momento agora da pandemia em Curitiba e no Paraná?

É um momento de grande desafio. Por outro lado, temos boas notícias. A perspectiva das vacinas é muito animadora, embora tenhamos um sinal de alerta pelo grande número de casos aqui em Curitiba, no Paraná e várias outras cidades do Brasil.
Duas dessas vacinas já terminaram a fase de avaliação e estão indo muito bem. Uma delas é a da Pfizer, que acaba de receber, no dia 2 de dezembro, a autorização de uso emergencial no Reino Unido, cuja vacinação começa essa semana. A vacina da Moderna deve seguir o mesmo caminho nos próximos dias. E temos outras: a da Oxford; a chinesa da Sinovac; e a da Janssen, que estão adiantadas da fase 3. Portanto, a mensagem é clara: temos vacinas eficazes chegando.

Mas o momento segue crítico.

O momento é crítico, sim. O número de casos aumentou muito em Curitiba e no Brasil, a ponto de continuar essa curva ascendente e não termos mais leitos e nem equipes de saúde para atender. Então o recado para a população é: aguente um pouquinho mais. Não vá para festas clandestinas de centenas de pessoas, barzinhos lotados, como estamos vendo. Os jovens têm que aguentar um pouquinho mais. Até a festa de família deve ser com poucas pessoas, de preferência em local arejado, com as janelas abertas e, até, se possível, em um lugar aberto, o que diminui muito o risco de infecção.
Além disso, qualquer pessoa que tenha sintomas de resfriado ou gripe não deve sair de casa. Deve se manter em isolamento até ser avaliado por um médico. Enfim, a mensagem tem que ser clara: aguentem mais um pouquinho. Se já aguentamos nove meses no limite de todos nós, temos que aguentar um pouco mais.

Esse recado vale especialmente para os jovens, não?

Embora a Covid seja leve para a maioria dos jovens, ela pode sim se tornar grave. E há ainda o risco de esse jovem levar a doença a seus pais ou avós, pessoas de mais de 60 anos que têm 15% a 20% mais chance de morrer. Para ele, jovem, é menos de 1%. Então, a mensagem é de otimismo em relação às vacinas, mas de alerta em relação ao comportamento humano. Todos nós cidadãos devemos coibir aglomerações. Para isso, devemos orientar nossos filhos, netos, parentes, enfim, os jovens.
Quando conversamos com nossos pacientes com Covid, muitos foram infectados por jovens. Porque como para o jovem a forma é geralmente leve ou mesmo assintomática, ele não fica em casa, continua saindo, e aí fica transmitindo o vírus. É um momento de alerta e prudência o que vivemos.

Por que nós não estamos vivendo uma segunda onda?

A gente não considera segunda onda porque em Curitiba e no Paraná estávamos começando a diminuir o número de casos [em outubro] e de repente subiu. Então não dá nem para chamar de segunda onda, porque não tivemos nenhum período em que estivéssemos quase sem internamentos. Nos dois serviços privados que coordeno aqui em Curitiba continuamos, mesmo na situação de menos incidência de casos, a internar de três a quatro pacientes por dia. Hoje isso saltou para de oito a dez internamentos diários. Houve aumento realmente significativo, mas nunca deixamos de ter uma fase de poucas infecções como na Europa, que ficou praticamente sem casos. Lá, sim, dá para chamar de segunda onda. Mas, mais importante do que se estamos na segunda onda ou se a primeira não acabou, é a mensagem para o curitibano e o paranaense fazer a sua parte como cidadão: que ele se cuide.

Na sua opinião, o que ocorreu para termos essa retomada dos casos tão expressiva, lotando os leitos dos hospitais após acharmos que o pico tinha sido entre julho e agosto?

O que aconteceu foi que, infelizmente, com a diminuição no número de casos, muitos jovens acharam que a pandemia havia acabado. Vimos bares lotados, festas noturnas lotadas, pessoal sem máscara, pessoal na fila sem o mínimo de distanciamento social, tudo o que a gente fala que é para evitar e não foi feito. Agora veio a conta. O coronavírus é que nem cartão de crédito: o que você gasta hoje, daqui alguns dias vem a cobrança.

O que o senhor achou das medidas restritivas tomadas pela prefeitura e governo do estado para frear a transmissão, como as proibições de abertura de bares, de circulação de pessoas e a venda de bebidas à noite?

Essa medida que o governo do estado e a prefeitura tomaram foi muito acertada. Essa situação do cidadão não poder sair de casa de noite evita de ele ir para festas e bares. Com isso, acho que em aproximadamente 10 dias vamos ver o número de casos cair novamente.

A falta de profissionais de saúde para atuar na pandemia voltou a ser uma preocupação.

A falta de profissionais é o fator mais limitante que temos, tanto no serviço público, quanto no privado. Esse é o principal desafio. E não só médicos, mas enfermeiros, fisioterapeutas, esse trio que faz o cerne do atendimento ao paciente com Covid. Em um dos serviços privados que coordeno somos 40 médicos e alguns contraíram Covid e ficaram 10 dias afastados. Isso com todos nós sobrecarregados, trabalhando 12, 14, 16 horas por dia, emendando o plantão noturno com o plantão diurno. Nós todos, médicos e profissionais de saúde, estamos muito no limite porque não é fácil você ter pacientes de Covid morrendo, alguns relativamente jovens, alguns colegas nossos morrendo. Todos os pacientes são igualmente importantes, mas quando você vê um colega que estava na batalha perder a vida, isso do ponto de vista emocional das equipes é muito impactante, muito doído. Igualmente é perder paciente em qualquer situação. Mas quando você perde um idoso de 90 anos, com mal de Alzheimer, numa fase de cuidados paliativos, você pensa “descansou”. Mas quando você perde um paciente de 50 anos ou de 40 anos, isso impacta muito a gente.

Estamos chegando no Natal. O movimento de pessoas nas compras preocupa?

Aquele comerciante, aquele industrial que está fazendo a lição de casa não deve ser punido. Hoje na maioria dos supermercados, na maioria dos shoppings há todas as medidas preventivas adequadas: distanciamento físico, com marcações na fila, todas as pessoas de máscara, álcool em gel à vontade… Eu não acho justo esse comerciante que fez a lição de casa ser punido. Por outro lado, aquela situação de bares que não controlaram seus frequentadores e deixaram as pessoas entrarem sem máscara, sem distanciamento físico, isso deve ser punido com o fechamento desses estabelecimentos. Porque o comportamento de quem frequenta e o comportamento do dono do bar, da festa, faz com que não só eles, mas todos nós possamos precisar de internamento.

Na minha visão não é só o poder público, não é só a Polícia Militar que tem que ir lá punir esses bares que não estão cumprindo as medidas de segurança sanitária. É dever de cada cidadão fazer sua parte. Na Europa, muitos países voltaram ao lockdown. Então para evitar que isso aconteça, cada um tem que fazer sua parte, sem precisar que a fiscalização ou a polícia tenha que interceder. Nós todos, na nossa família, nos nossos grupos de amigos, nos nossos grupos de WhatsApp, temos que colocar essa situação. Além disso, é importante um pacto de ouro: qualquer pessoa que tenha sintomas de resfriado ou gripe fique imediatamente em casa em isolamento respiratório, se isole da família, fique sozinho no quarto. Para fazer o exame você tem vários dias, mas se teve resfriado ou gripe fique imediatamente sozinho isolado no quarto. Teve tosse, febre, coriza, dor no corpo, não precisa esperar resultado do exame para se isolar.

O que o senhor recomenda para as festas de fim de ano?

Primeiro, evitar aglomerações. A festa de família deve ter núcleo pequeno. Se for uma casa grande, 10, 12 pessoas no máximo e desde que possam manter o distanciamento social o tempo todo, principalmente na hora de comer, em que a gente tira a máscara. Tem que usar a máscara sempre que estiver com outras pessoas, usar o álcool em gel ao colocar e tirar a máscara e em qualquer manipulação de objetos. O que temos visto: gente com Covid confirmada que continua fazendo corrida de Uber, continua indo no supermercado, na farmácia, sendo que hoje temos todos os atendimentos de delivery pra comida, farmácia, tudo que a pessoa não precisa para não sair de casa e expor a doença a outras pessoas.

O senhor está otimista com as vacinas?

Temos de ressaltar a importância de cada um fazer a sua parte, mas também temos que ser otimistas. Ainda tem um caminho a percorrer, mas agora essa perspectiva é de poucos meses. Para quem está há nove meses sofrendo com essa pandemia, ter a perspectiva da vacina no Brasil daqui dois, três meses, talvez até antes, é uma excelente notícia.

Como o senhor tem visto o tratamento da Covid-19 com medicamentos não comprovados cientificamente?

Nós, da Sociedade Brasileira de Infectologia, que representamos mais de mil médicos infectologistas pelo país, concordamos de usar os protocolos internacionais. Todos esses protocolos mostraram que, infelizmente, todos os estudos do tratamento precoce não têm impacto na evolução da doença. Usar hidroxicloroquina, ivermectina, zinco, ozônio retal e todas essas situações não comprovadas em estudos clínicos não diminuem as chances de contrair Covid grave. Adoraríamos que esses medicamentos dessem certo, mas eles não reduzem a possibilidade de o paciente morrer. Já vi médicos que não são especialistas dizendo “quem usar hidroxicloroquina ou ivermectina não vai evoluir mal”. Quero dizer que mais da metade dos pacientes graves que internam nos dois serviços que coordeno estão usando essas medicações. Ou seja, o médico que prescreve essa medicação no começo do tratamento, talvez até por questão ideológica, não segue acompanhando o paciente quando o quadro vira uma pneumonia com hipóxia, que é a falta de oxigênio.

Esse médico lá do começo não vai atender o paciente no estado grave – ou porque ele não fica sabendo do estado grave ou porque joga o paciente para outro médico. E depois ele vem na mídia e fala “eu tenho experiência de mil pacientes em que usei a hidroxicloroquina e foram bem”. É mentira! Por que a hidroxicloroquina dele funciona e a dos outros médicos, cujos pacientes estão batendo na porta dos hospitais, não funciona? De junho para cá, dezenas de estudos clínicos mostraram que esses remédios não funcionam, a ponto de nos Estados Unidos quem prescrever hidroxicloroquina fora do estudo clínico poder ser punido por má prática da medicina. O que os Estados Unidos fizeram? Doaram dois milhões de comprimidos de hidroxicloroquina para o Brasil, porque lá ninguém mais está usando. Portanto, é importante esclarecer que quando a população tem a hipóxia, tosse e outros sintomas da Covid, a gente recomenda usar o oxímetro.

Como a pessoa deve usar o oxímetro se tiver suspeita de Covid-19?

Na fase inicial, o paciente toma remédio para se sentir melhor, são analgésicos, remédios para febre. E a partir de então ele deve fazer o acompanhamento com o oxímetro digital, principalmente pacientes com mais de 60 anos ou que tenham outras doenças que possam levar à Covid grave, como diabetes, pressão alta, obesos, problemas pulmonares ou renais crônicos.

Com esse aparelhinho, o paciente consegue medir sua oximetria digital, que permite ver se você está ou não saturando bem, se você tem ou não hipóxia. Quando a saturação estiver em 95% ou mais, a pessoa pode ficar em casa. Na hora em que abaixar para 94% ou menos, a pessoa deve procurar um médico, que vai ver fazer tomografia ou outros exames para ver como está a oxigenação, a gasometria arterial e aí, sim, internar esse paciente no primeiro sinal de hipóxia, que acontece entre o quinto e o nono dia da doença. Com oxigenoterapia e dexametazona a maioria dos nossos pacientes está evoluindo bem. Para ter uma ideia em números: todos os dias damos de cinco a seis altas hospitalares de pacientes que, ao fazerem esse acompanhamento com o oxímetro digital, não precisaram de UTI, de ventilação mecânica.

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Esse babaca defende a teoria do #FiqueEmCasa
    Quando sentir falta de ar, procure um médico.
    Dou figa!

    1. Edison Cunha, se só morresse quem vai pra festa aglomerar era "bom", mas como o vírus não faz essa distinção é melhor todo mundo ficar ligado. O ideal era que quem se expõe sem necessidade assinar um termo abrindo mão da UTI.

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Novo relator do caso Master, Mendonça desiste de ir a congresso na Espanha que terá advogado de Vorcaro

Foto: Gustavo Moreno-SCO-STF

O novo relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, desistiu de participar de um congresso jurídico na Espanha após assumir a condução do processo.

Mendonça comunicou aos organizadores que não irá mais ao II Congresso Ibero-Brasileiro de Governança Global, que acontece ainda neste mês em Madri. A decisão foi tomada logo após ele ser sorteado para substituir Dias Toffoli na relatoria do caso que investiga o Banco Master. A informação é do blog do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Uma das mesas em que Mendonça participaria seria presidida por advogado de escritório que atua na defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e figura central das investigações.

Até então, o ministro estava confirmado na abertura, no encerramento e em outras três mesas do evento, organizado pelo Instituto Brasileiro de Direito Legislativo, em parceria com a Universidade de Salamanca.

Outro ministro do STF, Luiz Fux, também desistiu de comparecer dias antes. Com isso, nenhum integrante da Corte participará do congresso, embora ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior do Trabalho estejam confirmados.

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Alegria, cuidado e estrutura de ponta marcam a abertura do Carnaval do Povo em Parnamirim

A abertura do Carnaval do Povo em Parnamirim começou em grande estilo: foliões na avenida, clima contagiante e uma estrutura robusta disponibilizada pela gestão Nilda. A operação contou com serviços funcionando de forma integrada para garantir conforto, segurança e bem-estar. Na parte musical, o grande destaque da noite foi o show vibrante de Mara Pavanelly, que comandou o trio elétrico e levantou os foliões, em uma apresentação. A programação da sexta-feira também valorizou artistas locais e regionais, garantindo diversidade musical e participação popular do começo ao fim.

Entre os diferenciais, a Central de Serviços ao Folião virou ponto de apoio para quem precisasse de informações e suporte durante a festa. O espaço conta ainda com duas praças de alimentação, ampliadas para oferecer mais opções e comodidade ao público.

A estrutura de cuidado também ganhou reforço com contêineres de saúde e de assistência social, realizando atendimentos e ações preventivas. Crianças receberam pulseiras de identificação, garantindo mais tranquilidade para as famílias. Na avenida, também estão presentes os espaços de proteção às mulheres, com ações da Patrulha Maria da Penha e da campanha “Não é Não”, fortalecendo a mensagem de respeito e segurança.

Outro ponto importante é o programa de reciclagem, onde a prefeitura disponibilizou a Central do Reciclador para incentivar a coleta de materiais durante a festa, onde os catadores iriam receber o valor na hora, fazendo um carnaval mais limpo, sustentável e oportunizando renda.

“Planejamos cada detalhe para oferecer uma festa bem estruturada, com segurança e alegria para as famílias e turistas. Ver a avenida cheia, com tranquilidade e organização, mostra que estamos no caminho certo para fazer um grande Carnaval do Povo”, destacou Nilda.

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Careca do INSS prepara proposta de delação premiada; um dos pontos é expor negócios com Lulinha

Fotos: reprodução/Metrópoles

Preso desde setembro, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, avalia apresentar uma proposta de delação premiada às autoridades. Segundo apurou a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a iniciativa ganhou força após o avanço das investigações sobre familiares, especialmente com a prisão do filho, Romeu Carvalho Antunes, apontado como operador do esquema.

O caso é investigado pela CPMI do INSS, que também pretende ouvir Tânia Carvalho dos Santos, esposa do acusado. A possibilidade de depoimento dela teria aumentado a disposição de Careca em colaborar.

Segundo apuração, o operador estaria disposto a relatar negócios envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, com supostas operações de lobby nas áreas de educação, saúde e no próprio esquema do INSS. O processo tem como relator no Supremo Tribunal Federal o ministro André Mendonça.

Apesar das tratativas, há dúvidas se uma eventual delação seria aceita pelo Ministério Público. A defesa de Careca nega oficialmente a intenção de firmar acordo.

Lulinha no exterior

Como já revelado, Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o filho vive atualmente em Madri, na Espanha, desde o avanço das apurações. O presidente afirmou que orientou o filho a se defender e declarou apoio à instalação da CPMI.

Negócios investigados

As investigações apontam que Lulinha teria atuado na articulação política da empresa World Cannabis, voltada à produção de medicamentos à base de cannabis medicinal, com possível interesse em fornecimento ao SUS. Segundo a apuração, ele teria recebido valores milionários, além de pagamentos mensais.

A Polícia Federal também apura o envolvimento de outras autoridades com foro privilegiado, incluindo o senador Weverton Rocha.

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CARNAVAL EM NATAL: Confira a programação de shows, bloquinhos e eventos de rua deste sábado (14)

Foto: Márcio Santos / divulgação

O sábado (14) de Carnaval movimenta Natal com programação espalhada por vários polos, reunindo shows, blocos de rua e eventos alternativos ao longo do dia e da noite. A festa começa cedo e vai do axé ao rock, passando pela música eletrônica e atrações infantis.

Polos oficiais

Ponta Negra (a partir das 19h)

A programação inclui Banda Detroit (com concentração às 16h na orla), Priscilla Freire, Luiz Caldas, Márcia Fellipe e Banda Mel.

Avenida da Alegria (a partir das 14h)

Shows de Grafith, Banda Mel e Capilé.

Ginásio Nélio Dias (a partir das 19h)

Sobem ao palco Márcia Fellipe, Pagode do Coxa, Cavaleiros do Forró e Soanata.

Blocos e eventos de rua

O Bloco Submarino Amarelo concentra foliões às 16h, no Largo do Atheneu, com acesso gratuito.

Já o Bloco dos Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens se concentra às 16h em Ponta Negra, com saída às 18h.
Também em Ponta Negra, o Bloco Folia Ducurió começa às 17h30.

No Largo da Rua Chile, o Festival Acorda Clubber tem início às 16h, com foco na música eletrônica e ingressos gratuitos mediante retirada online.

Programação infantil

O Mundo Bita se apresenta às 15h, na Prainha da Via Costeira, com show gratuito, orquestra ao vivo e repertório carnavalesco.

Rock e programação alternativa

Em Pirangi, o bloco Atrasados para Woodstock reúne fãs de rock e heavy metal a partir das 17h, na Prainha de Pirangi.

No Figa Bar, o Baile Defumado começa às 19h, com DJs do coletivo Noites do Norte e show da banda Skarimbó. Entrada a R$ 10.

Região metropolitana

Em Parnamirim, o Carnaval do Povo acontece na Praça São Sebastião, a partir das 18h, com Bloco Kids, Márcia Fellipe, Grafith, Jr. Bahia e Forró de Grif.

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Alceu Valença abre programação de shows em Ponta Negra

Um dos maiores artistas do carnaval brasileiro, Alceu Valença abriu os festejos da extensa programação do Carnaval de Natal no Polo Ponta Negra, nesta sexta-feira (13). Mais de 40 mil pessoas também acompanharam os shows da Banda Cavaleiros e da dupla Rafa e Pipo.

O DJ Samir apresentou um repertório mixado e eclético para conduzir o público ao frevo e aos clássicos de Alceu. “A viagem foi demorada, mas a energia de Natal e de vocês compensa. Obrigado ao prefeito pelo convite. O carnaval de Natal está para arrombar”, brincou o pernambucano.

Para o prefeito Paulinho Freire, a parceria contribui para ampliar a estrutura e garantir uma festa organizada e acessível à população. “Nosso objetivo é fazer um carnaval cada vez mais estruturado, que acolha as pessoas, valorize a cultura e gere oportunidades. Esse trabalho conjunto permite oferecer uma festa maior, com mais segurança, conforto e participação popular”, destacou.

No palco, outro convidado especial chamou a atenção: Richard Gabriel, de apenas 8 anos, fã de Alceu desde os 2. Foi a quinta tentativa de falar com o ídolo, mas, dessa vez, conseguiu entregar um desenho ao cantor e recebeu em troca um abraço e um beijo na testa.

“Alceu é cultura que atravessa gerações. Tem letras que remetem ao Nordeste”, disse o pequeno. A mãe, Elizabeth Oliveira, acredita que a admiração é algo espontâneo. “Ele só dorme escutando ‘Anunciação’, mesmo sem nunca termos influenciado. Acho que é algo muito dele.”

Acompanhado da avó, Cristina Grimaldi, Lucas Morais, de 13 anos, levou um dos muitos vinis do artista para tentar um autógrafo na área de backstage. “Não consegui, mas só em vê-lo de perto já valeu. Foi a primeira vez e vou tentar outras”, contou.

Na sequência, a banda Cavaleiros deixou o forró de lado para entrar no ritmo da folia carnavalesca, com repertório especial para o reinado de Momo. Já a dupla Rafa e Pipo, herdeiros do hitmaker Bell Marques, trouxe o axé baiano ao palco, já avançando pela madrugada.

Quem também aproveitou a festa foi o ambulante Reinaldo da Silva. “É um período bom para a gente. O Natal praticamente emenda com o carnaval, e ganhamos um extra para aliviar as contas nesse início de ano, que é sempre mais pesado.”

Assim como em todos os eventos promovidos pela Prefeitura do Natal, foram montados espaços reservados e próximos ao palco para pessoas com deficiência e também para pessoas com mobilidade reduzida. Salete Ramos elogiou a iniciativa. “É bom termos essa atenção especial. Aproveitamos bem melhor os shows, que estão ótimos.”

A secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, destacou a melhoria da estrutura no Polo Ponta Negra. “Descemos a estrutura da Praça Cláudio Porpino para a orla, onde podemos comportar maior público e oferecer mais serviços, conforto e segurança, com três postos médicos de atendimento imediato e um posto avançado, além de dois palcos maiores, que evitam espera entre os shows.”

Assim como na prévia de carnaval realizada no último fim de semana na Redinha, a Prefeitura retomou a iniciativa do Protocolo Unificado de Atendimento, que integra os serviços ofertados pelas secretarias municipais durante os eventos. A ação estabelece diretrizes para o acolhimento de pessoas em situação de risco, incluindo mulheres, idosos, crianças e pessoas com deficiência.

Segundo a secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro, foram estruturadas três salas destinadas a esse protocolo, instaladas nos principais polos carnavalescos da cidade: Ponta Negra, Ginásio Nélio Dias e Avenida da Alegria. A ação envolve equipes das secretarias de Direitos Humanos, da Mulher, da Assistência Social e de Segurança. Situações identificadas pela produção ou pelas forças de segurança são comunicadas por rádio para encaminhamento e acolhimento adequados.

Neste sábado (14), os shows ocorrem nos polos Ponta Negra, Avenida da Alegria, na Redinha, e no pátio do Ginásio Nélio Dias, também na Zona Norte de Natal, além dos blocos no Largo do Atheneu. Em Ponta Negra, sobem ao palco o potiguar Sueldo Soares, a Banda Mel, Priscila Freire e Márcia Felipe. Na Avenida da Alegria, apresentam-se Banda Grafith, Banda Mel e Capilé. Já no Ginásio Nélio Dias, a programação contará com Márcia Felipe, Pagode do Coxa, Cavaleiros do Forró e Soanata. Os shows têm início por volta das 19h.

O Carnaval de Natal 2026 conta com apresentação de Esportes da Sorte e é uma realização da Prefeitura do Natal.

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Litoral do RN tem 11 trechos impróprios para banho no Carnaval

Foto: Magnus Nascimento

Quem pretende aproveitar o Carnaval no litoral potiguar deve redobrar a atenção. Onze trechos de praias do Rio Grande do Norte estão impróprios para banho, segundo o boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Idema. O boletim atual é válido até a próxima quinta-feira (19).

Os pontos impróprios para banho são:

  • Bacupari (Rua Antônio Henrique Souto) – Baía Formosa
  • Porto (Praça da Conceição) – Baía Formosa
  • Sibaúma (Restaurante Sabores do Mar) – Tibau do Sul
  • Pirangi do Sul (Igreja) – Nísia Floresta
  • Foz do Rio Pirangi – Nísia Floresta
  • Rio Pirangi (Ponte Nova) – Parnamirim
  • Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium) – Parnamirim
  • Areia Preta (Escadaria de Mãe Luiza) – Natal
  • Praia dos Artistas (Centro de Artesanato) – Natal
  • Praia do Meio (Quiosque 13) – Natal
  • Redinha (Rio Potengi) – Natal

Durante o verão, o Idema monitora 51 pontos de banho, número maior que o restante do ano, abrangendo praias de Tibau até Baía Formosa. A classificação leva em conta a presença de coliformes fecais na água, conforme critérios do Conama. O monitoramento faz parte do Programa Água Azul, desenvolvido em parceria com o IFRN e a Funcern.

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HISTÓRICO: Lucas Pinheiro Braathen conquista medalha de ouro inédita para o Brasil nas Olimpíadas de Inverno

Foto: Rafael Bello/COB

O Brasil entrou para a história dos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado (14). Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha olímpica do país — e da América Latina — em competições de inverno, e logo no lugar mais alto do pódio, ao vencer o slalom gigante do esqui alpino.

O ouro veio após domínio nas duas descidas da prova. Lucas foi o mais rápido na primeira, com 1min13s92, abrindo quase um segundo de vantagem sobre o suíço Marco Odermatt, que terminou com a prata. O bronze ficou com Loic Meillard.

Na segunda descida, o brasileiro confirmou a liderança ao marcar 1min19s95, fechando o tempo total em 2min25s00 e garantindo o título olímpico.

Até então, o melhor resultado do Brasil em Jogos de Inverno era o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006.

Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho do norueguês Bjorn Braathen com a brasileira Alessandra Pinheiro de Castro. Ele compete pelo Brasil e se tornou, neste sábado, um nome histórico do esporte nacional.

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CASO MASTER: Polícia Federal prepara relatório sobre menções a Alexandre de Moraes em celular de Vorcaro

Foto: reprodução Oeste/Redes Sociais

A Polícia Federal prepara um novo relatório para o Supremo Tribunal Federal sobre mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro que fazem menção ao ministro Alexandre de Moraes. O documento será encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin. A existência do novo relatório foi revelada por Malu Gaspar, em O Globo, e confirmada por fontes ligadas à investigação.

O material segue o mesmo formato do relatório entregue no início da semana com referências ao ministro Dias Toffoli. Classificado como “informação de Polícia Judiciária”, o texto apenas descreve os achados da PF, sem pedir afastamento ou declaração de suspeição.

As mensagens analisadas citam ao menos duas visitas de Moraes à residência de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília. Em uma delas, o ministro teria conversado rapidamente com Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília. À época, Moraes negou ter participado de reunião com o dirigente.

O episódio ocorreu no período em que Vorcaro buscava viabilizar a venda do Banco Master ao BRB. Paralelamente, a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato de consultoria com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões.

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VÍDEO: Edilson Capetinha é desclassificado e BBB26 bate recorde de expulsões por agressão

O ex-jogador Edilson Capetinha foi expulso do BBB 26 na manhã deste sábado (14/2). O pentacampeão agrediu Leandro após uma discussão dentro do quarto em que os dois dormem. A decisão foi comunicada aos participantes na casa e a TV Globo se pronunciou por meio de nota.

Em nota, a TV Globo afirmou que Edilson “ultrapassou os limites e descumpriu as regras do programa”.

“Edilson foi desclassificado do BBB 26. Após análise das imagens do participante com Leandro, constatou-se que Edilson ultrapassou os limites e descumpriu as regras do programa. Mais informações serão apresentadas no programa de hoje por Tadeu Schmidt”, afirmou.

As imagens mostram o momento em que o ex-jogador perdeu o controle no meio do bate-boca e atingiu o colega de confinamento. Edilson também teria feito ameaças contra Leandro. Os dois estavam sozinhos no quarto no momento da agressão.

Após o embate entre os dois, Leandro tentou apertar o botão de desistência mas foi contido por outros participantes.

Recorde de expulsões por agressão

Em pouco mais de um mês desde a estreia do BBB 26, quatro participantes deixaram o reality por desistência, desclassificação ou expulsão. Antes de Edilson, Paulo Augusto e Sol Vega deixaram o reality após se envolverem em agressões físicas.

Pedro também saiu do programa após ser acusado de assediar Jordana e decidiu desistir antes de ser desclassificado. Além deles, Henri Castelli precisou deixar a casa do BBB 26 por razões médicas.

Com informações de Metrópoles

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67% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram pela nova isenção do Imposto de Renda, diz pesquisa Quaest

Foto: Marcos Serra / g1

Mesmo após a entrada em vigor da nova isenção do Imposto de Renda, a maioria dos brasileiros afirma não ter sentido efeito no bolso. Pesquisa da Quaest mostra que 67% dizem não ter sido beneficiados, nem pessoalmente nem na renda familiar, pela medida que isenta salários de até R$ 5.000 mensais.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 5 e 9 de fevereiro. Apenas 30% afirmaram ter recebido algum benefício, enquanto 3% não souberam responder.

Entre os que disseram ter sido beneficiados, 50% afirmam não ter percebido mudança na renda. Outros 32% relataram impacto pequeno e só 15% disseram ter notado aumento relevante. O restante não soube avaliar.

O recorte político mostra diferenças claras. Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% afirmaram ter sido beneficiados. O índice é semelhante entre eleitores da esquerda não lulista (43%). Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, apenas 12% relataram algum ganho. Na direita não bolsonarista, o percentual foi de 26%, e entre independentes, 29%.

A nova regra isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil ao ano) e prevê descontos graduais para rendas de até R$ 7.350. Antes da mudança, a expectativa do governo era de um acréscimo mensal de até R$ 312,89 para quem estava no teto da isenção.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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