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“Não vá a festas clandestinas, barzinhos lotados. Já aguentamos nove meses no limite de todos nós, vamos aguentar mais um pouquinho”, pede o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia

Foto: Freepik/Ilustrativa

A recente disparada nos casos de coronavírus preocupa não apenas em Curitiba, mas em todo o Brasil. Por outro lado, a esperança vem ganhando força nos últimos dias com a aprovação e a chegada das vacinas mundo afora. Essa é a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Infectologia (SBI), o médico curitibano Clóvis Arns da Cunha.

Em relação ao aumento dos casos, Arns afirma que as medidas tomadas pelo governo do estado e prefeitura, em fechar bares e proibir a circulação de pessoas e o consumo de bebidas alcoólicas à noite deve ajudar a aliviar o quadro nos próximos dias. Enfatiza ainda que o início da vacinação nesta semana no Reino Unido, e a perspectiva de que a imunização chegue ao Brasil nos próximos meses, é a melhor notícia desde o início da pandemia. Segunda-feira (8), a prefeitura de Curitiba fechou acordo com o governo de São Paulo para receber a vacina chinesa Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan no Brasil

Ao ponto de o médico fazer um apelo, em especial aos jovens. “O recado para a população é: aguente um pouquinho mais. Não vá a festas clandestinas de centenas de pessoas, barzinhos lotados. Já aguentamos nove meses no limite de todos nós, vamos aguentar mais um pouquinho”, pede o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia em entrevista à Gazeta do Povo. Confira:

Qual é o momento agora da pandemia em Curitiba e no Paraná?

É um momento de grande desafio. Por outro lado, temos boas notícias. A perspectiva das vacinas é muito animadora, embora tenhamos um sinal de alerta pelo grande número de casos aqui em Curitiba, no Paraná e várias outras cidades do Brasil.
Duas dessas vacinas já terminaram a fase de avaliação e estão indo muito bem. Uma delas é a da Pfizer, que acaba de receber, no dia 2 de dezembro, a autorização de uso emergencial no Reino Unido, cuja vacinação começa essa semana. A vacina da Moderna deve seguir o mesmo caminho nos próximos dias. E temos outras: a da Oxford; a chinesa da Sinovac; e a da Janssen, que estão adiantadas da fase 3. Portanto, a mensagem é clara: temos vacinas eficazes chegando.

Mas o momento segue crítico.

O momento é crítico, sim. O número de casos aumentou muito em Curitiba e no Brasil, a ponto de continuar essa curva ascendente e não termos mais leitos e nem equipes de saúde para atender. Então o recado para a população é: aguente um pouquinho mais. Não vá para festas clandestinas de centenas de pessoas, barzinhos lotados, como estamos vendo. Os jovens têm que aguentar um pouquinho mais. Até a festa de família deve ser com poucas pessoas, de preferência em local arejado, com as janelas abertas e, até, se possível, em um lugar aberto, o que diminui muito o risco de infecção.
Além disso, qualquer pessoa que tenha sintomas de resfriado ou gripe não deve sair de casa. Deve se manter em isolamento até ser avaliado por um médico. Enfim, a mensagem tem que ser clara: aguentem mais um pouquinho. Se já aguentamos nove meses no limite de todos nós, temos que aguentar um pouco mais.

Esse recado vale especialmente para os jovens, não?

Embora a Covid seja leve para a maioria dos jovens, ela pode sim se tornar grave. E há ainda o risco de esse jovem levar a doença a seus pais ou avós, pessoas de mais de 60 anos que têm 15% a 20% mais chance de morrer. Para ele, jovem, é menos de 1%. Então, a mensagem é de otimismo em relação às vacinas, mas de alerta em relação ao comportamento humano. Todos nós cidadãos devemos coibir aglomerações. Para isso, devemos orientar nossos filhos, netos, parentes, enfim, os jovens.
Quando conversamos com nossos pacientes com Covid, muitos foram infectados por jovens. Porque como para o jovem a forma é geralmente leve ou mesmo assintomática, ele não fica em casa, continua saindo, e aí fica transmitindo o vírus. É um momento de alerta e prudência o que vivemos.

Por que nós não estamos vivendo uma segunda onda?

A gente não considera segunda onda porque em Curitiba e no Paraná estávamos começando a diminuir o número de casos [em outubro] e de repente subiu. Então não dá nem para chamar de segunda onda, porque não tivemos nenhum período em que estivéssemos quase sem internamentos. Nos dois serviços privados que coordeno aqui em Curitiba continuamos, mesmo na situação de menos incidência de casos, a internar de três a quatro pacientes por dia. Hoje isso saltou para de oito a dez internamentos diários. Houve aumento realmente significativo, mas nunca deixamos de ter uma fase de poucas infecções como na Europa, que ficou praticamente sem casos. Lá, sim, dá para chamar de segunda onda. Mas, mais importante do que se estamos na segunda onda ou se a primeira não acabou, é a mensagem para o curitibano e o paranaense fazer a sua parte como cidadão: que ele se cuide.

Na sua opinião, o que ocorreu para termos essa retomada dos casos tão expressiva, lotando os leitos dos hospitais após acharmos que o pico tinha sido entre julho e agosto?

O que aconteceu foi que, infelizmente, com a diminuição no número de casos, muitos jovens acharam que a pandemia havia acabado. Vimos bares lotados, festas noturnas lotadas, pessoal sem máscara, pessoal na fila sem o mínimo de distanciamento social, tudo o que a gente fala que é para evitar e não foi feito. Agora veio a conta. O coronavírus é que nem cartão de crédito: o que você gasta hoje, daqui alguns dias vem a cobrança.

O que o senhor achou das medidas restritivas tomadas pela prefeitura e governo do estado para frear a transmissão, como as proibições de abertura de bares, de circulação de pessoas e a venda de bebidas à noite?

Essa medida que o governo do estado e a prefeitura tomaram foi muito acertada. Essa situação do cidadão não poder sair de casa de noite evita de ele ir para festas e bares. Com isso, acho que em aproximadamente 10 dias vamos ver o número de casos cair novamente.

A falta de profissionais de saúde para atuar na pandemia voltou a ser uma preocupação.

A falta de profissionais é o fator mais limitante que temos, tanto no serviço público, quanto no privado. Esse é o principal desafio. E não só médicos, mas enfermeiros, fisioterapeutas, esse trio que faz o cerne do atendimento ao paciente com Covid. Em um dos serviços privados que coordeno somos 40 médicos e alguns contraíram Covid e ficaram 10 dias afastados. Isso com todos nós sobrecarregados, trabalhando 12, 14, 16 horas por dia, emendando o plantão noturno com o plantão diurno. Nós todos, médicos e profissionais de saúde, estamos muito no limite porque não é fácil você ter pacientes de Covid morrendo, alguns relativamente jovens, alguns colegas nossos morrendo. Todos os pacientes são igualmente importantes, mas quando você vê um colega que estava na batalha perder a vida, isso do ponto de vista emocional das equipes é muito impactante, muito doído. Igualmente é perder paciente em qualquer situação. Mas quando você perde um idoso de 90 anos, com mal de Alzheimer, numa fase de cuidados paliativos, você pensa “descansou”. Mas quando você perde um paciente de 50 anos ou de 40 anos, isso impacta muito a gente.

Estamos chegando no Natal. O movimento de pessoas nas compras preocupa?

Aquele comerciante, aquele industrial que está fazendo a lição de casa não deve ser punido. Hoje na maioria dos supermercados, na maioria dos shoppings há todas as medidas preventivas adequadas: distanciamento físico, com marcações na fila, todas as pessoas de máscara, álcool em gel à vontade… Eu não acho justo esse comerciante que fez a lição de casa ser punido. Por outro lado, aquela situação de bares que não controlaram seus frequentadores e deixaram as pessoas entrarem sem máscara, sem distanciamento físico, isso deve ser punido com o fechamento desses estabelecimentos. Porque o comportamento de quem frequenta e o comportamento do dono do bar, da festa, faz com que não só eles, mas todos nós possamos precisar de internamento.

Na minha visão não é só o poder público, não é só a Polícia Militar que tem que ir lá punir esses bares que não estão cumprindo as medidas de segurança sanitária. É dever de cada cidadão fazer sua parte. Na Europa, muitos países voltaram ao lockdown. Então para evitar que isso aconteça, cada um tem que fazer sua parte, sem precisar que a fiscalização ou a polícia tenha que interceder. Nós todos, na nossa família, nos nossos grupos de amigos, nos nossos grupos de WhatsApp, temos que colocar essa situação. Além disso, é importante um pacto de ouro: qualquer pessoa que tenha sintomas de resfriado ou gripe fique imediatamente em casa em isolamento respiratório, se isole da família, fique sozinho no quarto. Para fazer o exame você tem vários dias, mas se teve resfriado ou gripe fique imediatamente sozinho isolado no quarto. Teve tosse, febre, coriza, dor no corpo, não precisa esperar resultado do exame para se isolar.

O que o senhor recomenda para as festas de fim de ano?

Primeiro, evitar aglomerações. A festa de família deve ter núcleo pequeno. Se for uma casa grande, 10, 12 pessoas no máximo e desde que possam manter o distanciamento social o tempo todo, principalmente na hora de comer, em que a gente tira a máscara. Tem que usar a máscara sempre que estiver com outras pessoas, usar o álcool em gel ao colocar e tirar a máscara e em qualquer manipulação de objetos. O que temos visto: gente com Covid confirmada que continua fazendo corrida de Uber, continua indo no supermercado, na farmácia, sendo que hoje temos todos os atendimentos de delivery pra comida, farmácia, tudo que a pessoa não precisa para não sair de casa e expor a doença a outras pessoas.

O senhor está otimista com as vacinas?

Temos de ressaltar a importância de cada um fazer a sua parte, mas também temos que ser otimistas. Ainda tem um caminho a percorrer, mas agora essa perspectiva é de poucos meses. Para quem está há nove meses sofrendo com essa pandemia, ter a perspectiva da vacina no Brasil daqui dois, três meses, talvez até antes, é uma excelente notícia.

Como o senhor tem visto o tratamento da Covid-19 com medicamentos não comprovados cientificamente?

Nós, da Sociedade Brasileira de Infectologia, que representamos mais de mil médicos infectologistas pelo país, concordamos de usar os protocolos internacionais. Todos esses protocolos mostraram que, infelizmente, todos os estudos do tratamento precoce não têm impacto na evolução da doença. Usar hidroxicloroquina, ivermectina, zinco, ozônio retal e todas essas situações não comprovadas em estudos clínicos não diminuem as chances de contrair Covid grave. Adoraríamos que esses medicamentos dessem certo, mas eles não reduzem a possibilidade de o paciente morrer. Já vi médicos que não são especialistas dizendo “quem usar hidroxicloroquina ou ivermectina não vai evoluir mal”. Quero dizer que mais da metade dos pacientes graves que internam nos dois serviços que coordeno estão usando essas medicações. Ou seja, o médico que prescreve essa medicação no começo do tratamento, talvez até por questão ideológica, não segue acompanhando o paciente quando o quadro vira uma pneumonia com hipóxia, que é a falta de oxigênio.

Esse médico lá do começo não vai atender o paciente no estado grave – ou porque ele não fica sabendo do estado grave ou porque joga o paciente para outro médico. E depois ele vem na mídia e fala “eu tenho experiência de mil pacientes em que usei a hidroxicloroquina e foram bem”. É mentira! Por que a hidroxicloroquina dele funciona e a dos outros médicos, cujos pacientes estão batendo na porta dos hospitais, não funciona? De junho para cá, dezenas de estudos clínicos mostraram que esses remédios não funcionam, a ponto de nos Estados Unidos quem prescrever hidroxicloroquina fora do estudo clínico poder ser punido por má prática da medicina. O que os Estados Unidos fizeram? Doaram dois milhões de comprimidos de hidroxicloroquina para o Brasil, porque lá ninguém mais está usando. Portanto, é importante esclarecer que quando a população tem a hipóxia, tosse e outros sintomas da Covid, a gente recomenda usar o oxímetro.

Como a pessoa deve usar o oxímetro se tiver suspeita de Covid-19?

Na fase inicial, o paciente toma remédio para se sentir melhor, são analgésicos, remédios para febre. E a partir de então ele deve fazer o acompanhamento com o oxímetro digital, principalmente pacientes com mais de 60 anos ou que tenham outras doenças que possam levar à Covid grave, como diabetes, pressão alta, obesos, problemas pulmonares ou renais crônicos.

Com esse aparelhinho, o paciente consegue medir sua oximetria digital, que permite ver se você está ou não saturando bem, se você tem ou não hipóxia. Quando a saturação estiver em 95% ou mais, a pessoa pode ficar em casa. Na hora em que abaixar para 94% ou menos, a pessoa deve procurar um médico, que vai ver fazer tomografia ou outros exames para ver como está a oxigenação, a gasometria arterial e aí, sim, internar esse paciente no primeiro sinal de hipóxia, que acontece entre o quinto e o nono dia da doença. Com oxigenoterapia e dexametazona a maioria dos nossos pacientes está evoluindo bem. Para ter uma ideia em números: todos os dias damos de cinco a seis altas hospitalares de pacientes que, ao fazerem esse acompanhamento com o oxímetro digital, não precisaram de UTI, de ventilação mecânica.

Gazeta do Povo

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  1. Esse babaca defende a teoria do #FiqueEmCasa
    Quando sentir falta de ar, procure um médico.
    Dou figa!

    1. Edison Cunha, se só morresse quem vai pra festa aglomerar era "bom", mas como o vírus não faz essa distinção é melhor todo mundo ficar ligado. O ideal era que quem se expõe sem necessidade assinar um termo abrindo mão da UTI.

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Bets notificam Globo, Band e RedeTV! sobre rescisão contratual caso Lula adote restrições a apostas online

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Globo, Band e RedeTV! estão entre as emissoras notificadas por empresas de apostas esportivas que ameaçam rescindir contratos caso o governo Lula adote novas restrições para o setor. A informação foi publicada pela coluna ‘Outro Canal’, da Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (24).

A reportagem cita que Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte comunicaram a possibilidade de rompimento. Clubes da Série A que mantêm contratos de patrocínio com as casas de apostas também teriam recebido notificações.

As bets estão entre os principais anunciantes da televisão aberta. Dados da Tunad citados pela Folha apontam que o setor investiu R$ 153 milhões em publicidade e patrocínios na TV somente em agosto.

Diante da possibilidade de saída das empresas, emissoras já avaliam alternativas. A Record, por exemplo, não negociou com a Betano uma nova cota para A Fazenda. A empresa patrocinava o programa desde 2021. Na Band, estão em avaliação os contratos de naming rights de Jogo Aberto e Os Donos da Bola.

A movimentação ocorre enquanto o governo discute novas medidas para o setor. Em reunião na terça-feira (22), representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e da Justiça trataram do combate às plataformas ilegais e de possíveis restrições às bets.

Até o momento, não há decisão oficial sobre uma proibição geral. O presidente Lula, porém, já declarou disposição para acabar com as bets e defendeu regras mais rígidas, incluindo restrições à publicidade e ao funcionamento dos cassinos on-line, como o chamado “jogo do tigrinho”.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Flávio promete incluir o Brasil no Escudo das Américas, aliança de países liderada por Trump contra organizações narcoterroristas

Foto: Reprodução/Canal TV Celular Flávio Bolsonaro

O Brasil poderá integrar o Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada pelos pelos EUA, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. “O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano que vem, porque eu vou colocar o Brasil também para se unir a todos esses países que vão se juntar para combater os narcoterroristas”, prometeu Flávio durante uma live na quarta-feira (23).

Flávio também disse que pretende propor ao Congresso uma mudança na legislação para classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.

Lançado em março, em Miami, o Escudo das Américas reúne países do continente para ações contra cartéis e o crime organizado. Na terça-feira (22), Estados Unidos e outros 14 governos assinaram uma declaração que classifica 24 organizações como “narcoterroristas transnacionais”, incluindo PCC e CV.

Na América do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru assinaram o documento. Brasil, Uruguai, Suriname e Venezuela ficaram de fora.

O governo Lula é contrário à classificação de PCC e CV como organizações terroristas. O Ministério da Justiça afirma que o Brasil já possui instrumentos legais para combater organizações criminosas, enquanto o Itamaraty alertou para possíveis consequências caso os EUA usem a classificação como justificativa para ações militares em território brasileiro.

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Lei torna obrigatório ensino de espanhol a partir do 6º ano nas escolas estaduais do RN

Foto: Geandson Oliveira/Novo

A rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte terá que oferecer língua espanhola aos estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e durante todo o ensino médio. A medida foi estabelecida pela Lei nº 12.905, sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (24).

A lei entrou em vigor na data da publicação, mas não estabelece um prazo específico para que todas as unidades da rede estadual comecem a oferecer a disciplina.

Apesar da obrigatoriedade da oferta, a matrícula na disciplina será facultativa para os alunos. A legislação determina que o ensino de espanhol siga as regras da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A Secretaria de Estado da Educação (SEEC) ficará responsável por definir a carga horária e a distribuição das aulas na grade curricular, respeitando as normas educacionais e a autonomia pedagógica das escolas.

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Rogério Marinho diz que AGU age como “militante do PT”

Imagem: Reprodução/X

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, acusou o advogado-geral da União, Jorge Messias, de agir como “militante do PT” após uma publicação de Messias citando o Banco Master.

“Quando o advogado-geral da União se comporta como militante do PT e abre mão de sua função institucional, só nos resta como brasileiros dar o cartão vermelho a ele e toda a caterva do PT, que usa o Estado brasileiro sem nenhuma cerimônia como extensão do partido”, escreveu Marinho no X.

O senador ainda acusou o governo de “patrimonialismo, aparelhamento, corrupção e desprezo pelas instituições” e encerrou a publicação com a frase: “O remédio é FLÁVIO 22”.

Messias havia afirmado que um candidato à Presidência procurou o dono do banco, Daniel Vorcaro, para pedir milhões em benefício da própria família. Sem citar Flávio nominalmente, o ministro também destacou a atuação do governo Lula no caso e afirmou que a Justiça cancelou R$ 4,7 bilhões em precatórios ligados ao Master.

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Vem aí a maior cobertura das Eleições 2026 no RN

Domingo, 4 de outubro, a partir das 10h, o Blog do BG e a 96 FM estarão juntos em 12 horas de transmissão ao vivo, com apuração voto a voto, análises, comentários e repórteres em todo o Estado.

Bruno Giovanni, Ênio Sinedino e uma grande equipe de jornalistas comandam a cobertura, com participações de Bruno Araújo, Dinarte Assunção, Gustavo Negreiros, Kelps Lima, Luis Henrique e Suzy Noronha.

Eleições 2026 é no Blog do BG e na 96 FM!

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Mensagens recuperadas do celular da lobista Roberta Luchsinger apontam pagamentos dela para Lulinha: “Deixará grana no Fábio”, “tem que pagar mais isso pro Fábio”

Mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

O celular da lobista Roberta Luchsinger revela uma rotina de pagamentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em uma das conversas, ela manda o motorista levar dinheiro ao filho mais velho do presidente Lula (PT). Em outra, aparece um pagamento de R$ 26.809 para uma agência de viagens usada por Roberta e Lulinha.

Em 29 de novembro de 2024, Roberta perguntou ao motorista Ulisses Barbosa Viana Junior: “Cadê o dinheiro?”. Logo depois, determinou: “Tem que levar lá no Fábio”. O motorista informou que o dinheiro estava no porta-malas de um Volvo. Roberta então orientou: “Tenho almoço no Cidade Jardim. De lá, você pegará Uber, deixará grana no Fábio e pega outro carro”.

Em 25 de julho de 2024, Roberta enviou a Ulisses o valor “26.809” e escreveu: “Tem que pagar mais isso para Fábio na TTW”. Ele respondeu que faria o pagamento e enviou o comprovante de um depósito de R$ 26.809 para a TTW Group, agência que organizava viagens internacionais de Roberta e Lulinha.

Trocas de mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Recibo de pagamento enviado por Ulisses a Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Outra conversa envolve R$ 100 mil. Em 8 de novembro de 2024, Roberta cobrou do ex-secretário de Saúde de Goiânia Quesede Ayres Henrique: “Ô Quesede, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra, que o homem tá me cobrando, criatura”. Pouco depois, reforçou: “Fez? Ele vai embarcar e tá me enchendo o saco”.

Trocas de mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Naquela noite, Lulinha embarcou em Guarulhos com destino a Lisboa, em voo da Latam, na classe premium business. O pagamento de R$ 100 mil foi feito por Quesede na conta da empresa RL Consultoria, de Roberta, por meio de uma empresa comercial de Goiânia.

Em outra conversa, de dezembro de 2023, Roberta chamou Lulinha de “sócio”: “meu sócio é guloso tá”.

Trocas de mensagens de Roberta LuchsingerImagem: Reprodução

Os diálogos fazem parte de investigações que envolvem Roberta e Lulinha no STF. Uma delas apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde relacionadas à venda de medicamentos derivados de maconha, como o CBD. Outras duas investigam supostos pagamentos a pessoas do entorno de Lula e possível tráfico de influência na Dataprev. Roberta também teria bancado viagens internacionais de Lulinha, incluindo uma ida à Finlândia para acompanhar a aurora boreal.

Com informações de Metrópoles

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Sicredi RN arrecada mais de 17 toneladas de alimentos em ações de solidariedade

Doações foram realizadas nos treinões, na Meia do Sol Sicredi e por associados durante o Dia C e serão destinadas a instituições sociais, lares de crianças, abrigos de idosos e outros

A Sicredi RN arrecadou, ao longo deste ano, mais de 17 toneladas de alimentos não perecíveis em diferentes ações de solidariedade realizadas no Rio Grande do Norte. As doações foram feitas por associados nas agências da cooperativa durante a campanha do Dia C – Dia de Cooperar e também por participantes dos treinões e da Meia do Sol Sicredi. As iniciativas fazem parte do compromisso da instituição de incentivar a solidariedade e contribuir para o desenvolvimento das comunidades onde atua.

Os alimentos arrecadados estão sendo destinados a instituições sociais, abrigos de idosos, lares de crianças em situação de vulnerabilidade, associações de acolhimento a pessoas com deficiência e comunidades periféricas dos municípios onde a cooperativa está presente. A estimativa é que mais de 100 iniciativas sociais e milhares de pessoas sejam beneficiadas pelas doações.

Para o presidente da Sicredi RN, Damião Monteiro, o resultado é fruto da participação de associados, colaboradores, atletas, voluntários e de todos que contribuíram com as campanhas. “Mais do que arrecadar alimentos, essas ações mostram na prática a força da cooperação. Quero agradecer a todos que doaram e, de forma especial, aos colaboradores da Sicredi, que ajudaram a mobilizar esse movimento. É assim que a cooperação ganha sentido e chega a quem mais precisa”, afirma.

Sobre a Sicredi RN

Fundada em 1993, a Sicredi RN é a maior instituição financeira cooperativa do estado. Com atuação em 12 cidades-polo, está presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte, oferecendo seu modelo cooperativo de relacionamento aos associados de diferentes perfis e apoiando a realização de projetos, o crescimento dos negócios e o desenvolvimento da economia local.

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Medida Provisória de Lula proibirá todas as bets no Brasil e deve ser assinada na sexta-feira (25), diz colunista do UOL


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Áreas técnicas do governo federal estiveram reunidas na manhã desta quinta-feira (24) para fechar os detalhes da Medida Provisória que proibirá a operação de todas as bets no Brasil. A coluna da jornalista Alicia Klein, do UOL, apurou que a MP deve seguir para assinatura do presidente amanhã (25) e ser publicada em edição extra do diário oficial ainda nesta sexta ou, no máximo, na segunda (28).

Em encontro com ministros ontem (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que seguirá com o caminho mais drástico, impedindo todo tipo de apostas no país, incluindo as esportivas e as de jogos on-line, como o Tigrinho.

A colunista do UOL apurou que a medida entrará em efeito rapidamente e que as operadoras terão um curtíssimo período para se ajustar ao fim da autorização para exploração de apostas de quota fixa (Lei nº 14.790, de dezembro de 2023, conhecida como Lei das Bets). Os agentes operadores, nacionais ou estrangeiros, não poderão mais oferecer, intermediar ou fazer publicidade de qualquer forma no território nacional.

Com enorme dependência do patrocínio das bets, alguns grandes clubes, federações e sindicatos de atletas chegaram a publicar uma nota conjunta dizendo que uma eventual proibição decretaria o “fim do futebol”.

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Flávio ironiza viagem em jatinho ligado a Vorcaro: “Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”

Imagem: Reprodução/X

Uma viagem feita por Flávio Bolsonaro (PL) em janeiro de 2025 colocou o senador no mesmo jatinho que tinha entre seus proprietários uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A informação foi publicada pela impresa e confirmada pelo próprio candidato à Presidência.

Ao comentar a reportagem, Flávio ironizou a associação com Vorcaro e citou o fato de a mesma aeronave ter sido usada posteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e pela advogada Viviane Barci de Moraes.

“Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu Flávio no X nesta quinta-feira (24) ao compartlihar notícia do site Poder 360.

De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela Piauí, cada participação de 33,33% da aeronave estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

O mesmo jatinho transportou Moraes e Viviane Barci em agosto de 2025. Na ocasião, o escritório da advogada afirmou que contratava serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que a escolha da aeronave era feita pela empresa. Ainda segundo o escritório, Vorcaro não estava nos voos do casal.

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Após pedir ao STF suspensão da pena, defesa de Bolsonaro desiste da medida

Foto: Ton Molina/STF

Duas horas após pedir ao STF a suspensão imediata da pena de Jair Bolsonaro (PL), a defesa do ex-presidente desistiu da medida nesta quinta-feira (24). Os advogados não apresentaram justificativa para a retirada do pedido.

A solicitação havia sido encaminhada ao ministro Nunes Marques, relator da revisão criminal apresentada pela defesa em maio. O objetivo era suspender a execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão até o julgamento definitivo da ação.

Na petição, os advogados questionaram a competência da Primeira Turma do STF para julgar Bolsonaro. Segundo a defesa, o Regimento Interno prevê que cabe ao plenário julgar crimes comuns cometidos pelo presidente da República. Como o texto não define expressamente o órgão competente para julgar um ex-presidente por fatos praticados durante o mandato, a defesa sustenta que o caso deveria ter sido analisado pelo plenário.

Os advogados também alegaram cerceamento de defesa pelo acesso tardio e incompleto às provas da investigação. Como exemplo, citaram a recente controvérsia envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro no Caso Master.

Segundo a defesa, situação semelhante teria ocorrido no processo contra Bolsonaro. Em fevereiro de 2025, Moraes autorizou o acesso aos elementos “utilizadas na denúncia”, sem liberar naquele momento todo o material apreendido durante a investigação.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. A revisão criminal, porém, seguirá tramitando mesmo após a desistência da medida cautelar.

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