Diversos

“Não vá a festas clandestinas, barzinhos lotados. Já aguentamos nove meses no limite de todos nós, vamos aguentar mais um pouquinho”, pede o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia

Foto: Freepik/Ilustrativa

A recente disparada nos casos de coronavírus preocupa não apenas em Curitiba, mas em todo o Brasil. Por outro lado, a esperança vem ganhando força nos últimos dias com a aprovação e a chegada das vacinas mundo afora. Essa é a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Infectologia (SBI), o médico curitibano Clóvis Arns da Cunha.

Em relação ao aumento dos casos, Arns afirma que as medidas tomadas pelo governo do estado e prefeitura, em fechar bares e proibir a circulação de pessoas e o consumo de bebidas alcoólicas à noite deve ajudar a aliviar o quadro nos próximos dias. Enfatiza ainda que o início da vacinação nesta semana no Reino Unido, e a perspectiva de que a imunização chegue ao Brasil nos próximos meses, é a melhor notícia desde o início da pandemia. Segunda-feira (8), a prefeitura de Curitiba fechou acordo com o governo de São Paulo para receber a vacina chinesa Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan no Brasil

Ao ponto de o médico fazer um apelo, em especial aos jovens. “O recado para a população é: aguente um pouquinho mais. Não vá a festas clandestinas de centenas de pessoas, barzinhos lotados. Já aguentamos nove meses no limite de todos nós, vamos aguentar mais um pouquinho”, pede o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia em entrevista à Gazeta do Povo. Confira:

Qual é o momento agora da pandemia em Curitiba e no Paraná?

É um momento de grande desafio. Por outro lado, temos boas notícias. A perspectiva das vacinas é muito animadora, embora tenhamos um sinal de alerta pelo grande número de casos aqui em Curitiba, no Paraná e várias outras cidades do Brasil.
Duas dessas vacinas já terminaram a fase de avaliação e estão indo muito bem. Uma delas é a da Pfizer, que acaba de receber, no dia 2 de dezembro, a autorização de uso emergencial no Reino Unido, cuja vacinação começa essa semana. A vacina da Moderna deve seguir o mesmo caminho nos próximos dias. E temos outras: a da Oxford; a chinesa da Sinovac; e a da Janssen, que estão adiantadas da fase 3. Portanto, a mensagem é clara: temos vacinas eficazes chegando.

Mas o momento segue crítico.

O momento é crítico, sim. O número de casos aumentou muito em Curitiba e no Brasil, a ponto de continuar essa curva ascendente e não termos mais leitos e nem equipes de saúde para atender. Então o recado para a população é: aguente um pouquinho mais. Não vá para festas clandestinas de centenas de pessoas, barzinhos lotados, como estamos vendo. Os jovens têm que aguentar um pouquinho mais. Até a festa de família deve ser com poucas pessoas, de preferência em local arejado, com as janelas abertas e, até, se possível, em um lugar aberto, o que diminui muito o risco de infecção.
Além disso, qualquer pessoa que tenha sintomas de resfriado ou gripe não deve sair de casa. Deve se manter em isolamento até ser avaliado por um médico. Enfim, a mensagem tem que ser clara: aguentem mais um pouquinho. Se já aguentamos nove meses no limite de todos nós, temos que aguentar um pouco mais.

Esse recado vale especialmente para os jovens, não?

Embora a Covid seja leve para a maioria dos jovens, ela pode sim se tornar grave. E há ainda o risco de esse jovem levar a doença a seus pais ou avós, pessoas de mais de 60 anos que têm 15% a 20% mais chance de morrer. Para ele, jovem, é menos de 1%. Então, a mensagem é de otimismo em relação às vacinas, mas de alerta em relação ao comportamento humano. Todos nós cidadãos devemos coibir aglomerações. Para isso, devemos orientar nossos filhos, netos, parentes, enfim, os jovens.
Quando conversamos com nossos pacientes com Covid, muitos foram infectados por jovens. Porque como para o jovem a forma é geralmente leve ou mesmo assintomática, ele não fica em casa, continua saindo, e aí fica transmitindo o vírus. É um momento de alerta e prudência o que vivemos.

Por que nós não estamos vivendo uma segunda onda?

A gente não considera segunda onda porque em Curitiba e no Paraná estávamos começando a diminuir o número de casos [em outubro] e de repente subiu. Então não dá nem para chamar de segunda onda, porque não tivemos nenhum período em que estivéssemos quase sem internamentos. Nos dois serviços privados que coordeno aqui em Curitiba continuamos, mesmo na situação de menos incidência de casos, a internar de três a quatro pacientes por dia. Hoje isso saltou para de oito a dez internamentos diários. Houve aumento realmente significativo, mas nunca deixamos de ter uma fase de poucas infecções como na Europa, que ficou praticamente sem casos. Lá, sim, dá para chamar de segunda onda. Mas, mais importante do que se estamos na segunda onda ou se a primeira não acabou, é a mensagem para o curitibano e o paranaense fazer a sua parte como cidadão: que ele se cuide.

Na sua opinião, o que ocorreu para termos essa retomada dos casos tão expressiva, lotando os leitos dos hospitais após acharmos que o pico tinha sido entre julho e agosto?

O que aconteceu foi que, infelizmente, com a diminuição no número de casos, muitos jovens acharam que a pandemia havia acabado. Vimos bares lotados, festas noturnas lotadas, pessoal sem máscara, pessoal na fila sem o mínimo de distanciamento social, tudo o que a gente fala que é para evitar e não foi feito. Agora veio a conta. O coronavírus é que nem cartão de crédito: o que você gasta hoje, daqui alguns dias vem a cobrança.

O que o senhor achou das medidas restritivas tomadas pela prefeitura e governo do estado para frear a transmissão, como as proibições de abertura de bares, de circulação de pessoas e a venda de bebidas à noite?

Essa medida que o governo do estado e a prefeitura tomaram foi muito acertada. Essa situação do cidadão não poder sair de casa de noite evita de ele ir para festas e bares. Com isso, acho que em aproximadamente 10 dias vamos ver o número de casos cair novamente.

A falta de profissionais de saúde para atuar na pandemia voltou a ser uma preocupação.

A falta de profissionais é o fator mais limitante que temos, tanto no serviço público, quanto no privado. Esse é o principal desafio. E não só médicos, mas enfermeiros, fisioterapeutas, esse trio que faz o cerne do atendimento ao paciente com Covid. Em um dos serviços privados que coordeno somos 40 médicos e alguns contraíram Covid e ficaram 10 dias afastados. Isso com todos nós sobrecarregados, trabalhando 12, 14, 16 horas por dia, emendando o plantão noturno com o plantão diurno. Nós todos, médicos e profissionais de saúde, estamos muito no limite porque não é fácil você ter pacientes de Covid morrendo, alguns relativamente jovens, alguns colegas nossos morrendo. Todos os pacientes são igualmente importantes, mas quando você vê um colega que estava na batalha perder a vida, isso do ponto de vista emocional das equipes é muito impactante, muito doído. Igualmente é perder paciente em qualquer situação. Mas quando você perde um idoso de 90 anos, com mal de Alzheimer, numa fase de cuidados paliativos, você pensa “descansou”. Mas quando você perde um paciente de 50 anos ou de 40 anos, isso impacta muito a gente.

Estamos chegando no Natal. O movimento de pessoas nas compras preocupa?

Aquele comerciante, aquele industrial que está fazendo a lição de casa não deve ser punido. Hoje na maioria dos supermercados, na maioria dos shoppings há todas as medidas preventivas adequadas: distanciamento físico, com marcações na fila, todas as pessoas de máscara, álcool em gel à vontade… Eu não acho justo esse comerciante que fez a lição de casa ser punido. Por outro lado, aquela situação de bares que não controlaram seus frequentadores e deixaram as pessoas entrarem sem máscara, sem distanciamento físico, isso deve ser punido com o fechamento desses estabelecimentos. Porque o comportamento de quem frequenta e o comportamento do dono do bar, da festa, faz com que não só eles, mas todos nós possamos precisar de internamento.

Na minha visão não é só o poder público, não é só a Polícia Militar que tem que ir lá punir esses bares que não estão cumprindo as medidas de segurança sanitária. É dever de cada cidadão fazer sua parte. Na Europa, muitos países voltaram ao lockdown. Então para evitar que isso aconteça, cada um tem que fazer sua parte, sem precisar que a fiscalização ou a polícia tenha que interceder. Nós todos, na nossa família, nos nossos grupos de amigos, nos nossos grupos de WhatsApp, temos que colocar essa situação. Além disso, é importante um pacto de ouro: qualquer pessoa que tenha sintomas de resfriado ou gripe fique imediatamente em casa em isolamento respiratório, se isole da família, fique sozinho no quarto. Para fazer o exame você tem vários dias, mas se teve resfriado ou gripe fique imediatamente sozinho isolado no quarto. Teve tosse, febre, coriza, dor no corpo, não precisa esperar resultado do exame para se isolar.

O que o senhor recomenda para as festas de fim de ano?

Primeiro, evitar aglomerações. A festa de família deve ter núcleo pequeno. Se for uma casa grande, 10, 12 pessoas no máximo e desde que possam manter o distanciamento social o tempo todo, principalmente na hora de comer, em que a gente tira a máscara. Tem que usar a máscara sempre que estiver com outras pessoas, usar o álcool em gel ao colocar e tirar a máscara e em qualquer manipulação de objetos. O que temos visto: gente com Covid confirmada que continua fazendo corrida de Uber, continua indo no supermercado, na farmácia, sendo que hoje temos todos os atendimentos de delivery pra comida, farmácia, tudo que a pessoa não precisa para não sair de casa e expor a doença a outras pessoas.

O senhor está otimista com as vacinas?

Temos de ressaltar a importância de cada um fazer a sua parte, mas também temos que ser otimistas. Ainda tem um caminho a percorrer, mas agora essa perspectiva é de poucos meses. Para quem está há nove meses sofrendo com essa pandemia, ter a perspectiva da vacina no Brasil daqui dois, três meses, talvez até antes, é uma excelente notícia.

Como o senhor tem visto o tratamento da Covid-19 com medicamentos não comprovados cientificamente?

Nós, da Sociedade Brasileira de Infectologia, que representamos mais de mil médicos infectologistas pelo país, concordamos de usar os protocolos internacionais. Todos esses protocolos mostraram que, infelizmente, todos os estudos do tratamento precoce não têm impacto na evolução da doença. Usar hidroxicloroquina, ivermectina, zinco, ozônio retal e todas essas situações não comprovadas em estudos clínicos não diminuem as chances de contrair Covid grave. Adoraríamos que esses medicamentos dessem certo, mas eles não reduzem a possibilidade de o paciente morrer. Já vi médicos que não são especialistas dizendo “quem usar hidroxicloroquina ou ivermectina não vai evoluir mal”. Quero dizer que mais da metade dos pacientes graves que internam nos dois serviços que coordeno estão usando essas medicações. Ou seja, o médico que prescreve essa medicação no começo do tratamento, talvez até por questão ideológica, não segue acompanhando o paciente quando o quadro vira uma pneumonia com hipóxia, que é a falta de oxigênio.

Esse médico lá do começo não vai atender o paciente no estado grave – ou porque ele não fica sabendo do estado grave ou porque joga o paciente para outro médico. E depois ele vem na mídia e fala “eu tenho experiência de mil pacientes em que usei a hidroxicloroquina e foram bem”. É mentira! Por que a hidroxicloroquina dele funciona e a dos outros médicos, cujos pacientes estão batendo na porta dos hospitais, não funciona? De junho para cá, dezenas de estudos clínicos mostraram que esses remédios não funcionam, a ponto de nos Estados Unidos quem prescrever hidroxicloroquina fora do estudo clínico poder ser punido por má prática da medicina. O que os Estados Unidos fizeram? Doaram dois milhões de comprimidos de hidroxicloroquina para o Brasil, porque lá ninguém mais está usando. Portanto, é importante esclarecer que quando a população tem a hipóxia, tosse e outros sintomas da Covid, a gente recomenda usar o oxímetro.

Como a pessoa deve usar o oxímetro se tiver suspeita de Covid-19?

Na fase inicial, o paciente toma remédio para se sentir melhor, são analgésicos, remédios para febre. E a partir de então ele deve fazer o acompanhamento com o oxímetro digital, principalmente pacientes com mais de 60 anos ou que tenham outras doenças que possam levar à Covid grave, como diabetes, pressão alta, obesos, problemas pulmonares ou renais crônicos.

Com esse aparelhinho, o paciente consegue medir sua oximetria digital, que permite ver se você está ou não saturando bem, se você tem ou não hipóxia. Quando a saturação estiver em 95% ou mais, a pessoa pode ficar em casa. Na hora em que abaixar para 94% ou menos, a pessoa deve procurar um médico, que vai ver fazer tomografia ou outros exames para ver como está a oxigenação, a gasometria arterial e aí, sim, internar esse paciente no primeiro sinal de hipóxia, que acontece entre o quinto e o nono dia da doença. Com oxigenoterapia e dexametazona a maioria dos nossos pacientes está evoluindo bem. Para ter uma ideia em números: todos os dias damos de cinco a seis altas hospitalares de pacientes que, ao fazerem esse acompanhamento com o oxímetro digital, não precisaram de UTI, de ventilação mecânica.

Gazeta do Povo

Opinião dos leitores

  1. Esse babaca defende a teoria do #FiqueEmCasa
    Quando sentir falta de ar, procure um médico.
    Dou figa!

    1. Edison Cunha, se só morresse quem vai pra festa aglomerar era "bom", mas como o vírus não faz essa distinção é melhor todo mundo ficar ligado. O ideal era que quem se expõe sem necessidade assinar um termo abrindo mão da UTI.

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Geral

Governo Lula detalha bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento; ministérios da Defesa, Cidades e Educação são os mais afetados

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento deste ano.

Somando ao bloqueio anteriormente realizado, a limitação em 2026 totaliza R$ 23,7 bilhões.

O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023.

Os ministérios mais afetados pela medida são os da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram maior parte dos cortes.

Um bloqueio no orçamento é como um “freio de emergência” temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido.

Veja os ministérios que mais sofreram com o bloqueio:

  1. Defesa (R$ 4,363 bilhões);
  2. Cidades (R$ 3,320 bilhões);
  3. Educação (R$ 1,605 bi);
  4. Transportes (R$ 1,500 bi);
  5. Fazenda (R$ 1,396 bi); e
  6. Saúde (R$ 1,002 bi).

Além dos ministérios, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares em R$ 4,9 bilhões.

As despesas discricionárias do Poder Executivo, aquelas destinadas ao custeio da máquina pública e a investimentos, sofreram uma contenção de R$ 18,7 bilhões.

Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram de fora da medida e não tiveram recursos bloqueados em seus orçamentos.

g1

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Geral

Aneel mantém bandeira amarela e conta de luz segue mais cara em junho

Foto: reprodução

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.

Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pela redução das chuvas em todo o país, o que diminui a geração de energia pelas hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Apesar da piora nas condições de geração, a agência evitou a adoção da bandeira vermelha patamar 1, que elevaria a cobrança extra para R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.

Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional. No entanto, a expectativa de um possível fenômeno El Niño no segundo semestre, com menos chuvas e temperaturas mais altas, pode pressionar os custos da energia nos próximos meses.

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Política

[VÍDEO] RECADO DOS EUA: PCC e CV “vão ser eliminados” após classificação como terroristas, diz porta-voz de Trump

Imagens: Reprodução/Metrópoles

A porta-voz do governo dos Estados Unidos, Amanda Robertson, afirmou nesta sexta-feira (29), em entrevista ao Metrópoles, que as facções criminosas PCC e Comando Vermelho (CV) “vão ser eliminadas”.

A declaração ocorre após os Estados Unidos classificarem as organizações criminosas como grupos terroristas.

Segundo Robertson, a gestão do presidente Donald Trump não aceita a atuação de grupos criminosos no hemisfério.

“Acho que a mensagem é muito clara: essa administração do presidente Trump não tolera a violência, não tolera que grupos criminosos atuem aqui no nosso hemisfério e no nosso país, e eles vão ser eliminados”, declarou a porta-voz.

A fala foi dada em meio ao endurecimento do discurso do governo americano sobre organizações criminosas transnacionais e segurança regional.

Com informações de Metrópoles

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Geral

VÍDEO: Autor do livro ‘Terrorismo à brasileira’ comenta classificação do PCC e CV pelos EUA: ‘Tudo que as facções fazem no Brasil é terrorismo’

O Dr. Carlos Eduardo, autor do livro “Terrorismo À Brasileira”, opinou em entrevista ao Canal Paulo Mathias sobre a classificação de PCC e CV como terroristas pelos EUA.

“No Direito Comparado, ou seja, no mundo à fora, eu via que tudo que as facções fazem no Brasil é terrorismo. Só aqui no Brasil é que é mais um dia comum. Meu estudo foi mostrar, pelo Direito Comparado, pelas regras da ONU e diversos países, que as definições de terrorismo estão muito diferentes daquelas que o legislador brasileiro troxe para legislação. Então eu provo, pelo Direito Comparado, que as facções fazem no Brasil é terrorismo em qualquer lugar do mundo. Os EUA apenas reconheceram aquilo que muitos fingiam não ver”, afirmou o Dr. Carlos Eduardo.

Na prática, a decisão dos Estados Unidos amplia o poder das autoridades americanas para bloquear dinheiro, aplicar sanções e punir qualquer pessoa ou empresa que tenha ligação com as facções.

Com a classificação de “terroristas globais”, todos os bens e ativos ligados aos grupos que estejam nos EUA ou sob controle de americanos poderão ser congelados. Já o enquadramento como “Organização Terrorista Estrangeira” torna ilegal oferecer apoio aos grupos dentro da jurisdição americana. Além do impacto financeiro, a classificação amplia o alcance das leis americanas fora do território dos Estados Unidos.

Com informações do Canal Paulo Mathias

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Economia

COFRE NO VERMELHO: Rombo das estatais encosta em R$ 6 bilhões e já passa todo 2025

Foto: Reprodução

As empresas estatais federais acumularam um déficit de R$ 5,94 bilhões entre janeiro e abril deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29).

O resultado negativo já supera o registrado em todo o ano de 2025, quando o déficit ficou em cerca de R$ 5,1 bilhões, e representa o pior desempenho da série histórica iniciada em 2022, de acordo com os números oficiais.

Os dados do BC mostram que a maior pressão nas contas ocorreu logo no início do ano. Apenas em janeiro, o grupo das estatais registrou déficit de R$ 4,9 bilhões.

Em abril, o saldo negativo somado das empresas públicas foi de R$ 1,78 bilhão, dividido da seguinte forma:

— Empresas federais: R$ 1,53 bilhão negativos;
— Empresas estaduais: R$ 326 milhões negativos;
— Empresas municipais: superávit de R$ 76 milhões.

Nos meses anteriores, também houve resultado negativo entre as estatais: R$ 568 milhões em fevereiro e R$ 469 milhões em março.

Para comparação, o déficit acumulado entre janeiro e abril havia sido de R$ 2,73 bilhões em 2025 e de R$ 1,68 bilhão no mesmo período de 2024.

Correios pressionam contas

Entre os casos de maior pressão sobre os resultados aparecem os Correios, que informaram ter encerrado 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

No ano passado, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um grupo de bancos, com garantia da União.

Alerta do TCU

Na quinta-feira (27), o TCU determinou que o Tesouro Nacional aprimore os critérios de análise para concessão de crédito a empresas estatais.

A decisão foi tomada durante julgamento que analisou irregularidades apontadas pelo tribunal na atuação do órgão em operação de empréstimo envolvendo os Correios.

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Política

A LOUCURA DAS PESQUISAS: 3 levantamentos divulgados nesta sexta (29) mostram resultados completamente diferentes no RN

Foto: Reprodução/Blog Robson Pires

Esta sexta-feira (29) foi marcada por uma verdadeira “salada de números” que confundiu o eleitor e incendiou os bastidores da disputa pelo Governo do RN.

Três pesquisas de intenção de voto diferentes foram divulgadas no mesmo dia e, em um cenário bizarro, cada instituto apontou um líder diferente para a corrida eleitoral de 2026.

No levantamento Media/O Potengi, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) aparece na liderança com 30,5% das intenções de voto no cenário estimulado, seguido por Allyson Bezerra (União) com 27,9% e Cadu Xavier (PT) com 14,1%.

Já na pesquisa do Instituto Item, divulgada pela TV Ponta Negra, o cenário muda completamente e quem lidera de forma isolada é o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, que crava 37,0% contra 25,2% de Álvaro Dias e 16,4% de Cadu Xavier.

Para fechar o nó na cabeça do eleitor potiguar, a pesquisa AtlasIntel, contratada pela Rádio 94 FM, trouxe o pré-candidato do PT, Cadu Xavier, na primeira colocação com 37,7% das menções, abrindo mais de 10 pontos de vantagem sobre Allyson Bezerra (27,6%) e Álvaro Dias (27,3%).

O contraste estatístico gerou uma comemoração tripla e imediata nas redes sociais dos três pré-candidatos, deixando a população sem saber em qual percentual acreditar.

Fotos: Divulgação/Pré-candidatos

Lei das Pesquisas

Vale lembrar que a legislação eleitoral prevê penas de 6 meses a 1 ano de detenção, além de multas pesadas, para a divulgação de pesquisas fraudulentas ou manipuladas.

Enquanto as punições não forem endurecidas pela Justiça, analistas apontam que a guerra de dados continuará sendo utilizada como ferramenta política para tentar induzir o eleitorado ao chamado “voto útil”.

Opinião dos leitores

  1. Metodologia. Vejam as amostragens, a forma de apuração e os intervalos de confiança. Ruim é ter que ir no TSE analisar pesquisa por pesquisa.

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Política

FORÇA NO INTERIOR: Prefeito do Seridó confirma apoio à reeleição de Zenaide Maia

 

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD) recebeu, na noite dessa sexta-feira (29), o apoio público do prefeito de Tenente Laurentino Cruz, Inácio Macedo. A parlamentar já conta com mais de 100 prefeitos apoiando a pré-candidatura dela à reeleição.

“Quero dizer ao povo de Tenente Laurentino que pode contar com esta senadora. Existe um partido maior que todos os outros, que se chama o povo, e é por ele que devemos trabalhar todos os dias”, afirmou Zenaide.

O município do Seridó recebeu mais de R$ 1 milhão através de emendas dela – recurso para compra de equipamentos agrícolas e para construção de uma praça.“Eu apoio a senadora Zenaide pelo trabalho que ela vem realizando no Senado e pela grande contribuição que tem dado a Tenente Laurentino, ao Seridó e ao Rio Grande do Norte”, afirmou Inácio.

As obras viabilizadas por Zenaide podem ser vistas por todo estado. Também nessa sexta, ela participou em Macaíba, da inauguração da UBS Vereador Gelson Lima da Costa Neto, no loteamento Santa Rosa, obra que foi possível graças a emenda dela. Com quase R$ 1 milhão em recursos destinados pela parlamentar ao município da Grande Natal, o prefeito Emídio Júnior agradeceu.

“Faço questão de agradecer a senadora. Graças as emendas advindas dela, mais duas unidades de saúde e uma escola serão inauguradas brevemente”, disse Emídio.

Senadora municipalista, Zenaide cultiva uma agenda de visitas aos municípios. Também nessa sexta, por exemplo, ela prestigiou a 3ª Expo Seridó, em Caicó. Ao lado dos vereadores Andinho Duarte, Fabinho da Saúde e Arthur Maynard, conversou com expositores, degustou produtos típicos do Seridó e atendeu a imprensa.

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Polícia

Deolane Bezerra é indiciada sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo concluiu oficialmente o relatório de indiciamento da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa desde o último dia 21 na Operação Vérnix.

Segundo informações da Veja, Deolane e mais seis pessoas foram indiciadas por lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e organização criminosa.

A investigação aponta que a influenciadora participava de um esquema sofisticado que utilizava a abertura de sucessivas empresas para movimentar e ocultar recursos do crime organizado. A Polícia Civil encontrou depósitos sem origem clara feitos por uma transportadora ligada ao PCC.

Além de Deolane, foram indiciados chefes da facção, incluindo parentes de Marcola, que atuariam como sócios ocultos do esquema.

Com a conclusão do inquérito, o caso foi enviado ao Ministério Público, que já sinalizou que deve oferecer denúncia formal, transformando o caso em ação penal.

A polícia também solicitou o bloqueio de joias, relógios e mais bens da advogada. Até o momento, quatro carros de luxo avaliados em mais de R$ 5 milhões já foram apreendidos.

Opinião dos leitores

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Economia

NO BOLSO DO CLIENTE: Dono da Havan diz que consumidor pagará o preço do fim da escala 6×1

Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, acendeu um sinal de alerta para o comércio brasileiro.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o bilionário afirmou que a proposta do fim da escala 6×1 pode provocar uma “quebradeira” em massa, atingindo principalmente as pequenas e médias empresas do varejo nacional.

Segundo ele, a redução forçada da jornada de trabalho vai encarecer severamente a operação das empresas.

No caso da própria Havan, a estimativa é de uma alta de 15% a 20% nas despesas. Hang foi categórico ao alertar que o trabalhador e o consumidor final sentirão o impacto direto dessa conta através da inflação.

“O custo será repassado para os preços. Do couro sai a correia”, disparou.

Hang ironizou o avanço da pauta, afirmando que preferiria a adoção imediata da escala 4×3 para que o impacto no país ocorresse de forma acelerada.

Segundo a análise do empresário, o encarecimento generalizado dos produtos vai corroer o poder de compra, empurrando o cidadão a buscar uma segunda fonte de renda para fechar o mês.

Opinião dos leitores

  1. Quem quebra esse pais são político da,qualidade de Rogerio Marinho, que vai pra Brasilia passa 3 dias e não produz nada pro nosso estado a não ser defender um ladrão como Flávio RACHADINHA, ISSO SIM É UMA VERGONHA!!!

    1. O que vc entende de economia , vai estudar ! Quem quebra o país é seu larápio e a esbanja gastando mais de 7 bilhões em viagens de turismo, seu larápio deixou um rombo nas contas públicas de 1.2 trilhão e com isso os deles todos mais ricos e debochando da cara de acéfalos como vc q idolatram o ladrão q te rouba e vcs batem palmas , ridículo os comentarias sem noção de vocês . Aguardem q essa conta do fim da escala vai chegar para vocês e muitos não vão só passar 2 dias em casa não , vão passar os 7 mesmo . Isso não passa de um ladrão desesperado tentando a todo custo ganhar uma eleição e mostrar q fez algo , só q não tá nem aí para as consequências.

    2. Quem quebra esse país é o tal “pai dos pobres”, um dos homens mais ricos do mundo hoje…

    3. 🫏🫏🫏JUMENTINHO MANIPULADO, VOCÊ CONHECE A VERDADEIRA HISTÓRIA DA RACHADINHA NO RIO DE JANEIRO? VAI SE INFORMAR, ANTES DE FICAR FEITO PAPAGAIO, FALANDO AS MENTIRAS QUE A QUADRILHA CHAMADA PT ESPALHA! BOLSONARO PASSOU 6 ANOS SENDO O PRINCIPAL ACUSADO DE MATAR MARIELLE, POR ACASO, FOI ELE? 👺O “BA” VIVE FALANDO NO PROGRAMA DO BG QUE O FLÁVIO BOLSONARO COMPROU UMA CASA À VISTA. ELE SABE MUITO BEM QUE, MOEDA CORRENTE NÃO É DINHEIRO VIVO. ESQUERDISTA QUE NÃO É LADRÃO É BURRO OU DESONESTO INTELECTUAL.
      👉🏿👉🏿👉🏿O ex-deputado estadual André Ceciliano (PT) foi apontado em relatórios do Coaf como o “número um” em volume de movimentações financeiras suspeitas no escândalo das “rachadinhas” da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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Política

PREVISÃO?: Fátima “crava” Cadu no 2º turno, mas não diz quem será o adversário

Foto: Reprodução

A governadora Fátima Bezerra (PT) subiu o tom das articulações políticas e cravou com total certeza que o seu pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier, estará no 2º turno das eleições de 2026.

A declaração foi dada em entrevista à rádio Jovem Pan Natal, onde a chefe do Executivo estadual afirmou que está acompanhando de perto o crescimento político do seu aliado direto.

“Os ouvintes podem anotar, Cadu Xavier estará no segundo turno dessas eleições”, garantiu a governadora do PT, demonstrando forte confiança na estrutura governista para a disputa.

No entanto, ao ser pressionada sobre quem seria o adversário de Cadu na grande final, Fátima recuou, evitou citar nomes e preferiu não fazer previsões sobre o cenário da oposição.

A governadora limitou-se a dizer que o quadro de polarização nacional pode se repetir no Rio Grande do Norte, especialmente na disputa dentro da capital do estado.

Apesar de focar nas agendas e entregas administrativas até o final do seu mandato, Fátima destacou que o nome de Cadu Xavier vem tendo “aceitação extraordinária” no interior do RN.

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