Educação

Nosso IFRN "mentiu" sobre texto usado nas provas do concurso de língua portuguesa

Post retirado do BLog de Reinaldo Azevedo, sérias acusaçãos contra o IFRN:

Caras e caros,

o texto ficará bastante longo, como verão. Mas a questão é importante porque estamos diante de mais uma evidência das distorções a que a esquerdopatia submete a educação no Brasil. Como resolveram usar um texto meu para fazer lambança, então eu me sinto obrigado a denunciar os vigaristas intelectuais. Eu gosto de uma boa briga. A turma lá deve saber disso, espero.
*
Já escrevi uma vez: eles não se cansam, mas eu também não me canso. Eles têm a sua rede de vigarice e maledicência, eu tenho os fatos.  O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte fez um concurso para contratar professores de língua portuguesa para o ensino médio e nível superior. A turma lá decidiu usar um texto meu, publicado na ediçao nº 2025 da VEJA, de 12 de setembro de 2007. Ele serviu de referência para seis questões. Cinco delas têm de ser anuladas. Candidatos que se sintam lesados e queiram recorrer à Justiça podem usar este meu post como suporte. Eu sou o autor. Eu sei o que escrevi. E o Instituto mentiu sobre o meu texto.

O artigo que escrevi foi submetido a um crivo ideológico e teve seu sentido deturpado. Atribuíram-lhe um conteúdo comprovadamente falso. Pior: o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte induz os candidatos a um erro no que diz respeito à gramática, além de atribuir a Camões o que ele nunca escreveu. Escárnio: o concurso seleciona professores de língua portuguesa!

Abaixo, leitor, reproduzo em azul o meu artigo, que critica a recente reforma ortográfica, à qual ainda não aderi em sinal de protesto. Quando for obrigatório, não terei saída. Ainda estou no prazo. Mesmo escrito em 2007, ele poderia servir também como contestação às bobagens presentes no livro de Heloísa Ramos, aquela que faz a apologia do erro. Na seqüência, publico em vermelho (claro!) as questões do tal instituto e o gabarito. E  chuto traseiros com gosto.
*
Restaurar é preciso; reformar não é preciso

A reforma ortográfica que se pretende é um pequeno passo (atrás) para os países lusófonos e um grande salto para quem vai lucrar com ela. O assunto me enche, a um só tempo, de indignação e preguiça. O Brasil está na vanguarda dessa militância estúpida. Por que estamos sempre fazendo tudo pelo avesso? Não precisamos de reforma nenhuma. Precisamos é de restauração. Explico-me.

A moda chegou por aqui na década de 70, espalhou-se como praga divina e contribuiu para formar gerações de analfabetos funcionais: as escolas renunciaram à gramática e, em seu lugar, passaram a ensinar uma certa “Comunicação e Expressão”, pouco importando o que isso significasse conceitualmente em sua grosseira redundância. Na prática, o aluno não precisava mais saber o que era um substantivo; bastava, dizia-se, que soubesse empregá-lo com eficiência e, atenção para a palavra mágica, “criatividade”. As aulas de sintaxe – sim, leitor, a tal “análise sintática”, lembra-se? – cederam espaço à “interpretação de texto”, exercício energúmeno que consiste em submeter o que se leu a perífrases – reescrever o mesmo, mas com excesso de palavras, sempre mais imprecisas. O ensino crítico do português foi assaltado pelo chamado “uso criativo” da língua. Para ser didático: se ela fosse pintura, em vez de ensinar o estudante a ver um quadro, o professor se esforçaria para torná-lo um Rafael ou um Picasso. Se fosse música, em vez de treinar o seu ouvido, tentaria transformá-lo num Mozart ou num Beethoven. Como se vê, era o anúncio de um desastre.

Os nossos Machados de Assis, Drummonds e Padres Vieiras “do povo” não apareceram. Em contrapartida, o analfabetismo funcional expandiu-se célere. Se fosse pintura, seria garrancho. Se fosse música, seria a do Bonde do Tigrão. É só gramática o que falta às nossas escolas? Ora, é certo que não. O país fez uma opção – ainda em curso e atravessando vários governos, em várias esferas – pela massificação de ensino, num entendimento muito particular de democratização: em vez de se criarem as condições para que, vá lá, as massas tivessem acesso ao conhecimento superior, rebaixaram-se as exigências para atingir índices robustos de escolarização. Na prova do Enem aplicada no mês passado, havia uma miserável questão próxima da gramática. Se Lula tivesse feito o exame, teria chegado à conclusão de que a escola, de fato, não lhe fez nenhuma falta. Isso não é democracia, mas vulgaridade, populismo e má-fé.

Não é só a língua portuguesa que está submetida a esse vexame, é claro. As demais disciplinas passaram e passam pela mesma depredação. A escola brasileira é uma lástima. Mas é nessa área, sem dúvida, que a mistificação atingiu o estado de arte. Literalmente. Aulas de português se transformam em debates, em que o aluno é convidado (santo Deus!) a fazer, como eles dizem, “colocações” e a “se expressar”. Que diabo! Há gente que não tem inclinação para a pintura, para a música e para a literatura. Na verdade, os talentos artísticos são a exceção, não a regra. Os nossos estudantes têm de ser bons leitores e bons usuários da língua formal. E isso se consegue com o ensino de uma técnica, que passa, sim, pela conceituação, pela famigerada gramática. Precisamos dela até para entender o “Virundum”. Veja só:

“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante”

Quem ouviu o quê e onde, santo Deus? É “as margens plácidas” ou “às margens plácidas”? É perfeitamente possível ser feliz, é certo, sem saber que foram as margens plácidas do Rio Ipiranga que ouviram o brado retumbante de um povo heróico. Mas a felicidade, convenham, é um estado que pode ser atingido ignorando muito mais do que o hino. À medida que se renuncia às chaves e aos instrumentos que abrem as portas da dificuldade, faz-se a opção pelo mesquinho, pelo medíocre, pelo simplório.

As escolas brasileiras, deformadas por teorias avessas à cobrança de resultados – e o esquerdista Paulo Freire (1921-1997) prestou um desserviço gigantesco à causa -, perdem-se no proselitismo e na exaltação do chamado “universo do educando”. Meu micro ameaçou travar em sinal de protesto por escrever essa expressão máxima da empulhação pedagógica. A origem da palavra “educação” é o verbo latino “duco”, que significa “conduzir”, “guiar” por um caminho. Com o acréscimo do prefixo “se”, que significa afastamento, temos “seduco”, origem de “seduzir”, ou seja, “desviar” do caminho. A “educação”, ao contrário do que prega certa pedagogia do miolo mole, é o contrário da “sedução”. Quem nos seduz é a vida, são as suas exigências da hora, são as suas causas contingentes, passageiras, sem importância. É a disciplina que nos devolve ao caminho, à educação.

Professores de português e literatura vivem hoje pressionados pela idéia de “seduzir”, não de “educar”. Em vez de destrincharem o objeto direto dos catorze primeiros versos que abrem Os Lusíadas, apenas o texto mais importante da língua portuguesa, dão um pé no traseiro de Camões (1524-1580), mandam o poeta caolho cantar sua namoradinha chinesa em outra barcarola e oferecem, sei lá, facilidades da MPB – como se a própria MPB já não fosse, em nossa esplêndida decadência, um registro também distante das “massas”. Mas nunca deixem de contar com a astúcia do governo Lula. Na citada prova do Enem, houve uma “modernização” das referências: em vez de Chico Buarque, Engenheiros do Hawaii; em vez de Caetano Veloso, Titãs. Na próxima, é o caso de recorrer ao funk de MC Catra: “O bagulho tá sério / vai rolar o adultério / paran, paran, paran / paran, paran…”.

Precisamos de restauração, não de mais mudanças. Veja acima, no par de palavras “educação/sedução”, quanto o aluno perde ao ser privado da etimologia, um conhecimento fascinante. As reformas ortográficas, acreditem, empobrecem a língua. Não democratizam, só obscurecem o sentido. Uma coisa boba como cassar o “p” de “exce(p)ção” cria ao leitor comum dificuldades para que perceba que ali está a raiz de “excepcional”; quantos são os brasileiros que relacionam “caráter” a “característica” – por que deveriam os portugueses abrir mão do seu “carácter”? O que um usuário da nossa língua perderia se, em vez de “ciência”, escrevesse “sciência”, o que lhe permitiria reconhecer na palavra “consciência” aquela mesma raiz?

Veja o caso do francês, uma língua que prima não por letras, mas por sílabas “inúteis”, não pronunciadas. E, no entanto, os sempre revolucionários franceses fizeram a opção pela conservação. Uma proposta recente de reforma foi unanimemente rejeitada, à direita e à esquerda. Foi mais fácil cortar cabeças no país do que letras. A ortografia de Voltaire (1694-1778) está mais próxima do francês contemporâneo do que está Machado de Assis do português vigente no Brasil. O ditador soviético Stálin (1879-1953) era metido a lingüista. Num rasgo de consciência sobre o mal que os comunistas fizeram, é dono de uma frase interessante: “Fizemos a revolução, mas preservamos a bela língua russa”. Ora, dirão: este senhor é um mau exemplo. Também acho. O diabo é que ele se tornou referência de política, não de conservação da língua…

Já que uma restauração eficaz é, eu sei, inviável, optemos ao menos pela educação, não por uma nova e inútil reforma. O pretexto, ademais, é energúmeno. Como escreveu magnificamente o poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), houve o tempo em que a terra surgiu, redonda, do azul profundo, unida pelo mar das grandes navegações. Um mar “portuguez” (ele grafou com “z”). Hoje, os países lusófonos estão separados pela mesma língua, que foi se fazendo história. A unidade só tem passado. E nenhum futuro.

Agora vamos às questões:

01. A organização das idéias apresentadas no texto é norteada pela
A) problematização da inutilidade da reforma ortográfica e da ineficácia das aulas de português e de literatura.
B) defesa de um ponto de vista alicerçado, sobretudo, em argumentos de autoridade.
C) crítica às teorias educacionais de Paulo Freire, associando-lhes a responsabilidade pelo insucesso das aulas de português e de literatura.
D) restrição temática a questões técnicas relacionadas à reforma ortográfica e ao ensino de língua portuguesa e de literatura, sem revelar posicionamentos de cunho político-ideológico.

Comento
Evidentemente, a alternativa mais correta é a “D”, já que não esboço posicionamento político-ideológico nenhum! Num dado momento, digo ali que uma postura errada atravessou vários governos. Quem me patrulha é o instituto. A alternativa “A” pode sugerir que eu considero ineficaz ministrar aulas de língua e literatura. Eu as crítico na forma como são ministradas hoje. Mais: em nenhum momento eu afirmo que a reforma é inútil. Inútil é aquilo que não serve pra nada, que é irrelevante. Eu estou dizendo justamente o contrário: ela até pode ser útil a um propósito que considero ruim. EU SOU O AUTOR DO TEXTO, SENHORES “CONCURSANDOS” (é uma licença, valentes!). Eu sei o que escrevi. Estou assegurando que a resposta correta, dada as alternativas, é a “D”. Vamos à questão nº 2.

02. Ao longo do texto, as opiniões sobre a reforma ortográfica revelam
A) juízos de valor assentados nos princípios da sociolinguística, para a qual a natureza variável da língua é um pressuposto fundamental .
B) juízos de valor consoantes com o senso comum, uma vez que, para os estudos sociolinguísticos, é impróprio afirmar que há línguas ricas e línguas pobres .
C) sintonia com o princípio de que toda língua apresenta variação social ou diastrática, mais especificamente no que se refere à variação de classe social.
D) sintonia com uma visão do senso comum assentada na concepção sociointeracionista de linguagem.

Das alternativas dadas, a mais correta e a “A”, mas dizem ser a “B” porque, afinal, eles não gostam de mim e acham que sou um sujeito reacionário, que se move pelo “senso comum”. A propósito, aquela digressão que fiz sobre “educação e sedução” é coisa que se encontra em qualquer esquina… Comuníssimo! Ora, eu escrevi o artigo justamente para demonstrar a “natureza variável da língua”: o “nosso” português é único, diferente dos demais; carrega as marcas da nossa história. A unificação pretendida é um delírio autoritário. Ao afirmar que a alternativa correta é a B, é forçoso admitir que eu defendi no texto a existência de “línguas ricas e de línguas pobres”. Os examinadores estão mentindo. Eu sei o que escrevi. Estou assegurando que a resposta correta, dada as alternativas, é a “A”.  Vamos à questão nº 3.

03. Na intenção de ilustrar como seria uma aula de português que, em vez de seduzir, eduque, Reinaldo Azevedo orienta os professores a “destrincharem o objeto direto dos catorze primeiros versos que abrem Os Lusíadas” (l. 49). Segue o excerto a que o autor fez referência.

01- AS ARMAS e os barões assinalados,
02- Que, da ocidental praia lusitana,
03- Por mares nunca de antes navegados,
04- Passaram ainda além da Taprobana,
05- Em perigos e guerras esforçados.
06- Mais do que prometia a força humana,
07- Entre gente remota edificaram
08- Novo reino, que tanto sublimaram;

09- E também as memórias gloriosas
10- Daqueles reis que foram dilatando
11- A Fé, o Império, e as terras viciosas
12- De África e de Ásia andaram devastando,
13- E aqueles que por obras valerosas
14- Se vão da lei da morte libertando:
15- Cantando espalharei por toda parte,
16 – Se há tanto me ajudar o engenho e arte.

CAMÕES, Luís. Os lusíadas. Belo Horizonte: Itatiaia, 1990, p. 29. (Grandes obras da cultura universal; v.2.)

 

Em relação à orientação didática proposta por Reinaldo Azevedo, é correto afirmar:
A) não há justificativa sintática para admitir, nos catorze versos que antecedem a ocorrência do verbo espalhar, a função de objeto direto, pois eles se encontram antepostos ao verbo da oração principal .
B) não se trata do “objeto direto dos catorze primeiros versos”, como assegura o autor, mas de uma sequência de valor adverbial contida nesse conjunto de versos e adjunta do verbo espalhar.
C) não se trata do “objeto direto dos catorze primeiros versos”, como assegura o autor, mas do complemento do verbo espalhar, que aparece no verso quinze .
D) não há justificativa sintática para se atribuir transitividade direta ao verbo espalhar, uma vez que ele vem seguida pela preposição por

Agora a coisa fica muito séria. No meu texto, afirmo: “Em vez de destrincharem o objeto direto dos catorze primeiros versos que abrem Os Lusíadas, apenas o texto mais importante da língua portuguesa, [os professores] dão um pé no traseiro de Camões (…)”. Notem que nem escrevi que todos os 14 versos são objeto direto, mas poderia tê-lo feito porque, de fato, é isso mesmo; as orações adjetivas que se colam aos objetos não mudam a sua natureza.

Dizem os examinadores que a alternativa correta é a “C”, mas inexiste alternativa correta pela simples razão de que “espalhar” é, sim, um verbo transitivo direto; se é, seu complemento é o objeto direto. Vamos ver.

– O primeiro objeto direto está no primeiro verso:
O narrador de “Os Lusíadas”, na ordem direta, está afirmando:
“[Espalharei por toda parte] as armas e os barões assinalados.”
O que vai do verso 2 ao verso 8 são orações subordinadas adjetivas explicativas — e explicam aquele objeto direto.
– O segundo objeto direto está no verso 9 e parte do 10
“[Espalharei por toda parte] também as memórias gloriosas daqueles reis
O que se segue em parte do 10, no 11 e no 12 são orações subordinadas adjetivas restritivas.
– O terceiro objeto direto está em parte no verso 13:
“Espalharei por toda parte] aqueles
O resto do 13 e o 14 também têm uma oração adjetiva restritiva.

O que é mais espantoso na questão é que eles próprios admitem que esses termos são “complemento” do verbo “espalhar”. Está lá na alternativa C, que dão como correta. E o verbo “espalhar” tem qual transitividade? Um professor, à época, só descobri ontem, resolveu me contestar — e responderei em texto específico —, sustentando que todos aqueles complementos se referem a “cantando”. Lamento! Não é, não, valentão!

O “cantando” é o “modo” como o narrador espalhará — divulgará ao mundo e à posteridade — os feitos portugueses. E, como é um poeta, ele o fará “cantando” (à época, meu senhor, os poetas “cantavam” suas musas). Se fosse Leonardo Da Vinci, ele poderia dizer: “Pintando espalharei por toda parte”; se gosse Michelangelo, “esculpindo espalharei por toda parte”; se fosse Ideli Salvatti, “berrando espalharei por toda parte”; se fosse um examinador do tal instituto, “mentindo espalharei por toda parte”. Aqueles termos todos, na gramática, complementam o sentido do verbo “espalhar”. E o narrador o fará como, de que modo? “Cantando”.

O “cantando” é, nitidamente, uma manifestação da Oração Subordinada Adverbial Modal, que desapareceu, sem explicação, da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). Não foi a única. A locativa também foi para o brejo. Mas, admito, isso pode dar algum debate, que fica para outro post. Mas atentem para o que vem agora.

Estupidez
Mas essa não é a coisa mais estúpida que fez o instituto. A transcrição do trecho de Os Lusíadas traz dois erros que alteram o sentido de maneira grotesca. O mais grave está no verso 15: onde se lê “há tanto”, o certo é “a tanto”; onde meteram um verbo, Camões escreveu uma preposição! Inexiste aquele ponto final do verso 5; se ele estivesse lá, o que vem depois seria um anacoluto. Que turma é essa capaz de fazer essa miséria com Camões? Mas entendo: eles transcreveram o trecho de “Grandes Obras da Cultura Universal”. Posso lhes emprestar — melhor não… — uma das minhas edições de Os Lusíadas. A mais antiga é uma preciosidade revisada por Francisco Gomes de Amorim, publicado pela Imprensa Nacional de Lisboa em 1889. Outra edição de referência é a organizada por Emanuel Paulo Ramos, da Porto Editora. Há diferenças. Mas em nehuma existe, obviamente, “há tanto”… Examinador que transcreve Camões de  “Grandes Obras da Cultura Universal” merece chicote. Adiante.

04. No segundo parágrafo do texto, as ocorrências de uso das aspas evidenciam
A)uma forma de discurso relatado que apenas reproduz fielmente o que está sendo citado, sem que haja ruptura sintática .
B)fazer uma espécie de teatralização de algo dito em outro momento, de forma a atribuir maior fidelidade ao que está sendo dito, com ruptura sintática.
C)uma intenção de se manter, a distância, certas palavras, mas, ao mesmo tempo, dar legitimidade a esse distanciamento, sem haver ruptura sintática .
D)destacar trechos de afirmações cuja autoria não pode ser atribuída nem ao enunciador do texto nem algum outro enunciador.

O candidato deveria marcar a alternativa C, seja lá o que aquela coisa signifique. Eu não entendi o que faz lá aquele “se”, até porque, por uma questão de paralelismo, então seria preciso escrever “se dar”. Bem, eu sou o autor do texto, né? Eu não quis dar “legitimidade a distanciamento” nenhum, até porque não estendi o que essa borra quer dizer… Vamos à próxima.

05. Sobre o período É a disciplina que nos devolve ao caminho, à educação (l.47), é correto afirmar:
A) a expressão à educação funciona, sintaticamente, como aposto de caminho.
B) se retirarmos o acento indicativo de crase do a que antecede educação, isso alterar-lhe-ia a função sintática .
C) se retirarmos o acento indicativo de crase do a que antecede “a” palavra educação, esta passaria a exercer a função de objeto direto do verbo devolver.
D) a expressão à educação funciona, sintaticamente, como complemento nominal de caminho.

Que gente é essa, meu Deus! Na questão que poderia ser não-ideológica, eles erram  miseravelmente porque são incapazes de interpretar um texto. De fato, pode-se considerar correta, como eles querem, a alternativa C, mas eu, que sou o autor, asseguro: a correta é a “A”. Basta ler o meu texto para perceber que eu criei uma oposição entre “educação” e “sedução”, entre “caminho” e “afastamento do caminho”. Logo, quem leu direito entendeu que, com efeito, “caminho” é, sim, um aposto de “educação”. Vamos à ultima.

06. Remetem às fases da forma prototípica da sequência dominante no texto
A) constatação inicial, problematização, resolução e conclusão-avaliação .
B) ancoragem ou afetação, aspectualização e relacionamento.
C) situação inicial, complicação, ações, resolução e situação final.
D) premissas, argumentos, contra-argumentos e conclusão .

A resposta certas e a “D”. Huuummm… É a única que dá para aceitar das seis, embora “aspectualização” seja um desses complicômetros universitários que não servem nem para catar cocô. É só o fácil falar difícil, na suposição de que as palavras de que dispõe a língua são insuficientes para traduzir o que essa gente tem a dizer. Mas convenham: no conjunto da obra, esse é o menor dos males.

A isso estamos reduzidos. No post lá do alto, vocês vêem a miséria que fizeram num vestibular da Universidade de Brasília. Aqui, o proselitismo intelectual vigarista não poupa ninguém: Reinaldo Azevedo ou Camões! Ele está morto, não fala. Eu falo e chuto o traseiro desses pilantras.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PF faz nova operação contra vazamento de dados de ministros do STF

Foto:  Luiz Silveira/STF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), uma nova fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento de dados fiscais sigilosos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e de seus familiares. A ação foi autorizada pela Corte.

Nesta etapa, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Segundo a PF, a investigação apura um possível esquema de obtenção ilícita de declarações fiscais protegidas por sigilo, por meio de acessos não autorizados aos sistemas da Receita Federal.

A primeira fase da operação ocorreu em 17 de fevereiro. A ação foi deflagrada no âmbito de uma investigação aberta dentro do inquérito das fake news e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os alvos trabalhavam na Receita Federal.

O inquérito das fake news foi instaurado em 2019 pelo ministro Dias Toffoli, que à época presidia o STF, por iniciativa própria, sem que houvesse pedido da Polícia Federal e da PGR. Toffoli designou Alexandre de Moraes como relator da investigação.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Senado aprova guarda compartilhada de pet após separação de casal; veja regras

Foto: Freepik

O plenário do Senado aprovou na terça-feira um projeto de lei que permite que casais responsáveis por animal tenha guarda compartilhada do pet em caso de separação.

O texto também estabelece e regras para a guarda caso não haja acordo para o compartilhamento. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue para a sanção da Presidência da República.

  • De acordo com o projeto, se o casal não chegar a um acordo sobre a guarda do animal, caberá ao juiz definir um compartilhamento equilibrado da convivência e das despesas.
  • Para isso, o animal deve ser “de propriedade comum”, ou seja, ter convivido a maior parte de sua vida com o casal.
  • A decisão do Judiciário sobre o tema deverá considerar fatores como ambiente adequado, condições de trato, zelo, sustento e disponibilidade de tempo.
  • As despesas com alimentação e higiene serão de responsabilidade de quem estiver com o pet.
  • Outras despesas (como consultas veterinárias, internações e medicamentos) serão divididas igualmente entre o casal.
  • A guarda compartilhada não é possível em casos de histórico ou risco de violência doméstica ou familiar, bem como de maus-tratos ao animal.
  • Nessas situações, a posse e a propriedade serão transferidas para a outra parte — e o agressor não terá direito a indenização, além de responder por débitos pendentes até a extinção da guarda.

O projeto elenca situações que podem levar à perda da posse, também sem direito a indenização e com responsabilidade pelos débitos pendentes até a data da perda. Uma delas ocorre quando a pessoa renuncia à guarda compartilhada. A outra ocorre quando há descumprimento imotivado e repetido dos termos da guarda compartilhada.

A mesma medida será aplicada se forem identificados maus-tratos ou violência doméstica ou familiar durante a guarda.

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

SECA: Governo do Estado decreta situação de emergência todos os municípios do RN, exceto Natal

Foto: Loriany Solano/TV Ponta Negra

O governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência em 166 municípios, devido à estiagem prolongada e à queda nos níveis dos reservatórios. A medida, válida por 180 dias, exclui apenas a capital, Natal.

A decisão foi tomada após a redução das chuvas no fim de 2025 e início de 2026, o que comprometeu o abastecimento de água em várias regiões. Entre os reservatórios em situação crítica estão o Itans (0,5%), Passagem das Traíras (0,03%) e Boqueirão de Parelhas (9,18%).

Nove municípios já enfrentam colapso ou pré-colapso no abastecimento, afetando cerca de 128 mil pessoas. Os casos mais graves incluem Ouro Branco, Jardim do Seridó e Parelhas. Em Serra do Mel, o problema persiste há quatro anos.

Atualmente, quase metade dos municípios depende da Operação Carro-Pipa para abastecimento, segundo dados oficiais. O Monitor de Secas indica que todo o estado apresenta algum nível de estiagem.

Com o decreto, o governo pode realizar contratações emergenciais sem licitação e facilitar o acesso a recursos federais para enfrentar a crise hídrica.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Senado confirma recebimento de indicação de Messias para vaga no STF

Foto: Wilton Junior/Estadão

O Senado recebeu nesta quarta-feira (1º) a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que oficializa a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Com o envio, o processo é destravado após mais de quatro meses de atraso e atritos políticos entre o governo e o Congresso. O documento agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por definir relator e data da sabatina.

O impasse começou em novembro de 2025, quando o nome de Messias foi anunciado, contrariando a preferência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco para a vaga.

A demora no envio da indicação gerou críticas públicas e adiou a análise no Senado. Nos bastidores, Messias intensificou articulações e buscou apoio entre parlamentares para garantir os votos necessários à aprovação.

Agora, com a formalização, a etapa decisiva passa a ser a sabatina e votação no plenário do Senado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

INSEGURANÇA: Ônibus em Natal têm circulação reduzida e operam até 20h nesta quarta-feira (1º)

Ônibus incendiado por criminosos no bairro Planalto em Natal — Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O transporte público de Natal terá funcionamento reduzido nesta quarta-feira (1º), com circulação de ônibus apenas até as 20h, segundo o Seturn.

A medida ocorre após uma série de ataques criminosos na capital. Na noite de terça-feira (31), dois ônibus foram incendiados no bairro Planalto, na Zona Oeste.

Nos últimos dias, casos semelhantes também foram registrados em Mãe Luiza e Ponta Negra, afetando a operação do sistema.

Algumas linhas já foram retomadas em Ponta Negra, enquanto em Mãe Luiza o serviço segue suspenso desde 27 de março.

O Seturn informou que a situação ainda será reavaliada ao longo do dia junto aos órgãos de segurança.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

UFRN suspende aulas devido à insegurança

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte decidiu suspender as aulas do turno noturno nos campi Natal e Macaíba em razão da insegurança. A suspensão acontece em meio aos ataques praticados por criminosos que incediaram ônibus na noite de terça-feira (31) e a consequente redução de oferta do transporte público anunciada pelo Seturn para a noite desta quarta-feira (1º), por questões de segurança.

“Tendo em vista a incerteza na oferta regular de transporte público em Natal e região metropolitana, ficam suspensas as aulas do turno noturno deste dia 01 de abril de 2026, nos campi de Natal e Macaíba”, diz o ofício assinado pela pró-reitora Elda Silva do Nascimento Melo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

MARIO SABINO: ‘Moraes nega Vorcaro três vezes antes de o galo cantar’

Foto: Reuters

Por Mario Sabino, Metrópoles

Ora veja só, o ministro Alexandre de Moraes e a sua mulher, Viviane Barci de Moraes, pegaram ao menos oito voos particulares de Brasília para São Paulo, entre maio e outubro de 2025.

Até aí nada demais, a não ser que você ache estranho ministro do STF com dinheiro suficiente para ter hábito de milionário. Mas não se esqueça de que a doutora Viviane aumentou exponencialmente o próprio patrimônio depois que o seu escritório assinou um contrato no valor de R$ 129 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

É novamente em Vorcaro que mora o busílis: sete dos voos foram em aviões de luxo da empresa Prime Aviation, na qual o dono do finado Master tinha participação societária, e o outro foi em um jato igualmente de luxo, o Falcon 2000, sem autorização para voar como táxi aéreo, do qual Fabiano Zettel figura como um dos proprietários. Zettel, cunhado de Vorcaro, é aquele cidadão reto e vertical que foi encarregado de comprar o resort de Dias Toffoli.

Confrontado com a informação pela Folha, o escritório da doutora Viviane respondeu, em nota, que “contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation. Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel”.

Está certo, mas seria interessante que a doutora Viviane apresentasse documentos que mostrassem que o seu escritório efetivamente pagou, e no preço cheio, pelos voos que ela e o seu marido ministro pegaram para ir a São Paulo. Não que ela tenha obrigação de fazer isso, é claro, mas noblesse oblige, digamos assim.

Esse ponto ficou um tantinho mais complicado, contudo, porque, em nota divulgada por seu gabinete, Alexandre de Moraes negou que tivesse viajado em qualquer avião de Vorcaro ou de Zettel. “As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas”, afirma a nota, naquele estilo deixa-que-eu-chuto tão caro ao ministro.

Só que não há ilação nenhuma e muito menos fantasia na reportagem publicada pela Folha. Há apuração jornalística, assim como na reportagem de O Globo que revelou que Alexandre de Moraes conversou com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tentar convencê-lo a aprovar a venda do Master para o BRB.

Também nesse caso o ministro saiu dizendo que era mentira. A jornalista que fez a reportagem foi difamada e caluniada pela hostes do consórcio PT/STF, mas o fato é que Moraes não a enfiou no inquérito das fake news.

Depois disso, o ministro refutou que houvesse visitado Vorcaro na casa do sujeito em Brasília, como publicou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, em primeira mão. No entanto, este portal confirmou a informação, e Moraes foi avisado de que havia provas da visita.

O ministro já negou Vorcaro três vezes antes de o galo cantar. O Brasil agora é todo ouvidos para o canto do galo.

Opinião dos leitores

  1. Pelo que se sabe tem 150 empresas de táxi aéreo no Brasil. Meta coincidência essas viagens todas do Xandão e a mulher nos aviões de Vorcaro. Povo maldoso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Trump diz que Irã pediu cessar-fogo; governo iraniano nega: Declaração ‘falsa e sem fundamento’

Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o Irã teria solicitado um cessar-fogo na guerra entre os dois países. A declaração, feita em publicação nas redes sociais, foi negada pelo governo iraniano, que classificou a informação como “falsa e sem fundamento”.

Trump disse que só considerará uma trégua caso o Estreito de Ormuz seja reaberto. A via marítima, estratégica para o comércio global de petróleo, foi fechada pelo Irã no início do conflito.

Apesar de mencionar um “novo regime” iraniano, não houve mudança de presidente no país, que segue sob comando de Masoud Pezeshkian.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o estreito continuará fechado “para os inimigos”. Já o Ministério das Relações Exteriores iraniano reiterou que não houve qualquer pedido de cessar-fogo.

A troca de declarações ocorre em meio a uma estratégia considerada contraditória por analistas, com Trump alternando sinais de possível fim do conflito e ameaças de intensificação militar, incluindo uma eventual invasão terrestre.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Deputados Taveira Jr. e Cristiane Dantas além de vários pré-candidatos assinam ficha do PSDB

25 nomes para a Assembleia Legislativa e chapa para deputado federal estão confirmadas

Em um ato na sede do PSDB Potiguar, no bairro Tirol, o presidente-deputado Ezequiel Ferreira abonou a ficha de filiação dos novos deputados do partido: Taveira Júnior e Cristiane Dantas. O prefeito de Natal, Paulinho Freire prestigiou as filiações. Vários pré-candidatos presentes como o presidente da Câmara Municipal do Natal, Ériko Jácome, o vereador Léo Souza, além da médica Drª. Júlia Almeida, esposa do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago.

O ex-vice-governador Fábio Dantas, considerado nos bastidores como expert em matemáticas das urnas e hábil em montar nominatas competitivas, articulou dezenas de nomes de várias regiões do Estado que vão integrar a nominata para a Assembleia Legislativa e também os postulantes à Câmara dos Deputados.

Entre as novidades, o desembargador Expedito Ferreira de Souza, que tem história no Alto Oeste Potiguar, onde iniciou sua vida no município de Alexandria. Dr. Expedito assinou a ficha do PSDB e poderá concorrer a uma vaga deputado. Ele foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e do Tribunal Regional Eleitoral, além de ter se destacado na magistratura em Mossoró.

Também confirmados no grupo de Ezequiel Ferreira e Paulinho Freire, o presidente da Câmara Municipal do Natal, Ériko Jácome, que na última campanha teve quase 9 mil votos na capital, mostrando força nas urnas. Outro vereador de Natal, Léo Souza, bem votado e atuante nas redes sociais, onde hoje consta com 136 mil seguidores somente no Instagram, também engrossará o caldo da nominata.

Da região Seridó, a média Dra. Júlia Almeida, esposa do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida confirmou sua entrada no grupo. Dra. Júlia foi selecionada para o programa “Lideranças Femininas na Gestão Pública”, promovido pela Fundação Dom Cabral, uma das principais instituições de formação executiva do Brasil. A médica foi escolhida entre mais de 1.500 candidatas de todo o país e integra o grupo de representantes da região Nordeste, que tem como objetivo capacitar mulheres em posições de liderança na administração pública. O principal fator para a seleção foi o Programa Acolher, desenvolvido na Maternidade Divino Amor, de Parnamirim, onde Dra. Júlia trabalha há anos.

Existe uma expectativa em outubro para que Ezequiel Ferreira seja o campeão de votos nas urnas. As pesquisas registradas e divulgadas têm mostrado essa tendência. Em 2022, Ezequiel passou de 70 mil votos, cociente eleitoral que já garante ele mesmo uma vaga na Assembleia Legislativa.

Além desses, outros nomes já foram divulgados e colocados à disposição do grupo como a médica Tuca Lisboa, filha de Dison Lisboa, que foi prefeito de Goianinha e deputado estadual. O líder político da região do Alto Oeste Potiguar, Dr. Pio X Fernandes e a ex-prefeita Rossane Patriota, tem liderança em Ielmo Marinho e hoje atua no instagram com mais de 81 mil seguidores.

Ezequiel, Paulinho, Ériko Jácome e Fábio Dantas intensificaram articulações nas últimas horas. O grupo busca reunir nomes com mandato, lideranças políticas e novas candidaturas com presença na sociedade. Entre os nomes novos, a jornalista Juliana Celli, apresentadora do programa Band Mulher. Com mais de 60 mil seguidores nas redes sociais e atuação na comunicação, ela aparece como uma das mulheres para disputar uma vaga de deputada estadual este ano.

A empresária e nail designer Any Alcântara, conhecida como Any Spadas Unhas é uma manicure pioneira no Rio Grande do Norte e parceira oficial da Uze Nails, que se destacou por buscar uma oportunidade no Rancho do Carlinhos Maia. Trata-se de um reality show de internet criado pelo influenciador Carlinhos Maia, um sucesso de audiência. Any tem hoje mais de 112 mil seguidores comente em seu instagram.

O ativista e pai atípico Jonata Nascimento estar confirmado na nominata para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. A entrada de Jonata no grupo reforça a presença de representantes de causas sociais, especialmente ligadas à defesa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no cenário político potiguar. Oportunidades emprego RN. Presidente da Associação de Apoio aos Autistas e Pais Atípicos (APAAP), Jonata é conhecido por sua atuação em defesa dos direitos das famílias atípicas.

A psicóloga e influenciadora digital Leide Fit é o novo nome a integrar a chapa liderada por Ezequiel Ferreira e pelo prefeito de Natal, Paulinho Freire. Com forte presença nas redes sociais, onde reúne mais de 200 mil seguidores, Leide se destaca por compartilhar conteúdos voltados à saúde mental, autoestima e qualidade de vida.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

SALDO NEGATIVO: RN tem 2º pior resultado do País na geração de empregos formais em fevereiro

Foto: depositphotos.com / rafapress

O Rio Grande do Norte teve o 2º pior resultado do país na geração de empregos formais em fevereiro de 2026, com saldo negativo de 2.221 vagas, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho. Apenas Alagoas (-3.023) teve desempenho pior, enquanto a Paraíba também registrou queda (-1.186).

O resultado potiguar reflete 19.084 admissões contra 21.305 desligamentos e representa uma forte reversão em relação a fevereiro de 2025, quando o estado havia criado 2.638 empregos.

Setores

Três dos cinco setores econômicos fecharam vagas:

  • Agropecuária: -2.152

  • Indústria: -1.012

  • Construção: -92

Por outro lado, serviços (+861) e comércio (+175) reduziram o impacto negativo.

Comparação e acumulado

Em janeiro de 2026, o estado havia gerado 1.281 empregos. Com o resultado de fevereiro, houve queda de 273% no saldo mensal. No acumulado do ano, o RN soma saldo negativo de 940 vagas. O salário médio de admissão no período foi de R$ 2.010,22.

Cenário nacional

Apesar do resultado no RN, o Brasil criou 255.321 empregos formais em fevereiro, embora com queda de 42% em relação ao mesmo mês de 2025.

Avaliação do governo

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN avalia que o desempenho negativo é sazonal, comum após o fim de ano, com ajustes principalmente na agropecuária e na indústria. O setor de serviços foi apontado como principal motor de geração de vagas no período.

Porte das empresas

Segundo o Sebrae-RN:

  • Microempresas: +885 vagas

  • Pequenas: -30

  • Médias: -1.314

  • Grandes: -1.762

Municípios

A Natal liderou a geração de empregos (+550), seguida por Parnamirim (+291) e Ipanguaçu (+235).

Entre as maiores perdas estão Baía Formosa (-897), Apodi (-415) e Mossoró (-400).

Com informações de Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *