Judiciário

Pacote anticrime aprovado na Câmara une ideias de Moro e Alexandre de Moraes; entenda

O pacote anticrime aprovado nessa quarta-feira (4) na Câmara dos Deputados deixou de fora alguns pontos do texto original, apresentado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, em fevereiro deste ano. O projeto foi costurado pelos deputados com trechos de outra proposta, elaborada por comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018.

A proposta altera o Código Penal e outras leis de segurança pública, como a que trata do registro, posse e comercialização de armas de fogo. Foram retirados do texto aprovado, por exemplo, trechos que Moro considerava essenciais, como o item sobre a prisão após condenação em segunda instância e o excludente de ilicitude.

Veja o que foi mantido ou retirado das duas propostas, por temas:

Tempo máximo de cumprimento da pena

O que previa o texto de Moraes

O projeto encaminhado por Alexandre de Moraes ampliava o limite de tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade de 30 para 40 anos. Segundo o ministro do STF, a justificativa para a elevação é melhoria na expectativa de vida do brasileiro.

O que previa o texto de Moro

Não tratava do tema.

O que a Câmara aprovou

Deputados mantiveram a proposta encaminhada por Moraes.

Presos perigosos em presídios federais

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

Pelo texto do ministro, o prazo de permanência de detentos em regimes federais será de no máximo 3 anos, podendo ser prorrogado por igual período caso o juiz solicite. O texto também previa a gravação dos atendimentos entre o preso e o advogado.

O que a Câmara aprovou

O texto proposto por Moro foi aprovado em grande parte pelos deputados, mas foi excluída a permissão para a gravação das conversas entre detentos e advogados.

Confisco de bens obtidos de forma criminosa

O que previa o texto de Moraes

A ideia da perda de bens obtidos de forma criminosa foi defendida por Moraes em seu texto para crimes envolvendo organizações criminosas, cuja pena mínima é de 3 anos. Pelo texto, só o Ministério Público poderia pedir a perda, ao oferecer a denúncia.

O que previa o texto de Moro

A proposta prevê a perda de bens do acusado resultantes do que foi acrescido em seu patrimônio e não tenha procedência do seu trabalho.

O que a Câmara aprovou

O texto aprovado abrange quase totalmente a proposta de Moraes, determinando a perda de bens obtidos com dinheiro ilícito ou procedente do crime e para condenados a penas maiores de 6 anos.

Arma de uso restrito e crime de homicídio

O que previa o texto de Moraes

O projeto encaminhado pelo ministro do Supremo previa alterar o Código Penal e aumentar a pena do crime de homicídio quando o criminoso usa, na ação, arma de fogo de uso restrito ou proibido. A pena atual é de 6 a 20 anos de prisão. Pela proposta, passa para 12 a 30 anos.

O que previa o texto de Moro

O projeto de Moro previa aumento de pena em crimes cometidos por guardas municipais e agentes de segurança por uso de arma de fogo, sem especificar caso de homicídio, para o acusado que tenha registros criminais anteriores ou tenha sido condenado sem possibilidade de recurso.

O que a Câmara aprovou

O texto votado na Câmara segue a proposta de Moraes e passa para de 12 a 30 anos de prisão a pena para homicídio com uso de arma de fogo.

Prisão em segunda instância

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

A proposta de Moro determinava que a prisão após condenação em segunda instância fosse a regra no processo penal. Isso chegou a ocorrer por entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), sem a legislação prever, mas a decisão foi revista pela própria Corte e deixou de valer. Outro dois projetos com esse mesmo teor tramitam paralelamente na Câmara e no Senado.

O que a Câmara aprovou

O trecho proposto por Moro foi retirado da proposta.

Excludente de ilicitude e legítima defesa

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

A proposta do ministro da Justiça ampliava as situações em que está prevista a isenção de punição quando certos crimes são cometidos. Moro propôs permitir a redução de pena, para qualquer cidadão, quando o “excesso doloso ou culposo” (intencional ou não) for cometido em razão de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. Também foram aumentadas as possibilidades de legítima defesa para policiais ou agentes de segurança. Nesses casos, passaria a ser possível livrar o acusado de pena, por exemplo, quando alguém for morto em “conflito armado ou em risco iminente de conflito armado” e para prevenir “injusta e iminente agressão a direito seu ou de outrem”, agressão ou risco de agressão a reféns.

O que a Câmara aprovou

A Câmara aprovou manter apenas trecho do projeto de Moro que trata como caso de legítima defesa “o agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes”. A mudança amplia, portanto, as situações em que o excludente de ilicitude se aplica. Atualmente tramita no Congresso outro projeto enviado pelo governo sobre excludente de ilicitude que trata exclusivamente de situações de Garantia de Lei e Ordem.

‘Plea bargain’

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

O termo em inglês se refere à possibilidade de o acusado de um crime confessar o que cometeu e poder negociar a pena. Segundo Moro, conforme apresentou em sua proposta, a ideia era diminuir o custo judicial de processos e aumentar a velocidade da tramitação.

O que a Câmara aprovou

O trecho do texto de Moro foi retirado da proposta.

Audiência por videoconferência

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

O projeto do ministro Sergio Moro especificava que, se o réu estivesse preso em outra comarca, a participação dele nas audiências e o interrogatório deveria ser por videoconferência. Além disso, o uso de videoconferência deveria ser solicitado pelo juiz para prevenir custos com deslocamento e escola ou responder a questão de ordem pública.

O que a Câmara aprovou

O trecho foi retirado da proposta após discussão em grupo de trabalho, antes de ir ao plenário.

Banco Nacional de Perfis Balísticos

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

O texto de Moro previa o armazenamento de armas, projéteis e estojos de munição deflagrados em um banco de dados sigilosos a ser gerenciado por uma unidade oficial de perícia criminal. Pelo projeto, os dados serão coletados a partir de crimes e fica vedada sua comercialização. O governo federal deverá regulamentar a criação do banco.

O que a Câmara aprovou

O texto aprovado na Câmara segue na íntegra o texto de Moro.

Cadeia de custódia

O que previa o texto de Moraes

O texto de Alexandre de Moraes cria uma série de regras para a cadeia de custódia, de modo a disciplinar a atuação com os vestígios do crime desde a coleta de material no local até o descarte. A ideia é garantir que as provas estejam sempre à disposição da polícia e da Justiça de forma segura.

O que previa o projeto de Moro

Não tratava do tema.

No que diz respeito à investigação de organizações criminosas com compartilhamento de informações de diferentes equipes, o texto de Moro previa que fosse exigida a demonstração da cadeia de custódia, isto é, conjunto de ações para manter e documentar vestígios coletados em locais onde ocorreram crimes. No entanto, não criava normas sobre como deve ser a cadeia de custódia.

O que a Câmara aprovou

A Câmara seguiu a proposta de Moraes e aprovou alterar o Código de Processo Penal de modo a criar parâmetros e normas para garantir a cadeia de custódia.

Construção de presídios de segurança máxima

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

Propôs a autorização explícita para estados e o Distrito Federal construírem presídios de segurança máxima.

O que a Câmara aprovou

Deputados aprovaram a íntegra da proposta de Moro.

Banco de dados multibiométrico e de impressões digitais

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

O texto de Moro definia que o banco para armazenar dados e subsidiar investigações ficaria subordinado ao Ministério da Justiça. A formação dele, segundo o projeto, deve ser regulamentada pelo governo federal. O cadastro deve incluir ainda, se possível, características de íris, rosto e voz. Nos casos de investigação cível, administrativa e eleitoral, o único compartilhamento de dados possível é o das impressões digitais. Os demais seriam somente para apurações criminais. Permitiria-se, também, a retirada de material de presos provisórios.

O que a Câmara aprovou

Pelo texto da Câmara, a proposta de Moro foi validada praticamente na íntegra.

‘Informante do Bem’

O que previa o texto de Moraes

Não tratava do tema.

O que previa o texto de Moro

O texto de Moro determinava que a administração pública, direta ou indireta, mantenha ouvidorias para garantir que “qualquer pessoa tenha o direito de relatar informações sobre crimes contra a administração pública, ilícitos administrativos ou quaisquer ações ou omissões lesivas ao interesse público”. A proposta previa direito à preservação da identidade do informante, que pode ser revelada só em caso de interesse público, e garantia a ele isenção de responsabilização civil ou penal sobre o fato relatado.

O que a Câmara aprovou

A Câmara aprovou a maior parte da proposta de Moro tal qual foi formulada, mas deixou de fora dois artigos. Um deles determinava que, caso a divulgação da identidade do informante fosse imprescindível, o autor da denúncia poderia optar entre a revelação da identidade ou a perda do valor probatório do depoimento prestado. A outra estabelecia que, quando mantida a identidade do informante, ninguém poderia ser condenado apenas com base no depoimento prestado.

G1

 

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IAP inicia preparação para concurso da Polícia Civil de Pernambuco, que oferece 1.200 vagas para Agente de Polícia

Foto: Divulgação

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Flávio Bolsonaro entrou na Argentina com passaporte italiano; veja declaração do voo

Foto: Eva Marie Uzcategui/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria utilizado um passaporte italiano para entrar na Argentina na noite de terça-feira (27), segundo uma fonte policial ouvida pela CNN Brasil sob condição de anonimato.

De acordo com a fonte, o senador apresentou o documento ao cruzar a fronteira por Puerto Iguazú, cidade argentina vizinha a Foz do Iguaçu (PR). A esposa, Fernanda Bolsonaro, e uma das filhas teriam utilizado passaportes brasileiros, enquanto a outra filha entrou com carteira de identidade.

A informação ganha relevância porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio e a entrega de eventuais documentos estrangeiros, além de proibir sua saída do país.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio e os familiares entraram no país por volta das 22h50 e não tinham impedimentos legais para cruzar a fronteira. O comunicado oficial, porém, não especificou qual documento foi apresentado pelo senador.

Após a entrada na Argentina, a família embarcou em um avião particular com destino declarado a Guayaquil, no Equador, antes de seguir viagem para os Estados Unidos.

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia à Justiça para que sejam apuradas as circunstâncias da entrada do senador no país. Ela solicitou a preservação de imagens de câmeras, registros de voo e listas de passageiros.

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro deixa aeroporto em Miami sob proteção de guarda-chuvas

 

Imagens mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) saindo do aeroporto em Miami, nos Estados Unidos, e entrando em um carro. Durante o deslocamento, ele aparece cercado por pessoas que usam guarda-chuvas para cobri-lo, dificultando a visualização do parlamentar.

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BELA MEGALE: Plano para saída de Flávio Bolsonaro dos EUA teria sido articulado semanas antes da derrota

Foto: Charles Vieira

O plano para Flávio Bolsonaro (PL) deixar o Brasil com a família teria sido organizado semanas antes do resultado das eleições, segundo informações publicadas pela coluna de Bela Megale no jornal O Globo. A possibilidade de seguir para os Estados Unidos era considerada caso o senador perdesse a disputa presidencial.

De acordo com a reportagem, Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, teria sido o principal articulador da operação, em conversas com o jornalista Paulo Figueiredo e autoridades do governo de Donald Trump. A estratégia teria sido discutida diante da possibilidade de derrota eleitoral.

A rota inicialmente cogitada seria pela Venezuela, mas esse trajeto não foi confirmado. A Polícia Federal ainda buscava esclarecer o percurso feito pelo senador para deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos.

Segundo o jornal, pessoas próximas à família afirmaram que Eduardo viajou com a esposa e os filhos para a Flórida para receber o irmão. O Departamento de Estado americano confirmou que Flávio e seus familiares receberão vistos de permanência no país.

A reportagem também informa que Flávio pretendia fazer uma transmissão ao vivo para explicar os motivos de sua saída do Brasil. Em vídeo, o senador havia negado que planejasse deixar o país.

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Marinha e instituições se reúnem no Setai Grupo GP para fortalecer a proteção ao meio ambiente marítimo

Fotos: Divulgação

O Setai Grupo GP reuniu importantes instituições em torno da preservação do ambiente marítimo paraibano, no showroom da empresa, em João Pessoa, nesta terça-feira (27). Articulada pela Marinha do Brasil, a reunião contou com representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) da Paraíba, da Polícia Militar do Estado (PMPB), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), da Fundação Mamíferos Aquáticos e da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR-PB).

Os convidados foram recepcionados por André Penazzi, CEO do Setai Grupo GP, e por Fábio Fiori, gestor de Marketing da empresa. Durante o encontro, os participantes debateram a importância da fiscalização, a atuação de cada órgão e a união entre os setores público e privado em favor da conscientização e da sensibilização sobre o meio ambiente marítimo, especialmente no verão, quando crescem a prática de esportes náuticos, o turismo e o fluxo de pessoas no litoral.

André ressaltou que o Setai Grupo GP tem orgulho de abrir suas portas para iniciativas que fortalecem o desenvolvimento da nossa cidade e a qualidade de vida dos paraibanos. “Foi uma oportunidade de reunir instituições que realizam um trabalho excelente em defesa do crescimento sustentável, sem perder de vista o legado de natureza abundante que a Paraíba tem. Nosso propósito é, juntos, proporcionar um verão de conhecimento e cuidado com o meio ambiente, tanto para os moradores locais quanto para os turistas”, antecipou o CEO.

O encontro marca o início de um pacto de colaboração entre as instituições, que preparam ações conjuntas para o verão, a serem divulgadas em breve.

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[VÍDEO] “Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso?”, questiona Malafaia

 

O pastor Silas Malafaia defendeu a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial. Em vídeo publicado nesta quarta-feira (28), Malafaia afirmou que o parlamentar está “certíssimo” e criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão dos passaportes.

“Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso? Sem o devido processo legal?”, questionou o pastor. Ele também acusou Moraes de agir como “agente político no STF”.

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas, e desembarcou nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28).

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] URGENTE: Flávio Bolsonaro desembarca nos Estados Unidos com a mulher e as duas filhas

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou nos Estados Unidos acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas, após deixar o Brasil e passar pela Argentina. A chegada ocorre após a derrota na eleição presidencial e em meio à repercussão sobre sua saída do país.

Opinião dos leitores

  1. Se a repórter diz que ele fugiu, porque não manda a PF ir buscar? Segundo a repórter ele fugiu! Não seria mas coerente dizer que ele foi resgatado.

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Flávio Bolsonaro anuncia coletiva em Miami após deixar o Brasil

Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dará uma coletiva de imprensa em Miami, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (29). A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Em mensagem enviada à imprensa, Figueiredo afirmou que Flávio está “bem, em segurança e descansando com a família”. Segundo ele, a coletiva será realizada à tarde, mas o horário e o local ainda serão divulgados.

O jornalista também criticou a circulação de informações sobre o senador e afirmou haver “muitas notícias falsas e desencontradas” sobre o caso nas últimas horas.

De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio entrou no país na noite de terça-feira (27), acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. A família cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, por volta das 22h50.

O órgão informou que os quatro apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos legais para entrar na Argentina. Cerca de 40 minutos depois, embarcaram em um avião particular com destino declarado a Guayaquil, no Equador.

Com informações da CNN Brasil

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[VÍDEO] “Tomada de Passaporte de Flávio já estava definida antes do fim das eleições”, diz comentarista político

Durante participação no Jornal da Manhã, na Jovem Pan News, o comentarista Cristiano Beraldo afirmou que o pedido de retenção dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) teria sido preparado antes da divulgação oficial do resultado eleitoral.

Beraldo chamou a atenção para o intervalo de apenas sete minutos entre a confirmação do resultado e o protocolo do pedido pela Polícia Federal. Para o comentarista, a rapidez indica que a medida já estaria pronta no sistema para ser executada.

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Assessor de Milei estava em aeroporto onde Flávio Bolsonaro embarcou na Argentina, diz TV

Foto: Reprodução/X

Um assessor político do presidente argentino Javier Milei estava no aeroporto de Puerto Iguazú no momento em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao local com a esposa e as duas filhas. A informação foi divulgada pelo canal argentino C5N. Não há confirmação de que os dois tenham conversado.

Segundo a emissora, Flávio cruzou a fronteira entre Brasil e Argentina em uma van na noite de terça-feira (27). Antes disso, ele estaria em uma fazenda em Foz do Iguaçu desde a noite anterior.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o senador e os familiares entraram no país por via terrestre, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50. De acordo com as autoridades, todos apresentaram documentos válidos e não tinham impedimentos legais para entrar no território argentino.

Pouco depois, às 23h30, a família iniciou os procedimentos para deixar a Argentina em um avião particular, que decolou do aeroporto de Puerto Iguazú. A aeronave tinha como destino declarado Guayaquil, no Equador, para reabastecimento, antes de seguir para Miami, nos Estados Unidos.

Segundo a imprensa argentina, o voo transportava oito pessoas, incluindo Flávio, a esposa, as duas filhas e outros quatro passageiros.

Na terça-feira, parlamentares argentinos da oposição cobraram uma investigação para apurar se o governo Milei teria colaborado com a saída do senador brasileiro.

Com informações da CBN

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