Após 17 horas de reunião de cúpula, os líderes da zona do euro chegaram por unanimidade a um acordo que permite negociar um terceiro programa de resgate à Grécia, indicou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. O pacote inclui um fundo de € 50 bilhões, gerido pelos gregos, que servirá para recapitalizar bancos e fazer investimentos de estímulo ao crescimento. O socorro como um todo pode chegar a um montante de € 86 bilhões ao longo de três anos. Os mercados europeus reagiram bem ao acordo e as Bolsas operavam em alta.
Os credores, no entanto, exigem que Atenas aprove novas leis nas próximas 48 horas, obrigando o país a aplicar as medidas prioritárias exigidas em troca do resgate. Segundo os jornais britânicos “The Telegraph” e “The Guardian”, o documento de sete páginas com os termos do acordo inclui:
– Fundo de € 50 bilhões, sendo € 25 bilhões para recapitalizar os bancos e outros ativos e 50% de cada euro restante (ou seja, 50% dos € 25 bilhões) serão usados para diminuir a dívida em relação ao PIB. Os outros 50% serão utilizados para investimentos. Durante as discussões, alguns credores queriam que esse fundo fosse gerido em Luxemburgo, mas a proposta foi vista como uma “humilhação” para Grécia;
– Estabelece um novo fundo para vender ativos valiosos para ajudar a pagar o novo resgate;
– Aumento do imposto sobre valor agregado;
– Corte de aposentadorias (reforma da previdência);
– Liberalização da economia;
– Privatização;
– Reforma de mercado de trabalho, incluindo novas regras na área industrial e permissão para demissões coletivas;
– Medidas para garantir a independência do escritório de estatísticas grego;
– Medidas que permitiriam o corte automático de gastos, se a Grécia não cumprir suas metas de superávits primários (despesas menos receitas excluindo os gastos com juros);
– Dá ao governo até 22 de julho (uma semana extra em comparação com o projeto anterior) para rever seu sistema de justiça civil, implementar novas regras que alinhem as leis que regem os bancos com o resto da União Europeia.
Agora, a Grécia tem até esta quarta-feira para aprovar no parlamento leis que garantam o pontos do acordo.
O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou que seu governo travou uma batalha dura durante seis meses e lutou até o fim para um acordo que permitirá ao país recuperar-se.
— Enfrentamos dilemas difíceis e tivemos que fazer concessões para evitar a aplicação dos planos de alguns círculos ultraconservadores europeus. Conseguimos evitar as medidas mais extremas.
Tusk disse que a ajuda financeira será dada mediante o compromisso do governo grego de levar adiante reformas econômicas.
“A Europa decidiu um roteiro. Agora tudo depende da implementação das reformas e adaptações necessárias para a Grécia”, disse o primeiro-ministro da Estônia, Taavi Roivas, no Twitter.
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que recomendaria com plena convicção ao parlamento autorizar a abertura de negociações com a Grécia sobre um terceiro resgate uma vez que o parlamento grego aprove todo o programa.
Merkel advertiu que o acordo sobre o resgate da Grécia será um caminho longo e difícil.
— A Grécia e seus parceiros ainda têm um caminho longo e difícil pela frente para levar a cabo um terceiro programa de resgate a Atenas.
Mas as condições impostas pelos credores são duras e podem pôr mais pressão sobre Tsipras, rachando seu governo e gerando protestos na Grécia.
— Claramente, a Europa da austeridade ganhou — disse o ministro de Reformas da Grécia, George Katrougalos, à rádio BBC. — Ou aceitamos essas medidas draconianas ou haverá uma morte repentina da nossa economia porque os bancos continuam fechados. De modo que é um acordo ao qual estamos praticamente obrigados.
Se a cúpula tivesse fracassado, a Grécia estaria à beira do colapso econômico, com os bancos fechados, com a perspectiva de ter de imprimir uma moeda paralela e, com o tempo, sair da união monetária europeia.
— O acordo foi trabalhoso, mas conseguimos. Não há “Grexit” (saída da Grécia do euro) — afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após 17 horas de negociações.
Juncker rejeitou as acusações de que Tsipras foi humilhado ao aceitar as condições impostas pelos credores:
— Neste compromisso, não há ganhadores nem perdedores. Não acredito que o povo grego tenha sido humilhado nem que outros europeus tenham perdido o respeito. Trata-se de um arranjo típico da Europa.
O Globo
Mas uma ideia demagógica e típica de quem não consegue fazer algo minimamente útil.
Não existe isenção de taxa de concurso. Alguém vai pagar, sempre vai.
Na verdade esse iluminado parlamentar está transferindo os custos da taxa para quem não amamenta quer por não ter seios, ou se tiver não estão sendo usado para amamentar ninguém.
Famosa esmola com dinheiro alheio. Ele aparece como bonzinho e quem arca com a bondade são os outros.
Duvido que ele faça um projeto transferindo os recursos para fazer frente a estas isenções da verba de gabinete. Faz tanto.