A Copa do Mundo está chegando ao fim, e o desempenho da seleção brasileira deixou bastante a desejar. Apesar do quarto lugar, os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari foram vazados 18 vezes na competição, número que transforma o Brasil no anfitrião com mais gols sofridos na história das Copas.
As principais “culpadas” desse recorde negativo são as seleções da Alemanha e da Holanda. A primeira pela memorável goleada de 7 a 1 aplicada na semifinal da Copa, em jogo disputado no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e a segunda pela vitória elástica por 3 a 0 na disputa do 3º lugar, no estádio Nacional, em Brasília.
Com 11 gols marcados, a seleção brasileira termina o Mundial com um saldo negativo de sete. Com isso, também se torna a anfitriã com o pior saldo de gols da história das Copas. Antes de 2014, essa “honra” pertencia à África do Sul, que terminou 2010 com um saldo negativo de dois.
A campanha em si, no entanto, não é a pior das mandantes na história das Copas, já que o Brasil finalizou a competição em quarto lugar. A África do Sul, por exemplo, não chegou a passar da primeira fase no Mundial de 2010.
Por outro lado, o time sul-africano não tomou tantos gols assim, com média inferior à da seleção brasileira em 2014. Em termos de gols sofridos, o Brasil é a pior, com 18 nos sete jogos disputados, e uma média superior a dois por partida.
Os números do vexame
A campanha ruim da seleção brasileira começou com um gol sofrido na vitória contra a Croácia. Posteriormente, o time não foi vazado contra o México (na única partida em que a defesa não sofreu gols). Fechando a primeira fase, o time brasileiro sofreu outro tento contra Camarões, até então um dos piores ataques da Copa, e que ainda não tinha marcado em ninguém.
Na segunda fase, coube ao Chile e à Colômbia vazarem a defesa brasileira mais uma vez, com um gol em cada jogo. Alemanha e Holanda completaram a festa com mais dez gols somando a semifinal e a disputa pelo 3º lugar. Vale lembrar também que o confronto contra os germânicos entrou para a história como a maior goleada da história de uma semifinal de Copas do Mundo.
Apontado como vilão de 2010, Julio César fechou a competição e, possivelmente, seu ciclo com a camisa da seleção brasileira, como o goleiro que mais sofreu gols na história de um Mundial: 18. O camisa 12 superou a marca do Duk-Yung, da Coreia do Sul, que levou 16 gols na Copa de 1954.
Considerando os sete jogos, mesmo número de partidas que Julio disputou, o brasileiro supera a marca de Pfaff, goleiro belga, que sofreu 15 gols na Copa de 1986.
Após o vexame e a marca negativa o camisa 12 tentou explicar o inexplicável, e aceitou a marca negativa que carregará consigo, pelo menos pelos próximos quatro anos.
— Tem jogador que entra para a história pelo lado bom e tem os que entram pelo lado ruim. Eu entro pelo lado ruim, com a consciência de que fiz tudo para estar aqui. Agradeço a Deus. Saio triste, mas sei que vou dormir tranquilo. Dei meu máximo para estar aqui.
R7
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