Com uma eleição acirrada, os dois principais candidatos à presidência da Câmara dos Deputados têm adotado método pouco usual para garantir margem segura de vantagem na disputa. Em uma corrida marcada por ameaças de defecções, tanto Arthur Lira (PP-AL) como Baleia Rossi (MDB-SP) têm recebido ligações sigilosas e participado de encontros reservados com deputados filiados a partidos do bloco adversário.
As reuniões discretas não são incluídas nas agendas oficiais dos candidatos, um pedido dos deputados infiéis para não sofrerem retaliações de seus partidos, e costumam ser solicitadas pelos próprios traidores. O objetivo deles ao declarar de maneira reservada apoio ao candidato rival é tanto garantir que nomeados políticos não sejam exonerados como assegurar um canal de diálogo caso o adversário ganhe a eleição a presidente. Os encontros têm ocorrido durante as viagens de campanha dos candidatos.
Segundo relatos feitos à Folha, reuniões são promovidas nos apartamentos de deputados, nos hotéis onde os candidatos estão hospedados ou até mesmo em hangar de aeroporto. Para garantir a discrição, alguns dos encontros são marcados em horários de pouco movimento, como de madrugada, e com a presença de pouca gente, para não chamar a atenção. Os infiéis reclamam da marcação cerrada de governadores para apoiarem seus candidatos.
Uma dessas reuniões ocorreu neste mês em Fortaleza. Para evitar que o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), ficasse sabendo, já que ele apoia a candidatura de Baleia, um encontro de Lira com deputados federais do PDT foi promovido no apartamento de um dos participantes.
No Ceará, o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem a simpatia de parcela dos partidos de esquerda. Isso torna maior o risco de traições. Nas conversas reservadas, Lira faz questão de lembrar que votou em Ciro Gomes (PDT) no primeiro turno da eleição presidencial de 2018.
Neste mês, outro encontro foi promovido em Florianópolis, desta vez pelo candidato do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo relatos de aliados, Baleia se reuniu, em uma sala da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com deputados federais do PSD, sigla que forma o bloco de apoio a Lira. No estado, MDB e PSD têm uma relação de proximidade, apesar de os partidos terem lançado candidaturas próprias à Prefeitura de Florianópolis no ano passado.
Além do PDT, Lira também teve conversas individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Teresina com congressistas de PT, PSB e PSDB, siglas que apoiam Baleia. Já o emedebista teve reuniões discretas com deputados do centrão, bloco liderado justamente por Lira.
O candidato de Maia também tem sido obrigado a manter reserva em encontros com parlamentares que integram seu próprio bloco de apoio. Isso porque eles detêm indicados em cargos no governo federal e têm sido ameaçados de exoneração pelo Palácio do Planalto. O deputado federal Flaviano Melo (MDB-AC), por exemplo, relatou a três colegas que o governo demitiu nomes apadrinhados por ele que estavam empregados em postos no Acre. Melo declarou apoio a Baleia e apareceu em fotos com ele.
Ainda no Acre, há deputados federais do PSDB que também possuem postos no governo e se reuniram de forma reservada com integrantes da campanha de Baleia pelo receio de serem retaliados. Segundo relatos de aliados, ao tomar conhecimento das agendas dos candidatos, os deputados infiéis costumam telefonar para pedir audiências privadas. Com receio de serem descobertos, alguns deles optam por declarar apoio apenas pelo telefone.
Hoje, os dois blocos fazem um cálculo de que há um percentual de risco de defecção de pelo menos 20%. Ou seja, que no mínimo um quinto dos deputados federais que formam cada grupo partidário poderá votar no candidato adversário. Para evitar uma margem grande de traições, tanto Lira como Baleia trabalham para reduzir esse percentual a 10%. Para isso, contam com a pressão de prefeitos e governadores, que sinalizam com a perda de cargos e liberação de obras. Na tentativa de ter mais controle sobre a base de apoio, Lira e Baleia trabalham com um mapa de votações, que é dividido por partidos ou regiões.
Segundo relatos de deputados, cada grupo é delegado a um aliado, que tem o objetivo de checar e assegurar aquele apoio.
A contagem de votos é feita inclusive nos deslocamentos aéreos, realizados em jatinhos contratados pelas campanhas. Na tentativa de fidelizar apoios, Baleia conta com a atuação direta de seu padrinho eleitoral. Maia tem participado de boa parte das viagens. Não só o presidente da Câmara dispara ligações para deputados como tem sido o principal responsável pelo contato com governadores, apoios considerados cruciais para evitar traições.
Bolsonaro expressa claramente a deputados a preferência por Lira. Além disso, o líder do centrão recebe apoio e ajuda de colegas cujos partidos integram o bloco antagônico, como Elmar Nascimento (DEM-BA) e Celso Sabino (PSDB-PA). A vitória de Lira já era uma questão de honra para Bolsonaro, que deseja impor uma derrota política a Maia. Agora, porem, ganhou um peso maior.
Bolsonaro quer evitar que Baleia tenha o poder de decidir sobre a possibilidade de abertura de um processo de impeachment. Há 56 pedidos de impeachment contra Bolsonaro aguardando análise do presidente da Câmara. O movimento tem ganhado força desde a semana passada, quando, além das siglas de oposição, entidades da sociedade civil encamparam a defesa da saída de Bolsonaro por causa da crise da Covid-19.
Apesar de a campanha legislativa não ter votação popular, Baleia e Lira cumprem agendas típicas de candidatos a cargos majoritários. No Piauí, por exemplo, Baleia tomou cajuína, bebida típica do Nordeste. No Norte, Lira fez questão de comer chocolates de castanha e cupuaçu.
Além dos dois favoritos, candidatos avulsos também recebem ligações de infiéis. O deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG), por exemplo, teve sinalizações de apoio de parlamentares de partidos como PT e PSL.
FOLHAPRESS
Aposto que o TSE manterá o mandato de Beto Rosado, pois a lei é clara. A decisão do TRE, acredito eu, será modificada assim que houver o recurso cabível! Não é à toa que a decisão foi de 3 a 2.
Mineiro assumir vai ser apenas perda pra o RN, se for apenas pra ir fazer oposição e não somar pra conseguir recursos para o RN.
Os idiotas não querem nem saber de direito garantido…os imbecis vão logo jogando seu ódio patético ao PT sem entender de porea nenhuma…é uns seres de qualidades pifis..deus me livre de ser vizinho de umas pragas dessas…devem ser pessoas ruins da pior espécie..atropeĺa cão na rua por prazer de ouvir a pancada…
Beto rosado perdeu o mandato pirque não teve voto pra ser federal..apenas usso..e deuxem de jogarem seus odios por ai..seus vermes..
Sérgio Nogueira, parabéns pelo seu comentário. Acrescento apenas o seguinte: esperar o quê de Mineiro? NADA. Só em ser do PT. O fedor já é grande. João Macena.
TROCOU SEIS POR MEIA DUZIA , DOIS PROFISSIONAIS DA POLITICA PRODUZEM SOMENTE DESPESAS !!!
A justiça foi feita. Antes tarde…Mineiro seguirá com as suas pautas em favor dos mais necessitados!!!
O único necessitado que vai ser beneficiado com esse mandato é ele mesmo. Passou dois anos sendo humilhado pela Governadora, comandou uma secretaria que tinha como única função lhe garantir uma fonte de renda para pagar as contas.
Nesta secretaria não tem nada para apresentar, não fez nada, fora viagens para o exterior para mostrar queijo de Caicó e mesmo assim não teve qualquer repercussão econômica.
Mineiro, politicamente, é algo entre o nada e o muito pouco. Não tem um projeto que tenha melhorado a vida de alguém, não tem um ação a favor da população ou do RN.
Sempre viveu e viverá na sombra das sinecuras que a política proporciona porque se perder esse vínculo vai viver de quê?
Um político medíocre e muito medíocre na minha opinião.
Vai ler pelo menos o Aurélio, pq de política tu não entende nada mesmo. Kkkk
A não ser que vc seja defensor da quadrilha dos PTralhas, ai tudo bem. Alves, Maia, rosados, e PTralhas todos são iguais, por isso não defendo um cagao desses.
Antes de tudo, não sou apoiador de nenhum candidato, pois faz tempo que tô para ver alguém que realmente mereça meu voto, mas vamos lá….
Os eleitos deveriam ser aqueles que tivessem o maior número de votos, simples. Agora como no Brasil tudo tem seu jeitinho, os políticos deste país fazem as leis em causa própria. Acham a eleição presidencial norte-americana confusa, mas fazem do mesmo jeito e ainda chamam de "democracia", "vontade do povo". Se realmente fosse como deveria ser, pelo voto direto, ganharia que mais somou votos e não teria essa palhaçada de anular voto de Sicrano, recontar os votos de Beltrano e dar o cargo para Fulano.
Chuuupa Rosado!
A,população do RN tem que tirar da vida pública os maias, alves e rosados, que só fizeram acabar com nosso estado , p família deles tudo para o povo e estado só atraso, saúde, educação e segurança hoje pagamos pelos 50 anos que estas famílias dominaram o nosso querido RN.
Um detalhe, o nobre deputado não tem o q fazer, até pq ele não é parte no processo… A questão é com o kerinho… Como os votos foram invalidados… Ele (Beto) perde a vaga para Mineiro… É o q diz a lei…. É o q decidiu a corte eleitoral no estado … Cabe a Kerinho (só a ele) recorrer da sentença… Caso ele queira encerrar o caso, basta deixar transitar em julgado… Ai, "Inês é morta" para o Dep Federal Beto…
Decisão justa. Não tenho a menor simpatia pelo Fernando Mineiro, mas regras são regras.
Esse tal de meirinho ganhou quanto desse deputado para manter essa ação
Exatamente isso, houve de forma natural, pois é como atuam, suborno por parte dessa turma dos PTRALHAS. Onde esses corruptos chegam, tem sujeira. E esse mineirinho não é diferente em nada do restante da quadrilha.