Cultura

Cinemateca Brasileira não tem cargo prometido por Bolsonaro a Regina Duarte e nomeação da atriz depende de burocracia

Ao anunciar o afastamento da atriz Regina Duarte do comando da Secretaria Especial de Cultura nesta quarta (20), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que ela iria para a Cinemateca Brasileira, responsável pela preservação e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro.

Questões jurídicas podem dificultar a ida da atriz para a instituição, no entanto. Isso porque a Cinemateca Brasileira deixou de ser administrada diretamente pelo governo federal há quatro anos, quando teve sua gestão transferida para uma organização social, a Acerp, Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. O modelo usa características de administração privadas em entidades públicas.

A advogada Marcela Arruda, sócia do escritório Rubens Naves Santos Jr. e especialista em direito administrativo, afirma que, para Regina assumir alguma função relacionada à Cinemateca, haveria três alternativas.

A primeira seria a sua contratação pelo próprio governo federal para a coordenação-geral da Cinemateca, um cargo de confiança. Nele, Regina atuaria como representante da Secretaria do Audiovisual e supervisionaria as ações do equipamento.

Nada impede também que a própria Acerp contrate diretamente Regina. Mas, lembra a advogada, uma das principais características do modelo das organizações sociais é a autonomia de gestão.

Internamente, o principal cargo existente que poderia ser ocupado pela atriz é o de superintendente da Cinemateca, hoje ocupado por Roberto Barbeiro, indicado pelo Republicanos e que conta com a bênção do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal.

Uma terceira possibilidade seria a ruptura com o modelo de organizações sociais e o retorno da Cinemateca à administração federal, em que os funcionários são alocados diretamente pelo governo.

Seja qual dos meios for escolhido, no entanto, antes de tudo o governo federal precisaria resolver a situação da Cinemateca, hoje ameaçada por falta de recursos.

O contrato governamental com a Acerp foi assinado há dois anos. Desde então, o governo faz um repasse anual à Roquette Pinto para gerir o espaço.

No ano passado, a previsão era de entrada de R$ 13 milhões, mas só R$ 7 milhões foram transferidos até dezembro. A demora, dizem pessoas ligadas ao tema, está relacionada à desestruturação da Secretaria Especial da Cultura, que tem parte de suas funções na Cidadania e parte no Turismo.

Com 64 funcionários, tem previsão de receitas de R$ 11 milhões para 2020, queda de 14,7% com relação ao ano passado, em termos nominais.

Pessoas do meio veem risco de prejuízo ao acervo, já que são exigidas salas climatizadas e processos químicos para o correto acondicionamento.

No Congresso, parlamentares relatam dificuldades para transferir, por exemplo, recursos de emendas para a Cinemateca por impedimento por parte do governo federal em empenhá-las.

Responsável por costurar a saída de Regina Duarte da Secretaria Especial da Cultura, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) disse nesta quarta (20) no Palácio do Planalto que a formalização da ida da atriz para a Cinemateca de São Paulo ainda está pendente.

Segundo a deputada, a nomeação da agora ex-secretária depende de questões burocráticas que não têm prazo para serem resolvidas.

Depois de passar por semanas de fritura, Regina foi destituída do cargo de secretária especial de Cultura, no qual permaneceu por menos de três meses.

Como mostrou a Folha nesta quarta (20), a atriz costurou uma “saída honrosa” do governo Bolsonaro com a ajuda de Zambelli e de militares auxiliares do presidente.

“A secretária [Regina] não saiu ainda [do cargo]. Ela vai fazer a transição”, disse Zambelli no Palácio do Planalto.

“Vai primeiro ter um decreto, tem uma organização que precisa ser feita para ela poder ir para a Cinemateca”, acrescentou. “A formalização da ida [para a Cinemateca] dela [Regina] precisa resolver essa questão burocrática. E aí vincular como um cargo do governo em São Paulo.”

Os detalhes do que seriam essa transição não foram esclarecidos nem pela parlamentar, nem pelo Planalto e nem pela atriz.

Aliados de Regina, que viam com ceticismo essa costura de acordo com Zambelli, também são reticentes sobre essa indicação para a Cinemateca e veem grandes chances de isso não ser cumprido.

Segundo Zambelli, a nomeação de Regina depende da edição de um decreto que reestrutura a Secretaria Especial da Cultura. Essa mudança está pendente desde janeiro deste ano, quando Roberto Alvim foi demitido do cargo depois de parafrasear um ministro da Alemanha nazista.

Reduzida de ministério a secretaria na gestão Bolsonaro, a Cultura era subordinada ao Ministério da Cidadania e foi transferida para o Turismo no fim do ano passado. Como a mudança não foi feita completamente, a estrutura está na prática dividida entre as duas pastas.

A edição do decreto foi mais uma das derrotas de Regina em sua rápida passagem pelo governo. Ela tentou, sem sucesso, modificar a estrutura da Secretaria, o que poderia lhe garantir mais autonomia para trabalho.

Zambelli afirmou ainda que a ex-secretária da Cultura deve preparar uma série de vídeos com divulgações sobre o trabalho da atriz à frente da estrutura.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Regina Duarte, uma referencia de ser humano e comportamental como profisasional das artes, depois de madura deixou a vaidade vencar suas personalidade. Se meteu num covil para ser devorada, serviu apenas para ser fotografa com o presidente tresloucado e a primeira dama que não ofende a ninguem, é a unica pessoas centrada da gaiola dos loucos.

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Economia

Guedes planeja cortar encargos trabalhistas por até 2 anos com nova CPMF digital

O ministro Paulo Guedes (Economia) planeja uma desoneração emergencial de impostos aplicados sobre salários por um ou dois anos com objetivo de estimular empresas a contratarem trabalhadores após o pico do coronavírus no país. Para compensar a perda de receita, ele pretende criar um imposto sobre transações digitais.

A ideia resgata um antigo objetivo de Guedes, de implementar uma contribuição sobre pagamentos. Apesar de o debate lembrar a antiga CPMF e técnicos fazerem menção ao tributo em análises sobre a proposta, o ministro rechaça a comparação.

Guedes brinca que o último que falou no nome da CPMF foi demitido, em referência ao antigo secretário da Receita Marcos Cintra. O auxiliar de Guedes sempre defendia uma nova cobrança nos moldes da CPMF, cuja criação era rechaçada em declarações do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro diz agora que não se trata de CPMF. A ideia é buscar apoio político, defendendo a visão que se trata de um imposto diferente, a ser aplicado em transações digitais. O ministro ainda não dá detalhes da proposta.

O secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, disse na semana passada que as análises do governo sobre a CPMF foram interrompidas em 2019, mas podem voltar se necessário.

“Estudos [sobre CPMF] foram feitos no ano passado, mas a partir do momento em que houve decisão de que isso não seria considerado, interrompemos esses estudos. Na retomada, vamos avaliar tudo. Se for considerado necessário, [vamos] retomar estudo sobre isso também, se for necessário”, disse Tostes Neto na sexta (15).

Para Guedes, há chances de conseguir mais receitas. “Agora estou indo buscar recursos, e vamos precisar de apoio da opinião pública, da população, para fazer um movimento forte. Acho que vamos conseguir buscar o dinheiro para, quem sabe, chegar num momento de dizer que está pago o coronavírus”, afirmou em reunião com empresários na terça-feira (19).

Guedes acredita que o modelo do novo imposto, somado à desoneração dos encargos trabalhistas, seria benéfico ao livrar empresas de custos para contratar. “Vamos falar de encargos trabalhistas e possibilidade de contratar pessoas sem incidência de impostos sobre mão de obra. Vamos ter que lançar isso agora”, afirmou.

Atrelado à desoneração da folha, Guedes quer emplacar também uma redução de direitos trabalhistas com a justificativa de reduzir os recursos pagos pelas empresas à mão de obra. “No Brasil do desemprego em massa, temos que ter coragem de lançar esse sistema alternativo. Com menos interferência sindical, com menos legislação trabalhista“, disse.

O plano do Ministério da Economia é recriar o que chama de carteira de trabalho Verde e Amarela, modelo de contratação que prevê menos direitos e encargos trabalhistas. A tentativa anterior, criada por meio de uma medida provisória e voltada aos jovens, chegou ao fim do prazo de tramitação no Congresso sem ser votada e perdeu a validade.

“É um regime emergencial, vamos usar por um ou dois anos, depois o Brasil vai entender e ver o que é melhor”, afirmou. “Vamos criar um regime emergencial contra o desemprego em massa”, defendeu.

Na área tributária, Guedes também planeja emplacar seu modelo de fusão de PIS e Cofins, sugere prorrogar por mais tempo a suspensão do IOF sobre crédito para mitigar a crise e ainda vê como fundamental o refinanciamento de impostos diferidos durante a pandemia.

Entre as propostas planejadas pelo ministro para os próximos meses estão também novas linhas de crédito, já que entende que algumas delas, como a de financiamento da folha, não deram certo.

O ministro avalia que medidas para preparar o país para uma retomada devem ser lançadas dentro de 30 a 40 dias, depois de as discussões migrarem da Saúde para o que chama de segunda onda da crise do coronavírus, a econômica.

Na retomada, planeja ainda o novo marco legal do saneamento, alterações nas regras de petróleo e gás e aprimoramento de normas de logística e infraestrutura. Ele acredita que essas medidas trarão bilhões de investimentos privados em cada área.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Quem não quiser trabalhar para alguém, trabalhe por contra própria (tá esperando que o governo lhe entregue tudo de mão beijada para vc gerir, é? Sabe gerir uma empresa?).

    1. Oba, eu quero uma fábrica de semi-condutores… se for improdutiva, eu peço subsídios e barreiras comercias.

  2. A mesma conversa da "reforma trabalhista" e "reforma da previdência" que geraram 0 empregos. Sorte desse cara que conta com a irracionalidade de 30% de imbecis.

    1. O saldo pós-reforma já tinha gerado mais de 1,2 milhão de empregos. Depois da reforma previdenciária, houve vários choques externos. O último é a pandemia.

  3. Ou seja : tira com uma mão e bota (na classe média e no povão) com a outra.
    Ô menino besta !!!!!!!!!!, kkkkkkk.

  4. Segundo Guedes, eh preciso menos atuacao sindical e menos regulamentacao trabalhista. Querem direitos ou empregos? Que tal tirar todos os direitos, voltarmos ao regime de escravidao, 16 horas de trabalho. Que tal acabar com o salario minimo. Empregadas domesticas trabalhando feito escravas somente pelo direito de moradia e alimentacao. E isso que Guedes quer, e muita gente da chamada classe media, que acha que é rica.

    1. Na sua cabecinha só existem esses dois extremos, né? (ainda enfiou um discurso de ódio contra a classe média – a não tutelada. Típico de esquerdinha cheio de inveja).

  5. Desonerar a folha de pagamento nao gera a criacao de mais empregos. Apenas aumenta o lucro dos empresarios. Se voce tem uma pizzaria e tem 10 empregados, a desoneracao nao vai fazer voce contratar novos empregados, isto porque os 10 empregados ja lhe bastam. O que vai fazer voce contratar novos empregados é o aumento de consumo, o consumo, a demanda. Portanto vai somente fazer aumentar seus lucros. Agora se nao desonerar, e por algum motivo, o consumo aumentar, voce vai contratar mais empregados, mesmo com a folha nao desonerada.

    1. E que vc tem contra o lucro? Parte dele é destinado a reinvestimentos para o negócio continuar de pé ou ganhar produtividade.

  6. Desonera empresários e onera o povo.
    Pense um pesadelo esse governo.
    O ódio ao pobre é evidente.

    1. BG
      Então é melhor o desemprego em massa. Coloca uma micro empresa para você ver o que é bom pra tosse, fica ai dando pitaco sem saber a realidade. Deve ser alguém que tem um salario do poder público e que nunca teve nem uma bodega.

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Judiciário

Queiroz soube de relatório na PF ainda em fase sigilosa de investigação

A defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi informada em agosto do ano passado sobre a existência de um inquérito sigiloso da Polícia Federal no Rio de Janeiro que mencionava o policial militar aposentado.

Nessa investigação sigilosa, Flávio e Queiroz são citados em relatório federal do Coaf, órgão de inteligência financeira, sobre movimentações suspeitas. Nenhum dos dois, contudo, é alvo da investigação.

As circunstâncias do acesso a esse caso são semelhantes àquelas narradas à Folha pelo empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado e seu atual adversário político.

Segundo Marinho, em outubro de 2018, um delegado da PF avisou assessores de Flávio que documento em posse da Operação Furna da Onça, à época ainda na fase de investigação sigilosa, havia detectado suspeitas sobre Queiroz. Nenhum dos dois era alvo da apuração.

Esse novo caso ocorreu em agosto do ano passado, mês em que iniciou a crise entre Bolsonaro e a Polícia Federal em torno da superintendência da corporação no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma investigação aberta com base num dos já conhecidos relatórios do Coaf, produzido em julho de 2018, que tem dez personagens principais —entre eles Queiroz e Flávio.

O inquérito em questão, instaurado na PF em fevereiro de 2019 pelo delegado Acen Amaral Vatef, a pedido do Ministério Público Federal, apurava especificamente crimes de evasão de divisa praticados, em tese, por um advogado do Rio Grande do Sul, também citado no relatório do Coaf.

No curso dessa investigação, em 29 de agosto do ano passado, o então advogado de Queiroz, Paulo Klein, solicitou acesso ao inquérito, apontando a menção ao seu cliente nos autos. A juíza Adriana Cruz negou o pedido, afirmando que o PM aposentando não era investigado nos autos, mas concedeu cópia do relatório que o menciona.

Naquele momento, não havia ocorrido nenhuma oitiva formal de testemunhas ou investigados, apenas algumas diligências, como envio de ofícios a órgãos públicos e também um pedido de informação para uma empresa que teria recebido dinheiro do alvo do Rio Grande do Sul.

Até ali, o inquérito tinha passado, além da PF, pelo Ministério Público Federal e pela Justiça Federal. Em maio, três meses antes, dois advogados de investigados pediram e tiveram acesso aos autos.

O pedido à juíza, contudo, mostra que a defesa de Queiroz teve conhecimento sobre a menção ao PM aposentado em inquérito sob sigilo que não se referia a ele. A dinâmica é semelhante à ocorrida supostamente na Operação Furna da Onça, como contou Marinho à Folha.

Queiroz foi o pivô da investigação contra o senador aberta pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em julho de 2018 e que levou à quebra de sigilos bancário e fiscal deles.

No caso de agora, o documento do Coaf que está no inquérito também integra o procedimento criminal do Ministério Público do Rio de Janeiro. Tanto Flávio como Queiroz já tinham, portanto, cópia dele quando a defesa do ex-assessor parlamentar solicitou acesso a esse inquérito da PF.

O pedido do advogado de Queiroz à Justiça foi feito em 29 de agosto do ano passado. Duas semanas antes, no dia 15, Bolsonaro atropelou o comando da PF e afirmou que iria trocar o superintendente do Rio de Janeiro, à época Ricardo Saadi.

A fala foi o estopim da crise na corporação que culminou, em abril deste ano, na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O ex-ministro afirma que Bolsonaro insistia em ter alguém de sua confiança comandando a PF no Rio de Janeiro.

O advogado Paulo Klein afirmou que não comentaria o caso por não atuar mais na defesa de Queiroz. A Folha não conseguiu localizar o ex-assessor de Flávio. A PF disse que não comenta investigações.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Mas o presidente falou que nem ele, nem qualquer dos filhos estavam sendo investigados pela PF?
    Entendi nada agora.

  2. Tanta coisa pendente no âmbito da PF carioca, e o Capetão exigindo que Moro apontasse um improvável mandante para a facada que foi fundamental para sua eleição.

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Economia

Azul retoma operação de voos entre Natal e Recife a partir de 15 de junho

A Companhia aérea Azul informou que vai adicionar novos voos diretos e retomará a operação em cinco cidades do País no próximo mês. Natal será uma dessas cidades, com voos diretos e diários para o Recife, principal centro de conexões da Azul no Nordeste, a partir de 15 de junho. Com essas e outras ampliações, a Azul deve chegar a 168 decolagens em dia-pico no mês de junho. As passagens já estão disponíveis em todos os canais oficiais da companhia. A Azul suspendeu as operações em Natal no dia 28 de março devido à pandemia do novo coronavírus.

Saindo da capital do Rio Grande do Norte, os voos da companhia acontecerão todos os dias, com exceção das terças e quintas-feiras, e serão cumpridos com as aeronaves modelo ATR 72-600, com capacidade para até 70 pessoas. No Recife, os clientes terão a possibilidade de conexão para Congonhas (SP), Campinas, Brasília, Belém, Fortaleza, Salvador, Aracaju, Petrolina e Juazeiro do Norte. Com as inclusões e a retomada da assistência pelo modal aéreo, mais cidades do país voltam a ser conectadas com a malha doméstica e internacional da Azul, o que contribui para o transporte de cargas importantes, como as de medicamentos e equipamentos de proteção individual, assim como de Clientes que necessitem viajar e profissionais de saúde.

TRIBUNA DO NORTE

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Economia

Detran baixa portaria autorizando transferência de veículos e primeiro registro

No final da noite desta quarta-feira o diretor do Detran, baixou uma portaria liberando vistorias de veiculos dentro das concessionárias seguindo os requisitos da OMS e da Secretária Estadual de Saúde nos items seguranças pessoais.

A portaria libera serviço de transferência de propriedade e primeiro emplacamento com vistoria externa diretamente nas concessionárias e lojas de venda de veículos.

Acerta o Detran.

Portaria nº 407/2020-GADIR
Natal/RN, 20 de maio de 2020.

Dispõe sobre a realização o serviço de transferência de propriedade e primeiro emplacamento com vistoria externa.

O Diretor Geral do Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Rio Grande do Norte – DETRAN/RN, no uso das atribuições que lhe confere o Ar tigo 33, Inciso I e XI do Regimento Geral da Autarquia, aprovado pelo Decreto n° 8636, de 22 de abril de 1983 e considerando o artigo 22 da Lei 9.503/97 de 23 de setembro de 1997 que instituiu o Código de Transito Brasileiro – CTB,

CONSIDERANDO a declaração de emergência em saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sobre a qual dispõe a Lei Federal nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, em decorrência da pandemia provocada pelo vírus COVID-19, o novo coronavírus;

CONSIDERANDO o Decreto Nº 29.583, de 1º de abril de 2020, que consolida as medidas de saúde para o enfrentamento do novo coronavírus (COVID-19) no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte e dá outras providências;

CONSIDERANDO os Decretos nº 29.634, de 22 de abril de 2020 e 04 de maio de 2020, que prorrogam as medidas de saúde para o enfrentamento do novo coronavírus (COVID-19) no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte;

CONSIDERANDO a necessidade de atendimento mínimo da sociedade no que se refere a serviços prestados pela Coordenadoria de Registro de Veículos deste Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte;

CONSIDERANDO a importância dos serviços prestados pela Coordenadoria de Registro de Veículos, inclusive atinentes à segurança pública, pelo licenciamento e emplacamento de veículos;

CONSIDERANDO a importância de ser regulamentada a atividade de modo a não expor o servidor público a risco de contaminação pelo Sars-CoV-2, adequando-se às recomendações da Organização Mundial de Saúde e das autoridades sanitárias nacionais

RESOLVE:
Art. 1º. Regulamentar o serviço de transferência de propriedade e primeiro emplacamento com vistoria externa diretamente nas concessionárias e lojas de venda de veículos.
§ 1º. O serviço de vistoria a que alude esta Portaria será realizado nas dependências das lojas e concessionarias exclusivamente através de agendamento prévio encaminhado à Coordenadoria de Registro de Veículo;
§ 2º. Ficam os vistoriadores e auditores do quadro de pessoal do Detran RN autorizados a realizarem o serviço previsto no Caput, limitado ao máximo 8 (oito) por dia;
§ 3. Os lojistas e concessionárias deverão disponibilizar aos vistoriadores equipamentos de segurança (máscara, Luvas, máscara de proteção facial de acetato, álcool em gel 70%);
§ 4º. Os lojistas e concessionárias deverão disponibilizar local isolado, onde os veículos a serem vistoriados deverão permanecer aguardando a realização da vistoria;
§ 5º. Os lojistas e concessionárias ficam obrigados a fazer limpeza geral no veículo com álcool 70% antes da chegada do vistoriador;
§ 6º. Durante a realização do serviço de vistoria fica terminantemente proibida a presença e circulação de terceiros na área isolada;
§ 7º. Realizadas as vistorias os lojistas viabilizarão com seus despachantes a abertura dos respectivos processos referente ao serviço de transferência de propriedade de veículo ou de primeiro emplacamento;
§ 8º. Após aberto os processos, o Conselho dos Despachantes viabilizará a entrega, por empresas, via malote, a Coordenadoria de Registro de Veículos para serem auditados e emitida a documentação pertinente;
§ 9º. Auditado os processos e emitidos os documentos dos veículos ,a Coordenadoria de Registro informará ao Conselho dos Despachantes para que possam retirá-los, sendo proibida a permanência de qualquer empresa ou representante durante a auditagem dos processos;
§ 10. Os vistoriadores escalados para o serviço e durante a execução desse, não poderão manter contato físico nem aproximado a menos de um metro e meio de distância, com qualquer pessoa estranha serviço;
Art. 2º. O DETRAN/RN viabilizará para os auditores equipamentos de segurança (máscara, Luvas, e álcool 70%) e transporte, desde que não utilizem transporte próprio;
Art. 3º. Os procedimentos específicos de emissão dos laudos de vistoria e recebimento e entrega dos documentos serão definidos pela Coordenadoria de Registro de Veículos.
Art. 4º. Os descumprimento de qualquer dispositivo desta portaria enseja na imediata paralisação do serviço até que todos os itens sejam devidamente cumpridos;
Cumpra-se e publique-se.

JONIELSON PEREIRA DE OLIVEIRA
Diretor Geral – DETRAN/RN

Opinião dos leitores

  1. O governo precisa dessa fonte de renda. E q renda!
    Precisa liberar tb as vistorias para reposição de placas.
    Só o q se vê nas ruas são carros sem as placas dianteiras.
    Demorou.

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Mundo

Veterano britânico que arrecadou milhões contra a covid-19 será condecorado pela rainha Elizabeth II


Foto: UK Ministry of Defence/Crown Copyright 2020/Handout via Reuters

O capitão britânico Tom Moore, veterano da 2ª Guerra, será condecorado com o título de cavaleiro – Sir – pela rainha Elizabeth II, segundo revelou nesta quarta-feira, 20, o primeiro-ministro, Boris Johnson.

O veterano, que completou 100 anos no último dia 30, se tornou celebridade ainda no início da crise provocada pela propagação da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, ao arrecadar 33 milhões de libras (cerca de R$ 230,3 milhões) para o serviço público de saúde local (NHS).

Inicialmente, Moore tinha meta de conseguir 1 mil libras (R$ 6,9 mil), ao dar cem voltas ao redor do quarteirão em que vive, mas a história do veterano sensibilizou diversas pessoas ao redor do mundo, que multiplicaram o valor em milhares de vezes.

O capitão utilizou o Twitter para agradecer a homenagem, que renderá a ele o direito de usar o termo ‘Sir’ antes do nome, em mensagem dirigida à rainha, ao governo e aos cidadãos britânicos. “Continuarei a serviço de vocês”, escreveu.

Recentemente, Moore já havia recebido o título honorário de coronel do Exército, outorgado pelo Ministério da Defesa. Além disso, ainda se tornou sucesso musical no Reino Unido, ao gravar o clássico You’ll Never Walk Alone com o cantor Michael Ball, se tornando o número 1 nas paradas de sucesso locais.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Enquanto isso, no Brasil, as forças armadas só pensam em sugar os cofres públicos. Até na reforma da previdência exigiram aumento. Fora o cabide de emprego para milico aposentado, que viraram os ministérios após o “mito” assumir..

    1. Mas isso é reflexo de uma sociedade amadurecida, com instituições sólidas, forjada por séculos de lutas, tem a ver com princípios, caráter, valores morais, coisas que nesse Brasil varonil não são valorizadas. Aqui, impera o "jeitinho" o "se dar bem", o individualismo, e assim, vamos seguindo ladeira abaixo.

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Cidades

Pandemia provoca cancelamento da Festa de Sant’Ana pela 1ª vez em 260 anos

Foto: reprodução

A tradicional Festa de Sant’Ana foi cancelada em Currais Novos e Caicó, Seridó potiguar, por causa da pandemia do novo coronavírus. As comemorações à santa padroeira da região vão ocorrer de forma virtual, pelas redes sociais. É a primeira vez que a festa é cancelada em 260 anos de existência. Em Caicó, a festividade seria entre 22 de julho e 2 de agosto. Já em Currais Novos, Sant’Anna seria festejada entre 16 e 26 de julho.

Com informações do Agora RN

Opinião dos leitores

  1. Acompanharemos as missas virtualmente. Oraremos para que está tempestade passe logo e qua fé em Jesus e Santana, faça voltar o brilho do sol em nossas vidas. Em breve faremos as comemorações com muito louvor. Amém.

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Polícia

Paulo Marinho depõe por 5 horas e, ao sair, alega que processo é sigiloso

Foto: SAULO ANGELO/AM PRESS & IMAGES/ESTADÃO CONTEÚDO

Após cerca de cinco horas de depoimento na superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o empresário Paulo Marinho disse que não podia comentar sobre o que falou aos investigadores porque o inquérito é sigiloso. Havia a expectativa de que ele apresentasse provas sobre as acusações que fez contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem é suplente. Ao chegar ao local, o ex-aliado da família presidencial foi perguntado sobre o que carregava na mochila. “Um suco de laranja”, brincou.

O depoimento foi prestado a delegados da PF e procuradores do Ministério Público Federal. Enquanto os policiais reabriram um procedimento antigo sobre o suposto vazamento da operação Furna da Onça, o MPF abriu um inquérito a partir das declarações do empresário.

“Para não prejudicar as investigações, não posso dar nenhuma declaração a respeito do meu depoimento. Em respeito a vocês que estão aqui desde as duas da tarde, vim dar essa declaração”, limitou-se a dizer Marinho ao sair da superintendência.

Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada no último domingo, Marinho afirmou que um delegado teria se encontrado na porta da superintendência da PF – a mesma em que foi depor hoje – com interlocutores do então deputado estadual e hoje senador para informar que a operação seria atrasada, a fim de não prejudicar a família Bolsonaro em meio ao período eleitoral de 2018.

A operação foi às ruas no dia 8 de novembro e cumpriu 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e tendo como foco deputados da Assembleia Legislativa do Rio.

Flávio não era alvo, mas relatórios de inteligência financeira produzidos pelo antigo Coaf já apontavam desde janeiro daquele ano movimentações suspeitas nas contas de Fabrício Queiroz, seu suposto operador financeiro no esquema de “rachadinha”. Os relatórios tinham como escopo deputados e assessores da Alerj, e o caso específico de Flávio foi revelado pelo Estadão no início de dezembro, quando o procedimento investigativo já havia sido aberto pelo Ministério Público do Rio.

Segundo Marinho, os advogados Miguel Braga Grillo e Victor Granado Alves, que têm longo histórico de relação com a família Bolsonaro em gabinetes e processos judiciais, compareceram à sede da PF junto com outra interlocutora, Val Meliga, para ouvir o que o delegado tinha a dizer.

R7

Opinião dos leitores

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Economia

Petrobrás aumenta preço da gasolina pela terceira vez no mês e alta já chega a 37% em maio


Foto: Talita Matsushita

A Petrobrás informou às distribuidoras nesta quarta-feira, 20, que vai aumentar a gasolina em 12% a partir de quinta-feira, 21, seguindo a recuperação do preço do petróleo no mercado internacional. Esse é o terceiro aumento no mês, os outros foram feitos nos dias 7 e 14. Com isso, só em maio o combustível já teve alta de 37,47%.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o aumento será de R$ 0,1350 por litro.

Os reajustes ocorrem após o preço do petróleo tipo Brent, referência internacional, ter avançado cerca de 40% em maio, reagindo a cortes de produção de grandes produtores e a um relaxamento de medidas de isolamento contra o coronavírus em países da Europa e nos Estados Unidos, o que chega com a promessa de reativação da economia nesses lugares.

Ainda assim, os valores da gasolina da Petrobrás neste ano ainda acumulam queda de 34%, depois de o mercado de petróleo ter sofrido fortemente com uma desaceleração da economia global, diante de impactos da pandemia. O recuo acumulado do Brent neste ano é de aproximadamente 47%.

Esta semana, a Petrobrás não alterou o valor do diesel, que havia sido elevado na terça-feira, 12, em 8%, na primeira alta aplicada ao combustível pela petroleira neste ano. No caso do diesel —um produto sensível aos caminhoneiros, categoria que costuma apoiar o presidente da República Jair Bolsonaro— a queda acumulada no ano é de cerca de 40%.

O reajuste no preço da gasolina agrada a importadores e ao setor de etanol, que reivindica aumento no valor da gasolina para reduzir as perdas com as vendas observadas desde o início da pandemia, quando o combustível fóssil caiu cerca de 5% nos postos de abastecimento.

Depois de ter sido cotado abaixo dos US$ 20 o barril em meados de abril, o petróleo iniciou na semana passada uma escalada de alta, motivado pela volta de algumas economias após meses de retração decorrente da pandemia do coronavírus.

Nesta quarta, o petróleo tipo Brent para os contratos de julho tinha alta de 2,91%, cotado a US$ 35,66 o barril, por volta das 14h.

Estadão Conteúdo com Reuters

Opinião dos leitores

  1. Fica fácil subir preço na crise quando se tem 200 milhões de patos para sustentar o monopólio.

  2. O problema todo é q a petrobrás tem espírito de empresa privada, quer lucrar seja como for. Se é da nação, do povo, o preço era pra ser de custo, custo operacional e de investimentos, pra manter sua existência, mas com foco na nação. Mas o q vemos é o balizamento com mercado exterior, isso é q revolta. Então vende logo, q o futuro vem por aí e mais 20 anos não vamos precisar tanto assim do petróleo

  3. Depois querem que os postos não repassem.
    Ficam criticando os donos de postos, muitos chamam até de ladrões.
    Tão fácil de resolver, tá achando caro em determinado posto??Procure outro, é um direito seu, mas não chame o dono de ladrão, o preço é livre, ele pode vender da maneira que achar que deve, é um direito dele Tá?
    Parem de tanta frescura. Tudo aumenta e ninguém diz nada.
    Tem um radialista aí, de uma emissora de rádio conhecida, todas manhãs faz o maior estardalhaço com o preço dos combustíveis.
    Ridículo esse cara, não respeita as regras do livre mercardo, abre os microfones da rádio, para junto com pessoas totalmente desenformadas, denegrir a imagem dos donos de postos.
    Lamentável, mais muito mesmo. Ele não sabe o que está dizendo, nem procura se informar, olha o preço na bomba e vai, não procura vê o que tem por trás daquele preço, que, além dos engargos normais, pode ter despesas com arrendamento, e outros custos operacionais caros por exemplo.
    ÉÉ
    Lamentável!!
    Tá passando da hora dele se corrigir, aprender o que realmente acontece na prática.

  4. Quando o litro da gasolina chegar a R$ 6,00 eles sossegam. Porque é exatamente isso que a Petrobrás está querendo, que o preço da gasolina seja igual ao do dólar.

    1. Essa é a nova politica adotada pela direção da empresa q por sua vez segue as diretrizes NEOLIBERAIS do Governo Federal.
      O povo assim escolheu, infelizmente.

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Saúde

Empresa que vai gerenciar UTIs abre inscrições para credenciamento de médicos


Imagem: Freepik

A empresa Avante Social, encarregada de implantar e gerenciar 30 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nos hospitais do Rio Grande do Norte, abriu inscrições para credenciamento de médicos para atendimento nas unidades. As inscrições seguem até o próximo dia 30, para os cargos de médico intensivista diurno e noturno, médico diarista diurno e noturno e médico infectologista diurno e noturno.

Os profissionais atuarão nos leitos que serão instalados no Hospital Colônia Doutor João Machado, em Natal, e no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, em razão da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), ou para demais Hospitais de Campanha que poderão ser abertos no contexto de estruturação e operacionalização de leitos destinados ao atendimento emergencial aos pacientes com Covid-19, nos termos do contrato Nº 512/2020, firmado entre o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a empresa Avante Social.

O interessado em se inscrever no processo de credenciamento deverá encaminhar Currículo vitae, constando o número da identidade, CPF, CRM, indicação da área em que pretende se cadastrar e cidade de preferência (Natal, Macaíba ou ambas), para o endereço eletrônico: [email protected], com o assunto “Edital 18 – credenciamento de médicos – Natal/RN e Macaíba”.

O processo seletivo ocorrerá por meio de análise curricular e o prazo mínimo de assistência é de seis meses, prorrogáveis, pois as UTI’s estão sendo montadas para permanecerem ativas mesmo após a ação de assistência a pacientes com Covid-19.

Opinião dos leitores

  1. Pq o estado resolveu contratar uma OS p administrar esses leitos se tem profissionais ou poderia pelos contratos das cooperativas.
    Se tá adquirindo equipamentos p implantar leitos pq esse tipo d3 contratação que geralmente sai bem mais caro.
    Qdo passar a pandemia os servidores se preparem p atraso de pagamento, pq tem sido uma loucura esses gastos e contratações.
    Pior, continua o caos por falta de leitos.

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Economia

Estados e municípios podem receber até R$ 5,2 bilhões ainda em 2020 com acordo da Lei Kandir

Foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia

O acordo sobre a Lei Kandir homologado nesta quarta-feira, 20, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pode gerar um repasse de até R$ 5,2 bilhões, ainda em 2020, para estados e municípios. A estimativa é do Ministério da Economia.

Segundo o secretário da Fazenda da pasta, Waldery Rodrigues, esse valor só poderá ser repassado caso o Congresso aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo. Caso contrário, o repasse até dezembro cai para R$ 4 bilhões.

O Ministério da Economia prevê dois cronogramas, que variam com a aprovação ou não da PEC do Pacto Federativo. Com a PEC, governadores e prefeitos vão receber R$ 5,2 bilhões por ano entre 2020 e 2022 e R$ 4 bilhões por ano entre 2023 e 2030. Depois, o valor vai decrescendo até chegar a zero em 2037.

Sem a PEC, o valor inicial é de R$ 4 bilhões por ano entre 2020 e 2030 e vai decrescendo no ano seguinte até chegar a zero em 2037.

Aprovada em 1996, a Lei Kandir desonerava parte das exportações e definia a uma compensação provisória, pelo governo federal, das perdas temporárias dos estados na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A compensação nunca foi definida, e a disputa se estendeu por 24 anos. Com o acordo, a União deve repassar até R$ 65,6 bilhões até 2037 para Estados e municípios. Em troca do repasse, todas as ações protocoladas na Justiça pelos estados contra a União, e relacionadas à Lei Kandir, serão retiradas.

Apesar da homologação pelo STF, o tema ainda não está resolvido em definitivo. Conforme a decisão, caberá ao Congresso Nacional deliberar sobre um anteprojeto de lei complementar, a ser encaminhado pela União no prazo de até 60 dias.

Em troca do repasse, todas as ações protocoladas na Justiça pelos estados contra a União, e relacionadas à Lei Kandir, serão retiradas.

O acordo prevê um repasse mínimo de R$ 58 bilhões. Do restante, R$ 3,6 bilhões estão condicionados à aprovação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo – a transferência será feita em até três anos após a promulgação das novas regras.

Outros R$ 4 bilhões dependem do leilão de petróleo dos blocos de Atapu e Sépia, que estavam previstos para este ano, mas ainda não têm data confirmada.

Estadão Conteúdo

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Saúde

Em 11 dias, casos de Covid-19 no mundo passam de 4 milhões para 5 milhões

Foto: Xinhua

Em 11 dias, o número de casos confirmados da Covid-19 no planeta passou de 4 milhões para 5 milhões, de acordo com o levantamento realizado pela Reuters. Ao todo, mais de 326 mil pessoas morreram após contraírem o novo coronavírus. Agora, no entanto, o epicentro da doença começa a se deslocar para o Sul global, em especial na América Latina,ameaçando países pobres e em desenvolvimento.

— Nós temos um longo caminho para percorrer nesta pandemia — disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na tarde desta quarta-feira. — Nós estamos muitos preocupados com o aumento de casos nos países com rendas baixas e médias.

O Brasil, que desafia às orientações da OMS e das autoridades de saúde, tornou-se na segunda-feira, o terceiro país com mais casos confirmados de Covid-19, atrás apenas da Rússia e dos Estados Unidos. Na terça, o número de óbitos diários em razão da doença chegou a 1.179, superando pela primeira vez os três dígitos. Desde março, 19.951 brasileiros perderam suas vidas para a doença e 291.579 foram diagnosticados, segundo o boletim diário do Ministério da Saúde.

No dia 19 de abril, as mortes confirmadas em decorrência do novo coronavírus eram 2.347, aumentando mais de sete vezes em um mês. Este crescimento faz com que o Brasil capitaneie o agravamento do panorama na América Latina, onde o número de mortes aumentou mais de 25% nas últimas semanas. Os casos também crescem em ritmo acelerado no Peru, se aproximando dos 100 mil, com 2,9 mortos, e no México, onde há 5,6 mil mortos e 54,3 mil diagnosticados. Chile e Equador, que notoriamente viu o sistema de saúde colapsar em Guayaquil, também chama atenção.

Ao contrário da maior parte da Europa Ocidental, as cidades latino-americanas enfrentam, no geral, graves problemas de infraestrutura, têm sistemas de saúde muito debilitados e cenários políticos voláteis. Os grandes índices de pobreza e de trabalho informal, que chega a 53%, também aumentam a preocupação frente à pandemia.

Europa controla casos

Os casos de Covid-19 superaram 4 milhões no dia 9 de maio, 12 dias após ultrapassarem três milhões. Entre o segundo e o terceiro milhão, decorreu-se o mesmo tempo. O milionésimo caso de Covid-19 foi registrado no dia 2 de abril, mais de três meses depois do registro dos primeiros casos em Wuhan, cidade no centro da China, em 31 de dezembro de 2019.

Entre os meses de março e abril, a maior parte dos novos diagnósticos e óbitos por Covid-19 se concentravam na Europa, em especial na Itália, na Espanha e no Reino Unido. Após semanas de lockdown, as estatísticas começaram a cair, permitindo uma retomada gradual das atividades. Apesar de alguns países, como a Suécia e o próprio Reino Unido, ainda apresentarem um grande número de casos, as estatísticas estão majoritariamente sob controle no continente.

Atual epicentro, os Estados Unidos, que concentram 1 em cada 3 mortes pela doença no planeta, também veem uma vagarosa desaceleração dos casos, ao menos nas cidades grandes. Ao todo, mais de 1,5 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença no país, com 92 mil óbitos, mais do que em qualquer outra nação.

Pressionados pelo presidente Donald Trump, todos os estados americanos começaram a retomar suas atividades, sob medo de um novo aumento do contágio. Na semana passada, em depoimento à Comissão de Saúde da Câmara, o epidemiologista-chefe do governo e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, alertou que a reabertura prematura da economia poderá desencadear um novo surto da doença.

Outro pólo global da doença hoje é a Rússia, o segundo país do planeta mais afetado pela doença, com 308.705 casos confirmados e 2.972 mortos. Nesta quarta-feira, a representante da Organização Mundial da Saúde no país, Melita Vujnovich, disse acreditar que a situação está adentrando em uma fase de estabilidade. Os 8.764 casos confirmados entre terça e quarta-feira foram o menor número desde 1º de maio.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Eu gostaria de saber quantas pessoas morreram em março, abril e maio de 2018 e 2019 das doenças que mais matam como: Infarto, Derrame, tuberculose, pneumonia, diabetes, efizema pulmonar, cancer, e outras para comparar com o número de mortes dessas doenças em março, abril e maio desse ano. A maioria dos casos sãp em SP, RJ, AM, PE e CE todos estados que tem governantes contra o presidente acho estranho isso

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Cidades

Seturn comunica, pela 3ª vez, o colapso do sistema à Prefeitura de Natal

Foto: reprodução

Visando evitar o colapso do setor de transportes públicos urbanos, em Natal, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal, SETURN, enviou a terceira carta com o pleito de revisão tarifária, auxílio econômico e desoneração, à Secretária Municipal de Mobilidade Urbana, Elequicina Santos.

A solicitação correu na manhã desta quarta-feira (20) e relata que a pandemia do novo Coronavírus com medidas de restrição de circulação de pessoas desde 17.03.2020 acelerou fortemente o cenário de degradação econômica do setor, o baixo volume de passageiros em apenas 30% da média histórica, relembra a validade da natureza contratual dos atuais contratos de permissão, retoma as idas e vindas da recomposição tarifária em fevereiro/2020 e a escalada de prejuízos para as empresas.

“No estado de calamidade pública, o desequilíbrio foi alçado a patamares nunca visto. Com 30% de passageiros em circulação, não há como cobrir as despesas das empresas, pagar a folha deste mês e assegurar benefícios reclamados por motoristas e cobradores”, salientou Nilson Queiroga, consultor técnico do Seturn.

A simulação de cálculo tarifário remetida à STTU, aponta um custo quilométrico de R$ 6,92 no mês de abril de 2020, frente a uma receita auferida por quilometro de R$ 4,25 o que assinala um prejuízo operacional quilométrico de R$ 2,67 tornando impossível a continuidade dos serviços sem um socorro emergencial imediato por parte do poder público.

O Seturn requereu, pela terceira vez, a compensação do défict tarifário, com as medidas previstas na Lei de Mobilidade Urbana por meio receitas extratarifárias, receitas alternativas ou subsídios orçamentários; sugerindo, ainda, a isenção de ISS, aquisição de passagens antecipadas, a concessão de subvenção do serviço do PRAE, dentre outras medidas que supram o desequilíbrio econômico.

Opinião dos leitores

  1. Propalam esse "colapso" desde quando os holandeses tiveram o domínio do Forte dos Reis Magos.

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Judiciário

Covid-19: Medida de agente público sem ‘critério científico’ poderá ser punida, defende Barroso


Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso defendeu hoje que agentes públicos que adotarem medidas de resposta à pandemia do coronavírus sem seguir “critérios científicos” reconhecidos pelas autoridades médicas e sanitárias podem ser responsabilizados no âmbito civil e administrativo.

O ministro também defendeu que as medidas de enfrentamento ao vírus sejam baseadas nos princípios constitucionais da “precaução” e da “prevenção”.

Barroso é o relator no STF de sete ações que contestam a MP (medida provisória) 966, publicada em 13 de maio, e que restringe a possibilidade de responsabilização dos agentes públicos durante a pandemia da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

A MP, editada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), prevê que os agentes públicos somente poderão ser responsabilizados nas esferas civil e administrativa, em ações relacionadas com as medidas de enfrentamento à pandemia, por seus atos ou omissão praticada com dolo (intenção) ou “erro grosseiro”, segundo o texto da medida provisória.

As ações contra a MP foram a julgamento hoje pelo plenário do STF e Barroso foi o primeiro ministro a votar. Após o voto do relator, o julgamento foi suspenso e será retomado amanhã.

Em seu voto, Barroso manteve a validade da medida provisória, mas defendeu que o STF fixe uma interpretação para, na prática, limitar o que pode ser configurado como erro grosseiro.

“O problema estará na qualificação do que seja erro grosseiro e, portanto, acho que essa é a intervenção que nós precisamos fazer”, afirmou Barroso.

Ao defender essa interpretação da MP, Barroso citou como exemplo de ações que tem causado polêmica no debate nacional o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes e as medidas de isolamento social e de retomada da economia. Mas o ministro não citou exemplos de casos conhecidos em seu voto.

Foi nesse contexto que o ministro afirmou que medidas que não sigam o consenso científico podem levar à futura responsabilização dos agentes públicos.

“Na análise do que signifique erro grosseiro deve se levar em consideração a observância pelas autoridades e pelos agentes públicos daqueles dois parâmetros que nós estabelecemos na jurisprudência do Supremo: os standards, normas e critérios científicos e técnicos tal como estabelecidos por organizações e entidades médicas e sanitárias nacional e internacionalmente reconhecidas, bem como a observância dos princípios constitucionais da precaução e da prevenção”, afirmou o ministro.

Outro ponto defendido por Barroso em seu voto é o de que atos de improbidade administrativa não possam ser considerados “erro grosseiro” com base na medida provisória. Segundo o ministro, a punição à improbidade é regulada por uma lei própria com critérios específicos.

A medida provisória analisada pelo Supremo trata apenas de responsabilização civil e administrativa, e não isenta de punição atos criminosos, como corrupção. O julgamento será retomado amanhã, com o voto dos demais ministros da corte.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Pois pode começar c o militar ministro da saúde interino q liberou a cloroquina, mesmo sem respaldo científico!

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Política

Senado aprova projeto que obriga seguro de vida a pagar cobertura por morte de Covid-19


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado aprovou hoje (20) a inclusão dos óbitos decorrentes do novo coronavírus na cobertura do seguro de vida, sem que isso gere ônus aos segurados. Os senadores aprovaram o Projeto de Lei (PL) 2.113/2020, da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), tendo sido apensado a este o PL 890/2020, de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com teor semelhante. O PL segue para apreciação da Câmara.

A relatora da matéria, Leila Barros (PSB-DF), entendeu que o dispositivo do projeto deve valer apenas para a atual pandemia, de covid-19, e não para todas as situações futuras semelhantes, como era proposto originalmente. Segundo ela, uma mudança permanente poderia aumentar muito o preço dos seguros de vida no futuro.

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado há pouco, o país tem 18.859 óbitos confirmados pela doença no país.

Em seu relatório, Leila afirmou que algumas seguradoras já estão se pronunciando a favor do pagamento integral das indenizações por morte em função da covid-19. Ela, no entanto, reforçou a importância do projeto para garantir o direito do segurado.

“[…] concordamos com a necessidade desse procedimento estar previsto em lei para que seja vedada a possibilidade de exclusão da cobertura do risco em virtude de pandemia em curso. Ademais, a previsão legislativa evita a judicialização da matéria, que poderia levar longos anos para que o beneficiário pudesse ter uma resposta estatal”.

Seguradoras

Ao orientarem os votos dos seus partidos, alguns senadores criticaram o modus operandi das seguradoras, fixando restrições de cobertura para clientes que pagam, mas podem nunca ver retorno. “Essas seguradoras excluem dos contratos a questão de epidemias e pandemias e muitas vezes intempéries da natureza, contradizendo a essência do seguro de vida ou propriedade. Se há um seguro, é contra eventualidades. O projeto faz justiça aos assegurados, os mais carentes inclusive”, disse Eduardo Braga (MDB-AM), líder do seu partido no Senado.

Kátia Abreu (PP-TO) seguiu linha semelhante. “A seguradora é engraçada. Ela quer escolher até o jeito de morrer do seu cliente. Mas não podemos viver sem eles. Por isso o Congresso é importante para que eles não fiquem com as asas muito abertas devido a sua importância”.

O autor do projeto explicou que o texto deve corrigir distorções na relação entre seguradoras e segurados. “Na legislação as seguradoras são protegidas para não darem cobertura em casos de morte por pandemias e epidemias. É algo tão absurdo que era inaceitável estar na legislação brasileira”, disse Randolfe.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Pense numa lei q veio em boa hora. E nem estava tanto assim na mídia o fato dos seguros não indenizarem por morte de covid. Se os políticos sempre tivessem essas atitudes o BR seria outro

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Polícia

Arquiteto é morto a facadas dentro de apartamento no bairro de Candelária

Foto: arquivo da família

O arquiteto Eliedson Vinícius Marcelino de Menezes, de 39 anos, foi encontrado morto nesta quarta-feira (20) dentro do apartamento em que morava no bairro de Lagoa Nova, Zona Sul de Natal. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com a Polícia Civil, o imóvel foi invadido antes do crime.

O caso aconteceu no bairro de Candelária, na Zona Sul da capital potiguar. Segundo o delegado Júlio Costa, da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima estava sozinha no apartamento quando foi encontrada. O imóvel estava revirado, de acordo com os familiares da vítima.

Ainda segundo a Polícia Civil, Eliedson Marcelino foi visto entrando no condomínio por volta das 18h desta terça-feira (19) em seu próprio carro, acompanhado de dois jovens. O veículo não foi encontrado no local. O caso está sendo investigado como latrocínio: roubo seguido de morte.

Com informações do G1 e Agora RN

Opinião dos leitores

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