Política

Transexual Duda Salabert, ex-PSOL, diz que “esquerda é pedante, elitista e fala com o próprio umbigo”

Imagem: Reprodução/Instagram

“Foi uma festa muito bonita, lotamos a casa”, diz, ofegante, a professora Duda Salabert enquanto corre para o quintal para não acordar a filha, Sol, de três meses, que acabara de dormir. A mineira se refere à aula aberta que deu ao lado do ex-presidenciável e vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, na Câmara Municipal de Belo Horizonte na segunda-feira (16). Ela se filiou ao PDT nesta semana, após quase cinco meses de uma negociação que envolveu propostas de outras grandes siglas. Pelo partido de Ciro, Duda vai disputar as eleições de 2020 –só não sabe, ainda, se concorrerá à prefeitura de Belo Horizonte ou ao Legislativo.

Duda é transexual, acabou de ser mãe e deixou o PSOL em abril após acusar o partido de transfobia. Foi pelo PSOL, ainda, que ela recebeu 351.874 votos para o Senado, no ano passado, e se tornou a pessoa mais votada da história da sigla em Minas Gerais. Nesta entrevista, Duda fala da filha, relembra o “tapete vermelho” estendido por Ciro e analisa as críticas da esquerda em relação a ele, como as feitas pelo ex-colega de partido Jean Wyllys.

“Jean comparou Ciro a Bolsonaro, então me sinto à vontade para comparar o próprio Jean a Bolsonaro. Ambos, infelizmente, endossam massacres contra palestinos em Israel. Já passou a hora de o Jean buscar desconstruir esse sionismo dele”, diz.

As negociações com o PDT começaram logo que a senhora saiu do PSOL, quando disse que Ciro Gomes havia lhe estendido o tapete vermelho. Outros partidos a procuraram?

Sim. Tive algumas conversas com PT, PCdoB, PSB e PV. Só que o PDT tem como base a educação, uma bandeira que eu sempre defendi dentro da política. Foi, inclusive, a protagonista da minha campanha para o Senado no ano passado. Encontrei no partido base histórica para investir nisso. O [então governador Leonel] Brizola, em 1983, investiu 40% do orçamento público do Rio de Janeiro em educação. Sabe quanto o governo federal investe hoje? Só 3,91% do orçamento. O Ciro me procurou assim que saí do PSOL, disse que me estenderia o tapete vermelho. E estendeu mesmo. Ele me acolheu com muito carinho, assim como a militância.

Sua campanha para o Senado em 2018 foi feita com R$ 16 mil. Foram mais de 350 mil votos, a maior votação da história do PSOL de Minas Gerais. O PDT prometeu mais dinheiro para financiar sua próxima campanha? Isso pesou na hora de decidir se filiar ao partido?

Sim. O PDT garantiu que minha candidatura vai estar no protagonismo do partido em Belo Horizonte. Ainda não decidimos se vou concorrer à prefeitura ou à Câmara Municipal. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), tem um índice de aprovação bastante alto. Decidimos que não vamos entrar na disputa se não houver chances concretas. O PDT apoiou o Kalil na última eleição e, se for de vontade do partido ser base de sua campanha, terei de acatar. É claro que a valorização do meu trabalho pesou na decisão, mas não foi só isso. Eu estava prestes a fechar com outra sigla –não vou dizer qual– até que participei do congresso da UNE, em Brasília, e a militância do PDT lançou uma hashtag que pedia “Duda no PDT”. Esse carinho da juventude do partido me deixou motivada e entusiasmada.

Como a senhora analisava sua posição no cenário eleitoral do ano passado e como a vê hoje? Acredita que tem chances de vencer uma eleição?

Segundo a última pesquisa eleitoral espontânea divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas, eu ficaria em terceiro lugar na disputa para a prefeitura se a eleição fosse hoje. Só em Belo Horizonte, eu recebi mais de 112 mil votos no ano passado. Fiquei muito surpresa porque não tive muita verba de campanha apesar de mulheres trans também entrarem nas cotas de 30% do fundo partidário. Estou entre as quatro mulheres mais votadas do Estado. Isso me dá fôlego para disputar a prefeitura.

A senhora já tem ideias de propostas para o Legislativo e o Executivo?

Sim. Quero incentivar a doação de sangue em Belo Horizonte. Penso até em propor a isenção de IPTU para famílias que doarem sangue e medula óssea, já que, hoje, os índices de doação são muito baixos. É uma proposta a ser desenvolvida. Se for candidata e eleita à vereadora, gostaria de propor um Samu para animais e a construção de um hospital público veterinário para trabalhar o conceito de saúde única em que saúde animal, ambiental e humana estão interligadas. Se eleita, serei, ainda, resistência direta ao projeto Escola sem Partido, que busca silenciar o debate sobre gênero e sexualidade em salas de aula. E esse debate tem de ser feito porque 91% das transexuais de Belo Horizonte não concluíram o segundo grau de acordo com uma pesquisa realizada pela UFMG. A escola ainda é intolerante à diversidade e, por isso, é preciso o debate.

Ciro Gomes tem sido alvo de críticas por parte da esquerda por querer criar uma frente de oposição ao governo Bolsonaro sem o PT como liderança. O que a senhora pensa sobre isso?

Eu entendo que o PT prejudicou as últimas eleições por querer se manter a qualquer custo no protagonismo da esquerda. A gente viu o preço disso, Bolsonaro foi eleito. Ciro Gomes era o único candidato do espectro progressista com chances reais de vencer Bolsonaro no segundo turno, mas o PT não quis sair de cena. Entregamos de bandeja a presidência para um governo ultrarreacionário. O PDT é alternativa como uma nova forma de construir política e, se o PT concordar com isso, alianças serão bem-vindas. Só não podemos repetir e ceder a essa lógica de poder do PT.

Qual o principal erro da esquerda como oposição hoje?

A esquerda é pedante, elitista e tem um discurso excludente, distante da base. Tem, há tempos, dialogado com o próprio umbigo. Esse setor tem feito do cidadão comum uma caricatura, diz que é fascista por ter apoiado o Bolsonaro. A gente sabe que a maioria das pessoas não são fascistas, mas, sim, insatisfeitas com as políticas que o PT colocou em prática no Brasil. É um erro gritar isso. O PT precisa fazer autocrítica e a esquerda, uma reflexão. Precisamos entender onde erramos para construir uma alternativa ao governo Bolsonaro.

Ciro Gomes já disse, algumas vezes, que Bolsonaro é fascista. Qual a diferença?

O Bolsonaro certamente flerta com o fascismo. A maior parte da população, não. O erro é chamar o eleitor de fascista. Em Belo Horizonte, 70% dos eleitores votaram no Bolsonaro e eu garanto que 70% do eleitorado da capital não é fascista. São pessoas insatisfeitas com o governo [Fernando] Pimentel [ex-governador de Minas Gerais pelo PT] que flexibilizou leis ambientais e possibilitou crimes como o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, por exemplo. Ele deu um calote nos educadores, além de tudo. Fora os escândalos de corrupção do partido. Não dá para não levar em conta esse cenário.

Na semana passada, seu ex-colega de partido Jean Wyllys disse, no blog dele, que Ciro Gomes é “oportunista, machista e inseguro com medo de perder privilégios”. Como a senhora vê essa crítica?

Tive muitas divergências com o Jean enquanto colega de partido. Ele já foi transfóbico, assim como já o vi sendo machista inúmeras vezes. A sociedade brasileira é machista, Ciro Gomes reproduz isso, Jean Wyllys também. Não é porque ele é gay que está imune ao machismo. A diferença é que Ciro está aberto para combater essa e outras fobias típicas do brasileiro. Sobre o oportunismo, não consigo ver. Colocar seu corpo para disputar um pleito presidencial em um contexto de ódio e polaridade é arriscar os próprios privilégios. Se quisesse mantê-los, ele se candidataria ao legislativo, seria eleito e teria uma vida tranquila.

Em que momento aconteceu essa transfobia de Jean Wyllys e como foram as conversas em torno do tema?

A principal delas foi quando Jean apoiou o ator e diretor Luis Lobianco na peça “Gisberta”, em que Lobianco interpretou uma mulher trans. Eu sou contra pessoas cisgênero ocupando nossos lugares, falei muito sobre isso à época, mas Jean o apoiou e foi transfóbico nesse posicionamento. No texto do blog, ele comparou Ciro a Bolsonaro, então me sinto à vontade para comparar o próprio Jean a Bolsonaro, já que ambos, infelizmente, endossam massacres contra palestinos em Israel. Já passou a hora de o Jean buscar desconstruir esse sionismo dele.

Há três meses, sua mulher deu à luz Sol. Mais uma mudança na sua vida, agora no âmbito pessoal. Enfrentou muitas burocracias desde então?

Sim, a sociedade tem uma transfobia enraizada, né? Registrar minha filha foi muito difícil, são duas mães, aquela coisa toda. Tive que ir com advogado ao cartório, um parto. Depois de certa luta, consegui licença-maternidade na escola pública em que trabalho e percebi como é importante não só para a mãe, mas também para a criança. Sei que a maternidade vai ser mais um ativismo da minha parte. Tirei 120 dias, sou a primeira mulher trans que materializa esse direito. Se, em algum momento, eu vier a ocupar um cargo como deputada, uma das propostas que vou fazer é aumentar o período da licença-maternidade.

A senhora faz terapia hormonal desde que começou a transição de gênero, em 2012. O que ninguém lhe contou sobre o tratamento?

Que os hormônios mexem muito. Estou tomando doses muito altas de hormônio atualmente, ainda não posso revelar o motivo [por motivos pessoais e recomendação médica, Duda Salabert está fazendo um tratamento hormonal diferente, mais intenso do que o recomendado a quem passa pela transição de gênero]. Eu fico muito cansada. Só choro e vomito, tem dias que fico estressada e depressiva. Minha mulher é maravilhosa, me apoia muito. Ela compara essas sensações às que ela tinha durante a gravidez, até me indica alguns remédios que tomava. A gente assiste a filmes, toma sorvete, come chocolate na sala e chora junto. Para conseguir dar a aula aberta com Ciro Gomes nessa semana, para anunciar a filiação, fiquei três dias sem tomar os hormônios porque os efeitos colaterais são grandes. Mas vai valer a pena, você vai ver.

Universa – UOL

Opinião dos leitores

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Trânsito

Interbairros de São Gonçalo iniciam operação com bilhetagem eletrônica; município é o único da Região Metropolitana de Natal com transporte público licitado

As linhas que realizam o transporte público interbairro de São Gonçalo do Amarante/RN passaram a contar com bilhetagem eletrônica a partir desse domingo(22). De acordo com a Cooperativa de Transportes da Grande Natal (Cooptagran), todos os 40 micro-ônibus que realizam as rotas no município já estão com os equipamentos de leitura dos cartões de passagem nos veículos.

A empresa responsável pela bilhetagem eletrônica, RN Card, é a mesma que opera nos ônibus intermunicipais da Trampolim da Vitória. “Estamos realizando estudos visando a possibilidade de integração entre as linhas interbairros e as rotas intermunicipais, que também trabalham com o RN Card”, revela Rubens Marques, presidente da Cooptagran.

O município é o único da Região Metropolitana de Natal com transporte público licitado. Os veículos contam com acessibilidade para cadeirantes, ar-condicionado e sistema de monitoramento através de câmeras de segurança. “A bilhetagem eletrônica beneficia diretamente a população, proporcionando mais praticidade e segurança aos usuários do nosso transporte público”, destaca o diretor geral do Departamento Municipal de Trânsito, Jacob Jácome.

O RN Card conta com pontos de cadastramento na Rodoviária de Natal, Mercado Público de São Gonçalo do Amarante, Parnamirim Shopping e em breve na Avenida Tomaz Landim.

Os usuários que já contam com o cartão também podem recarregar pela internet através do site: www.rncard.com.br (Apenas os cartões Vale Transporte e Estudante. Futuramente os cartões Passe Fácil também terão esta facilidade)

Locais e horários de funcionamento RN Card

1) Posto Rodoviária Nova em Natal – Recarga e outros procedimentos – Segunda a Sexta das 08:00 às 17:00 horas e aos Sábados das 08:00 às 12:00 horas;
Vale Transporte – Segunda a Sexta das 08:00 às 12:00 e das 13:00 às 16:30 horas;

2)Posto Parnamirim Shopping – Recarga – Segunda a sexta das 08:00 às 17:30 e aos Sábados das 08:00 as 12:00 horas;
Outros Procedimentos – Segunda a sexta das 08:00 às 17:00 e aos Sábados das 08:00 as 11:30 horas;
Vale Transporte – Segunda a Sexta das 08:00 às 12:00 e das 13:00 às 16:30 horas;

3) Posto São Gonçalo do Amarante (Mercado Público) – Segunda a Sexta das 08h às 12:00h e das 13:00h às 16:30h e aos sábados das 08h às 11:30h;

4) Posto Rodoviária de Macaíba – Segunda a Sexta das 07:00 às 11:30 e das 13:00 às 16:00 horas e aos Sábados das 07:30 as 11:00 horas;

5) Posto Rodoviária São José de Mipibu – Segunda a Sábado das 06:00 as 18:00 horas.

Pontos de Recarga:

6) Galeria do Boné (Shopping Via Direta/Natal) – Segunda a Sábado das 09:00 às 21:00 horas;

7) Drogaria Pharma Vida (Parque Industrial/Parnamirim) – Segunda a Sexta das 07:00 às 22:00 e aos Sábados das 07:00 às 21:00 horas;

8) WBC Video Locadora (Jockey Club/Parnamirim) – Segunda das 08:00 às 11:00 e das 17:00 às 19:00 e de terça a Sábados das 08:00 às 11:00 e das 17:00 às 20:00 horas;

9) Drogaria Reis Magos (Parque das Nações/Parnamirim);

10) Tomaz Landim, vizinho ao Frigoiás (em breve);

11) Santo Antônio (São Gonçalo) – Farmácia do Posto 7 de Setembro (em breve).

 

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Clima

Primavera começa nesta segunda-feira, mas chuvas devem se fixar apenas em outubro

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A primavera começa nesta segunda-feira (23) em todo o hemisfério sul do planeta. No Brasil, a estação é caracterizada pela chegada das chuvas. Este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) as precipitações deverão começar em outubro, um pouco mais tarde que no ano passado, quando tiveram início em setembro.

“A primavera, no geral, é a mudança da estação do inverno para a chegada do verão. Estamos saindo de um período frio para começar um período quente. Quando vamos para a parte central do Brasil e Sudeste, a estação é associada com a chegada das chuvas. Por isso, grande parte do Brasil tem plantio nessa época do ano, em outubro, quando as chuvas começam a se fixar”, disse, em Brasília, o chefe da previsão do tempo do Inmet, Francisco de Assis.

Acrescentou que a primavera é sempre associada a temporais, pancadas de chuva e trovoadas: “Exatamente por isso que estamos entrando em um período quente com a formação de nuvens, para começar o período de chuva”, explicou.

Norte

De acordo com a Meteorologia, a previsão para a Região Norte é que, em Roraima, Amapá, nordeste do Amazonas e meio norte do Pará as chuvas ocorram próximas ou abaixo da média para o período. Já na parte centro-sul do Amazonas, sudoeste do Pará e no Acre e Rondônia, haverá possibilidade de chuvas acima da média durante os meses de outubro a dezembro. As temperaturas serão de normal a acima da média.

A região apresentou bastante irregularidade nas chuvas entre junho a agosto. A redução das chuvas em localidades dos estados de Rondônia, Tocantins e sul do Pará e as altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, favoreceram a incidência de queimadas, muito comuns nesta época do ano. Alguns episódios de friagem também foram registrados neste período e atingiram o Acre, Rondônia e sul do Amazonas.

Nordeste

A previsão para a primavera indica maior probabilidade de chuvas perto da média na parte leste do Nordeste. Nas demais áreas, haverá o predomínio de chuvas ligeiramente abaixo da média. Ressalta-se que o trimestre de outubro a dezembro é o mais seco da parte leste do Nordeste.

As temperaturas estarão mais elevadas sobre todo o Nordeste, principalmente na região sul do Maranhão e do Piauí.

Durante os meses de inverno, as chuvas registradas foram próximas ou abaixo da média em grande parte da região.

Em lugares como João Pessoa, na Paraíba, onde geralmente chove em torno de 790 milímetros (mm) entre os meses de junho a agosto, choveu 670 mm somente em junho. As chuvas amenizaram as temperaturas nesta região, principalmente no sudeste da Bahia, onde a média das máximas em agosto ficou entre 24 ºC e 26 ºC.

Centro-Oeste

A previsão para o Centro-Oeste indica alta probabilidade de chuvas de normal a acima de normal em grande parte da região, exceto na metade norte do Goiás, onde as chuvas serão ligeiramente abaixo da média climatológica.

As temperaturas serão acima da média, principalmente no sul do Mato Grosso do Sul, norte de Mato Grosso e Distrito Federal.

Municípios de Mato Grosso e Goiás ficaram mais de 100 dias consecutivos sem chuva, a partir de maio deste ano.

Nestas mesmas áreas, as temperaturas médias foram acima do normal climatológico, em razão da permanência de massas de ar seco e quente, as quais favoreceram a ocorrência de queimadas e incêndios florestais.

Em alguns dias entre junho e setembro, a umidade relativa do ar apresentou valores abaixo de 20% nos horários com temperaturas mais elevadas, como ocorrido no Distrito Federal, em que a estação meteorológica do Inmet, no Gama (DF), registrou 8% de umidade relativa do ar no dia 4 de setembro.

Sudeste

Na Região Sudeste, a previsão é que as chuvas sejam ligeiramente abaixo da faixa normal, exceto no estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde podem ocorrer chuvas mais fortes, principalmente em novembro. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do Sudeste.

A precipitação de chuvas no inverno seguiu características típicas para o período, com baixa ou total ausência de precipitação, com exceção do leste de São Paulo e Rio de Janeiro, onde as chuvas foram entre 20 e 70 mm acima da média.

As temperaturas médias foram de normal a ligeiramente acima da média em grande parte da região. Foram registrados nos estados de São Paulo e Minas Gerais alguns poucos episódios de geadas somente no início de julho, com intensidade variando de fraca a moderada.

Sul

Na primavera, ainda de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas devem permanecer ligeiramente acima da faixa normal nos três estados da região Sul. Já as temperaturas médias devem predominar dentro da normalidade na parte oeste da região e acima da média no restante.

Durante o inverno, os maiores volumes de chuva estiveram localizados sobre a metade sul do Rio Grande do Sul. Durante os primeiros dias de junho, deu-se o início da temporada de temperaturas mais baixas, entretanto, as temperaturas abaixo de zero só ocorreram em julho e agosto.

Em áreas de serra e planalto da Região Sul do país, houve formação de geadas com intensidade variando de moderada a forte. Durante a primeira semana de julho e também de agosto, houve registro de neve na região serrana do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Agência Brasil

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Clima

Semana começa com alerta de ventos acima de 60km para o litoral do RN

A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ventos fortes para o litoral do Rio Grande do Norte. Segundo o aviso, as rajadas podem chegar até 61 km/h no trecho entre a costa potiguar e o Maranhão desta segunda-feira (23) até a quarta-feira (25).

Recomenda-se que as embarcações de pequeno porte “evitem a navegação” e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança.

A Marinha do Brasil mantém todos os avisos de mau tempo em vigor AQUI. Adicionalmente, as informações meteorológicas podem ser visualizadas na página do Serviço Meteorológico Marinho no Facebook, e por meio do aplicativo “Boletim ao Mar”.

PORTAL NO AR

 

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Segurança

Não há relação entre morte de Ágatha e proposta de legítima defesa, diz Moro

No Twitter, Sergio Moro se pronunciou sobre a morte de Ágatha Felix, de 8 anos, e disse que “não há nenhuma relação possível do fato com a proposta de legítima defesa constante no projeto anticrime”.

“Lamentável e trágica a morte da menina Agatha. Já me manifestei oficialmente. Os fatos têm que ser apurados”, afirmou.

Mais cedo, Rodrigo Maia citou a morte da menina e disse que o caso exige “uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude” em discussão no Congresso.

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Essa inocente criança é apenas mais uma vítima do caótico país que herdamos dos sucessivos governos de esquerda que deixaram a bandidagem tomar conta do país. A guerra das drogas (que a esquerda defende e consome) vem matando faz tempo. Mas, o atual governo (o federal) vem fazendo sua parte e os índices de criminalidade caem em TODO o país. E isso enfrentando uma oposição irresponsável e obstinada, que não se conforma com a perda do poder (e de muito $$$$$$$). Imaginem se o Congresso e o STF ajudassem.

  2. Não se iludam, legítima defesa por violenta emoção já existe no Código Penal, o que o projeto "anti-crime" do ministro pretende é deixar impune casos como o da menina de 8 anos, onde o policial poderia alegar o risco da situação, ou seja, pode matar qualquer um com o risco que ele mesmo criar!

    1. Ta falando nada com nada… Sao dois fatos diferentes. Existe hoje insegurança juridica e esse projeto corrige.

  3. Mais uma inocente vítima da barbarie que virou o Rio de Janeiro.
    A esquerda, como sempre, já define que o assassino forma policiais, sem qualquer prova e a mídia comprometida com a bagunça geral, compra o discurso como solução, numa união irresponsável de opinião que constrói um fato.
    A mídia e a esquerda cobraram diariamente a solução do caso Marielle, quando apareceu, foi uma decepção geral aqueles que dão força a insegurança.
    A mesma mídia e a esquerda sequer falam do caso Celso Daniel sem solução até hoje.
    A mesma mídia e a esquerda sequer cobram a investigação dos patrocinadores de Adélio?
    A mesma mídia e a esquerda não dão uma palavra sobre todos os policiais assassinados no rio de Janeiro.
    Vocês que correm para julgar e condenar sabem o nome disso?
    Vocês sabem quem tem interesse em manter a desordem e a insegurança?
    Vocês sabem os objetivos daqueles que dão cobertura a bandidos e corruptos?

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Jornalismo

‘Me dá pena pelo Brasil’, diz Michelle Bachelet após ataque de Bolsonaro

A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU e ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou que sente “pena pelo Brasil” ao recordar a defesa que o presidente Jair Bolsonaro fez recentemente da ditadura de Augusto Pinochet no Chile, na qual justificou a morte do pai da socialista pelo regime militar. A declaração faz parte de uma longa entrevista concedida à rede de televisão pública chilena TVN, cujo conteúdo foi divulgado parcialmente neste domingo pelo jornal La Tercera. É a primeira vez que Bachelet comenta o caso.

No início do mês, com o Brasil no centro do debate internacional por conta dos incêndios na Amazônia, Bachelet manifestou preocupações com a alta da violência policial nos estados do Rio e de São Paulo, com “uma redução do espaço cívico e democrático” nos últimos meses e com os ataques a comunidades indígenas no Brasil. Bolsonaro respondeu que Bachelet estava “seguindo a linha” do presidente francês, Emmanuel Macron, que criticara a resposta do governo às queimadas, ao se “intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira” e fez elogios à ditadura de Pinochet (1973-1990).

— Se há uma pessoa que diz que em seu país nunca houve ditadura, que não houve tortura, que a morte de meu pai por tortura permitiu que (o Chile) não fosse outra Cuba, a verdade é que me dá pena pelo Brasil — disse Bachelet.

Na ocasião, o capitão da reserva do Exército e atual presidente do Brasil afirmara que “[Bachelet] diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, escreveu o brasileiro.  Alberto Bachelet Martínez era um oficial legalista que se opôs ao golpe de 1973 que derrubou o presidente socialista Salvador Allende e  foi preso e torturado pela ditadura do general Augusto Pinochet  (1973-1990). Ele morreu de infarto na Prisão Pública de Santiago, aos 50 anos, em 1974. Em 2014, dois ex-militares foram condenados pela tortura e morte dele. Procurada pelo GLOBO por meio de sua assessoria, Bachelet disse na época que não iria comentar os ataques de Bolsonaro.

Bachelet explicou que apenas respondeu a uma pergunta feita sobre o Brasil, com os dados que tinha, “que é o número de pessoas mortas e a dificuldade da sociedade civil de continuar fazendo o que estava fazendo antes”. Na entrevista que vai ao ar na noite deste domingo, ela também afirmou que a “redução do espaço democrático não acontece apenas no Brasil”, e disse considerar que, na área de direitos humanos, “não existe nenhum país perfeito”.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Ela tinha pena do Brasil quando estávamos sendo saqueados pelos amigunhos dela? Tem pena dos milhões de desempregados q passam necessidade? Tem pena das pessoas vítmas da saúde pública sucateada ou das crianças pobres que não tem aula por causa desses roubos bilhonários??? Tem pena das crianças mortas pela total falência na segurança pública, vitimizada também pelos desvios astronômicos dos polítics que ela tanto respeita? Hipócrita, vai cuidar de sua roupas sujas, a nossa já estamos lavando…

  2. Mais uma corrupta esquerdista (delatada pela OAS), aliada do presidiário de 9 dedos e também inconformada com a perda do poder no seu país.

  3. Essa derrotada pegou logo uma boquinha na Onu,guardem a boquinha pra Lulinha para qdo ele se soltar, e não ficar desempregado, e so tomando 51 ………rssssssssssss

  4. JÁ EU TENHO PENA DA ONU, organização (de)formada historicamente por delegados tiranos, eis alguns exemplos: Saddam Hussein, Mugabe, Khadaffi, Idi Amin , Bashar Al Assad. Daí fica a pergunta: Já que você é assim tão consertadora dos problemas dos países alheios, que tal começar o conserto pela sua casa (ONU) hein dona Bachelet?

  5. O Brasil está perdido. Sem rumo nem esperança.
    Saqueado pela esquerda que durante muito tempo foi a maior esperança do povo, hoje está nas mãos de um doente mental, acessorado por um vice fantasma, uma primeira dama inútil, que nunca fez m… nenhuma durante quase trinta anos de vida pública e que sequer tem moral pros próprios filhos.
    A senhora aí tem total razão, não apenas pelo que foi proferido pelo doente mental, mas pelo panorama que seu governo reserva pra esse pais tão maravilhoso mas tão pessimamente administrado, que jamais deixará de ser o país do futuro enquanto eterno curral lambe botas dos estados (des)unidos.

    1. Você está perdendo tempo ficando aqui, se agarrando a opinião de pessoa que consta em delação premiada. Sabe de tudo de ruim que passamos e estamos pagando a conta. Nada presta!
      Está fazendo o quê no Brasil? Se agarra na opinião de quem governou através da corrupção e não acredita em quem está tentando tirar o país da lama. Se você sabe o caminho, mostre, faça a diferença. Senão, vá embora, saia desse tormento.

    2. Um comentário deste !Só vindo de Lucifer mesmo!Lucifer nuca quis e nem quer ver o bem estar de quem quer que seja! Lucifer quis usurpar o trono do próprio Deus!Imaginem o que ele não é capaz de fazer com nós,frágeis h e limitados humanos!Lucifer!Vai atormentar Maduro lá na Venezuela!O Brasil é de Jesus Ele está aos poucos expulsando todas os principados e hostes da maldade que você tem plantado nestes últimos 16 anos em nosso país !O Senhor te repreenda!Aqui não tem espaço pra você não!Tá ok!

  6. Alguém pode dizer para essa rapariga se preocupar com a VENEZUELA, já que o povo está morrendo de fome e fugindo do país por falta de comida

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Segurança

Rio teve quatro policiais militares mortos de forma violenta em uma semana; no ano já são 45

Foram enterrados neste domingo, 22, os cabos Leandro de Oliveira da Silva, de 39 anos, e Fellipe Brasileiro Pinheiro, de 34, ambos baleados durante operações de combate ao crime no Rio de Janeiro. O número de policiais militares mortos em circunstância de violência no estado já chega a 45 em 2019, segundo a corporação. Só na última semana quatro PMs feridos em serviço morreram.

Leandro Oliveira da Silva era lotado na Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). Ele foi baleado na cabeça neste sábado, ao abordar dois homens em uma moto roubada em Benfica, na zona norte do Rio. O cabo chegou a ser levado para o Hospital Salgado Filho, mas não resistiu aos ferimentos. Leandro era casado e estava na corporação há oito anos.

Já Felippe estava internado desde a última quarta-feira, quando levou um tiro durante um confronto entre a PM e traficantes no complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio. Ele morreu na madrugada deste domingo no Hospital Getúlio Vargas. Na operação pelo menos outras seis pessoas foram mortas, todas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas segundo a PM. O cabo era solteiro e estava na corporação há seis anos.

Na quinta-feira, a PM informou via Twitter o falecimento do cabo Leonardo Oliveira dos Santos, 31, baleado durante um ataque de traficantes do Complexo da Lagoinha, Caramujo, em Niterói. Na segunda-feira.16, foi confirmada a morte do cabo Ricardo Azevedo. Ele havia sido ferido no dia 11 de setembro em um confronto na comunidade Menino de Deus, no Rocha, e morreu no Hospital Alberto Torres.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. Gostaria de saber quantos agente da PF são mortos em operações: praticamente ZERO, o motivo a PF usa a inteligência nas suas operações, ao contrário da polícia carioca eles usa a política e a mídia aí meu amigo mais polícias mortos.

    1. Existe uma diferença de ano luz das ações enfrentadas pelas policias militares e civis, em relação a Polícia Federal. A PF dificilmente se desloca para combates em favelas e vielas urbanas.
      Estamos vivendo uma verdadeira "Guerra Civil" com combates em meio a população, em locais que chamamos urbanos, no entanto, a urbanização se deu de forma desordenada de tal forma, que dificulta até a realização das ações mais prementes, imagina as ações policiais. A população fica no meio feito recheio de sanduíche. O resultado: quando não sobra para própria população inocente, sobra para os agentes de combate. Realidade TRISTE!

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Finanças

Estado pretende enviar proposta de reforma da Previdência à ALRN assim que concluída votação no Congresso

O diretor-geral do Ipern (Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte), Nereu Linhares, afirmou que o governo do Estado, vai enviar um projeto de reforma da Previdência para votação na Assembleia Legislativa, assim que o Congresso conclua a aprovação do proposta de emenda constitucional que está em tramitação e muda o sistema de aposentadorias do INSS e dos servidores federais. A declaração foi dada para reportagem do jornal Folha de São Paulo.

A PEC da reforma federal foi aprovada na Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado. A previsão é que entre na pauta do plenário nesta semana.

Nereu Linhares reconheceu que a votação da reforma na Assembleia Legislativa poderá ser difícil. “Não será uma tarefa fácil  Claro que qualquer deputado estadual preferiria que já viesse decidido do Congresso. Mas vamos negociar e mostrar a situação real das contas”, admitiu o diretor do Ipern.

Alguns governos pretendem esperar a PEC paralela, que vai tratar especificamente das reformas estaduais. Estes são os casos de Goiás e Alagoas.

Segundo Nereu Linhares, pontos da PEC 6, que esbelece as mudanças na aposentadorias e pensões do INSS e do serviço público federal, terão efeito sobre os estados mesmo que não façam reforma própria.

Nereu disse à Folha de SP que a “obrigatoriedade de adotar, no prazo de dois anos, um sistema de Previdência complementar, que limita as aposentadorias pelo teto, é um desses pontos”.
TRIBUNA DO NORTE

Opinião dos leitores

  1. Eu só quero saber como vão se comportar os nobres Deputado Estaduais na votação dessa reforma. Apontar os defeitos e problemas, todos sabem fazer. Mas quero ver se vão ter "peito" para referendar propostas duras e impopulares.
    Fiquemos de olho !!

  2. E precisa de reforma? O PT e GD são contra a reforma! Fazer oposição é fácil.

    1. Ñ vamos esperamos algum desta GOVERNAGORA, no palanque é uma coisa e sentar na cadeira de GOVERNADORA e outra.
      A GOVERNADORA, durante a campanha ELEITORAL, que estava preparada para Governar RN, e sua bandeira logo que assumisse era de imediato pagar os atrasos e agora o discurso na bate com realidade COMPANHEIROS e CAMPANHEIRAS . Agora só blá, blá e blá.

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Judiciário

Com ‘penduricalhos’, 65% dos juízes ganham acima do teto de R$ 39,3 mil

Foi na semana de sexta-feira 13, neste mês de setembro, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o melhor era não dar chance ao azar. Apesar de a situação das contas públicas do País não ir bem, o órgão que controla o Poder Judiciário decidiu que era preciso cuidar melhor da saúde de seus magistrados e servidores e aprovou um auxílio que pode chegar a 10% do salário – um juiz no Brasil ficará muito próximo de ganhar o teto, que é de R$ 39,3 mil mensais. É mais do que o salário do presidente da República, de R$ 30.900,00.

Antes de sair criando novas despesas, o CNJ fez uma consulta a tribunais estaduais, federais e associações de juízes. Ouviu deles que o novo gasto era justificado. Uma das justificativas veio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que havia feito pesquisa mostrando que mais de 90% dos magistrados se dizem mais estressados do que no passado.

O CNJ operou em um dos poucos vácuos deixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. Essa lei dá as bases para os gastos do governo e, por causa da crise fiscal, proibiu reajustes aos auxílios alimentação, moradia e assistência pré-escolar. O auxílio-saúde ficou de fora da vedação.

O dinheiro poderá ser usado para pagar médicos, hospitais, planos de saúde, dentista, psicólogo e até os remédios comprados na farmácia. Livre do teto remuneratório, o auxílio será mais um “penduricalho” a turbinar salários dos servidores e magistrados. Uma despesa criada pelo Judiciário para beneficiar o próprio Judiciário.

Pesquisa feita pelo partido Novo mostra que, mesmo após o fim do pagamento indiscriminado de auxílio-moradia, 65% dos magistrados no País estão recebendo acima do teto do funcionalismo em 2019. O porcentual já considera uma margem de R$ 1 mil, para excluir aqueles que passam do limite por auxílios menores, como o de alimentação. Na advocacia pública, que inclui advogados da União e procuradores federais, o porcentual é bem menor, de 15%.

Liminar para garantir benefício

O auxílio-moradia para todos os juízes foi obra de uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2014. Seu fim só foi decretado após uma negociação dura que obrigou o governo Michel Temer a avalizar um reajuste de 16,38% para os magistrados, que gerou efeito cascata nos Estados, por elevar o teto de salários para todos os servidores.

O levantamento do Novo analisou mais de 200 mil contracheques, inclusive de juízes estaduais. O Poder Judiciário nos Estados é blindado de qualquer crise e não recebe um centavo a menos que o previsto no Orçamento, mesmo quando as receitas caem. Por lá, o porcentual de quem extrapola o teto estadual (R$ 35,5 mil) chega a 77%.

A pesquisa exclui os meses de janeiro e julho deste ano para evitar um resultado inflado por quem “furou” o teto com o terço de férias.

O economista Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, diz que o problema dos “penduricalhos” é que, embora seja preciso uma lei para criá-los, o valor é decidido de forma administrativa. Ou seja, os próprios poderes podem escolher se merecem ou não um aumento.

“A LDO seria o lugar em que se poderia limitar de alguma forma essa autonomia”, diz Couri. Para ele, o impacto do novo auxílio-saúde aprovado pelo CNJ deve ser significativo e levará aos órgãos do Judiciário federal a ter de cortar gastos em outras áreas, já que a emenda do teto fixa um limite total para as despesas. Caberá a cada tribunal regulamentar o pagamento do benefício.

A reportagem questionou o CNJ sobre o impacto da medida e as razões que levaram à decisão, mas não obteve resposta.

ESTADÃO CONTEUDO

 

Opinião dos leitores

  1. Na terra de Macunaíma, nem prostitutas gostam tanto de dinheiro quanto juízes. E alguns ainda sugerem que joguem merda na pobre Geni, dá para entender?

  2. Ou Brasil sem jeito, fazer o quê? Vamos ter que trabalhar mais para sustentar os penduricalhos desses marajás!!!’nn

  3. Esse pessoal do judiciário superaram todos os limites do bom senso. O Estado brasileiro falido, milhões de desempregados e essa casta tramando para sugar mais dinheiro do povo. Lamentável ver isso.

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Cultura

‘A música brasileira está uma merda’, diz Milton Nascimento, triste com o mundo

“A música brasileira tá uma merda”, diz Milton Nascimento. “As letras, então. Meu Deus do céu. Uma porcaria”, emenda o cantor e compositor de 76 anos de idade.

“Não sei se o pessoal ficou mais burro, se não tem vontade [de cantar] sobre amizade ou algo que seja. Só sabem falar de bebida e a namorada que traiu. Ou do namorado que traiu. Sempre traição.”

Ele cita os nomes de Maria Gadú e de Tiago Iorc como os poucos jovens de quem gosta na atual geração de músicos nacionais. “Tem o Criolo também, mas ele não é tão novo.”

“Não sei por quê [o cancioneiro nacional está ruim]”, afirma. “Mesmo com a ditadura [1964-1985], o pessoal não deixava de falar as coisas. Ou [os censores] não deixavam ou a gente escrevia [músicas] e eles entendiam errado. Mas ninguém deixou de escrever”, conta.

“Hoje, que está de novo quase uma ditadura, o povo não está sabendo escrever.”

Para continuar lendo click aqui: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/09/a-musica-brasileira-esta-uma-merda-diz-milton-nascimento.shtml

MÔNICA BERGAMO

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente não podemos contestar a posição desse poeta, cantor e compositor de primeira qualidade. Os atuais deveriam te-lo como inspiração.

  2. Na "ditadura", como Milton fala, havia liberdade. Foi o periodo em que ele, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Ney Matogrosso, Gal Costa e Maria Bethania, só pra citar os mais famosos, conquistaram fama e dinheiro. Atualmente existe libertinagem. As pessoas usam de linguagem chula nas musicas, por que acham que é liberdade de expressão. O pobre do revolucionario Milton, que tem bom gosto musical, fica chocado com tanta "liberdade".

  3. A música brasileira produzida nos últimos tempos – e consumida vorazmente pela massa ignara – é confirmação inequívoca de mais um triunfo dos bárbaros em detrimento de nosso precário processo civilizatório.

  4. PARABÉNS!!!!! Grande Milton Nascimento, muito obrigado por TODAS AS CANÇÕES. Suas maravilhosas letras irão ficar na minha memória e de minhas filhas.

  5. Como já dizia a letra da musica Inútil do
    Ultraje a Rigor e Nelson Motta
    A gente não sabemos
    Escolher presidente
    A gente não sabemos
    Tomar conta da gente
    A gente não sabemos
    Nem escovar os dente
    Tem gringo pensando
    Que nóis é indigente
    "Inúteu"!
    A gente somos "inúteu"!
    "Inúteu"!
    A gente somos "inúteu"!
    A gente faz carro
    E não sabe guiar
    A gente faz trilho
    E não tem trem prá botar
    A gente faz filho
    E não consegue criar
    A gente pede grana
    E não consegue pagar
    "Inúteu"!
    A gente somos "inúteu"!

  6. bom dia. e a pura verdade tem razâo Milton Nascimento as musicas de hoje estão uma porcaria.

  7. Ora Sr Milton, esse analfabetismo funcional generalizado, o sucateamento da educação, o emburrecimento e alienação dos jovens é tudo fruto da pátria educadora.

    1. Kkkkkkkk tu não faz a mínima idéia do que seja socialismo! Isso é o que dá fugir das aulas de história e geografia……??

  8. E o que o nobre cantor e compositor tem feito para contribuir com a música popular brasileira? Não tenho visto muitos lançamentos por parte dele!

  9. Eh…
    Prá quem ouviu a galera do clube da esquina, os movimentos musicais dos novos bahianos, tropicalismo, o rock de Rita e mutantes, Roberto Carlos no auge, Raulzito enfrentando a ditadura de frente, Zé Ramalho, Alceu, Geraldo, Elba, Jair Rodrigues, entre tantos ícones e hoje tem que aturar a sofrência desses breganejos universitários que causam nojo, o rebola bunda das vacas do funk e outras porcarias que apodreceram a musica brasileira, sinceramente…
    Mas isso é o retrato cultural de um brasil que não tem…cultura!

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Política

Partidos derrotados em 2018 miram o centro e tentam se reposicionar para 2022

Recuperando-se da ressaca prolongada causada pela eleição presidencial de 2018, partidos derrotados miram o centro do espectro político para se reposicionarem até a disputa de 2022. Já o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem procurado manter a polarização esquerda-direita que o levou ao Planalto.

Dirigentes de outros partidos, no entanto, apostam no desgaste desta tensão e na fadiga do governo por causa de tropeços administrativos e de uma recuperação econômica aquém das expectativas —bancos e consultorias têm revisado suas projeções de crescimento para níveis inferiores a 2% em 2020.

Para estes políticos, se o governo não der certo, a decepção da população pode trazer o eleitor para o centro em busca não de uma outra ideologia, mas de um novo nome. Apesar de estarmos a três anos das eleições, análises sobre possíveis candidatos de centro já irrompem em rodas de conversa.

Um dos mais fortes é o do apresentador e empresário Luciano Huck, que, por ora, mantém o discurso oficial de que é apenas um cidadão interessado em ajudar o Brasil, mas, como a Folha mostrou, tem intensificado sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais viva do que nunca.

Mas o deslocamento até o centro não é simples para todas as siglas, a começar pelo PT. A legenda vive um tensionamento entre integrantes da ala majoritária e a presidente nacional do partido, a deputada Gleisi Hoffmann (PR), que segue no comando da sigla com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba.

Nomes deste grupo majoritário dizem querer posicionar o partido na centro-esquerda, com um discurso menos agressivo e que permita a retomada do diálogo com antigos aliados, como PDT e PSB.

Essa ala chegou a ensaiar uma rebelião para levar o ex-prefeito e presidenciável derrotado Fernando Haddad (SP) à presidência petista, mas houve um recuo depois que Lula deixou claro que queria manter Gleisi no cargo.

Parlamentares classificam o discurso do PT sob as rédeas de Gleisi como mais radical e tentam repartir o poder interno para comandar estruturas do partido como a secretaria de comunicação.

É uma tentativa, dizem estes petistas, de reaproximar a legenda do eleitorado com o qual perdeu interlocução, o mais pobre e conservador, em especial os evangélicos. O rumo que o PT irá tomar depende de uma condicionante: se Lula será solto ou permanecerá preso.

Fora da prisão, correligionários dizem acreditar que ele pode conduzir articulações com partidos do campo de centro-esquerda. Atrás das grades, tende a querer elevar o tom de enfrentamento, restringindo alianças.

Hoje, o MDB não cogita lançar candidato à Presidência, mas quer se colocar claramente como uma legenda de centro. “Compromisso permanente é com a democracia e a liberdade”, segundo consta em cartilha elaborada pela Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao partido.

Já o PRB começou mudando de nome e agora se chama Republicanos. A legenda, que já esteve associada ao PT e foi se afastando gradualmente da esquerda, se coloca como centro-direita, posição que confere elasticidade para apoiar de um nome de centro a um mais extremo, caso a polarização não deteriore como esperado pelos políticos ouvidos nos últimos dias.

Em manifesto que está para ser divulgado, o partido se dirá liberal na economia e um movimento político conservador, fundamentado nos valores cristãos, tendo a família como alicerce da sociedade, mas sem levantar bandeira radical nos costumes.

“Entendemos que a sociedade vai amadurecer, compreender o processo democrático e entender que o equilíbrio é melhor que os extremos”, diz o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP).

PSDB tem o governador de São Paulo, João Doria, como postulante ao Palácio do Planalto e trabalha para se desfazer da imagem de partido em cima do muro para uma legenda com posicionamento entre centro e centro-direita.

Interlocutores da cúpula do partido dizem que, desde que deixou para trás o slogan Bolsodoria, que o ajudou a chegar ao Palácio dos Bandeirantes no ano passado, o governador tem se afastado da direita mais extremada.

Aliados ponderam que é o melhor que Doria tem a fazer, já que, numa disputa pelo eleitorado mais conservador, a tendência é que o original vença o genérico. Há, no entanto, episódios que colocam em dúvida essa disposição do governador de se distanciar do extremo, como quando mandou recolher das escolas estaduais um material didático que falava em identidade de gênero.

Também na centro-direita, se coloca o DEM, que vê este campo como espaço livre, já que a direita está ocupada por Bolsonaro e a esquerda, por PT e aliados. O DEM não quer definir agora alianças para 2022 para não antecipar desgastes.

A sigla comanda três ministérios no governo de Jair Bolsonaro (Casa Civil, Saúde e Agricultura) e vem sendo assediada pelo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), que almeja disputar a Presidência e já ofereceu espaço em seu secretariado, em uma tentativa de costurar aliança tanto para 2020, na eleição municipal, como para 2022.

“Como o Democratas não se debruçou até agora sobre o assunto e, internamente, tem posições bastante heterogêneas, nosso foco está todo em 2020, portanto, não tratamos de 2022”, disse o presidente da sigla, o prefeito de Salvador, ACM Neto.

FOLHAPRESS

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Segurança

Sob impacto do assassinato de garota no RIO, deputados agem para derrubar excludente de ilicitude

Em meio à comoção com a morte de Ágatha Félix, 8, o grupo de trabalho da Câmara que analisa o pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) deve derrubar do texto o excludente de ilicitude, nesta terça (24). Hoje, há maioria contra o abrandamento da punição a policiais e militares que cometam excessos –como prevê a proposta do ministro. Essa ala entende que o Código Penal já assegura respaldo à atuação dos agentes e que não há justificativa para flexibilizar a legislação atual.

Deputados que integram o colegiado dizem que a aprovação do trecho sugerido por Moro soaria como aval do Congresso a ações policiais agressivas. Uma punição no caso de Ágatha, por exemplo, seria difícil.

Na proposta de Moro, o juiz pode reduzir a pena à metade ou deixar de aplicá-la se o excesso do agente ocorrer por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. O trecho deve ser suprimido.

“Não podemos permitir que uma mudança na lei ultrapasse os limites da proteção policial para se tornar uma ameaça à sociedade. Em nome da legítima defesa, abre-se caminho para a execução sumária”, afirma o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que faz parte do grupo.

Coordenadora do colegiado, Margarete Coelho (PP-PI) diz que “não se pode falar em excludente de ilicitude tão amplo e irrestrito”. Ela defende a adoção de um meio termo entre o que diz a proposta de Moro e a derrubada integral do trecho que trata do excludente de ilicitude.

PAINEL FOLHA

Opinião dos leitores

  1. É a barbarie. Conceber um ato dessa natureza ao exercício regular de Direito ou legítima defesa, significa aval estatal para matar.

  2. Essa turma ai que tenta piorar a situação para policiais é a mesma que trabalha para abrandar a pena de criminosos. Para a polícia a lei tem que ser implacável para os bandidos a lei tem que ser compreensiva, diriam eles.

  3. "Código Penal já assegura respaldo à atuação dos agentes e que não há justificativa para flexibilizar a legislação atual". Na constituição também diz que todos somos iguais perante a lei, e o que vimos diariamente são estes deputados criando leis para defender gays, lésbicas, ladrões e fundão partidário.

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Trânsito

[VÍDEO] Carros colidem de frente na BR-226 em Santa Cruz

Um grave acidente foi registrado na tarde deste domingo na BR-226, em Santa Cruz. Um Corola e um Gol bateram de frente na rodovia. Testemunhas informaram que um dos veículos estava sendo perseguido pela Polícia. Primeiras informações dão conta de que um dos motoristas veio a óbito no local e que o outro foi socorrido em estado grave.

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Diversos

Idosos promovem noite de orgia e são expulsos de asilo

Uma noite de festa e orgia terminou mal para um grupo de idosos que morava em uma casa de repouso, em Londres, na Inglaterra. Os participantes, de idade entre 78 e 85 anos, foram expulsos da instituição. O caso ocorreu na última quinta-feira (19).

Os moradores contaram que organizaram o evento para fugir do tédio e ter uma noite, digamos assim, mais excitante. E não economizaram na performance ao ritmo cubano da rumba. Porém, a música alta acabou denunciando o ato e a gerência da casa interrompeu a festa.

O Lar de Edith Scarborough informou que os idosos descumpriram as regras da casa, ao extrapolarem o horário e a “decência” permitidos.

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Política

“Leiam o projeto e deixem de ter má-fé”, diz presidente da CCJ

O deputado Felipe Francischini, presidente da CCJ na Câmara, lamentou no Twitter a morte de Ágatha Felix e disse que o caso não pode ser usado para “prejudicar o debate sobre o pacote anticrime na questão da excludente de ilicitude”.

“O projeto é bastante claro quanto às hipóteses e limites. Não há carta branca para matar. Leiam o projeto e deixem de má-fé”, afirmou.

Como registramos mais cedo, Rodrigo Maia disse que a morte da menina reforça a necessidade de “avaliação muito cuidadosa e criteriosa sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento”.

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Turismo

Turistas que vão a São Gonçalo são recebidos pelo prefeito Paulinho

Foto: Júnior Santos

Agências de turismo estão vendendo pacotes para conhecer São Gonçalo do Amarante/RN. A cidade é conhecida como berço da cultura popular do Rio Grande do Norte e pelo Monumento aos Santos Mártires de Uruaçu e Cunhaú. Neste sábado (21), mais um grupo esteve no município conhecendo pontos e localidades históricas, e foram recebidos pelo prefeito Paulo Emídio, Paulinho, que tem repetido o gesto em todas visitas.

O roteiro inclui a Praça do Galo Branco de Dona Nené, símbolo do folclore potiguar, o Mercado de Artesanato, igrejas, Monumento aos Santos Mártires e museu municipal. Grupos culturais, como o centenário Boi Calemba Pintadinho, também fazem apresentação especial de boas-vindas.

Opinião dos leitores

  1. Quando tem a sorte de transpor – são e salvo – o famoso "corredor polonês", entre o Aeroporto Aluízio Alves e a zona urbana do município, a primeira coisa de que ocorre ao turista em São Gonçalo é ir à igreja, ou mesmo ao santuário dos Mártires de Uruaçu, pagar promessa por ainda estar vivo. E aí ele dá de cara com o prefeito Paulinho…Quando tem a sorte de transpor – são e salvo – o famoso "corredor polonês", entre o Aeroporto Aluízio Alves e a zona urbana do município, a primeira coisa de que ocorre ao turista em São Gonçalo é ir à igreja, ou mesmo ao santuário dos Mártires de Uruaçu, pagar promessa por ainda estar vivo. E aí ele dá de cara com o prefeito Paulinho…

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