Judiciário

Ex-prefeito no RN é condenado por reter documentos públicos em transição de governo

O Grupo de Apoio às Metas do CNJ, que julga casos de corrupção e improbidade administrativa, reconheceu que o ex-prefeito do Município de Itajá, Gilberto Eliomar Lopes, praticou ato de improbidade administrativa por ter retido a documentação relativa ao balanço financeiro, processos licitatórios, convênios e outros documentos do Poder Executivo nos anos de 2009 a 2012.

Com isso, Gilberto Lopes teve suspenso seus direitos políticos por três anos e terá de pagar multa civil, em favor da municipalidade, de três vezes o valor da remuneração percebida à época quando exercia o cargo de prefeito do Município de Itajá, acrescido de atualização monetária e de juros.

Ele também está proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

O Ministério Público Estadual propôs Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa, contra Gilberto Eliomar Lopes, por suposto cometimento de ato de improbidade administrativa consistente na violação aos dispositivos da Lei 8.429/92.

Segundo o MP, ele reteve a documentação relativa ao balanço financeiro, processos licitatórios, convênios e outros documentos do Poder Executivo, referentes aos anos de seu mandato como Prefeito do Município de Itajá no período de 2009 a 2012.

Ainda de acordo com o órgão acusador, Gilberto Lopes teria devolvido a documentação apenas por intermédio de decisão judicial no bojo do processo judicial nº 0100350-09.2013.8.20.0163 que determinou a busca e apreensão dos documentos.

Em sua defesa, Gilberto Lopes alegou a inocorrência de conduta ímproba e ausência de violação a princípio da administração, uma vez que retirou os documentos públicos por resguardo político, após ter sido sucedido por adversário no mandato seguinte.

Para o Grupo de Apoio às Metas do CNJ, com base na Constituição da República e na Lei 8.259/91, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e da Lei de Acesso à Informação (Lei n.º 12.527), extrai-se que os órgãos públicos devem se pautar pela transparência e arquivamento adequado de suas informações.

“A inexistência, mau funcionamento e, até mesmo, a obstaculização dos arquivos públicos constitui afronta direta à Constituição, pois frustra direitos básicos por ela assegurados, violando a transparência e a publicidade na Administração Pública”, assinalou.

Não cumprimento de normas legais

Segundo a equipe de juízes, o gestor público que não cumpre tais missões está também impedindo a aplicabilidade das leis de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000), da Transparência (Lei Complementar 131/2009) e da Lei 12.527, de 2011 – Lei de Acesso à Informação, que preconizam a gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação.

“Com efeito, ao descumprir as referidas normas legais e se omitir no seu dever de transparência dos documentos públicos, o requerido deixou de praticar ato de ofício, o que também comprometeu a publicidade dos atos administrativos relativos às contratações realizadas pelo Município de Itajá/RN no curso de seu mandato”, salientou.

Por fim, concluiu que essa conduta, além de dificultar o acesso, pelos órgãos de controle, das informações de prestação de contas municipais e impossibilitar aos cidadãos o acompanhamento dos atos praticados pelo réu, comprometeu a transição do governo subsequente e prejudicou a continuidade dos contratos administrativos em curso, assim como a participação da sociedade nas ações do município.

Processo nº 0100103-91.2014.8.20.0163
TJRN

 

Opinião dos leitores

  1. Pense num povo que fala alto, só é o de Itajá. Confessionário de igreja, lá, dispõe de tratamento acústico para abafar os pecados.

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Saúde

Não ter amigos equivale a fumar 15 cigarros por dia

Sabia que a solidão pode prejudicar tanto a saúde mental como a física? Ser excluído de interações sociais não é um problema apenas de pessoas mais velhas, podendo afetar qualquer faixa etária. E segundo várias pesquisas, fisicamente pode ser equivalente a fumar cerca de 15 cigarros por dia.

A solidão e a falta de interações sociais pode tornar os indivíduos mais propensos a sofrer de depressão. A falta de estímulo faz com que pessoas solitárias tenham uma probabilidade de cerca de 64% mais elevada de desenvolver doenças como a demência (causando o declínio cognitivo) e cardiovasculares (provocando a incidência de ataques cardíacos e o aumento de mortes prematuras).

O fato é que a solidão não afeta apenas a saúde mental de uma pessoa, mas também pode afetar a parte física. O isolamento social eleva o risco de mortalidade em 26%, além de aumentar o risco de hipertensão e de obesidade.

Num estudo recente, realizado por uma equipe de investigadores da Universidade de Berkely, nos Estados Unidos, foi revelado que o impacto de não ter amigos equivale a fumar 15 cigarros por dia.

Recentemente os médicos alertaram que o isolamento social pode ser tão mau para a saúde de uma pessoa como viver com uma doença crônica como a diabetes. Consequentemente, e como se tratasse de um ciclo vicioso, os pacientes que se sentem solitários estão igualmente mais propensos a ir ao médico ou a realizar exames, por falta de estimulo e até por alguma falta de interesse em viver.

Relatório

Um relatório foi enviado ao governo do Reino Unido, alertando que é necessário enfrentar a solidão.

“Enfrentar as consequências da solidão é um desafio geracional que só pode ser cumprido por uma ação concertada de todos: governos, chefes, empresas, organizações da sociedade civil, famílias, comunidades e indivíduos têm um papel a desempenhar”. Diz o relatório. “Trabalhando em conjunto, podemos fazer a diferença”.

NOTÍCIAS AO MINUTO

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Economia

Bolsonaro diz que vai corrigir tabela do IR pela inflação a partir de 2020

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende corrigir pela inflação a tabela do imposto de renda em 2020. A declaração foi dada neste domingo, 12, à Rádio Bandeirantes. “Falei para o Guedes (ministro da Economia, Paulo Guedes) corrigir a tabela do IR de acordo com a inflação no ano que vem. Pedido não é uma ordem, mas pelo menos corrigir o IR pela inflação para o ano que vem, com certeza vai sair”, declarou o presidente.

Bolsonaro disse que tentará realizar uma reforma tributária, mas que solicitou à sua equipe que os trabalhos sejam feitos “devagar”. “Não pode ir com muita pressa. Pedi ao pessoal para ir mais devagar para resolver mais coisa”, afirmou.

Segundo o presidente, Guedes ouviu um segundo pedido em relação à reforma tributária: que o limite de dedução com gastos em saúde e educação possam ser ampliados.

Especialistas consideram que correção aventada por Bolsonaro atenuaria a defasagem acumulada pela tabela do IR diante da inflação, que é de 95,46% nos últimos 22 anos, segundo cálculo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). Caso a tabela de IR fosse corrigida integralmente desde 1996, os contribuintes que ganham até R$ 3.689,93 por mês seriam isentos do imposto, em vez de um teto de R$ 1.903,98 como há hoje.

Opinião dos leitores

  1. Quantas vezes houve correção na tabela do imposto de renda durante os 13 anos de governo do PT e dos 03 de Temer??? Mais uma razão para a turma do "quanto pior melhor" querer tirar Bolsonaro.

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Judiciário

Flávio Bolsonaro pede fim da investigação por ser ilegal e diz que pode ter errado por ‘confiar demais’ em Queiroz

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse neste domingo (12) que é alvo de uma investigação ilegal do Ministério Público do Rio de Janeiro, defendeu o arquivamento do caso e afirmou que seu erro pode ter sido “confiar demais” no ex-assessor Fabrício Queiroz.

O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a apuração que o atinge é ilegal e que o único caminho possível é o encerramento dela.

Os promotores investigam uma movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz enquanto ele trabalhava no gabinete do político na Assembleia Legislativa do Rio.

Para ​Flávio, a indicação de que o Ministério Público pedirá a quebra de sigilo bancário e fiscal dele é uma medida para dar “verniz de legalidade” à investigação.

“Para que esse pedido, se meu extrato já apareceu na televisão? Eles querem requentar uma informação que conseguiram de forma ilegal. Como viram a cagada que fizeram, agora querem requentar, dar um verniz de legalidade naquilo que já está contaminado e não tem mais jeito”, disse.

“Não tem outro caminho para a investigação a não ser ela ser arquivada, e eles sabem disso.”

A investigação, baseada em relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), já está perto de completar 500 dias sem que tenha havido até agora nenhuma conclusão. No mês passado, a Justiça negou pedido do senador para suspender a apuração contra seu ex-assessor.

Neste domingo, Flávio disse que não sabe o paradeiro de Queiroz. “Ele tem um CPF e eu tenho outro. Não sei onde ele está, não tenho informação da família, não sei nada.”

Ele afirmou ainda que o ex-funcionário gozava de sua confiança quando trabalhava no gabinete, mas agora “está demonstrando que não é merecedor dela”. O parlamentar reclamou que o ex-assessor demorou a se manifestar quando surgiram as primeiras suspeitas e que, por isso, foi “sendo fritado enquanto ele não falava nada”.

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Opinião dos leitores

    1. Concordo. Tolerância zero com corruptos, respeitado o devido Processo Legal.

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Esporte

CONSTRANGIMENTO: Globo se desculpa com goleiro do Vasco após zoeira e diz que mudará formato de votação online

reprodução/TV Globo

 

Após repercussão negativa do resultado da votação promovida pela Rede Globo que elegeu ironicamente Sidão, goleiro do Vasco, o craque do jogo contra o Santos, o Grupo Globo emitiu nota se desculpando com o atleta.

Além disso, afirma que o formato da eleição do craque do jogo será alterado a partir da próxima quarta-feira (15), com os comentaristas da emissora tendo direito a voto.

Sidão levou três gols na derrota para o Santos na tarde deste domingo (12). Além de sair jogando mal no lance que originou o primeiro gol do Santos, se atrapalhou e saiu mal do gol em outras jogadas –numa delas, a bola acabou na trave.

“Sidão, eu vou ter que te entregar o troféu de craque do jogo. Foi uma votação feita apenas por torcedores na internet. É um jogo que foi complicado para você, uma partida bastante difícil, mas fica aqui esse troféu para você”, afirmou, aparentando constrangimento.

O goleiro, que antes da entrega admitira a falha no primeiro gol do Santos, aceitou o “prêmio” e não fez maiores comentários.

Após o jogo, porém, a MS+ Sports, assessoria do atleta, repudiou a votação irônica por meio de postagem no Instagram.

“Respeito total ao profissional, acima de tudo! Repudiamos com veemência a atitude tomada ao final do jogo na transmissão da TV Globo. Estaremos sempre juntos, Sidão”, escreveu a empresa.

Walter Casagrande, comentarista da Globo, também criticou a iniciativa.

“Eu quero pedir desculpas ao Sidão por essa ironia de mau gosto com esse troféu ridículo. O Sidão é um trabalhador honesto e merece o respeito de todos. Me desculpe mesmo”, escreveu ele em seu Instagram, em postagem acompanhada de uma foto do goleiro.

Enquanto o jogo ainda acontecia, o narrador Luis Roberto, vendo as parciais da votação, tentou amenizar a ironia dos torcedores, dizendo que o prêmio seria o “Troféu Solidariedade”.

No primeiro tempo, após a falha que resultou no gol e outros lances em que o goleiro foi mal, a torcida do Santos chegou a gritar seu nome ironicamente no Pacaembu.

O Vasco, equipe de Sidão, é lanterna do Campeonato Brasileiro. Em quatro partidas, somou apenas um ponto.

Veja abaixo a nota emitida pela Globo:

A partir da próxima quarta-feira, quando começam as oitavas de final da Copa do Brasil, a votação do Craque do Jogo terá um novo formato. O público seguirá tendo voz através das enquetes na página globoesporte.com/craque, agora em companhia dos comentaristas da TV Globo, que terão direito a voto.

Neste domingo, houve movimento na internet para votação em massa em Sidão na enquete do jogo entre Santos e Vasco, que acabou com vitória do Peixe por 3 a 0. A zoeira começou depois do erro do goleiro vascaíno no primeiro gol santista. Na saída do campo, Sidão, abatido mas educado, reconheceu a falha e recebeu o troféu de Craque do Jogo.

Sem deixar de reconhecer a opinião do público, a mudança no formato tem o objetivo de premiar os jogadores que tiveram atuação de destaque em cada partida.

O Grupo Globo aproveita para pedir desculpas a Sidão pela situação de constrangimento ao fim do jogo no Pacaembu. O goleiro é um profissional de alto nível no futebol brasileiro que estava em seu ambiente de trabalho depois de uma jornada difícil. Reconhecemos que a entrega do troféu não foi adequada na ocasião e agradecemos a educação de Sidão no momento de tensão.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Sempre, detentora da verdade,depois de dar merda, ,vem com recadinho de pesames, acho que deveriamos ser mais seletivos com temas e noticias divulgadas pelos noticiarios, mas incrivel é pagar pelo direito de postar, votar e opinar sobre programas que sabemos não ter nenhum convenio nem veracidade com as opiniões dos ouvintes, internautas e telespesctadores, acordem trouxas, opinião de grupos vinculadas ao mesmo grupo seja jornal, televisão, revista ou blogs devem ser recebidas com reservas…………………….

  2. Acho que a Globo errou, constrageu o goleiro, um profisional que tem na carreira o seu sustento. Falta de ética por parte da emissora, acho que um bom Advogado entraria na justiça por danos morais. Isso abalou o psicológico do Jogador.

  3. Sou Flamengo, mas fiquei indignado, isso não se faz com o ser humano. O Sidão tem que entrar na justiça por danos morras.

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Judiciário

Aceno de Bolsonaro a Moro com vaga no STF dá força à discussão no Congresso para retardar aposentadoria de ministros

A pretensão de indicar o ministro Sergio Moro (Justiça)para a primeira vaga que for aberta no Supremo, anunciada por Jair Bolsonaro neste domingo (12), pode ser frustrada pelo Congresso. Integrantes do STF foram avisados de que uma nova revisão da chamada PEC da Bengala está sendo discutida por deputados e senadores. A ideia é incluir no texto da reforma da Previdência uma emenda que eleva a idade de aposentadoria obrigatória de ministros da corte de 75 para 80 anos.

A medida está sendo rascunhada por caciques do Congresso há algumas semanas. A fala do presidente em entrevista ao programa do jornalista Milton Neves, da rádio Bandeirantes, neste domingo, tende a dar gás ao movimento.

Se aprovada, a medida pode estender a permanência dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello na corte. Pela regra atual, eles teriam de deixar o STF em 2020 e 2021, respectivamente.

Na magistratura, a fala de Bolsonaro foi interpretada como um “sossega leão” no ministro da Justiça. A avaliação é o que presidente quis afagar Moro e impedi-lo de, diante das dificuldades que enfrenta, abandonar o governo tão cedo.

PAINEL / FOLHA

Opinião dos leitores

  1. Da matéria, é de se analisar bem esse ponto: "Neste domingo, Flávio disse que não sabe o paradeiro de Queiroz. “Ele tem um CPF e eu tenho outro. Não sei onde ele está, não tenho informação da família, não sei nada.”".

    Ora, ora, tudo se repete, não importando quais são os bandidos da vez, e, pior, esses são os atuais "donos de Brasília".

    Para esse novo ladrão escancarado, poderíamos até começar a chamá-lo agora pelo nome de Flávio Lula da Silva Bolsonaro. Nada viu, e nada sabe.

    Nessas últimas eleições, não tínhamos uma boa opção em quem votar. Por isso, entraram esses novos bandidos.

    Quanto aos candidatos a presidente, qualquer escolha, daria errado mesmo. Esperemos que daqui a 4 anos, existam opções melhores de escolha.

    E agora em 2020, já poderemos exercitar isso: vem aí eleições para prefeito e vereadores.

    Lembrando que o que faz diferença, são os candidatos eleitos para as casas legislativas. Presidente, governadores e prefeitos são inúteis, peças decorativas.

    Brasil, sempre!

    1. E excelente trabalho. Condenou aquele que enganou muitos e é o domador de asnos.

  2. Não quero crer q essa possibilidade exista acredito que seja fofoca, ou o país está nas mãos de bandidos da pior espécie

  3. Eu pensei que esse absurdo de políticos escolhendo Ministros do STF iria acabar nesse governo.

    1. Um pouco de informação:

      Os membros da Suprema Corte são nomeados pelo Presidente da República, devendo ser brasileiros natos (art. 12, § 3º, inc. IV, da CF/1988), escolhidos dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 101 da CF/1988), e nomeados pelo Presidente da República, após aprovação da escolha pela maioria absoluta do Senado Federal (art. 101, parágrafo único, da CF/1988).

      Assim, sendo constitucional tal formação, só pode ser mudada por alteração na Constituição, não simplesmente por vontade deliberada de um governante, seja lá quem for.

      Informação é tudo! Sem informação, as pessoas ficam pensando bobagem.

  4. Tá passando da hora do povo gritar fora centrão, esses ladrões não são representante do povo. São representantes deles mesmo.
    Vagabundos, tudo morrendo de medo do Sérgio Moro.

    1. Mas eles acabaram de ser eleitos pelo povo.
      O que precisa mudar é a qualidade do voto.

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Política

Dinheiro fica menos decisivo em campanha eleitoral para deputado federal

Em 2018, os gastos com a campanha eleitoral foram menos decisivos para a eleição de deputados federais que em pleitos anteriores. A conclusão é de estudo inédito da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Fundação Brava. A pesquisa analisou despesas e arrecadações nas disputas para a Câmara desde 2002.

O último pleito foi o primeiro em que se observou queda na concentração de recursos pelos que conquistaram o cargo. De 2002 a 2014, os deputados federais eleitos responderam por uma média de 62% de tudo o que foi gasto na campanha à Casa. Em 2018, esse percentual caiu para 44%.

Ainda foi reduzida pela metade a disparidade entre os gastos de homens e mulheres, considerando todos os candidatos. Em 2014, os homens gastaram R$ 1,2 bilhão a mais. No ano passado, a diferença ficou em cerca de R$ 550 milhões.

A desigualdade de gastos entre candidatos brancos, negros e pardos também caiu.

 

A principal explicação para o fenômeno são as novas regras para financiamento de campanhas. Com a proibição de doações por empresas, o poder de arrecadação dos candidatos à Câmara caiu.

Os mais afetados foram aqueles que costumavam ser os grandes beneficiados pelas doações empresariais: candidatos veteranos, homens, brancos, com ensino superior e, em geral, de estados considerados de maior peso no cenário político nacional.

“Quem foi o grande perdedor? O candidato à reeleição que tinha acesso a recurso empresarial. Isso favoreceu os outsiders. Você tira a arma dele [o veterano], que era o acesso ao recurso”, diz o professor da FGV e coordenador do estudo, George Avelino.

A legislatura atual tem o menor percentual de reeleitos desde 1998 (48,9%). Também tem a maior representatividade feminina já registrada, com 77 deputadas —em 2014, foram 53 eleitas, entre os 513 parlamentares da Casa. Diferentemente do que ocorreu com os homens, o gasto das candidatas durante a campanha teve leve alta.

Principal fonte de recursos, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (ou fundo eleitoral) colocou R$ 1,7 bilhão de dinheiro público nas campanhas de 2018. Os partidos tinham autonomia para determinar as regras de distribuição, desde que reservassem mínimo de 30% para candidaturas de mulheres.

Também puderam ser usadas nas eleições verbas oriundas do fundo partidário, dinheiro público que serve para subsidiar o funcionamento das legendas. Em 2018, foram repassados cerca de R$ 889 milhões, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para efeito de comparação, as eleições 2014 arrecadaram, só em doações de empresas, R$ 3,44 bilhões (considerando todos os cargos em disputa).

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Opinião dos leitores

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Economia

Avianca cancela 422 voos neste fim de semana em todo o País

A companhia aérea Avianca cancelou 422 voos neste sábado, 11, e domingo, 12, em todo o País, de acordo com o site da empresa. A Avianca já informou que outros 406 voos estão cancelados entre esta segunda-feira, 13, e terça-feira, 14. Em recuperação judicial, a companhia tem cancelado sistematicamente a maioria de suas decolagens desde o meados de abril.

Neste fim de semana, o aeroporto mais afetado foi Guarulhos (SP), com 119 chegadas e 119 partidas canceladas, seguido por Brasília e Salvador (BA).

A lista de terminais com voos cancelados, no entanto, inclui Aracaju (SE), Belém (PA), Campo Grande (MS), Chapecó (SC), Confins (MG), Congonhas (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Galeão (RJ), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL), Natal (RN), Navegantes (SC), Petrolina (PE), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Santos Dumont (RJ) e Vitória (ES).

Opinião dos leitores

  1. "foi Guarulhos (SP)"….sempre se refere a Guarulhos e não aeroporto de São Paulo. Fica no Estado. Do mesmo jeito Confins em MG.

  2. Os dois campos de pouso de Natal………Na rampa, só para hidroaviões , em capim macio , quando o aero clube utilizava para pousar seus aviões. Ah , tinha também no clube do exercito , ali onde é a ponte nova , utilizava-se para aviões de pequeno porte .

  3. Grande parte dos aeroportos são em cidades da região metropolitana, no entanto se fala no aeroporto da cidade polo que representa aquela região. Assim como o aeroporto de São Paulo é em Guarulhos, o aeroporto de Belo Horizonte é em confins, o principal de Nova York fica no condado queens e o de Natal fica em São Gonçalo do Amarante. Região Metropolitana de NATAL.

  4. Onde fica o aeroporto de Natal?
    O Aluísio Alves não é em São Gonçalo do Amarante ou estou errada?

    1. E Natal alguma vez teve aeroporto? O anterior ficava em Parnamirim ou estou enganado?

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Política

FHC defende que reforma da Previdência não ‘tire dos mais pobres’ e gera reações

Um comentário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Twitter sobre a reforma da Previdência neste domingo, 12, gerou reações na rede social.

“Ouvi depoimento do economista, que não conheço, Eduardo Moreira, sobre a reforma da Previdência: o ponto dele é correto, tiremos dos que mais ganham, não dos pobres. A reforma é necessária, mas o olhar tem que ser tanto fiscal quanto redistributivo. Eis a questão e a dificuldade”, disse FHC.

O ex-presidente se referia ao economista Eduardo Moreira, que participou da comissão especial que discute o projeto da reforma na Câmara na última quinta-feira, 9. Moreira defendeu que a reforma não mexa com os mais pobres e questionou a eficácia do sistema de capitalização tal qual colocado no texto proposto pelo governo.

Em seu discurso na comissão, por exemplo, Moreira sugeriu dar a opção de antecipar a aposentadoria àqueles que ganham até um salário mínimo e já cumpriram os 35 anos de contribuição, se a idade mínima for aprovada.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Passei muito tempo para entender a razão de FHC ser omisso, calado e indiferente as ações tomadas no governo do PT. Teve o mensalão, o petrolão e a lava jato e FHC calado!.
    Agora fica evidenciado que "quem tem rabo preso, tem medo".
    FHC é produto do meio da máquina política brasileira que faz parte do acerto para dividir o poder. Um grupo que nos bastidores trocam acordos, fazem o jogo de opositores e tudo que visam é a alternância do poder pelo poder.
    Sabe quantos deles estão preocupados com o povo?
    Aí apareceu uma enorme pedra no sapato deles, chamado povo inconformado com a corrupção e votaram em um político fora do eixo acordado pelos poderosos.
    O que estamos vendo? Pânico geral!
    Toda máquina de poder construída usando a democracia gritando e sendo contra o governo que teima em combater a corrupção, são professores, jornalistas, meios de comunicações, artistas, pseudos intelectuais e principalmente grande parte da classe política, enfim, um monte de criaturas que viviam as custas dos recursos públicos e do domínio das instituições públicas.
    Estão tramando para desmontar tudo que o atual governo propõe em nome da manutenção de seus privilégios e poder, nada mais!
    Abre o olho povo, os corruptos e apoiadores da corrupção não querem o bem do povo, eles querem o poder, usando o povo!

  2. esse senhor é aquele que disse que quem se aposenta cedo é vagabundo, os comunistas gostam muito dele, comprou uma reeleiçao e agora posa de patriota, fazendo o discurso dos petralhas, porque no te callas?

    1. Né isso! Só quem vive de renda e aplicação financeira! kkkk

  3. Infelizmente, ainda não percebeu que chegou a hora de parar de falar besteira, deitar na rede e aceitar o esquecimento da população em relação a sua história.

  4. Cara de pau.
    Esses é o pai dos oportunistas.
    Governou para os ricos e agora fica se fazendo de socialista.

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Tecnologia

Google também está preparando um smartphone dobrável

Tudo indica que o futuro será dos smartphones dobráveis. Isso porque, agora a Google confirmou que está desenvolvendo um equipamento para esta nova categoria de produto, mas não há qualquer previsão de quando poderá ser lançado.

Estamos fazendo a prototipagem da tecnologia. Estamos a fazendo há muito tempo. Penso que ainda não há um uso claro”, confirmou o responsável da Google pelo desenvolvimento da linha Pixel, Mario Queiroz.

“Estamos fazendo a prototipagem de telas dobráveis e de muitas outras tecnologias de hardware e neste momento não temos qualquer anúncio relacionado com produtos para fazer”, continuou.

O fato de tanto a Samsung como a Huawei já terem anunciado os seus smartphones dobráveis deve ser sinal suficiente que as fabricantes de dispositivos móveis estão atentas a esta tecnologia. O Galaxy Fold e o Mate X podem ser, neste momento, as duas grandes propostas para o futuro próximo dos smartphones dobráveis mas é praticamente certo que não serão as únicas.

Notícias ao Minuto

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Política

TSE endurece penas e breca verba pública para defesa de político

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) endureceu as penas impostas aos partidos no julgamento das contas anuais e proibiu a contratação de advogados para a defesa de filiados investigados. A restrição tem como objetivo impedir que o dinheiro público do Fundo Partidário seja usado para defender políticos na mira da Lava Jato.

Na Câmara, deputados e dirigentes de partidos já discutem, nos bastidores, a possibilidade de criar uma lei para inibir a ação da Corte, sob o argumento de que os magistrados estão legislando. No mês passado, o Congresso aprovou a anistia a partidos que não seguirem regras para aplicação do Fundo Partidário, como o porcentual mínimo para promover mulheres na política.

O valor que o TSE mandou as siglas devolverem aos cofres públicos, por irregularidades encontradas na aplicação do fundo, aumentou em quase 40% em relação ao ano anterior. O número de partidos punidos também passou de 11 para 14 no mesmo período.

O fundo é uma espécie de “mesada” com dinheiro público destinado a bancar despesas do dia a dia dos partidos, como aluguel de imóveis, passagens aéreas, realização de eventos e contratação de pessoal. Anualmente, o TSE analisa as prestações de contas para saber se o dinheiro foi aplicado de forma correta.

Com uma nova composição – considerada mais linha dura, com a entrada do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal -, o TSE mudou de entendimento sobre a contratação de advogados, proibindo que o dinheiro do fundo seja usado para custear a defesa de políticos em ações eleitorais. O tribunal também reforçou a posição de rejeitar contas de partidos que reiteradamente não aplicarem no mínimo 5% dos recursos na participação feminina na política.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o cerco sobre a contratação de advogados tem o objetivo de impedir que verbas públicas sejam direcionadas para a defesa de políticos corruptos. Na avaliação de um ministro do TSE que pediu para não ser identificado, seria uma contradição “alguém lesar os cofres públicos e a sua defesa ser patrocinada pelos fundos partidários, também dinheiro público”.

Advogados

As restrições foram discutidas no julgamento das prestações de contas do PSDB e do PP. No caso dos tucanos, as contas foram aprovadas com ressalvas pelo plenário, que, mesmo assim, determinou a devolução de R$ 1,1 milhão por uma série de irregularidades.

Na lista está a contratação de um escritório de advocacia, por R$ 187,7 mil, para defender o então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) em uma ação eleitoral. A decisão do TSE, por 4 a 3, de mandar devolver o dinheiro contrariou até mesmo o Ministério Público Eleitoral, que considerou o pagamento legal.

No caso do PP, que teve suas contas reprovadas, o partido usou dinheiro público na contratação de escritórios para defender o ex-deputado João Pizzolatti Júnior em ação de improbidade administrativa, além de outros membros do partido investigados. “Percebe-se o desvio na utilização dos recursos do Fundo Partidário, uma vez que voltados à defesa de particulares, por atos estranhos à vida partidária”, destacou o relator, ministro Luís Roberto Barroso.

Nos dois casos, as contas julgadas pelos ministros do TSE foram as referentes aos gastos dos partidos em 2013. Na prática, os partidos temem ser punidos pelas prestações de contas – já fechadas, mas ainda não julgadas – de 2014 a 2018, quando a Lava Jato teve sua fase ostensiva e prendeu diversos políticos.

Contas

Na análise das contas feitas pelo TSE, houve penalidades por uma série de irregularidades, como o fretamento de aeronaves sem comprovação de quem eram os passageiros – caso do PT, que terá de devolver R$ 5,2 milhões -, não comprovação de serviços prestados e o não cumprimento da cota feminina.

“O reiterado descumprimento das normas de incentivo à participação política da mulher caracteriza falha grave, apta a ensejar a desaprovação das contas”, disse o ministro Og Fernandes, ao determinar que o DEM devolvesse R$ 398,6 mil.

Para a professora da FGV Direito Rio Silvana Batini, é importante que o TSE seja mais rigoroso, mas a Justiça Eleitoral ainda falha ao não dar respostas rápidas. “Estamos vendo o TSE julgando contas ainda de 2013. Isso é uma sinalização ruim, especialmente quando nós vimos o STF recentemente considerar que a Justiça Eleitoral está apta a julgar crimes conexos aos eleitorais”, afirmou ela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Muito interessante,para não falar vergonhosa essa lei que permitem.que os partidos usam verba "pública"para contratar escritórios de advocacia para defenderem políticos acusados de roubos e corrupção,ou seja,ROUBAM DINHEIRO PÚBLICO E O POVO PAGA PARA ELES NÃO.SEREM PRESOS,SIMPLESMENTE IMORAL !!!

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Política

Sindicatos atrapalham Brasil por legislarem em causa própria, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro se posicionou há pouco contrário ao desconto automático do imposto sindical no contracheque do trabalhador.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Bolsonaro afirmou que não quer a volta do desconto no holerite. De acordo com o presidente, os sindicatos são a “coisa que mais atrapalham o Brasil, pois a maioria legisla em causa própria”.

Bolsonaro afirmou que pode haver o imposto sindical se o trabalhador optar pelo pagamento via boleto bancário, mas não com um desconto automático no contracheque.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. Quem fala a favor de sindicatos nunca gerou um emprego na vida. Vai montar uma empresa, gerar empregos e vc vai sentir na pele o peso das leis trabalhistas e dos sindicatos com seus acordos, aí vc volta aqui e posta sua opinião . Até lá é só demagogia de hipocrisia.

  2. Não sabia que sindicato tem poder de legislar não…. Quero é que retire minha contribuição para pagar as duas aposentadorias generosas que o presidente recebe, isso sim.

  3. Os tostões que eram retirados do meu dia de trabalho não vai mais alimentar os vagabundos da esquerda.

  4. Os sindicais no mundo inteiro sempre foi a balança dos opromidos..digo a classes trabalhadoras de qualquer pais..E nosso Brasil da classes de trabalhor precisa sim dos sindicatos.obtem..hoje é sempre..naturalmente o pensamento do boxolixos e seu seguidores e muitos deles a classe patronal estão a gente da distribuição dos sindicatos Pq? Sem sindicatos teremos mais escravidoes neste pais..e o inacreditavelmente o trabalhador apoiou e ainda tem muitos deles apoiado está miséria chamado boxolixo..#LULALIVRE

  5. O bozo, também quero q todos os impostos q eu pago venham em um boleto para eu pagar se eu quiser, tipo: IR na fonte, Icms na fonte, Ipva, iptu, pão e leite quero comer e depois pagar se quiser, ta ok.

  6. Quem se der ao trabalho de ler a medida provisoria vai ver, que mesmo q trabalhador concorde, esta proibido o desconto em folha. Inclusive para os filiados ao sindicato, quanto a mensalidade sindical. Não confundir contribuicao sindical(todos pagavam, inclusive não sindicalizados) que era cobrado uma vez por ano, com mensalidade sindical, que apenas filiados pagam. Antes que alguem diga, sim, sim. Lula esta preso.

  7. Está aí …de onde saiu o vagabundo ladrao condenado Lula ??? Precisa dizer mais ? Se fosse legitimado o trabalhador fazia o desconto espontâneo e não obrigado, sindicado só serve para extorquir dinheiro do verdadeiro trabalhador, esse vagabundoa sindicalista só fazem mamar no dinheiro .
    Se alguem reclamar: LULA ESTÁ PRESO BABACA

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Política

Fazenda não é o melhor lugar para o Coaf, diz Moro

No Twitter, Sergio Moro republicou uma nota de O Antagonista para dizer que o Ministério da Economia “não é o melhor lugar” para o Coaf.

“Mas quero plantar para o futuro. O fato do COAF ter ficado, em 2018, na Fazenda com apenas 37 servidores após vinte anos de existência ilustra que ali não é o melhor lugar.”

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Política

Congresso muda lei para ajudar partidos a cada 1,2 ano

Com pouco mais de três meses de legislatura, o Congresso enviou para a apreciação do presidente Jair Bolsonaro um projeto de lei que prevê anistia a multas aplicadas a partidos que não destinaram devidamente os recursos para promover a participação feminina na política. Em um contexto no qual o Legislativo intensificou as faturas ao Executivo como condição para aprovar projetos do Planalto, Bolsonaro terá de decidir nos próximos dias se atende ou não à demanda que costuma unir boa parte do Congresso, da situação à oposição.

Neste tema, são recorrentes os casos em que os parlamentares legislam em causa própria. Desde a criação da Lei dos Partidos, em 1995, pelo menos outras 19 alterações trouxeram benefícios às siglas, segundo levantamento do Movimento Transparência Partidária: a média é de uma aprovação a cada 14 meses. Além disso, pelo menos nove projetos de lei foram apresentados desde então para tentar anistiar multas de candidatos e legendas – apenas um foi aprovado. O presidente terá de decidir até sexta-feira, 17, se veta ou sanciona o atual projeto. Estimava-se, quando ele foi apresentado, que a anistia prevista poderia chegar a R$ 70 milhões, valor dos débitos de diretórios municipais de quase todas as siglas com o Fisco.

O deputado Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido de Bolsonaro na Câmara, aposta que o texto será sancionado. “Não vejo nada que indique que o presidente será contrário à medida”, disse. “A liderança liberou a bancada para votar da forma que desejar sobre o tema, o que mostra a total vontade do governo em não intervir na questão.”

A principal medida do texto aprovado, relatado pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), é a anistia para os partidos que não tenham aplicado o mínimo de 5% das verbas do Fundo Partidário para promover participação política das mulheres entre 2010 e 2018, mas que tenham direcionado o dinheiro para candidaturas femininas.

O projeto de lei prevê ainda outras mudanças que, apesar de não envolverem diretamente dinheiro público, abrandam exigências aos partidos. Uma delas, segundo analistas, reduz a democracia interna nas siglas ao permitir que comissões provisórias funcionem por até oito anos.

Caso vete o texto, a decisão do presidente pode ser derrubada pelo Congresso. “A Constituição garante ao Legislativo, em caso de eventual veto presidencial, a prerrogativa de apreciação do referido veto”, disse o líder do Cidadania (antigo PPS) na Câmara, Daniel Coelho (PE).

Em 2000, o Congresso derrubou o veto do então presidente Fernando Henrique Cardoso e levou adiante uma anistia que custou aos cofres públicos, em valores corrigidos, cerca de R$ 80 milhões. Se optar pela sanção, Bolsonaro será o primeiro presidente desde 1995 a autorizar anistia a multas das siglas.

O governo teve uma semana conturbada no Congresso, sofrendo derrotas em matérias importantes, como a medida provisória que redefiniu a Esplanada.

Relação

Para o líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PE), faltam ao governo base sólida e agenda convergente para melhorar a relação com o Congresso. “Não acredito que o projeto tenha um potencial inibitório de uma relação positiva. A relação já não é positiva.”

A mobilização dos partidos contra punições é permanente. O Estado mostrou que, na Câmara, parlamentares discutem lei para inibir ação do Tribunal Superior Eleitoral que endureceu penas impostas às siglas. Para Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a atual tentativa de anistia se dá num cenário em que os partidos precisam de dinheiro, após o fim do financiamento empresarial de campanhas. “Estão buscando o máximo que podem. Qualquer anistia que garanta recursos é fundamental.”

“Cerca de 80% dos recursos dos partidos vêm dos cofres públicos. Os mecanismos de fiscalização e controle sobre o uso desse dinheiro deveriam ser mais rigorosos”, avaliou Marcelo Issa, presidente do Transparência Partidária. “Bolsonaro não está em situação de enfrentar o Congresso”, disse o especialista em direito eleitoral Alberto Rollo. Procurados, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), e Paulinho da Força não responderam ao Estado.

Punições mais leves

Aprovada em 1995, a Lei dos Partidos estabelecia uma série de penalidades às siglas. A falta de apresentação de contas, por exemplo, poderia levar à suspensão de repasses e até ao cancelamento do registro do partido. Sucessivas alterações aliviaram o peso dessas punições.

Em 1998, uma mudança fez com que a reprovação das contas não pudesse mais ser motivo para perda do registro. Também estabeleceu que a suspensão do repasse de verba só poderia ser aplicada à esfera partidária responsável pela irregularidade. Ainda na ocasião, foi definido que não poderia haver punição das instâncias nacionais dos partidos por atos irregulares praticados nas esferas inferiores.

Com a proibição de doações empresariais a campanhas, em 2017 o Congresso Nacional aprovou a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (ou fundo eleitoral), que distribuiu R$ 1,7 bilhão em recursos públicos para as siglas usarem nas eleições do ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Corpo de Lúcio Mauro será velado no Theatro Municipal do Rio nesta segunda

O corpo de Lúcio Mauro será velado nesta segunda-feira (13) no Theatro Municipal do Rio. O ator e humorista morreu no fim da noite de sábado (11) aos 92 anos.

A cerimônia, aberta ao público, acontecerá das 9h às 14h. Ainda não há informações sobre o enterro.

Lúcio Mauro estava internado na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio, havia cerca de dois meses, com problemas respiratórios.

O ator e humorista criou, dirigiu e protagonizou outras dezenas de programas de humor na televisão, com destaque para “Balança Mas Não Cai (1968), com releituras de quadros de sucesso da Rádio Nacional nos anos 1950.

G1

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Política

Governo acredita que Parlamento não vá deixar a reforma administrativa caducar

O presidente Jair Bolsonaro disse acreditar, em entrevista à Rádio Bandeirantes neste domingo (12), que o Congresso não vai deixar caducar a Medida Provisória da Reforma Administrativa (MP 870/2019), que trata da reorganização dos ministérios, “caducar”. “Ter mais sete ministérios aqui ninguém aguenta”, disse. A MP – que diminui o número de ministérios de 29 para 22 – caduca em 3 de junho e, se não for aprovada até lá, todas as fusões de pastas feitas até agora serão desmanchadas.

Mas o presidente admitiu, contudo, que há a possibilidade de recriação de dois ministérios, o das Cidades e da Integração Nacional, que, com a MP, foram colocados juntos na pasta de Desenvolvimento Regional.

Questionado sobre a possível indicação do ex-ministro Alexandre Baldy, hoje secretário de Transportes na gestão João Doria (PSDB) em São Paulo, para o futuro Ministério das Cidades, Bolsonaro disse que recebeu “informe nesse sentido.” No governo de Michel Temer, Baldy comandou o ministério.

Bolsonaro lembrou que já tem ministros políticos em seu governo: o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, indicada pela Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, indicado pela bancada da Saúde.

Coaf

Sobre o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que foi retirado do Ministério da Justiça e enviado novamente ao Ministério da Economia na comissão mista que analisou a MP, o presidente disse que, na votação no plenário, o Coaf “tem tudo para voltar para as mãos de Moro”. “Sugerimos que o Coaf ficasse com Moro para que ele tenha mais facilidade em trabalhar com a lavagem de dinheiro.”

Mas o presidente sugeriu que não haverá grandes problemas se o Coaf voltar para Economia, já que o ministro Paulo Guedes e Moro poderão trocar informações. “O que não pode é vazar informações do Coaf. No ano passado, vazou muita coisa ao arrepio da lei.” No ano passado, um relatório do Coaf identificou movimentações financeiras atípicas do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL/RJ).

Mais Médicos

Na entrevista, Bolsonaro ainda negou que tenha sido responsável pelo fim do programa Mais Médicos. “Quem acabou com os Mais Médicos não fui eu. Eles resolveram bater em retirada. Antes de eu assumir, o ditadorzão de Cuba chamou a galera de volta”, afirmou.

Segundo Bolsonaro, a única exigência agora é a realização do Revalida, exame nacional exigido por formados no exterior que queiram exercer a medicina no país, para que seja possível confirmar se os profissionais que ficaram no país são efetivamente médicos. “Temos aproximadamente dois mil médicos cubanos que não temos comprovação se são médicos ou não. Se não passar no Revalida, médico não vai ser.”

Estadão Conteúdo

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