Judiciário

Em dezembro, PGR disse que prisão do coronel Lima não era necessária

A prisão do coronel João Baptista Lima , apontado como operador financeiro do presidente Michel Temer (MDB), abre mais um foco de divergências entre a Lava-Jato de primeira instância e a procuradora-geral da República Raquel Dodge . Em dezembro, ao concluir o inquérito dos Portos, Dodge afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considerava não haver necessidade da prisão preventiva do coronel Lima, contrariando na ocasião o pedido inicial da Polícia Federal.

Dodge se manifestou da seguinte forma: “Deixa de requerer a prisão preventiva de JOÃO BAPTISTA LIMA FILHO e CARLOS ALBERTO COSTA, em que pese a representação da autoridade policial, por não vislumbrar a presença, por enquanto, dos requisitos legais previstos no art. 312 do Código de Processo Penal”. A manifestação foi apresentada em conjunto com a denúncia protocolada contra Temer, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso dos Portos.

O inquérito tinha como foco os pagamentos de propina do setor portuário a Temer por meio do coronel Lima, mas também citava as suspeitas de ilicitudes envolvendo a usina de Angra 3, delatados pelo empresário José Antunes Sobrinho e que deram fundamento para a prisão efetivada hoje.

Com a possibilidade de a prisão de Temer e dos seus operadores ser questionada pelos advogados perante o STF, há expectativa de novo foco de tensão de Dodge com a Lava-Jato, já que a PGR precisará se manifestar se é favorável ou contrária à prisão efetuada pela primeira instância. Dodge já havia entrado em confronto com Curitiba no caso envolvendo a fundação privada criada pelos procuradores, ao protocolar uma ação diretamente no STF pedindo a anulação do acordo firmado pelos procuradores de primeira instância.

Em nota divulgada nesta quinta, a defesa de Temer criticou a prisão. O advogado Eduardo Carnelós afirmou que o caso constitui um “atentado ao Estado Democrático e de Direito no Brasil”. “Os fatos objeto da investigação foram relatados por delator, e remontam ao longínquo 1° semestre de 2014. Dos termos da própria decisão que determinou a prisão, extrai-se a inexistência de nenhum elemento de prova comprobatório da palavra do delator, sendo certo que este próprio nada apresentou que pudesse autorizar a ingerência de Temer naqueles fatos.

Aliás, tais fatos são também objeto de requerimento feito pela Procuradora-Geral da República ao STF,  e o deferimento dele pelo Ministro Roberto Barroso, para determinar instauração de inquérito para apurá-los, é objeto de agravo interposto pela Defesa, o qual ainda não foi julgado pelo Supremo.

Resta evidente a total falta de fundamento para a prisão decretada, a qual serve apenas à exibição do ex-Presidente como troféu aos que, a pretexto de combater a corrupção, escanecem das regras básicas inscritas na Constituição da República e na legislação ordinária”, diz a nota do advogado.

Procurado, o advogado do coronel Lima, Maurício Silva Leite, afirmou estar “perplexo” com a prisão. “A própria Procuradoria-Geral da República manifestou-se sobre os mesmos fatos e concluiu não haver elementos para a prisão do meu cliente. Surpreendentemente, dois meses depois, contrariando o entendimento da PGR, a prisão é decretada pela primeira instância sem a existência de nenhum fato novo”, disse em nota.

O GLOBO

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Jornalismo

Após repercussão negativa, Bolsonaro apaga vídeo de ‘golden shower’

Após ter causado polêmica nas redes sociais, o presidente JairBolsonaro apagou vídeo com conteúdo obsceno que havia divulgado durante o Carnaval.

Ele também retirou pergunta sobre o que era “golden shower”, práticas sexual exibida nas imagens e que define o  fetiche de urinar na frente de um parceiro ou sobre ele.

A publicação, que foi criticada tanto pela cúpula militar como por líderes partidários, foi apagada de sua conta oficial do Twitter sem explicações oficiais do Palácio do Planalto.

Na terça-feira (19), a defesa dos dois homens retratados no vídeo ingressaram com pedido de mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) requerendo a exclusão das imagens da conta do presidente.

Em caráter reservado, assessores presidenciais afirmam que o vídeo foi excluído pelo presidente no dia 7 de março, devido à repercussão negativa do episódio, inclusive na imprensa estrangeira. Procurado pela Folha, o Palácio do Planalto não quis comentar oficialmente.

A data de exclusão, contudo, é contestada por amigos dos homens expostos. Segundo eles, o vídeo ainda não havia sido apagado da conta oficial do presidente na segunda-feira (18).

As imagens divulgadas mostravam um homem introduzindo um dedo no próprio ânus e recebendo um jato de urina na nuca.

Segundo relatos feitos à Folha, Bolsonaro ficou incomodado com a repercussão negativa causada pelo vídeo, “sentiu o golpe” e admitiu que reagiu por impulso ao compartilhar o material.

Em nota à imprensa, a defesa dos dois homens afirmou que a exclusão do conteúdo é uma “atitude republicana” e uma “grande vitória” para democracia,

“Nós consideramos que, processual e tecnicamente, ainda há questões jurídicas a serem enfrentadas pela Suprema Corte”, disse.

FOLHAPRESS

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  1. Apagou e devia ameaçar: se ficar com mais putaria em público, sem pudor, publico, a sem vergonhice.

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Polícia

PF prende procurado pela Interpol na Praia de Cotovelo

A Polícia Federal no Rio Grande do Norte, com informações da sua congênere em Pernambuco, prendeu nesta quinta-feira, 21/03, na praia de Cotovelo, Litoral Sul Potiguar, um pernambucano, 33 anos, procurado por tráfico de drogas e incluso na Difusão Vermelha da Interpol. Ele foi condenado a 15 anos de reclusão pelo Juízo de Direito da 3ª Vara Criminal de Olinda/PE.

Apontado como fundador e líder de uma facção criminosa intitulada ”Trem Bala”, com atuação em Pernambuco, ele era foragido do Sistema Penitenciário daquele estado desde 2011 quando comparsas explodiram o muro da penitenciária Prof. Barreto Campelo, em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife.

Com extensa ficha criminal, o homem foi localizado em um resort e no momento da abordagem reagiu sacando arma de fogo, ocasião em que foi atingido em uma das pernas.

Conduzido ao hospital, foi medicado e liberado, encontrando-se custodiado na sede da Polícia Federal, à disposição da Justiça.

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Comportamento

Temer vivia momentos de amargura antes de ser preso

Michel Temer vivia momentos de amargura antes de ser preso. Relativamente isolado depois de deixar o cargo, o ex-presidente gastava parte do tempo devorando jornais. E reclamando que o atual governo e a mídia não davam a ele os devidos créditos pelo que considerava coisas boas que fez ao país.

LARGA O OSSO

O próprio ex-ministro Moreira Franco (MDB-RJ), que foi preso também na quinta (21), aconselhava Temer a relaxar mais. Dizia que ele tinha que virar a página e se desapegar do tempo em que foi presidente.

SOLIDÃO

O ex-presidente estava também distante de alguns de seus melhores amigos, de quem se afastou quando comandava o país.

GELO

Quando o ex-presidente Lula foi preso, em 2018, Moreira Franco, ainda no governo, comparou a situação dele à de um homem sobre um lago congelado.

GELO 2

Ele dizia que o gelo começou a quebrar vagarosamente em torno de Lula, formando um círculo. Quando o último pedaço se quebrou, o petista afundou. E submerso no lago ficaria, congelado talvez para sempre.

MÔNICA BERGAMO

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  1. Como? Roubou até quando não quiz, ainda fica com mimimi. Deviam pensar nisso quando estão roubando o comer e a dignidade dos milhões de miseráveis. Grande FDP, isso sim.

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Judiciário

Prisão de Temer agrava atrito institucional; amigos têm medo de ele ‘não resistir’ ao processo

Para políticos e magistrados, a prisão de Michel Temer esgarçou ainda mais o tecido institucional do país. A decretação do encarceramento preventivo —sem julgamento, portanto— sinalizaria não só um ataque à “velha política” como também um chamado a novo embate entre cortes superiores e Lava Jato. Amigos do emedebista duvidam da capacidade emocional do ex-presidente de resistir ao processo. Litúrgico, ele não teria estofo para lidar com a detenção e o cerco a familiares, como a filha.

MOREIRA FRANCO

prisão de Moreira Franco, o ex-ministro de Temer que é casado com a sogra do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), formou rápido e sólido cordão de solidariedade em torno do democrata.

Aliados de Maia demonstraram profunda irritação com a reação de bolsonaristas nas redes, decretaram o fim da reforma da Previdência, prometeram retomar o projeto que pune o abuso de autoridade e adiaram a saída de Brasília.

Postagem feita por Carlos Bolsonaro após a prisão de Temer e Moreira foi vista como uma afronta ao presidente da Câmara. Ministros foram avisados de que o estrago havia sido grande e houve cobrança para uma intervenção definitiva de Jair Bolsonaro sobre os filhos.

PAINEL / FOLHA

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Política

Para prender Temer, juiz usa verbo ‘parecer’ 19 vezes e cita destruição de provas de 2017

Em decisão judicial de 46 páginas que repete 19 vezes o verbo parecer, no sentido de dúvida ou incerteza, o juiz federal Marcelo Bretas cita um fato ocorrido há dois anos para exemplificar o risco de destruição de provas e justificar a prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

O juiz menciona outras justificativas para a prisão preventiva que aparecem no Código de Processo Penal, mas não diz como esses fatos teriam ocorrido com Temer.

Segundo o juiz, o artigo 316 do Código de Processo Penal permite a prisão preventiva sempre que há risco para a ordem pública —para evitar a destruição de provas, garantir a ordem pública e por conveniência da instrução do processo penal.

Para Bretas, há “risco efetivo que os requeridos em liberdade possam criar à garantia da ordem pública, da conveniência da instrução criminal e à aplicação de lei penal (artigo 312) do Código de Processo Penal”.

Um dos principais indícios de destruição de provas mencionados pelo juiz ocorreu em maio de 2017, durante uma operação de busca e apreensão na sede da Argeplan.

Os policiais descobriram que os empregados eram orientados a não deixar nada nos escritórios, e as imagens captadas pelo sistema de segurança eram apagadas todo dia.

“Esse fato parece indicar que os investigados estão agindo para ocultar ou destruir provas de condutas ilícitas”, escreveu Bretas.

No quesito da garantia da ordem pública, o juiz afirma que o Supremo já tem jurisprudência sobre a justeza da prisão com “o objetivo de impedir a reiteração das práticas criminosas, desde que lastreado em elementos concretos expostos fundamentalmente”.

O juiz aponta ainda que a gravidade do crime e a posição que Temer ocupou como vice-presidente e presidente justificam a prisão.

“Considero que a gravidade da prática criminosa de alto padrão social, mormente políticos nos mais altos cargos da República, que tentam burlar os trâmites legais, não poderão jamais ser tratadas como o mesmo rigor dirigido à prática criminosa comum”.

Bretas frisa ainda que acabar com a atividade ilícita e recuperar o dinheiro supostamente desviado é tão importante quanto investigar a organização criminosa da qual Temer é acusado de liderar. “Nesse sentido, deve-se ter em mente que, no atual estágio da modernidade em que vivemos, uma simples ligação telefônica ou uma mensagem instantânea pela internet são suficientes para permitir a ocultação de grandes somas de dinheiro, como parece ter sido o caso”.

O juiz faz duas observações que parecem ser uma tentativa de construir argumentos contra as alegações que a defesa de Temer deve apresentar.

Ele afirma que o caso não tem qualquer relação com crime eleitoral. Na última quinta (14), o Supremo decidiu que casos em que haja corrupção e caixa dois devem ficar com a Justiça eleitoral. Se prevalecer essa interpretação, Bretas perderia o processo.

O juiz usa uma declaração que Temer prestou à Justiça Federal, de que o coronel João Batista Lima Sobrinho, acusado de ser seu operador, jamais arrecadou recursos de campanha para ele, para tentar fugir dessa estratégia.

“No caso dos autos, não há elementos que indiquem a existência de crimes eleitorais”, diz no decreto de prisão.

Bretas busca também escapar de um eventual julgamento dos recursos de Temer pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo, conhecido por suas críticas às prisões preventivas da Lava Jato.

Gilmar é o ministro encarregado de julgar os recursos das operações Saqueador e Calicute no Supremo.

Já as apelações em torno da Operação Radioatividade foram distribuídas para o ministro Edson Fachin.

“Repito que estes autos guardam relação de conexão e continência com a ação penal Radioatividade e seus vários desdobramentos. Não há relação entre este procedimento e as ações penais derivadas das denominadas operações Saqueador e Calicute e seus desdobramentos”.

FOLHAPRESS

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Polícia

Lava Jato Temer ficará preso em sala de 20 m² do corregedor da PF no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

Preso nesta quinta-feira (21) em São Paulo, pela Força-Tarefa da Lava Jato no Rio, o ex-presidente Michel Temer chegou à Superintendência da PF no Rio por volta das 18h38. O ex-presidente ficará sozinho na sala da corregedor da PF, no terceiro andar do prédio. É uma das poucas no edifício que tem banheiro privativo.

Na porta do prédio havia um grande número de jornalistas e alguns manifestantes com cartazes aguardando a chegada de Temer. Alguns manifestantes chegaram a dar tapas e socos em viaturas do comboio da PF.

Por volta das 19h30, o cômodo onde Temer ficará preso ainda estava sendo montado. O espaço terá área de cerca de 20 metros quadrados, com ar condicionado. Há também um frigobar no cômodo.

Temer foi trazido de São Paulo em um avião da Polícia Federal, do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos e desembarcou na Base Aérea do Galeão. O juiz da 7ª Vara Criminal Federal Marcelo Bretas aceitou o pedido da defesa para que o ex-presidente fique preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, no Centro do Rio.

O ex-ministro da Casa Civil Moreira Franco, também preso na Estrada do Galeão pela Força-Tarefa da Lava Jato no final da manhã desta quinta-feira (21) foi levado para a delegacia da PF no Aeroporto Tom Jobim, o Galeão.

Em seguida, encaminhado no mesmo comboio de Temer para a Superintendência da PF e, posteriormente, para a Unidade Especial Prisional da PM, em Niterói. No local está preso desde novembro do ano passado o ex-governador Luiz Fernando Pezão.

G1

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Polícia

Coronel Lima escondeu celulares no sofá quando a PF chegou

POR NATUZA NERY

Quando a Polícia Federal chegou ao apartamento do coronel Lima para prendê-lo, ele tentou esconder dois celulares debaixo da almofada do sofá.

Segundo relatos, Lima estava sentado no sofá de sua sala e, de lá, não saiu alegando que não estava se sentindo bem.

A polícia fez uma busca no apartamento e, ao não encontrar seu celular, questionou onde o aparelho estava.

Conforme o blog apurou, Lima “fez cara de desentendido e disse que não possuía celulares”.

Ao se levantar para ser conduzido, um policial resolveu olhar sob as almofadas e lá estavam dois celulares.

A prisão de Lima e de sua mulher acabou demorando mais do que o esperado, pois Maria Rita Fratezi passou mal. Uma ambulância foi chamada ao local.

G1

Opinião dos leitores

  1. Belo papel para um idoso; ainda mais sendo um coronel. Bandidos idosos, principalmente os detentores de poder, combinem com seus filhos, netos e, notadamente, com o cônjuge, se eles concordam em enriquecerem ilicitamente. Afinal, se forem descobertos, a vergonha será eterna no seio familiar. Confiram a todos eles a oportunidade de escolher.

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Tecnologia

Buscas por ‘Marcela Temer’ crescem 4.450% no Google

Michel Temer está dominando as pesquisas dos brasileiros no Google, hoje. Todas as 15 buscas que mais cresceram nas últimas quatro horas têm relação com a prisão do ex-presidente e dos demais nomes do MDB, segundo dados do Google Trends. Todos os termos tiveram alta acima dos 5.000% – algo de se esperar, claro, afinal não havia muita gente “googlando” o nome do ex-presidente ontem, por exemplo.
O curioso é que, entre esses 15 termos de busca em alta, está Marcela Temer, em 11º. Houve alta de 4.450% no volume de pesquisas pela ex-primeira-dama no Google. O nome do juiz responsável pelas prisões, Marcelo Bretas, também ficou em voga: só na primeira hora após a prisão de Temer, as buscas por ele cresceram 1.570%.

Segue…

As principais perguntas relacionadas a Temer são:
– O que aconteceu com Michel Temer?
– Por que o Temer foi preso?
– Onde está o ex-presidente Temer?
– É verdade que o Temer foi preso?
– Por onde anda o ex-presidente Michel Temer?

Sobre Moreira Franco, o que os brasileiros estão pesquisando no Google é:
– Quem é Moreira Franco?
– Moreira Franco é sogro de Rodrigo Maia?
– O que houve com Moreira Franco hoje?
– É verdade que Temer e Moreira Franco foram presos?
– Moreira Franco é o que da esposa de Rodrigo Maia?
Ancelmo.com

Opinião dos leitores

  1. Pois eu recebi uma mensagem dela (da Marcela) no meu WhatsApp dizendo: "Oi, sumido…". Os invejosos de plantão vão dizer que é mentira.

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Polícia

STJ autoriza João de Deus a deixar prisão para tratamento médico

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro determinou hoje (21) que o médium João de Deus deixe a prisão e seja encaminhado para internação no Instituto de Neurologia de Goiânia. De acordo com a decisão, o médium deverá ficar internado durante o período de quatro semanas, sob escolta policial, ou monitoramento por tornozeleira eletrônica.

João de Deus foi preso no 16 de dezembro do ano passado sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de tratamento espiritual, em Abadiânia, Goiás.

O ministro atendeu a um pedido da defesa de João de Deus, que tem problemas de pressão arterial e um “aneurisma da aorta abdominal com dissecção e alto risco de ruptura”, segundo os advogados.

Na decisão, Nefi Cordeiro entendeu que todo preso tem direito à dignidade e à saúde. “Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional.”

Agência Brasil

Opinião dos leitores

    1. Calma, mestre.
      João das Deusas é apenas médium.
      Os espíritos é que se servem do corpo dele para curar os pacientes.
      João das Deusas não tem o dom da cura, mas o da curra.
      Muita gente foi currada por João das Deusas, gostou e voltou.
      O pobre homem é hoje vítima de perseguição dos invejosos.
      Mas algum ministro do STF mais aguerrido haverá de lhe fazer justiça, dotando o ordenamento jurídico brasileiro do moderno conceito da "inimputabilidade espiritual".
      Entendeu, Roberto?
      De nada.

  1. Porque ele num invoca um dos espíritos que ele recebia pra curar a si próprio ? Acho que esses espíritos não gostam de velho feio e tarado.

  2. Vai dar passe espírita no hospital. Vai bolinar o povo por lá…Asqueroso e cheio de devotos da seita.

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Economia

Dólar sobe 0,88% e volta para R$ 3,80 com prisão de Michel Temer

A prisão do ex-presidente Michel Temer provocou nervosismo no mercado de câmbio nesta quinta-feira, 21, e o real foi a moeda que mais perdeu valor neste dia ante o dólar, em meio ao movimento de busca por proteção na moeda americana. A divisa dos Estados Unidos se fortaleceu na economia mundial, mas foram fatores domésticos que acabaram tendo maior peso, com os investidores procurando os impactos da prisão no avanço da agenda de reformas de Jair Bolsonaro. O dólar à vista fechou em alta de 0,88%, a R$ 3,8009.

Pouco antes da notícia da prisão de Temer, o anúncio de que o Tesouro Nacional estava emitindo recursos no mercado de bônus internacional – a captação foi de US$ 1,5 bilhão, segundo fontes – fez até o dólar recuar pontualmente, registrando a mínima do dia (R$ 3,7638). Mas logo em seguida, após a informação da prisão chegar às mesas de operação, a moeda americana renovou sucessivas máximas e bateu em R$ 3,83. Ao longo da tarde, a alta do dólar perdeu um pouco de força. Um fator que ajudou foi uma declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmando “não ver consequência para reforma da Previdência com a prisão” de Temer.

Em meio às dúvidas sobre os rumos das reformas, ao menos no curto prazo, o que se viu em todo o dia de hoje foi um movimento de fuga do risco da bolsa e busca de proteção no dólar, tanto com compras no mercado à vista como com o reforço de posições defensivas no mercado futuro, destaca o diretor de tesouraria de um banco. Por isso, o volume de negócios foi robusto no mercado futuro, com giro de US$ 26,6 bilhões, acima da média de US$ 16 bilhões dos últimos dias. O dólar para abril fechou em alta de 0,45%, a R$ 3,7935.

Na avaliação do sócio e gestor da Absolute Invest, Roberto Serra, a prisão de Temer preocupa porque vem no momento em que a articulação política de Bolsonaro para a tramitação da Previdência já vinha deixando a desejar. “Se essa articulação tivesse fluindo melhor, talvez o impacto fosse menor”, disse ele. Para Serra, apesar do estresse, os eventos não justificam uma atuação do Banco Central, como ocorreu em maio de 2017, quando saiu a delação do empresário Joesley Batista e Temer era o presidente da República.

Apesar de não estar mais no governo, como estava na época da delação, o economista para América Latina da consultoria norte-americana Continuum Economics, Pedro Tuesta, ressalta que Temer ainda tem aliados no Congresso, o que pode afetar a tramitação das reformas. Outro ponto de preocupação é o fato de o ex-ministro Moreira Franco, também preso nesta quinta, ser casado com a sogra de Rodrigo Maia.

Estadão Conteúdo

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Polícia

Michel Temer ficará preso em sala da PF no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-presidente Michel Temer chegou à Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, no fim da tarde desta quinta-feira (21). Mais cedo, ele foi preso pela força-tarefa da Lava Jato em São Paulo. As informações são do G1.

Temer chegou ao Rio em um avião da Polícia Federal. Marcelo Bretas, juiz da 7ª Vara Criminal Federal, aceitou o pedido da defesa para que o ex-presidente fique em uma sala da Superintendência da Polícia Federal no centro do Rio.

Moreira Franco, ex-ministro da Casa Civil no Governo Temer, também foi preso nesta quinta-feira. Ele foi detido na saída do Galeão e levado para a delegacia da Polícia Federal dentro do aeroporto. Moreira Franco será levado para a Unidade Especial Prisional (BEP), onde o ex-governador Luiz Fernando Pezão está preso desde novembro de 2018.

A Polícia Federal cumpre mandados contra outras duas pessoas na tarde desta quinta-feira. Ambos foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no RJ.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. Temer, a exemplo do médium "João das Deusas", não tarda a alegar alguma doença – real ou imaginária.
    Afinal, ele já tem 78 anos de idade, fato que a defesa usará como argumento para "atenuar" sua pena.

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Política

Para Mourão, prisão de Temer cria ‘ruído’ para Previdência e base gera preocupação

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente interino, general Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (21) que a prisão do ex-presidente Michel Temer deixa um “ruído” na relação com o Congresso e que o governo tem “preocupação total” em garantir a base necessária para aprovação da proposta.

“A preocupação é total [com base] e nós vamos ter que trabalhar lá dentro do Congresso. É a conquista de corações e mentes”, disse Mourão ao deixar o Palácio do Planalto.

Por se tratar de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), o projeto que modifica as regras de aposentadoria para o regime geral requer um apoio mínimo de 308 deputados, em votação que é feita em dois turnos. Já para os militares, cujas mudanças serão feitas por meio de lei ordinária, é necessária apenas maioria simples para aprovação.

O general assumiu a Presidência da República interinamente devido à viagem de Jair Bolsonaro ao Chile, para onde ele partiu na hora do almoço.

Ao comentar o impacto da prisão de Temer nesta quinta para a relação do Congresso e da aprovação da reforma, Mourão reconheceu haver ruído, mas disse que isso pode passar em breve.

“Tem ruído, vai ficar esse ruído, mas vamos aguardar, daqui a pouco pode ser que ele seja solto. Vamos ver o que vai acontecer”, disse.

Questionado sobre se esperava que o ex-presidente será liberado da prisão, Mourão disse que “daqui a pouco, volta e meia um ministro qualquer dá um habeas corpus para ele”.

O presidente interino minimizou ainda as críticas feitas por parlamentares ao texto que modifica a regras de aposentadoria para militares.

Segundo ele, os integrantes das Forças Armadas contribuíam com uma parte maior do que o governo e o que foi feito com o texto é um ajuste.

“Tínhamos um sistema de proteção assistencial que era deficitário, ele passa a ser superavitário, o que está acertado: o governo dá uma parte e os militares dão outra parte. E a parte que os militares dão, se vocês olharem aquele gráfico que foi dado, ela é anualmente maior do que a contraparte do governo. Então a consequência é um sistema superavitário”, disse.

Segundo ele, essa percepção de desigualdade se deu por inicialmente governo falou em economia na ordem de R$ 90 bilhões, prevendo apenas as regras de aposentadoria que seriam revistas.

Na conta final, que levou em conta o aumento de gastos com a reestruturação de carreira da categoria, a equipe econômica estima uma economia de R$ 10,5 bilhões.

“Se for falado naqueles termos que foram falados anteriormente, vai economizar R$ 90 bilhões, realmente ela não economiza isso ai, mas ela organiza os sistema, que não era economizado”, disse.

Mourão disse ainda que a reforma da Previdência é apenas “a boca da garrafa” dos problemas que o Brasil precisa enfrentar na área econômica.

“Ela não vai ser a solução de todos os males do país, em absoluto, mas ela passa, eu tenho repetido, confiança, ela passa confiança para os investidores não só aqui do Brasil, como os internacionais. Ela coloca estabilidade e, com investimento, a gente começa a colocar estrada, ferrovia, e ao mesmo tempo começa a contratar gente para trabalhar, cai o desemprego. É a famosa roda da economia.”

Depois de alfinetadas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) na quarta-feira (20), Mourão disse que as divergências foram resolvidas.

Maia disse que o ministro era “funcionário de Bolsonaro” e estava “confundindo as bolas” ao cobrar do dirigente da Câmara a celeridade em um projeto de sua autoria.

“Eu acho que o presidente Bolsonaro depois deu uma telefonada para o presidente Rodrigo e eles se acertaram”, disse.

Maia é o principal articulador da reforma na Câmara e tem se mostrado irritado com as críticas que vem recebendo por meio das redes sociais de apoiadores de Bolsonaro e Moro, que o acusam de ser integrante da “velha política”.

Na visão do deputado, o governo precisa ajudá-lo a defender a reforma e não endossar as críticas dos eleitores.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Por isso que a petralhada suplica, fica Mourão. É um falastrão que alivia pra bandidos, ladrões de dinheiro público. Lamentável

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Política

Reestruturação de carreira dos militares expõe racha de lideranças do PSL

A proposta de reforma da aposentadoria dos militares, que incluiu um plano de reestruturação de carreira das Forças Armadas como impacto orçamentário estimado em R$ 87 bilhões em dez anos, criou mal-estar dentro do PSL e abriu uma nova fissura entre as lideranças do partido do presidente Jair Bolsonaro.

De um lado, ficaram os líderes do PSL na Câmara e no Senado, Delegado Waldir (GO) e Major Olímpio (SP).

Do outro, os líderes do governo no Congresso e na Câmara, Joice Hasselmann (SP) e Major Vitor Hugo (GO).

O primeiro criticou duramente o projeto de reestruturação das carreiras militares enviado à Casa pelo presidente. Para ele, a proposta dá privilégios para a categoria e desprestigia outras profissões da segurança pública, que não terão tratamento semelhante.

“Queremos maior comprometimento dos militares ou uma adequação para as outras categorias”, afirmou ele à Folha nesta quinta-feira (21).

Waldir diz que é justo que outras parcelas da população —e das corporações de segurança pública, que formam boa parte da bancada de Bolsonaro— tenham contrapartidas semelhantes.

A defesa é assumida também no Salão Azul do Congresso Nacional. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), afirma que as concessões feitas pelo governo no projeto dos militares pode estimular a demanda de outras carreiras do serviço público e conturbar a votação da reforma da Previdência.

“É justo falar em reparação de injustiças, mas neste momento a questão é previdenciária”, disse. “Se a questão for reparar injustiças, todas as outras carreiras do serviço público têm as suas”.

De outro lado, a líder do partido no Congresso, Joice Hasselmann, voltou a defender a aprovação da proposta de reforma da Previdência e criticou aqueles que defenderam a inclusão de outras categorias na reestruturação.

“Foi feito o que era possível de se fazer, foi conversado com os militares para que tivéssemos o apoio deles e cada um está dando a sua contribuição. Se nós começarmos a tratar a nova Previdência como uma questão sindical, cada um querendo puxar o peixe para o seu braseiro, a gente não sai do lugar”, disse na quarta, sem dar nomes.

No entanto, nos bastidores, pessoas do entorno dizem que há insatisfação entre os dois campos.

De um lado, Waldir responde pela ala dos parlamentares do partido insatisfeitos com a falta de procura do governo com sua bancada, e do outro a deputada leva a ala que critica o fato de o partido do presidente estar ajudando a colocar lenha na fogueira para atrapalhar a aprovação da reforma.

Apesar das críticas à proposta do governo, Olímpio tentou minimizar o efeito negativo dentro do partido do presidente Bolsonaro.

Segundo ele, as manifestações feitas por Waldir têm mais relação com a sua atuação como policial do que como liderança partidária.

Não é o que diz o delegado. “Quem fala pela bancada sou eu, é por isso que não tem mais briga, porque eles têm uma liderança. Ela fala pela liderança do Congresso, pelo governo”, cutucou Waldir.

Ao lado de Joice está o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo. “A minha posição é totalmente pró-governo, até porque eu participei da elaboração do texto. Tudo o que foi feito foi pensado. É justo, não há uma compensação por causa da mudança na aposentadoria, o que há é justiça”, disse o deputado, que é militar de carreira. “Até porque equidade não significa igualdade.”

Ele, que é desafeto de Waldir desde o início do mandato por questões de disputa pelo diretório estadual do partido, afirmou que é preciso que o líder do partido do presidente defenda o governo. “Nós vamos ter que lidar com ele, ele é muito ligado aos policiais, mas é líder do partido do presidente então também tem que apoiar um pouco o governo”, afirmou.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. E desde quando o PSL é partido, no sentido vernacular da palavra?
    (Aliás, o que nunca falta no Brasil são siglas de aluguel, cartoriais e ocasionais.)
    Para uns, aquilo lá só serve para ocupar a função eventual de "partido do poder". Para outros, porém, não passa de refúgio sem importância da mundiça bolsonariana.

  2. Começo a mudar de ideias. Já pensou se o presidente Bolsonaro resolvesse agir de forma populisra, igual ao PT? A chave do cofre agora está com ele. Aumentava o valor e a quantidade dpr Bolsa-Família. E o Brasil11io

  3. Essa reforma de Bolsonaro vai equiparar a aposentadoria de um sargento de puliça a de um Ministro do STJ kkkkkk q reforma maluca é essa kkkkk

  4. Tira direitos dos civis, e entrega para os militares, esses ficaram satisfeitíssimos com essa reforma promocional. Em alguns casos os salários dobram. Inversão de objetivo dos trabalhadores civis.

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Polícia

MPF: esquema envolvendo Temer e Moreira Franco movimentou R$ 1,8 bi

O ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro Moreira Franco, junto com os demais presos nesta quinta-feira, teriam movimentado irregularmente, R$ 1,8 bilhão, envolvendo vários órgãos públicos e empresas estatais, segundo o Ministério Público Federal (MPF). A organização atuava há 40 anos, tendo entre os envolvidos, Temer e o amigo dele João Baptista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, conforme os procuradores.

A procuradora Fabiana Schneider disse que a organização começou quando Temer era secretário de Segurança de São Paulo e coronel Lima como auxiliar imediato. “Coronel Lima e Temer atuam desde a década de 80 juntos, quando Temer ocupou a Secretaria de Segurança de São Paulo. Lima passou a atuar na Argeplan (empresa e engenharia), com vários contratos públicos. Houve crescimento de contratações da Argeplan quando Temer ocupou cargos públicos. Uma planilha identifica pagamentos e promessas ao longo de 20 anos para MT, ou seja, Michel Temer”, disse a procuradora.

O procurador regional da República, Eduardo El Hage, explicou que o valor de R$ 1,8 bilhão é fruto da soma de todos os crimes supostamente relacionados ao grupo, nos últimos 40 anos. “Existe uma tabela discriminando todos os valores de propinas na peça do MPF. Eles vêm assaltando os órgãos públicos há décadas”, disse El Hage, acrescentando que a Lava Jato continuará as investigações.

De acordo com o procurador da Lava Jato, Sérgio Pinel, o “grupo criminoso adotava como modus operandi o parcelamento da propina por vários anos. Todas as propinas que identificamos ou que esteja em investigação, promessa ou paga, somamos e chegamos a esta cifra”.

Segundo a procuradora Fabiana Schneider, o caso da mala de dinheiro apanhada por Rodrigo Rocha Loures, que na época era assessor de Temer, propiciou a coleta de áudios, que apontam que coronel Lima atuava na intermediação para entrega de dinheiro. A reforma na casa de Maristela Temer, filha do ex-presidente, segundo a procuradora, usou dinheiro ilícito. “A reforma na casa de Maristela Temer não deixa dúvida de como o dinheiro entrava na Argeplan e saia em benefício da família Temer”, disse. De acordo com Fabiana Schneider, foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) uma tentativa de depósito de R$ 20 milhões na conta da Argeplan, em outubro de 2018.

Presos

Temer e Moreira Franco, presos hoje (21), em um desdobramento da Operação Lava Jato, ficarão detidos em uma cela especial da Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A determinação é do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal, atendendo um pedido da Força-Tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal. Os procuradores alegaram que, por ser ex-presidente da República, Michel Temer tem direito a tratamento especial, assim como Moreira Franco, que foi ministro até dezembro de 2018.

O coronel Lima também terá direito a cela especial no Estado Maior da PM, em Niterói. Segundo o MPF, o coronel é o operador do esquema de corrupção chefiado pelo ex-presidente.

Michel Temer foi preso em casa, em São Paulo, e Moreira Franco, ao desembarcar no Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Ambos devem passar por exame de corpo delito antes de serem levados para a unidade prisional.

O ex-presidente e o ex-ministro são investigados por recebimento de propina de obras relacionadas à Usina Nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro.

Defesas

O advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós, disse, por meio de nota, que a prisão de Temer não tem fundamentos.

Em nota, a defesa de Moreira Franco manifestou “inconformidade com o decreto de prisão cautelar”.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O interessante é que há gente indignada com a prisão do ex presidente. dizendo que denigre a imagem do Brasil. diga se de passagem que., o país está muito desgastado!
    Agora , o povo quer saber se esses valores irão ser devolvidos.
    Alfredo Félix – um potiguar no planalto central.

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Política

Acordos em nome da governabilidade levaram Temer à prisão, diz Bolsonaro

Foto: Sérgio Lima

Ao desembarcar no Chile nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “acordos políticos em nome da governabilidade” levaram à prisão do ex-presidente Michel Temer.

“O que levou a essa situação, parece, foram os acordos políticos em nome da governabilidade, mas a governabilidade você não faz com esse tipo de acordo. No meu entender, você faz chamando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo, como eu fiz”, disse Bolsonaro.

“Cada um responda pelos seus atos, a Justiça nasceu para todos”, afirmou o presidente, que está no Chile para uma cúpula com outros líderes sul-americanos.

Sobre as manifestações programadas para ocorrer contra ele nesta sexta (22) e sábado (23), em Santiago, organizadas por organizações sociais e grupos feministas, Bolsonaro disse: “Tenho esse problema em qualquer lugar do mundo a que eu vá, mas o importante é que no meu país eu obtive uma vitória excepcional, apesar de não termos televisão, nem recursos para a campanha, tivemos o voto que veio e que é uma procuração do povo.”

“Acho que essas pessoas que se manifestam contra mim queriam que o nosso Brasil caminhasse para a situação em que se encontra a Venezuela, onde o povo luta bravamente para se libertar das garras do socialismo”, afirmou Bolsonaro.

Indagado sobre os opositores que foram convidados pelo governo chileno ao almoço em sua homenagem, neste sábado, e que disseram que não irão por discordar de suas ideias políticas, Bolsonaro disse: “Os convidados para o almoço não foram feitos pela minha assessoria, obviamente quem convidou aqui no Chile sabia quem estava convidando.”

Bolsonaro minimizou sua recente queda de popularidade, de 15 pontos percentuais, afirmando que “as pesquisas no Brasil não podem ser levadas a sério” e lembrou que sondagens eleitorais do ano passado “diziam que eu não ganharia no segundo turno”.

O presidente foi questionado também sobre as declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que afirmou que o general Augusto Pinochet, ex-ditador do Chile (1973-1990), “teve de dar um banho de sangue” no país e que isso era “triste”, porém, teria fixado “bases macroeconômicas” que “nem oito governos de esquerda mexeram”.

A isso, Bolsonaro respondeu que não tinha vindo ao Chile para falar de Pinochet.

“Tem gente que gosta dele, tem gente que não gosta. O regime militar aqui foi muito parecido ao do Brasil. Eu acho que essa questão da ditadura aqui no Cone Sul tem que ser levada à luz da verdade, nós chegamos a uma conclusão e pacificamos. Não podemos dar voz à esquerda que sempre tem um lado para dizer que aquele lado estava certo e não o outro.”

Já sobre a reforma da Previdência, Bolsonaro afirmou que “esse problema parece estar resolvido” no Chile, e que o modelo chileno era uma das inspirações para o que deseja implementar no Brasil.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Não tardará e Bolsonaro também termina fazendo "acordos em nome da governabilidade". E o pior, talvez de forma camuflada. Quem viver verá. Aguardemos.

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