Polícia

Detran prioriza fiscalização da Operação Lei Seca no litoral potiguar

O Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) está com equipes de fiscalização da Operação Lei Seca distribuídas no litoral potiguar. As ações que fazem parte da Operação Verão 2019, deflagrada pelo Governo do Estado no início deste mês, têm a missão de proporcionar segurança no trânsito combatendo a mistura álcool e direção, como também inibindo possíveis delitos relacionados a roubo de veículos e tráfego irregular sem a devida documentação legal do condutor e do automóvel.

Neste domingo (20), as barreiras fiscalizatórias serão montadas em áreas dos litorais Sul e Norte da região metropolitana de Natal. Os policiais da Lei Seca estão utilizando o bafômetro para identificar motoristas que insistem em beber e dirigir. Também estão sendo averiguadas a situação documental dos veículos e condutores, além de itens de segurança dos automóveis e a utilização de cinto de segurança por parte de todos os ocupantes do veículo.

Já fiscalização no sábado (19) focou as abordagens no litoral Sul. A medida resultou na fiscalização de 207 veículos, sendo 175 automóveis de passeio, 27 motocicletas e cinco ônibus. Outro ponto importante realizado nas abordagens é que os policiais orientam os condutores de veículos 4X4 a não trafegarem na faixa de areia de praia para não colocar em risco a integridade física dos banhistas. O tráfegos nessas áreas é proibido por portaria específica do Detran e aquele condutor flagrado desobedecendo a norma será autuado, podendo até mesmo ter o veículo retido.

De acordo com o coordenador da Operação Lei Seca do Detran, tenente-coronel Flávio Santos, o trabalho de fiscalização vai continua durante todo o período do veraneio. “É um importante ação no sentido de evitar acidentes e preservar vidas. A atuação planejada, especializada, imparcial e ética dos policiais militares da Lei Seca são algumas das características da confiabilidade da população no nosso trabalho”, comentou.

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Política

Núcleo militar está incomodado e aguarda uma explicação convincente de Flávio Bolsonaro

O agravamento da crise envolvendo o filho primogênito de Jair Bolsonaro vem incomodando o núcleo militar mais próximo ao presidente. Entre esses militares, a expectativa é por uma explicação convincente por parte do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), suspeito de recebimentos irregulares em conta bancária.

Enquanto as explicações não aparecem, o Palácio do Planalto estabeleceu uma ordem de silêncio, numa tentativa de blindar Bolsonaro pai. O silêncio se estende ao Ministério da Justiça: Sergio Moro submergiu e não comenta as suspeitas que recaem sobre Flávio e o ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz.

A escalada da crise ganhou novos elementos ao longo da semana. Ganhou outros contornos desde a iniciativa de Flávio de judicializar a questão no Supremo Tribunal Federal (STF).

Primeiro, o ministro do STF Luiz Fux, em plantão e atendendo a pedido do senador eleito, decidiu suspender a investigação tocada pelo Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro. A decisão final sobre a instância onde o inquérito tramitará caberá ao ministro Marco Aurélio, relator da reclamação movida pela defesa de Flávio. Ele já indicou que deve decidir no sentido de o procedimento continuar com o MP local.

Depois, o “Jornal Nacional”, da TV Globo, revelou trechos de um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com apontamentos sobre movimentações suspeitas em conta bancária de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório, 48 depósitos em espécie foram feitos na conta entre junho e julho de 2017, somando R$ 96 mil . Os depósitos se concentraram num terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em um dos dias analisados, por exemplo, foram feitos dez depósitos de R$ 2 mil cada num intervalo de cinco minutos. Os registros da movimentação suspeita podem apontar para a prática em que parlamentares retêm parte dos salários de seus assessores.

Neste domingo, O GLOBO mostrou a extensão das transações de Queiroz em três anos . O ex-assessor e ex-motorista movimentou R$ 7 milhões no período, conforme registros do Coaf. Até então, o que se sabia era que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Na movimentação, R$ 24 mil em cheques foram depositados na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O depósito foi o pagamento por um empréstimo a Queiroz, segundo o presidente Bolsonaro.

Até agora, Flávio não deu explicação para a movimentação de R$ 1,2 milhão; para a movimentação de R$ 7 milhões em três anos; e nem para os depósitos fracionados em sua conta bancária, somando R$ 96 mil em um mês.

Neste domingo, o general mais próximo a Bolsonaro, o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse ao GLOBO que não vai se “meter nesse negócio”, em relação às revelações já feitas no caso envolvendo Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz:

– Isso não é um problema meu. Eu não vou me meter nisso, não falo sobre isso. Não vou me meter nesse negócio.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Quem votou em Bolsonaro esperando ética e combate a corrupção já está com as barbas de molho.
    Parece que vigora aquela máxima que diz: "Faça o que digo, mas não faça p que faço!"

  2. Tudo como antes no quartel de Abrantes. Todos são bandidos e ainda tem gente que defendem políticos. Kkkkkkkkkk. Otários

  3. Ora, luladrão roubava e os militares não davam um Piu, Dilma recebeu uma propinão devido a passadeira, temer assumiu, foi flagrado no início do governo recebendo propina e ficou por isso mesmo. Agora os militares vão querer atropelar votos por desvio de verbas? Duvido muito.

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Polícia

Estudos mostram que mais armas aumentam violência contra a mulher, diz Defensoria Pública

A Lei Maria da Penha prevê como medida protetiva de urgência, em seu artigo 22, a suspensão da posse e do porte de arma de agressores que cometeram violência doméstica e familiar. Diante do decreto do governo Bolsonaro, que facilita a posse de armas, a Defensoria Pública de São Paulo, por meio do seu Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, formulou um modelo de solicitação dessa medida protetiva, distribuído a todos os defensores públicos, para que façam uso quando necessário.

A flexibilização da posse de armas era uma promessa de campanha de Bolsonaro. Na última terça-feira, 15, ele assinou o decreto que facilita o acesso a armamentos.

A Defensoria Pública tem atuação destacada em Juizados de Violência Doméstica, onde promove a representação e defesa de mulheres vítimas nos processos onde há julgamento de acusações criminais e aplicação de medidas protetivas.

A defensora pública Paula Sant’Anna Machado de Souza, coordenadora do Núcleo, cita estudos que mostram que quando ocorre o aumento de acesso a armas, as mulheres acabam sofrendo mais violência.

“Lembremos que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo, de acordo com números da Organização Mundial da Saúde”, disse.

Paula Sant’Anna alerta ainda que, de acordo com o Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, houve um aumento da violência contra a mulher nos últimos anos. A arma de fogo foi o meio mais usado nos 4.762 homicídios de brasileiras registrados em 2013.

No Estado de São Paulo, o número de feminicídios subiu 26,6% em 2018, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Não é novidade para ninguém que o desarmamento n adiantou nada para diminuir a violência nem doméstica nem pública.a DP já sabe das regras para se ter arma,e quem tem problemas na polícia n tem direito.Quero ver vcs andarem sem seguranças,ficando suceptíveis à bandidagem,como o povo está.Bandido estabelecido n tem mais recuperação,as políticas públicas resolvem para as crianças em formação.Bandido bom é bandido morto,antes ele do que eu e os meus.

  2. Acho que é pq as armas são machistas.
    Estudo babaca.
    Nem perdi o meu tempo lendo esse lixo.

  3. Mas é claro. Esses caras que querem se armar são covardes, não tem auto confiança e tem a sexualidade muito frágil e todo covarde gosta de bater na mulher.

  4. Alguém pode me dizer porque a mulher não pode pegar a mesma arma e se defender?
    Esse povo acha que todos somos idiotas. Empurram "estudos", "teses" e "estatísticas" sem pé nem cabeça.
    Será que tem algum estudo mostrando que quanto mais carros mais pessoas atropeladas e com isso defendem a extinção dos carros?

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Polícia

Torcedores entram em conflito com a polícia na área externa do Frasqueirão

A chegada da torcida organizada do ABC no estádio Frasqueirão foi tumultuada e com conflitos com a Polícia Militar. Os torcedores se aproximaram do estádio minutos antes do jogo ter início e começaram a jogar pedras contra o batalhão de choque da Polícia Militar. Os policiais reagiram com balas de borracha e bomba de efeito moral.

O confronto durou alguns minutos, mas a polícia controlou a situação. Alguns torcedores foram detidos e levados à delegacia. Outros conseguiram entrar no estádio.

Mais cedo, um grupo de torcedores americanos já havia entrado em confronto com abecedistas. A dispersão ocorreu rápida.

Com o início do jogo dado às 16h, a maior parte dos torcedores estão dentro do estádio, mas alguns grupos continuam do lado de fora.

O trânsito continua parado nos dois lados da rota do Sol.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Faça igual o Mauro no CE, não existe torcida nesse futebol m**** do RN, tranca tudo frasqueirão e joga a chave no mar, deixa eles se entenderem.

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Política

Governo ignora centrais sindicais na formulação da reforma da Previdência

Após quase três meses da eleição do presidente Jair Bolsonaro, o governo caminha para apresentar uma proposta definitiva de reforma da Previdência sem ter ouvido representantes dos trabalhadores.

Enquanto lida com pressões de setores influentes, como militares —que querem ficar de fora da reforma e com forte presença no governo— e servidores públicos, categoria capaz de forte pressão no Congresso, a equipe que elabora os detalhes finais da proposta para endurecer as regras da aposentadoria não abriu as portas para dialogar com as centrais sindicais.

A estratégia diverge da adotada pela gestão de Michel Temer, que organizou uma série de reuniões com representantes dos trabalhadores.

Também nos governos petistas, os sindicalistas participaram das discussões sobre as mudanças no sistema. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva chegou a fazer, em 2007, um Fórum da Previdência, que acabou sem propostas de alteração nas regras.

Nos primeiros dias deste ano, as centrais enviaram uma carta ao presidente para tentar abrir um canal de comunicação, mas continuaram fora da formulação da proposta de reforma.

O documento, assinado pelos presidentes de seis centrais, afirma que o grupo está aberto ao diálogo e traz críticas às propostas liberais da equipe econômica.

“Esperamos que todas as medidas que atinjam os trabalhadores passem por um amplo processo de discussão e negociação”, diz o documento.

De acordo com sindicalistas, a ausência total de diálogo entre governo e trabalhadores é algo inédito nas últimas décadas.

“Nós tivemos essa experiência de sermos ouvidos antes da apresentação formal das propostas desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Sempre teve esse diálogo antes”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves.

A elaboração da proposta de reforma da Previdência esteve no centro das discussões do governo de transição e agora chega à reta final.

A ideia da equipe econômica é que Bolsonaro aproveite o tempo da viagem ao Fórum Econômico Mundial, na Suíça, nesta semana, para repassar todos os pontos do texto e bater o martelo sobre a proposta final de reforma que será enviada no início de fevereiro ao Congresso.

O ministro Paulo Guedes (Economia) vai acompanhar Bolsonaro e deve endossar o discurso de criar uma agenda de reformas profundas, a começar pela Previdência.

Sob o comando de Guedes, o texto é elaborado pela equipe do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. Em 2017, durante seu mandato de deputado, Marinho foi relator da reforma trabalhista, proposta duramente criticada pelas centrais sindicais.

Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah defende que a reforma da Previdência traga idades mínimas para aposentadoria de 62 anos para homens e 57 para mulheres.

O tópico ainda passa por avaliação do novo governo. O texto em tramitação na Câmara está em 65 (homens) e 62 anos (mulheres).

“Espero que até o fim do mês aconteça essa reunião com o governo. Formalizamos o pedido e até mandamos sugestões em relação à reforma”, afirmou Patah.

O presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), Antonio Neto, afirmou que, apesar de ter se mostrado pouco flexível, o governo Temer chamou todas as centrais para debater o tema.

“Não obtivemos resposta da carta que enviamos a Bolsonaro. Nem mesmo na transição fomos consultados. Estamos abertos a conversar e mostrar as informações que os trabalhadores detêm”, afirmou.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que não participou dos encontros promovidos pela equipe de Temer por não reconhecer a legitimidade do governo, agora se mostra disposta ao diálogo.

O presidente da entidade, Vagner Freitas, já se posicionou contra as mudanças na aposentadoria e critica especialmente a criação de um sistema de capitalização.

Lideranças sindicais se reuniram na última semana para formular um plano de ação contra as mudanças na aposentadoria, o que pode incluir mobilização de rua e convocação de greve geral.

Até o dia 20 de fevereiro, quando as centrais farão uma deliberação final sobre o plano de mobilização, sindicatos em todo o país vão se reunir para discutir o tema.

A maior parte das lideranças sindicais, porém, defende que uma greve geral apenas seja convocada depois de esgotadas as tentativas de diálogo e negociação com o governo.

“Não descartamos a possibilidade de convocar greve. Mas o melhor é esperarmos”, disse o presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), José Calixto Ramos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. ESSAS CENTRAIS SINDICAIS, SÓ TEM LADRÃO, ENRIQUECIAM COM O DINHEIRO ALHEIO…………..PEEEEIAAA NELES!!!

  2. Os tempos de vida fácil mudaram, a "contribuição obrigatória" acabou,
    a sindicalha agora vai lamber sabão no governo do Messias Mitoso.

  3. Será lindo os Bolsominions sendo penalizado com a reforma da previdência, principalmente os que ganham muito às custas do governo.

  4. É preciso negociar, discutir, antes de votar. Depois, a CPI provou q inexiste déficit na previdência.

  5. Melhor era negociar direto com luladrão, já que as centrais sindicais, assim como MST são apenas laranjas do comandante da quadrilha esquerdopatas.

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Política

Militares já se espalham por 21 áreas do governo Bolsonaro, de banco estatal à Educação

Os militares nomeados ou prestes a serem nomeados já passam de 45 no governo de Jair Bolsonaro (PSL), espalhados por 21 áreas: da assessoria da presidência da Caixa Econômica ao gabinete do Ministério da Educação; da diretoria-geral da hidrelétrica Itaipu à presidência do conselho de administração da Petrobras.

O Exército, do qual vieram o presidente e seu vice, Hamilton Mourão (PRTB), tem maioria entre os membros do governo: eram 18 generais e 11 coronéis da reserva até esta sexta (18) —o número cresce a cada dia.

Militares agora comandam o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), a presidência da Funai (Fundação Nacional do Índio) e sete ministérios: Secretaria de Governo, Defesa, Minas e Energia, Infraestrutura, GSI (Gabinete de Segurança Institucional), CGU (controle interno e transparência) e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Generais da reserva ou reformados ocupam cinco cargos no comando da Secretaria-Geral da Presidência da, comandada por um civil, o advogado Gustavo Bebianno.

No Ministério de Justiça do ex-juiz Sergio Moro, os militares se espalharam pela Secretaria Nacional de Segurança Pública de forma inédita desde que o órgão foi criado, em 1997. Vinculados ao secretário nacional, o general da reserva Guilherme Theophilo, estarão três coronéis —a pasta confirmou que as nomeações devem sair nos próximos dias. No gabinete de Moro, um suboficial do Exército atua como assessor técnico.

O levantamento da Folha sobre os militares no governo não incluiu membros de forças policiais estaduais, como Polícia Militar e Bombeiros, e considerou apenas dois nomeados no Gabinete de Segurança Institucional, um órgão normalmente ocupado por militares, o ministro Augusto Heleno e o general Eduardo Villas Bôas, que até o dia 11 comandava o Exército.

A força econômica dos setores com presença militar ultrapassa as centenas de bilhões de reais. Apenas a Petrobras, maior empresa do país, teve uma receita estimada em R$ 283 bilhões em 2017.

Historiadores ouvidos pela Folha concordam que não houve, desde a redemocratização, em 1985, uma avalanche de militares no Executivo como a atual.

A historiadora e cientista política da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Heloisa Starling, que atuou na Comissão Nacional da Verdade, disse que um número tão grande de militares no Executivo é “muito pouco usual numa democracia, em especial em cargos estratégicos” e situação semelhante só foi registrada no Brasil durante a ditadura (1964-1985).

Mas ela não acredita que isso indique automaticamente “uma pretensão autoritária”. “Deveríamos nos preocupar é [com o fato de] que os militares não são formados para a atividade política, mas sim para o confronto com o inimigo. A política é o oposto disso, ela amplia a capacidade de construção do consenso”, disse Starling.

Para a historiadora, “não se sabe ainda como se dará a gestão administrativa num ambiente democrático de embate de ideias e críticas”.

Carlos Fico, historiador da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), acredita que a maior presença de militares no governo “decorre do perfil do presidente, ele próprio militar reformado e que, como parlamentar, procurou defender causas associadas às polícias militares e aos militares propriamente ditos”.

“Os militares expressam, no Brasil, a onda conservadora que atinge outros países porque eles são o grupo conservador mais organizado do país. Não havia, até recentemente, um partido assumidamente de direita por aqui”, disse Fico.

Para o professor, “o despreparo e a inexperiência” do grupo político de Bolsonaro também ajudam a entender a presença militar no governo, pois os militares “supostamente seriam bem preparados e conhecedores da realidade nacional”.

Na terça (15), o ministro da Secretaria de Governo, o general Santos Cruz, disse não ver vantagens nem desvantagens na presença militar no governo. “A situação de militar não coloca nada demais. Coloca só mais responsabilidade, porque a gente representa uma corporação inteira.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Dependesse apenas de mim, militares ocupariam – até – todos os cargos governamentais. Desde que tivessem qualificação suficiente e perfil talhado para investidura neles, obviamente.
    Digo mais: até prova em contrário, é mil vezes preferível um militar a um militonto em cargo público.
    Quem tem ojeriza a militares geralmente são aqueles que querem prender a polícia e condenar os juízes, jamais os cidadãos de bem.

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Política

Deputados do PSL montam estratégia para rebater parlamentares do PT e PSOL

Foto: Agência Brasil

Deputados do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, já escolheram seus adversários diretos para, como se diz no futebol, fazer uma marcação homem a homem.

O principal alvo é o PT, partido que tem a maior bancada eleita da Casa, com 56 deputados. O PSL, segunda maior bancada, elegeu 52 deputados, mas prevê crescimento com a migração de parlamentares de outras legendas.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), eleita deputada federal para a próxima legislatura, é alvo de disputa entre os antagonistas.

Há ao menos três bolsonaristas que querem marcá-la: os conterrâneos Joice Hasselmann (paranaense eleita por São Paulo) e Filipe Barros (PR), além de Carla Zambelli (SP).

“Temos uma pré-divisão, sim, uma cota pessoal. A gente meio que está dividindo os nomes da oposição com os nossos nomes de cá de enfrentamento”, explica Hasselmann.

“Essas posições são naturais. Eu e a Erika Kokay [PT] somos do DF e já temos posições antagônicas. Agora, a Erika não terá mais o microfone só para ela. Quando for defender pautas de direitos humanos, sob a sua ótica do direito dos manos, estarei lá para fazer o contraponto. O povo brinca que a TV Câmara terá mais audiência que a Globo”, afirma Bia Kicis (DF), eleita deputada pelo PRP, mas de malas prontas para o PSL.

Segundo Zambelli, a conversa da marcação mano a mano é informal e não há uma estratégia realmente traçada.

“O que a gente já conversou mais é, por exemplo, se as mulheres [da oposição] começarem a atacar os homens do nosso partido, nós, mulheres, sairemos em defesa, de acordo com o tema. Não é uma defesa cega. É até uma forma de não ter problemas com comissão de ética por quebra de decoro. A gente quer minimizar os problemas”, afirma a deputada eleita por São Paulo.

Para Filipe Barros, o enfrentamento com Gleisi é natural por serem do mesmo estado, mas ele também quer se colocar como antagonista do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), caso ambos estejam na Comissão de Direitos Humanos.

Deputados do PSL disseram que Wyllys também será alvo do deputado eleito Alexandre Frota (PSL-SP). Ao ser questionado sobre a estratégia, o parlamentar informou que estava na praia e retornaria apenas no fim de janeiro.

A maneira como farão este enfrentamento ainda não foi definida pelos parlamentares do PSL. Alguns deles sabem que a tática, porém, pode acabar atrapalhando o governo.

Até o ano passado, governistas preferiam se abster diante dos disparos da oposição para não alongar as sessões.

Se cada parlamentar do PT ou do PSOL for, realmente, ser rebatido por um defensor de Bolsonaro ao colocar em prática o chamado kit obstrução, as votações podem se estender pela madrugada para dar espaço para tanta discussão.

“Por isso não traçamos o modus operandi. O PT e outros partidos vão utilizar de kit obstrução. Tem que ter sabedoria para saber quando atacar”, diz Barros.

Além da estratégia de marcação individualizada, o partido também já se organiza para a apresentação de propostas.

Barros afirma que a bancada quer retomar a discussão do projeto que ficou conhecido como “Escola sem Partido”.

Engavetada no ano passado, a proposta limita o que o professor pode falar em sala de aula e veta o que que os seguidores de Bolsonaro convencionaram chamar de ideologia de gênero.

Outro tema que pretendem apresentar logo no início dos trabalhos legislativos é um novo pacote de medidas anticorrupção reunidas no projeto “Unidos Contra a Corrupção”, de iniciativa da sociedade civil organizada.

O PSL elegeu apenas um deputado em 2014 e, atualmente, tem oito deputados. Impulsionada por Jair Bolsonaro, cresceu mais de seis vezes nas eleições do ano passado.

Em busca de espaço no comando da Casa, a cúpula do partido decidiu apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da Câmara.

O PT, que caminhava para anunciar apoio a Maia, agora avalia se é politicamente viável integrar o mesmo grupo da legenda de Boslonaro.

A eleição para presidente da Câmara acontece em 1º de fevereiro.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Economia

Guedes terá nove reuniões e acompanha discurso de Bolsonaro em Davos na 3ª feira

O Ministério da Economia divulgou na manhã deste domingo, 20, a agenda do ministro Paulo Guedes na próxima terça-feira, 22, quando participa do Fórum Econômico Mundial realizado anualmente em Davos, na Suíça. A concorrida agenda do ministro começa às 10h no horário local com uma reunião presidente do Conselho da Lyondell Basell, Jacques Algrain. Em seguida, estão agendas encontros com os presidentes do Internacional Chamber of Commerce (10h45) e o presidente da Iberdrola, José Ignácio Sánches Galán (11h).

Após a agenda da manhã, Guedes participa do almoço organizado pelo banco Itaú Private. Depois, terá encontro com o presidente-executivo do Canadá Pension Plan, Mark Machin. Às 15h15, o ministro se reúne com o fundador do Fórum, Klaus Schwab

Em seguida, o ministro acompanha o discurso do presidente Jair Bolsonaro na sessão plenária do Fórum, no principal auditório do evento. Às 17h15, a agenda prevê participação de Guedes em encontro do Conselho Internacional de Negócios. O dia termina com reunião com o ministro da Economia de Israel, Eli Cohen, e a participação – que ainda precisa ser confirmada – no jantar anual da gestora BlackRock.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Ladrão. otário TICO E O VAGABUNDO BILIONÁRIO E SEUS FILHOS MAMAREM NAS TETAS DO GOVERNO HA ANOS….QUADRILHA LIDERADA PELO LOUCO DESVAIRADO LADRAO……FORA QUADRILHEIRONARO

  2. Pelo amor de deus srs; evangélicos que apoiaram o bozo não deixe esse sr falar nada nao, vai manchar mais o nome do nosso pais, ele não falou nem um projeto na campanha dele pra nós, imagina as mentiras que ele vai falar por la. Só Deus na causa.

    1. Luladrão se apresentou como a limpeza ética do Brasil, terminou como comandante da maior quadrilha de dinheiro público do mundo, dilmanta apresentava um Brasil de 1o mundo pra reeleger, depois de eleita viu a fraude que nos meteu. No entanto, os petralhas os adoravam. Rsrsrs. Agora querem um governo todo certinho. Ômi, vocês tão acostumados com ladrão e mentirosos governando seus destinos, e ainda ficam com mimimi. # babaca, lula tá preso.

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Política

Governo vai retomar concessões de ferrovias e oferecerá três até 2020

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou, por meio de vídeo publicado em seu perfil no Twitter, que o governo de Jair Bolsonaro vai retomar as concessões de ferrovias e prometeu três licitações até 2020. O programa, conforme ele, será “ambicioso, mas possível”, e permitirá que o setor ferroviário dobre sua participação na matriz de transporte brasileira até 2025, saindo dos atuais 15% para algo entre 29% e 30% em um período de oito anos.

A primeira concessão, segundo o ministro da Infraestrutura, será realizada já em março com a licitação da ferrovia Norte-Sul, que vai ligar Porto Nacional, em Tocantins, à Estrela do D’Oeste (SP), unindo Porto do Itaqui, no Maranhão (MA), ao Porto de Santos, em São Paulo (SP). As outras duas concessões serão a ferrovia de integração Oeste-Leste na Bahia, que vai ligar Caetité ao Porto de Ilhéus, e ainda a Ferrogrão, no Mato Grosso (MT).

“Vamos ter uma grande espinha dorsal ferroviária. Isso vai ser transformador para o País”, destacou Freitas, em vídeo publicado em seu perfil no Twitter. A mensagem foi compartilhada pelo presidente Bolsonaro que exaltou a formação e a experiência militar do ministro.

Freitas anunciou ainda que o governo fará a prorrogação antecipada dos contratos de concessão e vai usar as outorgas (antecipação da receita futura dos licitantes) para a construção de novos trechos. A primeira que utilizará este modelo, conforme o ministro, será a Ferrovia da Integração do Centro-Oeste, que vai ligar Água Boa, no Mato Grosso, a Campinorte, em Goiás.

“Vamos impulsionar uma área de influência que representa praticamente 16 milhões de toneladas no Vale do Araguaia. Isso vai ter um impacto muito forte no frete e vai gerar uma competição entre eixos importantes. É tirar caminho das rodovias e diminuir o custo Brasil”, conclui o ministro.

Estadão Conteúdo

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Política

Divergências afetam frente de apoio a Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao completar os primeiros vinte dias, o governo Bolsonaro começa a revelar os traços básicos de seu perfil. Com as movimentações iniciais dos 22 ministros e as nomeações de boa parte dos ocupantes do segundo e terceiro escalões, tornou-se possível identificar algumas marcas do novo governo. É um período curto para tirar conclusões definitivas, mas já dá para ter ao menos uma ideia do que pode vir por aí.

Em meio a declarações desencontradas e recuos do presidente e de seus ministros em anúncios de medidas oficiais, ficou clara a existência de uma babel ideológica no governo, que gerou diversos conflitos desde a posse, em 1.º de janeiro.

Aparentemente, as divergências até agora não deixaram feridas profundas. Mas podem ameaçar a unidade da grande frente formada para eleger Bolsonaro, refletida no novo Ministério, se os conflitos aumentarem, em vez de diminuírem, nas próximas semanas e meses.

A frente inclui seis grandes grupos, com pesos diferentes na administração e influência distinta junto ao presidente – os militares, os liberais, os lavajatistas, os políticos, os evangélicos e os ideólogos e olavistas, que seguem as teorias do pensador e escritor Olavo de Carvalho.

Em paralelo, com forte influência sobre as decisões do presidente e uma identidade maior com militares e olavistas, opera o núcleo familiar, composto pelos três filhos de Bolsonaro: Flávio, senador eleito pelo Rio de Janeiro, suspeito de envolvimento em operações irregulares com funcionários, Eduardo, deputado federal por São Paulo e talvez o mais influente da troika, e Carlos, vereador no Rio, todos integrantes do PSL, o mesmo partido do pai.

Mosaico ideológico

Muitas vezes, esses grupos têm ideias e visões divergentes e contraditórias sobre o País e o mundo. Não por acaso alguns analistas estão chamando esse processo de “balcanização”, em referência à divisão de poder entre grupos conflitantes ocorrida na Península Balcânica, localizada na região sudeste da Europa, entre o início dos séculos 19 e 20.

De certa forma, o mosaico ideológico montado pelo novo governo também existia nas gestões do PT e mesmo do PSDB. Agora, porém, a fragmentação parece mais acentuada, talvez porque os grupos só tenham se aproximado para valer após as eleições e, em alguns casos, só depois da posse.

Um exemplo que ilustra com perfeição o “cabo de guerra” travado dentro do governo é a disputa pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), entre a ala liberal, liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e a ala dos olavistas, representada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Guedes contava com a transferência da Apex para sua órbita, com o objetivo de dinamizá-la e transformá-la numa ferramenta poderosa de negócios no exterior. Mas o órgão, que já foi ligado ao extinto Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, acabou ficando mesmo com o Itamaraty, onde já estava no governo Temer. A decisão foi consumada apesar dos sinais emitidos por Araújo de que poderá levar em conta aspectos ideológicos na atuação da Apex, em prejuízo de uma filosofia mais pragmática do comércio internacional.

Pivô das divergências

Para completar o quadro, Araújo ainda nomeou dois diretores da Apex ligados a Eduardo Bolsonaro – a empresária Letícia Catelani e o advogado Márcio Coimbra, ex-assessor parlamentar do Senado, que acompanhou o filho do presidente em sua recente viagem aos Estados Unidos. Letícia teria sido responsável pela tumultuada saída do ex-presidente da empresa, Alex Carreiro, substituído pelo diplomata Mário Vilalva apenas uma semana depois de nomeado

Numa outra frente, o grupo dos lavajatistas, capitaneado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, levou a pior num conflito com a ala dos políticos, à qual pertence o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, talvez o grande pivô das divergências no governo desde a eleição de Bolsonaro. Moro, a quem a Fundação Nacional do Índio (Funai) era ligada até ser transferida para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, havia determinado a exoneração de Azelene Inácio, diretora de Proteção Territorial do órgão. Mas uma semana depois Onyx ainda não havia levado adiante a decisão e publicado o desligamento de Azelene no Diário Oficial da União.

Nas próximas semanas, novas disputas do gênero estão no radar. No início de fevereiro, com o provável encaminhamento do projeto de reforma da Previdência ao Congresso, tudo indica que as tensões vão se acentuar entre a ala dos militares, que defende em público a manutenção dos privilégios da categoria – com a exceção do vice-presidente, o general Hamilton Mourão -, e a dos liberais, que apoia uma mudança ampla, englobando o pessoal da caserna.

O próprio presidente terá de tomar partido nesta questão e pelo que se pode deduzir do que tem dito a tendência é ele cerrar fileira com os militares e a ala política representada por Onyx, também defensor de uma reforma mais branda, mesmo com o déficit da Previdência chegando à estratosfera e comprometendo o equilíbrio das contas públicas. “A melhor reforma é a que passa na Câmara e no Senado”, disse Bolsonaro, sugerindo que está pouco inclinado a apresentar um projeto mais duro para resolver o problema de vez, como propõe a ala liberal.

Vantagem militar

A avaliação da força dos grupos não pode ser feita apenas com base no número de ministérios conquistados por cada um. Ela tem de incluir seus tentáculos nos escalões inferiores em todas as pastas. Depende também do orçamento total controlado por cada ala, do impacto das pastas na economia e do grau de prestígio de seus representantes junto ao presidente e a seus filhos, cuja participação ativa no governo preocupa até os aliados mais próximos.

Dito isso e levando em conta apenas o primeiro escalão, pode-se dizer que os grupos militar e político, à frente de sete ministérios cada um, são os que concentram a maior fatia de poder no governo. Depois deles, vêm as alas liberal, com três ministérios, incluindo o Banco Central, lavajatista e olavista, com dois cada, e evangélica, com apenas um ministério.

Quando se consideram também as nomeações de segundo escalão claramente identificadas com uma das alas, o grupo militar leva larga vantagem, com nada menos que 32 representantes, espalhados por 13 ministérios, seguido pelos núcleos político, com 16 integrantes, liberal, com 13, olavista, com 12, lavajatista, com 10, e evangélico, com 3.

Cartilha

Conhecido até pouco tempo atrás por um contingente restrito de iniciados e seguidores, entre eles Bolsonaro e seus filhos, Olavo de Carvalho ganhou os holofotes e conquistou trincheiras importantes na nova gestão. “Vivi para ver um filósofo indicar mais gente para o governo que o MDB”, afirmou na semana passada o cineasta Josias Teófilo, diretor do filme O Jardim das Aflições, sobre a vida e a obra de Olavo. No primeiro escalão, o MDB amealhou apenas o Ministério da Cidadania, ocupado pelo deputado federal gaúcho Osmar Terra.

Além de ter indicado os ministros Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, e Ricardo Velez Rodriguez, da Educação, duas áreas consideradas essenciais pelos seus pupilos para determinar o sucesso do governo, Olavo também é o “padrinho” de Filipe Garcia Martins Pereira, assessor internacional de Bolsonaro, instalado no Palácio do Planalto, de Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do Ministério da Educação, e de Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, um território dominado por liberais que não rezam pela sua cartilha

Como se pode observar, na babel ideológica do governo Bolsonaro, parece complicado os diferentes grupos falarem a mesma língua. Só o tempo vai dizer se o presidente conseguirá administrar as divergências entre as alas e se ele vai enfrentar o problema sem causar grandes solavancos.

Para manter unida a frente heterogênea que lhe dá suporte, Bolsonaro terá de mostrar que está preparado para atuar como um magistrado nos conflitos.

Divisor de águas

Segundo relatos de quem já teve contato com Bolsonaro e por tudo o que se pôde observar desde a campanha, ele tende a mudar de opinião conforme a visão de seu interlocutor sobre uma questão qualquer. Ele também já mostrou que costuma falar sobre temas que não domina, antes de formar uma convicção a respeito do melhor caminho a seguir. Assim, acaba dando a impressão de ser uma espécie de biruta, que oscila de acordo com a direção do vento, gerando insegurança não só no mundo dos negócios, mas para todos os brasileiros que acompanham seus movimentos e têm de tomar decisões para si mesmos e suas famílias.

Como diz a expressão criada pelo poeta inglês John Donne (1572-1631) e imortalizada pelo escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961), a grande questão é saber por quem dobrarão os sinos de Bolsonaro nos próximos meses e anos. Aparentemente, nas primeiras semanas de governo, ele se curvou às alas política, militar e olavista nas questões que envolviam a economia, em detrimento da ala liberal, encarregada de conduzir as reformas de que o Brasil precisa para voltar a crescer.

Bolsonaro também demonstrou enorme interesse nas questões de costumes e educacionais, caras às alas olavista e evangélica, e nas de política externa, uma espécie de fetiche para os seguidores de Olavo. Sua postura em relação à reforma da Previdência pode ser um “divisor de águas” ou confirmar as previsões mais sombrias. Logo mais, se o envio da reforma previdenciária ao Congresso no início de fevereiro se confirmar, a gente saberá a resposta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Mega-Sena acumula de novo e pode pagar R$ 38 milhões na quarta-feira

O prêmio da Mega-Sena acumulou e deve pagar R$ 38 milhões no próximo concurso, na quarta-feira (23). Nenhum apostador acertou os seis números sorteados na noite desse sábado (19) no Caminhão da Sorte, em Piratuba (Santa Catarina), no concurso 2.117. As dezenas sorteadas são: 04 – 28 – 29 – 30 – 43 – 52. O prêmio previsto era de R$ 33 milhões para quem acertasse as seis dezenas.

Quarenta e quatro apostas acertaram a quina e cada uma levará um prêmio de R$ 60.858,91. Mais de 5,2 mil bilhetes acertaram quatro dezenas e levam um prêmio de R$ 947,82 cada.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas lojas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site Loterias Online da Caixa Econômica Federal.

Agência Brasil

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Polícia

Defensores do porte de arma aguardam aprovação do novo texto

Especialistas e integrantes de movimentos que defendem o acesso a armas de fogo querem a aprovação o mais rápido o possível pelo Congresso Nacional do substitutivo do Projeto de Lei (PL) 3.722/2012, do deputado Laudivio Carvalho (PMDB-MG), o chamado Estatuto de Controle de Armas de Fogo. Uma vez aprovado, substituirá o Estatuto do Desarmamento. Em tramitação ordinária, não urgente, o novo estatuto está pronto para ser votado pelos deputados desde novembro de 2015.

O projeto prevê licença para porte arma de fogo (direito de circular armado) para defesa pessoal e patrimonial; faculta a compra de armas e munições a maiores de 21 anos e estabelece o registro permanente de até seis armas, sem necessidade de renovação periódica, concedido pelas polícias Civil ou Militar dos estados e não mais pela Polícia Federal.

O interessado em comprar arma de fogo deverá demonstrar capacidade técnica e psicológica para manejo e uso; ter ocupação lícita e residência certa e não pode ser condenado por crime doloso – conforme descrito no portal da Câmara dos Deputados, na prática, “pessoas que respondam a inquérito policial, a processo criminal ou que sejam condenadas por crime culposo (não intencional) vão poder comprar e portar arma de fogo”.

O projeto de lei define quatro tipos de licença individual para o acesso às armas: pessoal (para o qualquer cidadão); funcional (autoridades como parlamentares, peritos de investigação, agentes penitenciários e até fiscais de meio ambiente); de porte rural (para proprietários e empregados); e de colecionador, atirador e caçador.

Urgência

Para Benedito Gomes Barbosa Júnior, mais conhecido como Bené Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil e autor do livro Mentiram pra Mim sobre Desarmamento, o mérito do substitutivo é que o país “deixa de ter uma lei desarmamentista e para ter uma legislação que controle e que fiscalize, mas que não impeça o cidadão a ter acesso a armas de fogo tanto para a posse quanto para o porte”.

Em sua avaliação, o Decreto nº 9.685, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 15, é “tímido” e “não trouxe modificações profundas”.

Para Bené Barbosa, o mérito do substitutivo do PL 3.722/2012 é “acabar de vez com a discricionariedade” do delegado da Polícia Federal em decidir quem pode e quem não pode comprar armas. “Estamos lutando para que haja critérios objetivos e uma vez que o cidadão passe por todos esses critérios ele não tenha mais seu direto negado como é hoje.”

Perspectivas

O cientista político Leandro Gabiati, diretor da consultoria parlamentar Dominium, acredita que há possibilidades de a proposta ser votada no plenário da Câmara dos Deputados, com uma composição mais conservadora a partir de fevereiro. Segundo ele, a proposta é “popular” e une aliados de primeira hora de Jair Bolsonaro.

“Se pensarmos como está composta a base política do presidente Bolsonaro no Congresso, há uma diversidade política considerável. O que une é a convergência em matérias como a flexibilização da posse e do porte de armas”, avaliou Gabiati.

Para o cientista político, haverá um esforço da base aliada na busca por votos para assegurar a aprovação da proposta. “Certamente, o governo Bolsonaro terá interesse de mobilizar a sua base, e a base estará interessada em ser mobilizada no Congresso justamente por esse tipo de projeto para atender a demandas eleitorais e cumprir promessas que foram dadas durante a eleição.”

O problema, porém, na opinião de Leandro Gabiati, é a concorrência de outras demandas do governo. “A prioridade passa pela agenda de reformas econômicas, incluindo principalmente a reforma da Previdência”, destacou. “O desgaste político que pode causar a discussão de um projeto como esse pode atrapalhar a agenda econômica. O desafio é misturar uma pauta complexa com um assunto polêmico. O governo deverá ponderar qual é o tempo em que cada assunto será pautado e levado para o Congresso Nacional”, completou.

Resistências

Contrário ao substitutivo, Felippe Angeli, assessor para Advocacy do Instituto Sou da Paz, não acredita na aprovação da proposta. “Será um projeto que terá muita dificuldade de ser aprovado pela polêmica que traz em conjunto pela quantidade de grupos e organizações que são contrários, inclusive as próprias vítimas, muitos grupos de policiais, porque vão colocá-los em risco na sua atividade”, opinou.

Para Felipe Angeli, a proposta “dificulta o rastreamento [das armas] e estabelece descontrole a circulação”. “[Além de] favorecer a violência letal, principalmente contra os mais jovens.”

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Tecnologia

Facebook pode pagar multa recorde nos EUA por escândalos de privacidade

Foto: Justin Sullivan

O Facebook pode receber uma grave punição do governo dos Estados Unidos por conta dos recentes escândalos de privacidade. Representantes da Federal Trade Comission (FTC) estariam se reunindo para discutir a aplicação de uma multa à empresa de Mark Zuckerberg por violar um acordo feito em 2011. Se confirmado, o valor seria o maior da história.

De acordo com a publicação do The Washington Post, as informações teriam sido obtida com três fontes ligadas ao tema, mas que não podem ser identificadas. Segundo duas delas, os membros da FTC teriam participados de reuniões privadas para discutir as violações de privacidade praticadas pelo Facebook. Entretanto, ainda não há uma conclusão do conselho.

Caso a punição seja confirmada, a expectativa é que o valor da multa quebre todos os recordes já aplicados pela FTC. Atualmente, o Google detém esse título com uma penalidade de US$ 22,5 milhões por descumprir acordos para melhorar suas práticas de privacidade. Além disso, esta seria a primeira punição sofrida pela rede social de Mark Zuckerberg nos Estados Unidos desde o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica.

As fontes do The Washington Post dizem ainda que o Facebook já teria tido encontros com representantes da FTC. No entanto, ainda não se sabe se a empresa estaria interessada em um acordo para o pagamento de uma multa ao órgão americano. A FTC, assim como outros departamentos do governo dos Estados Unidos, está fechada por conta da crise política no país.

Olhar Digital

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Economia

Saiba por que você deveria ter um plano de previdência privada

POR MICHAEL VIRIATO

Antigamente desinteressantes, os planos de previdência reconhecidos por suas iniciais, VGBL e PGBL, evoluíram e hoje devem ser considerados em seu portfólio de investimentos. No passado, a falta de apelo sobre o produto era justificada por dois motivos: elevadas taxas e produtos com baixa rentabilidade e pouca especialização.

O crescimento da concorrência no setor de seguradoras e a maior conscientização financeira dos investidores impulsionou o movimento de queda das taxas e busca pela melhoria dos produtos.

As taxas de carregamento – cobrança de um percentual sobre o valor aportado ou resgatado – foram abolidas pelas principais seguradoras. Adicionalmente, as elevadas taxas de administração que tornavam os produtos piores que fundos de investimentos similares foram reduzidas.

Outro fator que tem revolucionado é o crescente número de gestores especialistas que têm replicado suas estratégias nesses produtos. Há cerca de dez anos, apenas investidores do segmento private – pessoas com alguns milhões para investir – tinham acesso a esses gestores independentes.

O primeiro movimento de popularização veio com corretoras distribuindo os fundos de investimentos, destes desconhecidos gestores e, permitindo com que pequenos investidores, tivessem acesso. As seguradoras também aderiram à maior diversificação de produtos distribuídos, possibilitando ao investidor aderir a planos de previdência com produtos administrados por reconhecidos gestores.

Agora que as maiores desvantagens foram mitigadas, os benefícios dos produtos de previdência se destacam. Assim, há três razões que justificam seu portfólio possuir produtos de previdência privada do tipo VGBL ou PGBL.

Sucessão

Você provavelmente conhece alguém cuja família enfrentou problemas no recebimento ou na divisão dos bens financeiros com a morte de um parente.

Os produtos VGBL e PGBL, por se categorizarem como seguro, não entram em inventário e na maior parte do país não estão sujeitos à tributação de transmissão de bens por herança.

Assim, a sucessão destes recursos financeiros, para a família se torna mais rápida, pois já foi dividida, anteriormente e, está livre das amarras de inventário. Deste modo, evita-se o custo com advogados, que pode chegar a 10% do patrimônio, segundo tabela sugerida pela OAB. Adicionalmente, economiza-se o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) que pode alcançar 8%. Apenas poucos Estados brasileiros possuem liminar para recolher esse imposto dos produtos de previdência.

Portanto, além da maior velocidade de recebimento, é possível atingir uma economia de até 18%, se considerado os dois custos acima. Para se colocar em perspectiva o que apenas essa despesa significa, considere dois investidores que investem em produtos referenciados ao CDI atual de 6,4% ao ano. Um deles usa VGBL e o outro um fundo de investimento (FI) ou o Tesouro Selic (TS). O FI e o TS precisariam render 113% ao ano da rentabilidade do VGBL para que ambas as famílias tenham o mesmo recurso disponível como herança, caso o parente venha a óbito em vinte anos.

Alguns imaginam que, ao ficarem mais velhos ou com problemas graves de saúde, deveriam retirar os recursos de VGBLs ou PGBLs, mas é exatamente o contrário. A diferença de rentabilidade mencionada acima cresce inversamente com o tempo. Se o óbito do parente fosse ocorrer em dez anos, o FI e o TS precisariam render 126% ao ano da valorização do VGBL.

Com a elevação da possibilidade de óbito, que vem com a idade ou com enfermidade, recomenda-se que uma parcela maior seja revertida para produtos de previdência como forma de planejamento sucessório. Ao ponto que se o óbito fosse ocorrer amanhã, hoje todos os seus recursos deveriam estar em um VGBL ou PGBL.

Se você tem algum conhecido nestas condições, compartilhe esse artigo como forma de orientá-lo.

Menor imposto e taxas

Há duas vantagens fiscais em produtos de previdência: ausência de come-cotas e possibilidade da alíquota de IR cair a 10%.

Os produtos VGBL são similares a fundos de investimento, mas ao contrário dos FI de renda fixa ou multimercado, os VGBLs e PGBL não possuem a antecipação de IR semestral, chamada de come-cota.

Conforme pode ser visto no gráfico abaixo, até 15 anos, a ausência de come-cotas não faz muita diferença, mas no longo prazo ela é significativa. Em trinta anos, assumindo que duas aplicações tenham rendimento igual ao CDI atual, a aplicação sem come-cota resultará em um valor, líquido de IR, 20% maior. Portanto, mais um percentual para acrescer ao que deixará a seus familiares ou que terá em sua aposentadoria.

Há dois regimes tributários para os produtos de previdência. No caso mais simples, chamado de regressivo ou definitivo, a alíquota de IR decai de 35% até 10% em dez anos e em caso de transmissão por herança, a alíquota não é superior a 25%. Lembra-se que investimentos tradicionais como os FI, títulos públicos e ações possuem uma alíquota mínima de 15% sobre os rendimentos. Portanto, é possível economizar mais 5% nos produtos de previdência.

Para aqueles que fazem a declaração completa, o benefício que o PGBL traz é ainda maior. Além da vantagem de imposto menor mencionado acima, você adia o pagamento de parte do IR sobre seu salário e ainda reduz a alíquota incidente em quase metade. No entanto, as vantagens de custos não estão só na parte fiscal.

A maior parte dos produtos de previdência, mesmo os multimercados e de ações, não possui taxa de performance. Até o ano passado, não era permitido a estes produtos terem esta cobrança. Assim, o gestor pode correr menos risco no produto para dar o mesmo resultado que o FI com esta taxa.

Disciplina

O maior vilão, responsável por indivíduos não conseguirem acumular patrimônio até a aposentadoria, é a falta de disciplina. Infelizmente, somos naturalmente procrastinadores e imediatistas.

Adiamos a decisão de começar a poupar e preferimos consumir toda a renda mensal hoje sem deixar nada para a poupança para a previdência.

Assim como a compra do imóvel é importante para a formação do patrimônio financeiro, pois te obriga a pagar um financiamento e não te permite vender, os planos de previdência podem ter o mesmo efeito, mas com uma vantagem complementar.

A adesão a um plano de previdência faz com que parte de sua renda seja automaticamente destinada a esta reserva, logo, é igualmente disciplinador ao financiamento imobiliário. Entretanto, ao contrário do empréstimo financeiro que te faz pagar o dobro do valor do imóvel, o investimento de longo prazo em uma previdência permite que você tenha o dobro do que colocou.

Apesar de ainda haver espaço para evolução, flexibilizando sua legislação mais restritiva, os produtos de previdência progrediram o suficiente nos últimos três anos para se tornarem parte de seu portfólio. No entanto, ainda é necessário realizar pesquisa para escolha dos melhores produtos e verificar a adequação do perfil de investidor ao plano selecionado, antes de realizar qualquer investimento.

Blog De Grão em Grão/UOL/Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

    1. Eu estava com o mesmo problema. Aumentei o tamanho da fonte nas configurações do sistema do meu celular e voltou ao normal.

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Política

PREVIDÊNCIA: Onyx Lorenzoni defende que militares fiquem fora da reforma porque eles “nunca se aposentam”

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu que os militares fiquem de fora da reforma da Previdência. “Temos que ter clareza que em todos os países do mundo os militares têm um tratamento diferente, porque eles são diferentes, na medida em que nunca se aposentam, vão para a reserva, em permanente disponibilidade”, disse ele em entrevista ao SBT gravada e transmitida na noite deste sábado, 19.

Lorenzoni afirmou que a intenção do novo governo é não desidratar a reforma como ocorreu como o texto no governo de Michel Temer. “Não é como foi no governo Temer, que tinha um pacote obeso, aí foi desmilinguindo, e acabou em um ‘pacotinho fit’ que não resolvia nada”, disse na entrevista ao SBT.

O ministro disse que o Congresso vai fazer ajustes no texto, mas não tem “margem muito grande” para estes ajustes.

A reforma da Previdência é importante para garantir “previsibilidade” ao investidor, local ou estrangeiro, que queiram aportar recursos no Brasil, afirmou Onyx Lorenzoni.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, vai participar entre os dias 22 e 25 do Fórum Econômico Mundial na Suíça e falar da reformas e da atratividade do Brasil para os investidores. “O país tem que ter previsibilidade”, disse o ministro ao SBT.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Homi isso é uma palhaçada.
    Onde um cara com 60 anos vai ser convocado pra pegar um fuzil e ir pra guerra no Brasil?
    E ainda tem lesado que vai cair nessa.

    1. Nem se anime petralhas, vocês tão queimados para sempre, e outros desse governo também, caso comprovem corrupção.

  2. Faltou a complementação da manchete: É AS FILHAS NUNCA DEIXAM DE RECEBER AS PENSOES DEIXADAS PELOS PAIS. A previdência, se é boa como anuncia o Governo, deve ser estendida para todos.

  3. Eu não estou afim de sustentar marmanjo de 49 anos, conversando merda o dia todo lá no Carrefour.

    1. Verdade! Se juntam lá na praça de alimentação e passam o dia falando mal da vida do povo e se embriagando com nosso dinheiro.

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Polícia

Sobe para 73 número de mortes após explosão em duto de combustível no México

Foto: Henry Romero/Reuters

O número de mortes causadas por um grande incêndio em um duto de combustível na região central do México no fim da noite de sexta-feira subiu para 73, com outras 74 feridas com graves queimaduras, de acordo com autoridades locais. Outras dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas. Moradores da região estavam coletando gasolina em baldes e latas de lixo, a partir de um vazamento na tubulação, quando houve a explosão.

O acidente ocorreu apenas três semanas após o novo presidente, Andres Manuel Lopez Obrador, lançar uma ofensiva contra gangues de roubo de combustível, que já perfuraram torneiras perigosas e ilegais em gasodutos ao menos 12.581 vezes entre janeiro e outubro de 2018, numa média de cerca de 42 por dia.

Com multidões de pessoas da cidade frequentemente envolvidas, ou ajudando ladrões ou coletando o combustível em recipientes precários, era apenas uma questão de tempo antes de um fogo ocorrer, apontaram autoridades. Houve incêndios em casos anteriores, mas raramente na escala e intensidade do ocorrido nesta sexta-feira.

Segundo testemunhas, uma bola de fogo “engoliu” os moradores que estava próximo ao duto.

Associated Press

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