Judiciário

Venda de 80 mil bens do tráfico financiará polícias

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai acelerar a venda de 80 mil bens apreendidos de traficantes em operações de combate às drogas. Com isso, pretende obter recursos para reaparelhar a Polícia Federal e as estaduais. Segundo o secretário nacional antidrogas, Luiz Roberto Beggiora, serão vendidos carros, alguns de luxo, além de aeronaves, celulares e até fazendas usadas para o plantio. Os bens ainda estão sendo catalogados para cálculo do valor total, mas um leilão de parte desse patrimônio em São Paulo rendeu R$ 3 milhões em 2018.

Quem dá mais? Para facilitar a venda, será criado um site no qual o internauta poderá dar lances online. Avalia-se que atualmente essas ofertas são menores porque só participa dos leilões quem mora no Estado onde são realizados.

Contra o relógio. A Secretaria Antidrogas fará também um trabalho de parceria com o MP para conscientizar juízes da importância de leiloar os bens antes do transitado em julgado. Hoje, a alienação demora de cinco a oito anos, tempo em que o material se deteriora.

COLUNA DO ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Bravo. O mesmo deve acontecer com os bens dos políticos ladrões. Após condenação em segunda instância, estes cretinos têm que perder os bens. Prisão para eles é pouco.

  2. Uma excelente proposta. O Ministro Moro vem se mostrando um dos melhores, senão o melhor , dentre os que fazem o governo Bolsonaro.
    O restante ainda tem que encontrar o rumo e o prumo.

  3. Juízes limitam-se à aplicação de leis como se morosidade não levasse à depreciação, os bens em questão. Já quando se trata da depreciação de seus "minguados" proventos, são bem vorazes.

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Judiciário

Toffoli derruba liminar e eleição para comando do Senado será secreta

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, decidiu na noite desta quarta (9) que a votação para a escolha do presidente e demais integrantes da Mesa Diretora do Senado será secreta. Ele revogou liminar do ministro Marco Aurélio Mello para que os votos fossem abertos. A medida mantém viva a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) ao comando da Casa.

Toffoli analisou pedidos do Senado, do Solidariedade e do MDB, que queriam a eleição fechada. Em sua decisão, argumentou haver previsão expressa no Regimento Interno do Senado para que a sessão seja sigilosa. Além disso, sustentou que uma interferência do Judiciário poderia ferir a autonomia do Legislativo.

“Matérias respeitantes aos atos de organização das Casas Legislativas ou que respeitassem apenas à interpretação do regimento interno de qualquer daquelas casas continuaram sendo abordadas por esta Corte como matéria interna corporis e, desse modo, impassíveis de apreciação pelo Poder Judiciário, sob pena de violação à Separação dos Poderes. Nesse sentido são os diversos julgados”, escreveu, citando a jurisprudência do Supremo.

Ele ressaltou que a votação para a escolha do presidente e do vice também é secreta na Corte Suprema do país e em vários tribunais.

Nesta quarta-feira, mais cedo, Toffoli já havia rejeitado pedido do deputado eleito Kim Kataguiri (DEM-SP) para que a escolha do próximo presidente da Câmara fosse por votação aberta, indicando que adotaria a mesma posição com relação ao Senado.

Calheiros, que já presidiu a Casa quatro vezes e teve o nome envolvido em vários escândalos, não conta com o apoio do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e dificilmente teria êxito em uma votação aberta.

Ele tem como principais concorrentes, no momento, os senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP), Simone Tebet (MDB-MS) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), além dos senadores Major Olímpio (PSL-SP) e Esperidião Amin (PP-SC).

A eleição está prevista para 1º de fevereiro. Toffoli marcou para o dia 7 do mesmo mês a apreciação de sua decisão pelo plenário do Supremo. Cabe aos demais ministros referendarem ou não a medida tomada por ele, de caráter liminar (provisório). É improvável, portanto, uma reviravolta que mude os rumos do processo de escolha da cúpula do Senado.

Na decisão sobre a Câmara, o presidente do STF seguiu a mesma linha de argumentação. Escreveu que a atuação do Legislativo deve ser “resguardada de qualquer influência externa, especialmente de interferências entre Poderes.”

“De fato, conquanto se possa abordar a necessidade de transparência da atuação do parlamentar frente a seus eleitores, de outro lado não se pode descurar da necessária independência de atuação do Poder Legislativo face aos demais Poderes, em especial —pela relação de complementariedade dos trabalhos— face ao Poder Executivo”, afirmou o ministro.

Para Toffoli, “por se tratar de ato de condução interna dos trabalhos, ou seja, interna corporis, o sigilo dessa espécie de votação, também no âmbito do Poder Judiciário, se realiza sem necessidade de que os votos sejam publicamente declarados”, ressaltou o ministro.

Na Câmara, o favorito no momento é Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual ocupante do posto. Ele já conta com o apoio de várias legendas. A manutenção da votação secreta, porém, também mantém vivas as esperanças de desafiantes, como o vice-presidente Fábio Ramalho(MDB-MG), que conta com traições no bloco de apoio de Maia, o que ficaria bastante difícil em escrutínio aberto.

A eleição para as mesas diretoras da Câmara e do Senado, ambas na mesma data, vale para os próximos dois anos. Além de ter o poder de definir a pauta de votações de cada Casa, os presidentes da Câmara e do Senado são, respectivamente, o segundo e o terceiro na linha sucessória de Jair Bolsonaro.

ESTADÃO CONTEÚDO

Opinião dos leitores

  1. BG
    Este nosso País parece não ter jeito, indivíduos "representantes" do povo fazendo eleições as escondidas sem que se saiba em quem votou em quem. UMA VERGONHA.

  2. Toda votação seja ela no Senado Federal, na Câmara Federal, nas Assembléias Legislativas e nas Câmaras Municipais NUNCA deveria ser secreta, pois a população tem o DIREITO de saber em que o seu representante esta votando. Afinal de contas na eleição o Eleitor "assina" uma procuração "em branco" para que o Senador, Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador seja a sua VOZ dentro dessas casas, portanto nada mais justo do que ficar sabendo se o seu representante continua merecendo seu voto.

  3. Com essa decisão ganha a ala corrupta da velha política, infelizmente o Senado será presidido pelo crápula do Renan Calheiros! Deus salve o Brasil…

  4. O sujo julgando o mal lavado. Onde irá parar essa falta de senso e vergonha por parte dos poderes!

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Tecnologia

Perfis no Twitter que faziam uso da imagem da imprensa, jornalistas e políticos são excluídos

A rede social Twitter desativou nesta quarta-feira, 9, ao menos 28 contas satíricas que faziam uso da imagem de veículos da imprensa, personalidades públicas, jornalistas, órgãos públicos, ministros do governo e do próprio presidente Jair Bolsonaro. A ação, entretanto, não foi confirmada pela rede social.

Uma lista com os nomes dos perfis bloqueados começou a circular com as hashtags #sátiranãoéfake, #censuradasparódiasnotwitter e #censuradotwitter. O administrador de uma das contas, relacionada ao Estado, afirmou que o perfil tinha 10 mil seguidores. A estimativa é de que o número de contas desativadas seja maior, já que usuários do Twitter que administravam perfis com menor dimensão também relataram o caso.

Na maioria dos exemplos, os nomes utilizados para os perfis humorísticos eram similares às contas verdadeiras das pessoas ou da imprensa, com pequenos trocadilhos. Muitas vezes, até a mesma foto e descrição é utilizada, com a observação de que se trata de um perfil de sátira.

Até o fim da noite desta quarta, a reportagem localizou diversas outras contas de perfil humorístico, algumas com grande número de seguidores, outras em menor proporção. Novas contas para substituir as bloqueadas também foram criadas, na tentativa de que os administradores recuperem os seguidores perdidos. Segundo as postagens, a prática de desativar contas tem ocorrido desde o mês passado.

O conteúdo divulgado nos perfis varia do compartilhamento de notícias verdadeiras a sátiras em relação a atualidades, além de críticas. Usuários relatam que quase todos tinham viés político de direita, e que o Twitter estaria censurando opiniões da vertente. O administrador da conta satírica excluída que se associava ao Estado chegou a mencionar que o presidente Jair Bolsonaro havia seguido a página pouco antes de ser desativada.

Em nota oficial, o Twitter afirma que: “No intuito de proteger a experiência e a segurança das pessoas que utilizam a plataforma, o Twitter tem regras que estabelecem os conteúdos e comportamentos que permitimos. Quando tomamos conhecimento de potenciais violações a essas regras, como conduta de spam ou evasão de suspensão, fazemos uma análise e adotamos as medidas cabíveis de acordo com nossas regras e termos de serviço”.

Na política de Regras do Twitter, o item relacionado a spam cita “interações e comportamentos automatizados de uma conta, bem como tentativas de iludir ou enganar as pessoas”. A empresa tem ciência de possíveis contas spam através de denúncias, que qualquer usuário pode fazer. A partir disso, cada caso é analisado para decidir se trata-se ou não de um perfil spam.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Finanças

Governo do Estado deverá pagar saldo do 13º de 2017 e saldo da folha de novembro de 2018 nos próximos dias

O Governo do Estado deverá conseguir pagar até o fim do mês o saldo do 13º salario de 2017 para quem falta receber(pensionistas e inativos), e o saldo da folha de novembro de 2018 com os recursos da antecipação dos Royalties do petróleo referente ao ano de 2019.

O Governo Robinson tentou antecipar esses recursos mas o desembargador Expedito Ferreira não liberou já que o quem iria pagar era o governo que iria assumir, no caso o de Fátima Bezerra.

Com Fátima já no comando os recursos devem ser liberados em breve.

Opinião dos leitores

  1. Os governos q passaram sucessivamente foram depenando o dinheiro do fundo previdenciário e todos encobrindo as falcatruas do anterior, o certo seria denunciar e parar de usar esse fundo para outras finalidades. Aí a turma de viseira coloca o problema como se ele tivesse acabado de acontecer. A penúria financeira do RN é resultado de históricos de sucessivas más gestões. Por que a vizinha Paraíba não tem esse problema?

  2. Rir da situação deplorável que os servidores do estado estão passando é algo ridículo da sua parte, se ponha no lugar dessas pessoas antes de fazer piada. Não votei e jamais votaria no governo PT, mas torço para que essa situação se reverta o quanto antes.

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Judiciário

MPRN pede suspensão imediata da cobrança da “Taxa dos Bombeiros”

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) requereu ao Tribunal de Justiça Estadual a imediata suspensão da cobrança da “Taxa dos Bombeiros”, prevista na Lei Complementar Estadual n.º 247/2002, alterada pela Lei Complementar nº 612/2017, que vem sendo cobrada no momento do pagamento do IPVA 2019. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi ajuizada na tarde desta quarta-feira (9).
 
A referida taxa visa cobrir os custos da prevenção e combate a incêndios, busca e salvamento em imóveis localizados no Rio Grande do Norte e em veículos nele licenciados.
 
Segundo o MPRN, tais serviços nunca poderiam constituir objeto de taxa, por serem inerentes à segurança pública estadual. Conforme a ação, seu custeio deve ser arcado com recursos provenientes dos impostos, “visto que são colocados à disposição, indistintamente, de toda a coletividade, e não por taxas, na exata medida em que estas somente podem ser instituídas ‘em razão do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição’”.
 
A ação foi ajuizada sob o nº 0800052-67.2019.8.20.0000.

Opinião dos leitores

  1. Tá na cara que é ilegal, como é que deputados aprovam uma lei dessas, surpreso, manutenção desses órgãos é função do Estado, com recursos do estado e nao o cidadão pagando a uma instituição pra esse fim, afinal de contas os motoristas já pagam seus impostos legais! ILEGAL….

    1. Pode requerer a restituição do indébito, ou seja, a restituição em dobro do valor pago.

    2. Em dobro?
      A repetição é simples. E ainda assim não recebe, imagina em dobro.

  2. Quem se prestou a ler a lei que instituiu essa cobrança notou, de cara, seu absurdo.
    Em resumo é uma verdadeira tungada no contribuinte. Uma das funções dessa "taxa" seria financiar diárias e viagens dos Bombeiros, além de seu reaparelhamento.
    O pior foi o descaramento em cobrar uma taxa de "prevenção de incêndio e resgate em via pública" como se os Bombeiros tivessem condições de prevenir incêndio em mais de 1.200.000 veículos e não tivesse no resgate uma de suas funções.
    Pelo que consta os Bombeiros só iriam apagar um incêndio de um carro ou resgatar uma pessoa se antes comprovasse que a taxa foi paga, senão eles não iriam.
    Imoral, ilegal e inconstitucional. Parabéns ao MP que fechou mais uma boquinha.

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Judiciário

Morre o Desembargador do TRT, José Rêgo Junior

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Morreu nesta madrugada, vítima de um infarto, o desembargador do TRT, José Rêgo Junior. Ele passava um período na praia de Búzios, quando ocorreu a fatalidade. Chegou a ser socorrido, mas faleceu a caminho do hospital.

Rêgo Junior tinha 61 anos e presidiu o TRT potiguar de 2013 a 2015.

Nossos sentimentos a todos os familiares.

Opinião dos leitores

  1. Notícia que entristece toda família Rêgo. Homem simples , honrado que conquistou a admiração e respeito pela postura ética , profissional com que conduziu seu trabalho. Dedicando a família ,foi o apoio para todos, quando da ausência do pai. Construiu uma família linda que se constituiu seu orgulho. Conquistou um vasto círculo amigos que hoje perplexos , se juntam a família num gesto de solidariedade e carinho A todos os nossos sentimentos.Rogo a Deus pelo conforto a família e a acolhida na casa do pai.

  2. Grande homem, um excelente profissional e uma figura impar. Que Deus o receba de braços abertos. Minhas condolências aos familiares.Alexandro Bezerra.

  3. Homem honesto, íntegro, de uma fé admirável e um sorriso contagiante. Uma perda imensurável. Sei o quanto que é difícil aceitar a partida de quem amamos, , e ainda mais quando se trata de um pai, esposo e avô tão presente. Não há palavra ou gesto que agora possa consolar o coração da família, por essa perda tão repentina, mas ele sempre lembrado pelo legado deixado. . Minhas sinceras condolências. Guardem os melhores momentos que viveram juntos e quando a saudade bater forte no coraçoes de vcs as lembranças servirão de consolo. Descanse em Paz ?

  4. Infelizmente muitas pessoas ainda novas têm sido vítimas de enfarte. Meus sentimentos à família e amigos.

  5. Que Deus o guarde e ampare a família nesse momento tão difícil. Um exemplo de advogado, desembargador, jurista. Que sua memória seja honrada à altura.

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Jornalismo

Governo do Estado e servidores chegam a acordo sobre pagamento de salários. Vejam como ficou as datas de pagamentos de janeiro

O Governo do Estado e as entidades sindicais e associativas que representam os servidores públicos do Rio Grande do Norte chegaram a um acordo sobre o pagamento dos salários de janeiro e os encaminhamentos que estão sendo adotados para quitação do passivo das folhas salariais em atraso.

Pela nova proposta, aprovada depois de duas horas de negociações, ficou decidido que nesta sexta-feira, dia 11, será feita a antecipação de 30% do salário bruto dos ativos, inativos e pensionistas, exceto os servidores da segurança pública, que receberão os salários integrais na quarta-feira, dia 16/01 e os órgãos que têm arrecadação própria.

No dia 16 serão pagos os 70% restantes (quitação da folha de janeiro) para quem ganha até R$ 3 mil.

No dia 31 serão pagos os 70% restantes aos ativos, inativos e pensionistas que ganham acima de R$ 3 mil e a folha integral dos servidores de órgãos com arrecadação própria.

O acordo foi firmado na noite desta quarta-feira (09.01), após reunião do Comitê Estadual de Negociação Coletiva, conduzida pelo chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, e pela secretária de Administração, Virgínia Ferreira Lopes. Das 12 entidades sindicais presentes, dez assinaram o acordo ao final da reunião. As outras duas – SindSaúde e Sindasp – levarão a proposta para assembleias das categorias.

“Quero destacar a responsabilidade dos representantes dos servidores, que vêm passando por muitas dificuldades, em função dos salários atrasados, mas reconhecem o esforço que nosso governo vem fazendo nesse período de transição. Encontramos o cofre vazio e um desequilíbrio financeiro violento. Mas, através de um processo amplo e transparente, chegamos a esse desfecho que é, ao mesmo tempo, o governo buscar a regularização do pagamento dos servidores e firmar o compromisso de quitar os salários no menor tempo possível, de acordo com as condições das finanças do Estado, disse a governadora Fátima Bezerra.

O governo também assumiu o compromisso de quitar as folhas salariais em atraso obedecendo a ordem cronológica do passivo deixado pela administração anterior.

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (Sindifern), Fernando Freitas, lembrou que processo de negociação foi aberto, democrático e transparente. “Conseguimos chegar a um denominador comum com relação ao mês de janeiro e com o compromisso do pagamento das folhas em atraso, o que representa um passo significativo para trazer mais tranquilidade aos servidores públicos do Estado”. Para Janeayre Souto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta (Sinsp), o acordo firmado nesta quarta-feira (9) se constituiu em um avanço significativo entre as relações do governo e das entidades representativas dos servidores. “Esperamos continuar as tratativas com a transparência que foi feita hoje, quando nos mostraram os números do estado e as condições para regularizar as dívidas com os servidores”.

FOLHA SALARIAL

Janeiro de 2018

Dia 11:

1- antecipação de 30% do salário bruto, sem descontos, a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas, exceto os servidores da área da segurança pública e dos órgãos que tem arrecadação própria.

Dia 16

Antecipação da complementação dos 70% dos servidores que recebem até R$ 3 mil.

Antecipação integral dos salários dos servidores da área de segurança pública ativos, inativos e pensionistas

Dia 31

1 – pagamento de 70% do mês de janeiro dos servidores ativos, inativos e pensionistas, que recebem acima de R$ 3.000,00;

2 – pagamento integral do mês de janeiro aos servidores de órgãos com arrecadação própria.

Opinião dos leitores

  1. Kkkk, e uma piada.. Quer dizer que vão passar a borracha e fingir q não existe atrasado a ser pago e só vai valer a partir desse ano?
    Isso tudo sem qq perspectiva (proposta) de quitação dos atrasados, nem q fosse o pagamento de 8.5% ao mês incrementado nas remunerações…..

  2. Parabéns governadora por ter a coragem de enfrenta o problema da frente e não enfiar a cabeça num buraco e apertar o botão do foda-se servidores

  3. A PELEGADA dos PTralhas sindicatos decidiram por eles mesmo oque a economia do RN precisa ,é muita ARROGÂNCIA DESSE POVO ,se fosse qualquer outro governo sem ser os PTralhas,estariam gritando greve ,POVO IMUNDO

  4. Sindicatos pelegos que já começaram a ceder aos encantos do governo. Mas, não devemos esperar nada diferente de quem apoia o PT.

  5. Quem se lascou mesmo foram os servidores, agora nem quem os defendam tem. Sindicatos pelegos. Até o impeachment de Fatão, vai ser muito sofrimento, pagamento atrasados, caos generalizado e as entidades representativas dos trabalhadores, caladas, sem dar um pío.

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Polícia

Delegado de Homicídios cuidará exclusivamente do caso Marielle Franco

Ao tomar posse hoje (9), como diretor do recém-criado Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no Rio de Janeiro, o delegado Antônio Ricardo disse que Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios da Capital, será mantido no comando das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes.

Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março do ano passado, ao sair de um evento político no centro do Rio. O delegado Antônio Ricardo disse que a investigação avançou muito e que tem riqueza de evidências dos suspeitos de envolvimento no crime.

“O delegado Giniton ficará exclusivo nesse caso. Nós vamos colocar mais delegados e mais agentes na Delegacia de Homicídios. A equipe que está à frente da investigação já me apresentou o trabalho [que vem sendo feito ao longo desses meses].”

Avanços

Na avaliação do delegado Antônio Ricardo, o trabalho está bem avançado. “Eu não posso prever prazos de conclusão, mas eu posso afirmar que a investigação avançou muito. Temos suspeitos e uma série de dados ainda em análise, e não queremos concluir essa investigação com a menor margem de dúvida para a defesa. Queremos concluir a investigação o quanto antes, mas com a maior riqueza de provas possível”, afirmou.

O diretor do DHPP evitou associar a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes à motivação política.

“Eu vou manter neste momento o sigilo, até porque há uma ordem judicial nesse sentido. Eu reafirmo que a investigação está bem avançada. Nós temos suspeitos da prática desse crime. Nós temos uma riqueza de evidências, mas nós não queremos que essas evidências depois sejam questionadas em juízo. Ao ponto que essas pessoas que efetivamente cometeram esse crime sejam condenadas na Justiça”, afirmou o delegado.

Antônio Ricardo informou que vai reforçar o Núcleo de Crimes Contra |Policiais com mais delegados e agentes. Segundo ele, os líderes do tráfico de drogas que, eventualmente, tiverem seus integrantes envolvidos nos casos de homicídio contra policiais também responderão por esses crimes, com pena de que prevê reclusão de 20 a 30 anos.

“Matou policial, nós vamos buscar o mínimo de elementos para vincular a quadrilha e imputar [a culpa] às lideranças. Então as lideranças que insistirem nessa prática terão acréscimo de ordens de prisão”, afirmou.

Agência Brasil

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Economia

Ministério da Economia nomeia novo secretário de Gestão de Pessoal

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (9), a nomeação do novo secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal (SGP), Wagner Lenhart. Esta secretaria integra a estrutura da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Segundo o ministério, entre as atividades da secretaria está a formulação de políticas e diretrizes para o aperfeiçoamento contínuo dos processos de gestão de pessoas no âmbito da administração pública federal. “Além disso, a SGP é responsável pela promoção da interlocução aberta e produtiva nas relações de trabalho na administração pública federal direta, autárquica e fundacional”, informou o governo, em nota.

Perfil

Antes de assumir o cargo no governo federal, Lenhart foi chefe de gabinete em duas secretarias da Prefeitura de São Paulo. Na Secretaria Municipal de Gestão, o secretário trabalhou entre janeiro de 2017 e setembro de 2018. A partir desta data, Lenhart atuou na chefia de gabinete da Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias.

De acordo com informações da assessoria da pasta, Lenhart é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem MBA em Gestão Empresarial pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e especialização em Direito do Estado, também pela UFRGS.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Política

Aumento de participação popular nas eleições amplia democracia no Brasil em 2018, afirma Economist

O nível de democracia no Brasil aumentou em 2018, segundo índice da revista britânica Economist, mas o país segue sendo classificado como uma “democracia falha” e perdeu uma posição no ranking produzido pela publicação desde 2006.

O estudo da Economist Intelligence Unit, braço de análise e consultoria da revista, atribui a melhora brasileira em parte ao crescimento da participação política da população durante o processo eleitoral. A nota do Brasil nesse segmento do Índice da Democracia passou de 6.11 para 6.67.

“2018 foi um grande eleitoral na América Latina, e um grande teste para os quesitos de processo eleitoral e pluralismo, com mudança de governo em oito países, representando a maioria da população da região: Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Paraguai e Venezuela. De longe, essas transferências de poder ocorreram pacificamente e sem incidentes. O alto nível de engajamento ficou evidente onde houve grande participação eleitoral ou onde os eleitores mais compareceram às urnas.”

A publicação ainda comenta a retomada do populismo na região, tanto de esquerda (no México, com Andrés Manuel López Obrador) quanto de direita (no Brasil, com Jair Bolsonaro).

“A despeito do discurso duro de Bolsonaro, é López Obrador que pode ter um impacto maior na democracia – para o bem ou para o mal. López Obrador tem maioria nas duas Casas legislativas, fazendo com que ele seja o presidente mais poderoso desde o retorno do México à democracia em 2000.”

Tachado de ameaça à democracia pela Economist em 2018, o presidente brasileiro foi avaliado com menos preocupação no estudo. “Bolsonaro, que assumiu o cargo em 1º de janeiro, tem, até agora, moderado seu discurso desde sua vitória eleitoral, talvez reconhecendo a dificuldade de assegurar apoio parlamentar a sua agenda.”

O Brasil caiu uma posição no ranking, passando da 49ª para a 50ª, e segue sendo classificado como uma “democracia falha”. No entanto, a nota do país subiu para 6,97, contra 6,86 na escala de 0 a 10 do Índice da Democracia em 2017.

Para Fiona Mackie, analista de América Latina da Economist Intelligence Unit, a perda de uma posição no ranking pelo Brasil se deve mais à movimentação de outros países.

O aumento da participação política das sociedades no mundo em 2018, com mais gente votando e protestando, fez com que pela primeira vez em três anos o nível do estado da democracia global não caísse no Índice de Democracia da Economist.

De maneira geral, não houve melhora na qualidade democrática global, segundo o relatório. Mas é notável que houve um engajamento maior de eleitores, mesmo com uma tendência mundial de falta de confiança e desilusão com as instituições políticas tradicionais.

O estudo, que avalia 165 países e dois territórios, leva em consideração as notas de 0 a 10 de 60 indicadores que são agrupados em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionamento do governo, participação política e cultura política.

Com base nos pontos em cada quesito, os países foram classificados como “democracias completas”, “democracias falhas”, “regimes híbridos” e “regimes autoritários”.

O relatório de 2018 recebeu o nome de “Eu Também?: Participação política, protesto e democracia”, em referência ao movimento #MeToo (Eu também, em inglês), contra assédio e agressão sexual, que surgiu como uma hashtag no fim de 2017 após as denúncias de assédio sexual em Hollywood.

“A desilusão com os partidos políticos tradicionais e sua capacidade de abordar claramente seus pontos fracos na prática da democracia tem alimentado de forma mais ampla o apoio aos valores democráticos, à crença de que os sistemas democráticos garantem maior prosperidade econômica e segurança”, diz o relatório.

O Índice da Democracia também aponta que, pela primeira vez em anos, houve aumento da participação das mulheres na política, com leis discriminatórias e “obstáculos socioeconômicos” sendo derrubados em vários lugares. Entre os principais avanços nesse quesito, destaca o estudo, está o número recorde de mulheres eleitas para o Congresso dos EUA em 2018.

A Noruega continua em 1º lugar no ranking, sendo considerada uma “democracia completa”, seguida respectivamente por Islândia (2º), Suécia (3º), Nova Zelândia (4º), Dinamarca (5º), Canadá (6º), Irlanda (7º), Finlândia (8º), Austrália (9º) e Suíça (10º).

Entre os 20 países com maior pontuação no ranking, apenas dois são da América Latina: Uruguai (15º) e Costa Rica (20º).

A Costa Rica, aliás, foi o único país que migrou da classificação “democracia falha” para “democracia completa”.

Já o único país a ser rebaixado de categoria foi a Nicarágua, que passou de “democracia híbrida” para “regime autoritário”. Segundo a publicação, são regimes autoritários aqueles em que não há eleições livres e justas, em que há desrespeito, abuso e violações das liberdades civis, não há um Judiciário independente nem liberdade de imprensa.

A Venezuela, considerada um regime autoritário pelo estudo, caiu 17 posições —agora está em 134º lugar.

Outros países que registraram queda no ranking: a Itália, que viu nas eleições legislativas de 2018 a vitória de movimentos eurocéticos e anti-imigração, perdeu 12 colocações, passando para a 33ª posição, a Turquia (110ª) perdeu 10 e a Rússia (144ª), 9.

De olho em 2019

O Índice da Democracia 2018 da Economist aponta a melhora de alguns pontos dentro das medidas de participação política no mundo. O estudo diz que houve um grande aumento no número de pessoas no mundo todo dispostas a participarem de protestos.

A publicação também aponta que aumentou o interesse da população em acompanhar os assuntos políticos por meio de notícias e que houve a diminuição do analfabetismo entre adultos, o que estaria relacionado com o aumento do engajamento.

“O índice mostra que mesmo que as pessoas não acreditem nas instituições, elas continuam acreditando na democracia e participando, mesmo sem estar felizes”, afirma a analista Mackei.

Dentro desse contexto de maior participação política, ela destaca o alto engajamento dos brasileiros durante as eleições presidenciais. “Mesmo havendo uma grande desilusão com as instituições políticas, principalmente por causa da corrupção nos últimos anos, vimos importantes mudanças no Brasil e no México, por exemplo, que tiveram eleições. No Brasil, o processo eleitoral, apesar de bastante polarizado, foi livre e justo, e houve muito engajamento da população”, diz.

“Outra coisa interessante que notamos sobre o Brasil na pesquisa é que apesar de muito se falar sobre o presidente Jair Bolsonaro, que é ex-militar, apoiar os militares, seus eleitores não apioam a volta de um regime autoritário, mesmo estando a favor da agenda de Bolsonaro.”

De acordo com Mackei, mesmo que o Brasil também tenha tido um aumento no indicador de participação política, é necessário prestar atenção nos outros indicadores que são usados para definir o Índice da Democracia, como os relacionados ao funcionamento do governo e à cultura política.

“Nosso índice não é apenas sobre liberdades civis ou sobre o processo eleitoral. Na parte dos processos legais, como ter eleições justas e livres, por exemplo, o Brasil vai bem. Mas vai mal no que diz respeito ao funcionamento do governo, com corrupção, falta de transparência nas contas. Isso enfraquece a política e aumenta a falta de confiança nos políticos.”

A analista diz que, agora, é preciso prestar atenção no que vai acontecer em 2019, com novos governos considerados populistas. “Quando populistas chegam ao poder sempre se questiona o que pode acontecer com as liberdades civis e com o funcionamento do governo.Não temos certeza do que o governo vai fazer.”

BBC Brasil

Opinião dos leitores

  1. É gopi, aqui o partido que se intitula de participação popular e que representam os trabalhadores apóia a Venezuela e diz que lá é o modelo a ser seguido, inclusive sua presidenta tá indo pra posse, dizendo que maduro é o único a representar a verdadeira democracia na América do sul.

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Política

Governo Federal deve mandar ao Congresso PL que altera execução de penas em fevereiro

O governo federal deve enviar em fevereiro um projeto de lei ao Congresso para alterar regras e procedimentos de execução de penas. A proposta deve alterar pontos da Lei de Execuções Penais e do Código de Processo Penal. A informação foi divulgada pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, em conversa com jornalistas após sair de encontro com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, hoje (9) em Brasília. O ministro Sérgio Moro havia mencionado a intenção, sem detalhar o teor das mudanças, em seu discurso de posse.

Segundo o político capixaba, o projeto visa alterar normas “para que facilite procedimentos e possa dar dinamismo aos processos de execução penal”. Casagrande acrescentou que uma primeira redação será submetida aos governadores de estado até o fim de janeiro para que possam apresentar avaliações e sugestões. Em fevereiro, o projeto de lei será enviado ao Congresso.

Videoconferência e tornozeleiras eletrônicas

Perguntados sobre se o ministro Moro teria adiantado o teor das mudanças que constariam no projeto, Casagrande respondeu que “pontos como esse da videoconferência, que hoje é uma exceção, poderá virar regra”.

O governador acrescentou que “acha” que o recurso das tornozeleiras eletrônicas também poderá ser tratado no texto. O governador do Espírito Santo considerou a dinamização destes dois pontos importantes. Citou como exemplo o estado, onde em 2018 foram realizadas 32 mil escoltas de presos para audiências.

“Isso [audiências] pode ser feito por meio de videoconferência. Muitas vezes um carro quebra, isso atrasa, o preso vai ter que ser conduzido a uma audiência daqui a dois meses e não precisava estar preso. Temos que agilizar procedimentos e usar tecnologia para que a gente possa endurecer para quem comete crime mais grave mas, ao mesmo tempo, que a gente qualifique as prisões, se não os estados não suportam o custo do sistema prisional”, disse.

Em seu discurso de posse, Moro havia mencionado algumas intenções de mudança na legislação atual, como impedimento de progressão de pena para membro de organização criminosa, execução imediata após decisão de Tribunal do Júri e estabelecimento como regra da prisão após condenação em 2ª instância.

Sistema prisional estadual

A preocupação de Renato Casagrande com a agilização da execução penal está relacionada à situação do sistema prisional do Espírito Santo. Ele disse que apresentou a Moro o quadro local. Hoje as unidades prisionais têm 9 mil mais detentos do que as vagas disponíveis. Segundo ele, em números aproximados há hoje no estado 23,3 mil presos, mas as unidades comportam 13,8 mil.

“O relato foi para que a gente possa preventivamente evitar qualquer instabilidade no sistema prisional. Hoje temos uma situação controlada, mas frágil. Temos que avançar na videoconferência, na tornozeleira eletrônica para que a gente dê agilidade”, disse. Apesar de considerar controlado, Casagrande classificou a situação como “uma bomba relógio, que pode explodir”.

O governador afastou possibilidade de pedido de apoio da Força Nacional, como no caso do Ceará e do Pará, e disse que o sistema de inteligência estadual não detectou qualquer risco de rebelião ou descontrole nas cadeias locais. Casagrande informou que um grupo de trabalho foi formado para buscar agilizar as execuções penais com representações do governo estadual, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Judiciário local.

Em relação às despesas, Casagrande informou que o orçamento da Secretaria de Segurança Pública aumentou 23% no ano passado, frente a um incremento no orçamento geral da administração estadual de 7%, mas não solicitou apoio financeiro.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitando mais informações sobre o projeto de lei, mas o teor da proposta não foi disponibilizado.

Agência Brasil

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Política

Toffoli rejeita ação contra extinção do Ministério do Trabalho

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, rejeitou hoje (9) pedido feito pela Federação Nacional dos Advogados para suspender a decisão do governo federal que exinguiu o Ministério do Trabalho e determinou a redistribuição das atribuições da pasta entre outros ministérios.

Na decisão, Toffoli entendeu que a federação não tem legitimidade legal para entrar no Supremo com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) para questionar a extinção. Na ação, a federação alegou que as medidas dissolveram a estrutura de proteção ao trabalho.

“No âmbito das organizações sindicais, apenas as confederações sindicais estão legitimadas à propositura de ações de controle concentrado. Sindicatos e federações, ainda que possuam abrangência nacional, não se inserem no rol dos legitimados a tanto”, decidiu o ministro.

A redistribuição de parte das atribuições da pasta foram definidas pela Medida Provisória (MP) 870/2019, que repassou ao Ministério da Economia a maioria das funções.

Dentro da pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes, a Secretaria Especial de Fazenda comandará o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo aos Trabalhadores (Codefat), que administra o seguro desemprego e o abono salarial, entre outras atribuições.

A área de qualificação profissional ficará a cargo da Secretaria Especial de Produtividade. No entanto, a concessão de registros sindicais passará para o Ministério da Justiça.

Agência Brasil

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Política

Ministério Público espera Flávio Bolsonaro para explicações sobre caso Coaf nesta quinta

O Ministério Público do Rio espera o senador eleito pelo Rio, Flávio Bolsonaro (PSL), nesta quinta-feira, 10, para depor sobre movimentações financeiras atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em uma conta de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Porém, nem a sua assessoria nem a do órgão confirmam se Flávio realmente vai comparecer. Por prerrogativa parlamentar, Flávio pode escolher dia, hora e local para depor. Ele não é obrigado a ir.

Questionada nesta quarta-feira, 9, se o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai ao MP, a assessoria do parlamentar respondeu apenas que “o senador não vai dar esse tipo de informação à imprensa”.

No dia 11 dezembro, Flávio havia emitido uma nota afirmando que “seguia à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades, se instado for, no citado assunto”.

Na terça-feira, 8, as filhas e a mulher de Queiroz faltaram ao depoimento que iriam prestar ao Ministério Público. O ex-funcionário, apontado num relatório do Coaf com movimentações atípicas em sua conta, também faltou duas vezes a depoimentos alegando questões de saúde.

Queiroz disse ao jornal O Estado de S. Paulo que esclarecerá “em breve” o assunto, mas não disse quando daria as explicações. Reclamou de, em suas palavras, ter sido tratado como “o pior bandido do mundo”.

Segundo o Coaf, o então assessor de Flávio movimentou em uma conta bancária R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017. Da mesma conta saíram R$ 24 mil depositados em nome da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Também foram citados depósitos na conta do ex-assessor, feitos por suas filhas Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, e pela mulher de Queiroz, Marcia Oliveira de Aguiar, que foram lotadas então no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na conta de Queiroz. Outros funcionários do gabinete também foram identificados em depósitos da conta do policial, sempre próximos a data de pagamento na Alerj.

Nathalia, que é personal trainer, já foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até o mês de novembro.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. E o do pt que movimentou 40 vezes mais que o Queiroz, não vai ser nem chamado pra explicar os 49 milhões com ele? E o do PDT, MDB, PSOL todos que foram flagrados pelo COAF com valores bem superiores ao que o assessor do Flávio. É de desconfiar que esses outros estão sendo protegido ou querem prejudicar a imagem direcionando acusações só com intuito de prejudicar parente de Bolsonaro, isso só pode ser como represália das quadrilhas que estavam roubando no poder.

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Saúde

Procuradoria cobra Ministério da Saúde sobre retirada da cartilha ‘homens trans’

A iniciativa do Ministério da Saúde em retirar do ar a cartilha “Homens Trans: vamos falar sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis?” motivou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, a oficiar nesta quarta-feira, 9, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber Oliveira, em busca de esclarecimentos sobre o assunto.

No ofício, foi fixado prazo de 20 dias para que o Ministério da Saúde se pronuncie. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação e Informação da Procuradoria.

“De acordo com informações veiculadas pela imprensa, a divulgação da cartilha teria sido suspensa, conforme alegação do próprio Ministério da Saúde, em virtude da necessidade de revisão e correção do material”, assinala a Procuradoria.

O procurador Sérgio Gardenghi Suiama, coordenador do grupo de trabalho Direitos Sexuais e Reprodutivos da PFDC, solicitou os subsídios técnicos que demonstrassem a necessidade de alteração do documento.

A publicação, elaborada em conjunto com entidades que representam pessoas transexuais, foi lançada em julho de 2018 e apresentava orientações para evitar infecções por doenças sexualmente transmissíveis, bem como os direitos dessa população à assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O procurador requisitou, ainda, um posicionamento quanto à procedência de afirmação atribuída ao atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, segundo a qual não haveria política pública de prevenção para a Aids, uma vez que se tratava de questão moral.

Estadão Conteúdo

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Educação

Governo Bolsonaro anula mudanças em livros didáticos

O governo de Jair Bolsonaro informou que vai anular as mudanças nos critérios de avaliação dos livros didáticos, depois que a medida foi divulgada pelo Estadão. Tinham sido retirados do edital a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão.

Em nota divulgada na noite de hoje, o governo informou que “os erros foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC” e enviada em 28 de dezembro de 2018 ” O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, vai tornar “sem efeito” o aviso de retificação do edital. A decisão foi tomada mais de 6 horas depois de o Estadão revelar a mudança.

O ex-ministro da Educação na gestão de Michel Temer, Rossieli Soares, no entanto, disse que “não pode se responsabilizar” pelos erros que foram cometidos já na gestão Bolsonaro. O “aviso de alteração” saiu no Diário Oficial no dia 2 de janeiro. Integrantes da atual equipe já trabalhavam na transição dentro do MEC desde dezembro.

Segundo Rossieli, em dezembro, foi pedida uma única mudança no edital para esclarecer regras sobre arquivos de áudio que acompanham os livros didáticos. “Nós não pedimos nenhuma alteração que diminua o papel da mulher ou do quilombola, pelo contrário, fizemos a uma retificação em outubro que deixou mais clara a importância disso”, afirmou Rossieli, que é agora secretário de educação do governo João Doria, em São Paulo.

Entre os outros trechos que haviam sido mudados estava o que dizia que as obras deveriam “promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo, valorizando seus valores, tradições, organizações, conhecimentos, formas de participação social e saberes”.

Metade de um item que se referia às mulheres havia sido cortado. Ele dizia os livros deveriam dar “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher”.

Com a anulação da medida será mantida também a menção de que ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. A versão publicada pelo MEC não tinha esse trecho.

O Estadão conversou com uma servidora do MEC que contou que havia uma versão do edital sem todas essas menções em agosto. E que ela mesma pediu alterações para que ficasse mais claro que não poderia haver erros e que as referências bibliográficas eram cruciais. Ela também requisitou que o texto deixasse mais clara a necessidade de valorização dos quilombolas e mulheres nos livros didáticos. Todas essas mudanças foram feitas e publicadas em 1 de outubro. Em dezembro, a mesma servidora pediu novas modificações, relacionadas aos arquivos de áudio, como mencionou o ex-ministro.

No dia 2 de janeiro foi publicado no Diário Oficial um link para uma versão que não tinha as mudanças feitas em outubro, aquelas que tornavam mais evidente a questão da mulher e do quilombola. O texto é semelhante ao que existia em agosto, mas com as mudanças sobre arquivos de áudio pedidas em dezembro.

Quem assina o “aviso de alteração” é um presidente substituto do FNDE, órgão do MEC que cuida dos livros didático, Rogério Fernando Lot. O presidente do FNDE na gestão Temer Silvio Pinheiro, já não estava mais trabalhando no MEC.

A nota do MEC hoje diz ainda que o “reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital.”

As mudanças estavam no anexo 3 do edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que fala sobre os “Critérios para Avaliação das Obras Didáticas”. A data do documento retificado é de 28 de dezembro, quando a equipe de Bolsonaro trabalhava na transição dentro do MEC.

Estadão Conteúdo

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Educação

Ministro de Temer nega autoria de edital de livros publicado por Bolsonaro

O ex-ministro da Educação Rossieli Soares Silva negou que são de autoria do governo Michel Temer as alterações contidas no edital de compra de livros didáticos, que havia deixado de exigir das editoras referências bibliográficas e o compromisso com a agenda da não violência contra as mulheres, promoção das culturas quilombolas e dos povos do campo.

Após a Folha revelar as alterações do edital, o ministério da Educação o governo Bolsonaro soltou nota afirmando que as alterações eram de responsabilidade do governo anterior e que iria anulá-las, mantendo o texto original.

“Nossa gestão nunca discutiu essas questões. Na verdade, em retificações anteriores deixamos mais claras questões como relacionadas às mulheres”, disse o ex-ministro à Folha. “Todos os atos a partir do dia 1º de janeiro são de responsabilidade do novo governo.”

Silva encaminhou à reportagem arquivo com as alterações pedidas por sua equipe ao edital e que não incluem os trechos polêmicos. São 14 alterações de redação de trechos, principalmente sobre regras para desclassificação de obras que não tivessem arquivos de áudios.

A reportagem pediu esclarecimentos ao MEC na tarde de terça-feira (8) e somente após a publicação, no início da tarde de quarta, e repercussão negativa da reportagem o ministério da Educação de Bolsonaro divulgou nota.

Segundo a Folha apurou, a equipe de transição de Bolsonaro acompanhou todos os últimos atos da pasta. Houve 17 encontros e o processo de transição começou no dia 3 de dezembro. Em nota, o ministro Ricardo Vélez informou que o texto retificado será anulado. “O MEC reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital”, diz a nota.

A nova edição do edital do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) de 2020 foi publicado no dia 2 de janeiro, segundo dia do governo Bolsonaro.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Não bom mesmo é a educação que nossos estudantes tem hj,pois muitos saem do segundo grau sem nem mesmo saber ler!

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