Cultura

Tragédia deve servir para fortalecer museus, afirma especialista

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Coordenador do Sistema Nacional de Museus do Uruguai, o especialista Javier Royer espera que o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, ocorrido no último domingo (2), sirva para fortalecer a importância do papel dessas instituições.

“Espero que a tragédia se transforme em algo permanente e que fortaleça os museus e sua dimensão social, o seu papel na sociedade, a sua pertinência social. O museu não é só para contar o passado; nos dá elementos para interpretar o que está acontecendo agora e para sabermos onde queremos ir”, afirmou o especialista em entrevista à Agência Brasil.

Javier classificou o incêndio no Museu do Rio como uma perda mundial irreparável. “Uma desgraça e um evento terrível para o campo museológico do Brasil, particularmente dadas as características que tinha o museu.”

Reunião Mercosul

Ele adiantou que, na próxima semana, haverá uma reunião do comitê técnico de museus do Mercosul em que participarão quase todos os países da América do Sul. Na ocasião, serão discutidas formas de as nações colaborarem com a reconstrução do museu brasileiro.

“Estamos abertos a colaborar com o que for possível. Na medida em que possam entrar [nos escombros] e avaliar qual é a situação, sobretudo em relação às coleções e o que conseguiram recuperar, é que se definirá como vão reconstruir o museu, como será esse novo projeto”, afirma.

Javier acredita que o Uruguai poderá ceder profissionais e técnicos para contribuir com os trabalhos, mas dificilmente terá condições de apoiar financeiramente o Brasil.

Investimentos

Royer destacou a necessidade de valorização do patrimônio museológico e de investimentos a longo prazo no setor.

“O sistema em que vivemos, com o consumismo e as novidades permanentes, gera certo desapego e a noção de que não é necessário conservar, onde é tudo descartável. Mas há muitas coisas que não são descartáveis. Tem a ver com o que se entende como valioso. E isso é algo que nós, dos museus, temos que trabalhar, pois o patrimônio é parte da memória do mundo”, destacou.

Javier reconhece que nem sempre é possível evitar danos ao patrimônio, mas detalha a experiência do Uruguai que investiu em políticas de prevenção de riscos de origem natural (inundações, queda de árvores, etc) e humana (roubos, vandalismo, depredações).

“Em 2010, quando eu assumi [a coordenação nacional do sistema de museus], não tínhamos nenhum museu com sistema de segurança. Hoje, todos os museus vinculados têm. Estou falando de sensores de fumaça, de incêndio, câmeras de vigilância e sensores contra furto. Foi feito um investimento e seguimos fazendo porque a tecnologia vai mudando e temos que atualizar esses sistemas eletrônicos”, destacou.

Conservação

O especialista destaca que a conservação é o maior desafio para o setor museológico.

“Nunca tivemos, pelo menos nos museus vinculados ao sistema nacional de museus uruguaio, um edifício feito especialmente para ser um museu. Sempre tivemos que adaptar edifícios, muitas vezes históricos, como é o caso do Rio. E esses edifícios, classificados como monumentos históricos, têm restrições quanto a obras – não podemos fazer saídas de emergência com uma porta enorme, corta-fogo. Isso tudo gera dificuldades.”

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Polícia

Moradores da pensão de Adélio dizem que ele era estranho e calado

Calado, muito reservado e de raras palavras. Essa é a impressão das poucas pessoas que conheceram Adélio Bispo de Oliveira, na pensão de número 295, da Rua Oswaldo Cruz, no centro de Juiz de Fora. O local, uma casa simples, escondida por uma árvore que cobre quase toda a fachada, não chama a atenção e destoa das outras residências e edifícios ao redor, todos de classe média alta.

Ele pagou adiantado R$ 400 por um dos melhores e maiores quartos da pensão. Alguns quartos são menores e custam a partir de R$ 290 a mensalidade. A comida é à parte e os moradores, a maioria trabalhadores do comércio ou aposentados, se vira como pode para se alimentar.

“Ele morava aqui há pouco tempo. Mas ele era muito calado. Não falava com ninguém. Saia, entrava, mas nunca falava com ninguém, nunca. Eu achava ele estranho. Não se comunicava com a gente. Disse que veio para cá para arrumar emprego. Só disse isso”, disse o ferroviário aposentado Uiraquitã Leite Moreira.

Quando ficou sabendo o que Adélio tinha feito, Uiraquitã admite que ficou com medo. “Assassino, eu fiquei até com medo. Foi um susto. O cara fazer isso, poderia pegar qualquer um de nós. Era meio doido. O mal, quando menos se espera, chega. E estava do meu lado, aqui dentro”, refletiu.

A presença do criminoso era tão discreta, que alguns moradores da pensão dizem que jamais o tinham visto. “Eu nunca o vi. Não sei quem é não! A minha porta dá direto para a rua. Quando eu fiquei sabendo do que tinha acontecido, pensei que ele também pudesse ter feito alguma coisa com a gente aqui. Dizem que ele não conversava com ninguém”, disse o também aposentado Evangelho dos Anjos Luiz.

Cansados de falar com a imprensa, que tem procurado a pensão em busca de informações desde o dia do atentado, alguns moradores saem às pressas e evitam entrevistas. Para falar com eles, só mesmo acompanhando ao longo do trajeto, caminhando sem parar.

“Eu não posso parar, pois estou atrasado. Fiquei muito surpreso com o que aconteceu. Ele estava na pensão só há duas semanas. Eu passei duas vezes por ele, cumprimentei, e ele só balançava a cabeça. Eu senti que tinha uma energia ruim nele. Era um cara fechado”, disse o garçom Sérgio, que preferiu não dar o sobrenome, enquanto descia a ladeira.

Sérgio contou que ouviu do dono da pensão, Ronaldo, que Adélio disse ser da igreja e que ira orar por sua esposa, que está com câncer. Embora a defesa de Adélio sustente que ele agiu sozinho, o garçom acredita ser mais provável que o vizinho tenha agido com outras pessoas.

“Acho que sozinho ele não agiu. Isso aí foi armado. O cara já sabia que o Bolsonaro vinha para cá e pegou um local perto do evento. É ruim, porque esta pensão é igual à nossa casa e agora fica muito visada”, lamentou Sérgio. A pensão fica a apenas a 1 km do local onde o candidato foi esfaqueado, onde se chega em pouco mais de 10 minutos de caminhada.

O dono da pensão foi ouvido pela Polícia Federal, que mandou lacrar o quarto de Adélio.

Para a advogada Cibele Romanel, vizinha da pensão e conhecida dos donos, a ação de Adélio também teve a ajuda de outras pessoas. “Eu fiquei bastante assustada. Você não espera que uma pessoa dessas esteja próxima. Ele podia ter pego a gente. Mas a minha opinião é que isso foi bem articulado. Você não faz uma coisa dessas sozinho. O cara sabia que o Bolsonaro ia vir aqui para o centro, procurou uma pensão do lado e pagou adiantado, muito estratégico. Essa tese que ele fez tudo sozinho não cola”, disse a advogada.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Isso tudo foi articulação da esquerda, sabe que Bolsonaro é uma ameaça que pode tirar o PT do poder, e a esquerda faz de tudo para eliminar os seus adversários
    É sim

  2. Ele agiu igual o cara que assassinou jonh Lennon…. chegou dias antes, programou e realizou. Só que esse teve apoio por fora.
    Não fiquem surpresos esse cara que quase matou o Bolsonaro não voltar como candidato nas próximas eleições.

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Polícia

Adepol e InPACTA entregam relatório de pesquisa sobre segurança a candidatos ao Governo

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol/RN) irá entregar no próximo dia 11, a todos os candidatos ao governo do estado, o estudo proveniente da campanha “Eu Decido a Segurança do RN”. Foram muitas avaliações e propostas registradas em todas as mesorregiões do estado e tudo está sendo compilado num grande documento a ser disponibilizado aos governadoráveis. “A campanha foi uma surpresa positiva para nós, já que não imaginávamos que o engajamento da população seria tão grande”, avaliou a delegada Paoulla Maués, presidente da Adepol/RN.

A pesquisa esteve à disposição do público em um site, durante todo o mês de agosto. Nela as pessoas respondiam a simples perguntas objetivas sobre a violência que acomete o nosso estado e no final podiam escrever em linhas livres suas ideias para melhorar a situação da segurança pública. “O mais interessante é que por reiteradas vezes observamos pedidos de participantes no sentido de que suas opiniões fossem de fato ouvidas e o resultado da pesquisa fosse levado à sério pelos candidatos ”, contou a delegada. Todos os dados estão sendo analisados e descritos por professores da Universidade Federal do RN que compõem a incubadora IN-Pacta.

Segundo o professor do mestrado profissional de tecnologia e inovação da UFRN e coordenador da pesquisa, Gláucio Brandão, da forma como foi abordada, a pesquisa tende a ser um marco no que diz respeito à Estatística Inteligente. “A metodologia usada, baseada em Inteligência Artificial (IA), foi capaz de apontar correlações não perceptíveis pela estatística convencional.”

Segundo o especialista, a pesquisa conseguiu correlacionar dados aparentemente distantes como IDH, gfênero, aixa etária, a infraestrutura policial e os tipos de crimes como nunca antes havia sido feito. “Além disso, conseguimos gerar um árvore de decisão capaz de sugerir diretrizes para os gestores no tocante à segurança”, observou Gláucio Brandão.

No dia 11, na Assembleia Legislativa, os pesquisadores irão apresentar os relatórios da pesquisa e em seguida os candidatos ao governo receberão em mãos os estudos. Foram convidados para a ocasião advogados, promotores, magistrados, auditores fiscais, membros de instituições religiosas, entidades representativas de classe, FIERN, CDL, policiais civis e militares e representantes da classe política do nosso estado como deputados federais, estaduais e vereadores, entre outras autoridades políticas.

A entrega do relatório está marcada para as 10h30 e todos os candidatos foram convidados.

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Política

Marina diz que eleições são possibilidade de fim à polarização

A ex-ministra Marina Silva, presidenciável da Rede, comparou neste sábado, 8, o atentado contra o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, com o assassinato de Marielle Franco e os tiros dados contra um ônibus da caravana do ex presidente Lula. “Fico pensando: Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo, o que poderia ter acontecido”, disse a ex-senadora. Ela ainda defendeu o uso do respeito contra a violência e disse que as eleições 2018 podem encerrar o ciclo de polarização no qual o País entrou.

“O que vai nos defender contra a violência não é um arma na mão. É o amor e o respeito uns pelos outros dentro do coração, independente de cor, raça e ideologia”, afirmou a candidata, que foi à Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, para fazer uma caminhada “pela paz”. O ato reuniu cerca de 30 militantes da sigla, que se misturaram à multidão de populares que fazia compras por um dos principais centros de comércio da cidade.

Marina chegou de táxi e logo foi cercada por quatro seguranças. Três homens e uma mulher formaram um cordão isolamento em torno da candidata e a acompanharam durante todo o percurso. “Essas eleições nos dão a possibilidade de pôr um ponto final na polarização, no ódio e na violência”, afirmou. Essa foi a primeira manifestação de rua da candidata depois do ato de violência.

“Em 2014, foi violência política. Agora é a violência física. Foi assim no assassinato de Marielle, nos tiros contra um ônibus da caravana do ex-presidente Lula e agora com esse atentado”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O pior cego é o que não quer ver. Deu no JN. E pronto, morreu maria preá, quanto ser do PT, todo mundo sabe disso. A raiva é porque o Luizinho preferiu querida, ao invés dela, se não estava até hoje no PT. A prova é que, até em Aécio votou. Depois é uma crente a favor da liberação da maconha, aborto etc etc.etc… sem condições!!! Tchau queridos. A onda agora é 17 e acabou, pode espernearem. PT nunca mais.

  2. Isso é uma petista disfarçada, integrante por muitos anos da facção criminosa que se instalou no Brasil. Só queria saber quem botou na cabeça dessa mulher, sem brilho, sem luz, sem competência, que ela poderia ser presidente desse país. Hora, deu no JN ela não lidera nem os aliados que dira esse cabaré chamado Brasil.

    1. Além de gago é cego ou louco. Qual a acusação contra ela? Em nenhum momento prega violência.

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Saúde

Cooperativa Médica não atenderá mais em unidades da Prefeitura do Natal por atrasos desde de fevereiro de 2018

A Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed/RN) decidiu suspender todos todos os serviços médicos de todas as especialidades feitos para a Prefeitura do Natal devido ao atraso nos pagamentos que já se acumulam desde fevereiro 2018, na gestão do então prefeito Carlos Eduardo Alves.

A informação foi repassada ao atual prefeito Álvaro Dias e ao secretário George Antunes, titular da pasta da Saúde (SMS) na última quinta-feira (6) com o prazo de início em 72 horas após a notificação, ou seja, com início previsto para a segunda-feira (10).

No documento, a Coopmed critica os atrasos afirmando que eles não são exceção, e sim uma regra. A paralisação é por tempo indeterminado.

Opinião dos leitores

  1. Caro Bruno, só uma correção: a paralisação eh por tempo indeterminado, até regularização de todos os pagamentos. 72h foi o prazo para iniciar a paralização ! Bom domingo

  2. Santo Deus!
    Salve-se quem puder!
    Como estamos bem de candidatos ao governo do RN!
    Fatima, Robinson e Carlos Eduardo……….

    1. Amigo realmente é problema, não temos opções, pra onde correr o bicho pega. que Estado ruim de políticos. o nosso vizinho a Paraíba, esbanja bons governantes.

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Política

Magno Malta afirma que imprensa está fazendo campanha para Bolsonaro

O senador Magno Malta (PR-ES), homem forte da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência nas eleições 2018, disse neste sábado, 8, que o atentado a faca contra o presidenciável transformou “um limão em uma limonada”. Segundo Malta, a grande exposição que Bolsonaro passou a ter na imprensa depois do atentado serve para compensar o pouco tempo do candidato no horário eleitoral da TV, apenas seis segundos.

“Vocês (imprensa) estão fazendo a campanha dele. Não eram seis segundos? Agora é 24 horas. Vocês estão fazendo”, disse Malta.

Questionado se o atentado teve efeito político e eleitoral positivo para a campanha, ele respondeu: “Claro que não. Mas aquilo que acharam que ia converter em um mal para destruir, matar, acabar com a vida dele e matar a esperança de muita gente, esse limão acabou virando uma limonada.”

Malta, que gravou um vídeo em companhia do pastor Silas Malafaia ao lado do leito de Bolsonaro na UTI do hospital Albert Einstein, minimizou o fato de a equipe médica ter restringido as visitas à mulher e filhos do candidato e proibido outras visitas. “Na verdade não havia nenhum tipo de risco. Isso tudo é ilação”, disse.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Sra Keyla, fala-se em crime cometido por essa esquerda assasina, na qual tive o desprazer de um dia votar porque jamais voltarei a faze-lo, vir agora você falar de combustivel, muita cara de pau, melhor seria ir plantar batata, faria melhor negocio.

  2. LUGAR DE CRENTE É NA IGREJA!!! LUGAR DE MILICO É NA CASERNA!!!

    NÃO ESTUDARAM HISTÓRIA PARA SABER QUE ESSA MISCIGENAÇÃO NÃO DÁ CERTO???

  3. Senador, você poderia aproveitar a entrevista e se pronunciar sobre o caso dos combustíveis! Aquela quantidade de combustível adquirido pelo seu gabinete é criação de estoque para uma nova elevação já prevista para o preço da gasolina? #farinhaDoMesmoSaco

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Polícia

Autor do ataque contra Bolsonaro já está em Campo Grande

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Chegou a Campo Grande (MS) pouco depois das 13h deste sábado (8) o avião da Polícia Federal que partiu pela manhã de Juiz de Fora (MG) com o homem que, na última quinta-feira (6) que deu uma facada no candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

Adélio Bispo de Oliveira, que confessou à polícia ser o autor do atentado, passará por exames de corpo de delito e, em seguida irá para o presídio federal de Campo Grande, onde ficará em uma cela de 7 metros quadrados. A transferência foi determinada pela Justiça Federal durante a audiência de custódia, na tarde de ontem (7).

Segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o agressor ficará em cela individual, sem contato físico com outros presos da unidade. Nos primeiros dias, ele será submetido à avaliação médica e psiquiátrica.

A juíza federal Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara de Juiz de Fora, converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, sem prazo determinado. Nos primeiros 20 dias, o agressor terá direito apenas a visita de advogados.

O advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior, que defende Adélio, informou que a defesa concordou com a transferência dele para um presídio federal, a fim de garantir sua integridade.

O advogado também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”.

Agência Brasil

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Política

Cerca de 88 mil eleitores se registraram para votar em trânsito

A Justiça Eleitoral recebeu este ano 87.979 pedidos de eleitores para votar em trânsito nas eleições de outubro. O principal destino dos brasileiros no primeiro turno é São Paulo, o maior colégio eleitoral do país: 17.773 eleitores de todo o país se registraram para votar no estado.

Outros 16.044 eleitores de municípios paulistas solicitaram transferência temporária para votar em localidades distintas de onde estão inscritos, sendo que 8.101 ficarão no próprio estado.

Os eleitores que estiveram em trânsito no estado onde estão inscritos na Justiça Eleitoral poderão votar para todos os cargos: presidente, senador (dois votos), governador, deputados federal e estadual. Quem estiver fora do estado votará apenas para presidente da República.

A segunda maior movimentação de eleitores ocorre em Minas Gerais: 10.163 moradores de outras unidades da federação pediram para votar no estado. Outros 12.237 eleitores de Minas Gerais votarão em cidades diferentes onde estão inscritos, sendo que 6.743 estarão no próprio estado.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 4.492 eleitores se cadastraram para votar em trânsito no Distrito Federal. Outros 2.928 eleitores deixarão Brasília no dia 7 de outubro, sendo que 508 irão para São Paulo, 476 para o Rio de Janeiro e 318 para Minas Gerais.

No primeiro turno, 3.394 eleitores votarão em trânsito na Bahia, sendo que 838 vão sair de São Paulo, 312 de Minas Gerais e 281 do Rio de Janeiro. Devem sair da Bahia 4.543 eleitores, com destino especialmente ao Rio de Janeiro (855), a São Paulo (614) e a Minas Gerais (539). Outros 1.835 eleitores pretendem votar em trânsito dentro do estado.

Nestas eleições, 406 brasileiros inscritos no exterior pediram para votar em trânsito no Brasil. Além desses, 25.617 pediram transferência temporária para votar fora dos domicílios de origem. Pessoas com deficiência que solicitaram transferência para votar em seções adaptadas somam 1.442 eleitores.

É possível saber o local de votação na página principal do portal do TSE (www,tse.jus.br), na seção “Serviços ao Eleitor”, após preencher nome ou título de eleitor, data de nascimento e nome da mãe.

Agência Brasil

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Política

‘Meu discurso não vai mudar por circunstância’, diz Haddad sobre atentado a Bolsonaro

O candidato a vice-presidente da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que a campanha petista não mudará de estratégia após o atentado sofrido por Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL. “Meu discurso não vai mudar por uma circunstância”, disse Haddad a jornalistas enquanto participava de um ato de campanha em São Paulo. O candidato faz neste sábado uma caminhada pela região de Parelheiros, na Zona Sul da capital paulista. A agressão sofrida por Bolsonaro gerou questionamentos sobre o rumo das campanhas adversárias.

A tendência é que os ataques diretos nas campanhas sejam suspensos. Haddad considerou, no entanto, que a campanha petista não tinha ataques a Bolsonaro como seu foco. Ele afirmou ainda desejar o restabelecimento da saúde do candidato.

Sobre a possibilidade de reforço na segurança de candidatos pela Polícia Federal, Haddad disse que aguarda contato da PF. “Não sei se o esquema de proteção a candidatos é o mesmo que há para vices”, comentou.

A campanha petista está prestes a tomar uma decisão sobre a chapa. Após a cassação do registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, o PT teve concedido um prazo de dez dias para indicar o candidato que será o novo cabeça de chapa. Haddad já havia afirmado que decidirá na segunda-feira (10) com Lula quem será o candidato a presidente.

Sobre a reunião com Lula, Haddad disse neste sábado apenas que será um despacho normal, que ocorre semanalmente.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Barbeiro de São Paulo corta cabelo pelado e, às vezes, rola algo mais

POR PAULO SAMPAIO

O negócio do barbeiro Rafael Rosa, 25 anos, é cortar cabelos. Mas desde que terminou o curso profissionalizante, no final do ano passado, e percebeu que a concorrência era acirrada, ele achou que deveria oferecer algo mais no atendimento. Foi então que juntou sua experiência como modelo de nu artístico, e o desembaraço com a própria sexualidade, e passou a receber a clientela sem roupa. “Durante um tempo, fui funcionário de uma barbearia em Santa Cecília (região central de São Paulo), mas muitas vezes eu ficava esperando aparecer clientes, quando podia estar atendendo em casa e ganhando muito mais. O corte lá custava R$ 20, eles me pagavam R$ 10”, conta Rafael.

Há três meses, ele alugou com um amigo advogado um apartamento de cerca de 80 metros quadrados, em Higienópolis, bairro vizinho à Santa Cecília, e fez de seu quarto a barbearia. Rafael diz que a maior parte de seus clientes é gay e, se for da vontade dos dois, o atendimento inclui sexo. Por isso, ele reserva duas horas para o corte. “A pessoa senta, conversa, diz o que quer, faço perguntas, ela também. Começo o corte. Se houver interesse de ambas as partes, a cama está do lado”, afirma ele, bem-humorado. “Esse trabalho me surpreende muito”, diz.

Perfil da clientela O publicitário Humberto Carvalho, 30, que cortou o cabelo no dia da entrevista, encara a nudez de Rafael como um “ato político”. “Eu tô dentro da militância LGBT, acho importante dar essa visibilidade ao trabalho dele na mídia, para desconstruir padrões, quebrar o tabu”.

Para o cabeleireiro Vinícius Pedroso, 22, o Vedroso, o trabalho de Rafael “sugere algo novo”. “Sempre tem a história do fetiche, blá, blá, blá, mas existe muita coisa envolvida. Eu acompanho o trabalho corporal do Rafa há muito tempo (nudes artísticos), uma identidade que ele criou, é um diferencial”.

Cliente há algum tempo de Rafael, o dançarino Diego Kenth, 28, extrai de suas visitas à barbearia uma “experiência sensorial”: “Gosto do toque do Rafa na minha cabeça, ele põe uma música, a gente conversa, é muito bom ficar nu com uma pessoa que tem essa liberdade corpórea”, afirma Diego, que também tira roupa na hora do corte.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Ah, vá tomar no c. Onde que um homem de verdade vai cortar cabelo com um cara pelado. pqp. Esquerdista e gayzista são um bando de problemático mesmo. Comunismo e feminazismo só quer sexo e drogas pra o país.

  2. colocaram a materia em varias redes e nenhuma passou o contato do profissional?
    como as pessoas vao cortar e experimentar e experiencia se nao tem um contato nem um endereço certo rua marques de itu é enorme

  3. Gostei da ideia e da reportagem. Gostaria de ir cortar o cabelo ai. Se puderem enviar o endereço/ whats no meu email agradeço. Aproveito para desejar sucesso e parabens pela inovação.

    1. As vezes é só um toque ou uma degustação, nem SEMPRE precisa sair dando não, moça.

  4. Sou leitor desse blog a muito tempo, considero um espaço democrático, por tanto precisa equilibrar para agradar…se surgir um barbeiro desse aqui em Natal quero ser o seu primeiro cliente!

  5. Diversidade faz parte da notícia. Se alguém não se interessa, passe da manchete e siga adiante. Mas por que será que todos que criticaram leram a notícia por completo? Freud, Lacan, eu e a consciência deles sabemos.

  6. BG vc tinha coragem de cortar? o cabelo, vamos olhar para as coisas, importante no nosso país.

  7. Bg pelo amor de Deus, tanta coisa importante acontecendo no Brasil, e vc coloca uma besteira dessa no seu blog.

    1. Meu caro, também sou leitor desse blog a muito tempo. É um espaço democrático, gostei da reportagem, tomara que apareça um barbeiro desse aqui, vou ser seu primeiro cliente!

  8. O que uma reportagem dessa traz de interesse para o país????

    Que imprensa sem noção….

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Geral

Após ataque, candidatos reveem estratégias e avaliam “trégua”

Após se solidarizarem com o ataque sofrido na tarde de quinta-feira (6) pelo candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, as equipes dos demais presidenciáveis iniciaram neste fim de semana uma série de reuniões internas para planejar o tom e os próximos passos da campanha. Candidatos que produziram propagandas eleitorais combatendo frontalmente Bolsonaro, como é o caso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), avaliam dar uma “trégua” nos ataques a curto prazo.

O candidato pelo MDB, Henrique Meirelles, manteve nesta sexta-feira (7) encontros com seu grupo político que devem se estender pelo fim de semana. De acordo com aliados do presidenciável, Meirelles não tem promovido uma campanha de ataque ao deputado federal, que está em recuperação no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após ser esfaqueado durante ato de campanha.

Na semana passada, porém, ele postou um vídeo no Twitter pedindo que os eleitores não votem com “os olhos cegos pela indignação”. A expectativa agora é que haja uma suspensão temporária do clima “belicoso” que vinha caracterizando a disputa. Essa é a mesma avaliação do entorno do presidenciável Ciro Gomes.

O secretário-geral do PSDB, deputado Marcus Pestana (MG), concorda que o fato trouxe um “efeito paralisante na campanha” de Alckmin e dos demais aspirantes ao Palácio do Planalto. Ele defendeu que os próximos dias sejam dedicados a analisar os efeitos do que aconteceu do ponto de vista psicológico, a exemplo da morte de Eduardo Campos em 2014, então candidato à Presidência pelo PSB.

“Todos nós estamos torcendo pelo seu pronto restabelecimento, mas estamos escolhendo o futuro do país. Acho que vai haver um momento de absorção [dos fatos] na eleição, que já ocorria em um ambiente muito ruim em função da crise econômica e da instabilidade política. Ainda vamos ver adequadamente [os próximos passos]. Tem que ouvir e sentir as ruas. Logo logo a gente vai estar reconstruindo as linhas estratégicas da campanha”, afirmou.

Retomada
Na opinião do presidente do PSOL, Juliano Medeiros, a campanha eleitoral deve retomar a normalidade já a partir de hoje (8). Ele disse que o candidato Guilherme Boulos manterá a sua agenda política com o objetivo de debater “propostas para o povo brasileiro”. “O triste incidente desta semana não anula as enormes diferenças que temos. Bolsonaro segue candidato e nós continuaremos expressando as divergências no campo da política e das ideias, com o máximo respeito e transparência”, declarou.

Candidata à vice na chapa do PDT, a senadora Kátia Abreu publicou um texto defendendo que a “linguagem da violência” seja superada e com críticas à radicalização. “É urgente desarmar os espíritos e direcionar a campanha para o debate de ideias. Além de investigar, esclarecer a motivação deste crime e aplicar severa punição. Eventuais divergências políticas não fazem de mim e Ciro Gomes, por exemplo, inimigos mortais. Ao contrário, elas nos complementam”, escreveu a candidata, no Facebook.

Sinais ambíguos

A cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Helcimara Teles analisa que os candidatos têm que ter “cuidado”, a apenas um mês do 1º turno das eleições, para que o episódio não transmita sinais ambíguos ao eleitorado. Segundo ela, do ponto de vista estratégico, os adversários de Bolsonaro podem acabar reforçando o papel de vitimização e construir a “ideia do mito” caso deixem de criticar a tese de que ele é o candidato que tem expressado um discurso violento nas eleições.

“Ele representou a violência nos seus discursos quando foi, há 13 dias para o Acre, e falou que iria fuzilar os petistas. Vez por outra ele diz que ‘bandido bom é bandido morto’, é a favor do porte de armas. O ataque foi um absurdo para a nossa democracia. Mas se os candidatos se manifestarem só até esse ponto, vai parecer para a opinião pública uma confusão entre condenar um ataque e apoiar o Bolsonaro”, disse.

A estratégia de pregar a pacificação pode ser um caminho viável caso parte do eleitorado esteja em busca de programas eleitorais que fujam dos ataques pessoais.

“A situação da morte de Eduardo Campos é semelhante no sentido de um desastre que altera as estratégias de todos os lados. A equipe de Bolsonaro vai apelar para as emoções. Os adversários têm que apelar para racionalidade”, analisa a especialista.

“Esse ataque, que nunca aconteceu na história política brasileira a um candidato a presidente, é apenas a ponta do iceberg de como a polarização e o ódio faz sentido agora. É a época da não política, um estado de guerra de todos contra todos”, avalia.

No centro do debate, o PSL sabe, desde que seu candidato foi gravemente ferido, que não poderá contar com ele nas ruas neste primeiro turno e também reavalia sua campanha. Num primeiro momento, os filhos de Bolsonaro, que disputam a Câmara e o Senado, chegaram a responsabilizar, em nota, “setores políticos e midiáticos” pelos violentos acontecimentos de Juiz de Fora. O mesmo discurso tem sido adotado pela inflamada militância. Ontem, o candidato a vice, general Mourão, revelou que Bolsonaro lhe disse, em telefonema, que não era “hora de guerra”, mas de acalmar os ânimos. Mourão e a família do presidenciável devem assumir sua agenda de compromissos pelo país e intensificar a campanha nas redes sociais.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da candidata Marina Silva, da Rede, que não retornou até o fechamento da reportagem. A campanha do PT à Presidência, que deve escolher nos próximos dias o substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabeça de chapa, disse que não se manifesta sobre as estratégias políticas internas.

Agência Brasil

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Religião

Carta de 2006 reforça acusação de encobrimento do Vaticano sobre abusos

Uma carta escrita por um representante do alto escalão do Vaticano, em 2006, confirma que a Santa Sé recebeu seis anos antes informações sobre o desvio de conduta do cardeal norte-americano Theodore McCarrick. O documento dá ainda mais credibilidade às explosivas acusações de acobertamento de denúncias de abuso sexual envolvendo representantes do mais alto escalão da Igreja Católica. McCarrick, membro do Colégio de Cardeais, renunciou em julho após uma série de acusações.

Na sexta-feira, a agência de notícias da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos publicou uma carta do então arcebispo Leonardo Sandri endereçada ao reverendo Boniface Ramsay, padre de Nova York que fez as acusações iniciais.

Papa quer fixar um dia de oração pelas vítimas de abusos sexuais
O papa Francisco pediu às Conferências Episcopais Nacionais que escolham um dia para homenagear as vítimas de abusos sexuais por membros do clero Foto: EFE/EPA/GIUSEPPE LAMI
Em novembro de 2000, Ramsay escreveu ao Vaticano relatando denúncias sobre a má conduta sexual do então cardeal Theodore McCarrick contra seminaristas do Seminário Imaculada Conceição da Universidade Seton Hall. Ramsay, que em 2000 estava na faculdade do seminário, disse que havia enviado a carta a pedido do então embaixador do Vaticano para relatar que havia ouvido muitas reclamações dos seminaristas afirmando que McCarrick os teria convidado para sua casa de praia e para sua cama.

Sandri, que na ocasião era o número três no secretariado do Vaticano, havia escrito para Ramsay em 11 de outubro de 2006 em busca de recomendações para um cargo no Vaticano. Nessa troca de correspondências, ele se referiu à carta de Ramsay enviada em 2000, dizendo: “Com particular referência aos sérios assuntos envolvendo alguns dos estudantes do Seminário Imaculada Conceição, que em novembro de 2000 você foi bom o suficiente para trazer confidencialmente a atenção do núncio papal nos Estados Unidos, o falecido arcebispo Gabriel Montalvo”.

O arcebispo Carlo Maria Viganò, que está no centro da crise enfrentada pelo Papa Francisco, citou a carta de Ramsay em sua própria exposição, há quase duas semanas, do acobertamento sobre o caso McCarrick. Ele incluiu Sandri em uma longa lista de membros do Vaticano que sabiam sobre o comportamento de McCarrick. Viganò também acusou o Papa Francisco de saber já em 2013 da má conduta de McCarrick e de tê-lo reabilitado das sanções impostas pelo Papa Bento XVI.

A carta de Sandri é significativa por confirmar a história de Ramsay e as acusações de Viganò. O relato mostra que o Vaticano sabia sobre as acusações contra McCarrick em 2000, um ano antes do Papa João Paulo II nomeá-lo cardeal. E, além disso, envolve o Papa Bento XVI, por não ter atuado para impedir McCarrick.

Viganò diz que Bento XVI eventualmente impôs algumas sanções contra McCarrick em 2009 e 2010, quase uma década depois da carta de Ramsay. Mas o fato de Sandri tê-la citado sugere que a carta não foi perdida em uma pilha de correspondência em algum lugar e que foi relevante mesmo para uma simples solicitação de referência para um cargo.

Estadão Conteúdo

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Política

Caso JBS: PGR descarta conduta criminal contra governador e pede apuração eleitoral

A procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, emitiu um parecer recomentando que as acusações feitas pela JBS envolvendo o governador Robinson Faria sejam encaminhadas apenas para a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte. Ela quer saber se houve suposto crime eleitoral na campanha de 2014.

Essa decisão da chefe do Ministério Público afasta qualquer outra suposta ilegalidade envolvendo o chefe do Executivo Estadual do RN no inquérito.

Segundo representantes da JBS, a empresa teria pago R$ 1,2 milhão referente a serviços prestados na campanha de Faria ao governo do RN, que não constavam na prestação de contas. A defesa espera que a inocência seja provada.

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Judiciário

Raquel Dodge pede arquivamento de investigação contra Fábio Faria por total falta de provas

Foto, Michael Melo/Metrópoles

 

A procuradora geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento total do inquérito envolvendo o deputado federal Fábio Faria, em relação à delação da JBS, por não haver nenhuma prova de crime cometido por ele.

“Com relação do Deputado Federal Fábio Salustino Mesquita de Faria, não foi possível colher nenhum elemento probatório que demonstrasse que o investigado cometeu os referidos delitos. Todas as pessoas relacionadas aos fatos noticiados pelo colaborador negaram ter mantido alguma relação com o parlamentar. Outrossim, a documentação juntada aos autos pelo colaborador em nada demonstra que os eventos que narra ocorreram”, diz a procuradora Raquel Dodge em petição encaminhada à relatora do caso no STF, ministra Rosa Weber.

Com a recomendação do Ministério Público, a defesa aguarda o arquivamento do processo por falta de provas.

Opinião dos leitores

    1. Porquê, neste caso um existe um apartamento de provas.. um sítio.. outro apartamento.. terreno… etc.. etc… claro que os cegos seguidores da seita do ali babá de Curitiba nunca enxergarão….

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Política

Eleições deste ano têm mais de 50 candidaturas trans, diz associação

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/

As eleições de outubro terão pelo menos 53 candidaturas de pessoas trans, número dez vezes maior que no pleito de 2014 quando a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) contabilizou cinco postulantes a cargos eletivos. O número pode sofrer alterações, pois os requerimentos das candidaturas ainda estão sendo julgados pela Justiça Eleitoral.

Segundo a associação, uma candidata concorre ao Senado, 17 concorrem a deputada federal, 33 disputam para deputada estadual e duas, a deputada distrital. O PSOL é o partido com maior número de candidaturas trans (20), seguido do PT (5) e do PCdoB (5). PSB traz quatro representantes para a disputa eleitoral e PMB, três. PSDB, Rede, MDB e PCB têm duas candidaturas cada. Já o PDT, DEM, Avante, PPS, PP, PTB, PSD e PHS contam com uma candidata trans cada.

O levantamento da Antra inclui tanto as candidaturas de pessoas trans que já retificaram o nome em cartório, como aquelas que registraram o nome social – forma como transexuais e travestis querem ser reconhecidos socialmente. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em março, o uso do nome social na urna para candidatos transgêneros e registra 28 candidaturas com o nome de escolha no pleito de 2018.

Avanço

Concorrendo pela primeira vez, Paula Benett disputa uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ela é uma das candidatas trans que não concorrem com nome social por já ter mudado anteriormente seu registro civil.

Paula destaca o avanço do uso do nome social para o pleito de outubro ao garantir respeito à identidade de gênero das pessoas trans. “A decisão da Justiça Eleitoral também traz respeito à identidade de gênero no que se refere à cota das mulheres. O Fundo Partidário destina 30% dos recursos para o gênero feminino. Ou seja: travestis e mulheres transexuais recebem desse fundo”, acrescentou.

Primeira mulher trans a ocupar o cargo de coordenadora de política LGBT na Secretaria da Mulher do Distrito Federal, Paula diz que tem oito projetos prioritários para esse público, entre eles a construção de uma casa de acolhimento para pessoas LGBT em situação de rua e em vulnerabilidade social e criação de uma agência de trabalho.

Status quo

A travesti Duda Salabert, de 36 anos, que concorre ao Senado por Minas Gerais com seu nome social, destacou que não quer que sua candidatura seja reduzida apenas ao debate da transexualidade.

“A pauta central da minha candidatura é educação já que sou professora há 18 anos. Defendo o ensino público, as universidades públicas, a pesquisa e trago a proposta de perdão da dívida do Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] para os estudantes desempregados”, disse. “Investir em educação é investir no combate à LGBTfobia”.

Educadora popular, presidente da ONG Tranvest em Belo Horizonte, que oferece cursos gratuitos para travestis e transexuais e tem uma casa de acolhimento para a população transgênera em situação de rua, Duda conta que concorre ao Senado para mudar o status quo que, historicamente, exclui a pauta transexual.

“A candidatura ao Senado assume uma dimensão simbólica já que Senado, na sua etimologia, significa senhores, uma casa feita para senhores. Aí uma travesti disputar esse espaço torna a candidatura extremamente política, propondo uma nova moral de respeito à diversidade”, afirmou.

Consolidação

Para Keila Simpson, presidente da Antra, a população LGBT, especialmente a população trans, entrou de vez na disputa eleitoral este ano. “A disputa político-partidária das pessoas trans começou a se infiltrar muito timidamente e hoje está consolidada. É claro que a gente precisa avançar e passar para a sociedade que uma candidatura LGBT e trans não significa que o candidato ou a candidata, se eleito ou eleita for, vai responder apenas para a comunidade LGBT. São candidaturas plurais, não é candidatura de uma pauta só”.

Keila destacou, no entanto, que uma pauta prioritária é a questão da violência. Apenas em 2018, já passa de 100 o número de assassinatos da população trans. No ano passado foram 179. “A nossa principal demanda é esta: erradicar a violência e os assassinatos da nossa comunidade”.

Transfobia

Para a presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), Symmy Larrat, a comunidade enfrenta transfobia em todos os partidos. “Ainda é difícil dentro dos partidos sanar essa disputa. Temos problemas de abrir espaço não só para a pauta como também de orientação para os trans com a ajuda de um mínimo de estrutura”.

Ainda segundo Symmy, a ABGLT vai buscar parceiros como organizações, empresas, escritórios de advocacia e contabilidade para que nas próximas eleições a entidade consiga assessorar travestis e transexuais na disputa eleitoral.

Levantamento da associação registra 138 candidaturas LGBT para o pleito de outubro. “As LGBT precisam debater uma reforma política que contemple e ajude essas pessoas a concorrerem de forma mais igual”.

Eleitorado

Primeiro pleito no país a aceitar o uso do nome social, o TSE contabiliza 6.280 eleitores com o nome de escolha impresso no título. Foram feitos 1.805 pedidos em São Paulo, 647 em Minas Gerais e 426 no Rio de Janeiro, maiores colégios eleitorais do país. Do total, cinco eleitores brasileiros no exterior optaram por usar o nome social.

Em relação ao grau de instrução, 2.633 têm ensino médio completo, 1.144 têm ensino médio incompleto e 826, superior completo. Quanto à faixa etária, 1.402 pessoas estão entre 21 e 24 anos, 1.366 entre 25 e 29 anos e 867 entre 30 e 34 anos.

Agência Brasil

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Política

Advogados sustentam que agressor agiu sozinho e refutam conspiração

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Advogados de defesa de Adelio Bispo de Oliveira dizem que ele agiu sozinho e de rompante quando decidiu esfaquear o deputado federal e candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). A ideia surgiu três dias antes, quando o criminoso arquitetou a tentativa de assassinato, movido contra o discurso de Bolsonaro referente a negros quilombolas.

A defesa refuta a ideia de uma teoria conspiratória, segundo a qual haveria outras pessoas envolvidas, possivelmente um mentor intelectual.

Na noite de sexta-feira (7), o agressor foi ouvido novamente pela Polícia Federal (PF), que deseja esclarecer exatamente este ponto, para se certificar se o crime foi apenas fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada, como sustenta a defesa, ou se foi parte de um esquema maior, de tentativa de eliminação de Bolsonaro.

Para resguardar a integridade física do agressor, ele foi transferido, na manhã deste sábado (8), para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).

“A polícia queria saber em especial sobre a participação de terceiras pessoas, se o plano foi engendrado, se havia outros envolvidos, interessados, se foi financiado ou não. Eu acredito que ele esclareceu que veio sozinho. Ele veio para praticar o ato, queria praticar o ato, mas sozinho”, sustentou o advogado Fernando Magalhães, que acompanhou o depoimento de Adélio, durante uma hora e meia, à PF.

Sobre o fato de o criminoso ter morado em vários endereços nos últimos meses, Magalhães disse que era um hábito. “É um cigano. Me parece que ele vai procurando oportunidades. Aqui ele aportou por acaso, como ele externou. Disse que o ódio nasceu três dias atrás, quando ouviu uma mensagem do presidenciável Jair Bolsonaro sobre a questão dos negros, dos quilombolas, indígenas, e aquilo foi crescendo, no íntimo dele, e ele não conseguiu segurar. Aquilo startou nele um sentimento de ‘extremismo se trata com extremismo’. Saiu de casa para ceifar a vida de Jair Bolsonaro”, relatou Magalhães.

O advogado disse que Adélio estava há dias em Juiz de Fora, em busca de oportunidade de trabalho. “Ele reportou que seria uma busca de oportunidades [de trabalho] e que há alguns dias ele soube que Bolsonaro estaria aqui. Mas ele é errante. Cada dia está em um lugar, cada dia procurando um emprego, cada hora exercendo uma profissão, de garçom ou qualquer coisa assim”, disse Magalhães.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ele quer convencer que papai Noel existe, o lobo mau, a mula sem cabeça, e por aí vai.
    Confio na PF. A verdade vai aparecer. Se ele agiu sozinho ou se há mais envolvidos, veremos. Acredito no talento da PF para mostrar a verdade seja qual for.

  2. Todos que ameaçaram o poder do pt, tiveram o mesmo fim, Roberto Campos, que teve o avião derrubado, Celso Daniel que foi morto, além de vários envolvidos nessa morte também. A PF tem que ter cuidado até na comida que vai ser servida a esse esquerdopata. Eles são perigosíssimos e peritos em apagar rastros.

  3. Gostaria que alguém respondesse, como um Pedreiro desempregado fica 15 dias hospedado em uma pensão, tem dinheiro para ir a SC, e contrata 04 Advogados para defendê-lo, quero saber o milagre.

    1. Tem que investigar e esclarecer se houve mandantes. Há uma conversa pelo WhatsApp que fala de um atentado com faca(veja vídeo Magno Malta). Quem contratou Adelio também tem q ser preso e confrontar os depoimentos. Antes da "queima de arquivo".

  4. Tudo muito nebuloso!! Uma encenação mal sucedida . É de praxe na sebosa política do país. #VOTO NULO SEMPRE!!

  5. Advogado só serve pra isso??? Mentir??? Profissional de respeito não se presta a esse favor…. Entrega a verdadeira autoria do mandante do atentado.

    1. Advogado hoje no Brasil trabalha por dinheiro, a constituição favorece quem paga mais. Não entendo como bandidos quem assumem crimes Ediondos ainda tem advogados que tem a cara de pau de defendelos. Duvido um advogado defender um pilantra que fizesse algo contra alguém de sua própria família.

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