Judiciário

Embutida no caso Maluf, brecha para ministros cassarem decisões de colegas vai a votação nesta quarta e divide o STF

Painel / FOLHA

A quatro mãos O STF deve debater nesta quarta (11) tema que pode alterar a correlação de forças na corte. A discussão está embutida no caso de Paulo Maluf e versa sobre a possibilidade de decisões monocráticas de ministros serem alvo de habeas corpus. A medida, hoje excepcionalíssima, pode ser expressamente autorizada. O tema divide o tribunal. Uma ala acha que o recurso levará à autofagia. Outra, o vê como uma via rápida para levar decisões polêmicas ao plenário, reparando eventuais excessos.

Havia uma pedra O ministro Dias Toffoli abriu caminho para a discussão ao receber habeas corpus impetrado pela defesa de Maluf, contrariando decisão transitada em julgado de Edson Fachin. Este, aliás, relator da Lava Jato no Supremo, poderia se tornar o principal alvo de uma mudança no entendimento padrão da corte.

Novo rumo Se a corte entender que cabe pedido de habeas corpus contra decisão de ministro, abrirá uma avenida para questionamentosa atos de Fachin.

Queda de braço A possibilidade de um ministro poder, na prática, cassar a decisão de outro pode ampliar o embate entre os integrantes da corte, mas também antecipar a chegada de casos controversos ao plenário.

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Jornalismo

MST e MTST são ‘terroristas’, diz Flávio Rocha

O presidenciável Flavio Rocha, do PRB

Flávio Rocha, 60, pré-candidato do PRB à Presidência, diz não ser “politicamente correto” e por isso não tem medo de defender o direito de a população se armar e a redução da maioridade penal.

Em entrevista à TV Folha, ele chama de “terroristas” movimentos como o MST (Movimento Sem Terra) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

CEO do grupo Guararapes, dono da Riachuelo, Rocha se diz liberal na economia, “um guardião da competitividade”. “Mas em contraposição a esse ciclo que queremos deixar para trás, que é o da inversão de valores.”

DISCURSO

Há muitos candidatos que ficam confinados nos temas econômicos, falando em eficiência do Estado e privatização. Não é isso o que vai mexer com o coração do eleitor, que está particularmente angustiado com temas que dizem respeito a valores, como corrupção e criminalidade.

Apesar de o centro estar congestionado, existe espaço para um candidato que possa ser um guardião da competitividade, mas que tenha coerência na questão dos valores, em contraposição a esse ciclo que nós queremos deixar para trás, que é o da inversão de valores.

SEGURANÇA

Na segurança existe um temor paranoico da classe política do politicamente correto, e por isso temas como redução da maioridade penal ficam praticamente órfãos.

Acreditar que a criminalidade se deve à desigualdade e à pobreza é uma injustiça com os mais pobres, tendo em vista que a imensa maioria dos mais pobres é vitima da desigualdade e não é feita de criminosos.

Nossa crença tem a ver com a crença da economia. Se a riqueza é mérito individual, a culpa não deve ser socializada. Pois se a culpa é de todos, ela não é de ninguém.

O criminoso é um indivíduo que tomou a decisão solitária de puxar o gatilho. Acreditar diferente é um caminho para a impunidade.

Não sou a favor da pena de morte porque o único que pode tirar uma vida é Deus. Com relação ao desarmamento, sou contra o monopólio da força pelo Estado.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Esse tipo de discurso não cabe a um candidato e presidente, polarizado, fica pior como está hoje. Admiro a pessoa de RF, mas como candidato ele está absorvendo a estratégia de ódio do MBL, lamentável.

  2. ALGUNS RECLAMAM QUE ESTAO DESEMPREGADO E QUANDO VAO TRABALHAR EM UMA FABRICA CHAMAM DE TRABALHO ESCRAVO. POR QUE NAO ESTUDOU PRA SER UM EMPRESARIO OU TER UM CURSO SUPERIOR. VA ENTENDER A HUMANIDADE.

  3. Quer dizer que não pensamos que não sabemos o que é correto. Esquece Flávio Rocha que não somente os EUA é um país rico e próspero por quê fizeram sua reforma agrária. Exemplo foi esses trabalhadores americanos conquistarem a posse da terra após a Guerra da Secessão.

    Desse jeito TENTA camuflar quem realmente são os terroristas nessa idéia de Flávio Rocha e seus amigos de dizerem que o "livre mercado" e estado mínimo irá resolver todos os problemas e essas injustiças sociais.
    FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/28975/hoje+na+historia+1862+-+lincoln+sanciona+homestead+act+lei+da+reforma+agraria+dos+eua.shtml

  4. KKkkkkkkkk, verdade . È a velha máxima da hipocrisia : " faça o que eu digo ( e mando), mas não faça o que eu faço."

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Jornalismo

MICO: Oito Governadores do Nordeste viajam com dinheiro público para visitar LULA na cadeia e são barrados

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Oito governadores do Nordeste abandonaram os afazeres e torraram dinheiro público, inclusive no aluguel de jatinhos, para viverem um dos momentos mais desmoralizantes desde a prisão do ex-presidente Lula por corrupção. Os nove foram barrados por um despacho do juiz Sérgio Moro, assinado na véspera, proibindo demagogia rastaquera na carceragem da Polícia Federal, onde meliante comum cumpre pena.

O objetivo da visita não era político, destinado a Lula. Era a chance de fazer média com eleitor ignorante que ainda votaria do meliante.

Ansiosos pelo gesto demagógico, os governadores nem sequer se deram ao trabalho de checar na PF se a visita seria autorizada.

Governadores pagaram um mico inesquecível: até tiveram acesso à sede da PF em Curitiba, mas foram barrados.

Foram barrados os governadores Flávio Dino(PCdoB), do Maranhão; Rui Costa (PT), da Bahia; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; Wellington Dias (PT), do Piauí; Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba; Camilo Santana (PT), do Ceará; Renan Filho (MDB), de Alagoas; Tião Viana (PT), do Acre; e Waldez Góes (PDT), do Amapá. O único ausente do Nordeste foi o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria(PSD).

Barradas, suas excelências não reclamaram, não são loucos. Mas posaram para foto exibindo o despacho de Sérgio Moro. Foi engraçado.

O Ministério Público deveria processar os governadores do Nordeste que abandonaram seus afazeres e torraram dinheiro público, alugando jatinhos, para tentar visitar um criminoso comum em Curitiba. Vexame.

Com informações do Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. Os caras perderam completamente a noção do ridículo, ainda com dinheiro público. Quem são os funcionários públicos que fiscalizam esses sujeitos, deveriam dar a vaga para quem quer trabalhar realmente. Até quando vamos ser vítimas do mau uso do dinheiro público.

  2. Na Verdade foram 02 do Nordeste, Robson do RN e o governador de Sergipe que não cometeram este "mico". E frize-se que 02 são da Região Norte, Acre e Amapá !

  3. E AI SERÁ QUE VÃO DEVOLVER ESTE DINHEIRO? A FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO NO BRASIL É GRITANTE.

  4. Brincadeira. Até quando esses ridículos vão usar o dinheiro público como se fosse deles. Acorda povo brasileiro. Vamos deixar de polarizar o nosso Brasil. Temos que lutar pelo que realmente importa, serviços públicos de qualidade e emprego. Estamos pagando mais de R$4,00 por um litro de combustível e R$70,00 pelo um botijão de gá de cozinha e no entanto, o povo vai pra rua defender corruptos.

  5. O blog não lê o próprio blog? A decisão foi da juíza da vara de execuções penais, não do Moro.

  6. SUCUPIRA PERDE FEIO. GENTE MÁ, PERVERSA, POIS INDEPENDENTE DA SOLIDARIEDADE QUE SE QUEIRA PRESTAR A LULA, SEUS "SÚDITOS" ESTÃO MORRENDO DIA A DIA, ABANDONADOS PELA INCOMPETÊNCIA E GANÂNCIA PESSOAL DE CADA UM DELES !!!

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Política

Sistema de blindagem de políticos trinca após prisão de Lula

Começam a surgir os primeiros sinais de que a prisão de Lula pode provocar rachaduras no sistema nacional de blindagem de maracutaias. São sinais alvissareiros. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal marcou para terca-feira da semana que vem o julgamento da denúncia contra Aécio Neves.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais julga no dia 24 de abril o recurso do mensalão mineiro do PSDB, cuja rejeição levará para a cadeia o tucano Eduardo Azeredo. A Polícia Federal realizou batidas de busca e apreensão num inquérito ligado ao presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Tudo isso acontece num instante em que o PT se diz vítima de perseguição política, o PMDB sustenta que a Lava Jato está criminalizando a política e o PSDB se finge de morto como se a lama não tivesse atingido as suas plumas. Em ano de eleição, é bom que o eleitor perceba que os principais partidos agem para minar a democracia. Não se deram conta de que pior do que os crimes é o esforço para encobri-los.

Como se fosse pouco, um juiz federal de Brasília enviou ao banco dos réus amigos e operadores de Michel Temer. Fez isso numa ação penal em que o presidente só não está encrencado porque a Câmara congelou a denúncia, impedindo que o Supremo tocasse a apuração.

Contra esse pano de fundo, o esforço para alterar a regra que permite a prisão de condenados na segunda instância, como Lula, não passa de uma tentativa de restaurar o sistema de blindagem de corruptos. O Supremo precisa dizer de que lado está.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Dizer que a justiça tá criminalizando a politica é uma mentira sem tamanho e fato para tentar enganar a sociedade. Quem criminaliza a politica são seus criminosos, aqueles que fazem da politica um balcão de negocios escusos e fora das leis, que pratica roubalheira, exploração e corrupção são uma boa parcela dos politicos e não a justiça, portanto em falacia é pra enganar ou tentar enganar a sociedade e se passarem por vitimas. CAMBADA DE SALAFRÁRIOS MENTIROSOS E ENGANADORES. CHEGA.

  2. Infelizmente, ainda não acredito nisso. Penso que o objetivo era apenas substituir uma quadrilha que já estava há algum tempo no poder por outra, tão grande quanto, e até mais poderosa.
    Mas a esperança é a última que morre. Vamos renovar o Congresso Nacional nas eleições, urgentemente !!!

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Jornalismo

Álvaro Dias toma posse como prefeito de Natal

Álvaro Dias tomou posse como prefeito de Natal na noite desta terça-feira, 10, em solenidade presidida pela Câmara dos Vereadores. A solenidade realizada no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves – Cemure, foi presidida pelo presidente da Câmara, vereador Raniere Barbosa, dando posse ao 47º prefeito da cidade, levado ao cargo através de processo eleitoral. Álvaro Dias assume o mandato 2018-2020 após afastamento de Carlos Eduardo, para concorrer ao cargo de Governador do Estado.

Emocionado, em sua fala após os trâmites de posse, Álvaro Dias discursou para um público que o aplaudiu fortemente desde sua chegada ao auditório do Cemure, onde encontravam-se amigos, familiares, representantes da sociedade civil e militar, além da classe política.

“Quero me dirigir a todos para dizer que não assumo a Prefeitura de Natal nesta hora e por este instrumento, como se cumprisse apenas um dever constitucional”, disse o prefeito iniciando sua fala, acrescentando que se assim fosse não teria importância histórica. Além disso, Álvaro Dias falou da emoção de estar vivendo esse momento.

O presidente da Câmara dos Vereadores de Natal, Raniere Barbosa, falou que este é um momento de fortalecimento para as duas instituições e que quem vai ganhar é a cidade, acrescentando que Álvaro Dias conquistou a confiança dos que fazem a Casa Legislativa. “Com o entusiasmo que estou tendo diante desta solenidade, o teremos para discutir pontos para melhorar e fortalecer Natal”, acrescentou.

Opinião dos leitores

  1. O município de Natal e o estado do RN não têm sorte.
    Em todo o caso, não há muita opção na hora de escolher em quem vai votar, pois além de não haver candidatos de qualidade por esses lados, a chapa é única e indivisível.
    O pior é quando o prefeito desiste do mandato e deixa em seu lugar um vice que ninguém lembrava que existia.

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Política

Funaro entrega à PGR documentos sobre repasses ao MDB

O corretor Lúcio Bolonha Funaro entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) informações complementares do seu acordo de colaboração premiada assinada no ano passado. Entre os documentos apresentados estão planilhas que, segundo o delator, revelam o caminho de parte dos R$ 10 milhões repassados pela Odebrecht ao MDB na campanha de 2014. Os valores teriam como destinatário alguns integrantes do grupo político do presidente Michel Temer. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo O Estado de S. Paulo.

As planilhas têm por objetivo sustentar a versão dada em delação de que o corretor teria retirado R$ 1 milhão do escritório do amigo e ex-assessor de Temer, o advogado José Yunes, a pedido do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Funaro, no seu acordo, disse que os valores pagos pela Odebrecht eram de Michel Temer e que o então vice-presidente teria ordenado o envio de parte dos valores para Geddel. “Dirigentes da Odebrecht utilizaram o doleiro Alvaro Novis para fazer com que os valores destinados a Temer chegassem nas mãos de Yunes”, disse o corretor.

Nas planilhas entregues por Funaro, as entradas e saídas apontadas somam o mesmo R$ 1 milhão que teria sido encaminhado à Geddel.

Yunes chegou a prestar um depoimento na PF sobre a retirada de valores em seu escritório. De acordo com sua versão, ele teria servido de “mula” para o ministro Eliseu Padilha. O repasse citado por Funaro foi revelado nas delações de executivos da Odebrecht e teria sido acordado em uma reunião no Palácio do Jaburu com a participação de Temer. As novas informações fornecidas pelo corretor, atualmente em prisão domiciliar, serão utilizadas no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) cujos alvos são Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

A inclusão de Temer na investigação foi solicitada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. No entendimento da PGR, a delação da Odebrecht aponta para o recebimento de propina por Temer, Padilha e Moreira em troca de benefícios em temas relacionados a Secretaria de Aviação Civil, à época sob o comando de Moreira Franco.

Defesas

Em nota, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que, em respeito à Justiça, “só se pronunciaria nos autos do processo”.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou, por meio de nota, que as acusações noticiadas por conta de informações complementares de delação premiada que o corretor Lúcio Bolonha Funaro entregou à Procuradoria-Geral da República tem “como único objetivo manter campanha difamatória contra o presidente Michel Temer sem que as investigações produzam fatos reais”. “Ou seja, são apenas ficções em série”, diz a nota.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse ainda que todas as atribuições do coronel João Batista Lima Sobrinho em campanhas do presidente Michel Temer “sempre foram pautadas pela legalidade, lisura e correção”. “Essa velha acusação volta a ser requentada hoje pelas autoridades sem que haja provas reais”, afirma a Secom.

Na nota, o Planalto reforça que os “depoimentos continuam repletos de contradições e incoerências”. “Inclusive com relação a outras delações já homologadas pela Justiça, sem que se façam as confrontações”, destaca. Auxiliares do presidente citam, por exemplo, a delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho que traria declarações distintas às apresentadas por Funaro.

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Judiciário

Marco Aurélio Mello aceita pedido do PEN e suspende ação sobre prisão de condenados em segunda instância

O ministro Marco Aurélio Mello aceitou na noite desta terça-feira (10) pedido do Partido Ecológico Nacional (PEN) para suspender por cinco dias o andamento de uma ação que pode rediscutir, no Supremo Tribunal Federal (STF), a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

Relator da ação, o ministro Marco Aurélio Mello disse que levaria o pedido de liminar para julgamento nesta quarta-feira (11) em plenário. Mas a legenda decidiu trocar de advogados e pediu a suspensão temporária do caso.

Em petição protocolada à tarde, a legenda desconstituiu o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, como seu representante na ação no STF e apresentou novos defensores.

Mais tarde, os novos advogados do PEN protocolaram um novo documento no processo pedindo que a análise da liminar seja adiada em cinco dias, argumentando que precisam analisar melhor os documentos que fazem parte da ação.

“Os novos advogados constituídos não têm conhecimento da totalidade da ação nem da tramitação dos autos, tornando assim necessário tempo para que possam estudar o feito e analisar situações de questões de ordem, regimental e processuais”, disseram os advogados no documento.

O ministro também negou um pedido secundário feito pelo Instituto de Garantias Penais (IGP), também representado por Kakay. Nesse pedido, houve a reiteração do pedido de liminar feito pelo PEN contra a prisão após segunda instância.

Segundo Marco Aurélio, não cabe a um terceiro fazer um pedido para apreciar a liminar. O IGP é, como outras entidades, um “amicus curiae” (amigo da Corte) nessa ação. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, essas entidades podem opinar no caso, mas não são autores, por isso, não podem fazer pedidos.

 

 

G1

Opinião dos leitores

  1. esse troca-troca aí tá com cara de que? bem ao estilo brasileiro, movido por interesses escusos, as vezes envolvendo até muito dinheiro em troca. Ô país ruim de tudo esse nosso.

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Judiciário

Juiz manda prender Viúva da Mega-Sena, condenada por assassinato de milionário

Justiça expediu novo mandado de prisão contra Viúva da Mega-Sena

O juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, expediu novo mandado de prisão contra Adriana Ferreira Almeida Nascimento, viúva de Renné Senna, lavrador que ganhou a Mega-Sena. Adriana foi condenada em dezembro de 2016 a 20 anos de prisão como mandante do assassinato do ex-marido.

Segundo a decisão do juiz, desta terça-feira, “não há razão para que seja postergada a execução da pena, em especial no caso em análise que tem por objeto crime praticado há mais de uma década”. De acordo com Pilderwasser, já foram esgotados os recursos possíveis à segunda instância:

“Na hipótese em análise, tendo em vista que o recurso de protesto por novo júri não foi recebido por este juízo, em decisão mantida pela. E. Oitava Câmara Criminal deste Tribunal de Justiça, verifica-se o esgotamento da jurisdição em segunda instância, havendo sido interposto recurso especial ao qual não foi atribuído efeito suspensivo”.

O ex-lavrador Renné Senna foi executado a tiros em 7 de janeiro de 2007 em Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio. Seis pessoas foram acusadas do crime, entre elas a viúva da vítima. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Adriana teria ordenado a morte do marido após ele ter dito que ia excluí-la do testamento, pois sabia que estava sendo traído.

Adriana foi inocentada em 2011, mas a sentença foi anulada em 2014 pelo Tribunal de Justiça. Isso porque o motorista Otávio dos Santos Pereira, genro do milionário, denunciou quebra de incomunicabilidade de dois jurados. Segundo o Código de Processo Penal, nesses casos, é decretada a nulidade do julgamento, já que os jurados não podem ter contato entre si, com testemunhas ou com o mundo exterior, para evitar que sejam influenciados. Eles teriam ido a um posto de gasolina em frente ao hotel.

Cinco anos depois, em dezembro de 2016, Adriana foi julgada novamente. Em depoimento prestado em juízo, ela disse que gostava do companheiro mas admitiu que tinha um amante desde meses antes da morte de Renné. Adriana disse ainda que não sabia que estava no testamento do milionário, com direito a metade de tudo que ele deixasse. O Tribunal do Júri de Rio Bonito condenou a viúva a 20 anos de prisão pelo crime.

Adriana, dias depois do julgamento, teve a prisão revogada e passou a cumprir a pena em prisão domiciliar. Ela também recorreu da decisão da sentença, pedindo a realização de um novo júri, sem sucesso.

EXTRA

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Política

Temer enfrenta recusas na escolha de substituto de Moreira

O presidente Michel Temer dá posse ao novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco

O presidente Michel Temer tem enfrentado dificuldades para a escolha de um nome para assumir o comando da Secretaria-Geral, umas das pastas da chamada cozinha do Palácio do Planalto, que era ocupada por Moreira Franco.

Na tentativa de agradar a bancada mineira do MDB, que sempre reclamou por não ter espaço na Esplanada dos Ministérios, ele sondou dois deputados federais do partido, mas ambos não quiseram assumir a estrutura.

Segundo a Folha apurou, tanto Mauro Lopes como Saraiva Felipe recusaram a oferta e disseram que preferem se dedicar às suas campanhas à reeleição.

Na tentativa de dobrar as resistências, Temer se reuniu na noite de segunda-feira (9) com o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, presidente estadual do MDB.

Eles trataram da possibilidade de Mauro Lopes assumir o posto. Nesta terça-feira (10), Andrade tentou convencer o ex-ministro de Dilma Rousseff, mas ele reafirmou a intenção de disputar a reeleição.

Um novo encontro entre Temer e Andrade deve ocorrer ainda na noite de terça. Em conversas com aliados, contudo, Andrade considera improvável que a bancada mineira assuma a pasta.

A bancada mineira é a segunda maior do MDB na Câmara dos Deputados, inferior apenas à bancada carioca. Inicialmente, eles pleiteavam o Ministério de Minas e Energia.

O presidente, contudo, decidiu deslocar Moreira Franco para a pasta, o que causou insatisfação na bancada de Minas Gerais, que considera a Secretaria-Geral uma estrutura pequena.

A decisão de transferir Moreira foi tomada com o intuito de manter seu foro privilegiado.

A pasta da Secretaria-Geral, criada para abrigar o emedebista, é questionada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

A procuradora alega que há inconstitucionalidade na norma que instituiu o ministério. A pasta foi criada por meio de uma medida provisória (MP).

Em junho de 2017, Temer revogou a proposta e editou uma nova MP que recriava o mesmo ministério, o que não seria permitido, de acordo com a sustentação de Dodge.

A transferência para Minas e Energia, que garante o foro privilegiado, foi costurada pelo próprio Moreira.

 

 

Folhapress

Opinião dos leitores

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Diversos

Campus Party chega ao RN

Imagine assistir uma corrida de insetos robotizados, torcer em uma batalha de drones ou mesmo acompanhar ao vivo o lançamento de um foguete, com direito a escuta das comunicações de rádio entre operadores e contagem regressiva para o lance.  Isso e muito mais é o que milhares de pessoas podem experimentar na primeira edição da Campus Party no Rio Grande do Norte, de 11 a 15 de abril de 2018 no Centro de Convenções.

O evento, uma parceria inédita do Governo do Estado com o Instituto Campus Party, terá duração de cinco dias, com atividades ininterruptas movidas a internet de 20 gigabit que totalizarão em 250 horas de conteúdo.  A feira acontece em três áreas: Open Campus, espaço gratuito e aberto ao público; Arena, que abriga as palestras principais; e Camping, que reúne as barracas dos ‘campuseiros’, participantes que pagam ingresso para participar 24 horas da programação. O estande do Governo do RN na feira promete atrair público com surpresas na área de tecnologia.

A #cpjerimum trouxe a Natal conferências, workshops, palestras, concursos e hackathons, com seus famosos desafios, tudo voltado para soluções e inovações tecnológicas, avanços aeroespaciais, internet, games, robótica e empreendedorismo digital. São mais de 300 super palestras sobre empreendedorismo, inovação, tecnologia e robótica. Cosplayers, corridas de drones e de ciborgues com baratas de verdade, um estande da Turma da Mônica e exposições de start-ups fazem parte do evento.

A programação completa, que atende ao público de todas as idades e diversas áreas de interesse, pode ser conferida no site https://campuse.ro/events/camp us-party-natal-2018/

Investimento em tecnologias

Em consonância com o foco do evento, o Governo do RN, por meio do projeto Governo Cidadão e Banco Mundial, está investindo R$ 105,6 milhões na área de tecnologia da informação. Os investimentos vão desde a área de saúde e segurança, até educação, administração e recursos humanos, agricultura, cultura, assistência social, turismo, tributação e planejamento e finanças.

Alguns desses projetos serão discutidos nas palestras que o Governo fará na Campus Party. Serão apresentadas algumas iniciativas que têm contribuído para o desenvolvimento tecnológico conforme programação abaixo:

Dia: 13/04/18

Palestra: Plataforma Ceres – Como a startup do Governo beneficia mais de 200 cidadãos

Palestrante: Hidel Paulino

Local: Palco Principal

Hora: 12h-13h

Palestra: Inovação Tecnológica e Inclusão Digital na Educação Pública do RN

Palestrante: Betânia Ramalho

Local: Palco Principal

Hora: 18h-18h45

Dia: 14/04/18

Palestra: Portal CIOSP  – Ferramentas de Inteligência da segurança a serviço do cidadão

Palestrante: Coronel Carlos Macedo

Local: Palco STEAM

Hora: 12h-13h

Open Campus

A Campus Party conta com uma área democrática e gratuita, a Open Campus. Aberto ao público, contará com várias atrações de tecnologia, inovação e empreendedorismo, trazendo em sua programação a arena dos drones e simuladores, o espaço Educação do Futuro, que visa incentivar a imersão das gerações mais novas no mundo da tecnologia, além de apresentação de Startup e Makers, Parada Cosplay e Campus Future.

A expectativa é que a Open Campus receba cerca de 70 mil visitantes durante a realização do evento. O local funcionará de 12 a 14/04, das 10h às 20h, com circulação até às 21h.

O local contará ainda com uma praça de alimentação, a Vila Mariana Espaço Gourmet.

 

 

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Polícia

Tentativa de fuga de presos termina com 23 mortos na região metropolitana de Belém

Uma tentativa de fuga de presos em massa terminou com 23 pessoas mortas na tarde desta terça-feira (10) na região metropolitana de Belém, segundo o governo do Pará. As mortes ocorreram no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), no Complexo Prisional de Santa Izabel. Um grupo armado tentou invadir o local para dar cobertura à ação.

Os mortos são um agente penitenciário, oito pessoas que tentaram invadir o presídio e 14 presos, segundo o secretário-adjunto de Gestão Operacional da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará, André Cunha.

Pelo menos outros quatro agentes de segurança ficaram feridos – um deles em estado grave. O número de presos feridos ainda não foi informado.

Autoridades faziam uma revista e recontagem de presos no fim da tarde desta terça. A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) ainda não confirmou se houve fuga de detentos na ação.

O caso ocorre um dia após uma chacina que deixou 12 mortos na Grande Belém.

Um vídeo gravado na penitenciária após a tentativa de fuga mostra diversos corpos com sangue no chão da área externa do presídio.

De acordo com o Conselho Nacional de Jsutiça (CNJ), em fevereiro de 2018 o presídio tinha 660 presos – acima da capacidade do CRPP III, que é de 432 detentos.

 

G1

 

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Judiciário

Segunda Turma do STF autoriza retorno de Cabral para o Rio

Por três votos a um, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta terça-feira a volta do ex-governador Sérgio Cabral para a prisão no Rio de Janeiro. Alvo da Lava-Jato, ele tinha sido transferido em janeiro deste ano para o Paraná após suspeitas de regalias no presídio em que estava. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, também determinou a instauração de investigação para apurar o uso de algemas durante a transferência de Cabral do Rio para Curitiba.

Além de Gilmar, também votaram a favor do pedido da defesa os ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Apenas Edson Fachin foi contra. Celso de Mello, que também integra a Segunda Turma, não estava presente.

— A transferência para o Paraná não faz sentido processual. O endereço da instrução processual demanda a permanência do paciente (Cabral) no Rio de Janeiro, onde responde a ações penais em fase de instrução. Entendo que a transferência não atende aos interesses do processo — disse Gilmar.

Por outro lado, Fachin destacou que Cabral poderia participar das audiências de seus processos por videoconferência. Também argumentou que a situação era excepcional, de modo a autorizar a prisão em local distante da família.

Cabral está preso desde novembro de 2016. Em janeiro de 2018, a Justiça mandou transferi-lo para o Paraná. No começo de fevereiro, a defesa apresentou um habeas corpus solicitando uma liminar para suspender a transferência, determinada pelos juízes federais Sergio Moro, que toca a Lava-Jato em Curitiba, e Caroline Vieira Figueiredo, do Rio.

Em 18 de janeiro, Moro afirmou que se o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, entendesse que a transferência não era pertinente no momento, ele poderia ser informado e reavaliar a decisão. No entanto, logo em seguida, a juíza substituta da 7ª Vara Federal Criminal do Rio deu a decisão. Bretas estava de férias. Os pedidos para a transferência de Cabral foram feitos pelo Ministério Público em Curitiba e no Rio. Por isso, duas decisões de juízes diferentes. No STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou contra o pedido da defesa de voltar para o Rio.

Pouco depois da transferência, ainda em janeiro, os juízes da Lava-Jato em Curitiba e no Rio solicitaram explicação sobre o uso de algemas nas mãos e nos pés de Cabral enquanto ele ia para o Paraná. O juiz Sergio Moro intimou a Polícia Federal (PF) a esclarecer os motivos do procedimento. No Rio, o ofício enviado à PF e ao Ministério Público Federal (MPF) para apurar se houve eventual excesso ou irregularidades foi assinado pela juíza substituta. O delegado responsável pela transferência disse na época que foram utilizadas algemas para “evitar que o preso pudesse adotar qualquer atitude que viesse a prejudicar a sua própria segurança, de terceiros e da equipe policial”.

— Todos ficaram pasmos (com o uso das algemas). Aonde queremos chegar? Que tipo de alma está morando no corpo dessa gente? — indagou Gilmar nesta terça-feira.

Em 19 de fevereiro, os advogados do ex-governador citaram a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro como argumento a seu favor. A defesa destacou que, como o sistema penitenciário passou a ser responsabilidade do governo federal, não haveria mais risco de regalias. Nesta terça-feira, durante o julgamento, o advogado Rodrigo Henrique Roca Pires, que defende Cabral, repetiu o argumento.

— A minha cidade está pegando fogo. O Rio de Janeiro está fora de controle. A intervenção federal até agora não deu em nada — disse Pires, concluindo: — Mas se alguma coisa foi feita pela intervenção federal no Rio de Janeiro foi justamente a Secretaria de Assuntos Penitenciários. Ali funcionou imediatamente. Foram trocados todos os quadros, todas as autoridades foram trocadas. Se havia uma regalia, hoje isso é impossível. Se a decisão originária tinha o fundamento do receio de que o ex-governador do estado do Rio de Janeiro tivesse algum tipo de regalia, hoje esse argumento é inexistente. O presídio de Benfica tem mais de 60 câmeras agora. Na época tinha eram 52. Diligências diárias fiscalizatórias: Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, juízo das execuções penais.

Reportagem publicada pelo GLOBO em janeiro mostrou que o ex-governador tinha direito a regalias dentro do presídio. Por isso, o Ministério Público pediu que ele fosse transferido para Curitiba. Cabral foi preso preventivamente em 17 de novembro de 2016, quando foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal de Curitiba e do Rio de Janeiro, na operação “Calicute”, coordenada pelo MPF nos dois estados.

Entre as irregularidades o MP registrou entrega a Cabral de envelope com cédulas e visitas em dias em que elas não são permitidas. Uma das pessoas que visitaram Cabral em dia não permitido aos demais presos foi o deputado federal Marco Antonio Neves Cabral, filho do ex-governador.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Pronto, acabou o mundo. Desistam, estamos no mundo errado. Onde o governo desarmou os cidadãos de bem, porém a vagabundagem possui o monopólio do armamento. E de presente ainda receberam as audiências de custódia. No mundo que eu vivia, ladrão, corrupto, vagabundo, era preso com algemas. É a idiotização da sociedade.

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Esporte

Roma amassa o Barcelona, vence por 3 a 0 e volta à semifinal da Champions após 34 anos

Vai ser difícil dormir na capital da Itália nesta terça-feira. O que se viu no Estádio Olímpico foi uma partida que ficará para sempre na memória. Uma virada espetacular e, acima de tudo, justa. Diante de um Barcelona irreconhecível, a Roma conseguiu a classificação na bola e na raça. Após a derrota por 4 a 1 na Espanha, a emocionante vitória por 3 a 0 em casa, com direito a gol salvador nos minutos finais, levou a equipe italiana à semifinal da Liga dos Campeões depois de 34 anos. Ao Barça só resta lamentar um dia em que nada deu certo. O sorteio será na próxima sexta.

 

 

GE

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Esporte

Globo divulga preços de ingressos para estreia contra o ABC neste domingo, pela Série C

O Globo estreia na Série C neste domingo (15) contra o ABC na primeira partida da história do clube em uma divisão tão alta do futebol nacional. Os ingressos para essa partida histórica já estão sendo vendidos, segundo informações da assessoria de imprensa do clube de Ceará-Mirim.

A diretoria do Globo definiu o preço de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) para as entradas da partida que acontecerá às 17h, no Estádio Barrettão. Os preços podem sofrer reajuste no dia do confronto.

Confira os pontos de venda:

Las Vegas Bar;
Tem de tudo 24 horas;
Quiosque 16 no Mercado Municipal do café;
Panificadora Beatriz no Residencial Otávio Praxedes (Barrettão);
Conveniência 157 Espaço Mais Querido – (Frasqueirão);
Go Mania Store – Norte Shopping e AV Prudente de Morais;
Padaria Principal (Em Nova Ceará-Mirim).

Com informações da FNF

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Política

Justiça decreta indisponibilidade de bens de Lula

A 1ª Vara de Execuções Fiscais de São Paulo decretou a indisponibilidade de bens de Lula, de Paulo Okamotto, do Instituto Lula e da LILS, a empresa de palestras do petista, informa a Época.

A medida é para garantir o pagamento de uma dívida fiscal de quase R$ 30 milhões com o governo federal.

O débito soma R$ 15 milhões em relação a Lula, ao instituto e à empresa de eventos. No caso de Okamotto, que preside o Instituto Lula, o valor supera R$ 14 milhões.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. A quadrilha sempre se achou acima da lei , estando a jararaca com a cabeça esmagada e a onça bebendo água!

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Judiciário

Ministro do STF, Alexandre de Moraes, diz que não há como desistir de liminar sobre 2ª instância

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (10) não ser possível ao autor de uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC) desistir de um pedido de liminar no processo.

Moraes se referiu ao desejo manifestado pelo presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN), Adilson Barroso, de abrir mão de uma nova petição com a qual a legenda buscou garantir a liberdade de condenados em segunda instância, feita dentro de uma ADC aberta em 2016 pelo partido sobre o tema.

Na última quinta-feira (5), horas depois de o STF negar um habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay e que representa o PEN, entrou com um novo pedido de liminar em nome do partido, pedindo a garantia da liberdade de condenados em segundo grau que possam recorrer a instâncias superiores.

A lei que regulamenta a ADC prevê não ser possível, uma vez aberta, que o autor desista da ação. “Não pode desistir de ação, então não pode desistir de pedido”, afirmou Moraes sobre a nova liminar solicitada na semana passada pelo PEN. “Não cabe desistência, depois que ingressou, o Supremo que irá julgar”, reiterou o ministro.

Recuo

Adilson Barroso, presidente do PEN, disse à Agência Brasil que buscará desistir de “tudo que for possível” na ação. “Não quero mais essa compreensão de que estamos salvando o Lula, porque nós somos de direita conservadora, e isso não faria sentido”, declarou.

A concessão de uma liminar na ADC poderia beneficiar o ex-presidente, preso desde sábado (7) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, após ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do tríplex no Guarujá (SP), pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal.

Adilson Barroso afirmou que destituiu Kakay da representação do PEN e que os demais advogados do partido buscam formas de desistir da liminar. Até a publicação da reportagem, no entanto, nenhuma solicitação nesse sentido havia sido protocolada no STF, e o advogado ainda constava como representante da legenda na ação.

A medida cautelar na ADC já foi negada em 2016 por 6 a 5 no plenário do Supremo, mas Kakay argumenta no novo pedido que houve “alteração no quadro jurídico” a partir do julgamento do habeas corpus de Lula.

Entre os argumentos está o de que o ministro Gilmar Mendes manifestou mudança de entendimento em relação ao que havia votado em 2016, decidindo agora que a execução de pena só poderia se dar após recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não após segunda instância, desfazendo a maioria anterior.

Outro ponto levantado pelo partido é o de que a ministra Rosa Weber, apesar de votar contra o habeas corpus de Lula, disse que o faria somente em respeito à maioria de 2016, mas que, se estivesse a ADC em julgamento, votaria no sentido de não permitir a execução provisória de pena após condenação em segunda instância.

Caberá ao ministro Marco Aurélio Mello analisar se concede, monocraticamente, o novo pedido de liminar. Ele tem dado indicações, no entanto, de que deve levar o pedido para plenário durante a sessão plenária de amanhã (11).

Agência Brasil

 

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