Polícia

Polícia apreende passaporte e R$ 470 mil na casa de Nego do Borel no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de SP, com apoio de agentes fluminenses, cumpriu nesta quinta-feira (28) dois mandados de busca e apreensão contra Nego do Borel.

Os policiais apreenderam R$ 470 mil em espécie e o passaporte do cantor na mansão dele na Zona Oeste do Rio.

As buscas estão relacionadas ao boletim de ocorrência que Duda Reis, ex do cantor, registrou na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Paulo.

Duda afirma ter sido vítima de violência e de ameaças feitas pelo ex-noivo — ele nega.

Um dos mandados foi cumprido na casa de Nego no Recreio dos Bandeirantes,. Lá policiais encontraram e retiveram o passaporte do artista. Em um cofre, os agentes encontraram as cédulas.

A outra busca foi em um endereço em São Paulo, onde o cantor estava.

Agentes apreenderam ainda telefones e um computador nos dois endereços.

O funkeiro ainda não se manifestou sobre a operação.

Nego também prestou queixa contra a atriz, por injúria, calúnia e difamação.

No dia 15, policiais apreenderam na casa de Nego no Recreio uma réplica de fuzil, usada para a prática de airsoft.

A 42ª DP (Barra) apurava a denúncia publicada em meios de comunicação de que ele teria um fuzil em casa.

O que disse Duda

Foto: Reprodução

No dia 14, Duda contou aos policiais da 1ª DDM que as agressões de Nego começaram em fevereiro de 2018, durante o carnaval. Ela disse que o cantor a ameaçou porque ela foi ao Sambódromo do Rio sem a anuência dele.

A partir daquela data, depôs Duda, o cantor iniciou uma rotina de “humilhações e xingamentos” e que foi agredida fisicamente na frente de outras pessoas.

Segundo Duda, em agosto de 2018, durante uma viagem a Portugal, foi estuprada por Nego nos momentos em que ela estava sob efeito de remédios.

A atriz relatou que, incentivada pelo então namorado, tomava doses maiores que as prescritas de um medicamento controlado.

Ela também disse à polícia que, na mesma viagem, depois de ter se recusado a acompanhar o cantor em uma das apresentações dele, foi agredida e teve lesões nas costas e pernas, mas não recebeu atendimento médico em nenhuma dessas ocasiões.

Duda afirmou ter medo do cantor e disse que vai “tomar todas as medidas protetivas necessárias”.

“Porque eu preciso, eu temo pela minha vida, temo pela minha segurança, sim, porque eu sei como a pessoa é. Eu não sou louca, não sou mentirosa, sei o que vivi, sei o medo que dá”, explicou Duda.

A jovem também afirmou aos policiais que, após as agressões, passou a sofrer de transtornos psíquicos e emocionais, diagnosticados por psicólogos e psiquiatras. Ela disse que desenvolveu anorexia nervosa, bulimia, depressão e síndrome do pânico.

O que disse Nego

Foto: Reprodução

O cantor prestou queixa contra a ex na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) por injúria, calúnia e difamação no dia 13.

Em uma rede social, Nego do Borel confirmou que traiu Duda.

“Estou vivendo, com certeza, um dos piores dias da minha vida. Tenho sido bombardeado de coisas e precisei de um tempo para ler e absorver tudo antes de vir me pronunciar em respeito ao meu público”, afirmou o cantor em uma publicação no stories de seu Instagram.

“Sim, houve traição, que foi um erro do qual não me orgulho, me arrependo muito e não trouxe em público antes para não expor terceiros.”

“Quando ao posicionamento da minha ex, é de fato algo que me surpreende. Tenho também o meu lado da história e também vi e descobri muitas coisas, que ao contrário do que vem sendo feito, não gostaria de expor para não comprometer a integridade dela como mulher. Por questão de princípios, é algo que eu não faria com ela, assim como não faria com nenhuma outra mulher, a não ser que seja extremamente necessário.”

Em outro post, Nego escreveu: “Em breve me pronunciarei e contarei toda a verdade”.

Relembre a relação do casal

Duda Reis e Nego do Borel começaram a namorar no final de 2018

O casal se separou um ano depois, entre boatos de traições

Em abril de 2020, o casal tentou dar uma nova chance ao relacionamento. Na época, o pai da atriz foi contra e fez vários relatos contra Nego nas redes sociais

Em junho, o casal anunciou o noivado

Em dezembro de 2020, aconteceu um novo término. Na época, Nego fez um longo texto para a atriz e escreveu: “A menina do sorriso largo, abraço apertado, olhos azuis encantadores, guerreira, decidida e cheia de sonhos, será sempre lembrada com muito carinho. Ela faz parte de um amor que foi eterno enquanto durou, e hoje se transformou numa grande amizade, que quero que dure para sempre.”

Ambos já deletaram as fotos do casal nas redes sociais, mas Nego mantém o depoimento sobre a separação

G1

Opinião dos leitores

  1. Essa adorável mocinha de santa não tem nada, usou esse cabrinha ai, que também não está correto, para ganhar fama e projeção, agora tira proveito dos crimes cometidos por este mal caráter para ganhar mais projeção. Na minha opinião já extrapolou o que estão fazendo com este rapaz, tenos crimes bem mais graves que não vemos tanto teatro e perseguição.

  2. Agora o nego do borel não presta para essa senhorita Duda Reis,a dita cuja ganhou uma grande projeção nas redes sociais e na televisão e dinheiro por causa da exposição desse relacionamento,agora vem cuspir no prato que comeu com terríveis acusações contra o homem que patrocínou a sua ascensão midiática e financeira agora o pobre do nego do borel é o seu maior adversário,inimigo e opressor,isso é o que acontece quando se dá oportunidade a mulher pobre ou lisa.

  3. Só não entendi por que a polícia confiscou o dinheiro do cantor. Se o problema é de abuso sexual e violência, o que o dinheiro tem a ver?

    1. Simples, com dinheiro e contas bloqueadas ele em teoria não pode "fugir".

  4. Ninguém canta funk! Esse tipo de "zuada" que é os simpatizantes chamam de música, é um verdadeiro atentado a todo tipo de música de verdade! O funk não é uma questão de gosto, no máximo é um "num sei quê" de ritmo repetido e totalmente desprovido de mínima qualidade musical!

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Empresário que fez repasses para ‘Dark Horse’ passa por audiência com auxiliar de Mendonça e diz que delação sobre Master foi voluntária

Foto: Divulgação

O empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, prestou depoimento nesta terça-feira (8) a um juiz auxiliar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para confirmar a voluntariedade de sua delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Mendonça é o relator do caso Master.

Mineiro é responsável pela Entre Investimentos e segundo sua delação, realizou repasses para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os valores, estimados em US$ 12,3 milhões, foram destinados a um fundo nos Estados Unidos ligado a um advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Segundo o empresário, ele movimentou cerca de R$ 1,3 bilhão entre 2020 e 2025, a pedido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de pessoas ligadas a ele. Parte dos valores era convertida em dinheiro vivo e entregue a operadores do esquema.

Mineiro afirmou que os pedidos eram feitos por WhatsApp. Para obter o dinheiro, ele transferia recursos para empresas indicadas pelos operadores, que providenciavam as quantias em espécie. O dinheiro era posteriormente entregue na sede da Entre Investimentos, empresa de Mineiro, em São Paulo.

O empresário relatou ainda que combinava pelo WhatsApp a entrega das malas de dinheiro a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Segundo ele, as entregas ocorriam geralmente no mesmo dia, em estacionamentos e garagens para reduzir o risco de armazenamento.

Como parte da colaboração, Mineiro apresentou à PGR recibos de compra de malas, contratos de mútuo usados para justificar pagamentos, comprovantes de transferências bancárias e uma tabela com valores e datas das operações. A delação ainda não foi homologada por André Mendonça. Não há prazo definido para a decisão.

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Associação Brasileira de Imprensa divulga nota de apoio à reeleição de Lula

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou nesta terça-feira (8) uma nota pública em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No manifesto, a entidade afirma que a posição é “coerente” com sua história e reafirma compromissos com a democracia, o Estado Democrático de Direito, a liberdade de expressão e de imprensa, os direitos humanos e a soberania nacional.

A nota da ABI é assinada pelo presidente Octávio Costa e pela vice-presidente Regina Pimenta.

Sem citar diretamente os adversários de Lula, a ABI criticou candidatos que, segundo a entidade, colocam a democracia em risco e são “coniventes com o golpismo e com golpistas”. Também condenou tentativas de romper a ordem constitucional e de retirar punições de seus autores e cúmplices.

A manifestação ocorre em meio ao acirramento da disputa presidencial. Pesquisa BTG/Nexus (BR-06790/2026) divulgada também nesta terça-feira mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto contra 45% de Lula em um eventual segundo turno.

A ABI finaliza a nota afirmando que Lula se mantém, tanto em sua trajetória política quanto no exercício dos mandatos, “em sintonia com os princípios que defendemos”, independentemente de “qualquer juízo partidário”.

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“MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA”: Mais de 3 mil entidades citam “crise institucional de extrema gravidade” cobram imparcialidade e transparência do STF

Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF

Entidades de diferentes setores da economia cobraram, nesta quarta-feira (9), que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise com urgência e em sessão pública os fatos relacionados à crise institucional envolvendo ministros da Corte.

O “Manifesto à Nação Brasileira” reúne mais de 3 mil entidades (veja lista completa aqui), incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fiesp e Confederação Nacional do Comércio (CNC), que representam cerca de 90% do PIB brasileiro.

O documento afirma que o país vive uma “crise institucional de extrema gravidade” e cobra transparência e imparcialidade do STF.

“Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem.”

As entidades pedem que o plenário do Supremo examine publicamente os fatos envolvendo a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, especialmente nas investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS.

A tensão aumentou após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, além de retirar o sigilo de investigação que revelou mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em outro manifesto, o presidente da CNI, Ricardo Alban, classificou o momento como um “teste de integridade inédito” e defendeu uma reação “vigorosa”, com discussões públicas e transparentes.

Na terça-feira (8), outro grupo, formado por 157 empresários, economistas e personalidades, também cobrou uma investigação “completa, célere e independente” sobre os fatos envolvendo ministros do STF e outras autoridades.

Leia a íntegra:

O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.

Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!

Cada dia é um dia a mais de descrédito.

O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!

Opinião dos leitores

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[VÍDEO] Motorista sem CNH atropela duas crianças que brincavam na rua em Caicó; vítimas sofrem apenas escoriações

Duas crianças foram atropeladas por uma motorista na noite desta terça-feira (8), em Caicó, no Seridó potiguar. As vítimas tem 1 ano e 8 meses e a outra tem 3 anos, Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro passou por cima das vítimas, que brincavam na rua.

As crianças sofreram apenas escoriações leves. Elas foram atendidas no Hospital Regional do Seridó, passaram por exames e foram liberadas. O médico Gabriel Dantas afirmou que as crianças estavam estáveis e sem sinais de lesões graves. “As crianças, graças a Deus, estavam estáveis, todas conscientes, sem muitas queixas, embora a imagem seja bem chocante. O quadro clínico delas era bem favorável”, disse o médico que atendeu as crianças.

Segundo a Polícia Civil, a motorista não possuía CNH, foi presa em flagrante e liberada após pagar fiança de R$ 2 mil. A condutora, que mora na mesma rua das vítimas, vai responder por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

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Após Dino reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da PF, Partido Novo diz que “vivemos agora as consequências de ter um ministro terrivelmente soviético”

Imagem: Reprodução/X

O Novo, partido do candidato à Presidência Romeu Zema, chamou o ministro do STF Flávio Dino de “terrivelmente soviético” após a decisão que reintegrou Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal.

“Vivemos agora as consequências de ter um ministro terrivelmente soviético”, publicou a legenda nesta quarta-feira (9), no X. A postagem foi acompanhada de uma foto antiga de Dino à frente de adesivos do PCdoB, partido pelo qual foi eleito governador do Maranhão.

O partido havia sido responsável pelo pedido que levou o ministro André Mendonça a afastar Andrei Rodrigues da PF na terça-feira (8). A decisão foi revertida nesta quarta por Dino.

Ao determinar a reintegração, Dino questionou a legitimidade do Novo para pedir o afastamento, já que o partido não integra o inquérito do Banco Master. O ministro também citou o fato de a legenda ter candidato à Presidência e pediu “moderação, equilíbrio e prudência” no exercício da magistratura durante o processo eleitoral.

Opinião dos leitores

  1. Mexeram com o chefe da PFL (PF do Lule) que não tem nada a ver com a PF. Aí não né cumpanhêros.

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Dino e integrantes do governo Lula teriam articulado retorno de Andrei à direção da PF e pegam Fachin de surpresa

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O presidente do STF, Edson Fachin, teria sido surpreendido pela decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. Segundo reportagem do Poder 360, integrantes do governo Lula já articulavam com Dino, desde a noite de terça-feira (8), uma forma de reverter o afastamento determinado por André Mendonça.

A articulação teria ocorrido paralelamente às tratativas conduzidas por Fachin para buscar uma solução para a crise. O presidente do STF havia dado três dias para Mendonça se manifestar sobre o recurso da AGU contra o afastamento de Andrei.

Nesta quarta-feira (9), ao menos quatro ministros questionaram Fachin sobre a decisão de Dino, segundo a reportagem. Na avaliação desses magistrados, o ministro deveria ter remetido o caso à Presidência do STF, já que o recurso da AGU estava sob análise de Fachin.

A decisão também aumenta a pressão sobre Mendonça, cuja relatoria do caso Banco Master é contestada por ministros como Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

Segundo a publicação, Fachin agora enfrenta pressão dos dois grupos do Supremo. Se não reagir à decisão de Dino, poderá ser acusado de favorecer o grupo ligado a Moraes e de enfraquecer a própria autoridade como presidente da Corte.

Com informações de Poder 360

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CRISE NO SUPREMO: Maierovitch chama justificativa de Dino para reintegrar chefe da PF de “desculpa esfarrapada”

Foto: Isaac Fontana/EFE

O jurista e colunista do UOL Wálter Maierovitch criticou a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Para Maierovitch, a justificativa apresentada pelo integrante do STF para reverter o afastamento determinado pelo ministro André Mendonça não tem consistência jurídica.

Dino afirmou que a PF não poderia ter suas investigações e a produção de relatórios de inteligência interrompidas em razão do afastamento de Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça e posteriormente referendado pela Segunda Turma do STF. O ministro também questionou a atuação de Mendonça, citando o encontro do magistrado com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Para Maierovitch, porém, o argumento apresentado pelo ministro Flávio Dino seria apenas uma tentativa de dar aparência jurídica a uma disputa que se transformou em uma crise dentro do próprio Supremo. “Não dá para o ministro Flávio Dino vir com uma desculpa esfarrapada dessa”, afirmou o jurista durante participação no UOL News.

Maierovitch classificou o atual cenário como uma espécie de “rixa” dentro do STF e também criticou a condução da crise pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Além de Andrei Rodrigues, Dino também determinou a reintegração do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. O afastamento dos dois havia provocado uma crise interna na corporação, com integrantes da cúpula da Polícia Federal colocando os cargos à disposição. A decisão de Dino ampliou ainda mais a tensão entre os ministros do STF e deverá ser analisada pelo plenário da Corte.

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A GUERRA CONTINUA: Fachin vê “atropelo” de Dino e cancela sessão do STF para tentar conter crise interna

Ministro Edson Fachin, do STFFoto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária prevista para esta quarta-feira (9) em meio ao agravamento da crise entre os ministros. A decisão ocorreu após Flávio Dino determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, revertendo uma decisão anterior de André Mendonça.

De acordo com informações do UOL, Fachin considerou que Dino “atropelou” o rito que vinha sendo conduzido pela Presidência do Supremo. Fachin havia dado prazo de 72 horas para que Mendonça se manifestasse sobre o caso antes de levar a questão ao colegiado.

A decisão de Dino acabou antecipando a discussão e aumentou a tensão dentro do STF. O ministro justificou a medida alegando que o afastamento dos dirigentes da PF poderia prejudicar investigações em andamento.

Diante do novo impasse, Fachin tenta agora buscar uma saída negociada para reduzir o confronto entre os ministros. Entre as possibilidades está a centralização, pela Presidência do STF, de decisões consideradas sensíveis, numa tentativa de evitar novas decisões individuais que ampliem a crise.

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REAÇÃO: Lula rompe silêncio, cobra “medidas imediatas” para enfrentar crise no STF e pede quebra de sigilo do caso Master

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou nesta quarta-feira (9) sobre a crise que se agravou dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou a adoção de “medidas imediatas” para enfrentar o impasse institucional.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o momento exige responsabilidade e atuação das instituições para evitar que a crise se aprofunde.

“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu Lula em mensagem postada no X, antigo Twitter.

O presidente defendeu a necessidade de “mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”. Ele deu como “exemplo a ser seguido” a Operação Spoofing, conduzida pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

Lula também pediu “a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer”. “O Brasil precisa saber a verdade”, disse Lula.

A manifestação ocorre em meio ao confronto entre ministros do STF após a decisão de André Mendonça que afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada. Nesta quarta, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois aos cargos.

Opinião dos leitores

  1. Deixa de mentir, filha do pai da mentira.
    Vc é tão correto, pois divulgue o teor das conversas com Daniel Vorcaro e quem estava presente.

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[VÍDEO] Imagens da Secretária Adjunta da Seap negociando visitas íntimas com presos do CV em Alcaçuz viraliza nas redes sociais; em nota oficial, pasta nega conotação eleitoral

A secretária-adjunta da Administração Penitenciária (Seap), Arméli Brennand, teria conversado com lideranças de detentos do Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, no Presídio Estadual de Alcaçuz, durante visita ocorrida no dia 26 de agosto de 2026, quando ela supostamente negociou com os detentos a implantação da visita íntima no sistema prisional a partir do próximo ano.

De acordo com relatos recebidos pelo Blog do BG, Arméli permaneceu na unidade das 9h às 17h30, acompanhada da ouvidora da Seap, identificada como Carla. Ainda de acordo com o relato, as conversas teriam envolvido supostos pedidos para que as lideranças pressionassem familiares e comunidades sob sua influência a votar em candidatos do PT.

As conversas, segundo as informações, foram registradas pelas câmeras corporais dos policiais que acompanhavam as servidoras. As imagens podem esclarecer se houve de fato promessa de benefícios ou utilização da estrutura pública para articulação político-eleitoral dentro de um presídio.

A Secretaria Estadual da Administração Penitenciária, em nota oficial, disse repudir “qualquer ilação que associe a atuação de seus gestores e servidores a acordos, compromissos ou qualquer tipo de entendimento com facções criminosas ou grupos criminosos”.

“A presença de representantes da pasta nas unidades prisionais, incluindo a Ouvidoria, faz parte da rotina institucional e das atribuições administrativas voltadas ao acompanhamento do Sistema Penitenciário”, diz trecho da nota.

Leia a íntegra da nota da Seap:

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP) repudia qualquer ilação que associe a atuação de seus gestores e servidores a acordos, compromissos ou qualquer tipo de entendimento com facções criminosas ou grupos criminosos.

A presença de representantes da pasta nas unidades prisionais, incluindo a Ouvidoria, faz parte da rotina institucional e das atribuições administrativas voltadas ao acompanhamento do Sistema Penitenciário.

A Ouvidoria possui, entre suas funções, o atendimento e a escuta de policiais penais, servidores, familiares e pessoas privadas de liberdade. Por isso, a realização de visitas às unidades prisionais constituem procedimentos regulares e necessários ao exercício de suas atribuições.

Da mesma forma, a secretária-adjunta da SEAP, Arméli Brennand, realiza visita nas unidades prisionais e mantém contato direto com policiais penais, servidores e pessoas privadas de liberdade, buscando conhecer a realidade das unidades, ouvir demandas e acompanhar as rotinas do sistema.

Todas as atividades institucionais realizadas nas unidades prisionais são devidamente documentadas, com a produção dos respectivos registros e documentos, que, quando necessário, são posteriormente encaminhados aos órgãos competentes para conhecimento e adoção das providências cabíveis.

A atividade realizada no dia 26 de agosto, citada pela nota apócrifa, foi de caráter coletivo, aberto e institucional, sem qualquer conversa ou reunião de natureza privada, e contou com a participação de representantes (servidores e/ou policiais penais) dos Recursos Humanos, Ouvidoria, Departamento de Tecnologia da Informação, Unidade Instrumental da Administração Geral, Corregedoria e Departamento de Promoção à Cidadania e dos próprios servidores do estabelecimento prisional.

A SEAP ressalta ainda que decisões relacionadas a direitos, procedimentos, benefícios ou alterações nas rotinas do sistema penitenciário obedecem à legislação vigente e aos instrumentos normativos aplicáveis.

A atuação da Secretaria é pautada pela legalidade, pela institucionalidade e pelo compromisso com a segurança pública e o regular funcionamento do sistema penitenciário.

Opinião dos leitores

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