Previdência de R$ 680 a R$ 25 mil; veja ranking de aposentadorias do serviço público

Maior despesa do governo federal, o pagamento de aposentadorias pode ser um programa social que concentra renda, ao invés de reduzir a desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.

Uma forma de ilustrar isso é comparar os mais de R$ 60 bilhões gastos por ano para cobrir o deficit da previdência dos servidores públicos, que soma menos de 1 milhão de aposentados e pensionistas, com os menos de R$ 50 bilhões destinados aos mais de 30 milhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
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As diferenças ficam mais claras quando se listam os valores médios das aposentadorias pagas no INSS e nos três Poderes da União, como no quadro abaixo, em ordem crescente.
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É evidente que há diferenças entre as contribuições exigidas em cada caso: os trabalhadores rurais podem se aposentar sem contribuir para o INSS, enquanto os servidores públicos com direito a aposentadoria integral contribuem com 11% de seu salário.

Já a variação dos valores pagos por Executivo, Judiciário e Legislativo reflete a disparidade salarial entre os funcionários da ativa nos três Poderes.
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Em qualquer hipótese, a principal crítica ao modelo previdenciário brasileiro é que os valores desembolsados são excessivamente elevados para um país ainda relativamente jovem.

Além de tenderem a crescer com o envelhecimento da população, essas despesas não geram mais redução de pobreza. Mesmo aposentados rurais que recebem o salário mínimo estão entre os mais ricos nas comunidades mais pobres do interior.

Os adversários das reformas para corte de direitos argumentam que o INSS sobre com desvio de recursos e renúncia de receitas, além do baixo crescimento econômico que compromete a arrecadação.

No caso dos servidores públicos, argumenta-se que as contribuições seriam suficientes para sustentar a aposentadoria integral se tivessem sido corretamente aplicadas no passado.

UOL