Imagens: YouTube breeza_revista
O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) voltou a gerar polêmica ao declarar, em entrevista à revista Breeza, que é “maconheiro” e que a criminalização da cannabis no Brasil é “racista”. Ele defendeu que políticos parem de tratar o tema com receio e disse que já tentou plantar a planta em casa, sem sucesso.
“Eu não fumo cannabis, eu fumo maconha. Não sou canabizeiro, sou maconheiro”, declarou em entrevista à revista on-line Breeza, concedida durante a ExpoCannabis, evento realizado de 14 a 16 de novembro em São Paulo. “A planta é maravilhosa e a criminalização dessa planta na história de nosso país se demonstrou de caráter absolutamente racista”, disse.
Freitas afirmou ainda que pretende criar uma associação para cultivo de cannabis medicinal voltada a pacientes vulneráveis, com protagonismo de egressos do sistema prisional. Segundo ele, a ideia também tem caráter político: “Vamos poder fumar nossa maconha na cara da classe média, branca, hipócrita, de Curitiba.”
O deputado também defendeu maior participação de pessoas negras na cadeia produtiva da cannabis, argumentando que, sem isso, o dinheiro do setor continuará enriquecendo “outros bolsos”.
Polêmica recente
Freitas esteve no centro de outra controvérsia em novembro, quando um vídeo circulou mostrando uma briga entre ele e o manobrista Wesley de Souza Silva. O deputado afirmou ter sido vítima de racismo e disse ter fraturado o nariz. Outro vídeo, divulgado no dia seguinte, mostra o carro do manobrista passando perto de Freitas e uma mulher, seguido por discussão e agressões envolvendo o deputado e seu assessor.
Conflitos passados
— 2021: Foi preso pela Guarda Municipal de Curitiba durante um ato político, acusado de agressão e resistência.
— 2023: Teve um atrito com agentes da PF no embarque para um voo; acusou os policiais de racismo.
— Outros episódios: Há registros de confrontos com autoridades em diferentes ocasiões, sempre com versões divergentes entre o deputado e os agentes envolvidos.
Mandato cassado e restabelecido pelo STF
Em 2022, Renato Freitas teve o mandato de vereador cassado após entrar em uma igreja com manifestantes durante um protesto contra o racismo. Em setembro do mesmo ano, o STF restabeleceu o mandato, afirmando que manifestações pacíficas em defesa da população negra não justificam cassação.
Com informações de Poder 360
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