Saúde

VÍDEO: Homem se irrita após ter o atendimento para a mãe negado por falta de médicos e tranca UPA com corrente

Revoltado após ter o atendimento para a mãe negado por falta de médicos, um homem resolveu trancar com corrente e cadeado a porta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mário Campos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O incidente aconteceu na tarde desta sexta-feira (4/2).

Gabriel Ferreira Campos, de 36 anos, buscava auxílio médico para a mãe, de 73 anos, que tinha sido queimada por uma lagarta, mas ela teve o atendimento recusado com a justificativa de que não havia profissionais médicos no plantão, de acordo com reportagem do G1.

Para a Polícia Militar de Minas Gerais, o homem disse que se revoltou ao ser encaminhado para a UPA de Brumadinho, cidade vizinha, somente depois de esperar pelo atendimento e de passar pela triagem, em vez de ser redirecionado na chegada à unidade. Por isso, ele resolveu lacrar a entrada principal da UPA, impedindo a entrada e a saída de funcionários e pacientes.

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Saúde

Brasil agora representa as Américas em grupo da OMS sobre ações contra pandemias

Foto: divulgação

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nas suas redes sociais, neste sábado (5), que o Brasil passou a integrar o Grupo de Negociação Intergovernamental (INB), da Organização Mundial de Saúde (OMS), destinado a discutir o projeto de instrumento internacional sobre pandemias.

“O Brasil foi escolhido por consenso para representar as Américas em novo grupo criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para discutir projetos sobre pandemias. Apoiaremos firmemente o acesso justo e equitativo a medicamentos e demais tecnologias de saúde, em especial por meio da expansão das capacidades produtivas nacionais e regionais. Seguiremos também engajados a favor de medidas para fortalecer as capacidades nacionais de resposta a emergências, sempre com base em sistemas nacionais da saúde fortes e resilientes”, escreveu Queiroga, em sua conta no Twitter.

O Ministério das Relações Exteriores emitiu nota a respeito do fato, na quarta-feira (2), afirmando que o país se comprometerá a representar os interesses dos países americanos de forma transparente.

Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. A esquerda sempre contra tudo pra justificar as narrativas que eles seguem e deusulivre ser contra o próprio ego e reconhecer o governo como o melhor. Essa guerra diária beira a loucura generalizada.

  2. Parabéns ao governo brasileiro…reconhecimento internacional em combate à pandemia…Internamente, o debate é só politiqueiro…

  3. Que incoerência grande, Bolsonaro foi incompetente, negacionista, irresponsável (por recomendar medicamentos sem comprovação científica), chegou a fazer pouco de quem pegou a doença e/ou morreu por causa dela no Brasil, agora vai representar o Brasil na Américas? Cloroquina para todos.

    1. É muita hipocrisia, um praga desse que passou um ano e meio negando a pandemia, agora vai pousar de bonzinho.kkkkkllll e vai ter uma maromba de gado que vai acreditar nas boas intenções

  4. Tanto que bolsonaro tenta atrapalhar, nosso SUS é muito forte. Obrigado à redemocratização, obrigado SUS e xadrez pra bolsonaro!

    1. Oxi… quem está com a caneta na mão é bolsonaro e não Lula rapaz… vá se tratar vc.

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Saúde

País vacina 89% dos presos com 2 doses e supera taxa da população geral

Imagem ilustrativa: Luiz Silveira/Agência CNJ

A campanha de imunização contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, atingiu bons índices no sistema carcerário: 89% dos detentos já estão completamente vacinados.

Dos 525,5 mil presidiários, 497,3 mil receberam duas doses ou a dose única da Janssen contra a enfermidade.

Os dados foram analisados pelo Metrópoles, com base em informações publicadas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

A taxa de imunização completa nos presídios está acima da média nacional. No país, segundo dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde. 150,4 milhões de pessoas já estão completamente imunizadas, o que equivale a 75% da população vacinável.

Considerado grupo prioritário para a vacinação contra a Covid-19, os detentos começaram a ser vacinados em 2021.

Atendimento

Desde o inicio da pandemia, 63,2 mil presos tiveram Covid-19, sendo que 283 morreram por complicações da doença. Atualmente são 31,4 mil suspeitas.

Como medida de controle da Covid-19, o Sistema Penitenciário Federal (SPF), por exemplo, implantou a telemedicina no sistema prisional.

As condições estruturais dos presídios e a superlotação foram a grande preocupação devido ao alto potencial de propagação do vírus.

Além desses fatores, também agravaram a situação, o perfil tipicamente fraco da saúde das populações carcerárias, incluindo a alta prevalência de doenças crônicas e contagiosas.

Versão oficial

O Depen informou, em nota, que durante a pandemia realizou ações de saúde, forneceu orientações técnicas e comprou insumos para o combate à doença.

“Assim como a vacinação na população livre, a vacinação no sistema penitenciário é administrada pelas Secretarias de Saúde de cada estado e Distrito Federal”, resume o texto.

O Depen desde o começo da crise sanitária quantifica o avanço da Covid-19 no sistema carcerário brasileiro. O painel reúne informações de óbitos, casos suspeitos, detectados e recuperados de cada uma das unidades federativas.

Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Nesse caso é bom vacinar mesmo, começando pelos mais perigosos. Se puder vacinar uns capas pretas em Brasília também, a população de bem agradece.

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Saúde

COVID: Brasil registra 493 óbitos e 184 mil casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta sexta-feira (4).

– O país 493* óbitos nas últimas 24h, totalizando 630.494 mortes;

– Foram 184.311* novos casos de coronavírus registrados, no total 26.275.831;

*Sem dados de RJ, SP e CE.

Dessa forma, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias ficou em 659 e a média móvel de casos em 177.289.

O ministério da Saúde calcula que mais de 22,6 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

Opinião dos leitores

  1. Apressaram a divulgação dos dados( sem esses “inexpressivis” estados) para a média de casos cair. Gov esperto…

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Saúde

Mossoró chega a 100% de ocupação nos leitos públicos de UTI para Covid

Foto: Divulgação/Sesap

Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, começou esta sexta-feira (4) com todos os leitos de UTI para Covid ocupados na rede pública hospitalar. Da mesma forma, o hospital Rafael Fernandes amanheceu nesta sexta com todos os 10 leitos de UTI e os 16 de enfermaria ocupados. Segundo a direção, a situação evoluiu ao longo deste ano.

“Novamente é uma problemática que quem está se internando é quem não está se vacinando, em sua grande maioria. E a grande maioria de idosos”, explicou a interventora da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (Apamim).

Diante dessa alta ocupação, o governo do RN e a prefeitura de Mossoró, em parceria, decidiram transformar, de forma gradativa, 10 leitos clínicos em leitos de UTI para atender a demanda atual. Além disso, outros 10 leitos clínicos também serão abertos no fim de semana. “Dia 5 de janeiro, a gente estava com 0 pacientes na UTI e tínhamos 8 leitos clínicos com ocupação de 2 pacientes”, lembrou o diretor do hospital, Leonardo Menezes.

G1 RN

Opinião dos leitores

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Saúde

COVID: RN possui 31 leitos críticos disponíveis e 30 pacientes na lista de regulação; Leitos clínicos disponíveis são 79

Conforme levantamento feito por volta das 12h30 desta sexta-feira (4), o RN possui mais leitos críticos disponíveis do que pacientes necessitando deles.

Neste período, havia 30 pacientes com perfil para leitos críticos na lista de regulação e 3 aguardavam avaliação.

Foram registrados disponíveis 31 leitos críticos e outros 79, sendo clínicos.

Em relação aos leitos clínicos, havia 38 pacientes na lista de regulação até o momento desta publicação.

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Saúde

Ocupação de UTIs pediátricas no RN cai para 69% após ampliação

Foto: Sérgio Henrique Santos

A ocupação das UTIs pediátricas para tratamento de covid-19 do Estado caiu para 69%, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Na semana passada, o número era de 83%. A diminuição é registrada após a Sesap ampliar o número de leitos disponíveis. Eram 6 leitos críticos e agora são 10, ao passo que eram 23 leitos clínicos e agora são 37. O estado conta atualmente com nove leitos críticos ocupados, sendo oito no Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, em Natal, e uma no Hospital Wilson Rosado em Mossoró. As taxas de ocupação nos locais são de 80% e 33%, respectivamente, com ocupação total de 69% nas UTI pediátricas potiguares.

Desde a noite de segunda-feira (31), a fila de espera por UTIs pediátricas para tratamento de covid-19 está zerada. Na sexta-feira passada (28), um adolescente de 14 anos com paralisia cerebral morreu enquanto esperava vaga para leito critico covid-19 em São Tomé, no Seridó potiguar. Segundo Renata Nascimento, coordenadora da Regulação em Saúde e Avaliação da Sesap, a situação no estado já está controlada. “Temos dez leitos de UTI e 37 de enfermaria no Hospital Maria Alice. Ainda na rede para covid, iremos abrir hoje (02), em Pau dos Ferros, mais dois leitos de enfermaria pediátrica no Hospital Regional Dr Cleodon Carlos de Andrade. Em Mossoró, são três leitos de UTI no Wilson Rosado, mais três leitos de UTI na Maternidade Almeida Castro e mais dois leitos de enfermaria no Hospital Regional Tarcísio Maia”, informa.

Atualmente, são 32 crianças internadas no Rio Grande do Norte por covid-19, com dez delas na faixa de vacinação. Dessas, nenhuma está imunizada de acordo com dados compartilhados pela Sesap.

Tribuna do Norte

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Saúde

RN registra 11 óbitos por covid nas últimas 24 horas; Novos casos são 2.304

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus nesta terça-feira (1). São 428.630 casos confirmados. Na segunda-feira (31) eram contabilizados 425.866, ou seja, 2.764 novos casos em comparação com o dia anterior, destes, 2.304 confirmados nas últimas 24 horas.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 7.739 no total. 11 óbitos foram registrados nas últimas 24 horas. 1 Doutor Severiano; 1 Lagoa Nova; 1 Nísia Floresta; 3 Natal; 2 Mossoró; 2 Parnamirim; 1 em Caraúbas. Na segunda-feira (31), eram 7.705 mortes.  Óbitos em investigação são 1.523

Casos suspeitos somam 5.707 e descartados são 863.755.

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Saúde

Com três doses da vacina, Arcebispo Dom Jaime testa positivo para covid-19 pela segunda vez

Foto: Reprodução

O Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, testou positivo para covid-19 pela segunda vez durante a pandemia de coronavírus e foi afastado de suas atividades paroquiais. A informação foi confirmada pela assessoria da Arquidiocese de Natal à Tribuna do Norte. O líder religioso tem 74 anos e já recebeu as três doses da vacina.  Em julho de 2020, ele também foi acometido pela doença e teve sintomas leves.

Segundo a Arquidiocese, Dom Jaime está com sintomas leves e tem recebido acompanhamento médico em sua residência. “Os compromissos constantes de sua agenda (celebrações), nos próximos dez dias, serão assumidos pelo Vigário geral da Arquidiocese, o Pe. Paulo Henrique. Rezemos pelo pronto restabelecimento do nosso Pastor e de todas as demais pessoas enfermas”, diz nota da Arquidiocese de Natal.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. O passaporte dele não funcionou? Deveria ter impedido. Três doses e de passaporte na mão. O que houve?

  2. Muito tendencioso esse título. BG, vá estudar um pouco sobre vacinas. Eles não impedem que se pegue a doença. Nenhuma vacina é 100%.

  3. Para quem acha que a vacina vai imunizar esta enganado, sua função é de atenuar a doença.

  4. Não entendi, e a tao propalada necessidade de tomar a vacina fica como? Tomando ou não, qualquer um pode ser infectado pelo vírus. E as estatísticas mostram que a maioria dos reinfectados já tomaram as 3 doses. E aí, como fica? Melhoras ao Bispo!

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Saúde

ESTUDO CIENTÍFICO: Consumo de vinho tinto tem ação protetora contra Covid

Foto: Reprodução

Beber cerveja pode ser um fator de risco para contrair Covid-19. Em contrapartida, consumir vinho tinto pode proteger contra a doença. Esta foi a conclusão de um estudo feito por pesquisadores do Hospital Shenzhen Kangning, na China.

A pesquisa analisou 473.957 pessoas, das quais 16.559 testaram positivo para Covid-19. Análises apontaram que o consumo de cerveja e cidra aumentou o risco de Covid-19, independentemente da frequência e quantidade ingerida. A alta frequência de consumo de destilados (ingestão de 5 copos por semana ou mais) também aumentou o risco de contrair a doença.

Já pessoas cujo histórico apontava para o alto consumo de vinho tinto (ingestão de 5 copos por semana ou mais) tiveram menos risco de contrair a doença. O mesmo aconteceu para aqueles com alta frequência de consumo de vinho branco e champanhe.

“O consumo de cerveja e cidra não é recomendado durante as epidemias. As orientações de saúde pública devem se concentrar na redução do risco de Covid-19, defendendo hábitos de vida saudáveis e políticas preferenciais entre os consumidores de cerveja e cidra”, afirmam os autores no estudo.

Os cientistas compararam também o consumo de bebidas alcoólicas no geral com o risco de contrair Covid-19. Eles concluíram que aqueles que bebiam tinham um risco menor de desenvolver a doença em comparação com os que não bebiam, mas o efeito protetor não foi significativo.

No entanto, aqueles que bebiam acima das diretrizes tiveram uma tendência de maior risco de Covid-19, e os consumidores que dobraram a ingestão acima das diretrizes ou consumiram mais que o dobro tiveram um risco 12% maior de pegar Covid-19 em comparação com quem não bebe.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Será que se algum jornalista de conservador publicar essa “noticia” não vai ser intimado para provar cientificamente essa besteira?

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Saúde

Na maior UTI de Covid-19 do Brasil, mais de 90% dos casos graves são em não vacinados

Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo

A Ômicron gerou pandemias dentro da pandemia. A primeira é uma onda que pega muita gente, mas, graças às vacinas, a maioria casos sem gravidade. A segunda pandemia é a das pessoas não vacinadas ou apenas com o esquema vacinal incompleto. Para elas, a Ômicron tem potência de tsunami e se mostra tão devastadora quanto as variantes anteriores do vírus.

O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro, havia dado alta ao último paciente com coronavírus em novembro de 2021, e sua equipe esperava que o pior tivesse passado. Durou pouco. Em janeiro, os casos graves explodiram

Atualmente, na UTI do hospital Ronaldo Gazolla, a maior destinada a pacientes covid no Brasil, a maioria dos casos que agrava da doença — mais de 90% — é de não vacinados ou indivíduos com vacinação incompleta, mostram dados do hospital, que, por seu tamanho, é um microcosmo da pandemia no Brasil.

A Ômicron aparentemente tem um menor potencial de levar ao agravamento. Mas observamos que os casos que evoluem para uma maior gravidade são os de não vacinados ou com esquema vacinal incompleto (sem a terceira dose). Muitos deles estão intubados ou à beira de ir para a intubação. Quando a Covid-19 da Ômicron agrava, é como a das demais variantes — afirma o diretor do Gazolla, Roberto Rangel.

Nesses pacientes sem proteção de vacina se vê com nitidez o comprometimento pulmonar severo e o padrão de vidro fosco, com opacidades. Estão lá as alterações fisiopatológicas típicas das demais variantes do coronavírus, como trombos disseminados. Tudo isso se traduz em intenso sofrimento, oculto sob o jargão médico de desconforto respiratório e síndrome respiratória aguda grave.

Temos uma população muito vacinada e, por isso, se criou uma ilusão que a Ômicron é leve. Mas, para quem não tomou vacina, é tão perigosa quanto as outras variantes. Temos uma pandemia de doença leve para os vacinados e outra grave para quem não quis se vacinar ou está com o esquema incompleto — enfatiza Rangel.

Explosão de internações

Maior UTI de Covid-19 do Brasil, o Gazolla havia dado alta ao último paciente com coronavírus em novembro de 2021, e sua equipe esperava que o pior tivesse passado. O hospital geral voltou a atender pacientes de outras doenças. Durou pouco. Em janeiro, os casos graves não apenas voltaram quanto explodiram.

E desta vez os médicos enfrentam um perfil diferente da doença delineado não pela Ômicron, mas pelas vacinas. Estar ou não completamente vacinado é determinante na gravidade, frisa Roberto Rangel. É a proteção conferida por elas que impede que a maioria das pessoas desenvolva um quadro grave.

Na última quinta-feira, o Gazolla estava com 350 dos seus 420 leitos dedicados a pacientes com Covid- 19. Os 70 leitos não Covid, à medida que forem desocupados, se tornarão Covid. Por ora, os pacientes sem Covid estão isolados num andar exclusivo, para evitar contaminação. Desde o início do mês, o hospital voltou a só admitir pacientes com Covid, transferidos para lá pela Central Estadual de Regulação.

Do total de pacientes internados, 45% não se vacinaram, 39% estão com o esquema vacinal incompleto e os demais são vacinados com esquema completo. Os vacinados apresentam uma peculiaridade: já sofriam de doenças graves e são, em sua maioria, idosos.

Nas salas de UTI do hospital se veem de novo cenas que marcaram 2020. Os leitos, em sua maioria, são ocupados por pessoas acima dos 60 anos, naturalmente mais vulneráveis. Muitos pacientes têm sinais de outras doenças, como problemas circulatórios.

Os óbitos evidenciam ainda mais a violência da Ômicron para quem não tem a proteção da vacina. Desde a reabertura de leitos Covid, 56% dos óbitos foram de pacientes não vacinados, 35% de pacientes com esquema vacinal incompleto e 9% de pacientes vacinados, mas com comorbidades descompensadas e em grau avançado de doenças de base.

Quando infectados, os vacinados quase sempre adoecem com maior severidade não em função da Covid-19, mas das doenças graves que já tinham.

Se o paciente é vacinado, não vemos os microtrombos, o padrão disseminado de vidro fosco nos pulmões e os distúrbios neurológicos tão característicos da forma grave da Covid-19. A gente trata mais as comorbidades dessas pessoas. A Covid-19 em si agrava pouca coisa. Isso tem nos chamado muito a atenção — destaca Rangel.

Desde a reabertura de leitos Covid no Gazolla, 56% dos óbitos foram de pacientes não vacinados e 35% de pacientes com esquema vacinal incompleto Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo

Arrependidos e culpados

Chamam a atenção também o arrependimento e o medo dos doentes sem vacina. Muitos já saem da ambulância implorando pela vacina. “Posso me vacinar, vou melhorar?” é a pergunta mais ouvida pelos profissionais de saúde. Ouvem que não, não podem. Já estão doentes demais, e a vacina não pode mais salvá-los desta infecção. Vão ter que esperar passar um mês após a alta para então se vacinarem e não correrem de novo risco desnecessário.

Infelizmente, essas pessoas descobrem da pior forma a Covid-19 como a Covid-19 é. E não como lhe disseram que seria. Suas crenças e convicções ideológicas são de uma só vez desconstruídas pelo coronavírus. Esses pacientes se desesperam arrependidos ao se defrontarem com a verdade que negaram — diz Rangel.

Ele cita o caso de um dos pacientes que mais impressionaram a equipe do Gazolla. De início, José (o nome é fictício para preservar a identidade do paciente), de 66 anos, se negava a aceitar que tinha Covid-19. “Os exames estão errados. Eu não pego essa doença”, dizia. No quinto dia de internação, seu estado piorou. O ar lhe faltava, José se desesperou. “Estou mesmo com essa doença maldita. Por favor, me perdoem. Sei que a culpa é toda minha, mas me salvem”, por fim, reconheceu.

Esse caso nos comoveu muito. Mexeu conosco a forma como ele se culpava, chorava sem parar, ele expôs todo o seu medo, todo o desespero e a fragilidade. Isso dói demais em nós que lutamos para salvar vidas. Mas a Covid-19 é uma doença cruel. Ele era obeso, cardíaco e, infelizmente, faleceu — diz o diretor do Gazolla.

Ninguém da família de José era vacinado. Quando ele morreu, todos se vacinaram. Para um primo foi tarde. Só com a primeira dose, ele adoeceu com gravidade, mas sobreviveu, embora com sequelas.

Equipe médica do hospital municipal Ronaldo Gazolla relata casos de não vacinados profundamente arrependidos Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo

Mortes evitáveis

Pai e filho internados no Gazolla com apenas quatro horas de intervalo no início deste mês também comoveram a equipe. Nenhum dos dois era vacinado e estavam entre os primeiros casos de Ômicron tratados no hospital.

O pai, de 64 anos, e o filho, de 33 anos, foram levados de início para a enfermaria, colocados lado a lado.

O mais velho foi o primeiro a piorar e precisar ir para a UTI. O filho presenciou o pai ser levado e foi a última vez que o viu. Pouco tempo depois, ele também piorou e foi para outra sala de UTI. Não resistiu e logo morreu. Embora jovem, era obeso, uma comorbidade importante para a Covid-19.

Após alguns dias, o pai melhorou, voltou para a enfermaria. Perguntava a toda hora pelo filho. A família pediu que os médicos só lhe contassem quando tivesse alta. Na semana passada, de alta, a primeira coisa que fez foi pedir para ver o filho, nem que fosse pela janela. Soube então que o rapaz havia morrido. Desabou.

Ele dizia sem parar que a culpa era toda dele. Que ele é que falava que vacina não prestava e que era para a família não se vacinar. É muito duro para um pai carregar o sentimento de culpa pela morte de um filho — lamenta o diretor do Gazolla.

Como a maioria da população do Rio de Janeiro está vacinada, a taxa de letalidade diminuiu muito. Se não fosse por isso, não hesitam em dizer que estaríamos enfrentando um massacre.

Muitas dessas mortes eram evitáveis. Não era para ninguém estar sem vacina em janeiro — enfatiza Rangel.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. É triste pixoleco, substituir um cagão por um ladrão! Não sei onde esse país vai parar? Por esse motivo voto para presidente (00)

  2. Segundo Darwin, os mais adaptados evoluem. O restante, a seleção natural age e retira os genes do mundo. Adeus, antivax, que seus dias de agonia sejam breves.

  3. Sigam seu Presidente…gado BURRO…nada de vacina, tomem CLOROQUINA…essa sim tem o selo BOLSONARO de eficácia…
    Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

  4. Um dado muito claro
    Informação sem contestação
    Números evidentes e triste reflexo de uma grave situação
    O doído sempre fazendo Zuada e confundindo a população
    Olhemos todos o resultado de ter um presidente cagão.
    Mas os dias estão estão passando e essa bagunça vai acabar
    Todo o BRASIL ansioso e torcendo para o presidente LULA voltar

    1. Assista o vídeo do vereador de Limoeiro do norte, relatando os membros do pt que foram presos na gestão passada desse ladrão, faltou dizer que moro recuperou 15 bilhões de reais roubados por eles. Você ainda quer luladrão denovo?

    2. Voltar é pra prisão. Lugar de ladrão é na cadeia, alienado babaca chalera de bandido.

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Saúde

RN registra taxa de ocupação de leitos críticos para covid de 71,6%

A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 71,6%, registrada no início da tarde deste domingo (30). Pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos e críticos somam 238.

Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 70,5% dos leitos críticos ocupados, a região Oeste tem 77,8% e a Região Seridó tem 60%.

Até o momento desta publicação são 19 leitos críticos (UTI) disponíveis e 106 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 47 disponíveis e 132 ocupados.

Outros 23 leitos de UTI estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’ e também 63 leitos clínicos também estão ocupados por pacientes ‘não Covid-19’, com outras síndromes gripais.

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Saúde

COVID: RN possui 19 leitos críticos disponíveis e 22 pacientes na lista de regulação; Leitos clínicos disponíveis são 47

Conforme levantamento feito por volta das 13h deste domingo (30), o RN possui mais pacientes necessitando de leitos críticos do que a quantidade disponível.

Neste período, havia 22 pacientes com perfil para leitos críticos na lista de regulação e nove (09) aguardavam avaliação.

Foram registrados disponíveis 19 leitos críticos e outros 47, sendo clínicos.

Em relação aos leitos clínicos, havia 68 pacientes na lista de regulação até o momento desta publicação.

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Saúde

Pela primeira vez, Brasil tem semana com mais de 1 milhão de casos de Covid

Imagem: reprodução

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 179.816 casos de Covid-19 e 640 óbitos decorrentes da doença. Os números são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Com isso, o país, pela primeira vez, teve uma semana com mais de 1 milhão de casos. De acordo com o Conass, a quarta semana epidemiológica do ano (entre 23 e 29 de janeiro), teve 1.305.447 casos de Covid-19 registrados.

A semana anterior (entre 16 e 22 de janeiro) teve 933.452 casos registrados. Com isso, houve um crescimento de 39,8% entre a semana anterior e a atual.

Veja no gráfico abaixo o crescimento de casos de Covid-19 semana a semana desde o início da pandemia:

O número de óbitos decorrentes da doença também saltou de 1.830 para 3.723 entre a semana anterior e atual — crescimento de 103%.

A média móvel de casos, que considera os últimos sete dias, segue em alta e atingiu novo recorde: 186.492 infecções.

A média móvel de óbitos também segue em alta e chegou a 532 mortes.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Todos os contaminados e mortos pela Covid-19 são aqueles que não se vacinaram, são os negacionista.
    Só a 4ª dose de reforço irá proteger contra a contaminação. Assim diz a “”SIENSIA””.

  2. Lamentável ver que os números SEMPRE SÃO colocados para MANTER o medo e espalhar o pânico na população.
    A letalidade hoje é 100x menor que no ano 2020 e começo 2021, mas isso virou detalhe a ser esquecido.
    Então mostram a quantidade de contaminados e comentem o absurdo de somar semanas para elevar os números de mortes.
    Que abram os olhos a realidade que tentam esconder.
    Está havendo uma contaminação de rebanho e, provavelmente, vai acabar com a pandemia até final de fevereiro 2022.

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Saúde

Vacina 100% brasileira contra a covid-19 está em fase final de desenvolvimento e Fiocruz espera entregar primeiros lotes em fevereiro

Foto: Bio-Manguinhos Fiocruz

A vacina da AstraZeneca, fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com todos os insumos produzidos no Brasil, está em fase final de desenvolvimento. A previsão da Fiocruz é que os primeiros lotes sejam entregues em fevereiro ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.

O imunizante é resultado de contrato de transferência tecnológica entre a Fiocruz e o consórcio formado pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. Os primeiros lotes produzidos no Brasil pela fundação usaram ingrediente farmacêutico ativo (IFA) enviado pela China.

A necessidade de adquirir o IFA na China fez com que a entrega de imunizantes da AstraZeneca pela Fiocruz sofresse atrasos no ano passado. Tal situação evidenciou a importância de se concretizar a capacidade de produção do IFA no Brasil.

O contrato previa que as equipes da Fiocruz adquirissem o conhecimento necessário para produzir no Brasil o IFA, principal insumo da vacina. A fundação montou as estruturas de produção e realizou testes até iniciar a produção do IFA. Após atrasos no cronograma, a Fiocruz está concluindo o processo de desenvolvimento da vacina totalmente nacional.

O IFA é formado por vírus e células. O método de fabricação da vacina envolve o adenovírus, tecnicamente classificado como “vetor viral não replicante”. Após a produção dos elementos necessários para a fabricação da vacina, as células são induzidas em um processo de multiplicação e, em seguida, de purificação.

Com isso, a produção do IFA é concluída. Ele é congelado e, depois, descongelado para finalizar a fabricação da vacina com a inclusão de componentes que vão auxiliar a estabilização do imunizante.

O processo seguinte é o envase do produto nos frascos, que são esterilizados para receber o líquido da vacina, que é transferido do local onde fica armazenado (tanques de aço inox).

O último procedimento é a transformação do líquido em uma espécie de pastilha, processo chamado de liofilização. Os frascos são fechados efetivamente com tampa e lacre. São retiradas amostras para análise de qualidade.

Feito o controle de qualidade e atestada a garantia da segurança e eficácia, conforme o previsto e autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os frascos recebem rótulos, são embalados e enviados ao Ministério da Saúde, que faz a distribuição em acordo com as secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Agência Brasil

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Saúde

Brasil quebra recorde de novos casos de Covid, com 269 mil em 24 horas; País registrou 799 óbitos

Foto: Sergio Lima/AFP

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta sexta-feira (28).

– O país registrou 799 óbitos nas últimas 24h, totalizando 625.884 mortes;

– Foram 269.968 novos casos de coronavírus registrados, no total 25.034.806;

É o terceiro recorde consecutivo de casos apenas nesta semana, de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

Dessa forma, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias ficou em 474, a maior desde desde 05 de outubro de 2021. A média móvel de casos é de 183.289, a maior desde o início da pandemia.

O ministério da Saúde calcula que mais de 22 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid.

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