Política

Secretário de Estado de Trump fala em ‘segundo mandato’ do presidente e tensão cresce nos EUA

Donald Trump, acompanhado de seu secretário de Justiça, Mike Pompeo, no Salão Oval Foto: ALEX EDELMAN / AFP

A vitória de Joe Biden foi confirmada segundo projeções há quatro dias e, até agora, não há sinais de que Donald Trump pretenda reconhecer sua derrota, deixando os Estados Unidos à beira de um impasse.

Nesta terça, em entrevista coletiva, o secretário de Estado, Mike Pompeo, se tornou a pessoa com mais alto cargo, além de Trump, a pôr em dúvida a vitória do democrata, afirmando que haverá um segundo mandato do republicano.

— Haverá uma transição tranquila para um segundo governo Trump — disse Pompeo em entrevista coletiva.

A tensão política cresceu na noite de segunda-feira, após o Departamento de Justiça autorizar inquéritos federais para apurar supostas fraudes eleitorais denunciadas pelo presidente, mesmo sem quaisquer provas de sua existência.

A decisão de William Barr, o secretário de Justiça, gerou repúdio dentro de seu próprio departamento. O diretor do braço responsável por crimes eleitorais, Richard Pulge, pediu demissão e, em um e-mail para colegas, afirmou que a conduta do secretário “revoga uma política de não interferência de 49 anos para investigações de fraudes eleitorais”, que são apuradas primeiro pelos tribunais estaduais.

Enquanto a alta cúpula republicana no Congresso apoia a cruzada jurídica do presidente, outros grupos dentro do partido começam a repudiar a conduta do presidente e de Barr. Quatro ex-secretários de Segurança Nacional dos governos de George W. Bush e Barack Obama assinaram um comunicado afirmando que as eleições foram justas e que as tentativas de Trump de questionar o resultado da eleição não devem impedir a transição.

Em outro comunicado, ex-funcionários do Departamento de Justiça, entre eles o ex-conselheiro de Segurança Nacional de George W. Bush, Ken Wainstein, lembraram que “os eleitores decidem a eleição, não o secretário de Justiça”.

“Não vimos absolutamente quaisquer evidências de nada que possa impedir a certificação dos resultados, que é algo que cabe aos estados, não ao governo federal”, afirmaram. “O povo americano falou claramente, e agora o país precisa se mover em direção a uma transição pacífica de poder.”

Nos próprios escritórios de advocacia que representam Trump, diz o New York Times, há preocupações sobre os riscos do comportamento do presidente. Em duas das maiores firmas do país, a Jones Day e a Porter, Wright, Morris & Arthur, houve reuniões internas sobre o assunto. Ao menos um advogado se demitiu em protesto.

Apoio republicano

Se nos anos 1970, conforme ficava claro que Watergate custaria o mandato de Richard Nixon, uma série de parlamentares e lideranças republicanas foram à Casa Branca afirmar que não apoiariam o presidente, desta vez o cenário é outro na alta cúpula republicana no Congresso. As principais figuras do partido não fazem quaisquer esforços públicos para convencer o presidente a admitir a derrota e espalham a desinformação.

Enquanto reconhecem como legais os resultados na Câmara e no Senado, onde os republicanos tiveram ganhos, questionam a vitória de Biden na disputa pela Presidência. O poderoso líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse nesta terça que o comportamento do presidente “não é motivo de alarme”:

— Não é incomum, não deveria ser alarmante — ele afirmou, em entrevista coletiva. — Em algum momento, nós saberemos, finalmente, quem foi certificado vencedor em cada um destes estados, o Colégio Eleitoral determinará o vencedor e esta pessoa tomará posse em 20 de janeiro. Não há razão para alarme.

Parte desta retórica deve-se a tentativas de manter a base mobilizada até as eleições especiais na Geórgia, que determinarão qual partido terá a maioria no Senado. Como nenhum candidato obteve mais da metade dos votos, haverá um novo pleito em 5 de janeiro.

Kelly Loeffler e David Perdue, os dois pleiteantes republicanos, vieram a público demandar a saída do secretário de Estado local, o republicano Brad Raffensperger, após ele defender a integridade da eleição. Biden lidera no estado sulista, um antigo reduto republicano, por uma margem pequena de votos — resultado de um esforço do Partido Democrata para registrar mais eleitores negros e diminuir a supressão de votos.

Raras vozes dissonantes dentro da sigla, como o senador Mitt Romney, afirmam que é necessário convencer Trump a recuar, visando a saúde da democracia americana, mas o presidente não dá quaisquer sinais de que pretende mudar de posição. Pelo contrário, a chefe da agência responsável por liberar as verbas para que a transição de governo possa começar oficialmente, Emily Murphy, ainda sequer o fez.

Processos judiciais

Trump já se declarava vencedor antes mesmo do resultado oficial ser anunciado, retórica que só endureceu após a confirmação da vitória de Biden. Ao se recusar a admitir a vitória do adversário, o presidente põe em xeque princípios básicos de uma democracia saudável, argumentou o comentarista político do site Vox, Ezra Klein. Para o jornalista, autor do livro “Por que estamos polarizados?”, Trump tem poucas chances de ter sucesso em seus avanços, mas isto não significa que eles não sejam perigosos.

“Milhões acreditarão em Trump, verão as eleições como roubadas”, ele disse. “É a construção de uma realidade alternativa confusa, em que a eleição foi roubada de Trump e republicanos fracos estão deixando os ladrões escaparem.”

Trump lança mão de uma série de processos judiciais, até o momento mal-sucedidos, tentando convencer tribunais a deslegitimar votos favoráveis a Biden nos estados-chave e pedir recontagens. Em paralelo, seus advogados fazem pressão no sistema Judiciário, onde o presidente realizou uma revolução conservadora nos últimos três anos e meio — nos EUA, juízes federais são nomeados pela Casa Branca.

Eles miram os votos pelo correio, que tiveram adesão maciça entre os democratas neste ano, diante das limitações impostas pela pandemia. Diante do recorde de 65 milhões de votos por esta modalidade, vários estados estenderam o limite para a entrega de votos postados dentro do prazo pré-estabelecido, evitando que atrasos nos correios impedissem sua aferição. São estes os votos que Trump falsamente diz serem “ilegais”.

As cédulas nestas condições, no entanto, seriam insuficientes para reverter a margem de Biden. Em 2016, Trump ganhou os estados de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin por um total de 80 mil votos somados. Neste ano, Biden já soma uma vantagem que ultrapassa 214 mil votos nestes estados. Nos outros três estados em que ainda não é possível projetar o vencedor, Biden lidera no Arizona e na Geórgia, e Trump apenas na Carolina do Norte.

2020 não é 2000

Haverá recontagem ao menos em Wisconsin e na Geórgia, onde a margem entre os candidatos é pequena. Grandes mudanças, no entanto, são improváveis: segundo a agência Associated Press, houve ao menos 31 recontagens estaduais desde 2000. Delas, apenas três mudaram o resultado da eleição, todas elas com margens inferiores a 300 votos. Em ambos os estados, a diferença entre os candidatos é superior a 10 mil votos. Na Pensilvânia, os republicanos demandam uma auditoria. Lá, a diferença entre os candidatos é superior a 45 mil votos.

A situação também é diferente da de 2000, quando a disputa acabou sendo decidida só em dezembro. Naquele ano, a vitória no Colégio Eleitoral do republicano George W. Bush ou do democrata Al Gore ficou dependendo do resultado apenas de um estado, a Flórida. Na época, a Suprema Corte determinou em 12 de dezembro a suspensão da recontagem no estado, onde Bush ganhou por apenas 500 votos, o que lhe garantiu a Presidência com 271 votos no Colégio Eleitoral, contra 266 de Gore. Agora, Biden já tem garantidos 279 votos no Colégio Eleitoral, nove a mais do que os necessários para a vitória.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Iludindo os Minions de lá…kkkkkkk
    Mas é bom pra gente sorrir…se entrega não Donald…se amarra na escada, chora, esperneia, grita…
    (Ah, e prepara os bolsos, são 900 milhões de dólares pra pagar em impostos atrasados)..
    ???????

    1. O jogo vai virar. A alegria dos comunas vai acabar kkk.
      Globo é globo, CNN, a Globo americana. Só sai globo e CNN.

  2. Bg coloque reportagem de canais que defendem a recontagem e as provas que eles indicam.
    Sugiro ser mais democrático,

    1. Colocar o quê? As fakenews que você recebe pelo Gabinete do Ódio? Se está curioso, e não confia na imprensa nacional, vá colher na fonte! Procure fontes de informação dos EUA!

  3. O Globo não tem isenção. Essa narrativa tenta induzir as pessoas a criticarem um direito legítimo do atual presidente. Por que não apurar? Por que o medo? Por que o medo da transparência?

  4. Hô Galegão invocado, Hô homão corajoso, Hô Galegão brabo.
    Donald Trump presidente.

  5. Quando os democratas contestaram o resultado das eleições em 2000, não houve essa confusão toda. Se a legislação permite a recontagem dos votos, qual é o problema?

  6. BG, se possível, coloque um reportagem que mostre o lado favorável ao posicionamento de Trump. Há vários
    relatos e denúncias de fraudes, inclusive com mortos votando. Sabemos que a Globo é pró-Biden.

    1. Por isso que seu nome é Manoel kkkkkk burro demais…. Deve ser português

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Brasil

NO CELULAR DA LOBISTA: PF encontra mensagem de amiga de Lulinha citando contratos com empresa que tinha disputa com a Petrobras

Foto: roberta.luchsinger/ reprodução

A Polícia Federal encontrou no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, uma mensagem que menciona contratos da petroquímica Unigel. A empresa mantinha uma disputa bilionária com a Petrobras, encerrada posteriormente por meio de um acordo.

Na conversa, enviada em fevereiro de 2024 a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Roberta afirma: “Eu vou te mandar os contratos da Unigel também, tá? E os de compra e venda também”. A PF investiga a empresária por suspeitas de corrupção, tráfico de influência e fraudes no INSS.

Roberta também acompanhou executivos da Unigel em uma visita ao BNDES, em setembro de 2023. Já em 2024, pediu ajuda a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula (PT), para tentar marcar uma reunião com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Uma subsidiária da Unigel firmou, a partir de 2025, 19 contratos sem licitação com a estatal, no valor total de R$ 176,8 milhões.

A Unigel negou qualquer relação contratual com Roberta e afirmou que ela nunca representou a companhia nem recebeu pagamentos da empresa. A Petrobras declarou que o acordo seguiu as regras de governança, passou por comissões técnicas e foi homologado pelo tribunal arbitral responsável pelo caso. A defesa da empresária não havia se manifestado.

Com informações do Estadão

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Brasil

“PERDEU, MANÉ”: PGR reconhece prazo cumprido e pede regime semiaberto para Débora do Batom

Arquivo pessoal/ Felipe Sampaio STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes (STF) que autorize a progressão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, para o regime semiaberto.

De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Débora já cumpriu 1.287 dias de pena — nove dias além do mínimo exigido para ter direito à mudança de regime. A PGR também defendeu o reconhecimento de 212 dias de redução da pena: 108 por trabalhos realizados na prisão, 100 pela aprovação no Enem de 2023 e quatro pela leitura de um livro.

Gonet afirmou que não há registro de infração disciplinar nem de descumprimento das medidas impostas desde que Débora passou à prisão domiciliar, em março de 2025. “Não há óbice ao reconhecimento do cumprimento do requisito subjetivo”, declarou.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela ficou conhecida por escrever, com batom vermelho, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao prédio do STF. A decisão sobre a progressão de regime caberá a Alexandre de Moraes.

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Política

POR TRÊS DIAS: Governo do RN transfere sede para Mossoró; Fátima despachará da UERN

Foto: Ascom/Governo do RN

Mossoró será a sede administrativa do Governo do Rio Grande do Norte nos dias 28, 29 e 30 de setembro. Durante o período, a governadora Fátima Bezerra (PT) despachará da Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A transferência temporária foi oficializada pela Lei nº 12.902, sancionada pela governadora nesta terça-feira (22), após aprovação da Assembleia Legislativa. A agenda prevê reuniões com o setor produtivo, vistorias em obras e compromissos nas áreas de infraestrutura, educação, abastecimento e segurança pública.

A instalação do Governo em Mossoró ocorre durante a Festa da Liberdade, que celebra acontecimentos históricos da cidade, como a abolição da escravidão em 1883, cinco anos antes da Lei Áurea; a resistência ao bando de Lampião; o Motim das Mulheres; e o primeiro voto feminino do Brasil e da América Latina.

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Geral

Sem Lula e Flávio Bolsonaro, Record decide cancelar debate presidencial do 1º turno que aconteceria no domingo, dia 27

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Saulo Cruz/Agência Senado

O debate presidencial que a Record realizaria neste domingo (27) foi cancelado pela emissora após as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) informarem que os candidatos não participariam.

Em nota, a Record afirmou que o encontro, realizado a poucos dias do primeiro turno, perderia sua finalidade sem a presença dos dois candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto.

Lula ainda não participou de nenhum debate nesta eleição. Flávio, por sua vez, declarou em 11 de agosto que só participaria de debates nos quais Lula também estivesse presente.

Leia a íntegra do comunicado da Record:

“A RECORD comunica o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República previsto para o dia 27 de setembro, às 21h. A decisão foi tomada depois que os dois candidatos com mais de 35% das intenções de voto (juntos somam 70%), segundo as pesquisas mais recentes, informaram que não compareceriam ao encontro.

“A emissora entende que um debate a poucos dias do primeiro turno tem a função de colocar frente a frente as principais propostas em disputa. Sem a participação dos candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto, o programa não cumpriria esse objetivo e não ofereceria ao eleitor o confronto de ideias que ele espera.

“Nos próximos dias, a RECORD seguirá com a cobertura completa das eleições na TV aberta, no R7.com, RECORD News, RecordPlus e em suas plataformas digitais.

“Em caso de segundo turno, o debate presidencial será no dia 11 de outubro, domingo, às 21h.”

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Geral

[VÍDEO] TÁ NEM AÍ: Investigada pela PF, lobista amiga de Lulinha posta vídeo treinando em academia de São Paulo

Enquanto a Polícia Federal se ocupa de investigar seus negócios e suas relações com integrantes do governo, Roberta Luchsinger parece estar focada em manter a rotina na academia. A lobista publicou um vídeo dos treinos nas redes sociais. Além disso, em postagens recentes, ela ironizou as cobranças externas com mensagens sobre foco e constância, chegando inclusive a marcar o perfil oficial do presidente Lula.

Roberta é investigada em diferentes inquéritos da Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência e intermediação de negócios envolvendo o governo federal e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Entre as apurações estão pagamentos e negociações envolvendo servidores do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Mensagens obtidas pela PF também apontaram que R$ 60 mil em dinheiro foram distribuídos em depósitos para contas ligadas a pessoas relacionadas ao caso.

LEIA MAIS: Lobista amiga de Lulinha fez depósitos a secretário e a chefe do cerimonial de ministro de Lula

Outra frente da investigação envolve R$ 217 mil pagos por Roberta em despesas atribuídas ao ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de contratos e negociações envolvendo empresas.

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Geral

Flávio Bolsonaro atrai mais eleitores de Zema, Renan, Caiado e Cury em 2º turno contra Lula, diz Datafolha

Lula, Flávio, Renan, Caiado, Cury e Zema. — Foto: Reprodução g1

Um recorte do Datafolha divulgado nesta quarta-feira (23) mostra como os eleitores de Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) se dividiriam em um eventual 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

Somados, Flávio tem 43%, Lula 30% e branco, nulo ou nenhum, 26%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, levando Flávio a uma faixa de 39% a 47% e Lula de 26% a 34%.

Entre eleitores de Zema, Flávio marca 48%, Lula 25% e branco ou nulo 27%. A margem é de 11 pontos, com Flávio entre 37% e 59% e Lula entre 14% e 36%.

No grupo de Renan Santos, Flávio tem 43%, Lula 22% e branco ou nulo 34%. A margem é de 10 pontos: Flávio varia de 33% a 53% e Lula de 12% a 32%.

Entre apoiadores de Caiado, Flávio registra 43%, Lula 30% e a margem é de 8 pontos. Os intervalos são de 35% a 51% para Flávio e de 22% a 38% para Lula, configurando empate técnico.

Entre os eleitores de Cury, Flávio soma 41%, Lula 35% e branco ou nulo 23%. A margem é de 6 pontos, com Flávio entre 35% e 47% e Lula entre 29% e 41%, também em empate técnico.

No cenário geral de 2º turno, Lula aparece com 46% e Flávio com 44%, além de 8% de brancos ou nulos e 1% de indecisos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

A fidelidade às bases também é alta: Lula mantém 98% de seus eleitores e Flávio, 99%. Ambos cedem 1% ao adversário.

Entre quem vota branco, nulo ou em nenhum candidato no 1º turno, 62% mantêm essa opção. Lula recebe 20% e Flávio 17%, com margem de 6 pontos: Lula varia de 14% a 26% e Flávio de 11% a 23%, configurando empate técnico.

Entre os não alinhados a bolsonarismo ou petismo, Flávio tem 39% e Lula 33%. Com margem de 4 pontos, os intervalos são de 35% a 43% e 29% a 37%, respectivamente. Nesse grupo, branco, nulo ou nenhum somam 25% e os indecisos, 2%.

Nos polos, a fidelidade é maior: entre bolsonaristas, Flávio tem 91% e Lula 4%; entre petistas, Lula chega a 92% e Flávio a 5%.

O recorte dos não alinhados ouviu 452 pessoas dentro da pesquisa presencial realizada de 15 a 17 de setembro, que entrevistou 2.002 eleitores em todo o país.

Os números derivam de duas pesquisas feitas pelo Datafolha, entre os dias 8 e 10 de setembro e 15 e 17 de setembro de 2026, com um total de 4.003 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro das pesquisas gerais é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Contratados pela Folha e pela TV Globo, os levantamentos estão registrados no TSE sob os números BR-04029/2026 e BR-01833/2026.

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Geral

Mensagens de Vorcaro mostram advogado articulando aproximação de banqueiro com governo: ‘Estive com o presidente Lula longamente ontem. Vc vai gostar’

Diálogo entre o advogado Walfrido Warde e Daniel Vorcaro sobre contato com Lula — Foto: Reprodução

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram o advogado Walfrido Warde relatando ao banqueiro articulações para aproximá-lo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de integrantes do governo.

Em abril de 2024, Warde disse ter recebido uma solicitação de Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete da Presidência, para que Vorcaro enviasse um e-mail com os assuntos que gostaria de tratar com Lula. “Fala Dani. Acabei de receber uma mensagem do Marcola, secretário pessoal do presidente, cobrando teu email. Manda para mim o email sobre os assuntos que você gostaria de falar, os interesses do grupo, eu ajeito aqui e eu mesmo mando o e-mail”, afirmou o advogado.

Em maio, Warde escreveu: “Saí da sala do presidente. Ele me perguntou do teu e-mail. Vc é doido”. Em outras mensagens, relatou novos contatos com Lula e integrantes do governo. Em setembro de 2024, disse: “Estive com o Presidente Lula longamente ontem. Vc vai gostar. Encontremo-nos hoje. Sem falta”.

Em novembro, afirmou ter “um recado do MJ e do presidente”. A sigla seria uma referência ao então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que nega ter tratado com Warde ou Lula sobre Vorcaro.

Registros de acesso mostram que Vorcaro esteve no Palácio do Planalto três vezes entre 2023 e 2024. Em 4 de dezembro de 2024, ele se reuniu com Lula, Guido Mantega, Rui Costa, Alexandre Silveira e Gabriel Galípolo. Após o encontro, Warde escreveu: “Parabéns. Soube que foi muito bom”.

Diálogo entre Walfrido Warde e Vorcaro com impressões sobre encontro com Lula — Foto: Reprodução

Diálogo entre advogado Walfrido Warde e Daniel Vorcaro: "Presidente vai me ligar em alguns minutos" — Foto: Reprodução

A Secom afirma que Lula se encontrou apenas uma vez com Vorcaro, em 4 de dezembro, e nega ter enviado recados ou recebido presentes do banqueiro. Marcola também negou ter procurado Warde, embora tenha confirmado que, após ser procurado pelo advogado, pediu que o pedido de audiência fosse formalizado por e-mail.

Em março de 2025, Vorcaro ainda escreveu a Warde: “Gleisi e Mercadante atuando muito contra. Alguma sugestão como podemos bloquear?”. O advogado respondeu: “Me liga. Falo com ambos bem. Mas preciso entender”. Mercadante nega ter conversado com Warde, e Gleisi não se manifestou.

As articulações ocorreram antes da prisão de Vorcaro e da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, em novembro de 2025. O banqueiro é investigado por suspeitas de fraude bancária.

Confira a nota na íntegra enviada pela Secretaria de Comunicação do governo Lula:

Conforme já amplamente noticiado, o presidente Lula encontrou-se uma única vez com Daniel Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. Vorcaro havia ido ao Palácio do Planalto acompanhado do ex-ministro Guido Mantega e o encontro com o presidente não estava previamente agendado. Da conversa também participaram o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, então diretor de Política Monetária e atual presidente do Banco Central.

Na ocasião, Vorcaro afirmou sentir-se alvo de perseguições, e o presidente respondeu que eventuais denúncias deveriam ser analisadas tecnicamente pelo Banco Central.

Não houve nenhum outro contato entre o presidente e Daniel Vorcaro.

O presidente não tem conhecimento da suposta articulação, não recebeu presente e tampouco enviou recado ou comentou festas promovidas pelo banqueiro.

Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição.

Com informações de O Globo

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Geral

Fux dá 10 dias para Alcolumbre apresentar registros de entrada no Senado de Vorcaro, Lulinha, da esposa de Moraes e do ‘Careca do INSS’

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro do STF Luiz Fux deu 10 dias para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apresentar informações sobre registros de entrada na Casa de pessoas como o banqueiro Daniel Vorcaro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministo Alexandre de Moraes. Depois, a PGR terá o mesmo prazo para se manifestar.

A determinação atende a um mandado de segurança apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), após o Senado negar pedidos feitos por meio da Lei de Acesso à Informação.

O pedido também inclui registros de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Antônio Carlos Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’, e José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula.

O processo foi inicialmente distribuído a Alexandre de Moraes, que se declarou impedido por envolver sua esposa, Viviane Barci. Com isso, Fux foi sorteado como novo relator.

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Geral

Lei sancionada cria Semana da Família Cristã Conservadora em Natal

Foto: iStock

Uma nova data passa a integrar oficialmente o calendário de eventos de Natal. O prefeito Paulinho Freire (União Brasil) sancionou a Lei nº 8.209, que cria a Semana da Família Cristã Conservadora, com realização anual prevista para a terceira semana de outubro.

A proposta considera como “família cristã conservadora” aquela que adere voluntariamente a princípios cristãos e conservadores, incluindo posições contrárias ao consumo de drogas ilícitas e ao aborto, entre outros temas.

A lei foi publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (22) e prevê a realização de eventos, campanhas de conscientização e parcerias com instituições públicas e privadas.

A proposta teve origem no Projeto de Lei nº 288/2025, apresentado pela vereadora Camila Araújo (PL) em maio do ano passado. O texto foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal nos dias 25 e 26 de agosto. A iniciativa busca reforçar a importância da família na formação de crianças e adolescentes e promover princípios ligados ao cristianismo e a ideais conservadores, de acordo com a propositura da vereadora.

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Geral

[VÍDEO] Milei espera que Brasil rompa “curso socialista decadente” de Lula e retome as “ideias da liberdade”

Durante entrevista após participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quarta-feira (23) esperar que o Brasil rompa o que classificou como um “curso socialista decadente” e retome as “ideias da liberdade”.

“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, declarou.

Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), Milei participou em julho do lançamento da candidatura do senador à Presidência. Na ocasião, afirmou esperar que o Brasil também se tornasse “liberal” e declarou apoio ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, falou o presidente do país vizinho.

Milei também voltou a criticar a esquerda, associando o socialismo ao autoritarismo e defendendo ideias liberais. O argentino ainda afirmou que a direita deve enfrentar os problemas deixados por governos anteriores e pediu que os eleitores se preparem para uma eleição “suja”.

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