Polícia

Após bater em menino com chinelo, servidor da PF lotado em Natal perde cargo comissionado

Foto: Reprodução

O agente administrativo da Polícia Federal Daniel Peruzzo Jardim foi exonerado do cargo comissionado que ocupava no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) após agredir um garoto de 13 anos no Condomínio Sports Club, no Guará 2. A exoneração aparece publicada no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira (7).

A pasta, entretanto, não informou se a decisão ocorreu após a repercussão do caso.

Câmeras de segurança registraram o momento em que o servidor bateu na vítima com chineladas no rosto. O caso ocorreu em 26 de setembro deste ano e chegou ao Metrópoles por meio de familiares da vítima na quarta-feira (6).

Daniel é lotado em Natal (RN), mas cedido ao Distrito Federal. Segundo o pai do adolescente, na ocasião, estava tendo uma festa no prédio, e as crianças brincavam no subsolo. Em certo momento, uma delas esconde o chinelo da filha do autor das agressões.

Em seguida, o agente, que tem porte para arma de fogo, desceu as escadas, seguiu em direção ao grupo e observou a sandália ao lado do garoto. Nesse momento, as imagens flagram a movimentação das crianças e o autor desferindo diversos golpes de sandália no rosto do adolescente.

O menino agredido é filho do fisioterapeuta Victor Krisna Oliveira Rodrigues, 46. “Ele tomou partido da filha dele sem saber o que aconteceu. Bater em uma criança é algo muito grave”, reclama o pai. O Instituto Médico Legal (IML) constatou uma lesão no nariz do garoto.

Segundo Victor, após o incidente, os filhos começaram a apresentar inquietação. “Meu filho não dorme, está choroso e não desce mais para brincar no prédio”, revela. O segundo filho do fisioterapeuta tem 7 anos e presenciou o momento. “Ela é muito apegado ao irmão e bem mais emotivo.”

“São brincadeiras entre crianças e, quando tem algo que te desagrada, o normal é conversar com os pais. Esse cidadão já desceu com o intuito de agredir. Foi algo chocante ver um homem batendo em um menino que não é filho dele”, lamenta.

Ameaça

O advogado da família do garoto agredido, Julio Cezar da Silva Pereira, conta que a mãe, ao saber da situação, acionou a Polícia Militar. Segundo o defensor, o autor não se intimidou e teria dito: “Eu bato no PM e bato em você”.

O advogado revela que pretende ingressar com uma representação contra o agente administrativo da PF. “Vou pedir para ele não se aproximar do condomínio nem do menino, e vou entrar com uma ação por danos morais contra o condomínio por omissão”, destaca. “O menino não está conseguindo sair de casa, a mãe está pensando em vender o apartamento”, complementa Julio Cezar.

O caso foi levado à 4ª Delegacia de Polícia (Guará 2), onde o servidor assinou um termo circunstanciado. A polícia concluiu a investigação em três dias e foi remetida ao Juizado Especial Criminal e do Juizado de Violência Familiar Contra a Mulher do Guará. Na Justiça, está tipificada como lesão corporal leve, além de crimes contra a honra, injúria, crimes contra a liberdade pessoal e ameaça.

Procurada pela reportagem, a Polícia Federal não se manifestou sobre a atitude do servidor. O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa do investigado. O espaço permanece aberto.

Agora RN

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Polícia

Agente da PF lotado em Natal agride criança com chinelo no Distrito Federal

Foto: Reprodução

Imagens de segurança gravadas em condomínio de Brasília mostram um homem agredindo um menino de 13 anos com golpes no rosto usando um chinelo. O caso aconteceu no final do mês de setembro e o homem em questão é um agente administrativo da Polícia Federal, lotado em Natal, mas cedido ao Distrito Federal.

De acordo com informações de sua família, o menino estava brincando com seus amigos durante uma festa no local. Durante o evento, uma das crianças escondeu o chinelo da filha do autor da agressão. Em certo momento, o agente foi em direção ao grupo e percebeu a sandália perto da vítima. Foi nesse momento que as câmeras de segurança flagraram o homem golpeando o menino no rosto com o chinelo.

A Polícia Militar foi acionada pela mãe da criança. Segundo o advogado da família, o agressor disse que bateria no PM que respondesse à chamada e na mãe. Um exame no Instituto Médico Legal foi conduzido e contatou-se uma lesão no nariz do garoto. Após o ocorrido, os pais relatam que a criança está muito abatida e não consegue sair de casa.

A investigação sobre a ocorrência já foi concluída, sendo encaminhada para o Juizado Especial Criminal bem como o Juizado de Violência Familiar Contra a Mulher, por lesão corporal leve, injúria, ameaça, assim como crimes contra a honra e liberdade pessoal.

Com informações de Tribuna do Norte

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/agente-da-pf-lotado-em-natal-agride-criana-a-com-chinelo-no-distrito-federal/522571

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    1. Então você acha correto uma atitude dessa contra uma criança? Ainda mais que o filho não é dele? O que você faria se outra pessoa fizesse a mesma coisa com um filho seu? Defenderia seu filho ou iria dizer que ele “aprendeu a lição”? É cada uma que a gente lê aqui…

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Diversos

Prova do concurso para agente da PF é confirmada para dia 21 de dezembro; são 600 vagas

B3dvOaXCEAAPct0O Cespe/UnB confirmou que a aplicação das provas objetiva e discursiva do concurso da Polícia Federal para 600 vagas para agente estão mantidas para o dia 21 de dezembro, conforme previsto no edital de abertura. O comunicado, divulgado no site da organizadora, também informa que o pagamento da taxa de inscrição poderá ser feito até 28 de novembro. Vale lembrar que as inscrições já foram encerradas e os exames serão aplicados em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Os candidatos devem ficar atentos às publicações na página do Cespe/UnB, organizadora de concurso.

São oferecidas 600 vagas de agente da PF, com salário de R$ 7.514,33 para jornada de 40 horas semanais. Do total de oportunidades, 30 são reservadas para pessoas com deficiência e 120 para negros. Serão disponibilizadas vagas, preferencialmente, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima e em unidades de fronteira. O concurso retomou o andamento normal depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) derrubou, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), liminar que suspendeu o concurso público.

Como mostra reportagem do site G1, decisão da 1ª Vara Federal de Uberlândia (MG) havia acolhido ação proposta pelo Ministério Público Federal para adaptar o exame de aptidão física e o curso de formação previstos às necessidades dos candidatos que concorrem às vagas reservadas aos deficientes, além de apontar como seriam as avaliações nas fases de perícia e exame médico. A suspensão valeria até o cumprimento das medidas.

Em atuação conjunta, a PSU/Uberlândia e a Procuradoria-Regional da União da 1ª Região (PRU1) recorreram ao TRF1, destacando que a suspensão do concurso pelas razões alegadas contrariava julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) no Recurso Extraordinário 676.335/MG e afrontava o princípio da isonomia.

De acordo com a AGU, a decisão transitada em julgado da Corte Suprema estabeleceu que os candidatos portadores de necessidades especiais, inscritos nos concursos da Polícia Federal deveriam realizar o certame em igualdade de condições com os demais candidatos. Acrescentou que a concessão da liminar contrastava com entendimento do STF, pois limitava as atribuições da banca examinadora, ao pretender que o candidato com deficiência não fosse eliminado na perícia, mas apenas no estágio probatório.

As procuradorias também destacaram que o edital assegurava o acesso da pessoa com deficiência ao concurso, porém não poderia haver prejuízo à administração pública quanto ao desempenho do cargo, conforme determinou a Ministra Cármen Lúcia no voto proferido no RE 676.335/MG. Sustentaram, ainda, que a adaptação do exame de aptidão física e do curso de formação profissional a candidatos com deficiência seria inviável, tanto acadêmica como tecnicamente. Diante disso, os advogados da União requereram a cassação da liminar.

Os argumentos da AGU foram acolhidos pelo relator do recurso na 5ª Turma do TRF1, que deferiu o pedido para suspender os efeitos da decisão até o pronunciamento definitivo do colegiado. O magistrado destacou que “a previsão editalícia de inaptidão decorrente de determinadas condições físicas foi estabelecida para todos os candidatos participantes do certame, independentemente da sua condição de ser ou não portador de necessidades especiais, a descaracterizar o tratamento supostamente diferenciado, alegado pelo Ministério Público Federal, na hipótese dos autos”.

Atribuições do cargo

Os candidatos devem ter diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso superior em nível de graduação, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação. Também é necessário ter carteira de habilitação, no mínimo, na categoria B.

As atribuições do cargo são executar investigações e operações policiais na prevenção e na repressão a ilícitos penais, dirigir veículos policiais, cumprir medidas de segurança orgânica, desempenhar outras atividades de natureza policial e administrativa, bem como executar outras tarefas que lhe forem atribuídas.

A primeira etapa do concurso inclui prova objetiva, prova discursiva, exame de aptidão física, exame médico e avaliação psicológica. Já a segunda etapa será o curso de formação profissional, que será realizado no Distrito Federal.

O Globo

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