IBOPE Repucom -ranking digital dos clubes outubro/2019: Flamengo segue ampliando sua vantagem na liderança; ABC em 31º e América em 32º

Com o levantamento deste mês, o IBOPE Repucom destaca o crescimento das bases digitais de Flamengo, Corinthians, Internacional, Athletico Paranaense e Palmeiras. Os cinco clubes que mais cresceram no período correspondem a 718 mil inscritos, mais de dois terços (61%) do total de novas inscrições nas contas oficiais dos clubes de futebol durante o mês de setembro.

O Flamengo segue ampliando sua vantagem na liderança do ranking digital e registrou um feito de grande destaque. Em 2019, o clube carioca já acumulou, entre janeiro e setembro, quase 3,4 milhões de novos inscritos em suas redes sociais oficiais. Este volume representa o dobro de seu resultado durante todo o ano de 2018 (1,7 milhão de novos inscritos), uma variação de 98% na comparação dos dois períodos.

Como em todos os meses de 2019, o Flamengo, liderou crescimento absoluto mensal. Durante todo o mês de setembro, a equipe somou 405 mil novos seguidores. O rubro-negro foi líder em crescimento em todas as redes monitoradas: Facebook (14 mil novos inscritos), Twitter (61 mil), YouTube (98 mil) e Instagram (231 mil), este último, responsável por 57% do crescimento flamenguista no período. No Instagram os flamenguistas também comemoram a marca inédita entre os clubes nacionais de 5 milhões de seguidores na plataforma.

O Corinthians ficou em segundo lugar no crescimento geral de setembro com 94 mil novas curtidas em suas páginas oficiais. No Instagram foi o segundo clube que mais ampliou seu saldo, somando 84 mil novos seguidores. A plataforma de fotos permanece sendo o principal motor do desenvolvimento digital corintiano, representando 90% ganho alvinegro.

Possivelmente motivado por sua campanha na Copa do Brasil, o Internacional faz sua estreia no TOP5 crescimentos mensais em 2019. A equipe gaúcha obteve 82 mil seguidores durante o mês de setembro. No Facebook, o clube também apresentou bons números, sendo o segundo que mais ganhou inscrições, atrás apenas do Flamengo. No Instagram a equipe também comemora ao superar 1 milhão de seguidores.

O campeão da Copa do Brasil Athletico Paranaense, também faz sua estreia entre os cinco maiores crescimentos mensais com 71 mil novos inscritos no período. No Instagram, em termos de variação, foi o time que mais evoluiu sua base, com 14% de crescimento apenas no último mês, tal plataforma é responsável por 60% do ganho athleticano.

O Palmeiras fecha o TOP5 crescimento com a soma de 66 mil seguidores. A TV Palmeiras, conta oficial do clube no YouTube foi o segundo que mais cresceu dentre todos os canais de clubes de futebol brasileiros.

Outro clube a comemorar uma importante marca foi o Santos, que neste mês atingiu 1 milhão de seguidores em sua conta oficial no Instagram. Juntamente com o Santos, apenas onze clubes possuem um saldo superior a 1 milhão nesta plataforma, que tem sido o principal motor em termos de novas curtidas. No decorrer do mês de setembro, o Instagram foi responsável por trazer 66% do volume de novos inscritos considerando os 45 clubes monitorado.

José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom comenta que “não há fronteiras no mundo digital e não há limite para o fortalecimento da cultura digital de todo o mercado, e isso se aplica a todos os clubes ou entidades esportivas, independentemente de seu tamanho ou popularidade. Ainda há muita oportunidade de mesmo os clubes com maiores torcidas e bases digitais desenvolverem e expandirem seu alcance. Obviamente, a fase do clube influencia fortemente no nível de interesse e demanda por consumo de conteúdo por parte dos torcedores, mas gerar conteúdo de qualidade e relevante para os torcedores está total e exclusivamente sob o controle da gestão de comunicação dos clubes”.

Veja abaixo o levantamento completo:

Fonte: IBOPE Repucom – Ranking digital dos clubes brasileiros

O levantamento é divulgado mensalmente pelo IBOPE Repucom e tem o objetivo de acompanhar o desenvolvimento das bases digitais dos 45 clubes com o maior número de seguidores do país. Acesse o levantamento na íntegra aqui.

Observação técnica:

Red Bull e Bragantino – Os clubes não oficializaram a junção de suas redes sociais, e as contas de ambos seguem separadas. Por este motivo, por enquanto seguimos reportando as equipes individualmente no ranking digital.

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Lúcifer disse:

    Lorota.
    O que vale é o número de torcedor no estádio.

Presidente da Fifa questiona clubes brasileiros: se faturam tanto, por que os jovens vão embora tão cedo?

Foto: Getty Images

Em sua primeira entrevista coletiva depois de ter sido reeleito presidente da Fifa, Gianni Infantino lançou um questionamento aos clubes sul-americanos, em especial aos brasileiros:

– As receitas dos grandes clubes brasileiros não estão longe dos europeus. Ainda quero saber por que os bons jogadores deixam o Brasil – disse, ao responder a uma pergunta sobre a desigualdade entre os clubes europeus e seus pares da América do Sul.

Minutos mais tarde, o dirigente detalhou seu raciocínio. Para ele, é natural que os melhores jogadores de países como o Brasil atraiam o interesse dos grandes europeus. O problema, disse, é que os países exportadores perdem jogadores para “o segundo, o terceiro e o quarto nível” de clubes para a Europa.

– Se os jogadores vão embora para o Real Madrid, então ok. Mas nem todos vão para o Real Madrid. Então por que não ficam no Flamengo? No Fluminense? No Santos? O garoto que surge num clube brasileiro ou português, se ele fica um pouco mais, se ele tem a chance de jogar um Mundial de Clubes e aí sim ir direto para o Real Madrid.

Embora a arrecadação de clubes brasileiros venha crescendo ininterruptamente nos últimos anos, os times que mais faturam, como Flamengo e Palmeiras, não estariam nem entre os 20 primeiros de um hipotético “ranking mundial de faturamento”. Os demais estariam distantes do top 30.

O discurso de Infantino serve para defender o novo Mundial de Clubes, que será disputado a cada quatro anos por 24 participantes – oito da Europa, seis da América do Sul e fez outros times dos demais continentes. O torneio enfrenta oposição da ECA, a Associação que representa os clubes ricos da Europa.

– O futebol hoje é global, mas todas as receitas vão para o mesmo lugar. O grupo muito pequeno de clubes, eu diria 10, ou nem 10, concentram todas as chances de serem campeões do mundo. Eu quero que 50 clubes possam ter essa chance, e pode ser 25 da Europa, mas os demais do México, do Brasil, dos EUA, da China e de outros lugares – disse Infantino.

Mudanças no calendário

O presidente da Fifa também deu a entender que pode promover mudanças no calendário do futebol mundial nos próximos anos.

– Eu trabalhei 16 anos na Uefa, então passei muito tempo defendendo uma parte do mundo, contra as outras cinco. Aqui na Fifa não temos que reduzir o poder da Europa, mas sim aumentar o poder dos demais continentes. O calendário hoje é muito eurocêntrico.

Globo Esporte

 

Encalhadas, placas de campo viram problema para os clubes brasileiros

Globo repassou a equipes direito de venda, mas negociação está empacada após licitação da CBF

Placas de publicidade dos jogos mostram campanhas da Globo – Ale Cabral/AGIF

A Rede Globo decidiu ceder aos clubes a possibilidade de negociar a venda de placas de publicidade dos estádios. Até o momento, porém, imbróglios jurídicos, comerciais e contratuais vêm dificultando a comercialização dos espaços a partir de 2019.

O direito, que era propriedade da Globo, foi cedido aos clubes no novo contrato de televisão do Brasileiro, válido a partir de 2019. A CBF, então, chamou as equipes e organizou uma venda conjunta.

Os clubes repassariam o direito pelas placas para uma empresa vender no mercado. Uma comissão escolheu a proposta da empresa BR Foot, por quatro anos de acordo.

Ela pagaria R$ 550 milhões, R$ 440 milhões pelas placas e R$ 110 milhões pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no exterior.

A CBF receberia comissão de 10% do valor total (R$ 55 milhões), enquanto os times dividiriam R$ 100 milhões de luvas antecipadas do acordo.

O contrato, porém, não foi assinado, pois alguns clubes dizem haver uma nova interessada. Uma carta de intenção da empresa Optimal Capital Partners, à qual a Folha teve acesso, foi endereçada à CBF e a presidentes de clubes.

Nela, está manifestado o interesse em investir US$ 200 milhões (R$ 750 milhões) para ter os direitos comerciais e internacionais do Brasileiro a partir do ano que vem, com promessa de disponibilizar os recursos 60 dias após a assinatura dos contratos.

Corinthians, Flamengo e Atlético-PR decidiram aguardar a chegada oficial dessa nova proposta.

“Eu aceito [a proposta da BR Foot], desde que não tenha nenhuma melhor. E parece que uma melhor está chegando”, afirmou Andrés Sanchez, presidente do time paulista.

O clube e a equipe rubro-negra carioca avisaram que só participaram junto às outras agremiações do país da negociação pelos direitos internacionais do Brasileiro.

Assim, encaminharam acordo com a Sport Promotion pela exclusividade na comercialização da publicidade estática das placas em seus jogos como mandantes no Brasileiro. A empresa já comercializa placas de publicidade da Série C e direitos de TV da Série D.

O acordo é de R$ 24 milhões por dois anos de contrato, segundo Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente corintiano. A quantia é a mesma que outros clubes vão levar do acordo em conjunto com a BR Foot, mas na metade do tempo —o vínculo seria de quatro anos.

Outros times que estão indecisos quanto à oferta da BR Foot são Grêmio, Internacional, Fluminense, Vasco e Cruzeiro. “Só vale a pena [fechar o acordo] se os clubes estiverem todos juntos. Não faz sentido entrarmos em um negócio assim se não for em conjunto”, disse o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior.

“A comissão trabalhou durante mais de um mês, recebendo oito propostas. Nós analisamos todas pessoalmente e concluímos que a melhor era da BR Foot. A comissão indicou isso, e os clubes, em sua maioria, aprovaram essa proposta, mas chegou essa carta de intenção desse fundo internacional”, afirma o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani.

O impasse vem preocupando alguns clubes, que temem a desistência da BR Foot.

Além da falta de consenso na negociação em conjunto, alguns envolvidos também se queixam de imposições feitas pela Globo no acordo de cessão dos direitos internacionais e para a venda das placas.

O contrato diz que a Globo pode exibir as partidas no exterior, em português, em plataformas próprias.

O documento também detalha que patrocinadoras da emissora poderão exercer prioridade para compra das placas seis meses antes da Série A, podendo se pronunciar em até 30 dias. Só depois os clubes poderão oferecer os espaços a terceiros.

Dona dos direitos até a edição deste ano do Brasileiro, a Globo não tem conseguido vender as placas ao redor do campo, que são cedidas por todo o torneio, não em partidas isoladas. Assim, a emissora passou a exibir produtos próprios e divulgação de programas como Conversa com Bial e plataformas como o site Globoesporte.com, Globo Play e o jogo Cartola FC.

Até então, a venda dessas placas era inserida como complemento publicitário em negociações. Por exemplo, se uma empresa comprasse o patrocínio do futebol, para ela era oferecida com exclusividade o direito de explorar as placas por algum período.

“De um tempo para cá, esse investimento publicitário deixou de fazer tanto sentido. Para as marcas, faz mais sentido comprá-las em cotas de patrocínio que envolvam relacionamento e ativação, como alguma ação dentro do estádio com um cliente. Criaria uma interação”, afirma Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports & Marketing.

A empresa atua em patrocínio e publicidade estática dos principais torneios do país.

A venda de uma placa de 10m² custa cerca de R$ 11 milhões para exploração do local por período de 380 jogos, ou seja, todo o Campeonato Brasileiro. Em uma partida da Série A, são 23 placas de publicidade ao redor do campo.

No jogo entre Cruzeiro e São Paulo, realizado no domingo (5), no Mineirão, 11 delas foram ocupadas por marcas ou campanhas da Globo.

A partir de 2019, os direitos de transmissão da Série A serão divididos com a Turner, dona do canal Esporte Interativo. Isso motivou a cessão, pela Globo, da comercialização dos espaços aos clubes.

A CBF afirma que idealizou, coordenou e implementou a concorrência de forma transparente. Para a entidade, o processo “representa um divisor de águas na geração de receitas aos clubes em relação aos direitos”.

Fernando Manuel Pinto, diretor de direitos esportivos do Grupo Globo, afirma que não recebeu nenhuma crítica dos clubes sobre o novo modelo.

“Trata-se de ativo a ser explorado pelos clubes diretamente ou mediante parcerias que venham a desenvolver. Fazemos votos que obtenham bons resultados e captem receitas adicionais”, disse por meio da assessoria de imprensa do grupo.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO POSICIONAMENTO DA CBF:

“A CBF idealizou, coordenou e implementou o processo de concorrência com a participação efetiva e permanente dos 20 clubes da Série A. A partir de sua experiência na comercialização dos direitos da Seleção Brasileira em 2017, a CBF conduziu de forma absolutamente transparente todos os passos desse processo que incluiu a instrução, recepção e análise das propostas recebidas.

A empresa finalmente eleita foi definida por uma comissão de clubes escolhida pelos 20 integrantes da Série A, contando com a concordância de todos os participantes.

O processo transcorreu com sucesso, agregando R$ 550 milhões de recursos novos ao futebol brasileiro nos próximos quatro anos e representa um divisor de águas na geração de receitas aos clubes em relação aos direitos internacionais de transmissão e às placas de publicidade a partir de 2019.”

Folha de São Paulo

 

Empresa divulga índice de gestão dos clubes brasileiros em 2012

A PLURI Consultoria criou, em 2011, um índice para medir a eficiência dos clubes na gestão do futebol, o IPEG – Índice PLURI de eficiência na Gestão. O índice consiste na medição dos resultados esportivos das equipes, em relação ao tamanho do investimento feito com o futebol.

A primeira edição do IPEG foi publicada em 2011, e apontou o Vasco como o campeão. O clube carioca, apesar de um orçamento relativamente modesto (R$ 79 milhões), o 11º do país se comparado com os dos demais clubes brasileiros, foi Campeão da Copa do Brasil, vice do Brasileiro e 3º colocado na Copa Sul Americana.

Em 2012, diante das conquistas importantes (Libertadores; Mundial Interclubes e 6º no Brasileiro), o Corinthians foi o campeão. Com um orçamento milonário (R$ 233 milhões), o Timão obteve o índice de 1,74. A grande surpresa ficou por conta do Coritiba, que ocupou a segunda colocação. No ano passado, O clube paranaense destinou ao seu departamento de futebol um orçamento bem abaixo dos padrões dos principais clubes brasileiros. Com um orçamento de R$ 59 milhões, o Coxa obteve um índice PLURI de 1,44.

O clube carioca melhor colocado na medição feita pela PLURI em 2012 foi o Vasco da Gama, que aparece na lista ocupando a 13ª posição. Quinto colocado na classificação geral do Campeonato Brasileiro do ano passado, o clube cruz-maltino revelou um orçamento de R$ 92 milhões, registrando um índice  de 0,27. Atrás do Vasco, surge o Botafogo, com um índice de 0,25, e que o fez ocupar a 14ª colocação, com um investimento de R$ 98 milhões.

A julgar pelos recentes resultados, o Cruzerio deste ano é bem diferente do time do ano passado. Líder do Brasileirão com 59 pontos – a dez rodadas do término da competição -, o time comandado pelo técnico Marcelo Oliveira teve um desempenho bem mais modesto em 2012. Nono colocado no Brasileirão de 2012, a Raposa registrou um orçamento de R$ 99 milhões. Número que, de acordo com o estudo da PLURI, deixou o clube mineiro em 18º lugar no ranking, com um índice de 0,05.

Lance