Twitter introduz sistema de alerta para emergências e desastres

O Twitter, que está se preparando para sua oferta pública inicial (IPO), informou na quarta-feira que irá ajudar os usuários a receber alertas especiais de agências governamentais e agências de ajuda em situações de emergência.

Os usuários que se inscreverem e fornecerem seu número de celular receberão notificações de smartphones através do aplicativo Twitter, bem como mensagens de texto SMS a partir de qualquer uma das várias agências que se inscreveram para o programa.

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências, nos EUA, o Serviço de Prevenção de Desastres, em Tóquio, e a Organização Mundial de Saúde estão entre os participantes,

O programa de alertas começa um ano após o Twitter ter exibido seu potencial como uma tábua de salvação durante o furacão Sandy, quando os moradores presos na costa leste dos EUA relataram o progresso da tempestade e procuraram ajuda na rede móvel.

O Globo

Gastos com desastres crescem 15 vezes em 6 anos

Nos últimos 30 anos, o aumento da ocorrência de desastres naturais no mundo foi responsável por perdas que saltaram de poucos bilhões de dólares em 1980 para mais de US$ 200 bilhões em 2010. No Brasil, em somente seis anos (2004-2010), os gastos das três esferas governamentais com a reconstrução de estruturas afetadas nesses eventos evoluíram de US$ 65 milhões para mais de US$ 1 bilhão – um aumento de mais de 15 vezes.

Os dados foram citados ontem durante evento de divulgação do Relatório Especial sobre Gestão de Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX), do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). A elaboração do documento foi motivada justamente por conta dessa elevação já observada de desastres e perdas. O alerta, porém, é para o futuro – a expectativa é de que essas situações ocorram com frequência cada vez maior em consequência do aquecimento global.

 Alguns dos autores do relatório estiverem presentes ontem em São Paulo, em evento promovido pela Fapesp e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), para divulgar para a comunidade científica e tomadores de decisão os resultados específicos de América Latina e Caribe. A principal conclusão é que para evitar os desastres naturais, os cuidados vão muito além de lidar com o clima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo