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Pesquisadores encontram vestígios da presença de dinossauros no RN

Arte: Guilherme Gehr

Pesquisadores da UFRN e de outras instituições identificaram, pela primeira vez, vestígios de dinossauros na área que hoje corresponde ao Rio Grande do Norte. Os achados se referem a pegadas de duas espécies diferentes: um saurópode, com cerca de 9 a 12 metros de altura, e um ornitópode, com cerca de 8 metros de comprimento.

Os gigantes habitaram o estado há cerca de 120 milhões de anos, no período Cretáceo, e seus rastros foram encontrados na Fazenda dos Pingos, um icnosítio localizado na Formação Açu da Bacia Potiguar, próximos à cidade de Açu, a cerca de 200 km da capital, Natal. As duas espécies identificadas eram herbívoras, ou seja, se alimentavam apenas de folhas. Os saurópodes são os famosos pescoçudos; já os ornitópodes tinham como características as patas que lembram as de aves.

Embora fósseis de dinossauros já tenham sido identificados na Bacia Potiguar, formação geológica que abrange também uma parte do Ceará, as descobertas ocorreram no lado cearense da bacia. Assim, embora não tenham sido localizados ainda fósseis de dinossauros no RN, as pegadas descritas pelo trio de pesquisadores comprovam, de forma definitiva, que os gigantes do passado estiveram sobre o solo norte-rio-grandense.

O processo de descoberta e identificação foi publicado em artigo publicado na edição especial em homenagem a Diógenes de Almeida Campos do periódico “Anais da Academia Brasileira de Ciências”, em 27 de setembro.

O texto é assinado pela professora Maria de Fátima C. F. dos Santos, do Museu Câmara Cascudo da UFRN, ex-diretora da instituição e hoje aposentada, por Fernando Henrique S. Barbosa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e por Giuseppe Leonardi, do Instituto Cavanis (Veneza, Itália), uma das maiores referências mundiais na identificação de pegadas de dinossauros.

Para mais detalhes, acesse a íntegra do artigo AQUI.

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Diversos

Guinness reconhece que dinossauros mais antigos do mundo foram encontrados no RS

Foto: Reprodução/EPTV

O Guinness World Records reconheceu, na quinta-feira (5), que os dinossauros mais antigos do mundo podem ter habitado a área que atualmente corresponde os municípios da Região Central do Rio Grande do Sul.

A publicação afirma que, embora não seja possível precisar a idade exata de fósseis de animais que viveram há milhões de anos, as rochas onde eles foram encontrados são. Os cientistas constataram que o sítio arqueológico de Santa Maria possui cristais de zircão datados de até 233,2 milhões de anos atrás, período correspondente à idade ladiniana do final do período Triássico.

Foto: Felipe A. Elias/Paleozoo Brazil

Entre os exemplos ​​escavados na Formação de Santa Maria, que compreende a região que vai de Venâncio Aires até Mata, estão o Saturnalia tupiniquim, o Nhandumirim waldsangae, o Buriolestes schultzi, o Pampadromaeus barberenai, o Bagualosaurus agudoensis, o Gnathovorax cabreirai e o Staurikosaurus pricei.

Todos esses eram bípedes herbívoros relativamente pequenos, conhecidos como sauropodomorfos (que mais tarde dariam origem aos saurópodes gigantes), e os buriolestes, que era exclusivamente carnívoro entre os sauropodomorfos.

Petição de grupos de pesquisadores

A publicação no Guinness teve origem em uma petição encaminhada por um grupo de pesquisadores e divulgadores científicos da paleontologia do RS ao escritório do Guinness.

“Fizemos uma defesa explicitando quais as razões que levariam os dinossauros da Formação Santa Maria a serem os mais antigos do mundo, os primeiros dinossauros”, explica Sérgio Cabreira, professor que trabalhou nas expedições que descobriram os fósseis na região nas últimas décadas.

Segundo ele, o material encaminhado pelo grupo foi avaliado por consultores paleontólogos do Guinness, e reconheceram que as pesquisas de datação mostram que as espécies localizadas no estado são mais antigas em relação aos dinossauros triássicos de outros locais. Os integrantes foram notificados do reconhecimento por e-mail, ainda na quinta.

“Como nossos dinossauros são encontrados dentro desses pacotes de rocha, então eles são os mais antigos do mundo. É uma mensuração, mas ela é feita através de métodos científicos, muito modernos, com diversos tipos de equipamentos acurados”, explica.

“Isso abre uma janela importante na questão da divulgação da região, de toda a nossa macrorregião. Abre importantes perspectivas de turismo de outros eventos culturais e acadêmicos relacionados com a paleontologia brasileira”, afirma.

O divulgador Ciro Cabreira, irmão de Sérgio, lembra que os materiais encaminhados ao Guinness são achados científicos, como as pesquisas de datação das rochas, de estudo de morfologia dos animais e os próprios fósseis localizados.

“Pra gente [a inclusão no Guinness] é uma vitória porque a gente tá tentando fazer esse trabalho de divulgação, da importância da nossa região, pra que o poder público dê mais atenção. É um bem imaterial”, diz.

Foto: Ilustração/Márcio L. Castro

Rivalidade com Argentina e Tanzânia

A Formação Ischigualasto, em San Juan e Rioja, no noroeste da Argentina, também reivindica possuir fósseis desses períodos. Segundo a publicação, as rochas foram datadas de 231,7 milhões de anos, o que, em termos de tempo geológico, a diferença é quase insignificante.

Entre as primeiras espécies de dinossauros encontradas neste local estão o Herrerasaurus ischigualastensis e o Eoraptor lunensis.

 Foto: Gabriel de Mello / Ulbra / Divulgação

Outro dinossauro potencialmente ainda mais antigo, o Nyasasaurus parringtoni, foi encontrado em rochas que datam de 243 milhões de anos, durante a idade anisiana do Triássico, na Tanzânia. No entanto, conforme o Guinness, devido a restos muito fragmentados, é contestado se esta criatura era ou não um dinossauro ou alguma outra forma de réptil.

Uma observação importante feita pelo Guinness em todas as publicações: recordes mudam diariamente e não são imediatamente publicados online.

Foto: Reuters/Natural History Museum, London/Mark Witton/Divulgação

G1

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Nova teoria: pode não ter sido um asteroide que causou extinção dos dinossauros

Foto: Geralt/ Pixabay

Em uma nova teoria publicada na última segunda-feira (15) na Scientific Reports, pesquisadores de Harvard questionam que tenha sido um asteroide o corpo espacial envolvido na extinção dos dinossauros.

Os cientistas defendem que foi, sim, um pedaço de um cometa que caiu na Terra há mais de 66 milhões de anos para criar a cratera Chicxulub

Localizada na Península de Yucatán, no México moderno, essa cratera se estende por cerca de 180 quilômetros. O impacto que criou Chicxulub está ligado ao evento de extinção do Cretáceo-Paleógeno, que matou os dinossauros e muitas outras espécies, de acordo com o estudo.

“Deve ter sido uma bela visão (a queda do cometa), mas a diversão acabou quando a rocha atingiu o solo”, disse o co-autor do estudo Abraham Loeb, professor de ciências da Universidade de Harvard.

Loeb teoriza que um pedaço de um cometa foi o culpado pelo evento de extinção em massa, não um asteroide como muitos cientistas defendem. Segundo ele, o cometa se originou da Nuvem de Oort, um grupo de objetos gelados localizados na borda do sistema solar.

Um cometa é um pedaço de lixo espacial feito principalmente de gás congelado, enquanto um asteroide é um pedaço de rocha mais comumente encontrado no Cinturão de Asteroides, uma coleção de asteroides entre Marte e Júpiter, de acordo com o correspondente meteorológico da CNN, Chad Myers.

A probabilidade de um asteroide com um diâmetro de pelo menos 6,2 milhas causar um evento de impacto Chicxulub é de uma em cada 350 milhões de anos, de acordo com o estudo. Os cometas de longo período – cometas com uma órbita de mais de 200 anos – que são capazes do evento Chicxulub são significativamente mais raros, com um ocorrendo a cada 3,8 a 11 bilhões de anos, indicam os cientistas de Harvard.

O caminho provável do cometa

Os pesquisadores oferecem um cenário de como o cometa poderia ter vencido essas probabilidades de longo prazo.

Conforme o corpo espacial viajou da Nuvem de Oort para o centro do sistema solar, a força gravitacional de Júpiter poderia ter dado um impulso para que tivesse velocidade suficiente para chegar ao sol, de acordo com Loeb.

“Júpiter age como uma máquina de pinball”, disse Loeb. “Quando algo chega perto disso, pode dar um chute.”

Ao chegar ao sol, a força gravitacional do astro poderia ter quebrado o cometa em vários pedaços. Dividido em várias partes, é 10 vezes mais provável que o cometa atingisse a Terra quando os pedaços se afastassem do Sol, de acordo com Loeb.

Outros pesquisadores discordam

Outros pesquisadores não concordaram com as descobertas do novo estudo e ainda dizem que várias pistas apontam para um asteroide criando a cratera Chicxulub.

Uma evidência é o Iridium – junto com um punhado de outros elementos químicos – encontrado espalhado ao redor do planeta após o impacto, disse David Kring, principal cientista do Instituto Lunar e Planetário em Houston, que não esteve envolvido no estudo do cometa.

Kring disse que as proporções desses elementos são as mesmas proporções vistas em amostras de meteoritos de asteroides.

O pedaço do cometa também teria sido pequeno demais para fazer uma cratera desse tamanho, disse Natalia Artemieva, cientista sênior do Instituto de Ciência Planetária, que também não esteve envolvida no estudo.

A pesquisa estimou o tamanho do pedaço do cometa em cerca de 6,4 km de largura, e Artemieva argumentou que o corpo espacial precisaria ter pelo menos 12 km de largura para fazer uma cratera do tamanho de Chicxulub.

Com o pequeno pedaço do cometa, disse ela, “é absolutamente impossível”, e o tamanho da cratera do impacto seria pelo menos metade do tamanho.

Kring também observou que a frequência com que um asteroide ou cometa atinge a Terra para criar tal impacto é estatisticamente insignificante.

Não importa se é aproximadamente “uma vez a cada 350 milhões de anos e tivemos um evento há 66 milhões de anos”, porque estatisticamente, essa seria a única ocorrência no intervalo de tempo de 350 milhões de anos, disse ele.

Os pesquisadores também têm uma infinidade de amostras de asteroides para estudar em comparação com cometas, disse Kring.

“Não há absolutamente nenhuma evidência que prove que seu modelo está incorreto, mas por outro lado, há muitas evidências que ainda apontam para um asteroide como o causador de impacto mais provável”, disse Kring.

Loeb disse que está interessado em procurar por pedaços de cometa remanescentes da separação para verificar sua teoria.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Claro que não foi um asteroide, e sim a mesma coisa que está acontecendo hoje no Brasil, um monte de dinossauro brigando por conta de política e terminaram se matando!!!

  2. Essas bandos de cientístas não sabem de "coisissima nenhuma" como falavam as geracões passadas ou de "p.nenhuma na atualidade em relação com esses números de años como é que eles e elas vão saber a data exata de um acontecimiento de milhares ou milhões ou de bilhões de anos da queda de um asteroide ou cometa e também nesse mesmo sentido de outras pesquisas científicas sobre o surgimento da terra e da vida e do sol e da lua e das estrelas e dos planetas e das galaxias do universo,eu não acredito nada nesses números advinhatórios humanos e de mega computadores.

    1. caramba Nando, tu agora defendendo os PTralhas. Kkkkkk
      É o fim da picada.

  3. Verdade e fazendo estragos significativos no nosso lindo e pobre estado. Nós não temos sorte, quando é daqui é ladrão, quando é importado vem com os mesmo problemas dos produtos da China. Infelizmente ainda tem quem goste e aprove, vamos de ladeira a baixo a 300 por hora, só Deus na causa.

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