Governo firma parceria com EBSERH para uso de softwares na rede hospitalar do Estado

Ricardo Lagreca - GabineteO governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e o secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), médico Ricardo Lagreca, assinam termo de parceria, nesta quinta-feira, às 16h, na Governadoria, com o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Newton Lima, para implantação e utilização na rede hospitalar do Estado, do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) e do Painel de Controle do Sistema (SIG-EBSERH). A solenidade contará com a presença da reitora da Universidade Federal do RN (UFRN), Ângela Paiva, do superintendente do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), Stênio Gomes da Silveira e do diretor da Maternidade Januário Cicco, Kleber Morais.

De acordo com o secretário Ricardo Lagreca, a parceria com a EBSERH – que é um órgão que atua na gestão dos hospitais universitários no Brasil-, vai resultar em melhorias significativas para o atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde. “Essa nova ferramenta vai possibilitar a utilização de um sistema integrado de gestão hospitalar, a fim de garantir aos cidadãos um melhor acesso aos serviços de saúde”, disse Lagreca.

O desenvolvimento do AGHU iniciou em 2009, como parte integrante do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), do Ministério da Educação, destinado à reestruturação e revitalização dos hospitais das universidades federais. O objetivo do aplicativo é apoiar a padronização das práticas assistenciais e administrativas dos Hospitais Universitários Federais.

No Onofre Lopes, por exemplo, a implantação de módulos do Sistema AGHU ajuda na regulação de medicamento, atendimento aos pacientes e controle do fluxo de materiais. A iniciativa traz diversos benefícios ao trabalho dos profissionais e atinge diretamente o atendimento. O Módulo de Farmácia, por exemplo, permite atividades de regulação, triagem, dispensação dos medicamentos. A parte de prescrição médica define as condutas que serão executadas por diversos profissionais da saúde, após a avaliação do paciente pelo médico. Já o módulo de estoque gerencia as movimentações dos suprimentos através do controle do fluxo de materiais, proporcionando um atendimento mais eficiente das solicitações e disponibilidade em tempo real acerca dos suprimentos da unidade.

Já o Sistema de Informações Gerenciais da Ebserh (SIG Ebserh) interage com o aplicativo, incorporando ferramentas, como, por exemplo, o histórico de exames no Painel do AGHU. A novidade vai permitir que os hospitais acompanhem a produção de exames, além da quantidade de agendamentos, cancelamentos e realizações que vem obtendo notório sucesso nos hospitais universitários.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. FRASQUEIRINO disse:

    Não existe almoço grátis! Podem se preparar que a cobrança do sistema vem a galope. Resta saber quem vai responder junto ao Tribunal de Contas do Estado para justificar o volume de recursos financeiros dispendidos pela Secretaria Estadual de Saúde, em gestões anteriores, pagos a uma empresa do Rio Grande do sul para informatizar toda a Rede de Hospitais do Estado do RN, cujos resultado foi pífio, ou seja, a maioria continua sem a informatização e consequentemente sem receberem o valor real através de repasse financeiro do Ministéro da Saúde pelos serviços realizados , justamente por falta desse controle via sistema de gestão hospitakar.

Ricardo Lagreca‏: “A gente não quer operações Higia, Hipócrates, Sócrates. A gente quer a Operação Regionalização”

IMG_20150617_104637632O secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, considerou um momento histórico, ao participar nesta quarta-feira (17), em São Paulo do Potengi, da abertura do Seminário Regional de Saúde Pública – Implantação do Processo do Hospital Regional com foco na cogestão. “Por que esse é um momento histórico? Porque a gente começa a pensar a regionalização da saúde como uma ação principal deste estado. Quando eu falo em regionalização eu falo em cogestão. O SUS tem somente 27 anos e algumas coisas como a regionalização já foram pensadas. Não estamos colocando a regionalização como uma coisa nossa, não. O SUS já vem pensando isso. Em algumas regiões ela já foi implantada e em outras não. Mas isso não significa uma tragédia. Ao contrário, ao longo do tempo fizemos a nossa crítica para chegar a nossa regionalização. A gente não quer operações Higia, Hipócrates, Sócrates. A gente quer a Operação Regionalização”.

Segundo Lagreca, “precisamos nos unir mais ainda, e aqui o Parlamento do São Paulo do Potengi partiu na frente. Nós estamos nos vestindo de uma roupagem nova para o momento e não podemos mais ter retrocesso. É a grande coisa que o SUS pensa para o país. Não se pode fazer isso sozinho. O Dr. Ion de Andrade, coordenador do processo de Regionalização da Saúde, assumiu todas as forças e decisão para que este processo pudesse ser implementado, onde teremos uma gestão democrática e participativa”.

De acordo ainda com o secretário, as regiões do Trairi e de São Paulo do Potengi mostraram interesse para que implementássemos essa ideia primeiramente. “Atenção básica, apesar de ela ser uma função do município, é também função do estado, e estamos dispostos pra isso. Também pensamos num nível maior, o nível terciário, que é atenção de alto risco. Então nós precisamos da atenção básica até a linha quaternária. Essa é a nossa intenção e não vamos medir esforços para que este projeto dê certo em toda a sua magnitude. Repito, esse é um momento importante e que tem que sair pra fora”.

Repercussão

O prefeito José Leonardo Cassimiro de Araújo afirmou que “esse modelo de cogestão da regionalização da saúde vai ter muita repercussão não só no Rio Grande do Norte, mas como em todo o Brasil. Saúde, Segurança e Educação têm que seguir esse modelo. Foi por isso que eu e mais dez prefeitos da região abraçamos esta causa”.

Já o representante do Ministério da Saúde – Rede de Urgência e Emergência, Luiz Branquinho, presente ao evento, afirmou que “esse é um diálogo de momento que vivemos nacionalmente e pelo o que eu estou presenciando tem sido muito atuante aqui na região”. Disse ele que “a cogestão nada mais é do que uma co-responsabilização. Temos que ter este compromisso de um sistema de saúde sólido que contemple a população”. Para Branquinho, este é um momento em que as coisas estão mudando, onde se vislumbra um modelo ideal de saúde pública. “Estou extremamente grato de poder participar de uma discussão que considero muito importante para a saúde pública neste estado. Precisamos reorganizar a nossa rede pública. O Ministério da Saúde tem essa função de apoiar sempre essas ações”.

Ion Andrade, coordenador do processo de Regionalização da Saúde, colocou que este é o primeiro passo de um modelo que se pretende implantar em todo o Rio Grande do Norte, e parabenizou a região pela realização do Seminário. Disse que primeiro se tem que ter a coragem de nascer pequeno, como são os casos dos hospitais regionais. “Eu diria que hoje, numa projeção de zero a dez, nós estamos na etapa cinco. O Hospital Regional de São Paulo do Potengi passará a ter um maior número de leitos e isso vai aumentar, portanto, a dinâmica no atendimento dos pacientes. A regionalização da Saúde dará uma sustentabilidade financeira maior para que o hospital possa funcionar plenamente atuando na urgência e na emergência, viabilizando, inclusive, o SAMU.”