A taxa de ocupação de leitos críticos das unidades públicas de saúde no RN é de 63,9%, registrada no fim da manhã desta sexta-feira (05). Pacientes internados em leitos clínicos e críticos somam 315.
Até o momento desta publicação são 87 leitos críticos (UTI) disponíveis e 154 ocupados, enquanto em relação aos leitos clínicos (enfermaria), são 140 disponíveis e 161 ocupados.
Segundo a Sesap, a Região metropolitana apresenta 69,3% dos leitos críticos ocupados, a região Seridó tem 60% e a Região Oeste tem 57%.
Diante de rumores nos bastidores políticos, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cogita, em nenhuma hipótese, desistir de disputar a reeleição.
A declaração surge após especulações de que aliados do Centrão avaliam um possível recuo do petista caso pesquisas eleitorais indiquem desvantagem em cenários futuros. Entre as projeções ventiladas, aparece o nome do senador Flávio Bolsonaro como potencial adversário competitivo.
Sidônio foi direto ao negar qualquer possibilidade nesse sentido e reforçou que apenas o próprio presidente e a comunicação oficial do governo falam em nome do Planalto. Segundo ele, não há discussões internas sobre retirada da candidatura.
“O Palácio não trabalha com informações em off. Essa conversa simplesmente não existe. Lula é candidatíssimo à reeleição”, afirmou o ministro em resposta às especulações.
A fala busca conter ruídos políticos em meio ao cenário pré-eleitoral e reforçar a posição do governo de que o presidente seguirá no páreo independentemente das movimentações e projeções do momento.
Uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte colocou em xeque a carreira do policial militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado pelo estupro e feminicídio da estudante Zaira Cruz. O órgão orientou o Comando-Geral da PM a anular as promoções concedidas ao agente enquanto ele já estava preso.
De acordo com o documento, o militar foi promovido duas vezes — em 2020 e 2023 — mesmo estando sub judice e custodiado por decisão judicial. A legislação estadual, segundo o MPRN, impede que policiais nessa condição avancem na carreira ou integrem quadros de acesso.
A recomendação aponta que o agente deve retornar ao posto de cabo, com efeito retroativo a março de 2019, além de ter sua situação administrativa ajustada. Também foi solicitado a abertura de procedimento para calcular possíveis prejuízos aos cofres públicos, incluindo o ressarcimento de valores recebidos indevidamente.
O crime que resultou na condenação ocorreu durante o Carnaval de 2019, em Caicó, e gerou forte comoção no estado. Para o Ministério Público, a gravidade do caso compromete diretamente a imagem da corporação e exige medidas mais rigorosas no âmbito administrativo.
Outro ponto criticado pelo órgão foi a punição aplicada em 2024 por um conselho disciplinar da PM, considerada branda. O MPRN defende a anulação dessa decisão e a exclusão do policial dos quadros da corporação, ressaltando que a permanência dele é incompatível com a gravidade dos crimes cometidos. O comando da PM tem prazo para informar as providências adotadas.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Uma ação judicial apresentada ao Supremo Tribunal Federal colocou frente a frente o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado André Janones. A queixa-crime foi protocolada no fim de março pela defesa do ex-chefe do Executivo.
Os advogados alegam que o parlamentar publicou vídeos com declarações ofensivas, incluindo xingamentos e acusações graves. Entre os pontos citados, está a afirmação de que Bolsonaro teria ligação com supostos planos de atentado contra autoridades, o que, segundo a defesa, ultrapassa os limites legais.
No documento enviado à Corte, os representantes do ex-presidente sustentam que houve abuso da liberdade de expressão, com conteúdos que configurariam crimes contra a honra, como calúnia e injúria.
Outro argumento apresentado é que Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, estaria com limitações para responder diretamente às acusações. A defesa usa esse ponto para reforçar a necessidade de análise do caso pelo Judiciário.
A chamada queixa-crime é um instrumento jurídico utilizado quando a própria vítima decide acionar a Justiça em casos específicos, geralmente relacionados a ofensas pessoais. Situações como difamação, injúria e calúnia costumam ser tratadas por esse tipo de ação.
O almoço de Páscoa do presidente Lula com a primeira-dama Janja acabou ganhando grande repercussão nas redes sociais neste domingo (5), após a divulgação de um prato pouco comum: carne de paca.
O preparo foi mostrado em vídeo publicado por Janja, que detalhou o tempero utilizado — incluindo alho, ervas e tempero verde — e afirmou que a carne ficou marinando por dois dias. Durante a gravação, Lula elogiou a refeição e classificou o prato como “divino”.
Apesar do tom descontraído do vídeo, a escolha do cardápio rapidamente virou assunto entre os internautas. Parte das reações foi de crítica, enquanto outra parcela aproveitou o episódio para criar memes e piadas, fazendo o tema viralizar nas redes.
Diante dos questionamentos sobre a origem da carne, Janja afirmou que o produto foi um presente de um criador legalizado, destacando que a comercialização é permitida no Brasil quando proveniente de criadouros autorizados por órgãos ambientais.
O episódio ampliou o debate online, misturando humor, críticas e curiosidade sobre o consumo de carnes consideradas exóticas no país, mantendo o assunto entre os mais comentados ao longo do dia.
“O Nikolas [Ferreira] é um moleque de ouro, é um cara maduro, inteligente, entende o jogo político. Ajuda demais expondo o PT na cara deles para milhões. Ajuda do seu jeito. (…) Então, fica o Eduardo lá nervoso, ficam os grupos se digladiando porque acham que têm que fazer… pic.twitter.com/SNJ0RcbCkH
O senador Flávio Bolsonaro criticou o embate público entre o irmão, Eduardo Bolsonaro, e o deputado Nikolas Ferreira, classificando o episódio como contraproducente no cenário político atual.
A troca de farpas aconteceu nas redes sociais e expôs um racha entre lideranças da direita. O episódio ganhou repercussão após Eduardo questionar publicações feitas por Nikolas, que respondeu de forma irônica, ampliando o desgaste entre os dois.
Em entrevista ao podcast Inteligência Lltda, Flávio afirmou que a situação causa incômodo, principalmente por envolver nomes de peso no mesmo campo político. Para ele, esse tipo de conflito interno não é inteligente e acaba enfraquecendo o grupo.
O senador também ressaltou o momento vivido por Eduardo, citando pressões recentes, e adotou um tom conciliador ao falar de Nikolas, destacando a relevância do parlamentar nas redes e sua influência junto ao eleitorado.
Nos bastidores, a avaliação é de que episódios como esse prejudicam a articulação política e reforçam a necessidade de unidade, especialmente em um cenário pré-eleitoral. Flávio, inclusive, já havia defendido publicamente mais “racionalidade” entre aliados, alertando que brigas internas não trazem ganhos para nenhum dos lados.
Investigadores ligados ao caso Master disseram à CNN que, até agora, a situação do ministro Alexandre de Moraes é juridicamente mais delicada que a de Dias Toffoli. O material analisado indicaria diferenças na natureza dos envolvimentos de cada ministro.
Enquanto Toffoli teria relação de caráter comercial, envolvendo a compra e venda de parte do resort Tayayá, a análise sobre Moraes aponta elementos que poderiam sugerir atuação em benefício de interesses do Banco Master.
Segundo investigadores, há operação em andamento para formar maioria no STF e barrar a abertura de inquérito contra Moraes. A estratégia incluiria fragilizar a posição de Kassio Nunes Marques, ministro da Corte, para influenciar seu voto.
Na contabilidade de quem acompanha o caso, há maioria parcial a favor da investigação contra Moraes: André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Do outro lado estariam Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O processo deve ir ao plenário, conforme regimento do STF.
As investigações seguem em andamento, com expectativa de conclusão em cerca de um mês. Paralelamente, a delação de Daniel Vorcaro será confrontada com informações da Polícia Federal, para eventual homologação pelo relator do caso.
Mílvia Maria Varela de Melo, reconhecida por comandar por mais de 40 anos o Buffet Sônia & Mílvia em Natal, faleceu nesta segunda-feira (6), segundo informações da família ao site BZNotícias. Ela enfrentava problemas de saúde desde fevereiro, após sofrer um AVC e complicações bacterianas, e teve um novo AVC no sábado (4).
Junto com a irmã Sônia Maria Varella Galvão, Mílvia consolidou o buffet no bairro Barro Vermelho como um dos mais tradicionais da cidade. O local é conhecido pelos salgados, doces e especialidades juninas, como pamonha e canjica, conforme clientes e frequentadores.
Viúva de Cristiano Eugênio de Melo, homenageado com uma alameda no bairro Tirol, Mílvia deixa três filhos: Valério, Christiana e Georgia, segundo nota da família divulgada pelo BZNotícias.
A trajetória de Mílvia marcou a gastronomia natalense, tornando-se referência na tradição de eventos e festas da cidade. Clientes e parceiros do buffet lamentaram a perda, destacando a qualidade e o legado deixados.
A família informou que ainda definirá a data e o local do velório e do sepultamento, garantindo que todos os detalhes serão comunicados oficialmente.
A 1ª Turma do STF condenou um homem a 14 anos de prisão por financiar os atos de 8 de janeiro em Brasília com um Pix de R$ 500 destinado ao transporte de manifestantes, segundo o tribunal. O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou que Alcides Hahn, mesmo sem participação direta nas depredações, integrou a engrenagem dos atos criminosos ao viabilizar a mobilização de manifestantes.
Outros dois réus, Vilamir Valmor Romanoski e Rene Afonso Mahnke, receberam a mesma pena por custear um ônibus que saiu de Santa Catarina com destino à capital federal.
De acordo com Moraes, em crimes coletivos como esse, a responsabilização independe da ação direta. “Todos contribuem para o resultado, eis que se trata de uma ação conjunta, perpetrada por inúmeros agentes, direcionada ao mesmo fim”, escreveu o relator.
A PGR afirmou que os réus atuaram como financiadores, com base em relatórios da Polícia Federal e documentos que comprovam a contratação de transporte para levar manifestantes a Brasília. O procurador-geral Paulo Gonet ressaltou a existência de provas de materialidade e indícios de autoria.
O entendimento da PGR foi seguido pelo relator e pelos ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino. O ministro Cristiano Zanin, em voto vogal, apontou pequenas divergências, mas acompanhou a condenação.
A paralisação do transporte intermunicipal no RN foi suspensa nesta segunda-feira (6) após uma reunião entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor, com intermediação do Governo do Estado. De acordo com o Executivo estadual, o encontro resultou em um acordo para retomar as operações das linhas.
Segundo representantes das categorias, a paralisação havia sido iniciada por causa de atraso no pagamento de salários e de demissões anunciadas por empresas do sistema. O movimento afetou linhas que ligam Natal a cidades da região metropolitana e também ao interior do estado.
Durante a reunião, as partes pactuaram a suspensão do movimento paredista, a retomada das viagens e a criação de uma mesa permanente de negociação. Conforme o que foi acordado no encontro, o objetivo é buscar uma solução consensual para o sistema até a próxima sexta-feira (11).
De acordo com os participantes da reunião, também ficou acertada a suspensão das demissões anunciadas pelas empresas e a regularização do pagamento dos salários dos trabalhadores.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a redução de 100 dias na pena do hacker Walter Delgatti com base no desempenho dele no Enem PPL 2025, exame aplicado a pessoas privadas de liberdade. A decisão foi tomada após análise de pedido da defesa do condenado. Delgatti está preso no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo.
De acordo com os dados do exame citados no processo, Delgatti obteve 636 pontos em matemática, 635,4 em ciências humanas, 550,7 em linguagens, 476,8 em ciências da natureza e 700 pontos na redação. O tema da prova foi “A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância”.
Na decisão, o ministro afirmou que a bonificação adicional solicitada pela defesa não se aplica ao caso, já que, segundo os autos, Delgatti já possuía ensino superior completo antes de ingressar no sistema prisional.
Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um mandado de prisão falso contra o próprio ministro Alexandre de Moraes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Conforme a denúncia aceita pela Justiça, a ação teria ocorrido a mando da então deputada federal Carla Zambelli.
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