Televisão

Tino Marcos decide encerrar trajetória como repórter e deixa a Globo após 35 anos

Foto: Arquivo Pessoal

Há 35 anos, os momentos mais relevantes da história do esporte são contados em reportagens saborosas – com texto impecável e voz agradável. O rosto do carismático autor passou a fazer parte do dia a dia das casas dos brasileiros. Suave na maior parte do tempo, mas firme e indignado quando necessário, o repórter Tino Marcos escreveu sua trajetória profissional com a mesma competência e criatividade dos seus textos para a televisão. E assim se tornou o mais importante repórter esportivo do Brasil.

Aos 58 anos, Tino Marcos decidiu que essa história chegou ao fim. Fosse jogador de futebol, o desejo dele seria parar ainda no auge, depois de conquistar um grande título. Assim fará com a reportagem. Oito Copas do Mundo. Seis Olimpíadas. Incontáveis transmissões e reportagens. Viagens pelo mundo todo. A sensação do dever cumprido e o desejo de se dedicar mais à família nortearam a decisão. Mas Tino ainda tem uma missão a cumprir até o fim do mês, quando deixa a Globo.

– Nos últimos tempos, fiquei fazendo grandes reportagens. Fiz uma série olímpica, que ficou maravilhosa, e vai ao ar no Jornal Nacional antes dos Jogos de Tóquio. Vamos explicar que foi gravada antes da pandemia. Vai ser a cereja do bolo, minha última grande produção no esporte.

Tino Marcos iniciou a carreira no Jornal dos Sports e nem planejava trabalhar em televisão. Em 1985, mudou os planos ao ser convidado para trabalhar na TV Globo. Com a seleção brasileira, Tino viveu os momentos mais marcantes da carreira. Foram 30 anos de cobertura. E quem não vai sentir saudades dos diálogos de Galvão Bueno com o repórter na beira do campo?

– Galvão!

– Diga lá, Tino!

E Tino disse mesmo. Nesta entrevista, relembra os momentos mais marcantes da carreira e revela detalhes da sua decisão. Por exemplo, como a pandemia que o mundo enfrenta acabou acelerando os planos de encerrar o ciclo como repórter.

O que te levou a tomar a decisão de parar? De deixar a Globo?

TINO MARCOS: É preciso entender o modelo de trabalho que eu vinha tendo no último ano. Eu passei a ter uma combinação de fazer grandes reportagens, grandes séries, como estava fazendo a série olímpica do Jornal Nacional. Trabalhar menos dias no ano. E estava ótimo. O modelo de trabalho que eu vinha tendo era voltado para grandes produções. E esse seguimento foi diretamente atingido pela pandemia. Ficou uma condição mais voltada para esse tipo de matéria que temos feito através da internet, com poucas coisas do que eu sempre gostei de fazer… Captar, olhar as imagens, escrever, produzir. Isso se resumiu muito. Mas me preparei para isso gradativamente. Tive a cumplicidade total da direção na condução desse tipo de modelo. Eu era um faz tudo. Fazia o ao vivo do Globo Esporte, do Bom Dia Brasil, matéria pro Jornal Nacional, Globo Repórter, Fantástico, fazia as séries, eu era muito elástico e me orgulhava muito disso. Sempre gostei e orientei os mais jovens: tenta ser rápido, fazer matéria rápida quando tem que ser rápido, simples, e também a fazer matérias com fôlego, com roteiro. Com o tempo, comecei a ficar cansado desse modelo de cobertura diária.

A pandemia ajudou a acelerar essa decisão?

TINO MARCOS: Sem dúvida. É uma variável decisiva nesse processo. Tornou inviável agora a gente fazer o que vinha fazendo. Não sei quando vamos voltar a ter a plenitude. E quando vamos voltar? Não sabemos como está o mundo. Tem todo um contexto. Minha filha se formando na faculdade, minha esposa se aposentado esse ano, eu perdi os meus pais. Tinha um envolvimento muito grande com eles e fiquei sem eles. A vida… 2021 está me trazendo muitas novidades. Por agora é isso aí. Viver essa pandemia, ficar em casa o máximo que eu posso. Eu tenho o privilégio de poder ficar em casa com as coisas direitinhas. Tanta gente com tanta dificuldade por aí. Esperar mais e olhar para as coisas… O que vem por aí, o que eu posso fazer… O que eu gosto mesmo é de produzir conteúdo, contar histórias. Adoro pegar na câmera, tenho minha câmera, meu equipamento, tripé, microfone lapela, luz, drone, eu voo de drone, estou editando.

Está produzindo um conteúdo mais autoral?

TINO MARCOS: Tenho feito mais de brincadeira, de experiência, uma coisa puramente lúdica. Mas tem tudo a ver. É brincar… Sempre gostei tanto do que fiz e minha brincadeira é isso, brincar de filmar, voar de drone, editar. São os meus hobbies. É o que eu gosto de fazer. Tem tudo a ver com o nosso ofício. Vivi muito mais do que eu projetei para mim na vida. Comecei trabalhando em jornal, trabalhei no Jornal dos Sports, nunca pensei em televisão. De repente, me vejo na Globo e fico quase 35 anos na Globo. Nesses anos todos eu fiz tudo. Não tem lacuna. Fui a Pan-Americano, Sul-Americano… Tudo. A palavra mais forte de tudo é gratidão. Gratidão à vida por ter me permitido… Por eu ter podido fazer aquilo que, para mim, sempre foi uma diversão.

Se tivesse que apontar momentos marcantes da carreira…

TINO MARCOS: O número 1 é 94. Dia 17 de julho de 1994, o tetra. Aquela história da volta olímpica, eu pulei, entrevistei os caras. O Galvão disse que era a consagração do repórter. O único cara que entrou em campo e entrevistou os tetracampeões, vinte e quatro anos depois. Era um negócio assim, uma catarse. Uma apoteose. Um brasileiro vivendo aquilo ali. Então, para mim, isso vai ser sempre o número 1. (NR: Tino Marcos entrou em campo como auxiliar do repórter cinematográfico Daniel Andrade. Naquela ocasião, o repórter de campo não poderia estar no gramado. No fim do jogo, com o microfone em punho, ele entrevistou os principais jogadores da seleção brasileira com exclusividade para a TV Globo).

A conquista de 2002 também foi um negócio imenso. Eu tinha 40 anos. No dia dos meus 40 anos foram o Felipão e o Murtosa ali. Eu já era um repórter com experiência. Aí ganha, aquela coisa maravilhosa.

As Olimpíadas de 2004 foram muito marcante para mim. Sempre fui muito associado ao futebol, Seleção e eu tive a oportunidade de fugir desse estereótipo. Em 2004, o futebol não foi, o futebol não se classificou e fui para cobrir outros esportes. Foi maravilhoso. Eu adoro vela e o Robert Scheidt e o Torben ganharam o ouro. O judô… Cobri nove medalhas. E culminou com a história do Vanderlei. Para mim, foi a grande história daqueles Jogos. Foi espetacular. Essas são lembranças grandiosas. (NR: Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a maratona em Atenas quando foi atacado pelo padre irlandês Cornelius Horan. Salvo por um espectador, ele acabou a prova em terceiro e se ajoelhou diante de Tino Marcos para comemorar o resultado).

Mudaria alguma coisa na carreira?

TINO MARCOS: Não mudaria nada. A única coisa que eu mudaria era ter me imposto uma obrigação de falar inglês melhor. De ter investido, lá atrás, na capacitação de falar melhor inglês. Sempre me ressenti disso, foi uma coisa que me fez falta. A única coisa que eu não fiz foi ser correspondente. Deve ser maravilhoso, uma experiência sensacional. Mas nunca senti firmeza no meu inglês para tal tarefa. Foi tudo muito mais do que eu sonhei. Mais do que eu projetei para mim. Gratidão total.

O que você acha que mudou de quando você começou, lá em 1985, para os dias atuais?

TINO MARCOS: Até o aparecimento das mídias digitais, do que a gente tinha como mídias tradicionais, a televisão era o único veículo, a meu ver, que estava sempre em constante mutação. Ao passo que a linguagem de revista e jornal pode até mudar alguns termos e expressões, mas a maneira de fazer é muito parecida com a de 40 anos atrás. O rádio tem um formato que se mantém. A TV é um veículo que vem historicamente se modificando. Ela é mais dinâmica na linguagem. Eu sempre tentei surfar essa onda das novidades, sempre olhando os mais jovens. Várias gerações que foram surgindo foram incorporando recursos para contar as histórias, para fazer as matérias, cada um com uma contribuição de como fazer. Aquilo vai formando um conceito feito por essas gerações. Os mais jovens vão sinalizando como se pode contar daquele jeito. Sem perder a minha identidade, a minha naturalidade de fazer as coisas, mas sempre tendo a linguagem o mais atualizada possível. No fim das contas, a mensagem que chega, o produto que chega para a pessoa ver, seja agradável, que seja bem narrada, que seja bem escrita, que seja clara. Isso vai continuar mudando. Com a chegada da produção mais disseminada de internet, todos são produtores de conteúdo, isso já traz um impacto para a linguagem da TV. Tudo vai se fundindo e isso que é o fascinante do negócio. O negócio vai ganhando a cada dia um jeito novo. É a roda que anda.

E os piores momentos?

TINO MARCOS: Tenho dois. O pior momento, em termos de cobertura, de dor, de dificuldade para encontrar um tom na hora de contar a história, foi o 7 a 1. Sozinho no campo, ali atrás do gol, escrever uma crônica para entrar em instantes. Digerir aquilo tudo, encontrar o tom para falar de uma coisa que todo mundo já sabe o que aconteceu. Como você dimensiona? Um outro dia que me ocorre muito doído, sofrido, foi a primeira derrota do Brasil em Eliminatórias, ali em 1993, em La Paz. Lembro da cena no aeroporto, a gente voltando pro Brasil, os jogadores sentados no chão e chateados com a gente gravando. Todo mundo com dor de cabeça, sofrendo com a altitude e com uma derrota horrorosa. Foi um dia muito sofrido de trabalho.

Sem medo de esquecer alguém, quem são os seus parceiros ao longo desses quase 35 anos?

TINO MARCOS: Por mais que eu tenha feito uma carreira sólida de repórter, um contador de histórias, acho que sou mais conhecido por ter sido repórter de campo. Internamente, na Globo, eu sou mais conhecido como um repórter de reportagens. Mas tenho a impressão de que, para o público externo, se sobressai mais o Tino Marcos do campo. O Tino Marcos da Seleção Brasileira. E, nessa, realmente, é uma vida. Se eu penso em alguém como parceiro profissional eu penso no Galvão. É o cara… É uma referência nacional do negócio. Durante décadas de ouro ele se consolida como a voz do esporte com essas conquistas e eu também estava com ele. Estava nas Eliminatórias de 89, todas as edições de Copa América, fui em nove, Copas do Mundo… Sempre com o Galvão e inúmeros amistosos. É uma parceria que me orgulha muito. Um mero repórter ali ao lado de um cara que fez essa história toda.

O Galvão como narrador e você como repórter de campo praticamente se fundiram ao longo desses anos…

TINO MARCOS: Com certeza. Sempre foi um cara muito amigo em horas difíceis. Amigo mesmo. Amigo quando tive problemas. Estava sempre ao meu lado. Muito difícil falar. Foram 35 anos, muito tempo, muita gente. Os câmeras todos, o Alvinho (Álvaro Sant´Anna) e o Daniel (Daniel Andrade), sabe? Alvinho e Daniel foram os grandes parceiros de Seleção. Fizemos muitas coisas juntos. No tetra, eu estava com o Daniel. Fica entre nós, como eu diria, um anel, uma aliança, de ter vivido junto, se abraçado ali atrás da trave do Baggio. Sempre levamos juntos essa… Eu era jovem, tinha 32 anos, mas para o pessoal mais velho, eles não tinham visto o Brasil campeão. Quem cobriu 70? Era um ineditismo.

A sua ida pro jornalismo tem o incentivo do seu pai?

TINO MARCOS: Meu pai era meu parceirão de futebol. Real Madrid e Flamengo. Um cara que via futebol muito bem, um fenômeno, tipo comentarista mesmo. Via coisas, via jogador. Lembro que ele viu o João Gomes no Flamengo, não tinha nem treinado no profissional e ele dizia: esse garoto vai ser profissional um dia. O maior orgulho da vida dele foi eu ter me tornado jornalista esportivo, foi a maior alegria da existência dele. Era o que ele gostaria de ter sido. O que ele mais gostaria de ter sido. Claro que eu me beneficiei da influência dele. Desde pequeno futebol, futebol, futebol. Ele jogava futebol direto, a gente jogava peladas juntos, a gente ia ao Maracanã juntos. Meu pai não deixava de ir num jogo do Flamengo, chovendo, em Campo Grande, ele ia chovendo em Campo Grande. Louco pelo Flamengo. Forjou em mim uma visão de futebol. Por causa dele, sim. Entrei no jornalismo e fui estagiário no Jornal dos Sports. Eu tenho esse desmame porque eu me preparei para essa coisa da vaidade. Entender que a partir de agora a minha visibilidade diminui, vai se resumir a redes sociais. Não ser mais repórter da Globo me tira dos holofotes, mas eu me preparei sempre para isso. Agora que vou sentir como é. Sempre pensei nesse momento. E queria que fosse nesse momento como está sendo agora. Como se fosse um casamento, tudo preparadinho. Estou feliz, estou leve e estou grato. Tanta gente que me ajudou e me trouxe até aqui (NR: os pais de Tino Marcos, Faustino Ruiz Fernandes e Maria Aparecida Ruiz Fernandes, faleceram no ano passado).

Essa decisão foi bem pensada então?

TINO MARCOS: Por exemplo, da seleção brasileira. Quando acabou a Copa América em 2019, eram exatos 30 anos depois da minha primeira Copa América que eu cobri. Também no Maracanã, também com vitória do Brasil. Eram 30 anos redondos. É a melhor data para eu… O meu processo foi um processo de desmame, que começou assim, com esses 30 anos de cobertura da Copa América, ganhando a Copa América também, fazendo a crônica como eu fiz da outra vez também. Esse é o momento mais legal para eu dar um ponto final bonito com a seleção brasileira, alegre. Não vinha cobrindo a Seleção no segundo semestre. Vem a pandemia e tudo para. Fiquei fazendo grandes reportagens, fiz a série olímpica, que ficou maravilhosa, e vai ao ar. Vamos explicar que foram gravadas antes da pandemia. Super feliz… Vai ser a cereja do bolo. E minha última grande produção no esporte, com câmera aquática, câmera aérea, uma captação maravilhosa. Depois, acabou a brincadeira com a pandemia e mudou o jogo.

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. Sem os direitos de cobertura dos principais campeonatos de futebol, sem F1, sem jogos da seleção, certamente com redução de salário e de verbas para trabalhos fez certo o Tino em parar no auge. O próximo a pedir o pinico será Galvão não tem mais o que ele fazer na Globo.

  2. É importante saber a hora de sair de cena para que o novo apareça. Tudo tem seu tempo. Tudo que tem seu apogeu tem seu declínio até mesmo quem tem milhões de voto.

  3. Já foi bom ver os jogos da seleção… A gente já sabia quando era Tino que fazia as reportagens, boas coberturas…
    Hoje em dia nem vejo mais jogo dessa “seleção”, conseguiram politizar até a seleção brasileira. A boiada não tem o que fazer, veste a camisa da seleção e fica nas esquinas com cara de bocó falando que são “ôs Patriota”.
    Prefiro torcer pra Argentina

    1. Vá pra lá, ou pra Venezuela ou Cuba… Vai não né? Jegue parasita não consegue sair do lugar…

  4. Isso Salomão, enquanto a cada dia a Globo se afunda mais, a esquerda desMaia e a direita Delira. ?????????????????

  5. Nas antigas, abem pouco tempo atrás, era todo mundo querendo entrar na platinada, agora a turma toda só pulando fora dessa barca furada.
    hehehehe!!!!
    Vai mexer com quem teve quase 60 milhões de votos, e é corajoso vai!!!!!
    Ôh prejuízo fila da puta dessa emissora.
    É bem empregado, querem governar sem serem votados, agora pegue!!!
    É igual a nhonhom botafogo, teve 74 mil votos no RJ e queria peitar quem teve 60. Milhões.
    Kkkkkkkkkkkkkkkk
    Era só o que faltava.
    Ei!
    Ei!
    Psiu!!!!
    Alguém da notícia do pixuleco e ze gado???
    hum!!
    Já sei, só pode ter pegado a Rural mais nhonho Botafogo.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Pois então!!
    Já pode ir de Roberta Miranda.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    E pegue pêia.
    Kkkkkkkkkkkkk
    Mito em primeiro turno!!

  6. Grande profissional , grande repórter, trouxe inúmeros momentos importantes do esporte pra nós. Parabéns pelo grande trabalho.

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Geral

VÍDEO: Grave acidente envolvendo carretas bloqueia trecho da Reta Tabajara, em Macaíba

Um grave acidente envolvendo cinco carretas foi registrado na manhã deste domingo (10), na Reta Tabajara, na BR-304, em Macaíba, no sentido Natal.

Ainda não há informações sobre possíveis feridos. O trecho está bloqueado neste momento.

Com informações de Via Certa Natal

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Geral

Walter Alves intensifica agenda e confirma apoios em dez municípios

O presidente estadual do MDB e pré-candidato a deputado estadual, Walter Alves, cumpriu intensa agenda política nesta sexta-feira (8) e sábado (9), com visitas a seis municípios do Rio Grande do Norte e confirmação de apoio de várias lideranças políticas.

Na sexta-feira, Walter esteve em Apodi ao lado do ex-prefeito Alan Silveira e da ex-prefeita Gorete Silveira. Durante a agenda, Walter visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito do Bico Torto, inaugurada recentemente com recursos destinados por ele, ainda no período em que exerceu mandato de deputado federal.

Ainda em Apodi, Walter concedeu entrevista ao programa Meio Dia TCM, do radialista Tibúrcio Marinho, onde destacou os mais de R$ 15 milhões destinados ao município ao longo dos últimos anos.

Após a agenda em Apodi, Walter seguiu para Martins, onde participou de um evento em homenagem às mães atípicas promovido pelo coordenador do grupo Acolhe Mãe, Donny Almeida. Na sequência, concedeu entrevista à rádio Minha Vida FM, abordando o cenário político do Rio Grande do Norte e as articulações para as eleições de 2026.

Ainda na sexta, Walter se reuniu com lideranças políticas de Umarizal e Serrinha dos Pintos que confirmaram apoio à pré-campanha a deputado estadual do emedebista.

No sábado (9), Walter Alves iniciou a agenda em Pau dos Ferros, onde concedeu entrevista à Rádio Obelisco. Em seguida, se reuniu com a ex-prefeita de São Francisco do Oeste, Gildene Barreto e o vereador Raimundo da Farmácia. Walter também se reuniu com o ex-prefeito de Venha-Ver, Célio Pinicapau.

Na sequência, o presidente do MDB visitou o município de Francisco Dantas, onde se encontrou com o líder político Fábio Silveira. Depois, seguiu para Governador Dix-Sept Rosado. Lá, conversou com a ex-prefeita Lanice, a ex-vereadora Zineuda Macedo, a vereadora Larissa Macedo, além das lideranças Edjunior, Mundinho Roseno e Reginaldo.

Encerrando a agenda, esteve em Angicos, onde participou de um culto em ação de graças na Tapiocaria Coisas do Sertão e, em seguida, acompanhou o show católico do cantor William Sanfona. Em Angicos, Walter esteve acompanhado pelo prefeito Pinheiro Neto e vereadores.

“Só tenho a agradecer o carinho, a confiança e a receptividade que tenho recebido em cada município. É ouvindo as pessoas e dialogando com as lideranças que seguimos fortalecendo nosso trabalho em favor do Rio Grande do Norte”, destacou Walter Alves.

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Arco do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis em Patu é demolido após ser atingido por veículo

Foto: Reprodução

O arco do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, em Patu, precisou ser demolido na manhã de sábado (9) após ser atingido por um veículo.

Segundo a Guarda Civil Municipal de Patu, o acidente ocorreu por volta das 9h40. Quando as equipes chegaram ao local, o veículo já havia deixado a área. Moradores relataram que o automóvel envolvido seria um caminhão.

A estrutura, considerada um dos principais símbolos históricos e religiosos da cidade, sofreu danos que comprometeram sua estabilidade. Por risco de desabamento, a área foi isolada e o arco acabou demolido por questões de segurança.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte informou que orientou o isolamento do local e o acionamento da equipe de engenharia da prefeitura para avaliação da estrutura.

Moradores lamentaram a destruição do monumento, que dá acesso à barragem e à serra do município.

Segundo informações iniciais, o arco deverá ser reconstruído. Pedras da estrutura foram numeradas para preservar ao máximo as características originais do monumento durante a futura obra.

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“O Brasil e o RN precisam mudar, e onde tiver um voto nós vamos buscar”, diz Carla Dickson em evento do PL em Mossoró

A deputada federal Carla Dickson participou neste sábado (09), do encontro estadual do PL, realizado em Mossoró. A programação reuniu apoiadores, lideranças políticas e pré-candidatos para as eleições gerais deste ano.

“Foi um encontro importante, no qual estiveram presentes as principais lideranças que vão apoiar Álvaro Dias. Tivemos a presença de deputados federais, vários candidatos a deputado estadual e também do candidato ao Senado, Coronel Hélio. O Brasil e o RN precisam mudar, e onde tiver um voto nós vamos buscar.”, disse a deputada.

O evento contou com a presença do senador Rogério Marinho, do pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias e do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio. Também participaram cerca de 25 prefeitos e vice-prefeitos, além de vereadores e lideranças de aproximadamente 60 municípios potiguares.

A mobilização reforçou o processo de fortalecimento e articulação política do PL no estado, marcando mais uma etapa da preparação da legenda para as eleições de 2026.

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Operação Zero Álcool prende 11 motoristas por embriaguez na Grande Natal durante o fim de semana

Foto: divulgação/CPRE

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio da Operação Zero Álcool do Batalhão Rodoviário, prendeu 11 motoristas por embriaguez ao volante entre a noite da sexta-feira (8) e o sábado (9) em cidades da Grande Natal.

As prisões ocorreram em Extremoz, Macaíba, Parnamirim e São José de Mipibu.

Na noite da sexta-feira (8) e início da madrugada do sábado (9), quatro pessoas foram presas:

  • uma mulher de 36 anos, em Extremoz, com 0,45 mg/l;
  • um homem de 41 anos, também em Extremoz, com 0,53 mg/l;
  • dois homens em São José de Mipibu, ambos com índices superiores a 0,33 mg/l.

Já durante o sábado (9), outras sete prisões foram registradas:

  • dois idosos de 60 e 62 anos, em Extremoz, com 0,48 mg/l e 0,65 mg/l;
  • três motoristas em Macaíba, entre eles um idoso de 77 anos, todos com índices superiores a 0,33 mg/l;
  • um homem de 40 anos, em Parnamirim, com 0,63 mg/l;
  • um homem de 35 anos, em São José de Mipibu, com 0,57 mg/l.

Segundo o CPRE, todos os condutores foram encaminhados à Central de Flagrantes. Além das prisões, os motoristas receberam multas e terão o direito de dirigir suspenso por 12 meses.

A Operação Zero Álcool segue sendo realizada em diversos pontos da Grande Natal com o objetivo de reduzir acidentes e combater a combinação de álcool e direção.

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Geral

PAPO DE FOGÃO ESPECIAL DIA DAS MÃES: Confiras as receitas de ragu de polvo com massa fresca; e charutinhos de cogumelos

RAGU DE POLVO
Ingredientes:
4 latas pequenas de tomate pelado
3 cebolas roxas
100g de bacon
1 colher de sopa de páprica defumada
1 colher de sopa de shoyu
1 colher de chá de pimenta caiena
2 folhas de louro
1 Ramo de tomilho
Folhas de 1 ramo de alecrim
Sal e pimenta do reino a gosto
2 colheres de sopa de melaço
3 unidades de polvo cortado em cubos
500g de massa de sua preferência, cozida al dente
1L de água
350ml de vinho tinto seco
Raspa de limão siciliano a gosto

Modo de preparo:
Pique as cebolas, o bacon e o alecrim bem picadinhos. Reserve, separado.
Em uma panela funda doure o bacon, deixando parte da gordura no fundo da panela.
Coloque a cebola e refogue até ficar transparente.
Coloque o polvo picado na panela para refogar e misture.
Junte o vinho e deixe evaporar o álcool.
Acrescente a páprica e o shoyu e misture.
Acrescente o tomate pelado, o restante dos ingredientes, menos a massa, e deixe cozinhar por 40 minutos em fogo baixo, se preferir o polvo mais macio deixe 50 minutos.
Cozinhe a massa na água e retire 2 minutos antes do tempo indicado na embalagem da massa.
Adicione a massa ao ragu com um pouco de água do cozimento e cozinhe por mais 2 minutos.
Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 10min
Tempo de cozimento: 45min

DICA RÁPIDA

CHARUTINHOS DE COGUMELOS

Ingredientes:
250g de massa filo
50g de manteiga
20g de castanha de caju
80g de Shitake
80g de funghi
180g de creme cheese
15ml de cachaça
1 dente de alho
Raspas de limão siciliano
Cebolinha, sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Corte a massa filo no tamanho de um aro para canolis, envolvendo no aro, pincela um pouco da manteiga e coloque para assar em forno preaquecido a 150 graus.

Recheio:

Em uma panela coloque a manteiga e refogue os cogumelos.
Coloque a cachaça para flambar, depois de refogado desligue o fogo. Acrescente o creme cheese, o alho picadinho, a cebolinha, as raspas de limão siciliano e misture bem.
Passe o mixer para o creme ficar liso, corrija o sal e pimenta e reserve.

Montagem:
Utilize um saco de confeitar (se não tiver, use um saco grosso, pode ser de arroz) para rechear os canudinhos.
Coloque o creme de cogumelos no saco, coloque a ponta cortada dentro do canudo e insira o recheio. Faça isso dos dois lados para que ele fique bem recheado.
Passe as pontas dos charutinhos em castanha de caju triturada.
Depois só decorar com alguns brotos e flores comestíveis e servir.

Tempo de preparo: 15min
Tempo de cozimento: 20min

AIOLI
Ingredientes:
2 dentes de alho
150ml de leite
350ml de óleo
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Coloque o alho e leite no liquidificador ou no mixer e vai adicionando o óleo, em ponto de fio, aos poucos.
Quando chegar em textura de maionese, temperar com sal e pimenta.

Tempo de preparo: 8min

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Geral

VÍDEO: “Lula, o Brasil vai te aposentar e, no nosso governo, ninguém vai roubar a sua aposentadoria”, diz Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro afirmou neste sábado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será “aposentado” pelos eleitores nas eleições de 2026. Flávio completou dizendo que, em um eventual governo do PL, “ninguém vai roubar a aposentadoria” de Lula.

A declaração foi feita durante evento do Partido Liberal em Florianópolis, em Santa Catarina, no sábado (9), onde o senador participou do lançamento de pré-candidaturas do partido ao governo estadual e ao Senado.

O senador também criticou a atual gestão federal e afirmou que o PT perderá força política a partir de 2027.

“A partir de 2027, Lula não será mais presidente do Brasil. Nós nunca mais iremos falar de PT, porque eles vão ficar recolhidos na insignificância deles. Todo o mal, todo o ódio que esse Lula 3 está cometendo não é só contra os patriotas. É o mal que ele faz ao Brasil, o mal que ele faz a quem quer empreender”, afirmou o senador.

O evento reuniu lideranças estaduais e nacionais do PL, além de deputados federais, estaduais e dirigentes da sigla.

Opinião dos leitores

  1. Quando Lula se aposentar poderar ir e vir livremente e com a consiencia tranquila. Já o pai dele está preso pelos crimes que cometeu.

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Geral

Um em cada cinco eleitores brasileiros já foi alvo de tentativa de compra de voto, diz pesquisa Ipsos-Ipec

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senad

Pesquisa da Ipsos-Ipec mostra que 22% dos brasileiros afirmam já ter recebido oferta para vender o voto em algum período eleitoral. O levantamento foi encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

Segundo a pesquisa, vereadores aparecem como os principais responsáveis pelas abordagens, citados por 59% dos entrevistados que relataram tentativa de compra de votos. Prefeitos foram mencionados por 43%.

O estudo também aponta que a prática é percebida como frequente por grande parte da população. Para 39% dos entrevistados, a compra de votos acontece “sempre” em suas cidades. Outros 30% afirmam que ocorre “frequentemente” ou “às vezes”.

Além da oferta direta de dinheiro, especialistas alertam que favores como consultas médicas, acesso facilitado a benefícios sociais, festas e distribuição de alimentos também podem configurar compra de votos, embora muitos eleitores não reconheçam essas práticas como crime.

O Nordeste apresentou o maior índice de pessoas que disseram já ter recebido propostas para vender o voto, com 32%, acima da média nacional.

A pesquisa revelou ainda que a maioria da população não sabe como denunciar o crime. Cerca de 62% afirmaram desconhecer os canais de denúncia, enquanto 52% disseram não se sentir seguros para relatar os casos às autoridades.

A compra de votos, chamada legalmente de “captação ilícita de sufrágio”, pode levar a pena de até quatro anos de prisão. As denúncias podem ser feitas por meio do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, além de delegacias e Ministérios Públicos.

A pesquisa foi feita pelo Ipsos-Ipec entre 4 e 8 de dezembro do ano passado, com 2000 entrevistas em 131 municípios. O nível de confiança utilizado é de 95%. A margem de erro para as perguntas que englobam toda a amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Geral

Prefeitos de Alexandria, Rodolfo Fernandes e Ipanguaçu declaram apoio a Álvaro Dias no RN

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, ampliou neste sábado (09) sua base de apoio político no interior potiguar ao receber adesões dos prefeitos Raimundinho, de Alexandria, Claudinha, de Rodolfo Fernandes, e Jefferson, de Ipanguaçu, além das ex-prefeitas Olga Fernandes e Mazé, de Martins, acompanhados por vereadores, presidentes de Câmara e outras lideranças municipais.

Em Alexandria, o apoio foi anunciado pelo prefeito Raimundinho, acompanhado do vice-prefeito, do presidente da Câmara Municipal e de um grupo de vereadores do município, reforçando o alinhamento político em torno do projeto liderado por Álvaro para 2026.

Já em Rodolfo Fernandes, a prefeita Claudinha oficializou apoio ao ex-prefeito de Natal ao lado de seis vereadores da base política local, fortalecendo o palanque do PL na região Oeste do estado.

Outro movimento considerado importante nos bastidores políticos foi a adesão do grupo de oposição de Martins, liderado pelas ex-prefeitas Olga Fernandes e Mazé. O grupo também conta com o presidente da Câmara, Fulgêncio Neto, e os vereadores Eloi, Marquinhos e Érica do Leite.

Encerrando a agenda do dia, o prefeito Jefferson, de Ipanguaçu, anunciou que ele e sua bancada de vereadores também passam a integrar o projeto político de Álvaro Dias. Durante o anúncio, Jefferson destacou a postura do pré-candidato em relação ao enfrentamento das facções criminosas e à área da segurança pública.

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PM usa bombas, ‘corredor polonês’ e gás para desocupar reitoria da USP

Foto: Guilherme Farpa/Divulgação

A Polícia Militar de São Paulo desocupou, na madrugada deste domingo (10), a reitoria da USP, ocupada por estudantes desde a última quinta-feira (7).

A operação começou por volta das 4h15 e contou com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes. Segundo vídeos divulgados e relatos dos estudantes, policiais militares formaram um tipo de “corredor polonês” na entrada principal da reitoria e agrediram alunos enquanto eles deixavam o saguão ocupado. Ao menos cinco alunos ficaram feridos.

Procuradas por email às 8h deste domingo, a PM e a SSP (Secretaria da Segurança Pública) ainda não se manifestaram a respeito da ação.

Cerca de 35 policiais militares participaram da ação, que durou aproximadamente 15 minutos. Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial. Após a desocupação, equipes da PM permaneceram dentro do prédio da USP.

Em nota, os estudantes afirmaram que o reitor Aluísio Segurado teria acionado a polícia, que “violentamente expulsou os estudantes que lutavam por melhores condições”.

“Com escudos, cacetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos (sic). Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos”, continuou o comunicado.

Em imagens divulgadas pelos estudantes, policiais militares aparecem formando um corredor na entrada principal da reitoria, golpeando alunos com cassetetes enquanto eles deixavam o saguão.

Segurado afirmou na sexta (8) que não iria reabrir negociações com os estudantes em greve após a invasão do prédio da reitoria.

“Abrir negociação novamente para uma proposta que já foi apontada como proposta final da universidade, do ponto de vista das suas possibilidades orçamentárias, não nos é possível fazer”, disse em entrevista a jornalistas.

Ainda na sexta, a Polícia Militar havia fechado os acessos da rua da Reitoria da USP (Universidade de São Paulo), cercado o prédio ocupado pelos estudantes e cortado a energia elétrica e a água do prédio.

Folhapress

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  1. .infelizmente a esquerda acabou com Universidades do nosso Pais. Uma galerinha que não quer Estudar.

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