Política

Trump anuncia processos contra Facebook, Twitter e Google; ex-presidente alega que suas visões políticas estão sendo cerceadas pelas plataformas

Foto: OCTAVIO JONES / REUTERS

O ex-presidente americano Donald Trump anunciou que entrou com processos contra as gigantes de tecnologia Twitter, Facebook e Google, assim como contra seus presidentes, alegando que elas estão silenciando vozes que defendem pontos de vista conservadores. Trump foi banido da maior parte das plataformas sob a acusação de incitar a violência durante a invasão do Capitólio, a sede do Congresso americano, em 6 de janeiro, para impedir a certificação da vitória de Joe Biden.

— Hoje, com o Instituto de Políticas America First [plataforma política do ex-presidente], apresento, como seu representante principal, um processo coletivo contra os gigantes da tecnologia, incluindo Facebook, Google e Twitter, assim como contra seus diretores-executivos, Mark Zuckerberg, Sundar Pichai e Jack Dorsey — declarou Trump, em discurso no seu campo de golfe em Nova Jersey. — Queremos um fim ao banimento, ao silenciamento e às “listas negras”, ao banimento e ao cancelamento que conhecem tão bem.

De acordo com o site Axios, o processo vai pedir o retorno imediato de todas suas contas nas plataformas onde hoje está impedido de fazer publicações, além de exigir reparações financeiras — no anúncio, disse que seria algo em torno de “trilhões de dólares”. As empresas citadas não se pronunciaram. O processo corre em um tribunal federal da Flórida, e foi anunciado no momento em que o ex-presidente enfrenta problemas legais com a Justiça de Nova York, que investiga suas empresas.

— Não há melhor evidência de que as empresas de tecnologia estão fora de controle do que o fato de terem banido o presidente dos EUA no começo do ano. Se podem fazer isso comigo, podem fazer com qualquer um — declarou Trump. No processo, ele sugere que as plataformas agiram como “agentes estatais” e em conluio com “funcionários do governo federal, incluindo do CDC” e com a equipe de transição do então presidente eleito Biden.

Na época, Trump ainda era o chefe do Executivo dos Estados Unidos.

Mesmo antes de sua derrota na eleição presidencial de novembro do ano passado, o republicano ataca a política de moderação das plataformas, especialmente depois que publicações suas passaram a ser restritas ou mesmo apagadas, algumas com informações erradas sobre a pandemia do novo coronavírus ou apontadas como incitadoras da violência contra grupos minoritários e opositores.

Em várias ocasiões, ele ameaçou pôr fim a uma regra de 1996 que exime plataformas e serviços digitais de qualquer responsabilidade sobre o conteúdo ali publicado — a regra também permite que as plataformas removam conteúdos considerados impróprios, ponto atacado por Trump. Nos processos apresentados nesta quarta, ele pede ao juiz que invalide essa regra. Na semana passada, um tribunal da Flórida julgou inconstitucional uma lei que autorizava o estado a aplicar punições contra empresas de tecnologia que suspendessem contas de candidatos a cargos eleitivos.

Ao mesmo tempo, ele usava as mesmas redes sociais como principal ferramenta para chegar a seus quase 89 milhões de seguidores no Twitter e Facebook. Com a derrota, as postagens passaram a espalhar e replicar teorias falsas de que a vitória de Joe Biden havia sido fruto de uma fraude, um discurso visto como agressivo e potencialmente perigoso por analistas e mesmo aliados de Trump.

Mas a invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro, quando partidários do ex-presidente tentaram impedir a confirmação dos resultados das urnas, marcou um ponto de virada, ou um ponto final em certos casos. Publicações e vídeos na conta do presidente no Twitter foram declarados incitação à violência, ainda mais quando centenas de apoiadores ameaçavam congressistas e funcionários do Legislativo. A conta foi suspensa inicialmente por 12 horas, e foi banida em definitivo no dia 8 de janeiro. A suspensão foi seguida dias depois pelo Facebook, que recentemente a prolongou por dois anos, e pelo YouTube, plataforma de vídeos controlada pelo Google.

Longe deste importante meio de se comunicar com seus eleitores, Trump recorreu a meios de comunicação tradicionalmente afáveis, como a Fox News, ou ligados à extrema direita, como a America One e o Newsmax, além de redes sociais usadas por seus apoiadores e extremistas, como o Gab e o Parler, que chegou a ser derrubado no começo do ano. No fim de semana, a equipe do presidente lançou sua própria rede social, o Gettr, que tem como linhas principais “lutar contra a cultura do cancelamento” e “garantir a liberdade de expressão”. Apesar de ter conseguido quase meio milhão de inscrições horas depois do lançamento, ela já foi alvo de hackers.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Ditadura do politicamente correto e das narrativas esquedistas, se vc n estiver desse lado, vc esta fora ! N tem direito a opinião, nem ideias, nem pensamentos, nem contraditório e nem de reclamar ! E ainda tem gente que defende isso ! Tudo errado ! Se for p defender ditadura, gostaria que os militares tomassem o poder de vez e mandasse fechar toda essa mídia lixo, e suspendesse que falasse mal deles, num instante a esquerda ia chorar de novo (assim como fizeram em 64). Acredito na liberdade de opinião e ideias total, se vc concorda bem se não, bem tbm. Pode se não concordar, mas deve se defender o direito de fala e expressão!

  2. Esse vagabundo devia estar preso…não pela morte dos idiotas que foram defende-lo no congresso americano, mas pela morte do policial que deu a vida cumprindo seu dever no mesmo episódio…
    Volta pra catatumba, oferenda…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo brasileiro intensifica conversas com União Europeia para destravar negociação sobre carne

Foto: Ruskpp/Thinkstock

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) intensificou as conversas com representantes da União Europeia na tentativa de destravar a negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de importadores pelo alegado uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

De acordo com interlocutores do Palácio do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira conversou, na última quinta-feira (4), com o comissário de Comércio do bloco europeu sobre o assunto.

O governo trabalha para tentar reverter a decisão, pelo menos parcialmente, até que ela entre em vigor, em setembro.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e o setor privado buscam soluções técnicas para oferecer as garantias que os europeus solicitaram, ou seja, visitas técnicas presenciais aos criadouros.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira.

Segundo ele, o setor já adota controles rigorosos, mas está disposto a reforçar a fiscalização para evitar prejuízos nas vendas para a União Europeia.

“A Europa não está discutindo ou tirou o Brasil da lista porque o Brasil não está cumprindo [as exigências]. Tirou porque não tem as garantias oficiais. Agora a gente vai agregar uma camada a mais de fiscalização, porque ela é feita muito com base no autocontrole das empresas, da declaração do produtor. A Europa quer que o Ministério da Agricultura também certifique isso”, disse Santin.

“A Europa é um dos maiores compradores de carne de aves e de carne bovina, especialmente com valor agregado. O valor da exportação desses dois produtos para a Europa é bastante impactante. Soma mais de US$ 1 bilhão para o Brasil por ano, e isso é um número bastante importante para nossa economia”, completou.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Mendonça critica ativismo judicial e diz que magistrados não podem decidir com base em convicções pessoais

Foto: Nelson Jr./STF

O ministro do STF, André Mendonça, criticou o ativismo judicial e defendeu que magistrados respeitem os limites da lei e da Constituição, em palestra no 16º Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba.

Baseado em autores como Immanuel Kant, Hans Kelsen e Luigi Ferrajoli, Mendonça afirmou que valores constitucionais como dignidade humana, liberdade e moralidade não autorizam juízes a decidir segundo convicções pessoais.

“Se de um lado nós não podemos prescindir da lei, nós não podemos superar a lei ou enfraquecer o princípio da legalidade, sabendo que enfraquecemos o próprio estado democrático de direito”, disse. “E de outro lado, também não podemos prescindir do ideal de justiça que está positivado na nossa própria carta constitucional.”

O ministro afirmou que o neoconstitucionalismo contribuiu para fortalecer o ativismo judicial ao incentivar interpretações mais amplas da Constituição e a atuação criativa dos magistrados.

Mendonça também questionou o apoio circunstancial ao ativismo judicial:

“Pergunto às pessoas: ‘Você é a favor do ativismo judicial hoje no Brasil?’ Alguns dizem que sim. ‘E se em 10 anos mudar a composição do Supremo Tribunal Federal e tivermos uma maioria conservadora, você continua a favor do ativismo judicial?’ As pessoas respondem que não.”

Segundo ele, a Justiça deve ser guiada por valores universais e permanentes, e não por preferências ideológicas ou agendas momentâneas. Para o ministro, interpretações que distorcem o texto constitucional comprometem a segurança jurídica e a estabilidade institucional.

Mendonça também defendeu que juízes considerem os efeitos práticos de suas decisões. “Se uma decisão é inútil, ela é naturalmente injusta. É o paradoxo da utilidade e da inutilidade”, afirmou.

Ao concluir, ressaltou que uma Suprema Corte não existe para agradar maiorias ou minorias, mas para aplicar a lei de forma imparcial. “Os tribunais devem respeitar as leis, elas são a sua fonte, a sua matriz de interpretação e aplicação do direito. Ao mesmo tempo, não devem confrontar os valores constitucionais, especialmente o valor da Justiça”, finalizou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula libera R$ 16,1 bilhões em emendas parlamentares e bate recorde mensal do mandato, em meio a votações importantes no Congresso

Foto: Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou R$ 16,1 bilhões em emendas parlamentares durante o mês de maio, o maior volume mensal de repasses desde o início do atual mandato.

Segundo dados do Siga Brasil, do Senado, divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo, a aceleração dos pagamentos ocorreu em meio à articulação do governo para aprovar pautas no Congresso e cumprir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que determina a liberação de 65% das emendas obrigatórias ainda no primeiro semestre.

Os maiores repasses coincidiram com momentos importantes de votação na Câmara. Foram liberados R$ 3,4 bilhões em 12 de maio e outros R$ 2,9 bilhões em 27 de maio, véspera da votação da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1.

Do total pago no mês, R$ 11,2 bilhões foram destinados a emendas individuais, R$ 3,3 bilhões a bancadas estaduais e parte dos recursos também contemplou emendas de comissão.

O valor representa um salto em relação a abril, quando o governo havia liberado R$ 1,4 bilhão. Para cumprir as metas da LDO, o Executivo ainda precisa repassar cerca de R$ 24,5 bilhões em emendas até o fim de junho.

O montante liberado em maio é o maior da gestão Lula, ficando atrás apenas dos R$ 17,8 bilhões distribuídos em junho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, em valores corrigidos pela inflação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PREJUÍZO: Após veto da União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

A União Europeia (UE) oficializou na sexta-feira (5) a decisão que retira o Brasil da lista de países considerados adequados às suas normas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

A medida ameaça as exportações brasileiras de carnes, que somam quase US$ 2 bilhões ao ano ao bloco. Em 2025, a UE comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.

Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária.

Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.

Os antimicrobianos proibidos pela UE para estimular crescimento dos animais são hoje:
  • virginiamicina;
  • avoparcina;
  • bacitracina;
  • tilosina;
  • espiramicina;
  • avilamicina.

Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.

Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.

Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel. Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.

A União Europeia responde por 5,7% do valor exportado pelo Brasil de carnes geral, o que a coloca como o segundo maior mercado do país, atrás apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. Nas favelas, no senado
    Sujeira pra todo lado
    Ninguém respeita a constituição
    Mas todos acreditam no futuro da nação
    Que país é esse?
    Que país é esse?
    Que país é esse?

  2. NAS COSTAS DE QUEM, O EX-PRESIDIÁRIO VAI JOGAR ESSA? NÃO VI EDUARDO E FLÁVIO ANDANDO PELAS OROPAS. 👺👺👺

  3. Faz o L.
    É culpa dos Bolsonaros.
    Kkkk.
    Reclamem bando de jegues no dia da eleição vote no PT de novo.
    É bem assim.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Fachin cria grupo para fazer ‘pente-fino’ em penduricalhos de magistrados

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, vai criar um grupo de trabalho para realizar um amplo pente-fino nos chamados “penduricalhos” pagos a magistrados em todo o país.

A comissão terá prazo de 180 dias para elaborar propostas voltadas à padronização, transparência e previsibilidade das verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a integrantes do Judiciário.

A medida ocorre em meio ao esforço do CNJ e do STF para enfrentar distorções salariais e ampliar o controle sobre pagamentos que, em alguns casos, permitem que magistrados recebam valores acima do teto constitucional.

O objetivo é produzir um diagnóstico detalhado sobre a remuneração dos magistrados e propor soluções de longo prazo para uniformizar critérios adotados pelos tribunais brasileiros.

A iniciativa surge poucos meses após o STF fixar limites para o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas popularmente como penduricalhos.

Em março, a Corte definiu parâmetros para essas parcelas e estabeleceu regras para reduzir distorções remuneratórias.

Já em maio, o CNJ aprovou a criação de um contracheque único para magistrados de todo o país, reunindo em um único documento salários, benefícios e verbas extras.

Agora, o novo grupo de trabalho deverá aprofundar a discussão e avaliar mudanças legislativas que possam consolidar um sistema remuneratório mais uniforme para a magistratura.

Segundo o plano de trabalho elaborado pelo CNJ, uma das primeiras etapas será a produção de um “Mapa de Parcelas Remuneratórias”, levantamento que identificará todas as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas aos juízes, classificando cada uma delas conforme sua natureza jurídica e seus efeitos sobre o teto constitucional.

Fachin cita desigualdades e falta de transparência

Nos documentos que embasam a criação do grupo, Fachin afirma que a remuneração da magistratura se tornou um tema de intenso debate devido à existência de interpretações distintas adotadas por mais de 90 tribunais espalhados pelo país.

Segundo o ministro, a falta de uniformidade contribuiu para a criação de cenários marcados por desigualdades, insegurança jurídica e deficiência na transparência dos pagamentos.

Fachin também menciona o uso de verbas indenizatórias com efeitos práticos semelhantes aos de parcelas remuneratórias, mecanismo frequentemente apontado por especialistas e entidades de controle como uma das principais formas de superar o teto salarial do funcionalismo.

“O mais grave [foi a] utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade. Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias, objetivando superar a defasagem do teto remuneratório”, escreveu o presidente do STF e do CNJ.

O colegiado será coordenado por integrantes da Presidência do CNJ e contará também com representantes convidados de diversos órgãos públicos.

Justiça Potiguar

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

EUA descartam ação militar no Brasil após classificarem PCC e CV como terroristas: ‘Nossa lei é clara’

Foto: Reprodução/R7

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos não autoriza ações militares em território brasileiro. A informação foi dada pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Amanda Roberson, em entrevista ao R7.

Segundo ela, a legislação utilizada para o enquadramento não prevê esse tipo de medida. “A nossa lei é muito clara. Essa lei das designações não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra dos Estados Unidos que tem responsabilidade pelas ações militares”, afirmou.

Roberson também disse que a decisão dificilmente será revertida. “A lei contempla uma revisão depois de um período de alguns anos, mas não é muito comum que a decisão seja revertida”, declarou.

De acordo com a porta-voz, o foco agora é usar as novas ferramentas legais para atingir as estruturas financeiras e operacionais das facções. Entre as medidas possíveis estão bloqueio de bens nos EUA, cancelamento de vistos, deportações e punições a quem oferecer apoio financeiro ou material aos grupos.

“Agora, com essas ferramentas, vamos tentar estrangular suas fontes de recursos, de apoio, para já acabar com as terríveis ações que eles estão tomando, não só no Brasil, mas em outros países e nos Estados Unidos”, disse.

Segundo Roberson, a presença do PCC e do CV em estados americanos como Nova York, Nova Jersey, Flórida e Massachusetts foi um dos fatores que motivaram a classificação.

Sobre possíveis impactos no Pix, a porta-voz evitou antecipar conclusões. “É impossível, neste momento, falar sobre casos individuais”, afirmou, ressaltando que a implementação da medida ainda está em fase inicial.

Questionada sobre a influência de lideranças políticas brasileiras na decisão, Roberson negou interferências e afirmou que a medida foi tomada com base em critérios de segurança nacional. “A prioridade para o presidente Trump é a segurança dos Estados Unidos e também a nossa economia. Então, ele toma suas decisões de maneira independente”, concluiu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Moraes dá 5 dias à PGR para analisar pedido de extinção da pena de Mauro Cid

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou o envio à PGR (Procuradoria-Geral da República) do recurso em que a defesa de Mauro Cid pede a extinção de sua pena. O órgão terá o prazo de cinco dias para apresentar sua manifestação sobre o caso.

O recurso contesta uma decisão anterior do próprio ministro, que havia negado o pedido. A defesa do militar busca fazer com que o tempo em que ele cumpriu medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno, seja contabilizado como pena cumprida.

Os advogados de Mauro Cid sustentam que as restrições impostas representam uma limitação real à sua liberdade de locomoção e já duram mais de dois anos e cinco meses e que desconsiderar esse período significaria impor uma penalidade duplicada pelo mesmo intervalo de restrições.

Ao rejeitar o pedido inicialmente, Moraes considerou que o artigo que prevê o abatimento de pena é válido apenas para prisão provisória, sem estender o benefício a medidas cautelares alternativas. Sendo assim, o período em que Cid esteve efetivamente preso preventivamente, de cerca de cinco meses e 17 dias, seria insuficiente para quitar a pena total de dois anos.

R7

Opinião dos leitores

  1. Esse fez toda vontade do sistema, com certeza, vai ficar livre. Falou tudo que o sistema quis que falasse.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

São João de Natal segue neste sábado (6) na Arena das Dunas com shows de Marina Elali, Abiel, Calcinha Preta e Pablo

São João de Natal segue neste sábado com shows na Arena das Dunas

A programação do São João de Natal segue neste sábado (6) no Polo Arena das Dunas, após a abertura do evento reunir grande público e marcar o início da programação na capital. A segunda noite de shows terá apresentações de Marina Elali, Abiel, Calcinha Preta e Pablo, mantendo a agenda que seguirá ao longo do mês de junho.

Durante todos os dias de festa, o público poderá contribuir com a doação de 1 kg de alimento não perecível. Os itens arrecadados serão destinados ao Banco de Alimentos de Natal, em ação coordenada pela Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) para atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.

A arrecadação acontece nos pontos de coleta instalados nas entradas dos eventos. Alimentos como arroz, feijão, leite em pó e outros itens básicos podem ser doados pelo público. A campanha seguirá até o encerramento da programação do São João de Natal, para atendimento das instituições cadastradas e das pessoas acompanhadas pela rede socioassistencial do município.

O São João de Natal 2026 é apresentado por Esportes da Sorte e Brahma, com patrocínio de Cachaça Matuta e Ballantine’s.

PROGRAMAÇÃO SÃO JOÃO DE NATAL 2026

Polo Arena das Dunas (Estacionamento)

06 de junho

* Marina Elali
* Abiel
* Calcinha Preta
* Pablo

07 de junho

* Ricardo Britto
* Natanzinho
* Henry Freitas
* Mano Walter

13 de junho

* Circuito Musical
* Fagner
* Zezé Di Camargo e Luciano
* Zezo

14 de junho

* Daniel Donato
* Matheus e Kauan
* Xand Avião
* Léo Foguete

19 de junho

* Israel Fernandes
* Raynel Guedes
* Bruno e Marrone
* Nattan

20 de junho

* Grafith
* Seu Desejo
* Jotavê
* Kadu Martins

21 de junho

* Messias Paraguai
* Simone Mendes
* Leonardo
* Giullian Monte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Seis trechos estão impróprios para banho em Natal, Parnamirim e Nísia Floresta, diz boletim do Idema

Foto: reprodução

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) apontou seis trechos impróprios para banho no litoral da Grande Natal neste fim de semana, segundo boletim de balneabilidade divulgado neste sábado (6).

Os pontos considerados inadequados são:

  • Natal: Ponta Negra (acesso principal) e Areia Preta (escadaria de Mãe Luíza);
  • Parnamirim: Rio Pirangi (Ponte Nova) e Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium);
  • Nísia Floresta: Pirangi do Sul (Igreja) e Foz do Rio Pirangi.

De acordo com o Idema, os mesmos locais já haviam sido classificados como impróprios na semana anterior. Os demais pontos monitorados foram considerados próprios para banho.

O monitoramento é realizado pelo programa Água Azul, que avalia a qualidade da água em praias e rios da região com base em análises feitas nas últimas cinco semanas, seguindo critérios do Conama.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

União Europeia oficializa veto à compra de carne brasileira a partir de setembro

Foto: Reprodução/ND Mais

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco. A medida passa a valer em 3 de setembro de 2026.

O Brasil foi o único país retirado da lista por não apresentar a documentação exigida pelas autoridades europeias. Entre os países do Mercosul, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar para o mercado europeu.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não apresentou as informações exigidas para comprovar o cumprimento das regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Esses medicamentos são utilizados para prevenir e tratar infecções em animais.

Com a decisão, ficam suspensas as exportações brasileiras de carne bovina, frango, carne equina, além de produtos como tripas, pescado e mel para os países da União Europeia.

A Comissão Europeia informou que o Brasil poderá voltar à lista assim que comprovar o atendimento das exigências sanitárias. O governo brasileiro afirmou ter sido surpreendido pela decisão e sinalizou que pretende negociar a reversão da medida.

Com informações de g1

Opinião dos leitores

  1. CADÊ O GRANDE ACORDO QUE O GRANDE ESTADISTA DISSE QUE FEZ COM A UNIÃO EUROPEIA? SÓ O INCOMPETENTE FICOU DE FORA? 👺👺💩💩💩🫏🫏🫏😵‍💫😵‍💫😵‍💫👉🏿👉🏿👉🏿👉🏿Entre os países do Mercosul, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a exportar para o mercado europeu.💩💩💩💩

  2. Pelas caridade, agora vai sobrar carne no mercado. Queremos não, não troco meu churrasco de jerimum por nada, obrigado Papai Lula, virei vegano devido a você.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *