Denúncia

URBANA: Caso de Polícia

Excelente reportagem da Tribuna do Norte mostrando o desmantelo que é a nossa empresa de coleta de lixo, como podemos ver são muito graves as constatações:

Na ação civil publica contra a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) que agora tramita na 3ª. Vara da Fazenda Pública, o Ministério Público Estadual levanta suspeitas sobre os subcontratos da Trópicos Engenharia e Comércio Ltda. As conhecidas “quarterizações de contratos” facilitaram o uso de “laranjas” por servidores da Urbana e pessoas ligadas ao sistema para agregar equipamentos, segundo denúncias do MPE.

Essas informações constam no processo que está disponibilizado na íntegra no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Segundo os promotores do Meio Ambiente, João Batista Machado, e do Patrimônio Público, Sílvio Ricardo Gonçalves de Andrade Brito e Rodrigo Martins da Câmara, “os laranjas agregavam  equipamentos em troca de vantagens indevidas, a pedido de apadrinhados políticos ou de pessoas poderosas ligadas ao próprio sistema”.

Entre janeiro de 2006 e abril de 2011, a Urbana manteve 82 subcontratos, para uso de mais de 100 caminhões e máquinas pesadas. Esses contratos possuíam vigências diversas e somaram R$ 14.256,223,87, de acordo com a estimativa global publicada nos extratos. Para saber efetivamente quanto desse valor foi pago, o MPE solicitou a Urbana as guias de pagamento.

Parte das ordens de pagamento já estão com o MPE. Os promotores denunciam, de acordo com documentos recebidos e depoimentos colhidos, que “no papel os equipamentos eram locados pela Trópicos, mas no mundo real são máquinas e pessoal à serviço da Urbana, usando o famoso “jeitinho”, para não fazer licitação, para não se arcar com as obrigações trabalhistas e previdenciárias e, o mais grave para contratar quem eles quiserem”.

Os caçambeiros eram subcontratados pela Trópicos, com anuência da Urbana, que efetivava os pagamentos. Os promotores dizem, ainda, que para contratação “bastava que a Urbana indicasse à Trópicos (que sendo dela contratada não iria, obviamente, se opor) quais equipamentos e pessoas ela deveriam contratar”. Na ação, os promotores questionam o fato de os contratos e subcontratos terem sido renovados, automaticamente, a partir de aditivos. A única licitação de contratos ocorreu há sete anos.

Parte dos subcontratos da trópicos teve prorrogação até janeiro deste ano e  outros até dezembro de 2010, de acordo com documentos que integram a ação.  Nesse material, que foi remetido pela Urbana ao MPE, ainda não constam todos os aditivos publicados. Até ontem, o MPE aguardava a remessa de mais aditivos, principalmente, os publicados até março deste ano.

Por isso, não fica claro quantos contratos realmente foram aditivados e estavam sendo operacionalizados. Hoje, os promotores que tocam a ação concedem coletiva à imprensa. O MPE não antecipou o assunto que será tratado. Até ontem, não havia despacho novo na ação.

Ainda esta semana, a companhia publica o distrato de 48 contratos, cuja vigência iria de março a dezembro deste ano. Além disso, a Urbana fará, até sexta-feira, a contratação temporária emergencial de 40 caçambeiros, por meio da Cooperativa de Caçambeiros de Natal, e de mais 39 caçambeiros independentes, que possuem registro de pessoa jurídica, e que não fazem parte da cooperativa.

A direção da Urbana está dando prioridade para contratação aos caçambeiros que já estavam com contratos em vigor, até porque existem débitos pendentes, segundo informou o coordenador do Núcleo de Ordenamento Urbano, da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, Sérgio Pinheiro, que atualmente responde pela Urbana.

Segundo informações do setor de contratos,  este ano a companhia pagou cerca de R$ 2,072 milhões a caçambeiros subcontratados. Esse pagamento refere-se a apenas 40% do que é devido aos subcontratados. Em janeiro, a Urbana pagou R$ 592 mil; em fevereiro, R$ 560 mil; em março, R$ 554 mil e em abril, 366 mil. Nesse mês, o valor foi menor porque muitos caçambeiros pararam as atividades, devido ao atraso no pagamento.

Parentes de dirigentes do Sindlimp entre os contratados

Entre janeiro de 2006 e abril de 2011, pelo menos, três parentes diretos de dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores na Limpeza Urbana (Sindlimp) mantiveram subcontratos, vinculados à empresa Trópicos. São eles: Willyam César Araújo, Aracelly Dantas de Araújo e Ary Pereira Dantas. Este último é irmão de Fernando Lucena, presidente do Sindlimp e vereador do Partido dos Trabalhadores.

Em entrevista à reportagem da Tribuna do Norte, Willyan César, que é primo de Lucena, negou que qualquer influência de parentes ligados à Urbana para facilitar os contratos. “Entrei na Urbana há dez anos, quando teve licitação para contrato direto. Ainda era por pessoa física, depois quando encerrou a vigência dos contratos fui jogado para os subcontratos”, declarou Willyam.

Ele tem duas empresas registradas em seu nome – a WC Duarte ME e a Talimpo. A mulher dele, Aracelly Dantas de Araújo chegou a manter 12 caminhões locados à Urbana, por meio de subcontrato com a Trópicos. “Nós fomos deixando de operar a partir de julho de 2010 e no ano passado, por causa dos atrasos nos pagamentos”, afirmou Willyam. Ele disse que a esposa entrou na Urbana, no mesmo período, durante a licitação para locação de veículos para coleta seletiva.

“Tem meses não temos mais nenhum carro para a Urbana”, assegurou. Willyam disse que não tem interesse em participar da licitação que deve ser lançada pela Urbana, por causa do histórico de atrasos nos pagamentos e porque não trabalha mais para o serviço público. Outra pessoa ligada ao presidente do Sindlimp é Ary Pereira dos Santos, irmão de Lucena. O contrato dele vigorava desde 2007, no valor global de R$ 44 mil, e está entre os que serão cancelados esta semana.

A reportagem da Tribuna do Norte foi até o local onde fica a empresa de Ary Pereira, em Parnamirim, na sexta-feira, 03, e permaneceu lá por duas horas, entre 8h e 10h. O local estava fechado e uma vizinha informou que a pessoa que trabalha para Ary tinha saído logo cedo. Por várias vezes, ontem, a reportagem ligou para os telefones de contato da empresa e para o pessoal, mas ele não atendeu.

Servidor da Urbana estava no esquema da “quarterização”

O acompanhamento na prestação do serviço de coleta, com falta de controle e fiscalização falha, favorecia todo tipo de fraude, segundo os promotores do Meio Ambiente e do Patrimônio Público. Na ação,  o MPE solicitou a Urbana a lista de todos os servidores da companhia. Até ontem, esse material não estava incorporado à ação. Na semana passada, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE chegou a Maria Sônia Maximino dos Santos, que reside no Bom Pastor.

O marido dela Edmilson Varela dos Santos é servidor da Urbana. Abordada em sua casa, no bairro Bom Pastor, Sônia, afirmou: “o contrato é no meu nome, mas quem cuida é o marido”, disse ela. Sônia forneceu o número do celular de Edmilson, dizendo ser difícil encontrar o marido em casa, devido ao trabalho. Entre a sexta-feira e ontem a reportagem da TN  ligou várias vezes, mas ele não atendeu ao celular, nem retornou às ligações.

Sônia tem empresa registrada em seu nome e mantinha subcontratos com Trópicos desde 2008, com locação de três caminhões. Ao longo de três anos, o valor global do contrato era de R$ 506.923,19. Os dois termos da empresa estão entre os que serão cancelados pela Urbana. Vários depoimentos também evidenciaram as suspeitas de “tráfico de influência”.  Esse tipo de situação está explícito no depoimento de uma das testemunhas ao MPE.

Um servidor da Urbana, José Florêncio Rodrigues, declarou que “os caminhões que fazem esse serviço são propriedade dos próprios motoristas e não de empresas, sendo alguns de propriedade de funcionários da própria Companhia”. Ele disse ainda que “as máquinas são alugadas a empresas e o Chefe de Gabinete, a pessoa chamada Bertone, é filho do dono de empresa contratada”.

A pessoa em questão é Bertone Luiz Marinho que ocupou a chefia de Gabinete da Presidência da Urbana entre janeiro de 2009 e março 2021. Bertone é irmão da deputada Gesane Marinho, e filho do ex-prefeito de Canguaretama, Jurandir Freire Marinho. Em nenhum dos contratos já anexos à ação, consta empresa que tenha como sócio seu pai. Na Urbana, ninguém soube informar se realmente existia ou existe esse contrato. Mas, segundo a reportagem da TN apurou, atualmente, Bertone possui, pelo menos, dois carros agregados à Urbana. A fonte que passou a informação não soube informar o nome da empresa.

Lucena afirma: “Não tenho nada a ver com contratos “

O presidente do Sindlimp e vereador do PT, Fernando Lucena, foi categórico e negou veementemente qualquer influência direta ou indireta nos contratos do primo Willyam César, da mulher deste, Aracelly Araújo e de seu irmão Ary Pereira. “Nem teria como, porque minha relação com a direção da Urbana sempre foi muito ruim. Não tenho nada a ver com esses contratos. Se eles estão lá é por outros meios”, afirmou.

Lucena disse ainda que “há anos, todos os meus inimigos dizem que tenho caçambas alugadas e lucro com o lixo. Lançaram até um panfleto na campanha passada dizendo que sou ‘homem rico do lixo’. Não tenho nada a esconder. Essa é uma oportunidade histórica para o Ministério Público investigar e provar que tudo não passa de insinuações “, argumentou.

Ele considera que “todos os subcontratos são irregulares, sejam eles de quem for”. Há quase 20 anos à frente do Sindlimp, Lucena afirmou que a “quarterização” era uma porta para a ilegalidade. “A Trópicos não quer o serviço, joga para o subcontrato e é ai que está a ilegalidade, o superfaturamento, a influência política e o arrumadinho. Todos os contratos, sem exceção, tinham indicações”.

Lucena confirmou ainda que “muitos servidores colocam laranja para assumir contratos” e que, por isso, é difícil provar. E completou “se mexer nisso, com certeza vai aparecer muitos contratos desse tipo”. Nos últimos dias, Fernando Lucena e seu vice, Wilson Duarte, foram contrários à intervenção e ameaçaram greve caso a justiça viesse a determinar um interventor para a Urbana.

Ontem, Lucena afirmou que não é  contra a intervenção. “O problema é que o processo não está transparente. Porque o MPE não faz um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o sindicato, garantindo que não vai propor o fechamento da empresa e a demissão de servidores? Nossa preocupação é preservar o emprego dos trabalhadores. Se houver isso seremos favoráveis à intervenção, mas sem isso, vamos parar a coleta nessa cidade”, voltou a ameaçar.

Ele citou duas CEI – Comissão Especial de Inquérito, a de 1992, que resultou na demissão de 507 trabalhadores e a de 1998, quando foi proposto o fechamento da Urbana. Hoje a companhia tem 1.407 servidores, dos quais quase mil no setor operacional (820 são garis).

O coordenador do Núcleo de Ordenamento Urbano, da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Sérgio Pinheiro, não chega a ser categórico, mas reconhece que as irregularidades levantadas pelo MPE poderiam sim ocorrer. “Não digo que os promotores estão certos em fazer juízo de valor, mas as irregularidades levantadas eram possíveis de acontecer”, disse.

Ponderado, Sérgio Pinheiro acrescentou que não acredita “em favorecimento para que determinadas pessoas tivessem vantagens indevidas ou ilícitas”. Mas, afirmou claramente que, por amizade com diretores da Urbana e políticos, muitos proprietários de empresas conseguiam fechar contratos e agregar caminhões.

“Se o presidente da Companhia chegava para a Trópicos e dizia que tais e tais caminhões deviam ser agregados, a empresa contratava”, afirmou Sérgio Pinheiro. Ele não chegou a citar nomes, nem de dirigentes, nem de empresas. Foi categórico ao falar do futuro da Urbana. “Agora não vai mais ter isso. Acabou, vamos fazer licitação e a escolha será a mais transparente possível”, prometeu.  Ele espera concluir a nova licitação para contratação de locação de veículos para coleta de resíduos sólidos em até três meses.

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Política

“O PT é complacente com o narcotráfico. Um se beneficia do outro”, crava Caiado

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que “o PT é complacente com o narcotráfico”. Adversário de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador de Goiás direcionou as críticas às administrações de Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, e Elmano de Freitas (PT), no Ceará.

“O PT é complacente com o narcotráfico. Eles convivem, eles se alimentam. Um se beneficia do outro”, declarou.

Caiado afirmou que a Bahia teria cinco das cidades mais violentas do país e que outras três estariam no Ceará — informações que constam no último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O candidato usou os números para responsabilizar os governos petistas pela situação da segurança pública nos dois estados.

“Na Bahia, tem o estado da violência: cinco cidades mais violentas, e três no Ceará. Quem é governo? O PT”, afirmou. Confira a íntegra da entrevista:

Caiado tenta se apresentar como uma alternativa a Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. Para isso, adotou a segurança pública como uma das principais vitrines da passagem pelo governo de Goiás, cargo que ocupou entre janeiro de 2019 e março de 2026.

Na entrevista, o candidato afirmou que a gestão dele permitiu que moradores voltassem a circular durante a madrugada, utilizassem o transporte público e abrissem estabelecimentos comerciais sem medo de assaltos.

“Governar é exatamente isso. Governar é ter coragem. Se for frouxo, vai mexer com outra coisa, porque ser presidente do Brasil não dá conta. Enfrentar bandido, faccionado e corrupto é jogo pesado e é para quem pode”, declarou.

Metrópoles

 

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Brasil

Governo Lula mantém sigilo de 100 anos sobre visitas a Vorcaro na PF

Foto: Reprodução

O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, manteve o sigilo de 100 anos imposto pela Polícia Federal aos registros de visita de Daniel Vorcaro durante os três meses em que o banqueiro esteve detido em uma sala na Superintendência da PF, em Brasília. A informação foi confirmada pela coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A justificativa foi a de preservar as informações “pessoais relacionadas à intimidade e à vida privada” do ex-dono do Banco Master. A decisão ocorreu após a análise de um recurso movido pela coluna da jornalista com base na Lei de Acesso à Informação sobre o tema.

Vorcaro permaneceu na Superintendência da PF em Brasília enquanto tentava negociar um acordo de colaboração premiada em março deste ano. Após duas tentativas frustradas, ele foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como Papudinha, onde Jair Bolsonaro cumpria pena em regime fechado.

O pedido para ter acesso à lista de visitantes durante o período ocorreu após circular o boato de que a constante visita de advogados ligados a políticos a Vorcaro teria irritado os investigadores da PF.

Na negativa apresentada pelo Ministério da Justiça, a pasta justificou que a solicitação de “tais informações ultrapassam a simples identificação de atos administrativos e permitem conhecer aspectos da vida privada dos envolvidos, revelando vínculos familiares, afetivos, sociais ou profissionais mantidos com a pessoa custodiada”.

Com informações do Infomoney

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Eleições 2026

Mãe de Flávio Bolsonaro muda de plano e disputará vaga na Câmara

Foto: Divulgação

Mãe do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, e dos ex-parlamentares Carlos e Eduardo Bolsonaro, Rogeria Bolsonaro (PL) disputará uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro nas eleições deste ano. Ela era cotada para integrar, como como suplente, a chapa de Márcio Canella (União) ao Senado, mas optou por concorrer ao mandato de deputada federal.

Segundo aliados, a mudança foi definida após avaliações internas do partido. A expectativa é que Rogeria tenha mais chances de se eleger para a Câmara e ajude a ampliar a bancada do PL no estado.

Aos 66 anos, Rogeria foi vereadora do Rio de Janeiro por dois mandatos, entre 1993 e 2000. Em 2020, tentou retornar à Câmara Municipal, mas ficou na suplência.

O grupo também aposta que ela herdará parte do eleitorado da família Bolsonaro no Rio de Janeiro. Neste ano, nenhum dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro disputará cargos de deputado federal ou senador pelo estado.

Com mandato de senador até o início do próximo ano, Flávio Bolsonaro vai disputar a Presidência da República. Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, concorrerá ao Senado por Santa Catarina.

Já Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos e teve o mandato de deputado federal cassado no ano passado, pretende disputar uma suplência ao Senado pelo PL em São Paulo. O vereador Jair Renan Bolsonaro será candidato a deputado federal por Santa Catarina.

Metrópoles

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Brasil

ATÉ TU? ‘Companheiro’ MST classifica gestão Lula 3 como a pior da história

Foto: Reprodução/MST

João Paulo Rodrigues, coordenador do MST, afirmou que o terceiro mandato de Lula é o pior para as pautas do movimento, atribuindo isso à política econômica do Ministério da Fazenda, que limita recursos e prioriza outras questões. Em entrevista ao programa Frente a Frente, ele revelou que apenas 10 mil famílias devem ser assentadas até o fim do ano, e criticou a lentidão do governo, que, segundo ele, levaria 15 anos para atender 150 mil famílias.

O coordenador do MST, João Paulo Rodrigues, admitiu que o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta o pior resultado da história para as pautas do movimento invasor de terras. O dirigente culpou a política econômica do Ministério da Fazenda por segurar a verba do setor e colocar a reforma agrária na periferia das prioridades federais.

O líder da organização afirmou ao programa Frente a Frente, do Canal UOL, que o governo petista deve fechar o ano com apenas 10 mil famílias em áreas “assentadas”. Rodrigues declarou que a velocidade do Planalto é inaceitável para a esquerda e calculou que o ritmo atual exigiria 15 anos para atender as 150 mil famílias ligadas ao movimento.

O MST confirmou o apoio à reeleição de Lula no pleito de 2026, mesmo com a insatisfação explícita sobre a falta de liberação de recursos. Rodrigues atuará como um dos coordenadores da campanha do petista e cobrou “coragem” do presidente para enfrentar o Orçamento em um eventual quarto mandato.

O dirigente defendeu a ideia de que o Palácio do Planalto libere a invasão de de propriedades rurais “no canetaço”, sem passar pelo Congresso Nacional nem pelo Judiciário. Na visão do líder sem-terra, que ignora a proteção a propriedades privadas, a entrega de imóveis exige apenas verba e a assinatura de decretos presidenciais de desapropriação.

Revista Oeste

 

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Polícia

Homicida foragido é preso com armas e drogas durante ‘bronze’ na Praia do Madeiro

Foto: Reprodução

Um homem foragido da Justiça por crimes como homicídio, organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção de menores foi preso nesta terça-feira (28) durante uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) na Praia do Madeiro, em Tibau do Sul. A ação também resultou na prisão em flagrante de outro suspeito, na apreensão de um adolescente e na retirada de circulação de três armas de fogo roubadas, munições e porções de drogas.

Entre os detidos está Bruno dos Santos Barboza, de 22 anos, que possuía dois mandados de prisão em aberto. Segundo a PCRN, ele era procurado pela Justiça pelos crimes de homicídio, organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção de menores.

Durante as diligências, os policiais localizaram os suspeitos, apontados como integrantes de uma organização criminosa, sentados em uma mesa na Praia do Madeiro. No momento da abordagem, os agentes constataram que cada um deles portava uma arma de fogo. Além das armas, que possuíam registro de roubo, os policiais apreenderam munições e porções de drogas. Os dois homens receberam voz de prisão em flagrante, enquanto o adolescente foi apreendido e encaminhado, juntamente com os demais envolvidos, à delegacia para os procedimentos legais.

Durante a identificação dos suspeitos, a Polícia Civil confirmou que Bruno dos Santos Barboza estava na condição de foragido. Além da prisão em flagrante, os agentes também cumpriram os dois mandados de prisão expedidos contra ele.

A PCRN informou ainda que as investigações prosseguem para esclarecer a participação dos envolvidos em outros delitos e identificar possíveis integrantes da organização criminosa que atua na região.

 

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Mundo

Professor reprova 91% dos alunos de turma após criar armadilha para flagrar uso de IA em prova


Foto: Reprodução

Um professor universitário dos Estados Unidos viralizou nas redes sociais após revelar que reprovou 32 de 35 alunos em uma avaliação depois de criar uma estratégia para identificar quem havia utilizado inteligência artificial na realização da atividade. O caso ganhou repercussão após o docente compartilhar a experiência em vídeos publicados no TikTok.

O responsável pela iniciativa é o historiador Jason Gibson, professor da Alcorn State University, no estado do Mississippi. Segundo ele, os estudantes deveriam produzir uma redação sobre a Revolução Industrial, mas o enunciado continha uma instrução invisível, escrita em letras brancas sobre fundo branco.

A mensagem orientava que a palavra “Madagascar” fosse incluída em algum trecho do texto, sem qualquer relação com o tema da redação. Quem apenas lesse o enunciado normalmente não conseguiria visualizar a frase. No entanto, estudantes que copiaram o comando completo e o colaram em ferramentas como o ChatGPT acabaram enviando a instrução oculta junto com o pedido.

Ao corrigir os trabalhos, Gibson encontrou diversas redações que mencionavam “Madagascar” em contextos completamente desconexos do assunto proposto. Para o professor, isso evidenciava que os alunos haviam recorrido à inteligência artificial sem sequer revisar o conteúdo antes da entrega.

Depois da correção, o docente enviou um comunicado explicando o motivo da reprovação e anexou uma captura de tela mostrando o texto oculto. “Inclusive, enviei uma captura de tela destacando o texto em branco e disse: ‘Olha, isso só acontece se vocês copiarem e colarem o enunciado inteiro e depois copiarem e colarem a resposta de volta, sem checar’”, contou.

Mesmo após abrir espaço para recursos, apenas dois dos 32 estudantes reprovados entraram em contato. Um deles conseguiu reverter a nota ao explicar que utilizava o modo escuro no computador, o que permitiu visualizar a frase escrita em branco.

Nas redes sociais, usuários questionaram se a estratégia poderia prejudicar estudantes com deficiência visual que utilizam leitores de tela. Gibson respondeu que nenhum dos alunos da turma fazia uso de tecnologias assistivas.

Apesar da repercussão, o professor afirmou que nunca teve a intenção de reprovar a maioria da classe. “Eu sei que há professores por aí que parecem sentir satisfação em reprovar alunos repetidamente. (…) Eu não sinto nenhuma satisfação em ver alunos serem reprovados”, disse.

Correio 24h

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Geral

Justiça fixa prazo de 30 dias para governo Fátima retomar obra do Centro de Queimados do Walfredo


Foto: Divulgação/MPRN

A obra do Centro de Tratamento de Queimados do Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel deve receber providências imediatas para sua conclusão. A determinação está em uma decisão em tutela provisória de urgência proferida em uma ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), , por intermédio da 47ª Promotoria de Justiça de Natal, e pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPERN), por meio da 10ª Defensoria Cível de Natal, do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (NUDESA) e do Núcleo Especializado de Tutelas Coletivas.

A decisão fixa o prazo de 30 dias para a retomada integral das obras de reforma, adequação e requalificação da unidade seja mediante contratação emergencial de nova empresa, seja por meio da requisição administrativa de bens e serviços. Antes disso, em 15 dias, deve ser apresentado um cronograma físico-financeiro detalhado e atualizado para a conclusão integral da obra no prazo máximo de 90 dias.

Além disso, o Estado deve garantir, em até 30 dias, a recomposição mínima da equipe necessária ao funcionamento seguro e contínuo da unidade. A decisão judicial trata ainda da necessidade da segregação física e funcional entre a área assistencial em funcionamento e o canteiro de obras. Em caso de descumprimento injustificado das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5.000,00.

O CTQ é a única pública especializada no atendimento a queimados em todo o RN. Apesar disso, a ação civil pública demonstrou que o local tem funcionado em espaço reduzido com leitos indisponíveis e falta de salas essenciais. MPRN e DPERN ainda demonstraram que foram encontrados pacientes em corredores e áreas não especializadas devido às reformas paralisadas.

Obra parada

A situação denunciada na ACP é resultado de um atraso de dois anos nas obras de reforma e requalificação da unidade. O serviço começou em junho de 2024 e tinha prazo previsto de três meses. A primeira empresa contratada abandonou a obra em agosto de 2025. Em dezembro daquele ano, o Estado firmou novo contrato emergencial, com prazo de execução de 180 dias.

No entanto, segundo relatório do próprio engenheiro fiscal da obra, passados quase 150 dias da ordem de serviço a execução física não havia ultrapassado 2,33% do total contratado. O contrato foi rescindido, sem que, até o momento, uma nova contratação tenha sido formalizada.

Vistorias

Vistorias técnicas realizadas pela Central de Apoio Técnico Especializado (Cate) do MPRN, pela equipe da Defensoria Pública e pelo Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) documentaram a gravidade da situação. A capacidade de leitos, que era de 22, caiu para 12. Foram desativados a sala de balneoterapia, a sala de curativos exclusiva, o ginásio de reabilitação, os leitos de isolamento e de semi-intensiva e o repouso médico.

A climatização central foi desligada, ambientes de internação registram infiltrações no teto e imagens produzidas pelas equipes técnicas mostram pacientes convivendo com escombros, poeira e fiação exposta em áreas de internação ativa.

Em vistoria realizada em junho de 2026, o Cremern constatou que 21 pacientes queimados estavam sob responsabilidade da equipe especializada do CTQ, sendo que apenas 12 estavam acomodados nas enfermarias da própria unidade.

Déficit de pessoal

Além da estrutura física, a ação demonstrou a insuficiência crônica de profissionais: a unidade não conta com clínico-geral no período noturno, enfermeiro ou responsável técnico de enfermagem em regime exclusivo de 24 horas, e a equipe de reabilitação opera com menos da metade do número de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais recomendado. Esse quadro contraria os parâmetros mínimos de habilitação estabelecidos pelo Ministério da Saúde para centros de referência em queimados.

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Brasil

NOJO: Mulher acha lagartixa em iogurte e será indenizada em R$ 8 mil pela Itambé

Foto: Ilustração/ IA

O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) determinou que a Itambé indenize em R$ 8 mil por danos morais uma consumidora que encontrou uma lagartixa dentro de um pote de iogurte sabor morango da marca. A informação foi divulgada pelo próprio órgão nesta 3ª feira (28.jul.2026).

De acordo com o processo, o caso aconteceu em 2013. Uma mulher comprou duas bandejas do produto em um supermercado e, ao abrir uma delas, encontrou o animal. Um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a presença da lagartixa de cerca de 8 centímetros dentro da embalagem.

A consumidora registrou um boletim de ocorrência, tirou fotos e, com o cupom fiscal, acionou a empresa. No entanto, a cliente não recebeu uma resposta satisfatória. Ela acionou a Justiça pedindo o reconhecimento de danos morais e materiais.

Os pedidos foram parcialmente deferidos na 1ª Instância, resultando no pagamento de danos morais para a mulher. A Itambé recorreu e apresentou laudos para sustentar que seria impossível haver um animal na embalagem, afirmando que, como não foi realizada perícia técnica judicial, a condenação teria sido baseada só nas fotos apresentadas.

Contudo, o relator do recurso, o desembargador Marco Aurelio Ferenzini, reforçou que a responsabilidade do fabricante pelos danos causados ao consumidor independe da existência de culpa.

Poder 360

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Geral

Falta de energia provocada por pipas cresce quase 50% no RN, alerta Cosern

Foto: Divulgação/Cosern

Com a aproximação da temporada de ventos no Rio Grande do Norte, que costuma ser registrada entre agosto e outubro, é comum que crianças, jovens e até mesmo adultos aproveitem o tempo livre para se divertir soltando pipas. A brincadeira, muito comum em contraturnos escolares, exige atenção redobrada quando realizada próxima à rede elétrica. Um balanço da Neoenergia Cosern divulgado nesta terça-feira (28) revela que 28 ocorrências envolvendo pipas e a rede elétrica foram registradas entre janeiro e junho de 2026, um aumento de 47,4% em relação ao mesmo período do ano passado, que registrou 19 ocorrências.

Apesar desse aumento nas ocorrências, houve redução significativa na quantidade de clientes afetados por interrupções no fornecimento, graças aos investimentos constantes em tecnologia na rede elétrica, fazendo com que a Neoenergia Cosern seja a distribuidora com menor número de religamentos do Brasil. De maneira geral, os potiguares têm energia disponível durante 99,93% das 8.760 horas do ano. No primeiro semestre do ano passado, 17.469 clientes ficaram sem energia por causa do enroscamento de pipas nos fios, enquanto neste ano o número caiu para 4.997, uma redução de 71,4%.

Entre os municípios mais afetados, Natal concentrou o maior número de ocorrências no primeiro semestre de 2026, com 13 registros e 2.775 clientes afetados. Em seguida aparecem Mossoró, com 4 ocorrências, e Parnamirim, com 3. Também houve registros em municípios como Extremoz, Macaíba, Martins, Nova Cruz, São Gonçalo do Amarante, São João do Sabugi, São Miguel e Umarizal.

“Soltar pipas é uma brincadeira que deve ser realizada apenas em áreas abertas e distantes da rede de energia elétrica. Pipas enroscadas em postes, transformadores e cabos podem provocar curtos-circuitos, rompimento de condutores, desligamentos e acidentes graves. Além disso, linhas com cerol ou materiais cortantes podem danificar e cortar cabos, sendo também um risco para a vida de ciclistas, motociclistas e pedestres”, afirma Sharley Manso, gerente de Segurança da Neoenergia Cosern.

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Polícia

Adolescente que confessou matar homem em hotel de João Pessoa acumula 17 B.O.s no RN

Foto: Reprodução

O adolescente suspeito João Pessoa, investigado pela morte de Washington Rodrigo, de 33 anos, em um hotel na orla de Manaíra, em João Pessoa (PB), acumula 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte. A Polícia Civil apreendeu o adolescente nesta terça-feira (28), em Caicó, na região Seridó potiguar.

Segundo a Polícia Civil, os registros no Rio Grande do Norte envolvem atos infracionais análogos a perseguição (stalking), extorsão, ameaça, violência doméstica, lesão corporal e furto. Além disso, os investigadores informaram que o adolescente já havia passado por medidas socioeducativas.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na última sexta-feira (24) em um quarto de hotel no bairro de Manaíra. Conforme a perícia, a vítima apresentava um fio enrolado no pescoço e sinais de asfixia. A investigação também apontou que ela não possuía registro de hospedagem no estabelecimento.

De acordo com a Polícia Civil, o adolescente conheceu a vítima por meio de um site de relacionamentos. Durante o depoimento, ele confessou o crime e afirmou que suspeitou de que Washington registrava imagens do encontro. Por isso, disse que exigiu o celular da vítima para verificar o conteúdo do aparelho.

Em depoimento, o adolescente afirmou que utilizou uma arma de airsoft para intimidar Washington e obter acesso ao telefone celular. Em seguida, relatou que usou o fio de um secador para impedir que a vítima reagisse ou pedisse ajuda.

Ainda segundo o relato, ele alegou que não tinha intenção de matar Washington. No entanto, a Polícia Civil continua investigando a dinâmica do crime e aguarda a conclusão do inquérito.

Como o investigado tem 17 anos, o caso tramita conforme as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por esse motivo, as autoridades preservam a identidade do adolescente.

Enquanto isso, a Polícia Civil da Paraíba prossegue com a investigação para esclarecer todos os detalhes do homicídio. Além disso, os investigadores analisam os laudos periciais e os depoimentos reunidos durante a apuração.

Com informações de Ponta Negra News

 

 

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