Diversos

Vale assina acordo de R$ 37,68 bilhões para reparar tragédia de Brumadinho

Representantes do governo, da Vale, do TJ e do MPMG e MPF assinam acordo para reparar tragédia de Brumadinho. — Fotos: Danilo Girundi / TV Globo

O governo de Minas Gerais e a Vale assinaram, na manhã desta quinta-feira (4), o acordo bilionário para reparação dos danos provocados pela tragédia de Brumadinho, que aconteceu há dois anos. Após quatro meses de negociações e 200 horas de reuniões, o termo foi assinado com o valor de mais de R$ 37 bilhões (exatos R$ 37.689.767.329,00), como antecipado pelo G1.

As negociações envolveram representantes do governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal e Defensoria Pública, e o Tribunal de Justiça de Minas, além da mineradora Vale, responsável pela barragem que se rompeu na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro de 2019, matando 270 pessoas.

No entanto, representantes dos atingidos e de familiares das vítimas reclamam desde o início que não foram ouvidos nem chamados para participar das negociações. Eles protestaram em frente ao Tribunal de Justiça durante a audiência.

De acordo com o Executivo estadual, este é o maior acordo já realizado na história do Brasil. Mas, inicialmente, o governo havia pedido cerca de R$ 55 bilhões.

“Este é o maior acordo, em valor, da história do Brasil e o segundo do mundo”, disse o secretário de governo Mateus Simões. Segundo ele, até então, o maior valor era de R$ 7 bilhões.

A audiência começou às 9h, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O acordo foi assinado às 10h.

Perguntando sobre quando esses recursos acordados nesta quinta serão recebidos pelo governo, o governador Romeu Zema (Novo) disse que “esses recursos já estão sendo aplicados desde o dia 25 de janeiro de 2019”. Mas que, com a assinatura do termo de reparação, “a partir da próxima semana”, serão abertos editais para diversas obras.

Além disso, o auxílio emergencial, agora chamado de “programa de transferência de renda” já foi renovado, segundo ele. O auxílio deixaria de ser pago a partir de 28 de fevereiro deste ano.

Governo fala em ‘acordo inédito’

Durante os pronunciamentos após a homologação do acordo, o governador Romeu Zema (Novo) voltou a destacar que o acordo é “inédito” e um dos maiores do mundo, como diz documento divulgado pelo governo. Segundo ele, as obras vão gerar 360 mil empregos “nos próximos meses e anos”.

“Não podemos mudar o passado, que muitas vezes foi triste e trágico, mas podemos fazer um futuro melhor, e é exatamente isso que nós estamos concretizando neste momento. É um acordo inédito em muitos pontos. Nunca no Brasil se fez um acordo dessa magnitude. Iniciamos agora um novo desafio de darmos início a essas obras”.

Ele também disse que o governo vai “usar o que foi aprendido nesse caso para destravar o que está emperrado no caso de Mariana”. Segundo ele, todas as partes “tiveram que ceder” para que o acordo fosse concretizado.

“As buscas das 11 vítimas continuam. Tenho certeza que a perda dessas vidas não foram em vão”, disse Zema.

Zema também disse que esse acordo não é um ponto final nas reparações dos danos causados pela tragédia:

“Com relação à reparação socioeconômica para o estado, o valor está definido. Mas se amanhã for detectado um novo dano ambiental, a empresa terá que arcar com ele. Se amanhã nascer uma criança com um problema, que for efeito dessa tragédia, a empresa vai ter que arcar. Esse valor é um teto, poderá ir além, mas não a menos”.

O procurador-geral do Ministério Público de Minas, Jarbas Soares Júnior, também disse que “este é maior acordo judicial da história do país”.

“Muito importante: não interfere em possíveis ações individuais que os atingidos podem requerer junto ao poder Judiciário. Também não influencia no processo criminal em curso na Justiça estadual de Brumadinho. O acordo apresenta 40 anos dos atuais investimentos governo mineiro, 200 anos do orçamento da prefeitura de Brumadinho e quase 20 anos do orçamento do Ministério Público”, disse o procurador.

O representante da Vale a falar foi o vice-presidente executivo da mineradora, Luiz Eduardo Osório:

“Desde o primeiro dia, deixamos claro que estávamos determinados a reparar integralmente e compensar os danos causados pela tragédia de forma célere. Temos a convicção que o acordo firmado hoje é um passo importante nessa direção. Muito mais que um documento, será um catalisador para o desenvolvimento sustentável de Brumadinho e região e todas as pessoas que vivem no estado Minas Gerais”, disse ele.

Detalhes do acordo: onde dinheiro será aplicado

Segundo documento divulgado pelo governo, cerca de 30% dos R$ 37,68 bilhões vão beneficiar o município e a população de Brumadinho.

Veja os principais pontos elencados no acordo que foi homologado nesta quinta-feira (4):

Transferência de renda:

Valor destinado: R$ 9,17 bilhões. Será criado um Programa de Transferência de Renda para os moradores das regiões atingidas, sucedendo o auxílio emergencial, que seria encerrado no dia 28 de fevereiro.

“As regras do novo programa serão definidas com participação dos atingidos e auxílio do MPMG, do MPF e da DPMG. Até lá, os pagamentos mensais aos atingidos seguem com as regras atuais. Estão incluídos R$ 4,4 bilhões em recursos destinados ao programa e também R$ 1,77 bilhão, já aplicado no pagamento do auxílio emergencial. Além disso, R$ 3 bilhões serão destinados a projetos de reparação a serem escolhidos pela população atingida. MPMG, MPF e DPMG também auxiliarão nesse processo”, diz o documento.

Bacia do rio Paraopeba

Valor destinado: R$ 4,7 bilhões. O conjunto dos projetos de reparação socioeconômica e ambiental prevê a criação de cerca de 365 mil empregos diretos e indiretos. Parte dos projetos será apresentada diretamente pelas prefeituras. “Entre as ações estão a reforma e melhoria de todas escolas estaduais e municipais, a conclusão de obras das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desses municípios, melhoria da Rede de Atenção Psicossocial e ações de promoção de emprego e renda”.

Reparação socioambiental

Valor destinado: R$ 6,55 bilhões. “O valor de R$ 1,55 bilhão será utilizado na compensação de danos ambientais já conhecidos. Um dos projetos desenvolvidos como compensação é a universalização do saneamento básico nos municípios atingidos. O acordo não prevê, no entanto, teto financeiro a ser gasto com a reparação do meio ambiente. Todas as ações que no futuro se mostrarem necessárias para a reparação socioambiental serão feitas e integralmente custeadas pela Vale, seguindo o princípio do poluidor pagador, previsto pela Constituição Federal. A estimativa inicial de investimentos é de R$ 5 bilhões”.

Segurança hídrica na Grande BH

Valor destinado: R$ 2,05 bilhões. Serão feitas obras nas Bacias do Paraopeba e do Rio das Velhas, “que garantirão a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte, inclusive de municípios atingidos”. “As intervenções têm o objetivo de melhorar a capacidade de integração entre os sistemas Paraopeba e das Velhas, evitando o desabastecimento”, diz o documento do governo.

Construção de Rodoanel e melhorias do metrô

Valor destinado: R$ 4,95 bilhões. Estão previstos projetos de mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte “que proporcionam melhorias na mobilidade também nos municípios da Bacia do Rio Paraopeba”. Um deles é a construção do Rodoanel, com três alças passando pela região atingida, que terá recursos para parte dos investimentos iniciais. “Também foram reservados recursos para complementar aporte federal em melhorias no Metrô de Belo Horizonte e para a melhoria da infraestrutura rodoviária, beneficiando estradas e pontes em condições péssimas e ruins”.

Investimentos em hospitais e outros

Valor destinado: R$ 4,37 bilhões. “Entre eles, há a renovação de frota, aquisição de equipamentos e melhorias logísticas para o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e as polícias Militar e Civil, além de melhorias nas unidades de conservação do Estado. Também está prevista a conclusão de obras de hospitais regionais e melhorias nas unidades da Rede Fhemig, que são referência para os municípios atingidos, com modernização dos hospitais João XXIII, Julia Kubitschek e João Paulo II. O acordo de reparação prevê ainda a construção de uma biofábrica da Fundação Ezequiel Dias (Funed) com capacidade de produzir mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão de doenças pelo vetor. O desenvolvimento do método Wolbachia terá atuação inicial nos nos municípios atingidos”.

Medidas emergenciais

No acordo também estão inseridos recursos que já tiveram sua aplicação iniciada pela Vale em projetos de reparação, no valor de R$ 5,89 bilhões. “R$ 4,39 bilhões foram investidos em ações de reparação, pagamento de moradias provisórias de atingidos, atendimentos psicossociais, fornecimento de água para consumo humano e irrigação, as obra de nova captação de água no Rio Paraopeba, obras emergenciais para contenção de rejeitos, além de repasses para o fortalecimento do combate à pandemia de Covid-19”.

Protestos dos atingidos

Houve protestos dos atingidos na porta do Tribunal de Justiça durante a audiência. Eles reclamam que não foram ouvidos em nenhuma das fases das negociações, mesmo sendo as principais vítimas da tragédia. E pedem que o acordo “honre a memória das 270 vítimas” e de suas famílias.

“Está se falando em um acordo bilionário, mas não está se falando de um crime bilionário que a Vale cometeu em Brumadinho e que atingiu toda a bacia do Rio Paraopeba. É um acordo ilegítimo. Nós vamos recorrer ao Supremo Tribunal Federal e vamos considerar ele uma primeira parcela em relação aos direitos dos atingidos, principalmente o pagamento mensal que é vital para as famílias não passarem fome até o pagamento integral”, disse o representante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Joceli Andrioli.

A Associação dos Familiares das Vítimas de Brumadinho (Avabrum) disse, em nota, que o acordo foi conduzido de forma sigilosa, sem o conhecimento público e sem envolvimento dos atingidos.

“A Avabrum, associação que representa os familiares de vítimas fatais deste crime, não foi ouvida e tão pouco consultada, não sendo possível expressar uma opinião quanto a este acordo. Fomos mais uma vez excluídos do processo, cujo dinheiro advém do sangue das nossas Joias. Esperamos que o dinheiro desse acordo seja aplicado na reparação, que traga melhorias e bem-estar aos municípios verdadeiramente impactados e que honre a memória dos nossos”.

Sobre isso, Mateus Simões disse: “Nada jamais será capaz de trazer essas pessoas de volta. É por isso que não há comemoração. O momento é de responsabilizar a Vale pelo que fez com o estado, que carrega a mineração no nome, com as comunidades atingidas, com a economia e o meio ambiente. As famílias das vítimas continuarão sempre sendo assistidas pelo estado, que manterá a busca até que o último desaparecido seja encontrado”.

Perguntando na coletiva de imprensa sobre a participação dos atingidos, o governador Romeu Zema disse: “Tem pessoas em busca de holofotes, que não representam de fato pessoas que foram atingidas”.

Relembre a negociação

O governo pedia cerca 55 bilhões, sendo R$ 28 bilhões por danos morais. Os valores de indenização foram levantados por estudo da Fundação João Pinheiro e levaram em consideração, “a relevância dos direitos transindividuais lesados, a gravidade e repercussão das lesões, a situação econômica do ofensor, o proveito obtido com a conduta, o grau de culpabilidade, a reincidência e a reprovabilidade social dos fatos”.

Mas a Vale não concordou com a quantia, e o valor acordado é cerca de 32% menor do que o inicialmente pleiteado.

Essa audiência para assinatura do termo foi a sexta das negociações. No dia 21 de janeiro, o secretário-geral de Minas Gerais, Mateus Simões, disse que se a Vale não apresentasse proposta para danos provocados pelo rompimento da barragem assumiria “sua posição de inimiga dos mineiros”. O prazo terminaria na sexta-feira (29), mas a mineradora havia ganhado 15 dias de fôlego.

G1

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Geral

Lula critica crise no STF e comentário sobre Toffoli gera reação política

Foto: Reprodução

Nos bastidores de Brasília, aliados relatam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito que o ministro Dias Toffoli deveria deixar o Supremo Tribunal Federal para evitar que a crise envolvendo o caso Banco Master contaminasse o governo. A declaração, segundo interlocutores, foi interpretada por opositores como sinal de desconforto do Planalto diante do desgaste institucional provocado pela investigação.

A fala gerou reação de críticos do governo, que passaram a apontar uma suposta interferência do Executivo sobre o Judiciário. Parlamentares da oposição alegam que o presidente trata o Supremo Tribunal Federal como um braço político do governo, citando encontros frequentes entre integrantes dos Poderes fora das agendas oficiais. O Planalto, porém, não confirmou o teor da frase nem comentou oficialmente o assunto.

Nos bastidores, aliados do presidente afirmam que o objetivo seria evitar que o episódio envolvendo o STF e o Banco Master ampliasse o desgaste político em um momento sensível do cenário pré-eleitoral. A avaliação é que qualquer crise institucional prolongada pode afetar a agenda do governo e gerar ruídos na articulação política.

Enquanto isso, o caso segue em análise no Supremo após a saída de Toffoli da relatoria, agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça. O episódio reacendeu o debate sobre a relação entre os Poderes e aumentou a pressão política em torno da atuação da Corte em temas de grande repercussão nacional.

Com informações do Diário do Poder

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Política

Partido Novo aciona TCU e questiona uso do Planalto na organização de carro alegórico com Janja

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As bancadas do partido Partido Novo na Câmara e no Senado protocolaram uma representação no Tribunal de Contas da União pedindo investigação sobre um suposto uso indevido da estrutura da Presidência da República na organização do Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. O foco da ação é a participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, no carro alegórico “Amigos do Lula”, da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

Segundo o documento encaminhado ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, servidores ligados ao cerimonial da primeira-dama — que integra a estrutura do Palácio do Planalto — teriam sido mobilizados para organizar convites e apoio logístico ao desfile. A representação afirma que empresários, políticos, banqueiros e artistas teriam sido convidados a participar do carro alegórico e que até medidas dos participantes teriam sido solicitadas para a produção das fantasias.

Os parlamentares do Novo alegam que a utilização de estrutura pública para viabilizar a participação da primeira-dama pode configurar desvio de finalidade e ausência de interesse público. O texto também cita que a escola de samba teria recebido cerca de R$ 1 milhão em recursos públicos e sustenta possível descumprimento de orientação da Advocacia-Geral da União, que determina que a atuação do cônjuge do presidente respeite princípios constitucionais e tenha base jurídica clara.

Na representação, o partido pede medida cautelar para que o TCU determine a interrupção imediata de qualquer atividade de servidores federais relacionada ao carro alegórico, além de eventual responsabilização de gestores caso irregularidades sejam constatadas. O pedido é assinado por deputados e senadores da legenda, incluindo Adriana Ventura, Marcel van Hattem e Eduardo Girão. Até o momento, a Presidência da República não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Com informações da CNN

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Política

Mendonça aguarda relatório da PF antes de decidir futuro do caso Master no STF

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, vai esperar a entrega de um relatório da Polícia Federal antes de definir os próximos passos do inquérito envolvendo o Banco Master. A decisão ocorre logo após o magistrado assumir a relatoria do caso, que antes estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, em meio à crise provocada pelas menções ao nome do magistrado em mensagens extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro.

Um dia depois de ser sorteado relator, Mendonça participou de uma reunião com delegados da PF para alinhar procedimentos e entender o estágio atual das investigações. O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, contou com integrantes do gabinete do ministro e da equipe policial responsável pelo inquérito. Segundo o Supremo, a conversa teve caráter técnico e buscou dar continuidade ao andamento do processo, agora sob nova condução.

Interlocutores do ministro afirmam que a postura adotada neste primeiro momento será de cautela. A orientação interna é atuar com “serenidade e responsabilidade”, evitando declarações públicas e decisões precipitadas. A expectativa é que, após analisar o material solicitado à PF, Mendonça avalie se o processo deve continuar no STF ou ser remetido à primeira instância, dependendo do alcance das investigações e da presença — ou não — de autoridades com foro privilegiado.

Nos bastidores da Corte, ministros avaliam que a chegada de Mendonça pode ajudar a reduzir a turbulência institucional provocada pela troca de relatoria. O novo relator é visto como mais focado nos aspectos processuais e menos propenso a movimentos que ampliem o desgaste público. O caso, no entanto, segue sensível dentro do tribunal, sobretudo após o vazamento de detalhes da reunião que selou a saída de Toffoli do comando do inquérito.

Com informações do O Globo

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Geral

Governo Lula torra R$ 2 milhões em anúncios nas redes sociais em um mês

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram apenas nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade de caráter político ou institucional divulgada nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o volume de investimento cresce ainda mais quando analisado um período maior. Somando os últimos três meses, os gastos com propaganda digital nessas duas plataformas chegam a aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor voltado principalmente para campanhas de divulgação de programas e ações do governo federal.

Entre os conteúdos impulsionados, um dos principais focos foi a divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Só esse tema concentrou cerca de R$ 700 mil em anúncios no período de um mês, distribuídos em diferentes peças publicitárias direcionadas ao público nas redes.

A distribuição dos investimentos também chamou atenção pela concentração regional. Segundo os dados, os estados que mais receberam anúncios foram São Paulo, com cerca de R$ 289 mil; Rio Grande do Sul, com R$ 212 mil; e Bahia, com R$ 207 mil. Já unidades da federação como Mato Grosso e Distrito Federal tiveram menor volume de publicidade, com cerca de R$ 21 mil cada.

Com informações do Diário do Poder

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Geral

VÍDEO: Noite de sexta-feira abre Carnaval de Natal em grande estilo na Praia de Ponta Negra

Vídeo: Reprodução

A sexta-feira de Carnaval em Natal foi marcada por muita festa, alegria e praia lotada no Polo Praia de Ponta Negra. O primeiro grande dia da programação carnavalesca reuniu milhares de foliões que tomaram a orla para acompanhar uma noite de shows marcada por energia alta e diversidade musical, consolidando o clima positivo da folia na capital potiguar.

A programação começou com o DJ Samir aquecendo o público e abrindo espaço para uma sequência de apresentações que levantou a multidão. O cantor Alceu Valença colocou a praia para cantar em coro os grandes clássicos do carnaval, seguido pelo forró contagiante da banda Cavaleiros do Forró, que manteve o público animado do início ao fim. Encerrando a noite, a dupla Rafa e Pipo Marques garantiu ainda mais animação, com repertório voltado para o axé e para o clima carnavalesco, fazendo a festa seguir madrugada adentro.

Com forte presença de turistas e moradores, a noite ficou marcada pelo clima familiar e pela tranquilidade, reforçando o sucesso da organização e a força do Carnaval de Natal como um dos principais eventos do calendário turístico da cidade. A Praia de Ponta Negra virou um grande palco ao ar livre, reunindo diferentes estilos musicais e mostrando a pluralidade da festa.

E a folia segue intensa neste sábado (14), com programação espalhada pelos principais polos da capital. No Polo Praia de Ponta Negra, a tradicional Engorda começa a partir das 19h, com shows de Priscilla Freire, Banda Mel, Márcia Fellipe e Luiz Caldas. Já no Polo Avenida da Alegria, na Redinha, a concentração começa às 14h com Banda Grafith, Banda Mel e Capilé. No Polo Ginásio Nélio Dias, a festa também inicia às 19h, com Márcia Fellipe, Pagode do Coxa, Cavaleiros do Forró e Soanata. A expectativa é de mais uma noite de grande público e muita animação no Carnaval de Natal.

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Geral

Ex-marqueteiro do PT vê risco para Lula no Carnaval e diz que exposição pode “sair pela culatra”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-marqueteiro do PT, João Santana, fez críticas públicas ao envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama Janja da Silva no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que vai homenagear o petista no Carnaval do Rio. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Santana afirmou que a participação do casal pode gerar um “cenário de soma negativa”, com repercussão política desfavorável fora das bolhas simpáticas ao governo.

Para o publicitário, o principal risco não está em eventuais vaias durante o desfile, mas na reação do eleitorado em regiões estratégicas para Lula, como o interior de São Paulo, parte do Sudeste, do Sul e também entre o público evangélico. Santana questionou qual seria o ganho eleitoral real da exposição e alertou que o Carnaval historicamente costuma ser mais um ambiente de desgaste do que de construção de imagem política.

Responsável por campanhas vitoriosas do PT, como a de Lula em 2006 e de Dilma Rousseff em 2010 e 2014, Santana disse que a relação entre política e folia sempre exigiu cautela. Segundo ele, grandes espetáculos carnavalescos tendem a favorecer a catarse coletiva e não o culto individual, o que, na avaliação do ex-marqueteiro, pode fazer o “tiro sair pela culatra” quando figuras públicas tentam se associar diretamente ao evento.

A escola Acadêmicos de Niterói apresentará o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A expectativa é que Janja desfile como destaque de um dos carros alegóricos, enquanto Lula deve acompanhar a apresentação de um camarote. Para Santana, mesmo que a ideia da homenagem tenha partido da escola de forma espontânea, a proximidade do presidente e da primeira-dama com o desfile transformou o episódio em um movimento politicamente arriscado.

Diante da repercussão, a Comissão de Ética Pública da Presidência divulgou orientações aos integrantes do governo para o Carnaval, incluindo a proibição de uso de diárias e passagens públicas e o cuidado para evitar manifestações que possam ser interpretadas como propaganda eleitoral antecipada. Até o momento, ações da oposição contra o desfile foram rejeitadas pela Justiça.

Com informações da Gazeta do Povo

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Geral

Silêncio orientado: Ministro de Lula proíbe colegas de falar sobre crise do STF e caso Master

Foto: Luis Nova/Metrópoles

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, orientou integrantes do governo Lula a evitarem qualquer declaração pública sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master. A ordem interna, segundo apuração, tem o objetivo de impedir que o Palácio do Planalto seja arrastado para o embate que, nos bastidores, já é visto como uma disputa direta entre a Polícia Federal e o STF.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. A orientação inclui também um freio em críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o avanço das investigações que atingiram nomes ligados à previdência do Amapá. O ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos — indicado por Alcolumbre — é investigado depois de o órgão ter investido cerca de R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal neste mês.

No governo, a avaliação é que a escalada da crise ganhou um grau elevado de sensibilidade institucional, principalmente depois da saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master e da redistribuição do processo para o ministro André Mendonça. A preocupação é evitar ruído político adicional em um momento de tensão entre os poderes e de forte exposição pública do Supremo.

O clima ficou ainda mais pesado após a divulgação de detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF, realizada na quinta-feira (12). Segundo relatos, parte dos magistrados passou a suspeitar que a conversa possa ter sido gravada, o que ampliou o mal-estar interno na Corte e reforçou a decisão do Planalto de manter seus ministros em silêncio sobre o assunto.

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Um bife com tortilha de macaxeira pra lhe dar sustança e um drink pro carnaval

Ô coisa boa, meu povo! O Papo de Fogão foi até Pipa entrar no clima do Carnaval. Tem Léo Patrício botando pra quebrar no axé, o chef argentino Léo Llopiz, do Tucunaré Cozinha, preparando o famoso Bife dos Pedreiros que é sustança daquelas… e na Dica Rápida, Letícia Biruta chega com uma Pina Cocada pra deixar seu carnaval mais animado que trio elétrico!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h

Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Política

Justiça obriga petista a se retratar por fake com Bolsonaro feita por IA

Foto: Agência Câmara

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou, nesta sexta-feira (13), que o deputado federal Rogério Correia (PT) faça uma retratação pública em todas as suas redes sociais após divulgar uma imagem falsa criada por inteligência artificial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A decisão manda que o parlamentar esclareça, em até 24 horas, que a imagem não era verdadeira e que o encontro jamais aconteceu. Caso descumpra a ordem, Rogério poderá pagar multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. A Justiça também proibiu o deputado de republicar a montagem ou qualquer variação que sugira proximidade entre os citados com base em imagens inexistentes.

Foto:

A postagem foi feita no perfil oficial do parlamentar no X no domingo (1º) e apagada logo depois. A defesa de Bolsonaro sustentou que a publicação vinha acompanhada de legendas que imputavam crimes de corrupção ao ex-presidente e insinuavam uma relação inexistente com o empresário citado.

Segundo a juíza Patrícia Vasques Coelho, o caráter ilícito da postagem ficou evidente, já que o próprio deputado admitiu ter fabricado a cena para expressar uma suposta articulação política. Rogério Correia terá 15 dias para apresentar sua defesa após ser citado.

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Política

PLANALTO MANDA CALAR: Sidônio veta ministros de Lula em crise STF x Banco Master

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, orientou ministros do governo Lula (PT) a não comentar publicamente a crise envolvendo o STF e o Banco Master. A ordem, segundo apuração, é manter o governo fora do embate e evitar desgaste político em meio à escalada de tensão institucional.

No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o caso deixou de ser apenas financeiro e passou a configurar uma disputa direta entre a Polícia Federal e o STF. Por isso, a orientação é de silêncio absoluto para não puxar o governo para o centro do conflito.

Sidônio também reforçou aos ministros que evitem críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O senador indicou Jocildo Lemos, ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), órgão responsável pela previdência complementar dos servidores do estado.

Lemos é investigado após a Amprev investir R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e foi alvo de busca e apreensão da PF no início do mês.

A crise ganhou novo capítulo após a divulgação de detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF, realizada na quinta-feira (12). Parte da Corte acredita que o encontro pode ter sido gravado. Na reunião, ficou definido que o ministro Dias Toffoli deixaria a relatoria do caso, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça, aumentando ainda mais a tensão nos bastidores de Brasília.

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